Terça-feira, Novembro 30, 2010

O Combate da Fé

Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para qual também foste chamado, e de que fizeste a boa confissão, perante muitas testemunhas” – 1Timóteo 6:12.

Será que temos procurado combater o inimigo ou temos nos empenhado na luta da fé? Existe diferença entre a luta da fé e a luta do pecado?

A esta altura alguém poderá dizer: “Espere um pouco, a Bíblia não diz: ‘Resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós’ (Tiago 4:7)?
Sim, é verdade; mas antes, no mesmo verso, está escrito: ‘Sujeitai-vos, portanto, a Deus’.”


Qual deve ser a nossa batalha?
Deve estar na submissão a Deus, enfrentando a luta da fé.


Conquanto pensem que se estão entregando a Deus, têm ainda grande dose de presunção. Há almas conscienciosas que confiam parcialmente em Deus, e parcialmente em si mesmas. Não esperam em Deus, para ser guardadas por Seu poder, mas confiam na vigilância contra a tentação e no cumprimento de certos deveres, para serem por Ele aceitas. Não há vitórias nesta espécie de fé. Essas pessoas labutam sem propósito algum; têm a alma em contínua escravidão, e só encontrarão descanso quando depuserem seus fardos aos pés de Jesus” – Mensagens Escolhidas, Vol. 1, pág. 353.

Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do Diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue, e sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.
(...) Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau, e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade, e revestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; abraçando sempre o escudo da fé, com o qual podeis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito, e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” – Efésios 6:10-18.

Visto que nossa luta é contra “as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6:12), nossa única chance de vitória está na utilização de armas espirituais.

O homem é incapaz de salvar-se a si mesmo, mas o Filho de Deus enfrenta o combate por ele, e coloca-o em vantagem ao dar-lhe Seus atributos divinos” – Ellen White, Review and Herald, 28-02-1898.

Somente quando nós concentramos nossa força de vontade em conhecer a Jesus pessoalmente, através da comunhão diária, e permitimos que Ele viva Sua vida em nós, é que iremos obter vitórias na santificação.

Assim, santificação é um vida de comunhão pessoal com Deus. Pela entrega diária de nossa vida, pensamentos, sentimentos e vontade a Deus, Ele realiza em nós o querer e o efetuar, segundo a Sua vontade. Visto que na santificação o crente tem a presença de Deus consigo, tal como na justificação, a santificação também comunica a idéia de poder!
Adaptado da Apostila de Soterologia, SALT-IAENE 2004.
:::::::::::::::::::::::::::

Você não busca a santidade para se salvar... mas, POR JÁ ESTAR SALVO EM CRISTO, é que o crente nEle tem o poder para viver uma vida santa... não PERFEITA... mas santa.

Glórias a Deus, porque, APESAR DA MINHA IMPERFEIÇÃO, Deus me ama e me salvou, e por isso eu agora posso viver uma vida de santidade, amparado pelo Seu poder e por Sua justiça!

Sábado, Novembro 27, 2010

Campanha Mundial pelo Ateísmo

Desde que filósofos "ilustres", como Richard Dawkins, resolveram iniciar uma ferrenha campanha publicitária contra a existência de Deus, não páram de surgir novos focos de ateísmo na mídia, além dos que já vemos "disfarçadamente" todos os dias.

Em 2009, foi iniciada em Londres uma forte campanha que tem como objetivo colocar em dúvida a existência de Deus. O slogan éá: "THERE'S PROBABLY NO GOD. Now Stop Worrying And Enjoy Your Life", algo como: "PROVAVELMENTE DEUS NÃO EXISTE. Agora páre de se preocupar e curta sua vida". Esta frase foi estampada nos ônibus londrinos, em fachadas de lojas, etc (clique aqui e veja mais).

A jornalista que deu início a este "projeto", sentiu-se incomodada depois que viu, também nos ônibus, uma propaganda de uma determinada Igreja Cristã. A publicidade fazia menção à volta de Jesus, e depois indicava um site para mais informações. Ao acessar este site, ela se deparou com a seguinte ameçada "aterradora" aos não-crentes: "Você será condenada a separar-se de Deus e passará a eternidade em tormento no inferno".

Foi o suficiente para inflamar a ira desta defensora do ateísmo, que iniciou uma campanha de arrecadação de fundos para seu projeto ANTI-DEUS. Em meados de 2009 ela já havia acumulado o equivalente a quase R$ 400.000,00 em doações.

A Revista Época também trouxe entrevista com uma família de ateus argentinos, na qual os pais demonstram seu "orgulho" em transmitirem aos 3 filhos pequenos a filosofia de vida que defendem. Recentemente o casal lançou aqui no Brasil o livro "Filhos sem Deus", onde ensinam como transmitir o ateísmo aos pequenos.

Em um ponto da entrevista, o casal (ele filósofo, e ela psicoterapeuta de crianças) afirma:

"As pessoas sempre educam os filhos de acordo com suas crenças. Nós vamos educá-los por nossas convicções. E achamos que a fé não é algo saudável para eles", afirma Rozitchner, que se refere aos filhos como "os três ateuzinhos".

O curioso é observar que o casal recebeu orientação religiosa, ou seja, ele vem de família judaica, e ela de família católica. O que os levou, então, a se tornarem ateus? Veja o que ela diz:

"Quando eu tinha 16 anos, por aí, comecei a ganhar responsabilidades na vida, passar por algumas experiências que me fizeram duvidar de Deus. E fui me dando conta de que não havia uma figura divina. O sentido da vida mudou totalmente para mim. Percebi que a chave do cotidiano era viver o presente sem fugir de suas obrigações, sem delegar a um ser superior. Conheci o Alejandro só com 25 anos e logo me identifiquei com a sua perspectiva de vida. Ele não me 'converteu', mas nosso relacionamento deixou mais claro para mim o que era uma visão ateísta do mundo".

Há algum tempo, eu escrevi aqui sobre esta onda crescente de ateísmo na mídia:
"Os ateus são mais inteligentes. Será?"
"Quem são os verdadeiros ateus"
"Realmente existem ateus?"

Mas o que me chamado a atenção é que, na grande maioria dos casos, as pessoas se voltam contra a religião, e conseqüentemente contra Deus, devido ao comportamento hipócrita, contraditório ou fanático dos próprios crentes, ou seja... nós!

Vê o exemplo da jornalista que citei acima? Tudo começou porque ela se viu CONDENADA AO FOGO ETERNO DO INFERNO, porque não cria mais em Deus. É uma pena que tanta gente ainda prefira acreditar nesta heresia pagã de que Deus condenará eternamente Seus filhos rebeldes às fornalhas do diabo. Estes dias recebi um e-mail de um senhor que se dizia indignado com os Adventistas, exatamente porque, entre outros pontos, nós não cremos no Inferno. E não podemos crer mesmo, porque é uma doutrina absurdamente anti-bíblica (clique aqui e se aprofunde sobre isso), e incompatível com tudo que as Escrituras declaram sobre o caráter de Deus.

Em uma aula de uma das disciplinas do Mestrado em Sociologia da UFPB (na qual eu estava como "aluno especial"), os participantes foram solicitados a dizerem quais seriam seus projetos de pesquisa. Uma das alunas da turma é titular da Delegacia da Mulher, e provocou um certo "ar de riso" entre os outros colegas após dizer que queria estudar a violência doméstica no seio das famílias professamente evangélicas. Após um momento de risinhos e gracejos (vocês podem imaginar!), ela disse que em seu trabalho tem ficado chocada com a crescente quantidade de casos de maridos (inclusive líderes: pastores, presbíteros, diáconos, etc.), que são verdadeiros "demônios" dentro de casa, oprimindo e agredindo esposa e filhos, mas que na Igreja, diante da congregação, assumem a postura hipócrita de "servos imaculados de Deus".

Entende o que estou falando?!

Parte da culpa pela crescente onda de descrença para com a instituição chamada "Igreja", e para com os "religiosos", pode ser atribuída a este falso ar de santidade e de "sou melhor que você" que muitos cristãos adotam.

Como Adventistas do 7º Dia, estamos sempre preocupados com as últimas profecias, os decretos dominicais pelo mundo afora, as perseguições religiosas, a guarda do sábado, etc., etc. Mas não podemos nos esquecer de que professamos uma fé muito nobre, a qual DEVE nos tornar pessoas diferentes e "melhores", não no sentido de sermos superiores aos outros, pois não o somos, mas no sentido de que a religião deve provocar em nossa vida uma mudança tal, que atraia as pessoas para Jesus... e não as afaste dEle. Alguns de nós são bastante ávidos por descobrirem os pormenorizinhos das doutrinas e das profecias de Daniel e de Apocalipse, mas relaxam grandemente nos pequenos atos de ética e cortesia do dia-a-dia, por exemplo.

Qual o tipo de Cristianismo que temos evidenciado dentro de nossa família? Ou no trabalho? Ou na escola? Ou com os colegas da academia? Ou com nossos "irmãos" de Igreja?

Enfim, quando as pessoas olham para nós elas estão vendo cristãos sinceros e equilibrados, ou pessoas fanáticas, grosseiras, arrogantes e orgulhosas, que fazem da fé uma "muleta" ou um "escudo" para seus traumas pessoais?

Dependendo da situação, nós poderemos estar produzindo os próximos ATEUS de nosso trabalho, de nossa escola, de nosso bairro, da nossa igreja... da nossa família.

Pense nisso!

"Vós sois a luz do mundo" - Mateus 5:14

Sexta-feira, Novembro 26, 2010

Lenda Oriental

Vejam que bela reflexão podemos fazer desta história:

Conta uma popular lenda do Oriente que um jovem chegou à beira de um oásis junto a um povoado, e aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:

- Que tipo de pessoa vive neste lugar?

- Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem? - perguntou por sua vez o ancião.

- Oh, um grupo de egoístas e malvados - replicou o rapaz. Estou satisfeito de haver saído de lá.

A isso o velho acrescentou:

- A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui.

No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água, e vendo o ancião, perguntou-lhe:

- Que tipo de pessoa vive por aqui?

O velho respondeu com a mesma pergunta da outra vez:

- Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?

O rapaz respondeu:

- Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.

- O mesmo encontrará por aqui - respondeu o ancião.

Um homem que havia escutado às duas conversas, perguntou ao velho:

- Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?

Ao que o idoso senhor respondeu:

- Cada um carrega no seu coração o meio em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Mas aquele que encontrou amigos lá, também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter controle absoluto.

MORAL DA HISTÓRIA:

Coloque dentro de você a idéia do sucesso.
O primeiro requisito essencial a todo homem para encontrar uma vida digna de ser vivida é ter uma atitude mental positiva.

Segunda-feira, Novembro 22, 2010

Como voltar "justificado" para casa?

Há um relato bíblico, narrado pelo próprio Jesus, que nos faz pensar sobre a maneira de Deus agir na vida do pecador, em especial sobre o nosso "conceito" de salvação e vida santificada.

"Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado" (Lucas 18:8-14).

Jesus utilizou dois personagens bem antagônicos: um FARISEU e um PUBLICANO. O primeiro odiava o segundo, por considerá-lo "impuro" e traidor, pois os publicanos eram judeus que trabalhavam para os romanos, normalmente em funções "públicas" - cobrar impostos, por exemplo - (por isso "publicano").

Mas, novamente, Jesus procura mostrar o quanto a religião meramente exterior e baseada nas obras próprias (legalismo) é inoperante diante de Deus. Enquanto que o fariseu baseava sua "importância" naquilo que fazia de "bom", o publicano se achegava a Deus com a certeza de sua "impotência", e amparado unicamente na misericórdia divina para a sua vida.

Algo mudou de lá para cá?

Creio que não!

A salvação continua, e continuará, baseada unicamente na fé em Cristo e na Sua infinita graça (cf. Rom. 1:16-17). Este é o "poder" (literalmente, a "dinamite") do Evangelho em nossa vida, que destrói as amarras do pecado e nos liberta para uma nova vida de graça e santificação.

Como diz Max Lucado:
"Nada do que você faz pode fazer com que Deus o ame mais...
E nada do que você faz pode fazer com que Deus o ame menos".

Na cena apresentada por Jesus estavam duas pessoas pecadoras:
- Um se considerava altamente fiel e consagrado, cheio de orgulho "santo" por ser uma pessoa socialmente íntegra, e ainda revelava tremenda presunção, pois acreditava ser muito melhor do que outros que não faziam o "bem" que ele fazia.
- O outro era um homem igualmente pecador, porém com um profundo sentimento de humildade diante de Deus, pois sabia do seu alto grau de afastamento do Senhor (certamente ele tinha consciência de seus muitos pecados), e acreditava que somente amparado na misericórdia de Deus é que ele alcançaria algum benefício.

Um dizia: "Obrigado, Senhor, porque sou um homem tão puro e santo, bem diferente destes miseráveis que me rodeiam. Faço tudo certinho e minha religião é um modelo para as outras pessoas. Estou quase no ponto de ser trasladado. Pode deixar que eu continuarei ensinando estes coitados a viverem esta vida abençoada na qual eu vivo".

O outro dizia: "Meu Deus, estou envergonhado em vir na Tua presença santa. Sei que sou pecador e sei que o Senhor tem muitos motivos para não gostar de mim. Mas minha vida é uma miséria longe de Ti, não tenho prazer nela. O Senhor sabe que eu quero mudar e que eu necessito de Tua mão a me ajudar. Por favor, meu Deus, não olhe para este Teu servo miserável, mas me ajude. Não tenho outra alternativa!".

Quanta diferença! Quanta saberia de Jesus em contrastar estas duas vidas!

Orgulho x humildade
Presunção x fé
Egoísmo x amor ao próximo
Santarrice x santificação

Você, hoje, se considera um fariseu ou um publicano?
Você, hoje, baseia sua fé naquilo que você acredita que está fazendo de bom, ou apenas na misericórdia de Deus em sua vida?
Você, hoje, costuma se comparar com seus "irmãos" e acredita ser mais "justo" do que alguns deles, ou se coloca no mesmo "barco" e admite que é tão miserável quanto os demais?
Você, hoje, está no time dos que apontam os dedos acusativos, ou no daqueles que não conseguem levantar os olhos diante da santidade de Deus?

Eu e você não temos motivos para vivermos uma fé legalista. Este texto de Lucas, que hoje é tão acessível para nós, não estava à disposição da Igreja em seus primeiros anos. Eles tiveram que manter sua fé de forma tão viva, unicamente através da experiência pessoal que mantinham uns com os outros e todos com Deus.

Nós, hoje, nos deixamos dominar pela frieza, pela "mornidão" laodiceana, e preferimos nos considerar "ricos e abastados", achando que não temos falta de nada (dou o dízimo, guardo o sábado, levanto de madrugada, não como isso, não bebo aquilo, me visto assim, me visto assado...), e não temos mais a consciência do profundo pecado que está arraigado na nossa natureza, lá no fundo, e que por tantas vezes tem se revelado através dos pequenos (ou grandes) gestos de egoísmo, presunção, vaidade, orgulho, crítica, maledicência, inveja, luxúria, etc.

Qual dos dois voltou "justificado" (ou seja, SALVO) para sua casa? O que aparentava ser santo e justo, ou o que aparentemente era um perdido sem nenhuma esperança de salvação?

Jesus deu a resposta!

Por isso, da próxima vez que formos tentados a olhar os outros através de um "patamar superior", "de cima", agradecendo a Deus por não sermos uma prostituta, um drogado, um alcoólatra, um ladrão... um político corrupto, um ator espírita, um profissional inescrupuloso ou mercenário... etc... lembremos que somos tão (ou mais) indignos do favor divino quanto qualquer um outro ser humano, por isso UNICAMENTE PELA GRAÇA, mediante nossa fé sincera, seremos salvos e poderemos, ao final de um culto na Igreja, voltarmos "justificados" para nossas casas.

Que o Senhor tenha misericórdia de todos nós, e nos ajude a tirar as traves que nos impedem de vermos a Sua graça!

"Ó Deus, sê propício a mim, pecador!"

Sexta-feira, Novembro 19, 2010

Que tipo de Amigo você é?

Mais um daqueles textos que recebo, e que me levam a refletir. Como sei que você, meu(minha) AMIGO(A), também gosta de boas reflexões, ai vai mais uma.

Amigo Simples X Amigo Verdadeiro

Um simples amigo nunca o viu chorar.
Um amigo de verdade tem os ombros molhados por tuas lágrimas.

Um simples amigo não sabe o nome de seus pais.
Um amigo de verdade tem o telefone deles na agenda.

Um simples amigo traz um litro de refrigerante para sua festa.
Um amigo de verdade chega cedo, ajuda a cozinhar e fica até mais tarde para ajudar a limpar.

Um simples amigo odeia quando você liga depois que ele já se deitou.
Um amigo de verdade pergunta por que você demorou tanto para ligar.

Um simples amigo quer conversar sobre os problemas dele.
Um amigo de verdade procura te ajudar com teus problemas.

Um simples amigo espera que você esteja sempre lá para ele.
Um amigo de verdade espera sempre estar lá para você.

Um simples amigo te abandona quando você comete um erro.
Um amigo de verdade estende a mão para te ajudar a levantar.

:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Durante muito tempo eu fiquei "encucado" com o seguinte verso bíblico:

"...mas há amigo mais chegado do que um irmão" (Prov. 18:24).

A palavra hebraica que foi traduzida por "chegado" é DABEQ, que dá uma idéia de algo bem próximo, bem "juntinho"... quase colado!
Por que, então, Salomão diz que existem amigos que estão mais próximos de nós até mesmo do que nossos irmãos? Não seria o contrário?! Na "hierarquia" dos relacionamentos, os "amigos" não deveriam estar abaixo dos "irmãos"?

Ai é que está a questão...
Você já observou como nós só chamados de "irmãos" na Igreja àqueles com quem não temos afinidade, ou de quem desejamos manter certa "distância"?! Os mais íntimos nós não chamamos de "irmão" ou "irmã", mas chamamos pelo nome... às vezes até por um apelido carinhoso.

Eu entendi, afinal, que o verso bíblico nos diz que a formalidade atrapalha os relacionamentos. Especialmente no âmbito da Igreja, nós devemos sempre ser mais que "irmãos" (no sentido formal e frio da palavra), mas devemos nos tratar como "amigos"... e amigos VERDADEIROS.

Portanto, caro AMIGO... cara AMIGA.
Não seja um "simples" amigo...
Procure ser um amigo "verdadeiro"... mais chegado que um irmão.

Quinta-feira, Novembro 18, 2010

O Que Acontece com Alguns Cantores(as)?

A revista VEJA de alguns meses atrás trouxe uma entrevista com o sr. Jayme Monjardim, diretor de minisséries e novelas de Televisão.

O título da entrevista era "Eu me sentia rejeitado", onde ele relata o drama de ter sido desprezado por sua mãe, a cantora Maysa, que tornou-se uma estrela da música brasileira em algumas décadas passadas.

Ao ler a matéria, me veio à mente um questionamento: Por que alguns cantores tão "idolatrados", não demonstram, em seu caráter e vida pessoal, a mesma "beleza" que é vista em suas vozes?

Os exemplos de cantores que arrastam multidões, mas que têm uma história de vida cheia de deslizes e fases "negras" é imenso. Apenas para lembrar alguns bem conhecidos:

- Amy Winehouse
- Michael Jackson
- Boy George
- Belo, pagodeiro

Sem falar de tantos e tantos outros que estão sempre às voltas com consumo de drogas, relacionamentos afetivos problemáticos, homossexualismo, satanismo, etc.

Parece que no chamado "meio artístico", para alguém se tornar uma "celebridade", não importa muito o caráter que ele ou ela tenha. Os "fãs", muitas vezes histéricos (especialmente os adolescentes...rsrs), só querem saber da "presença de palco", ou seja, da "imagem" que seu ídolo passa durante os shows.

E os cantores "cristãos"?

Um fato curioso, e um pouco semelhante, parece também se dar com alguns (graças a Deus, são a minoria) dos cantores professamente "evangélicos". Recentemente o Brasil ficou sabendo da história de um famoso cantor "gospel" que está sendo acusado de empurrar a ex-mulher e o filho da janela de um apartamento, e depois sair tranquilamente como se nada tivesse acontecido. A mulher morreu, e o filho ficará traumatizado por muito tempo devido ao que viu, ouviu e sofreu. Onde estava a "paz" que o tal cantor citou tantas vezes em suas músicas???!!!

Me entristece ver que também entre alguns (mais uma vez agradeço a Deus por eles serem a minoria) cantores Adventistas que se encastelaram em seus pedestais de vaidade e presunção, e são cristãos apenas no momento em que estão "ministrando o louvor" (jargão muito usado hoje em dia...).

Cantam canções lindíssimas, com letras maravilhosas... mas suas vidas não passam disso: teoria.

Você já deve ter observado alguns cantores, conjuntos, corais, etc., que abandonam o culto após participarem com seu "louvor". Tanto o período que antecede o seu momento de cantar, quanto os momentos seguintes, são passados fora da igreja, em conversas paralelas e infrutíferas. Para tais pessoas, a religião se resume a cantar... e nada mais.

Fico triste em ver que alguns jovens estão sendo influenciados fortemente por esta "tendência" de se valorizar mais o "dom" (dom?) do que a pessoa que o exerce. Lembro-me que no tempo do Antigo Testamento, o louvor era tão importante na adoração ao Senhor que apenas sacerdotes tinham permissão para cantarem no Templo. Eram pessoas que já nasciam com a missão de adorarem a Deus, e o faziam com todo o coração.

Hoje em dia temos visto cada vez mais cantores abusando das notas agudas, ou procurando "segurar as notas" para demonstrarem o quanto são bons de fôlego. Também vemos muitos, especialmente rapazes, dando verdadeiras "voltinhas" na voz, como dizia Ellen White, subindo e descendo a nota para criar um "efeito legal" na música.

Isso é válido? Penso que sim... mas não na música que se propõe a adorar ao Deus Eterno.

Neste tipo de música, deve existir uma harmonia absoluta na execução do louvor; harmonia esta que se reflete não apenas na música, em si, mas também na vida daquele que a está "ministrando". Os músicos de Sião deveriam ser pessoas consagradas, dedicadas ao serviço de Deus... verdadeiros exemplos de comunhão e coerência na vida cristã.

De que adianta cantar uma música que diz: "Renova-me, Senhor Jesus... põe em mim Teu coração", se aquele/a que está cantando tal composição não dá a mínima importância em colocar em prática o que está sendo dito?!

Tem um amigo meu que diz que há um hino no Hinário Adventista que deveria ser rotulado de o "hino dos mentirosos" (rsrs). É o nº 295... confira depois!

Caros cantores e cantoras de nossas queridas igrejas, não deixem que os exemplos incoerentes demonstrados na vida dos músicos seculares sejam vistos na vida dos que professam usar suas vozes para adorarem ao Autor da Vida.

Sua voz pode ser linda, mas se seu coração não estiver santificado pelo Espírito, me pergunto que Deus aceitará seu "louvor"? Pense nisso...


"Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome" (Heb. 13:15).

Terça-feira, Novembro 16, 2010

"Sete Mil" que não dobraram os joelhos

Tem uma passagem bíblica que me intriga.

"Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou" - 1Reis 19:18.

Este é um dos relatos mais conhecidos da Bíblia. Muitos são os sermões que se pregam a cada ano com base na experiência de Elias no Carmelo.

E o que me intriga neste verso?

Poucos versos antes, encontramos Elias aparentemente SOZINHO diante de um exército de adoradores de Baal a serviço de Jezabel. Segundo o texto sagrado, Elias ficou em cima do monte, incitando o povo a tomar uma decisão:

"Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu" (18:21).

Aparentemente, apenas Elias, e ninguém mais, estava ao lado do Senhor naquela ocasião. Ele ainda foi mais longe e disse que APENAS ELE, dentre todos os profetas do Senhor havia ficado para enfrentar a batalha (v. 22).

O desfecho, todos conhecemos. Elias saiu vencedor após um dia inteiro de rídicula demonstração de adoração pagã (semelhante à que vemos hoje em alguns lugares). Deus havia sido vitorioso, e todo o povo reconheceu, afinal, que somente Ele é o Senhor (18:39).

A arrogância de Elias

Algum tempo depois, Elias se encontra escondido com medo da sentença condenatória de Jezabel... sim, o mesmo irônico e sarcástico profeta que havia humilhado centenas de funcionários do diabo, agora estava escondido, dentro de uma caverna, com medo de uma mulher... A Bíblia é mesmo fantástica, não é?!

Em seu esconderijo, Elias argumenta com o Senhor sobre sua condição aviltante... chega a pedir mesmo a morte!

No alto de sua arrogância religiosa, Elias diz ao Senhor:

"Tenho sido zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida" (19:10).

Na cabeça de Elias, somente ele era fiel... somente ele era zeloso... somente ele permaneceu firme à aliança... somente ele.

É quando o Senhor faz, na minha opinião, a intrigante revelação:

- Que nada, Elias... deixa de ser arrogante! Ainda existem 7000 no meio do povo que permaneceram fiéis, e não se curvaram diante dos falsos deuses.

E eu pergunto:
- Onde estavam estes 7000? Por que eles não se apresentaram quando Elias estava incitando o povo à decisão? Quando ele acusou a todo o povo de estar "coxeando" entre dois pensamentos, porque estes sete mil se calaram (cf. 18:21)?

Deus é mesmo "ilógico"

Há algum tempo eu escrevi aqui sobre o quanto considero Deus um Ser "ilógico" , e a história de Elias na caverna só vem me confirmar esta "tese".

É muito comum, infelizmente, encontrarmos em nossas igrejas algumas pessoas que se consideram mais zelosas, santas e consagradas que outras. Exemplos:
- Eu faço culto familiar, e você não faz...
- Eu levanto de madrugada para orar, e você não...
- Eu chego cedo todo sábado na igreja, e você só chega atrasado...
- Eu devolvo o dízimo e a oferta minuciosamente, e você não...
- Eu sigo a Reforma de Saúde nos mínimos detalhes, mas você...
- Já li todos os livros do Espírito de Profecia... e você?
- Eu aboli a televisão da minha casa, e você não...
- Eu detesto sermão "enlatado", mas você...
- Eu sou Adventista de berço... e você?
- Eu estou em todas as semanas de oração... e você?
- Todo ano eu vou para o retiro de carnaval, das mulheres, dos PGs... e você?

Eu, eu, eu, eu... esse é o problema do arrogante, do falso zeloso, do pseudo-consagrado. Ele usa coisas que, a princípio, são boas e importantes na vida cristã, e fazem delas um "chicote" para atormentar seus irmãos menos "consagados".

Quantas vezes não vemos pregadores subirem ao púlpito imbuídos da arrogância de Elias, e esbravejarem: "Só eu e minha família fazemos as coisas direitos por aqui... se quiserem se salvar, olhem para mim..."! Um dia vi um pregar deste "naipe" discursando no IAENE... e nossa professora de Psicologia na época confirmou o Transtorno Obsessivo Compulsivo pelo qual o imimente pregador estava passando.

E Deus, em Sua infinita, abundante e terna misericórdia, olha para estes arrogantes, escondidos em suas cavernas, e diz:
- Filho, pára com isso! Seja mais humilde e reconheça que você não é nada perfeito... e você sabe que Eu sei disso muito bem... Mesmo que você não consiga ver, Eu tenho muitos outros filhos fiéis aqui, mesmo entre estes que, aparentemente, estão calados, improdutivos e estáticos. Eles também estão vivendo a fé verdadeira, assim como você. Por isso, querido filho, não seja arrogante, e saia dessa sua caverna de egoísmo!

É maravilhoso ver nas entrelinhas da Bíblia o quanto o nosso Deus é diferente de nós, em todos os sentidos. Aleluia!

Nós somos arrogantes, presunçosos, invejosos, ciumentos, vingativos, implacáveis, egoístas...

Ele é TODO AMOR E MISERICÓRDIA.

Da próxima vez que eu ou você nos sentirmos tentados a bater no peito e dizer "só eu", vamos nos lembrar que ao nosso lado podem existir outros "sete mil" que estão firmes na fé, mesmo que nossos olhos pecadores não consigam enxergar isso.

Sábado, Novembro 13, 2010

Quando Deus Se Alegra!

Durante muito tempo, a imagem de Deus que vinha à minha mente era de um Ser sério, vingativo e implacável.

Doutrinas deturpadas, como a do inferno, por exemplo, contribuíram para criar gerações inteiras de pessoas que não possuem uma imagem de Deus como um Pai de amor, misericórdia, bondade... e perdão.
Imaginar Deus sorrindo, então, nem pensar!

Mas o contato com as Escrituras me revelou uma Divindade formada por 3 Pessoas maravilhosas, que Se alegram quando estou alegre e Se entristecem quando estou triste.

"E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida" (Lucas 15:6).

Alegrai-vos comigo...
Que imagem linda Jesus transmitiu através desta parábola! Deus Se alegra! Ele fica feliz quando resgata uma de Suas ovelhinhas desgarradas.

A parábola, em si, já é uma profunda demonstração de amor divino pelo pecador. O pastor poderia muito bem, usando o raciocício capitalista já em voga naquela época, ficar com as 99 ovelhas que estavam a salvo, e deixar a 100ª para lá. Seria o "fundo perdido" do seu empreendimento comercial.

Mas para Deus, eu e você somos únicos, especiais, exclusivos (cf. 1Ped. 2:9). Ele não Se contentaria com as 99 sabendo que ainda havia 1 que podia e necessitava ser salva.

Depois de enfrentar o frio da noite, os perigos do deserto, o pastor encontra sua querida ovelha. Ela estava salva em seus braços! Só restava agora voltar para casa, para o aprisco, para junto das outras ovelhas.

O pastor estava cansado, zangado, magoado? Não!
Ele estava alegre, pois encontrou e resgatou aquela que rebeldemente havia se desviado do rebanho.

A história seguinte, das dracmas, também mostra a alegria do encontro (cf. Lucas 15:9). Mas é sobre o relato seguinte que eu gosto de me demorar...

"O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se" (Lucas 15:22-24).

Regozijemo-nos...
Diante de líderes religiosos tão frios e formais (iguais a muitos que existem em nossas igrejas ainda hoje!), Jesus descreve uma imagem da Divindade que aquelas pessoas jamais sonharam em ver: um Deus que espera o pecador, o recebe de volta e ainda Se alegra!

Diferente das parábolas anteriores do capítulo, agora o personagem "perdido" é um ser humano... um jovem... um rebelde... igualzinho a todos nós. Ele foi embora porque quis, mesmo sabendo que deixaria o pai profundamente triste.

Junto aos porcos, vivendo na "porcaria" que esta vida oferece aos que se rebelam contra Deus, o jovem resolve voltar para sua antiga morada. Ele não tem coragem de solicitar o "status" de filho, pois sabe que pecou muito. Ser um servo já estaria de bom tamanho (cf. v. 19). E assim ele sai pelo caminho de volta, ensaiando as palavras humilhantes e derrotadas: "trata-me como seu escravo".

Mas o coração do pai tinha outro desejo. Para o pai, um filho jamais poderá ser um escravo. Um filho é um filho! Quando o jovem inicia seu discurso, o pai interrompe e não o deixa prosseguir (cf. vv. 21-22). Que Jesus sábio! Ele soube dar à história a dimensão que ela merecia.

Fico imaginando as pessoas, os líderes, os escravos, os servos, os adúlteros, os mendigos, os doutores, os mestres... todos ouvindo Jesus relatar o quanto Deus deseja resgatar Seus filhos que se desviaram. Ele não está com um chicote à espera; não está com as costas viradas para o caminho; não Se coloca em um pedestal inacessível; não! Deus espera... corre... abraça... e beija. E o cheiro dos porcos? Não importa! Por debaixo daquela sujeira e fedentina estava seu filho... seu filho.

A festa começa! O pai mal consegue conter sua euforia... seu filho retornou... vivo! E isto é o que importa.

Infelizmente, muitas vezes agimos como o irmão mais velho. Enquanto todos estão se alegrando com o retorno de um pecador derrotado mas arrependido, nós ficamos de fora, sem querer entrar. Cometemos os mesmos erros, os mesmos pecados, a mesma rebeldia... mas vestimos a capa de "santarrões", e não aceitamos que outros usufruam dos "direitos" que achamos que apenas nós merecemos.

"Oh, Senhor, Pai querido... obrigado porque o Senhor me recebeu de volta quando retornei para Seus braços. Obrigado porque o Senhor ainda me recebe, todas as vezes que, constantemente, Te entristeço e renego Teu amor... Oh, querido Pai, este mundo não tem nada de bom para me oferecer, apenas porcarias, mas em Teus braços, em Tua casa, encontro conforto, paz, perdão e aceitação. Obrigado por olhar para mim como filho, enquanto meus próprios irmãos, às vezes, querem me ver como escravo! Obrigado porque o Senhor me estende Sua mão de cura e libertação, e me tira do lodo, da podridão, da lama... e ainda me beija e abraça! Oh, Senhor meu e Deus meu... obrigado!".

Caro amigo, prezada amiga... Deus já Se alegrou com teu retorno?
Não deixe que a religião fria e sem vida tire de você a alegria de olhar para cima e ver seu Pai a esperar, com os olhos fixos no caminho, aguardando que você inicie o retorno para que Ele corra em sua direção.

Ele está lá... e continuará lá... te aguardando.

"Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento" (Lucas 15:7).

Quinta-feira, Novembro 11, 2010

Daniel e Apocalipse: Algumas Curiosidades

Já que os temas escatológicos (referentes aos últimos dias proféticos) exercem grande fascínio sobre os Adventistas, vou colocar alguns pontos que ajudam a compreender melhor os livros de Daniel e Apocalipse.

As fontes são as seguintes:
- Hans LaRondelle, curso de extensão da Andrews, 1976.
- João Antônio R. Alves, apontamentos em sala de aula, 2004.
- Dean Davis, curso de escatologia.
- Apostila de Escatologia da Elpís Escola de Teologia.

Características de Daniel e Apocalipse
1. Estes livros são estruturados em relação ao tempo. Exemplos: 1.260 anos, 2.300 anos, 1290, 1335, 70 semanas. Tais profecias de tempo não têm um objetivo em si mesmas, mas seu propósito é apontar para um grande fim – são Teleológicas.

2. A segunda característica é a Teodicéia Cristocêntrica. Cristo representa o caráter de Deus e Se torna o Governador que tem direito sobre este planeta.

3. A terceira característica são as repetições ampliadas. Exemplos:
• Daniel 7 é a repetição de Daniel 2 – os quatro reinos são repetidos nos animais de Dan. 7. Mas não é uma mera repetição. Há um elemento novo – o Anticristo. Portanto, é uma repetição mais ampla.
• Daniel 8 acrescenta ainda outro elemento – o trabalho do Anticristo no santuário.
• Daniel 11 também adiciona outro elemento – que haverá uma guerra bem próxima do fim.
• E no Apocalipse temos várias séries como esta. Por exemplo, as Sete Igrejas, os Sete Selos, as Sete Trombetas, as Sete Últimas Pragas, Apoc. 12, 13 e 14.
• II Tessalonicenses 2 e Mateus 24 também possuem esta característica.

São, ao todo, pelo menos doze séries apontando para o mesmo evento – a Segunda Vinda de Cristo. Nestas séries, é sempre acrescentado um elemento novo àquilo que fora citado anteriormente. Este é o "ABC da Escatologia".

Estas doze séries mostram que estamos vivendo no tempo do fim.
Que peso para o nosso argumento! Que convicção!
Os Adventistas têm esta convicção e podem notar a urgência da mensagem de Deus.

As Escolas Básicas de Interpretação Profética
- Futurismo (criada por Francisco Ribera, católico): o anticristo é um indivíduo ainda por aparecer, um ímpio governante de Jerusalém, que surgirá no fim dos séculos, e governará por 3 anos e meio literais.
- Preterismo (criada por Luis de Alcazar, católico): afirma que praticamente todas as profecias terminaram na queda da nação judaica, e com a destruição de Roma pagã. O anticristo havia sido um imperador romano, como Nero, Domiciano ou Diocleciano.
- Historicismo: as profecias são desenvolvidas ao longo do fluxo histórico. Esta é a corrente aceita na Igreja Adventista do 7º Dia, advinda da Reforma Protestante e defendida por muitos estudiosos ao longo dos séculos.

É curioso observar como o Catolicismo criou simultaneamente 2 sistemas de interpretação (futurismo e preterismo), aparentemente opostos, com o objetivo de desviar do papado as interpretações referentes ao poder que se uniria ao dragão na perseguição a Deus e ao Seu povo.

As características do "chifre pequeno" do livro de Daniel
1. Ele sobe no meio dos 10 chifres do animal, após derrubar 3 deles – o chifre surgiria do império romano, e abateria 3 dos 10 reinos que formaram este império (foram eles, 3 destes 4 reinos: Visigodos, Vândalos, Hérulos e Ostrogodos).
2. Ele possuía olhos, como os de homem, bem como uma boca “arrogante” e “insolente” – o poder representado pelo chifre pequeno é um poder temporal, religioso e com pensamentos arrogantes e orgulhosos relativos ao seu alcance de dominação mundial.
3. O chifre pequeno parecia mais “robusto” do que os seus “companheiros” – ele conseguiria em certo momento dominar até mesmo o poder temporal, bem como o poder religioso.
4. Fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles – seria um perseguidor daqueles que desejasse permanecerem fiéis às leis de Deus, e rejeitarem a contrafação que o chifre pequeno apresentaria ao mundo.
5. Proferiria palavras contra Deus – sua pretensão seria tal que até mesmo as prerrogativas de Deus este poder tomaria para si.
6. Magoaria os santos de Deus – a perseguição aos fiéis seria grande e feroz.
7. Mudaria os tempos e a lei – o sábado da lei de Deus seria alterado por um outro dia de guarda, em obediência total ao poder do chifre pequeno.
8. Dominaria os santos por 3,5 tempos (1260 anos) – durante este período de tempo, os santos estariam totalmente à mercê das perseguições sangrentas do chifre pequeno (538 AD a 1798 AD).
9. Seria julgado pelo tribunal divino, e destruído – chegará o momento em que Deus intervirá definitivamente, e o chifre pequeno, com todos os seus seguidores, será destruído ante a autoridade do Deus do Céu.

Estrutura Quiástica de Apocalipse
Um “quiasma” é uma estrutura literária na qual a mensagem se desenvolve até se chegar a um “núcleo”, retornando em seguida para ampliar as mensagens do início da estrutura.
Veja um exemplo:

A. Prólogo (1:1-8)
B. Sete igrejas (1:9-3:22)
C. Sete selos (4:1-8:1)
D. Sete trombetas (8:2-11:18)
E. A crise final (11:19-15:4) – MENSAGEM CENTRAL DO LIVRO
D’. Sete pragas (15:5-18:24)
C’. Milênio (19:1-20:15)
B’. Nova Jerusalém (21:1-22:5)
A’. Epílogo (22:6-21)

Cuidados com a “Marcação de Datas”
O Pr. Demóstenes Neves (SALT-IAENE) selecionou 15 verdades sobre marcar datas para a volta de Jesus e os últimos eventos, segundo o Espírito de Profecia (Mensagens Escolhidas, vol. 1, cap. 23):

1. Fique claro que não nos pertence saber o tempo que Deus reservou para Si (Atos 1:3 a 8). E isso vale para os nossos dias (Mens. Escolhidas, vol. 1, p. 185-186).

2. Deus não revelou esse tempo.

3. Em vez de vivermos preocupados na expectativa de algum tempo especial de excitação ou exaurir as energias de nossa mente em especulações quanto ao tempo e as estações, devemos fazer o que é preciso para que as almas sejam salvas (Mens. Escolhidas, vol. 1, p. 186).

4. “Satanás está sempre pronto a encher a mente com teorias e cálculos que desviam homens da verdade presente, e inabilitam-nos para dar a mensagem do terceiro anjo ao mundo” (Idem).

5. “Jesus não veio assombrar os homens com alguns grandes pronunciamentos de um tempo especial em que havia de ocorrer algum grande acontecimento, mas veio instruir e salvar os perdidos” (Idem, p. 187).

6. Progredíssemos nós em conhecimento espiritual, e veríamos a verdade se desenvolvendo e expandindo em sentidos com que mal temos sonhado, porém ela jamais se desenvolverá em quaisquer direções que nos levem a imaginar que podemos saber os tempos e as estações que o Pai estabeleceu pelo Seu próprio poder (Idem, p. 188).

7. “Tenho sido repetidamente advertida com referência a marcar tempo. Nunca mais haverá para o povo de Deus uma mensagem baseada em tempo” (Idem).

8. “Não devemos saber o tempo definido nem para o derramamento do Espírito Santo nem para a vinda de Cristo” (Idem).

9. “O Senhor mostrou-me que a mensagem deve ir, e que não deve depender de tempo; pois o tempo nunca mais será uma prova [após 1844]” (Idem).

10. “Vi que alguns estavam ficando com uma falsa excitação, nascida de pregar-se o tempo; vi que a terceira mensagem angélica pode subsistir sobre seu próprio fundamento, e que não precisa nenhum tempo para fortalecê-la, e que ela irá com forte poder, e será abreviada em justiça” (Idem).

11. “Os tempos e estações, Deus estabeleceu por Seu próprio poder. E por que não nos deu esse conhecimento? - Porque não faríamos dele o devido uso, caso Ele assim fizesse. Desse conhecimento viria em resultado um estado de coisas entre o nosso povo, que retardaria grandemente a obra de Deus no preparar um povo para subsistir naquele grande dia que há de vir. Não devemos viver em excitação acerca de tempo” (Idem, p. 189).

12. “Jesus disse aos Seus discípulos: ‘vigiai’, mas não para um tempo definido. Seus seguidores devem encontrar-se na posição dos que estão à escuta das ordens de seu Comandante; devem vigiar, esperar, orar, e trabalhar à medida que se aproxima o tempo da vinda do Senhor; ninguém, no entanto, será capaz de predizer exatamente quando virá aquele tempo; pois ‘daquele dia e hora ninguém sabe’. Não sereis capazes de dizer que Ele virá dentro de um, dois, ou cinco anos, nem deveis retardar Sua vinda, declarando que não será por dez ou vinte anos” (Idem).

13. “Deus não nos revelou o tempo em que esta mensagem será concluída, ou quando terá fim o tempo da graça. As coisas reveladas aceitaremos para nós e nossos filhos, não busquemos, porém, saber aquilo que foi mantido em segredo nos concílios do Todo-Poderoso” (Idem, p. 191).

14. “Têm-me chegado cartas perguntando se tenho qualquer esclarecimento especial quanto ao tempo da terminação do tempo de graça; e respondo que tenho apenas esta mensagem a dar: ‘que agora é tempo de trabalhar, enquanto é dia, pois a noite vem, quando ninguém pode trabalhar’”. (Idem, p. 189).

15. “Não há, porém, nenhum mandamento para ninguém pesquisar as Escrituras a fim de verificar, se possível, quando terminará o tempo da graça. Deus não tem tal mensagem para quaisquer lábios mortais. Ele não quer que nenhuma língua mortal declare aquilo que Ele ocultou em Seus secretos concílios” (Idem, p. 191).

::::::::::::::::::

Já refulge a glória eterna de Jesus, o Rei dos reis;
Breve os reinos deste mundo ouvirão as Suas leis!
Os sinais da Sua vinda mais se mostram cada vez.
Vencendo vem Jesus!

Glória, glória! Aleluia

Glória, glória! Aleluia
Glória, glória! Aleluia
Vencendo vem Jesus!

Segunda-feira, Novembro 08, 2010

A Igreja Adventista e o Ecumenismo

"Prof. Gilson, aqui em minha região apareceu um líder do movimento dissidente que está visitando os irmãos, e dizendo que a Igreja Adventista do Sétimo Dia faz parte do Conselho Mundial das Igrejas. É verdade? Isso não seria aliar-se a Babilônia, e fazer parte do ecumenismo?"

Frequentemente recebo e-mails com os questionamentos acima. Na maioria das vezes, trata-se de um irmão sincero que está preocupado com a influência que os dissidentes antitrinitarianos estão provocando nas igrejas de sua região. Segundo algumas informações, muitos membros estavam sendo influenciados e abandonando a Igreja Adventista.

É uma prática muito comum entre estes movimentos de críticos da IASD a utilização de informações inverídicas que os membros "comuns", ou seja, aqueles de um conhecimento teológico e cultural mais simples, têm dificuldade em averiguar.

Dizer que a Igreja Adventista do 7º Dia é membro do World Council of Churches é uma tremenda leviandade, pois isso não é a expressão da verdade dos fatos.

No site do WCC você pode encontrar a lista das "Igrejas-membros" deste organismo ecumênico, que já conta com 60 anos de existência, e está atuante em mais de 110 países. Na lista dos membros, é possível encontrar uma referência à Igreja Adventista do 7º Dia, porém NÃO NA QUALIDADE DE MEMBRO, mas sim como uma Denominação Cristã reconhecida por sua história e penetração mundial.

Nesta página que fala da IASD, é bem destacada a declaração: "The Seventh-day Adventist Church is not a member of the World Council of Churches" ("A Igreja Adventista do Sétimo Dia não é um membro do Conselho Mundial de Igrejas") - clique aqui e confira você mesmo.

Portanto, mais uma vez se observa como uma das táticas do arqui-inimigo da IASD (cf. Apoc. 12:17) é repetir mentiras na tentativa de que elas se tornem verdades.

Pena que muitos incautos continuam caindo nesta armadilha diabólica, e acabam abandonando as fileiras da Igreja do Senhor.

:::::

Apenas para "fechar a questão" e jogar por terra estes argumentos mentirosos que os dissidentes pregam por ai, vejamos o que está oficialmente declarado sobre o ecumenismo, no livro Declarações da Igreja, publicado pela CPB:

"A Igreja Adventista não quer nenhum envolvimento quanto a tornar-se membro do movimento [ecumênico] e recusa quaisquer relações comprometedoras que tendam a enfraquecer o seu testemunho inconfundível" (pág. 163).

"Não há nenhum motivo para que os adventistas tenham complexo de inferioridade [por não participarem dos Concílios Ecumênicos]. É um maravilhoso privilégio ser um adventista do sétimo dia e saber que o fundamento teológico e organizacional da igreja está firme e seguro" (pág. 165).

Para bom entendedor, um pingo é letra!
E PONTO FINAL!

Sábado, Novembro 06, 2010

Decorar doutrinas é fácil, o difícil é ser "ético"

A Lição da Escola Sabatina de hoje (06-11-2010) recapitulou a história de Urias, um personagem "dos bastidores" que foi vítima das atitudes pecaminosas de Davi (2Sam. 11).

A lição tratou Urias como um exemplo de fidelidade ao Senhor, em contraste com o Rei Davi que, além de ter se eximido de ir à guerra (que deveria ser a atitude correta do líder do Exército) e ter preferido ficar na comodidade do Palácio Real em Jerusalém, ainda praticou cobiça, adultério, mentiras e, por fim, o assassinato do próprio Urias.

Fiquei observando os comentários dos membros da Unidade na qual eu estava, e o quanto os "irmãos" e "irmãs" têm uma ética deficiente, e uma compreensão equivocada deste tema na Bíblia. Foi comum ouvir um ou outro dizer que a culpa foi de Urias, que passou vários meses longe da família e preferiu ficar com os amigos no palácio do que ir para casa ver sua esposa. Não faltou quem dissesse que ele era um mau marido, que não gostava da esposa, que mereceu ser "traído", e que ele só morreu daquela forma porque não atendeu ao convite de Davi para ir para casa e ficar com sua bela esposa.

Quando o professor procurou mostrar o outro lado da questão, o lado da extrema ética e zelo de Urias pela sua fé em Deus (lembrando que ele, possivelmente, era um estrangeiro convertido), alguns "alunos" não concordaram, ficaram resmungando em conversas paralelas, e teve até um deles, que se considera muito conhecedor das Escrituras, que se levantou e saiu por não concordar com o que o professor estava explicando.

Esse é o ponto da questão... o que entendemos a respeito da ética bíblica?

O título desta postagem resume o que penso sobre este tema:
- É fácil decorar doutrinas e saber explicar detalhezinhos insignificantes de Daniel e Apocalipse... mas devolver um troco recebido a mais no ônibus, ai faz-se de conta que não vimos nada...

- É fácil retirar da alimentação este ou aquele alimento "reprovável", mas ser um funcionário eficiente, que faz sempre além do que lhe mandam, ai preferimos o velho bordão "não sou pago para fazer isso!"...

- É fácil encher a parede do escritório ou da sala com certificados de Ano Bíblico, e dizer com orgulho que já lemos a Bíblia toda umas 13.480 vezes, mas trocar o voto para Deputado por R$ 20,00 ou R$ 30,00 é algo "normal" para nós...

Percebem?!

A ética trata disso: de comportamento, de atitude, de escolhas... porém baseadas no que temos de mais profundo em nosso ser, em nosso caráter.

Diante da igreja, no sábado de manhã, com terno e gravata, é muito fácil parecer um bom cristão, um líder espiritual respeitável, um verdadeiro "santo"... mas é no dia-a-dia, nas pequenas decisões tomadas, nos mínimos afazeres cotidianos, que realmente revelamos o quanto o Cristianismo, em sua essência, tem impregnado nossa vida!

Se na igreja eu assumo uma postura de "consagração", "humildade", profundo conhecimento bíblico e doutrinário, mas no dia-a-dia eu demonstro um espírito egoísta, indisciplinado, desonesto, maldoso, intemperante, crítico, etc., isso evidencia que eu não compreendi o que JESUS ensinou sobre o tema no qual Ele mais se demorou: A ÉTICA CRISTÃ.

Enquanto eu observava os irmãos discutindo sobre se Urias errou ou não, percebi que havia uma pessoa na Unidade que foi um dos poucos que, de fato, compreendeu o tema da Lição. E sabe o que mais foi "irônico"? É que esta pessoa é uma das que aparenta menos conhecimento "doutrinário" do grupo, apesar de ser um membro antigo naquela congregação.

Assim é a ÉTICA CRISTÃ: você não precisa ser um intelectual, um teólogo, dominar a interpretação das profecias de Daniel e Apocalipse, ser defensor ardoroso da reforma alimentar ou de vestuário, etc., para ser ÉTICO... basta que você se disponha a entender, E APLICAR, aquilo que Jesus ensinou durante todo Seu ministério neste mundo.

Não é a toa que se costuma dizer que o sermão mais longo de Cristo, foi também o mais DIFÍCIL de ser vivido: o Sermão do Monte (releia-o em Mateus 5 a 7).

Deve ser porque ali o Mestre não tratou de doutrinas secas e sem vida... mas da ÉTICA que salva.

Voltando à história de Urias, ele foi sim um exemplo a ser seguido no que se refere ao zelo que demonstrou para com a Arca do Senhor, para com seus "irmãos" de batalha, e para com seu rei... mesmo que os machistas e as feministas da cultura podre de nossa época pensem o contrário.

Nesta terrível história, o único verdadeiramente culpado foi DAVI, e somente depois que ele entendeu isso foi que escreveu o belo Salmo 51.

"Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força" - Deut. 6:5.

Segunda-feira, Novembro 01, 2010

"Sentar ao lado de um negro? Eu?!"

Recebi esta mensagem por e-mail, e a achei muito oportuna.
Espero que vocês gostem...

Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe econômica de um vôo e viu que estava ao lado de um passageiro negro.

Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.

- Qual o problema, senhora? - pergunta a comissária.
- Não está vendo? - respondeu a senhora. Vocês me colocaram ao lado de um negro! Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra poltrona.

- Por favor, acalme-se! - disse a aeromoça - Infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível.

A comissária se afasta e volta alguns minutos depois.

- Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe econômica. Falei com o Comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar na classe econômica.
Temos apenas um lugar na primeira classe.

E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:


- Veja, é incomum que a nossa companhia permita a um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o Comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa tão desagradável.

E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:

- Portanto, senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um dos melhores lugares na primeira classe...

E todos os passageiros próximos, que, estupefatos, assistiam à cena, começaram a aplaudir, e alguns até de pé.

:::::::::::::::::::::::


A estória utiliza um personagem negro, mas poderia ser um "crente", um "espírita", um "ateu", um "nordestino cabeça chata", um "índio", uma "prostituta", um "viciado", um "obeso mórbido", um "idoso", um "deficiente", um "político" (rsrs), e por ai vai...

O preconceito é irracional, burro e neurótico, seja o "alvo" que for.

"no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos" - Col. 3:11.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...