quinta-feira, abril 12, 2012

Declarações interessantes... Paulo Coelho e Adriano.

Ao ler uma revista ÉPOCA de alguns meses atrás (nº 488), duas declarações chamaram minha atenção.

A primeira foi a do escritor brasileiro Paulo Coelho, que disse o seguinte em seu testamento:

"Sob hipótese nenhuma devo ser invocado após a morte, seja por cerimônias mágicas, seja por discípulos, seja por psicografia ou qualquer outro tipo de arte mediúnica. Se eu precisar aparecer por alguma razão, eu darei um jeito" (pág. 34).

O fato de que Paulo Coelho fez fama e fortuna escrevendo sobre temas ligados ao espiritualismo, bruxarias, magias, etc., não é novidade para ninguém. O mundo está cada vez mais ávido por obras que envolvam estes temas. É só observar a grande aceitação da série HARRY POTTER (que já vendeu milhões em livros e DVDs), e de autores como o próprio Paulo Coelho, tido como o autor brasileiro mais lido no Exterior.

É muito presente hoje este interesse pelo ocultismo e pelo espiritismo em qualquer de suas formas. Quanto mais misterioso, sobrenatural, "mágico", etc.... mais o interesse do grande público será despertado. Um exempre recente é a especulação absurda sobre o ano 2012 em um filme americano. Quem tem um mínimo de conhecimento bíblico percebe logo que o único objetivo é vender os DVDs do filme... e muito "crente" tem caído na armadilha.

Como podemos abstrair da declaração acima, Paulo Coelho não esconde para ningém que seu conceito de vida após a morte é intimamente ligado à crença espírita ou espiritualista.

Por ai podemos ver em que tipo de "fonte" os milhões de seus leitores têm bebido...

"Mas ninguém deve enganar-se pelas mentirosas pretensões do espiritismo. Deus deu ao mundo luz suficiente para habilitá-lo a descobrir a cilada. Conforme já se mostrou, a teoria que constitui o fundamento mesmo do espiritismo está em contradição com as mais terminantes declarações das Escrituras. A Bíblia declara que os mortos não sabem coisa nenhuma, que seus pensamentos pereceram; que não têm parte em nada que se faz debaixo do Sol; nada sabem das alegrias ou tristezas dos que lhes eram os mais caros na Terra" - O Grande Conflito, pág. 556.

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Como eu disse, foram 2 as declarações que me chamaram a atenção na revista citada.

A outra foi a do jogador de futebol Adriano, que até recentemente era atacante do Flamengo.

"Quando ia dormir, eu ficava pensando em meus problemas e tinha de beber para pegar no sono" (pág. 35).

Veja que ilustração mais nítida de como pode ser a vida de alguém que tem dinheiro, fama, prestígio, respeito, admiração... mas não tem paz.

Vemos constantemente na mídia a histeria que alguns jovens, especialmente os mais novos, sentem para com seus "ídolos". Alguns cantores e artistas de TV são reverenciados como "deuses" por aqueles de mente mais influenciável e vazia.

Basta observar as filas quilométricas que se formam na compra de ingressos para shows aclamados pelo grande público. Existem até alguns que preferem perder sua identidade própria para viverem a fantasia de serem seus ídolos. Os concursos de "cover" de Roberto Carlos, Elvis Presley, Raul Seixas, Xuxa, Ronaldinho, Pelé, etc., mostram isso claramente.

Tais fãs pensam que seus ídolos vivem uma vida de constante felicidade e paz, e muitos jovens e adolescentes fazem de tudo para tentarem chegar na posição que seus ídolos ocupam.

Um destaque especial têm merecido os jogadores de futebol, que ganham milhões e fazem fortuna ainda jovens, sem precisarem passar longos e tediosos (?) anos sentados em bancos escolares. Namoram bonitas e cobiçadas garotas, dirigem os melhores carros, moram nas maiores mansões... são felizes.... são?!

A declaração de Adriano mostra como pode ser vazia e triste a vida de uma "celebridade", porque ao chegarem lá percebem que dinheiro, fama, prestígio, luxo... nada disso "compra" a verdadeira paz de espírito.

Eles não alcançam tal paz porque ela não se encontra onde a estão buscando... Ela está unicamente na Fonte de todo amor e de toda paz.

"Grande paz têm os que amam a Tua lei, para eles não há tropeço" - Salmo 119:165

"Essa paz que no mundo não há...
Essa paz que é difícil de entender...
Paz que vem lá do céu...
Essa paz Eu dou a você".

Lembra dessa música?!

Um comentário:

A.K.Renovatto disse...

Interessante o texto, já me peguei refletindo sobre esse assunto várias vezes. Claro que os jovens sempre são as "presas" mais fáceis de modelos ruins. Sabemos que os jovens brasileiros leem pouco (quando leem algo), e foi sim uma surpresa ver essas séries de livros serem "devorados" pelos jovens. Pena que leem pouco e quando leem, optam por livros fantasiosos, cheio de ocultismo e sem nada a acrescentar na vida de ninguém. Há bons livros para os jovens, mas geralmente eles não se interessam. Já sobre o assunto "fama" é algo que salta aos olhos. Fama, dinheiro, amizade e sexo não pode preencher o vazio de ninguém. A maioria das celebridades tentam preencher a crise existencial em que vivem com bebidas, drogas, remédios etc. E os jovens veem seus ídolos e imaginam que eles têm uma vida alegre, esfuziante, só de prazeres, regalias e muitos anulam suas próprias vidas, para viver a vida do ídolo. De vez em quando sai notícia de algum famoso que morreu em decorrência do abuso do álcool e drogas, mistura de remédios, etc. Sempre que vejo tais notícias fico pensando o quão banal é essa fama aparente. Muitas vezes os "anônimos", talvez sem muita grana, sem fama são bem mais felizes que esses ídolos que a mídia exalta. Felicidade é algo que o dinheiro, fama, amizades, sexo não podem comprar. Parabéns pelo tema abordado, pr Medeiros!

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