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Os Adventistas são Evangélicos?

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Acredito que praticamente todo Adventista do 7º Dia ja ouviu alguém dizer que a IASD é uma "seita".

Talvez sejamos uma das denominações religiosas mais discriminadas em nosso país, tanto do ponto de vista da guarda do sábado (empregos, concursos, aulas, etc.), quanto com relação a outros pontos de nossa doutrina.

É curioso observar que mesmo dentro do Cristianismo, muitos "cristãos" demonstram um grande preconceito para com nossa amada Igreja. Recebo freqüentemente e-mails de pessoas de outras denominações que insistem em usar argumentos fantasiosos e humanos para "provar" que os Adventistas estão errados em suas doutrinas.

Algumas revistas voltadas ao público evangélico também adoram nos estampar em suas capas, como meio de vender mais exemplares. Uma delas é a ECLÉSIA.

Hoje eu vou colocar aqui a resposta a um artigo preconceituoso e equivocado que esta dita revista publicou em janeiro de 2001. A excelente resposta foi preparada pelo Pr. Moisés Mattos.

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Adventistas: Evangélicos ou Seita?
Uma resposta ao artigo: “Como água e óleo” – Eclesia – Janeiro de 2001

Acabo de reler a revista Eclésia de janeiro de 2001 onde me deparei com a matéria de Carlos Fernandes intitulada: “Como água e óleo” (p. 50 a 58). Através dela se pretende mostrar que doutrinas antagônicas separam evangélicos de adventistas.

Acredito que Fernandes seja um jornalista, pelo menos é o que posso perceber na sua maneira de escrever.

Em linhas gerais o autor parece ser isento, apenas se limitando a colocar as posições adventistas de um lado e a dos evangélicos do outro. Digo "em linhas gerais", pois de vez em quando ele deixa de ser repórter e se comporta como um “militante” evangélico. O que chega em alguns pontos a tirar a credibilidade do material.

Tergiversações à parte o artigo merece alguns esclarecimentos, o que faço a seguir:

1. A matéria contém imprecisões históricas:
É uma pena que os escribas que escrevem sobre o adventismo não bebam em fontes seguras e primárias. Por "primárias" eu entendo como sendo livros e artigos escritos por pessoas isentas de preconceito e que não escreveram baseados em mitos sobre os adventistas e sua história.

Hoje muitos opúsculos, que estão nas prateleiras de muitas livrarias, na verdade são cópias de cópias, e não refletem a verdade. Quase todos seguem o “trilho do bezerro doente”. Um escreveu e os outros se limitaram a copiar sem investigação acurada.

Infelizmente o senhor Fernandes caiu neste canto da sereia que é pesquisar pouco para escrever. Senão vejamos: Ele diz na p. 51 que Willian Miller “criou o Movimento do Advento” em meados do século 19. À primeira vista é isto mesmo. Mas as coisas não são bem assim.

O Movimento do Advento teve seus fundadores em vários continentes, com a participação de várias religiões. Por exemplo: na América do Sul, um sacerdote católico escreveu um livro sobre o segundo advento de Cristo, com o título “La venida del Messias”. Seu nome era Manuel Lacunza, um jesuíta.

José Wolf, um judeu cristão, também pregou a segunda vinda de Cristo na Europa e no Oriente Médio, e foi até perseguido por isso.

Mas, o interessante é que ninguém fala deles. Centram-se só em Miller como a dizer que ele era um desvairado marcador de datas para a volta de Jesus. Entretanto, Miller era um pesquisador sincero das Escrituras. Teve avanços significativos, e redescobriu pontos da Bíblia esquecidos pelos religiosos de sua época.

Aliás, o artigo diz que quando Jesus não voltou em março de 1843, Miller teria “refeito os cálculos” e chegado à conclusão de que a data seria 22 de outubro de 1844. De novo o Sr. Carlos Fernandes leu na fonte errada. Na verdade quem “refez o cálculo” não foi Miller, mas seus colaboradores, entre eles, Samuel Snow. Para Miller o mais importante não era a data mas a volta do Senhor.

Ainda outro erro histórico: Com o desapontamento de 1844 o movimento fragmentou-se em vários grupos.
O grupo dos que desanimaram e abandonaram a fé foi grande; o segundo foi o grupo do “status quo” que continuou a marcar datas para a vinda de Cristo. E o terceiro grupo foi formado por um conjunto de estudiosos da Bíblia que com oração e lágrimas descobriu as verdades bíblicas até então desconsideradas. Este grupo é que em maio de 1863 tornou se a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Os três grupos não se “uniram para formar a Associação Geral das Igrejas Adventista do Sétimo Dia”, como quer o articulista (p. 52).

A Igreja Adventista não surgiu de alguma briga de líderes por causa do poder eclesiástico [fato comum em muitas igrejas neo-pentecostais de nossos dias], mas por um grupo que entendeu que Deus os chamou para pregar uma mensagem bíblica, cristocêntrica e equilibrada.

Ellen White teve participação no desenvolvimento da doutrina, mas não foi ela quem “lançou as bases da fé adventista”, como apregoa a revista Eclésia.

Pessoas piedosas estudaram profundamente as Escrituras e chegaram às conclusões sobre pontos doutrinários. Ellen com suas visões apenas confirmou ou retificou o que já se havia estudado.

2. A matéria contém distorções sobre as doutrinas adventistas.
Em minha experiência de cristão aprendi que nem sempre uma heresia é exatamente uma doutrina errada, mas pode ser uma ênfase errada numa doutrina certa.

Propositalmente ou não, é o que o acontece quando muitos dos chamados “especialistas em apologética” falam ou escrevem sobre doutrinas adventistas.

Por exemplo, o Sr. Roque Carvalho, um dos entrevistados diz o seguinte sobre a maneira como os adventistas vêem a questão da salvação: “Se a salvação, para eles, depende da obediência à lei do Antigo Testamento, então a graça de Deus não faz sentido” (p. 58). Ele então desafia: “É possível ser meio cristão?”. Que argumentação paupérrima e descabida!

Os adventistas não crêem em salvação pelas obras da lei. Vamos colocar as coisas nos devidos lugares.

A Igreja Adventista crê na salvação pela graça por meio da fé em Cristo (Efésios 2:8). Entende também que sendo perdoada e justificada por Cristo (Romanos 5:1) a pessoa agora guarda, pela fé, os mandamentos de Deus. Pois fé sem obras é morta (Tiago 2:17).

A grande dificuldade de alguns evangélicos é entender a verdadeira função da lei moral de Deus na vida do cristão.

Eles ficam confusos quando lêem Paulo escrever quye “ninguém será justificado diante dele por obras da lei...” (Romanos 3:20) e logo a seguir “a lei é santa e o mandamento, santo e justo e bom.” (Romanos 7:12).

Afinal, Paulo era contra ou a favor da lei? Um estudo isento de preconceitos e dentro de princípios hermenêuticos sérios, mostrará que Paulo era contra o mau uso da lei de Deus. Na sua época, pessoas achavam que seriam salvas apenas cumprindo os preceitos, e deixavam Jesus de lado. Para Paulo, a lei mostra o pecado (Romanos 3:20), e como um aio (um ajudador) conduz o pecador a Cristo (Gálatas 3:24) a fim de que este seja justificado pela sua fé.

Desta forma o apóstolo não descartou a lei, mas colocou-a no seu devido lugar: mostrar o pecado.

Todavia, o problema está com os que param por ai e dizem que "Paulo nos desobriga de guardar a lei".
Ledo engano! O mesmo escritor sagrado diz que os “simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (Romanos 2:20).

Estaria ele (Paulo) pregando salvação pela lei? De forma alguma. Ele apenas está dizendo que os que guardam a lei o fazem depois de terem uma experiência de salvação com Jesus Cristo e Sua graça.

Portanto, para os Adventistas do 7º Dia, guardar a lei não é um meio de salvação, mas uma conseqüência da salvação.

Alguns parecem dizer que estar salvo em Cristo é o mesmo que desobedecer a lei. Isto é um absurdo que nem os oponentes gratuítos do adventismo aceitariam.

Teimam em distorcer este assunto. Talvez por medo de seus fiéis compreenderem esta verdade bíblica e eles perderem suas gratificantes funções de “intérpretes da lei.” É curioso observar que os escribas e pastores modernos usam do Velho Testamento só o que lhes interessa. Quando o assunto é dízimo, por exemplo, logo eles correm para Levíticos, Deuteronômio e Malaquias. Mas quando se fala em sábado dizem que ele foi abolido.

Outro exemplo de distorção ficou por conta do Pr. Natanael Rinaldi. Duas coisas ditas por ele merecem uma explicação maior. A primeira é com respeito a Miguel ser igual a Cristo. Na verdade Miguel é um dos nomes de Cristo na Bíblia. Com um razoável conhecimento de hebraico se conclui que o nome Miguel quer dizer: “Quem é igual a Deus?” E a resposta natural seria esta: "Somente Jesus Cristo". Portanto, diferente do que expõe Rinaldi, dizer que Miguel é um nome de Cristo na Bíblia não relativiza a deidade de Cristo, mas a confirma. Para o adventismo, Jesus Cristo é Deus em plenitude de Divindade (Colossenses 2:9).

É provável que alguma autoridade do Centro Apologético Cristão de Pesquisas ainda fique com dúvidas e argumente dizendo que a Bíblia fala de Miguel como um arcanjo e não como Cristo. Pois bem, seria interessante lembrá-lo de que a palavra bíblica para "anjo" também quer dizer “mensageiro”. E Jesus Cristo foi o mensageiro de Deus para a humanidade. Em Cristo está a maior revelação de Deus Pai (Hebreus 1:1 e 2). E ainda mais, devemos recordar que ao identificar Jesus como o “Arcanjo Miguel”, a Bíblia não O torna um mero anjo, como também não O transforma em animal ao identificá-Lo como um “Cordeiro” (João 1:29) ou como um “leão” (Apocalipse 5:5).

Algo mais: Miguel, em Daniel 12:1 e 2, aparece para defender o povo de Deus, e de acordo com o profeta, ocorre uma ressurreição como conseqüência disto. Será que um anjo pode ressuscitar mortos? É fácil observar que este "Miguel" deve ser mais do que um anjo...

Outra afirmação infeliz: “Os adventistas consideram que Cristo adentrou no santuário celeste em 1844...”. Quem disse isto? Onde Rinaldi encontrou tal afirmação nas publicações oficiais da IASD?

A literatura adventista deixa claro que Cristo pode ir (e foi) ao lugar santíssimo do santuário celeste desde Sua ascensão ao céu. O que se destaca é que em 1844 (segundo a profecia de Daniel 8:14) Jesus iniciou a fase do Santíssimo no santuário celestial. Todavia, Ele sempre trabalhou em nosso favor, como intercessor. Os adventistas não limitam a Cristo e Sua obra.

Sobre este ponto seria saudável dizer que embora a obra de salvação foi completa na cruz do calvário, seus efeitos serão sentidos por toda a eternidade. Alguns não entendem porque Jesus hoje está ministrando no Santuário Celestial (Hebreus 8:1 e 2) como sumo Sacerdote se Ele já fez tudo na cruz. Eles não entendem que a salvação é um plano completo. Ela envolve o nascimento sobrenatural, a vida impecável de Cristo, Sua morte na cruz, Sua ressurreição, Sua intercessão e o juízo no santuário celestial, e a Sua segunda vinda para fazer o juízo final.

A mesma Bíblia que diz que quem não crê em Cristo “já está julgado (João 3:18), também diz que Deus “estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça...” (Atos 17:31). Portanto, ao se falar sobre a obra de Cristo na cruz, temos que enfatizar todos os atos do Senhor antes e depois dela. A cruz é o centro, e o centro deve ser um ponto de atração de todos os demais atos do plano de salvação, sem anulá-los.

Deveria parar aqui, mas Rinaldi tem outra afirmação infeliz: “os ensinos de Ellen White deixam claro que o Salvador não é Cristo, e sim, Satanás, já que sobre ele seriam lançados os pecados, à semelhança do bode emissário descrito no livro de Levítico” (p. 52).

O arguto pesquisador certamente está por dedução tentando distorcer a aplicação adventista sobre o bode por Azazel (Levíticos 16:8). Azazel e o bode emissário representam a mesma coisa. No original hebraico está exatamente assim: “E lançará Arão sorte sobre os dois bodes. Uma sorte para Javé e outra sorte para Azazel.”

Comentando este texto, veja o que diz o comentário evangélico (não adventista) The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge: “Partindo do fato de que há um contraste entre expressões ‘para Jeová’ ‘para Azazel’, supõem muitos que Azazel seja um nome oposto a Jeová, um monstro do deserto, um demônio, ou diretamente Satanás... O contraste entre ‘para Jeová’ e ‘para Azazel’ favorece a interpretação de Azazel como substantivo próprio, sugerindo em si mesmo, uma referência a Satanás.”

Desta maneira, o bode emissário (Azazel) é visto como o próprio Satanás. Porém a acusação é de que os adventistas por interpretarem assim Levítico 16 estão dizendo que o diabo é o salvador, e não Cristo. Não sei onde se lê esta afirmação nos livros adventistas!

Para os adventistas, Azazel (Satanás) não participa da expiação. Ele não é o Salvador, pois ele não derramou seu sangue. Isto é concluído a partir de uma leitura bem feita de Levítico 16:9 e 10. O verso 9 fala do bode “para o Senhor” (que simbolizava Cristo) que era o único que tinha o seu sangue derramado. “Sem derramamento de sangue não há remissão” (Hebreus 9:22). O verso 10 fala do bode emissário (Azazel) cujo sangue não era derramado, em resumo ele não era oferecido em sacrifício pelo pecado. Ele apenas simbolicamente carregava os pecados do povo e morria no deserto sem derramar sangue. O bode emissário prefigura Satanás que vai morrer, não para perdoar pecados, mas por causa dos pecados que cometeu e induziu pessoas a cometer (Apocalipse 20:7 e 10).

Portanto, dizer que por esta interpretação de Levítico 16 os adventistas crêem em Satanás como salvador é um absurdo dos mais preconceituosos.

Satanás não é, nem nunca foi nosso salvador. A Igreja Adventista do Sétimo Dia nunca ensinou isto.

Conclusão:

Muita coisa ainda poderia ser dita sobre a polêmica e frágil matéria da revista evangélica. Porém, gostaria de fazer mais duas explicações e depois uma pergunta:

a. Estado do homem na morte:
Na Bíblia, a alma significa a pessoa total. O homem não tem uma alma, ele é uma alma. Gênesis 2:7 diz que da junção de fôlego de vida e do pó da terra é que o homem foi feito “alma vivente”. Não veio uma “alma” e "entrou dentro" dele, mas ele inteiro passou a ser uma alma. Portanto, "alma" significa a pessoa inteira. A morte seria a desintegração da alma. O pó volta à terra e o espírito (ruach no hebraico = fôlego de vida) volta para Deus (Eclesiastes 12:7).

Há várias razões par se crer que a alma é mortal:
“A alma que pecar esta morrerá” (Ezequiel 18:4). Ezequiel não está falando figurativamente (ou espiritualmente apenas). Ele está falando de pessoas e situações reais (leia também Ezequiel 18:1 a 9).
A única vez que a palavra "imortal" aparece na Bíblia, é atribuída a Deus (I Timóteo 1:17). A idéia de uma alma imortal é de origem pagã. Os gregos a transmitiram para os judeus, e esta pregação anti-bíblica chegou até os cristãos.
O inferno como lago de fogo acontecerá no fim (Apocalipse 20:14). A palavra "inferno" quer dizer sepultura ou lugar inferior. O credo dos apóstolos diz que Jesus morreu e desceu aos infernos (sepultura). Só uma perguntinha: Se as pessoas que morrem hoje já vão para o céu ou para o inferno de condenação, por que Deus terá que realizar um juízo final? Afinal de contas já não estão todos julgados? Quando a Bíblia usa a palavra "inferno" no sentido de fogo o faz referindo-se ao lago de fogo no fim.

b. A questão do adventismo como seita.
A questão do adventismo ser ou não uma seita não me preocupa. Explico porque: Nem sempre a palavra "seita" tem uma conotação ruim ou desastrosa. Os “especialistas em apologética” que usam de forma indiscriminada esta palavra para ofender o adventismo certamente estudaram a história do cristianismo [ou pelo menos deveriam ter estudado].

Em seus primórdios, a igreja cristã nada mais era do que uma seita rejeitada do judaísmo. Nem por isso o cristianismo deixou de ser a fé verdadeira (cf. Atos 24).

Se continuarmos a pesquisa veremos que o mesmo ocorreu com a Reforma Protestante do século 16. Lutero, Calvino e outros eram considerados uma “seita do diabo” por aqueles que detinham as “chaves do céu e do inferno”: a igreja oficial romana.

Apesar de os adventistas se considerarem cristãos por crerem nas doutrinas essenciais do cristianismo, eles empunham a bandeira de doutrinas que têm sido esquecidas pelos chamados cristãos evangélicos em nossos dias.

Walter Martin, conhecido autor batista do livro The Kingdon of the Cults, depois de uma exaustiva pesquisa sobre doutrinas adventistas concluiu que, embora a igreja tenha doutrinas distintivas, ela ainda pode ser cristã por proclamar verdades básicas do cristianismo.

Apesar disto, ser chamado de "seita" por uma causa justa não é ruim, mas um testemunho da verdade no tempo do fim.

c. Uma última pergunta:
Durante toda a reportagem se falou de um aparente confronto entre a igreja adventista e os evangélicos. Mas, perdoem-me a pergunta incisiva: De que povo "evangélico" estamos falando? Confesso que tenho dúvidas sobre quem são de fato os verdadeiros evangélicos em nossos dias.

Às vezes acho que são os protestantes históricos, que receberam um legado maravilhoso dos homens de Deus que foram os precursores da fé. Mas, desisto de pensar assim, pois algumas destas igrejas estão mais ligadas a uma filosofia e teorias de teólogos do que na Bíblia. O princípio de “sola scriptura” foi sorrateiramente substituído por teorias e métodos racionalistas de estudo bíblico. O fervor missionário de algumas correntes religiosas tem estado em queda, e em alguns países os templos destas denominações têm sido vendidos por absoluta falta de assistência dos fiéis que perderam a fé e a devoção.

Às vezes chego a pensar que são os queridos e fervorosos irmãos "pentecostais". Mas infelizmente alguns se limitam apenas a uma interpretação unilateral dos dons do Espírito. Onde estão as outras doutrinas bíblicas? A fé muitas vezes é baseada só na emoção em detrimento de um “Assim diz o Senhor”. Em muitas dessas igrejas pentencostais modernas, temas como ressurreição, volta de Jesus, reforma de saúde, etc., nunca são pregados, pois causariam uma grande confusão com os temas anti-bíblicos amplamente ensinados por estas igrejas.

Será que por evangélicos devo entender alguns (não todos) dos políticos que usam o nome de evangélicos para conseguir votos dos de boa fé?

Será que evangélicos são alguns (não todos) dos pregadores do rádio e da televisão que fazem um império monetário na Terra, e vivem fugindo da Receita Federal como o diabo foge da cruz?

Ou evangélicos serão alguns pregadores que gostam de estar de bem com todos fazendo um discurso politicamente correto, e não raro estando envolvidos em escândalos financeiros e sexuais, manchando o nome de Cristo?

Seriam evangélicos, alguns determinados “artistas” que continuam vivendo como sempre viveram (prostituição, luxúrias, drogas, imoralidades, etc.) e se declaram evangélicos nas entrevistas?

Sinceramente, ser evangélico é viver o evangelho de Cristo. Alguns tipos de "evangélicos" não me fascinam.

Simplesmente ter o nome de evangélico pode não significar nada. Parafraseando Paulo, eu diria: “Evangélico ou não evangélico não importa, mas sim ser uma nova criatura” (cf. Gál. 6:15).

Autor: Pr. Moisés Mattos

Adaptação e acréscimos: Prof. Gilson Medeiros
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Excelente material!

Aproveite, e dê uma olhada nestes outros artigos:
Quem é o Arcanjo Miguel?
Quem representa o bode Azazel?


"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" - Apoc. 14:12

O que eu gosto nos...

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Aqueles que têm um pouco mais de tempo na Igreja vão lembrar de um livrinho cujo título era bem sugestivo: "O que eu gosto nos...".

Este livro mostrava os pontos positivos de diversas denominações cristãs, na tentativa de esclarecer que todos têm algo bom a oferecer.

Resolvi fazer, então, minha própria lista de pontos positivos que observo em algumas denominações cristãs ou religiões não-cristãs. Lembro que não estou levando em conta a "teologia" deles, com os pontos doutrinários que sei que não estão em harmonia com a Bíblia. Meu objetivo é apenas demonstrar que podemos aprender muito, como Igreja, com pessoas sinceras que vivem uma fé diferente da nossa.

Quem sabe não podemos aprender o que eles têm de melhor, e também colocarmos em prática em nossa própria vida... como Adventistas do 7º Dia?!

Isso não tem nada com COPIAR as outras igrejas, pois não podemos negar que em alguns pontos os não-Adventistas vivem a "prática" do cristianismo bem melhor que alguns Adventistas.

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O que eu gosto nos...

Católicos Romanos
- Sua certeza de que a Igreja Católica é a mais importante. As festas religiosas promovidas arrastam verdadeiras multidões, que não medem esforços para participarem destes momentos de demonstração de sua fé.

Pentecostais
- Seu fervor e entusiasmo na adoração. Eles participam do culto de uma maneira viva e dinâmica, sem se limitarem apenas a "assistir", mas em realmente se envolverem na adoração, seja através dos cânticos, das exclamações de louvor ("aleluia", "amém", "glória"...), das orações, etc.

Batistas tradicionais
- Sua certeza da salvação em Cristo. Eles não vivem duvidando se estão salvos ou não, pois a mensagem da justificação pela fé é fortemente pregada e aceita pelos membros.

Testemunhas de Jeová
- Seu zelo missionário, em sair de casa em casa (e em duplas) para distribuírem suas mensagens. Cada membro tem seu programa pessoal semanal de envolvimento no evangelismo, sem se incomodarem com o sol ou a chuva, pois têm o desejo de deixarem suas literaturas no maior número possível de lares.

Espíritas
- Seu envolvimento em trabalhos sociais de assistência aos mais necessitados. A maioria dos grandes projetos sociais, que atingem uma enorme parcela desassistida da população, têm os espíritas como seus idealizadores, promotores ou realizadores.

Muçulmanos
- Seu estilo de vida saudável. Uma das grandes acusações que os muçulmanos fazem contra o Ocidente é de que nos países professamente cristãos (EUA, Brasil, boa parte da Europa, etc.) o uso de drogas, promiscuidade, AIDS, violências, etc., têm índices muito maiores que nos países muçulmanos. Na alimentação eles também procuram seguir regras que lhes dão um estilo de vida bem mais saudável que em outros países.

Budistas
- Sua rotina de oração (meditação) e sua busca pela paz. Eles estão constantemente procurando aumentar sua capacidade meditativa, o que lhes confere uma mente reflexiva e pacífica. Dificilmente vemos budistas envolvidos em violência, guerras, pancadarias, insultos verbais, etc.

Adventistas da Reforma
- Seu conhecimento do Espírito de Profecia. Os "Reformistas" procuram estudar a fundo os livros de Ellen White, e por isso estão mais dispostos a viverem os seus ensinamentos, seja no aspecto da Reforma de Saúde, na modéstia no vestuário e uso de maquiagens, etc.

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Lembro novamente que não estou levando em conta os aspectos doutrinários de cada religião ou denominação citada acima. O que observei são pontos do seu estilo de vida como "religiosos".

E nos Adventistas do 7º Dia...
O que eu gosto "neles"?

Evidentemente (rs) são muitas coisas:
- Sua excelente qualidade musical;
- Seu estudo metódico e sistemático da Bíblia;
- A forma de culto que prioriza a reflexão em vez da emoção (porém, de forma "exagerada" em alguns casos);
- Os maravilhosos conselhos práticos do Espírito de Profecia;
- O sistema de divisão dos dízimos, que dá chances para que até as menores igrejas tenham bons pastores;
- O Clube de Desbravadores e o de Aventureiros;
- O sistema educacional;
- O dinamismo dos jovens;
- O programa do Ministério Infantil;
- A beleza da cerimônia do lava-pés;
- A qualidade teológica da Lição da Escola Sabatina;
- O zelo em ser fiel aos 10 Mandamentos de Deus;
- O estudos das profecias bíblicas;
- O sistema de estudos bíblicos nos lares;
- O programa de evangelismo público;
- A qualidade da formação nos nossos Seminários de Teologia;
- Etc.
- Etc.
- Etc.

Como membro desta Igreja há 16 anos, eu tenho alegria (e orgulho) em ser Adventista do 7º Dia.

Mas sou consciente o bastante para ver que há coisas que podemos melhorar, e nossos "irmãos" de outras igrejas têm muito a nos ensinar para isso...

"julgai todas as coisas, retende o que é bom" - 1Tess. 5:21

Casamento de "Pastores" Gays

Autor: Prof. Gilson Medeiros

O dia 20 de novembro de 2009 entrou para a História como o dia do primeiro "casamento" entre pastores gays no Brasil (veja a notícia).


Os dois "pombinhos" fazem parte de uma denominação voltada especialmente para a inclusão de membros da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) - a Igreja Cristã Contemporânea. Assim como tantas outras, esta "nova" igreja é classificada como "liberal", por pretender romper com os padrões conservadores e "ultrapassados" das comunidades cristãs tradicionais.

Notícias como esta se tornarão cada vez mais frequentes, à medida que o fim dos tempos for se aproximando. Vivemos em um período no qual tudo que puder ser contestado, "adaptado", "modernizado", etc., o será... afinal, estamos na era da globalização de culturas e da busca pelo que for "politicamente correto", não é mesmo?! Já existem até comunidades de "Adventistas" (não "do Sétimo Dia"!) voltadas para o público gay, inclusive com "pastores" e "pastoras" homossexuais (misericórdia!!).

Já tratei aqui no blog do tema do Homossexualismo à luz das Escrituras (reveja aqui), e por isso não vou repetir os argumentos pelos quais acredito na desaprovação divina sobre uma cerimônia "cristã" de casamento entre dois homens ou duas mulheres.

Aproveitei a notícia divulgada na Mídia apenas para trazer de volta à nossa reflexão a profunda apostasia na qual está mergulhado o mundo atual, inclusive entre os que se consideram "seguidores de Cristo" - cristãos. Nosso mundo caminha para uma total, completa e irrestrita separação dos verdadeiros ideais de fé que Jesus pregou, exaltando sempre os fundamentos firmes e inabaláveis de Sua Palavra. Em nenhum momento vemos Jesus ensinando, ou autorizando que se ensinasse, nada que fosse contrário ao solene "Assim diz o Senhor".

Hoje, cada um diz o que quer, como quer, onde quer... isso em matéria de fé, de doutrina, de teologia. Perdeu-se, com o tempo, as diretrizes claras deixadas por Jesus, e os homens e mulheres da sociedade moderna buscam na religião apenas um "lenitivo" para suas dores e neuroses psíquicas, sem a menor preocupação em estarem, de fato, vivendo em conformidade com o que o Fundador do Cristianismo ensinou.

Não é à toa que o próprio Jesus já advertiu de que a sociedade dos últimos dias seria marcada pela apostasia da verdadeira fé, e por uma busca da falsa religiosidade... que não salva ninguém!

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus" (Mateus 7:21).

"... quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?" (Lucas 18:8).

"Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável, pois todas as nações têm bebido do vinho do furor da sua prostituição. Com ela se prostituíram os reis da terra. Também os mercadores da terra se enriqueceram à custa da sua luxúria. Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos" (Apoc. 18:2-4).

Jesus sempre soube que o homem procuraria viver uma fé falsa e sem legitimidade. E nos advertiu com a devida antecedência!

De tudo isso nós podemos tirar uma conclusão importante: JESUS ESTÁ VOLTANDO!

Quanto mais o mundo (e as falsas igrejas atuais) caminham para a apostasia e para a destruição da verdadeira fé que salva, mais nós devemos nos alegrar, pois é uma prova cabal de que o tempo está chegando ao seu final... e para os verdadeiros crentes, ele será glorioso!

Deus aceita e ama a todos, mas nenhum dos que Ele salvou permanece na mesma vida de pecados.

Afinal...

"Fomos, pois, sepultados com Ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida" (Rom. 6:4).

Postado em: 21-Nov-2009.

Você se sente uma pessoa perdoada?

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Não precisamos viver atormentados pela culpa, pois Deus quer nos perdoar...

Há uma história na Bíblia que ilustra de forma muito clara a extensão do amor de Deus pelo pecador. Muitas vezes, só reconhecemos a necessidade que temos de Deus quando estamos em situação desesperadora. Foi o que aconteceu com Manassés (2Crôn. 33:1-17) - ótimo texto para um sermão!

Ele foi um rei que fez o que era mau diante de Deus, e levou o povo a uma completa apostasia, pior do que os que vieram antes dele. Haveria salvação para um homem como Manassés? O que podemos aprender de sua história?

Ele era um rei cruel e idólatra (vv. 1-9)

Manassés teve uma trajetória de vida marcada pela apostasia. Aquele que fora escolhido para ser o representante de Deus, conduziu o povo a um poço cada vez mais fundo. Vejamos alguns dos pecados que são atribuídos a ele:
1. Construiu altares aos deuses pagãos.
2. Adorava os astros
3. Praticava feitiçarias, adivinhações, bruxarias, mediunidade.
4. Queimou os próprios filhos ao demônio.
5. Profanou a casa de Deus, enchendo-a de ídolos pagãos.

Ao olhar para a história de Manassés vemos o quanto ele foi fundo no pecado. Haveria salvação para um homem assim?

Certo dia, há alguns anos, a cidade de Natal acordou chocada. Um homem havia acordado pela manhã com o firme propósito de matar. Matar quem ele encontrasse pela frente.
Os noticiários de rádio muito cedo começaram a informar a tragédia.
Próximo a Natal há uma cidadezinha chamada Santo Antônio. Fica a poucos quilômetros ao norte de Natal.
Este homem saiu de sua casa, armado com facão e facas, e foi seguindo pela estrada que liga Natal e São Gonçalo do Amarante, ferindo aqueles que cruzavam seu caminho.
A Polícia foi avisada e rapidamente dirigiu-se ao local. Conseguiu encurralar o homem em uma pequena granja num povoado próximo a Santo Antônio. Sentindo-se acuado, ele decidiu partir em direção aos policiais, que o alvejaram com vários tiros. Ele já havia ferido várias pessoas naquela manhã, e matado outras 15!
Se este homem tivesse escapado com vida, e tivesse, depois de algum tempo, buscado o perdão de Deus, teria recebido misericórdia? Deus perdoaria um ato tão brutal e demoníaco?
É claro que sim!

Muitas vezes o pecador é “despertado” de forma dolorosa (vv. 10-13)

Apesar de todas as tentativas que Deus fez de trazer de volta o rei e o povo, eles O rejeitaram (v. 10). Agora só restava uma alternativa: a opressão da Assíria.
Por volta do ano 650 a.C., Assurbanipal invade Judá e leva Manassés prisioneiro. O poderoso rei de Israel, que deveria ser o representante máximo de Jeová para o mundo, agora estava humilhado, acorrentado, tratado como um animal, sendo conduzido com ganchos no nariz.

Na maioria das vezes, quando desprezamos os chamados de Deus, temos que sofrer as conseqüências da desobediência, e o sofrimento é o que nos despertará, quando o puro amor não conseguiu.

Alguma vez você já se sentiu assim? Sofrendo em conseqüência de ter desobedecido a Deus?

Em uma prisão imunda, Manassés lembra-se de que Jeová ainda estava vivo. O Deus a quem ele tanto desprezara era sua única salvação naquele momento. Assim como Davi no Sl 103:8-11, Manassés suplica a misericórdia de Deus, e Deus Se torna favorável para com ele (Que Deus maravilhoso!).

O Senhor o livra da prisão, e permite que ele retorne para Judá, para restaurar todas as barbaridades que, como rei, havia praticado em toda sua vida.
Apesar de toda maldade, Deus dá uma nova chance a Manassés, e o coloca novamente no trono da nação.

O conceito de perdão de Deus é muito diferente do ser humano. Deus “perdoa e esquece”.
Quantos de nós colocaríamos novamente Manassés no trono? Quantos de nós permitiríamos que nossos filhos fossem acampar com um membro “fiel” da Igreja, que no passado havia sido um estuprador e assassino? Confiaríamos nossos filhos a alguém com um passado tão negro?

Penso que não!

Nosso conceito de perdão é diferente – perdoamos mas não esquecemos, e na primeira oportunidade jogamos tudo "na cara" outra vez!

A alegria de ser perdoado (vv. 14-17)

Ao retornar para o reino, Manassés começa uma obra de reforma na nação que ele havia conduzido à apostasia. Sabe por quê?

Não é possível receber o toque do perdão de Deus e continuar na mesma vida de pecado.
Não é possível sentir a plenitude da graça e não querer restaurar a vida arruinada.

Manassés restaura o culto ao Deus verdadeiro, e conduz o povo de volta ao Senhor.
A restauração foi completa: Templo, casas, altares, vidas, destruição dos ídolos, etc.
O povo agora adorava somente ao Deus Eterno (v. 17) – que vitória!

Caro internauta...

Há momentos em que chegamos a pensar que o perdão de Deus não é suficiente para restaurar criminosos tão bárbaros como os que aparecem diariamente nos noticiários policiais.


Mesmo dentro da Igreja tenho encontrado pessoas (jovens ou adultos) que vivem um tormento pessoal por não acreditarem que foram perdoados pelo Senhor. Sentem-se sem Deus e sem esperança no mundo.

O que normalmente pensamos é que pessoas que vão tão fundo no pecado não conseguirão retornar e mudarem para uma vida de santidade e obediência a Deus.

Mas a história de Manassés nos mostra que “onde abundou o pecado, superabundou a graça” de Deus. Temos um Advogado junto ao Pai, que está disposto a interceder por todo aquele que suplica pela misericórdia divina.

Há perdão para mim e para você também... sempre que você estiver disposto a recebê-lo.

Quando alguém que vagou longe no pecado procura voltar para Deus, encontrará suspeita e crítica. Há os que duvidarão de que o arrependimento seja genuíno, ou insinuarão: ‘Ele não tem estabilidade; não creio que resista’. Tais pessoas não fazem a obra de Deus, porém a de Satanás, que é o acusador dos irmãos. Por suas críticas, o maligno espera desencorajar aquela alma, afastá-la ainda mais da esperança e de Deus” – Parábolas de Jesus, pág. 190.

Seja um(a) promotor(a) da esperança.... e não da "desesperança"....

Aprenda a perdoar...

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Certa vez eu ouvi alguém dizer que quando guardamos ódio ou rancor por alguém, é como se tomássemos veneno na esperança de que o outro (o alvo do ódio) morresse.

Certa vez eu recebi uma ilustração para este tema, que achei por bem disponibilizar para vocês.

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho.
Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa. Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado.

Antes que seu pai dissesse alguma coisa, o menino fala irritado:
- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo. Desejo tudo de ruim para ele.

Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:
- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.

O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:
- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca, e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você atire todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.

O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa.

O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:
- Filho como está se sentindo agora?
- Estou cansado, mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.

O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:
- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.

O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então, lhe diz ternamente:
- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você. O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.

Cuidado com seus pensamentos; eles se transformam em palavras.
Cuidado com suas palavras; elas se transformam em ações.
Cuidado com suas ações; elas se transformam em hábitos.
Cuidado com seus hábitos; eles moldam o seu caráter.

Cuidado com seu caráter; ele controla a sua vida.

Autor desconhecido

(pelo menos por mim).

Dinamize os Cultos em Sua Igreja

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Você já observou como os cultos de domingo e quarta-feira estão na UTI na maioria das nossas Igrejas?

Em algumas, até o programa do Sábado está com um ar "frio" e "sem vida".




O que podemos fazer para reavivarmos nossas Igrejas?
Como podemos melhorar a audiências aos cultos?
O que fazer para trazer mais visitas?

Considere as seguintes sugestões, designadas para acrescentar vida e vigor ao serviço de adoração. O culto inspirado não apenas é uma marca de qualidade, mas é característica vital numa igreja que cresce.

Eles não estão descritos com grandes detalhes, dando ampla oportunidade para cada congregação de adaptá-los às necessidades locais.

SERMÃO
1. Dramatize uma passagem da Bíblia como parte do sermão.
2. Não conte uma história infantil no início do sermão, mas introduza uma “caixa de surpresas”.Verifique o conteúdo periodicamente para estimular curiosidade e use objetos da caixa como uma ilustração visual do sermão.
3. Tente um “sermão musical”. Escolha os hinos de tal maneira que sirvam aos objetivos da mensagem. Isso funciona bem se o tópico do sermão é o "louvor".
4. Use gráficos e audiovisuais. Permita que a congregação veja mais do que ouve.
5. Promova um curso de reciclagem para os pregadores de sua Igreja.
6. Faça um rodízio entre os pregadores do seu Distrito, para que a Igreja tenha sempre uma pessoa nova repartindo o Pão da Vida.

MÚSICA CONGREGACIONAL
7. Introduza o acompanhamento de algum instrumento musical bem tocado (flauta, violão, teclado). Isso aumentará a qualidade do cântico congregacional.
8. Aprenda um novo hino do hinário para ser ensinado no serviço de cânticos a cada culto.
9. Tenha dois ou mais cantores de apoio com microfones à frente para encorajar a participação de todos.
10. Conclua o sermão com um apelo acompanhado por um hino cantado pela congregação com mãos erguidas, como símbolo de compromisso e unidade.

ORAÇÃO
11. Tenha três pessoas partilhando a oração. Uma responsável pelo louvor, outra pela gratidão e outra pela intercessão, que são as partes de uma oração feita no culto de adoração.
12. Convide (com antecedência) uma criança para oferecer a oração inicial. As palavras podem ser simples, mas o impacto será grande.
13. Tenha pessoas de diferentes grupos da congregação oferecendo a oração cada semana. Aponte pessoas como representantes daquele grupo: pais, jovens, universitários, crianças, casais, idosos, etc.
14. Tenha uma família, ou classe da Escola Sabatina, pequeno grupo, desbravadores, etc., com oportunidade de orar. Cada pessoa do grupo oferecendo uma frase. A participação é o elemento crucial aqui.

ESCRITURAS
15. Tente leitura antifonal (responsiva), com jovens e idosos ou homens e mulheres. Lendo responsivamente segmentos da Bíblia, logo após o Serviço de Cânticos.
16. Ilustre a leitura com slides, filmes ou vídeo. Use fundo musical para a leitura.
17. Tenha um membro em que o texto das Escrituras seja apresentado na forma de vídeo ou áudio (pode ser a coleção de Cid Moreira), ilustrado pelo slide de uma paisagem, caso a Igreja possua projetor de vídeo.

OFERTAS
18. Coloque as famílias como responsáveis pela coleta das ofertas, pelo menos uma vez ao mês. 19. Tenha, de vez em quando, crianças uniformizadas (Desbravadores, Aventureiros, alunos da Escola Adventista, etc.) coletando as ofertas.
20. Na Escola Sabatina do 13º sábado, convide a congregação para trazer suas ofertas vindo à frente e depositando-as numa cesta. Isso providencia movimentação para os jovens adoradores.
21. Traga pessoas para testemunharem sobre a fidelidade na mordomia.

BOAS VINDAS
22. Convide os membros a apresentarem as visitas que eles trouxeram.
23. Estimule o povo a cumprimentar os que estão próximos deles.
24. Faça um cartão especial para ser entregue ao visitante pela primeira vez, com o endereço da Igreja, horário dos cultos, telefone dos Anciãos e do Pastor.

CRIANÇAS
25. Convide-as a virem à frente durante o hino final, fixando os desenhos que fizeram durante o culto, em um mural.
26. Recolha os desenhos à porta e fixe os melhores no quadro de anúncios.
27. Planeje o culto das crianças uma ou duas vezes no semestre. Deixe-as participar o quanto possível.
28. Forme um coral de crianças.
29. Convide as crianças a dramatizarem alguma história bíblica bem conhecida, na frente da congregação.

TESTEMUNHO
30. Entreviste alguém na congregação sobre sua conversão, profissão, etc. Se algo realmente importante aconteceu a alguém, entreviste-a. Deixe a pessoa partilhar sua gratidão e alegria perante Deus e a congregação.
31. Filme uma entrevista com um membro, dando à pessoa a chance de partilhar seu testemunho. Mostre a pessoa em seu dia-a-dia (no seu trabalho, casa e na igreja).
32. Providencie oportunidade para os membros expressarem emoção quando algo acontece que afeta a congregação - tragédias, maravilhosas bênçãos, crise, etc.
33. Peça que duas pessoas comentem o sermão do último sábado, mostrando em que a verdade apresentada tem afetado a sua vida.

OUTRAS IDÉIAS
34. Mude a seqüência dos eventos (sermão antes dos pedidos de oração na quarta-feira, por exemplo). Não caia na FRIA e MONÓTONA rotina.
35. Planeje períodos de meditação durante o culto. O silêncio também tem seu lugar.
36. Traga famílias à plataforma. Podem ser responsáveis pelo hino, boas vindas, leitura de Bíblia, etc.
37. Planeje a ceia para sexta à noite. Use pedaços grandes de pão e grandes cálices de vinho. Candelabros e o assentar-se ao redor de uma grande mesa podem dar um efeito todo especial.
38. Transforme o culto de domingo em um culto realmente evangelístico, com brindes, mensagens musicais alegres e uma mensagem bíblica doutrinária e cristocêntrica.
39. Integre os Desbravadores em todos os eventos da Igreja.
40. Promova freqüentemente um almoço de sábado com toda a Igreja, onde cada um traz um "prato" para partilhar com os demais.

Pela a Deus sabedoria, e Ele te concederá a luz para fazer de tua Igreja o MELHOR LUGAR DO MUNDO.

Que tipo de fé Jesus vai encontrar?

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Vivemos hoje em dia em um período de busca pela espiritualidade. As pessoas estão correndo de um lado para outro, tentando encontrar no misticismo, ou na religião de um modo geral, uma saída para suas angústias.

Aproveitando-se deste momento, algumas igrejas desenvolveram a chamada "Teologia da Prosperidade", na qual as pessoas buscam uma vida de abundância e fartura materiais já neste mundo, pois crêem que o Senhor é o dono da prata e do ouro e, portanto, quem é fiel a Ele (nos moldes da teologia da prosperidade) tem o "direito" de ser abençoado com riquezas.

Você pode observar que os programas de televisão próprios destas igrejas (algumas têm até canal próprio em TV aberta), sempre mostram testemunhos de bênçãos relacionadas a dinheiro. Os mais comuns são:

"Eu estava atolado em dívidas. O inimigo me amarrou e me colocou no lamaçal. Mas quando eu fiz meu voto de fé, realizei o sacrifício e participei da 'corrente da libertação financeira' minha vida mudou... Hoje tenho uma empresa cheia de clientes, casa em bairro nobre, 2 carros na garagem e um vida sossegada...".

"Meu casamento estava amarrado pelos espíritos maus. Eu não via solução. Me sentia um derrotado. Mas quando eu cheguei na igreja, e o pastor falou que Deus sempre cumpre as promessas para os féis, eu resolvi fazer minha parte... Fiz o sacrifício e trouxe minha oferta para a 'fogueira'.... uma semana depois eu já estava recebendo a bênção. Meu casamento hoje está restaurado, temos uma pequena empresa, troquei de carro e fiz uma reforma em nosso casa. Hoje eu sou um homem abençoado".

E por ai vai... só mudam os sinônimos, mas o conteúdo é o mesmo: "eu estava na lama, fiz o sacrifício e depositei no altar do Senhor, ai minha vida melhorou. Hoje tenho carro, casa, empresa... etc.".

Algumas igrejas são especialistas em criarem "slogans" com frases de efeito:
FOGUEIRA SANTA DE ISRAEL
CAMPANHA DA ROSA UNGIDA
CORRENTE DO ÓLEO DA UNÇÃO
NAÇÃO DOS 318
CAMPANHA DO DESCARREGO
VIGÍLIA DA LIBERTAÇÃO FINANCEIRA
CAMPANHA DO SANTUÁRIO DO ALTÍSSIMO

Em todas elas, as pessoas são ensinadas que quanto maior o $acrifício, maiores serão as bênção$.

Acredito que foi por saber que o nosso mundo estaria nesta condição, que o Senhor Jesus perguntou:

"Quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na Terra?" (Lucas 18:8)

Jesus sabia muito bem que os homens e mulheres dos últimos dias só iam querer saber do "venha a nós", e esqueceriam totalmente da obediência e a coerência em sua fé.

Graça a Deus que nós podemos dar um "SIM" para a pergunta de Jesus, pois quando Ele vier encontrará pessoas com a fé verdadeira. Talvez não sejam a maioria, mais certamente serão o povo mais abençoado da face da Terra, pois são chamados de "santos", e identificados como aqueles que "guardam os mandamentos de Deus e têm a fé em Jesus" (Apoc. 14:12).

Que bom que nós estamos neste grupo...

"Deus não Se cansa de amar..."

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Eu fico impressionado com a criatividade de nossos grandes compositores. Além de letras muito lindas, eu observo o cuidado na escolha dos títulos para as músicas.

Um título que me chamou a atenção no meio Adventista foi "Deus não Se cansa de amar".
Que resumo belíssimo de todo o plano da salvação!

Não importa a cor de sua pele... Deus não Se cansa de amar você.
Não importa o saldo da sua conta bancária... Deus não Se cansa de amar você.
Não importa se você mora em um casebre ou em um palácio... Deus não Se cansa de amar você.
Não importa se você é um phD ou se não sabe assinar o nome... Deus não Se cansa de amar você.
Não importa se seu sobrenome é pomposo ou comum... Deus não Se cansa de amar você.
Não importa se seu passado é rico em vitórias ou completo de derrotas... Deus não Se cansa de amar você.
Não importa se os outros o chamam de "doutor" ou de "hei!"... Deus não Se cansa de amar você.
Não importa se o mundo o ama ou o ignora... Deus não Se cansa de amar você.

Não importa se você crê nEle, ou O despreza... Deus não Se cansa de amar você.

A grandeza e infinitude do amor de Deus por todos nós é algo que não conseguiremos jamais entender, pelo menos não no decurso desta nossa vida miseravelmente atolada no pecado.

Eu, pessoalmente, passei a entender um pouco mais sobre o quanto Deus me ama (a mim, Gilson) foi quando me tornei pai de 2 meninas. Elas me têm ajudado a entender o quanto os escritores bíblicos foram sabiamente inspirados na utilização do simbolismo "pai-filhos" para nos ajudar a entender nossa relação com Deus.

Quantas vezes eu já não sofri por ver minhas filhas sofrendo! Quanto já não chorei por dentro por não conseguir amenizar-lhes alguma dor! Quantas vezes eu fui mal compreendido por querer dar-lhes algo melhor, mas que era diferente daquilo que elas, em suas mentes infantis, pensavam ser mais interessante! Quantas vezes não tive que repetir a mesma orientação, e bastava virar as costas para que elas fizessem exatamente o contrário!

Apesar de todo esforço e abnegação que o cuidado delas me custam, eu seria capaz de dar minha vida se isto fosse necessário para que a Amarílis (de 10 anos) ou a Iris (de 4 anos) tivessem a chance de continuar vivendo, mesmo que eu já não mais estivesse ao seu lado...

É assim que Deus age... exatamente assim!

Agimos como filhos mimados, egoístas, egocêntricos... mas Ele continua lá, nos amando.
Basta que Ele "vire as costas" para que façamos exatamente o contrário do que Ele orientou... mas Ele continua lá... amando.
Muitas vezes, como adolescentes rebeldes e "cabeçudos", agimos como se quiséssemos que Ele não mais Se intrometesse em nossas vidas... mas Ele não sai de lá... e amando...

Que amor é este?!
Você já parou hoje para tentar entender o que Deus sente por você?

"Será que uma mãe pode esquecer o seu bebê? Será que pode deixar de amar o seu próprio filho? Mesmo que isso acontecesse, Eu nunca esqueceria vocês" - Isaías 49:15 (NTLH).
Oh, Senhor, obrigado por nos tratar como filhos!
Obrigado por nos permitir chamá-lo de "Pai"!

Postado em: 31-Out-2009

O Ministério de Ellen White

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Uma coisa que tenho observado nos críticos da Igreja Adventista, tanto os do passado quanto os do presente, é que eles nunca mencionam Ellen White em seus argumentos contra a doutrina da Igreja, ou quando o fazem é no estilo "self-service", escolhendo texto sem levar em conta o "pano de fundo" no qual o mesmo foi escrito.

Ultimamente têm surgido muito material na Internet questionando temas da nossa doutrina, como a Trindade, a Pessoa do Espírito Santo, a devolução dos Dízimos, o modelo administrativo, etc. Mas nota-se claramente que quase nunca são citados textos da autora. Por que?

Resolvi, então, analisar aqui rapidamente alguns pontos referentes ao ministério de Ellen White. Meu objetivo não é fazer um estudo exaustivo sobre o tema, o que está além das características de um Blog, mas sim resumir de forma básica o assunto. O material é uma adaptação de tópicos do excelente livro do Dr. Herbert Douglass, "Mensageira do Senhor", ponto de partida para todo sincero estudioso do ministério profético de Ellen White.

Quem São os que Não Aceitam Ellen White como Profetiza?

1. Aqueles que crêem em alguma forma de inspiração verbal baseiam muitas vezes sua crítica ou rejeição na casual mudança de uma palavra ou data questionável. Dizem que se existem erros históricos ou científicos, por exemplo, então não podemos crer na inspiração do profeta.

2. Aqueles que estão, consciente ou inconscientemente, comprometidos com certas doutrinas teológicas inadequadas expostas por alguns reformadores protestantes. Por isso rejeitam os principais aspectos dos ensinos de Ellen White sobre o plano da salvação. Por exemplo: Os que não crêem que Cristo desenvolveu duas fases específicas como Sumo Sacerdote após Sua ascensão rejeitarão abertamente a contribuição de Ellen White à doutrina adventista do santuário, e provavelmente seu ministério de ensino em geral.

3. Aqueles que ficam incomodados com a reprovação de pecados particulares, também tendem a descartar a orientação profética.

4. Os que têm algum preconceito pela fato de não aceitarem que Deus usaria uma mulher como Sua mensageira para estes últimos dias.

Quando uma pessoa é classificada em uma dessas categorias, a reação normal é a mesma exercida pelos que não aceitam a Bíblia como revelação divina: “Isto não faz sentido para mim” - dizem. Para aqueles que são motivados pela obstinação e orgulho de opinião, ouvir o chamado de Deus para confiar na mensagem quando o mensageiro comete erros humanos não faz sentido.


Porque os Adventistas Crêem no Ministério Profético de Ellen White?

Os Adventistas acreditam que o dom de profecia bíblico, manifestado na vida de diferentes pessoas do passado, tanto homens quanto mulheres, também foi demonstrado na Igreja de Deus do tempo do fim, através do ministério de Ellen Gould White, uma consagrada cristã americana que morreu em 1915, na casa dos 80 anos de idade. E como podemos ter esta certeza?

1) Os profetas verdadeiros devem ensinar conforme o que já está revelado anteriormente, ou seja, não pode haver contradição entre as mensagens de um profeta para outro, pois um só Espírito concede o dom a todos. A Bíblia destaca especialmente dois pontos sobre os quais um verdadeiro profeta poderia ser considerado “iluminado”: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is 8:19-20). Um profeta verdadeiro não falaria nada contrário à Lei do Senhor, nem iria de encontro ao testemunho revelado por meio de outros profetas.
E Ellen Gould White cumpre perfeitamente esta condição, pois seus escritos nunca contradizem a Lei de Deus; pelo contrário, esta mensageira de Deus recebe inúmeras críticas por escrever exaustivamente sobre a importância de se obedecer aos Mandamentos do Senhor; bem como ela jamais fala algo que venha a desmerecer ou colocar em posição inferior o que está escrito através dos profetas bíblicos. Veja um exemplo:
A Bíblia e a Bíblia tão só, deve ser nosso credo, o único laço de união; todos os que se submeterem a essa Santa Palavra estarão em harmonia entre si” – Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 416.

2) A própria vida do profeta deve testemunhar de seu relacionamento pessoal com o Senhor. Jesus mesmo definiu um excelente critério para examinarmos a veracidade do ministério de alguém: “pelos seus frutos os conhecereis” (cf. Mt 7:15-20).
No ministério de Ellen Gould White vemos uma vida de perfeita dedicação ao Senhor, e através de sua vasta produção literária (mais de 100.000 páginas) esta mulher procurou sempre levar as pessoas para mais perto do amor e da graça de Cristo. Livros como Caminho a Cristo, O Desejado de Todas as Nações, O Grande Conflito, História da Redenção, O Maior Discurso de Cristo, etc., têm sido considerados verdadeiras obras-primas literárias sobre a vida e ministério do nosso Senhor Jesus Cristo. Os frutos da vida de Ellen Gould White demonstram a comprovação divina sobre o seu ministério.

3) Através de seus conselhos, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, apesar de jovem, tornou-se modelo mundial de organização, eficiência e crescimento, com um respeitado sistema de educação (recentemente citada em matéria da revista VEJA, inclusive), excelentes instituições médicas e um estilo saudável de vida que tem trazido cura e longevidade para seus membros em todo o mundo; tudo isso graças aos oportunos e inspirados conselhos que Ellen Gould White repassou para a Igreja, após tê-los recebido do próprio Criador e Mantenedor de todas as coisas. Ela escreveu milhares de páginas manuscritas de orientações à Igreja, nas mais diversas áreas: saúde, culinária, família, salvação, finanças, evangelismo, profecias, história da Igreja Cristã, luta do Bem com o Mal, educação dos filhos, pedagogia, etc. Suas obras de saúde, por exemplo, são estudadas por médicos em todo o mundo, que aplicam os conhecimentos ali descritos e conseguem resultados que a medicina convencional jamais conseguiu. As obras sobre educação, por exemplo, são utilizadas por pedagogos para fundamentarem suas pesquisas em nível de Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado.

Pergunta-se: como uma mulher semi-alfabetizada poderia explanar tantos conceitos médicos, científicos, filosóficos, antropológicos, sociológicos, além dos teológicos e espirituais, sendo que nunca sentou em um banco universitário, ou não teve acesso às teorias que somente em nossos dias estão sendo comprovadas pelos cientistas?

A resposta parece óbvia...
Deus, o Autor de todo o conhecimento, orientou Ellen White em seus escritos.

A Bíblia declara que nossa atitude para com a obra de um profeta verdadeiro, como o é Ellen Gould White, deve ser de humildade e agradecimento, pois Deus iluminou Seu povo nestes últimos dias com temas e respostas que seriam vitais à Sua militante Igreja do tempo do fim. Não devemos desprezar nem lançar descrédito sobre as mensagens dos profetas do Senhor, sob pena de não recebermos as bênçãos maravilhosas que Ele deseja derramar sobre nós, pelas mensagens dos Seus santos profetas (cf. 2Crôn. 20:20; 1Ts 5:19-21).

Antes de julgar se Ellen White é uma profetiza verdadeira ou não, sugiro que você leia alguns dos seus livros. Comece pelos seguintes: O Desejado de Todas as Nações, O Grande Conflito, Atos dos Apóstolos, Caminho a Cristo, A Ciência do Bom Viver, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, Orientação da Criança, Educação, etc.

Depois de ler, faça a si mesmo esta pergunta:
"Como, há mais de 100 anos, ela pode ter escrito coisas tão impressionantes e atuais"?

O Espírito Santo te mostrará a resposta...


PS: E não adianta vir com a velha história de "plágio", porque esta falácia TAMBÉM já foi desmascarada.

Parabéns, pastor!

Autor: Prof. Gilson Medeiros

O calendário eclesiástico dedica o último sábado de outubro a um personagem muito especial em nossas vidas. É alguém que escolheu renunciar a si mesmo, para poder dedicar a vida a levar pessoas para o Céu.

Na Igreja Adventista ele dedica tempo integral ao cuidado das "ovelhas". Isso mesmo... hoje é o DIA DO PASTOR.

Você já deu um abraço no seu pastor hoje? Ligou ou mandou um e-mail ou SMS para ele? Disse a ele o quanto o trabalho que ele faz é nobre e elevado? Aproveite e gaste os bônus do seu celular ligando para ele hoje... rsrs

Você pode até ter motivos para criticar ou não gostar do seu pastor. Mas isso não altera o fato de que ele é um homem especial, mesmo com seus defeitos. O ministério evangélico, segundo o Espirito de Profecia, é o trabalho mais digno e relevante a que um jovem possa aspirar, pois seus resultados serão evidenciados por toda a Eternidade.

Seu pastor é um homem comum, de carne e osso, com qualidades e defeitos, erros e acertos, dias bons e dias maus... mas ele é um pastor Adventista, e isso é o que importa.

Muitas vezes nós, ovelhas, não damos aos nossos pastores o devido valor que eles merecem. Estamos sempre prontos a cobrar, criticar, reclamar... mas dificilmente encontramos tempo (ou interesse) em ajudar o pastor em suas lutas, sejam pessoais ou "profissionais".

Hoje, no dia dedicado a este "irmão" especial, diga ao seu pastor alguma palavra de ânimo, para que ele se sinta "reabastecido" para continuar na jornada, árdua, de conduzir esta última geração de filhos e filhas de Deus... Reúna os jovens da Igreja e façam uma visita surpresa a ele, levando um cartão de agradecimento e felicitações, ou algo parecido.


Confiem em mim... ele vai gostar!

"Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram. (...) Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros" - Heb. 13:7 e 17.

Postado em: 24-Out-09

O Significado da Santa Ceia

Autor: Prof. Gilson Medeiros

A lição da Escola Sabatina desta semana tratou das semelhanças entre a Páscoa Judaica e a Ceia Cristã.


A Santa Ceia é uma das cerimônias mais belas do cristianismo, e é neste momento singular onde cada crente em Cristo reafirma nEle sua certeza da vitória.

Nós, Adventistas, não cremos no que os católicos romanos chamam de "transubstanciação", crença dogmática na qual o pão e o vinho da eucaristia se transformam LITERALMENTE no corpo e no sangue de Cristo, respectivamente. No Nordeste do Brasil existem até algumas "lendas" que envolvem os "santos regionais" de que ocorreram ocasiões de pessoas que encheram a boca de sangue ao comungarem da "hóstia consagrada". Tudo crendice!

Cremos, sim, na "consubstanciação", que ensina que o pão (sem fermento) e o vinho (suco puro da uva, não fermentado) se transformam em SÍMBOLOS do corpo e do sangue de Jesus Cristo. Esta crença é muito mais harmonizada com o que as Escrituras ensinam sobre o assunto.

Por ocasião da Santa Ceia, nós temos o privilégio de participar dos "emblemas" sagrados que nos trazem à lembrança o sacrifício expiatório e plenamente eficaz que Jesus realizou na Cruz do Calvário em nosso lugar, pagando o preço pelos nossos vis pecados.

Portanto, a Santa Ceia seria um "mini batismo", no qual reconsagramos nossa vida a Deus, e recebemos dEle o poder para vivermos uma vida de santidade e harmonia com Sua Palavra. É interessante observar que a Santa Ceia é um momento tão especial, que O próprio Jesus Se faz presente:

"É nessas ocasiões [de Santa Ceia], indicadas por Ele mesmo, que Cristo Se encontra com Seu povo, e os revigora por Sua presença. Corações e mãos indignos podem mesmo dirigir a ordenança; todavia Cristo ali Se encontra para ministrar a Seus filhos. Todos quantos ali chegam com a fé baseada nEle, serão grandemente abençoados" (Desejado de Todas as Nações, pág. 656).

Veja que o texto inspirado traz importantes revelações:
1. A Santa Ceia é um momento especial, no qual Jesus Se encontra com Seu povo. Não é aquele encontro "rotineiro" dos cultos, mas um encontro especial, diferente - mais glorioso.
2. Mesmo que aqueles que estiverem dirigindo a cerimônia (pastores ou anciãos) não estejam "santificados", e tenham algum pecado oculto acariciado, mesmo assim Deus abençoa a ocasião, pois Cristo está presente para ministrar PESSOALMENTE.
3. Todos os que vão à Santa Ceia, e participam com o coração agradecido e esperançoso, recebem a bênção de Jesus em suas vidas. Todos!!!!

Tenho percebido que alguns têm dúvidas com relação à Santa Ceia, e quero aproveitar aqui para novamente esclarecer algumas delas.

1. Somente membros batizados podem participar da cerimônia?
Nós praticamos a comunhão "aberta", ou seja, todos que entregaram a vida a Cristo podem participar (ver Manual da Igreja, pág. 83). Isso não quer dizer que sejam somente membros batizados da IASD. Veja o que diz Ellen White:
"Podem entrar pessoas que não são, no íntimo, servos da verdade e da santidade, mas que desejem tomar parte no serviço. Não devem ser proibidas. Acham-se ali testemunhas que estavam presentes quando Jesus lavou os pés dos discípulos e de Judas. Olhos mais que humanos contemplam a cena. Por Seu Santo Espírito, Cristo ali está para pôr o selo à Sua ordenança. Está ali para convencer e abrandar o coração. Nem um olhar, nem um pensamento de arrependimento escapa a Sua observação. Pelo coração contrito, quebrantado, espera Ele. Tudo está preparado para a recepção daquela alma. Aquele que lavou os pés de Judas, anseia lavar todo coração da mancha do pecado" (DTN, pág. 656).
Mesmo pessoas que não sejam Adventistas, mas que compreendem a importância da ocasião, e entendem e aceitam o significado da morte e ressurreição de Jesus, podem (e devem) participar.
As crianças menores participam observando o exemplo dos adultos.

2. Por que alguns Adventistas preferem não participar da Ceia, alegando estarem "indignos" ou "em pecado"?
Infelizmente, sempre aparecem irmãos e irmãs com afirmações deste tipo, nos momentos de Santa Ceia. Quantas vezes eu já não ouvi alguém dizer: "Eu não vou participar, pois não estou digno"! Quero dizer-lhes que isto é o resultado de uma mente que ainda não entendeu a justificação pela fé, e muito menos o que significa a Ceia do Senhor para o cristão da Nova Aliança. Quero apresentar mais um texto do Espírito de Profecia:
"(...) Aquele que lavou os pés de Judas, anseia lavar todo coração da mancha do pecado. Ninguém deve se excluir da comunhão por estar presente, talvez, alguém que seja indigno. Todo discípulo é chamado a participar publicamente, e dar assim testemunho de que aceita a Cristo como seu Salvador pessoal. (...) Todos quantos ali chegam com a fé baseada nEle, serão grandemente abençoados. Todos quantos negligenciam esses períodos de divino privilégio, sofrerão prejuízo" (DTN, pág. 656).

Percebe o que o texto está dizendo? Jesus lavou até os pés do próprio Judas, e depois entregou em suas traidoras mãos os emblemas do Seu corpo e do Seu sangue.
Ora, se Jesus, o onisciente Deus, não proibiu nem mesmo àquele que O haveria de trair, de participar da Santa Ceia, por que eu ou você devemos achar que não somos dignos de participar?! É claro que somos! Não importam as circunstâncias pecaminosas do momento! Jesus está ali para nos dar Seu perdão e Seu poder transformador. Crês isto?!

3. Quem não participa da comunhão pode tomar parte na cerimônia?
Esta é uma pergunta interessante. Freqüentemente vejo pessoas que participam da cerimônia da Ceia cantando, por exemplo, mas que não participam da comunhão, ou seja, não tomam parte no pão e no vinho. Considero isso uma falta de coerência, pois a pessoa não se acha digna (a não ser que o motivo seja outro) de participar do pão e do vinho, mas está apta a cantar durante a programação? Isso é incoerência teológica pura! Se não participou do pão e do vinho também não deveria cantar ou tomar parte de outra forma, ficando apenas na audiência da programação (o que é uma grande perda para sua vida espiritual, segundo o que já vimos nos textos supracitados).
Provavelmente, o problema está exatamente naquilo que falei anteriormente, pois alguns não entendem ainda o que significa ser "justificado pela fé em Cristo", e sua condição de pecador "salvo no Senhor".

4. Que "tipo" de suco de uva e de pão devem ser usados?
Em certa ocasião, no meu período de colportagem estudantil, me deparei com uma situação inusitada. Eu estava dando uma palestra em uma igreja evangélica pentecostal na cidade de Natal/RN, e após o encerramento do culto o presbítero começou a "puxar" conversa, e em dado momento ele afirmou que havia realizado recentemente uma Ceia em uma cidade do interior, e por falta de opção precisou usar pão francês e "Fanta Uva" como símbolos da cerimônia.
Fatos como estes descaracterizam totalmente o significado da Ceia, pois o pão não pode conter qualquer presença de fermento ou aditivos químicos, e o vinho também deve ser o mais puro suco de uva, sem qualquer adição de conservantes, água, açúcar, ou coisa parecida. Afinal, não são eles os "símbolos" do corpo e do sangue imaculado do Senhor Jesus Cristo?!

5. O que acontece com o pão e o suco que sobram após a cerimônia?
A parte que não foi "consagrada", ou seja, que não recebeu a bênção proferida pelo ministrante da Ceia (Pastor ou Ancião) pode ser aproveitada sem problemas (o vinho que ficou na garrafa, por exemplo).
Mas o pão e o vinho que sobraram na Mesa, após a distribuição aos participantes, devem ser eliminados (enterra-se o pão e derrama-se o vinho na terra), pois não podem servir de "lanche" ou "comida".
Era exatamente esta a acusação que Paulo fazia contra os Coríntios, onde alguns estavam indo para as Ceias apenas para se alimentarem de suco de uva e pão - era a bebedice e glutonaria que ele tanto condenou (cf. 1Cor. 11:21-22).

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Caros amigos, não deixem que o sentimento de derrota pelo pecado tire de vocês a alegria de participarem de uma Santa Ceia. Tenho plena certeza que não há um motivo sequer que possa impedir de um pecador arrependido, e desejoso de receber o toque divino, tomar parte da comunhão.

Se você estiver se sentindo indigno de participar, então você deve ser o primeiro a participar, pois é lá que Jesus vai restaurar sua vida, e te conceder o almejado perdão.

"Mas o momento da comunhão não deve ser um período de tristeza. Não é esse o seu desígnio. Ao reunirem-se os discípulos do Senhor em torno de Sua mesa, não devem lembrar e lamentar suas deficiências. Não se devem demorar em sua passada vida religiosa, seja ela de molde a elevar ou a deprimir. Não tragam à memória as diferenças existentes entre si e seus irmãos. A cerimônia preparatória [o lava-pés] abrangeu tudo isso. O exame próprio, a confissão do pecado, a reconciliação dos desentendimentos, tudo já foi feito. Agora, chegam para se encontrar com Cristo. Não devem permanecer à sombra da cruz, mas à sua luz salvadora. Abram a alma aos brilhantes raios do Sol da Justiça. Corações limpos pelo preciosíssimo sangue de Cristo, na plena consciência de Sua presença, se bem que invisível, devem-Lhe ouvir as palavras: 'Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou: não vo-la dou como o mundo a dá' - João 14:27" (DTN, pág. 659).

Louvado seja o nosso maravilhoso Deus, que na Ceia nos dá uma 2ª chance de vitória!

Postado em: 23-Out-2009

A passagem bíblica que mudou nosso destino

Autor: Prof. Gilson Medeiros

A Lição da Escola Sabatina também abordou o episódio de Jesus no Getsêmani.


Aproveito para relembrar alguns detalhes desta que é, na minha opinião, a "passagem bíblica que mudou nosso destino".

Mateus 26:36-45

(vv. 36-37)
Jesus encerrou Seu trabalho de pregação com os discípulos e realizou a última Ceia. Logo após, o grupo dirige-se ao Getsêmani para um momento especial pelo qual Jesus teria que passar. Judas já não estava mais com o grupo. Jesus e os 11 chegam à entrada do jardim, onde ficam alguns deles e apenas 3 entraram com Jesus.
Pedro, Tiago e João são os convidados a partilharem de um momento especial no ministério de Jesus. Eles têm a tarefa de orar para que nem eles nem Jesus fraquejassem naquele momento crucial para a história da humanidade. O que aconteceu? Eles atenderam ao apelo de Cristo, ou O decepcionaram nesta hora tão difícil? Que lições podemos tirar desta experiência?

I. A PRIMEIRA DECEPÇÃO

Nesta hora de dor, Jesus contava com a oração dos Seus amigos (v. 38). Naquele momento de grande angústia, Jesus esperava contar com o apoio daqueles a quem Ele tinha tanta estima e consideração.
A angústia pela qual Ele estava passando era tremenda. Todos os pecados da humanidade pesavam-Lhe sobre os ombros. (v. 39). Os discípulos mais amados deixam-se vencer pelo sono (vv. 40-41).

Quantas vezes já aconteceu de Jesus ir em busca de nosso auxílio, e nós estarmos “dormindo”?
Mas, o que significa estar “dormindo”? Pode significar muitas coisas...
1. Negligência no trabalho missionário.
2. Vergonha de testemunhar do Evangelho para nossos amigos.

Quando eu fui batizado, eu ainda não estava totalmente preparado para ser um cristão autêntico. Aos 19 anos de idade, eu sentia-me incomodado pelo preconceito que a maioria nutre para com os “crentes”. Então, eu escondia a Bíblia ao ir para a Igreja, pois não queria ser identificado com um “irmão”. Eu colocava minha Bíblia dentro de uma sacolinha de supermercado, e ia caminhando normalmente para que ninguém percebesse que ali estava uma Bíblia. Quando estava perto de chegar na Igreja, retirava a Bíblia da sacola e a colocava sob o braço, para que os irmãos não me criticassem pela minha vergonha em testemunhar.
Que bobagem! Eu estava com vergonha tanto dos de fora da Igreja quanto dos de dentro.
Isso aconteceu até o momento em que percebi que não deveria agir assim. Cristo morreu por mim, por amor a mim, e eu ali estava, com vergonha de testemunhar dEle para os outros.
Foi quando supliquei de Deus o perdão pela minha falta de fé, e passei a não mais ter vergonha de ser cristão, e enfrentar o preconceito de cabeça erguida, certo de que ao meu lado estava a Majestade do Céu.

II. A SEGUNDA DECEPÇÃO

O texto bíblico menciona que novamente Jesus os encontra dormindo, pois “seus olhos estavam pesados” (v. 43). O que faz nossos olhos ficarem tão “pesados”, que não conseguimos nem mesmo passar um breve momento orando a Deus, buscando o poder?
Tenho algumas sugestões:
1. Orgulho pessoal – nos impede de sentir a necessidade de Deus.
2. Vaidade – anuvia nossa mente das coisas espirituais e celestes.
3. Falta de amor fraternal – semeando a discórdia entre os irmãos.
4. Falta de fé – não temos a certeza de que Deus nos ouve e nos vê.

III. A TERCEIRA DECEPÇÃO

A angústia de Cristo era tanta que Seu suor transforma-se em sangue (Lc 22:44). Todo o peso pelo pecado da humanidade recaía sobre Ele, sozinho. O céu ficou em silêncio para ver se Jesus sairia vitorioso, sem usar o poder real que Lhe era conferido.
Toda a hoste satânica estava a atormentar a Cristo com o pensamento de que os discípulos (presentes e futuros) não mereciam tamanho sofrimento. Os Seus queridos discípulos O abandonaria seguidas vezes e rejeitariam Seu amor... inclusive eu e você.
Novamente Jesus vem em busca de uma palavra de apoio dos Seus amados, veio em busca da certeza de que não estava só (v. 45). Mas... novamente eles estão “dormindo”.
Como somos insensíveis! Como somos negligentes em nossa vida espiritual!
O Senhor nos adverte seguidas vezes. Repetidamente ouvimos Seus conselhos, orientações, instruções... mas repetidamente nos fazemos de “surdos”.
Em alguns poucos momentos de emoção (retiros, congressos, campais, semanas de oração, vigílias, etc.) tomamos a decisão de nos entregar por completo ao Senhor. Mas não conseguimos... e novamente “dormimos”.

IV. A VITÓRIA AFINAL

O que mais me emociona nesta história do Getsêmani, é que Jesus decide prosseguir, custe o que custar. Mesmo conhecendo nossos pecados, Ele não nos abandona à própria sorte. Decide derramar Seu sangue e beber o cálice da dor, se este for o único caminho para redimir o pecador arrependido.
O amor de Jesus é mais forte que Sua dor. Que descoberta maravilhosa!
O Rei dos reis, o Senhor dos senhores, o Monarca absoluto do Universo me ama tanto, que Se dispôs a sofrer a humilhação para que eu tivesse oportunidade de libertação... Que amor incompreensível!

Quero apresentar a você o texto que mudou minha vida, mesmo depois de já estar batizado na Igreja:

Jesus vê o desamparo do homem. Vê o poder do pecado. As misérias e os ais do mundo condenado erguem-se diante dEle. Contempla-lhes a sorte iminente, e decide-Se. Salvará o homem custe o que custar de Sua parte” – Ellen G. White, ODTN, pág. 692-693.

Aleluia! Jesus não desistiu!!!!!!!

CONCLUSÃO
Mesmo em meio a tamanho sofrimento, mesmo com a decepção de saber que Seus queridos discípulos O abandonariam em breve, e não resistiram nem mesmo alguns minutos de sono para orarem por Ele; mesmo assim, Cristo aceita ser o sacrifício expiatório pelos pecados de todos os homens.
Seu amor pela humanidade é mais forte que a dor física pela qual teve que passar.

Eu e você precisamos acordar do pecado. Abrir nossos olhos espirituais.
Deus tem expectativas a nosso respeito. Nosso testemunho pessoal deve ser o maior sermão que podemos pregar aos outros. Não podemos permitir que as dificuldades e temores do dia-a-dia nos impeçam de estarmos alertas quanto Jesus nos procurar.

Você está disposto a, assim como Jesus, permanecer firme pelo que é certo, e ser um vencedor(a) no grande dia de prova que está à nossa frente?

Faça uma oração de entrega ao Senhor, ai mesmo, em frente à tela do computador, e creia que Ele tocará com o Santo Espírito a tua vida de aflição...

Postado em: 23-Out-2009

22 de outubro

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Segundo crêem os Adventistas do 7º Dia, 22 de outubro de 1844 foi a data final da profecia escrita no livro de Daniel, cerca de 550 anos antes do nascimento de Jesus (cf. Dan. 8:14).


Neste dia "nasceu" a Igreja Adventista, a qual só tornou-se "adulta" (organizada) na década de 1860. Conforme nossa compreensão do livro de Apocalipse, o próprio surgimento deste Movimento Profético também estava predito nas Escrituras, através da revelação especial que João recebeu, a qual está escrita no capítulo 10 do último livro do Novo Testamento.

Portanto, 22 de outubro pode ser considerada uma espécie de "data de aniversário" dos Adventistas, pois foi neste dia que a semente que deu origem a esta organização mundial "germinou"... e deu milhões de frutos! Inclusive eu e você!

Assim como na comemoração anual do nosso aniversário particular (o meu é em 03 de agosto), podemos aproveitar este dia para refletir sobre as conquistas do ano que se passou, e as vitórias que ainda estão à nossa frente neste novo ano que se inicia.

Também é bom relembrar alguns pontos importantes, inclusive já mencionados aqui no blog:

1. Quem marcou as datas da volta de Jesus NÃO foram os Adventistas do 7º Dia, pois a Igreja organizada ainda não existia na época;
2. Segundo escreveu a própria Ellen White, depois de 22/10/1844 Deus NÃO mais enviaria profecias com datas definidas para os eventos finais, evitando assim as especulações que alguns ainda insistem em praticar;
3. William (ou Guilherme) Miller NÃO era Adventista do 7º Dia, como algumas publicações equivocadas, que não conhecem nada da História da IASD, gostam de divulgar;
4. A Profecia de Dan. 8:14 teve seu cumprimento nos mínimos detalhes, o que nos mostra que este ano de 1844, sem dúvida alguma, foi mesmo o limite final daquela predição divina;
5. Em 1844 iniciou-se uma espécie de "contagem regressiva" para a História Mundial, sendo que quando este "cronômetro" chegará ao "zero" não deve ser alvo de especulações ou "achismos". Ou seja, NINGUÉM pode definir datas precisas para eventos futuros: fechamento da porta da graça, saída do decreto dominical, derramamento da chuva serôdia, etc.

Neste dia 22 de outubro de 2009, aproveite para dedicar mais tempo ao estudo das profecias; recomece a leitura do livro O Grande Conflito; garanta sua assinatura da Lição e da Revista Adventista para o próximo ano; reúna sua família, ao por-do-sol de hoje, para agradecer pela misericórdia do Senhor, pois esperou mais 1 ano por nossa consagração e preparo; telefone ou envie e-mails para seus amigos, convidando-os a estudarem esta profecia importantíssima do livro de Daniel...

Enfim, não deixe passar em branco este dia...

Afinal, não sabemos se ainda estaremos aqui em 22-10-2010.

Espero que não! Maranata!

"Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim. Contudo, não quereis vir a Mim para terdes vida" (João 5:39-40).

Bíblia Católica (Apócrifos)

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Estes dias, a Marta (minha esposa) foi indagada por uma colega de trabalho (Católica) com a seguinte questão:

"Se vocês [evangélicos] querem ser tão certinhos, por que então retiraram vários livros da Bíblia?".

Esta pergunta expressa um pensamento comum entre os Católicos - o de que a Bíblia utilizada pelos Protestantes foi adulterada, pois alguns livros do AT que constam na Bíblia Católica não constam na Protestante. E como a Igreja Católica é mais antiga, então "certamente" foram os Protestantes que fizeram a adulteração. É assim que pensam!

Realmente, se você comparar o AT na Bíblia de Jerusalém (Católica) com o mesmo conteúdo em uma versao "Protestante" (Revista e Atualizada, por exemplo), verá facilmente que a quantidade de livros é diferente, assim como a ordem dos Salmos e alguns acréscimos em outros livros (Daniel, por exemplo).

Mas... quem fez a alteração?
1. Foram os Protestantes que os RETIRARAM... ou
2. Foram os Católicos que os ACRESCENTARAM

A Teologia chama os livros que estão no foco desta controvérsia de "apócrifos".

Veja o que dizem dois renomados estudiosos deste assunto*:

Em suma, estes livros são aceitos pelos Católicos Romanos como canônicos, mas são rejeitados pelos Protestantes e judeus. No grego clássico, apocrypha significava “oculto” ou “difícil de entender”. Posteriormente, a palavra tomou o sentido de “esotérico” (algo que só os “iniciados” podem entender, não os “de fora”).

Nos tempos de Ireneu e Jerônimo (séc. III e IV d.C.), o termo apocrypha passou a ser aplicado aos livros não-canônicos do AT. Desde a Reforma Protestante, essa palavra tem sido usada para denotar os escritos judaicos não-canônicos originários do período intertestamentário (entre os dois Testamentos).

Seja qual for o valor devocional ou eclesiástico que os apócrifos tiveram, eles não são canônicos pelos seguintes fatos:
1. A comunidade judaica jamais os aceitou como canônicos.
2. Não foram aceitos por Jesus, nem pelos autores do NT (não existem palavras de Jesus, por exemplo, citando os livros apócrifos).
3. A maior parte dos primeiros grandes Pais da Igreja rejeitou sua canonicidade.
4. Nenhum concílio da Igreja os considerou canônicos, senão no final do séc. IV d.C.
5. Jerônimo, o grande especialista bíblico e tradutor da Vulgata (tradução para o latim), rejeitou fortemente os livros apócrifos.
6. Muitos estudiosos católicos romanos, ainda ao longo da Reforma, rejeitaram os livros apócrifos.
7. Nenhuma igreja ortodoxa grega, anglicana ou protestante, até a presente data, reconheceu os apócrifos como inspirados e canônicos, no sentido integral dessas palavras.

Além do mais, segundo os critérios elevados da canonicidade, aos apócrifos ainda falta o seguinte:
- Os apócrifos não reivindicam serem proféticos.
- Não detêm a autoridade de Deus.
- Contêm erros históricos (cf. Tobias 1:3-5; 14:11) e graves heresias teológicas, como a oração pelos mortos (cf. 2Macabeus 12:45-46; 4).
- Embora seu conteúdo tenha algum valor para edificação nos momentos devocionais, na maior parte se trata de texto repetitivo, ou seja, são textos que já se encontram nos livros canônicos.
- Há evidente ausência de profecia, o que não ocorre nos livros canônicos.
- Nada acrescentam ao nosso conhecimento das verdades messiânicas.
- O povo de Deus, a quem os apócrifos teriam sido originalmente apresentados, recusou-os terminantemente.


Lista dos Livros Apócrifos, segundo a Versão Revista Padrão:
Sabedoria de Salomão
Eclesiástico (Siraque)
Tobias
Judite
1Esdras
1Macabeus
2Macabeus
Baruque
Epístola de Jeremias
2Esdras
Adições a Ester (Ester 10:4-16:24)
Oração de Azarias (Daniel 3:24-90)
Susana (Daniel 13)
Bel e o Dragão (Daniel 14)

Oração de Manassés

* Fonte: Norman Geisler e William Nix, Introdução Bíblica - como a Bíblia chegou até nós (São Paulo: Vida), 2006. Págs. 90-98.

Outra dúvida apresentada freqüentemente é com relação à numeração dos Salmos, pois há diferença nas duas Bíblias (Católica e Protestante).

Segundo o Comentário Adventista, o que ocorre é que a numeração dos Salmos é diferente no texto original hebraico e no texto da LXX (Lê-se "Septuaginta", que é a tradução do AT para o grego) e na Vulgata (que é a tradução para o latim). A numeração do texto hebraico massorético é a mesma que aparece na nossa Almeida Revista e Atualizada.

Já a numeração da LXX e da Vulgata é utilizada na Bíblia de Jerusalém (católica) e na maioria das demais Bíblias católicas. A diferença se deve a que na LXX e na Vulgata os Salmos 9 e 10, como também os 114 e 115, se fundem. Por outra parte, os Salmos 116 e 147 se dividem em dois salmos cada um.
Até o Salmo 9, e a partir do Salmo 147, a contagem é idêntica. A LXX ainda acrescenta um Salmo 151.

Portanto, a diferença de numeração se deve apenas ao fato de a Bíblia Protestante usar como base o texto original hebraico (mais fiel), e a Bíblia Católica utilizar os textos traduzidos da Septuaginta e da Vulgata.

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Portanto, como vimos, não foram os Protestantes que RETIRARAM livros da Bíblia.

Na verdade, foram os Católicos que ACRESCENTARAM tais livros não inspirados.


"Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus" (Mateus 22:29).

Postado em: 21-Out-2009

Paulo ou Barnabé?

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Há alguns anos, tivemos uma Lição de Escola Sabatina que falou sobre a figura de BARNABÉ. Ele foi apresentado como alguém que se preocupava em promover a reconciliação entre os irmãos.

É interessante que o próprio nome de Barnabé (como é comum na cultura bíblica) tinha um significado muito bonito: "Filho da Reconciliação", ou "Filho da Tranqüilidade", ou ainda "Aquele que dá Ânimo" (cf. Atos 4:36 NTLH).

Barnabé foi aquele que deu um voto de confiança a Paulo, enquanto que outros discípulos em Jerusalém estavam receosos de acreditar na conversão do antigo perseguidor (cf. Atos 9:26-27).

Mas, em certa ocasião, Paulo e Barnabé tiveram um sério desentendimento. O motivo foi o jovem Marcos, o discípulo que os havia acompanhado em uma viagem anterior (cf. Atos 15:36-40). Paulo ficou "chateado" porque Marcos não teve espírito combativo suficiente para permanecer com eles. Isso foi o suficiente para que Paulo rejeitasse completamente a companhia de Marcos em missões futuras.

Novamente Barnabé entra na história. O mesmo que antes intercedera pelo próprio Paulo junto aos irmãos de Jerusalém, agora utiliza seu dom da reconciliação em benefício do jovem e inexperiente Marcos.

Paulo era tão impetuoso que não aceitou mais viajar com Marcos, e os dois grandes amigos (Paulo e Barnabé), que já haviam passados juntos por tantas lutas, tiveram que separar-se. Paulo seguiu viagem junto com Silas, enquanto que Barnabé preferiu a companhia de Marcos.

Não sabemos detalhadamente o que, especificamente, Barnabé conversou com o jovem Marcos nesta nova empreitada. Certamente, ele aproveitou a oportunidade para ajudar o rapaz a ver que ele tinha potencial para aplicar no Evangelho, e que não foi um fato isolado que tirou dele a capacidade de servir ao Senhor.

Qual o resultado de tudo isso?

No final do ministério de Paulo vemos ele agradecendo pela grande utilidade de Marcos na obra de pregação (cf. 2Tim. 4:11). Além disso, ainda temos um Evangelho que foi escrito por este jovem discípulo, o qual é tido por alguns teólogos como o mais antigo dos 4 Evangelhos.

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Esta história me faz refletir sobre alguns pontos que considero importante:

1. O temperamento de Paulo impedia que ele tivesse facilidade em perdoar aqueles que falhavam na grande batalha da pregação do Evangelho. Ele era um daqueles que não se dispõem a dar uma outra chance para alguém que erra, acreditando que os "covardes" ou "negligentes" devem ser colocados à margem do caminho, pois a Obra não pode parar.

2. Barnabé é o símbolo das pessoas que sabem olhar além das faltas isoladas, e conseguem ver em uma pessoa o potencial que ela tem, apesar de oculto. Ele é daqueles que não são os primeiros a atirarem as pedas, mas que estendem a mão para tentar recolocar o irmão faltoso na jornada rumo à Glória.

3. Em nossas igrejas atualmente também vemos os dois personagens: Paulo é o modelo daqueles irmãos sinceros e zelosos, porém implacáveis no trato com seus semelhantes, não conseguindo ver além dos erros do passado; já Barnabé representa os que valorizam mais a "pessoa" do que o erro que ela possa ter cometido.

Quantos vivem em nossas congregações angustiados porque nunca lhes deram uma segunda chance?! Erraram em algum momento do passado, e receberam uma "marca", um "carimbo"- IMPRESTÁVEIS. Os "Paulos" de hoje olham para tais "irmãos" com desdém, certos de que eles não têm utilidade na pregação, pois não merecem mais confiança.

Quanto necessitamos de mais "Barnabés"!
Você já errou e esperou que um "Barnabé" viesse ao seu encontro, com uma palavra amiga, de ânimo e de reconciliação? Eu já!

Mas os "Barnabés" são raros... raríssimos! Já os "Paulos" estão em toda parte - batizam muito, trabalham muito, produzem muito, trazem muitos conversos... mas não sabem tratar com pessoas do rebanho que cometem erro.

Para os "Paulos", a "letra da lei" é mais importante que as pessoas...
Para os "Barnabés", as pessoas são mais importantes que a "letra da lei"...

Oh, como precisamos dos "Paulos"!

Mas, como sinto falta dos "Barnabés"!


Postado em: 19-Out-2009

Por que o justo sofre e o ímpio prospera?

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Nós, cristãos, por vezes somos tomados pelo pensamento de que Deus não cuida verdadeiramente do Seu povo. "Se Deus realmente está conosco", pensamos, "por que então, os cristãos precisam sofrer tanto?" Por que Deus não impede que as mazelas que acometem aos que não O amam caiam também sobre os que procuram viver do lado dEle?


Esta foi a grande dúvida que inspirou Asafe a escrever o Salmo 73 (leia-o agora mesmo, se possível).

Como sacerdote encarregado de cuidar dos cantores (1Cr 25), Asafe tinha uma grande sensibilidade para expressar em palavras o que se passa no íntimo da alma humana. No Salmo 73 ele coloca para fora tudo que o atormentava com relação à prosperidade dos maus, e à aparente apatia de Deus para com os sofrimentos do Seu povo.

Após comparar as facilidades e aparentes vantagens que os ímpios têm sobre os justos (vv. 1-16), Asafe pára e se dá conta de que estava olhando as coisas sob uma ótica errada. Deus não abençoa os ímpios e desampara o justo.

A recompensa final de ambos é que deve ser o foco da atenção. Se para o ímpio a vida terrena parece ser tão feliz, ao final, quando Deus colocar um fim ao pecados e suas conseqüências, o justo é que sairá vitorioso.

Quando Asafe parou para pensar em Deus e Sua misericórdia (v. 17) viu o quanto estava errado, e o quanto é mais vantajoso, desde agora, permanecer ao lado do Pai (vv. 18-28).

A história de Asafe se repetiu na minha vida particular...

No final de novembro de 2002, fui tomado de surpresa ao saber que dentro de mim estaria desenvolvendo-se uma tumoração que já estava com cerca de 6cm.

Tudo começou quando eu tive uma forte crise de anemia que me fez parar no consultório de um Hematologista no interior da Bahia. A princípio a suspeita recaiu sobre algum sangramento interno proveniente de uma possível úlcera estomacal. Começaram os exames, a tensão foi aumentando e, após passar por uma transfusão de sangue para repor a taxa de hemoglobina do meu sangue, que estava na casa de 5,5 (quando o mínimo normal é 11,5), foi detectado que eu estava mesmo era com uma tumoração a nível de intestino delgado.

Aos 28 anos de idade, casado, pai de 1 filha de 4 anos, estudante do 3º ano de Teologia do SALT-IAENE, isso caiu como uma bomba. E começou a surgir a pergunta: “Senhor, por que eu?”.

A solução mais indicada para o caso seria a intervenção cirúrgica, pois só ela poderia propiciar condições de coleta de material para biópsia, extração do tumor, e continuação do tratamento com prováveis seções de quimioterapia, caso fosse necessário.

A cirurgia foi marcada para 27 de fevereiro de 2003, por coincidência, véspera de Carnaval.

À medida que se aproximava o dia, aumentava a tensão e preocupação. O que viria depois? Como seria a recuperação? Eu voltaria a ter uma vida normal? Daria para continuar o curso de Teologia e chegar à formatura? Tudo era dúvida.

Na noite que antecedeu à cirurgia, eu estava deitado na cama do hospital, preocupado, calado, e podia ouvir barulho das músicas que agitavam o carnaval de Feira de Santana.

Como Asafe, eu pensava:
- Senhor, por que eu? Eu não fumo, não bebo, não tenho uma vida imoral ou promíscua. Há 9 anos entreguei minha vida em Tuas mãos, e hoje estou me preparando para o Teu ministério.... e o Senhor permite que esta doença, terrível, se abata sobre mim.... por quê? Tanta gente aí fora estragando suas vidas na prostituição e intemperança, e eu aqui, neste leito de hospital, prestes a passar por uma intervenção que poderá limitar a minha vida para sempre.... se não ocorrer o pior.

- Senhor, por quê?

Mas Deus tinha um plano... Ele sempre o tem. Por algum motivo que só saberei plenamente na eternidade, Deus sabia que eu precisava passar por esta agonia de alma. Isso estava servindo para moldar meu caráter e me ajudar, penso, a ser um cristão mais empático com os sofrimentos do meu próximo.

Graças a Deus, assim como Asafe, eu mudei meu pensamento. Coloquei-me nas mas do Todo-Poderoso para que Ele operasse em mim a obra que fosse necessária de se operar.

Aqui estou. A cirurgia passou, a doença foi extirpada, e na Sua infinita bondade Deus me permitiu continuar nesta jornada em Sua obra. E olha que hoje já tenho uma terceira motivação para meus dias de "tempestade" - minha filha caçula (a Iris), hoje com 4 anos e meio.

Não há o que temer quando estamos com Deus ao nosso lado. Por algum momento podemos até vacilar, mas Sua mão de amor e graça estará estendida para nos amparar na hora em que necessitarmos.

Hoje estou certo de que “ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam. Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre” (Sl 73:26).

Na hora da dor e sofrimento, não perca tempo nos "porquês"...

Mude o "por quê" pelo "para quê"... e deixe que o Senhor te mostre o caminho.

Um abraço.

Postado em: 17-Out-2009

A vida é feita de escolhas... boas e más.

Autor: Prof. Gilson Medeiros

"Conheça Edwin Thomas, o mestre do palco.
Durante a 2ª metada do séc. XIX, este pequeno homem com voz forte possuía alguns rivais. Estreando em Ricardo III aos 15 anos, ele rapidamente estabeleceu-se como o primeiro ator Shakespeariano. Em Nova Iorque ele representou Hamlet durante 100 noites consecutivas. Em Londres, ganhou a aprovação da dura crítica britânica. Quando o assunto era tragédia no palco, Edwin Thomas fazia parte de um seleto grupo qualificado.

Quando a tragédia passou para a vida real, o mesmo também pôde ser dito.

Edwin tinha dois irmãos, John e Junius, ambos atores, embora não chegasse à sua altura. Em 1863, os três irmãos uniram seus talentos para representar Júlio César. O fato de seu irmão John ter representado o papel de Brutus seria um sinistro precursor do que aguardava os irmãos - e a nação - dois anos adiante.

O John que representou o assassino em Júlio César foi o mesmo que fez o papel de assassino no teatro Ford. Em uma fria noite de abril de 1865, ele entrou silenciosamente pela parte de trás em um camarote e atirou contra a cabeça de Abraham Lincoln. Sim, o sobrenome dos irmãos era Booth - Edwin Thomas Booth e John Wilkes Booth.

Edwin nunca mais foi o mesmo após aquela noite. A vergonha pelo crime de seu irmão fez com que ele se aposentasse. Ele nunca teria voltado ao palco, não fosse por um fato inusitado ocorrido em uma estação de trem em Nova Jersey. Edwin aguardava seu vagão quando um jovem bem vestido, imprensado pela multidão, desequilibrou-se e caiu entre a plataforma e o trem em movimento. Sem hesitar, Edwin colocou seu pé no trilho, agarrou o homem, e o puxou a salvo. Após os sinais de alívio, o jovem reconheceu o famoso Edwin Booth.

Edwin, no entanto, não reconheceu a pessoa a quem havia resgatado. Tal reconhecimento só veio a acontecer algumas semanas mais tarde através de uma carta, que ele carregou em seu bolso até o dia de sua morte. Uma carta do general Adams Budeau, secretário-chefe do general Ulisses S. Grant. Uma carta de agradecimento a Edwin Booth por ter salvo a vida do filho de um herói americano, Abraham Lincoln.

Que ironia! Enquanto um irmão assassinava o presidente, o outro salvava a vida do filho do presidente. O nome do rapaz que Edwin Booth salvou? Robert Todd Lincoln.

Edwin e John Booth. Mesmo pai, mãe, profissão e paixão - mesmo assim, um escolhe a vida e o outro, a morte. Como pode ser? Embora seja uma história dramática, não é única".

Caim e Abel
Abrahão e Ló
Davi e Saul
Pedro e Judas

Porta larga e porta estreita
Caminho espaçoso e caminho largo
Construir sobre a rocha ou sobre a areia
Servir a Deus ou às riquezas
Somar com os bodes ou com as ovelhas

Que escolhas você tem feito?

Com a ajuda de Deus, seguindo Seus conselhos e direção, busque sempre tomar as melhores escolhidas.

"... te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas,
tu e a tua descendência" - Deut. 30:19

Que Deus maravilhoso!

Fonte: Max Lucado, Ele escolheu os cravos (Rio de Janeiro: CPAD, 2005), 49-50.

Postado em: 17-Out-2009

A raiz de muitos pecados

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Atente para o seguinte verso bíblico:

"pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes..." - 2Tim. 3:2

Ao descrever o estado moral em que viveria o mundo dos últimos dias, o apóstolo Paulo utilizou adjetivos pouco nobres. Entre outras características, ele diz que os homens seriam "egoístas".

É interessante observar que a palavra grega aqui traduzida por "egoístas" (PHILAUTOS) só ocorre neste lugar em toda a Bíblia. Paulo buscou uma palavra especial para descrever quão corrompido estaria o coração do ser humano pouco antes da volta de Jesus.

O dicionário define o egoísmo como um "amor próprio excessivo, que leva o indivíduo a olhar unicamente para os seus interesses, em detrimentos dos alheios". Ou seja, o egoísta é aquela pessoa que só pensa em si, e que não está nem um pouco preocupada com o sentimento, sofrimento, necessidade, miséria, dor... do seu semelhante.

Tratando também sobre o egoísmo, Ellen White escreveu o seguinte:

"O egoísmo é a essência da depravação, e, devido a se terem os seres humanos submetido ao seu poder, o que se vê no mundo é o oposto à fidelidade a Deus. Nações, famílias, e indivíduos estão cheios do desejo de fazer do eu um centro. O homem almeja governar sobre os seus semelhantes. Afastando-se de Deus e de seus semelhantes em seu egoísmo, segue suas irrefreadas inclinações. Age como se o bem dos outros dependesse de se submeterem a sua supremacia" - Conselhos sobre Mordomia, pág. 24 - (grifo meu).

E mais...

"O egoísmo tem causado discórdia na igreja, enchendo-a de ambição não santificada. ... O egoísmo destrói a semelhança com Cristo, enchendo o homem de amor-próprio. Leva a contínuo afastamento da justiça. Cristo diz: 'Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos Céus.' Mat. 5:48. Mas o amor-próprio é cego para com a perfeição que Deus requer" - Ibidem - (grifo meu).

Observe como o egoísmo é apresentado como sendo a essência (ou seja, a "raiz", a "origem") de muitos males... mesmo na Igreja!

Quando olhamos para o mundo vemos grandes e pequenas demonstrações de egoísmo:

- O político que pensa apenas em $i, e não reflete duas vezes antes de roubar o dinheiro que deveria ir para a merenda das crianças, ou para a saúde do mais necessitado, ou para construção de casas para quem dorme ao relento.
- O empresário que faz falcatruas para poder conquistar um negócio que lhe renda alguns milhõe$.
- O traficante que destrói a vida de milhões de crianças e jovens, apenas para ganhar dinheiro.
- O "filhinho de papai" que dirige embriagado, fazendo exibicionismos no trânsito, sem importar-se com a segurança alheia.
- O motorista que não dá sinal para indicar que vai entrar em uma rua, provocando acidentes com os veículos que vêm atrás dele.
- O jovem que não oferece seu lugar em um ônibus, metrô, trem... lotados, para alguém fisicamente mais frágil que ele.
- Uma mulher ou homem que gaste mais com salão de beleza, do que famílias inteiras gastam para se alimentar.
- O condômino que não controla o gasto de água do seu apartamento, com a certeza de que a conta do desperdício será paga "também" pelos outros.
- A pessoa que dá uma de doente para furar uma fila quilométrica no banco, sem ficar nem um pouco preocupado com as pessoas que já estão há horas esperando.
(...)

E na Igreja, vemos demonstrações de egoísmo?

- A pessoa que levanta no meio do sermão, simplesmente porque ele está "tocando em sua ferida".
- Aquele que gasta uma fortuna com a satisfação de um luxo qualquer, mas "esquece" de trazer sua colaboração para a cesta-básica das DORCAS.
- Aquele que deseja congregar em um templo magnífico, com ar-condicionado, bancos acolchoados, etc., mas não se preocupa se existem "irmãos" se reunindo embaixo de árvores ou em "palhoças".
- O líder de departamento que acha que é o "dono" ou "dona" da Igreja, e não aceita ouvir conselhos ou sugestões de melhorias em sua área.
- Aquele que fica conversando bobagem enquanto uma outra pessoa está dando um testemunho ou fazendo um pedido de oração.
- Aquele que, mesmo podendo, não procura ajudar um irmão a sair de alguma dificuldade ou sofrimento, e limita-se apenas a dizer: "vou orar por você" (cf. Tiago 2:15-16).
- O(a) cantor(a) que só se preocupa com seu momento de apresentar-se no "louvor", mas não está nem ai para o restante do culto, muitas vezes ficando de conversas tolas nos últimos bancos ou, pior, do lado de fora do templo.
(...)

O verso que citei no início deste texto pode ser considerado uma "profecia", pois foi escrito há quase 2000 anos, e vemos claramente seu cumprimento nos dias atuais.

Porém, assim como a carta à Igreja de Laodicéia, não podemos deixar que a profecia seja uma realidade em nossa vida.

Podemos... e devemos... fazer diferente.

Não deixe que o egoísmo o domine de tal forma que você fique "cego" ou "cega" aos sofrimentos e necessidades alheias. Se o mundo está assim... e continuará cada vez pior... não podemos caminhar da mesma maneira.

"Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos".
João 15:13

Postado em: 15-Out-2009

Os Adventistas e a Bíblia

Autor: Prof. Gilson Medeiros

É comum ouvirmos algumas pessoas dizerem que os Adventistas baseiam suas doutrinas nos escritos de Ellen White. Alguns até dizem que ela é nossa "papisa"...rsrsrs

Quem fala uma bobagem dessa é porque nunca parou para estudar as doutrinas da IASD, e simplesmente repete o que outros mal-informados (ou mal-intencionados) dizem!

A IASD aceita a Bíblia como única regra de fé e de base doutrinária

A Igreja Adventista crê e ensina que toda a Bíblia foi inspirada por Deus, através do Seu Santo Espírito, atuando na vida de homens santos e piedosos (cf. 2Pe 1:21).

Todo o plano da salvação, com os temas necessários à compreensão do homem concernentes à redenção, está claramente manifestado através das páginas sagradas das Escrituras. Este Livro é útil nas diversas áreas da vida cristã, desde a revelação inicial do amor de Deus até à crescente educação que necessitamos desenvolver em nossa jornada rumo ao céu (cf. 2Tm 3:16-17).

Nenhuma das doutrinas Adventistas está baseada nos escritos de Ellen White, como os críticos gostam de declarar. Todas as doutrinas e ensinamentos desta amada Igreja podem ser facilmente comprovados nas páginas da Bíblia, como já demonstrei várias vezes aqui no blog. Sempre que a tradição, os costumes, as declarações eclesiásticas, etc., se colocarem em choque com as verdades delineadas na Palavra de Deus, o Seu povo deve ficar do lado do “Assim diz o Senhor” bíblico, e deixar com Deus as conseqüências (cf. Mc 7:6-7; Mt 15:6-9; At 24:14). É assim que age e prega a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

A IASD aceita que toda a Bíblia foi inspirada por Deus

Um costume peculiar em algumas denominações cristãs é tentar “escolher” as partes da Bíblia que ainda são proveitosas para os dias atuais; e tudo o mais, que não esteja de acordo com os interesses dessas denominações, é contado como não tendo mais valor para a atualidade. A porção preferida pelos “selecionadores do que passou” é o Antigo Testamento, especialmente no que se refere ao tema da Lei. Existem até algumas denominações que resolverem editar sua própria Bíblia! Porém, isso não ocorre na Igreja Adventista, até porque usamos a versão padrão da Sociedade Bíblica do Brasil, o que mostra que nossa Bíblia não é "diferente" das usadas pelos demais evangélicos.

Não temos o costume de ficar separando as porções da Bíblia, classificando-as entre “válidas” ou “não-válidas”. Afinal, toda a Bíblia foi inspirada por Deus, e ainda é útil para nosso ensino (cf. 2Tm 3:16-17; 2Pe 1:21).

O próprio Jesus reconhecia amplamente o valor do Antigo Testamento em Seu ministério, pois esta parte da Bíblia era a única “Escritura” disponível no Seu tempo; por isso Ele declarou em vários momentos que elas apontavam para Ele e Seu ministério (cf. Mt 22:29; Jo 5:39). Vemos repetidas vezes, tanto com Jesus quanto com os demais escritores do Novo Testamento, a citação de passagens do Antigo Testamento para corroborar a pregação (cf. At 2:17-21; Mt 13:34-35; 15:3-9; 22:37-39; etc.). O Apocalipse, por exemplo, está cheio de alusões às figuras do Antigo Testamento, o que demonstra o valor inquestionável desta parte da Bíblia, inclusive para os dias atuais. São centenas de citações diretas ou indiretas do Apocalipse ao AT.

Pena que tantas denominações preferem continuar desprezando as maravilhosas mensagens do Antigo Testamento! Mas, parece que isto só ocorre em situações convenientes, pois percebe-se que mensagens fortemente vinculadas ao Antigo Testamento não foram rejeitadas por tais denominações, como por exemplo, o dízimo e as ofertas. Quando convém, eles bem que se utilizam do Antigo Testamento em seus sermões! Por que será?!

A Igreja Adventista segue o mesmo princípio do apóstolo Paulo, crendo em tudo que está revelado no Texto Sagrado, mesmo que nos chamem equivocadamente de "seita" (At 24:14), e ficamos com a certeza de que a Palavra do Senhor jamais deixará de ter importância ou validade, pois é eterna, com exceção apenas aos pontos que foram nitidamente encerrados com Jesus na Cruz, como os sacrifícios de animais, por exemplo (cf. Hb 10:1-4). Mais detalhes sobre estes pontos que foram “cravados” na Cruz já foram amplamente analisados aqui no blog.

Louvado seja Deus, por ter levantado "das cinzas" um Movimento que trouxe de volta o amor pelo estudo e interpretação da Sua Palavra (cf. Apoc. 10).

"antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo, porque, se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal" (1Ped. 3:15-17).

Postado em: 11-Out-2009

Irmãos da Divisão Sul do Pacífico

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Durante este último trimestre de 2009 os Adventistas de todo o mundo estão estudando o livro de Números. O "povo da Bíblia", espalhado por todos os rincões deste planeta, está estudando um único assunto, um único tema. Que exemplo de organização e unidade! Não é à toa que o inimigo de Deus esteja tão irado contra este povo (cf. Apoc. 12:17)!


Como já é tradicional, uma das 13 Divisões mundiais é escolhida para ser o foco das ofertas e dos relatos missionários durante este período.

Mais uma vez estamos recebendo os lindos testemunhos de irmãos e irmãs Adventistas da região do Sul do Pacífico, que engloba a Austrália, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, Ilhas Salomão, Polinésia Francesas, enfim... a Oceania como um todo. Seguindo o modelo do Novo Testamento (o único que os Adventistas adotam), ouvimos a cada sábado uma carta de algum lugar da Divisão escolhida. São relatos maravilhosos de curas, libertações, conversões... vitórias!

Mas esta região do mundo foi devastada recentemente por inúmeros terremotos e tsunamis (ondas gigantes), conforme os noticiários divulgaram amplamente (clique aqui).

Fico imaginando como nossos irmãos de lá devem estar sofrendo! Igrejas destruídas! Casas devastadas! Pessoas mortas ou doentes... deve estar sendo um tremendo sofrimento.

Por isso, estou convidando a todos os leitores do blog a se unirem em uma corrente de oração por estes queridos irmãos e irmãs daquela região do mundo. Não os conhecemos, mas já sabemos de suas lutas e vitórias. Somos da mesma família! Como "Igreja", como "organização religiosa", já estamos lá ajudando as vítimas, através da ADRA.

Entretanto, a cada sábado deste trimestre, quando estivermos ouvindo os relatos missionários da DIVISÃO DO SUL DO PACÍFICO, vamos também lembrar de orar por estes nossos amados do outro lado do mundo.

Sem esquecer das ofertas, pois ajudarão grandemente a disseminar o Evangelho Eterno na região.

Conto com vocês!

"... e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo" (Tiago 5:16).

Postado em: 11-Out-2009

Não tenha medo do "fracasso"...

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Nós vivemos em uma sociedade na qual os rotulados como "fracassados" são sempre vistos com indiferença.

Você deve conhecer alguém que se sente angustiado pelo complexo de inferioridade. São aquelas pessoas que pensam que só os outros é que são felizes, e somente os outros é que alcançarão alguma coisa na vida.

Alguns atingem este complexo com tamanha profundidade, que acabam por optar pelo suicídio... afinal, como pensam, eles jamais serão "alguém na vida".

Gostaria que você refletisse sobre o texto seguinte, e observe que sempre é tempo de "levantar, sacudir a poeira, e dar a volta por cima". Principalmente se você confia que há um Deus no céu que opera milagres!

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Se você está desanimado(a) ....

Conheça um homem que


Faliu aos 31 anos
Perdeu as eleições para Deputado Estadual aos 32
Faliu novamente aos 34
Perdeu novamente para a Assembléia Estadual aos 35
Perdeu para o Congresso aos 36
Perdeu para a campanha presidencial aos 38
Perdeu eleições para Deputado Federal aos 43
Perdeu novamente para Deputado Estadual aos 46
Perdeu novamente para Deputado Federal aos 48
Perdeu as eleições do Senado aos 55 anos
Perdeu a campanha de Vice-Presidente aos 56
E novamente perdeu para Senador aos 58

Mas...

Aos 60 anos elegeu-se Presidente dos Estados Unidos da América.
Seu Nome: Abraham Lincoln, amado até hoje!

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Você e eu nascemos para sermos vencedores.
Não importa quanto tempo demore para chegarmos "ao pódio"...

Mas certamente chegaremos lá!


"Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio dAquele que nos amou" (Rom. 8:37).

Postado em: 09-10-09

Movimentos Dissidentes na IASD

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Alguns leitores do Blog solicitaram informações sobre os Movimentos Dissidentes na IASD.

Como são muitos (nos EUA, por exemplo, existe até uma igreja de Gays, Lésbicas e Simpatizantes, que se consideram Adventistas), eu me limitarei apenas àqueles que foram mais citados nos pedidos dos leitores. Em sites como GOOGLE e WIKIPÉDIA, entre outros, podem ser encontradas informações complementares sobre estes movimentos.

Não vou descrever TODAS as crenças que eles apresentam, mas apenas aquelas que são mais caracteristicamente diferentes das crenças dos Adventistas do 7º Dia.

Igreja Adventista da Completa Reforma
- Proibição de cortar/raspar a barba;
- Celebração de festas anuais judaicas do AT;
- Orar com as mãos levantadas e somente de joelhos.

IASD Movimento de Reforma
*** Como existem muitos outros movimentos dissidentes dentro da própria "Reforma", citarei alguns pontos divergentes mais comuns:

- Abstenção total da carne como requisito para a comunhão;
- Rigidez legalista nos padrões de vestuário;
- Não tomam banhos mistos – homens e mulheres (em praia, por exemplo);
- A santa-ceia é praticada em cálice único;
- Praticam o ósculo (beijo) santo;

- Somente a morte do cônjuge dá o direito ao outro de se casar novamente;
- A Reforma é o "anjo" de Apocalipse 18;
- Algumas congregações utilizam o “gazofilácio” (espécie de baú) para recolhimento das ofertas;

Igreja Adventista da Promessa
- Crê no batismo do Espírito Santo, no estilo das igrejas pentecostais, inclusive com as "línguas estranhas".

Igreja Cristã Bíblica Adventista
- Os líderes não recebem remuneração;
- A congregação local tem autonomia administrativa;
- Não formalizam uma lista de “crenças” ou “credo”;
- As doações financeiras são anônimas.

Ministério Adventista Bereano
- O verdadeiro nome de Jesus é YESHUA ou YEHOSUA;
- Se consideram parte do “verdadeiro” Movimento Adventista.


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A grande maioria das pessoas que fazem parte destes movimentos dissidentes é formada por ex-Adventistas, que se desiludiram com alguma coisa, seja do ponto de vista doutrinário ou administrativo. São, na maioria, pessoas sinceras, que desejam viver uma fé mais próxima dos ditames de sua consciência.

Sei que existem situações em nossa Igreja que não deveriam existir, e aqui no Blog eu já mencionei algumas delas. Mas o estudo dos escritos inspirados me deixa claro que não é SAINDO da Igreja que eu vou promover uma reforma autêntica em minha vida.

A Igreja Adventista do 7º Dia, por mais falhas que possam existir em seu povo, continuará sendo a Igreja Remanescente da profecia bíblica, pois não existe uma OITAVA igreja no Apocalipse. Somos o 7º e último período da Igreja de Deus... e não haverá outro antes do Advento de Jesus.

O que Deus deixou registrado através do ministério profético?

"Conquanto em nossas igrejas, que pretendem crer em verdades avançadas, haja pessoas em faltas e erros, como o joio em meio do trigo, Deus é longânimo e paciente. Ele reprova e adverte o errante, mas não destrói os que são vagarosos em aprender a lição que lhes quer ensinar; Ele não desarraiga o joio do meio do trigo. O joio e o trigo devem crescer juntos até a ceifa; quando o trigo chegar ao seu completo desenvolvimento, e pelo caráter que apresentar quando amadurecido, ele se distinguirá perfeitamente do joio" - A Igreja Remanescente, pág. 42.

"O mundo é um mundo caído, e a igreja é um lugar representado por um campo em que crescem joio e trigo. Terão de crescer juntos até a ceifa. Não é dever nosso desarraigar o joio, segundo a sabedoria humana, para que, por sugestão de Satanás, não se dê o caso de que o trigo seja arrancado, na suposição de ser joio. A sabedoria que vem de cima se oferece ao que é manso e humilde de coração, e essa sabedoria não o levará a destruir, mas a erguer o povo de Deus" – Mente, Caráter e Personalidade, vol. 2, p. 636.

"Até mesmo alguns que se empenham em derrotar o inimigo desenvolvem uma predisposição para fazer o que é errado. O mal prevalece sobre o bem porque eles não confiam totalmente em Cristo. Não habitam nEle e, devido a sua falta de dependência de Deus, mostram inconsistência de caráter. Mas ninguém é compelido a escolher essa classe como companhia familiar. Enfrentam-se por toda parte as tentações da vida, e aqueles que reclamam dos membros da igreja como sendo frios, orgulhosos, arrogantes, e não semelhantes a Cristo não precisam associar-se com essa classe. Há muitos que são afetuosos, abnegados, dispostos ao sacrifício, os quais deporiam a própria vida, se necessário, para salvar pessoas. Que ninguém, portanto, se torne acusador dos membros da igreja, mas permita que o joio cresça junto com o trigo, pois disse Cristo que assim seria. Não precisamos ser joio nós mesmos, só porque não haverá apenas trigo na colheita" – Meditações Matinais 2002, p. 41.

"Nesse tempo o ouro será separado da escória, na igreja. A verdadeira piedade será claramente distinguida da piedade aparente e fictícia. Muitas estrelas que temos admirado por seu brilho tornar-se-ão trevas. A palha, como nuvem, será arrebatada pelo vento, até mesmo de lugares onde só vemos montões de precioso trigo. Todos os que têm cingido os ornamentos do santuário, mas não estão vestidos com a justiça de Cristo, aparecerão na vergonha de sua própria nudez" – Meditações Matinais 1995, p. 363.

A reforma será efetuada DENTRO da Igreja, e não fora dela!
Na sacudidura é a palha que é levada pelo vento.

O Maior Evento da História

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Ontem à noite, enquanto conversava com alguns irmãos da Igreja, um deles lembrou um fato que é uma grande realidade atualmente: as Igrejas não pregam mais sobre a volta de Jesus.


À exceção da Igreja Adventista, são raras as vezes em que vemos algum programa de TV, algum pregador pentecostal, um líder católico, etc., falar sobre este que será o maior evento da História Mundial.

Um dos motivos, sabemos, é o fato de que a compreensão que se tem sobre a Escatologia (ou a parte da Teologia que estuda os eventos finais do mundo), está muito misturada com teorias fantasiosas, as quais acabam por prejudicar o ensino da volta de Jesus. Para fugir de possíveis "embaraços", a atitude adotada pela maioria é simplesmente IGNORAR O TEMA.

Por exemplo: Como pregar sobre a volta de Jesus, e a ressurreição que ocorrerá neste Dia (cf. 1Tess. 4:15-17), se tais igrejas ensinam que os mortos já estão "na glória", ou no "purgatório", ou mesmo no INFERNO!?

Isso provoca um verdadeiro "nó" na mente dos fiéis, pois não há como conciliar estas temas. Então, o melhor é ficar no silêncio...

Prega-se muito sobre a prosperidade material, sobre a vida vitoriosa, sobre a "desamarração dos espíritos", etc., mas pouco, pouquíssimo, se fala sobre a vinda de nosso Senhor e Salvador.

Como Adventistas (ou seja, aqueles que aguardam o ADVENTO, a PAROUSIA, de Cristo), nós precisamos estar sempre trazendo este tema à tona, para que as pessoas de coração sincero e desejoso de conhecer a Palavra de Deus, sejam abençoados por esta maravilhosa mensagem.

Sei que há muita gente que frequenta este blog, mas que ainda não faz parte da Igreja Adventista (sem falar nos que vivem enviando comentários heréticos...rsrs), e também há muito jovem que não têm um conhecimento muito firme da nossa doutrina, especialmente daquelas que nos distinguem como um povo profético.

Então...

Aproveito para relembrar um esboço de COMO será a volta de Jesus, reforçando MAIS UMA VEZ, que o QUANDO, com todos seus detalhes especulatórios sobre datas, não fazem parte da cultura Adventista do 7º Dia, pois nossa Igreja NUNCA se enveredou pelo caminho da marcação de datas para a volta de Jesus, para aqueles que ainda não sabiam disso...

A VOLTA DE JESUS
Extraído do livro “101 Razões Porque Sou Adventista do 7º Dia”, de Gilson Medeiros

Jesus retornará em breve a este mundo, conforme Ele mesmo prometeu.

Uma das mais aguardadas promessas de Jesus foi a que se refere ao Seu retorno a este mundo, colocando um ponto final ao pecado (cf. Jo 14:1-3). Jesus não diz o dia nem a hora do Seu aparecimento, e é um erro tentar marcar datas referentes a tais eventos (cf. Mt 24:36; Mc 13:32); porém, nos são apresentados “sinais” que indicariam a brevidade da volta do Senhor.

Tais sinais são claramente definidos na Palavra de Deus:
a) acontecimentos no mundo físico (cf. Mt 24:6-8, 29-31; Lc 21:7-28);
b) eventos no mundo religioso (cf. Mt 24:3-5);
c) avanço da pregação do evangelho (cf. Mt 24:14);
d) completo desprezo pela lei de Deus (cf. Mt 24:12; 1Jo 3:4). A palavra aqui traduzida por “iniqüidade” é ANOMIA, a mesma usada para “transgressão da Lei”, em 1Jo 3:4;
e) conflitos sociais e familiares (cf. 2Tm 3:1-5); etc.

Através desse “quebra-cabeças” podemos verificar que praticamente todos os sinais já se cumpriram, ou estão se cumprindo rapidamente. Por isso, podemos ter a certeza de que muito em breve o nosso Senhor Jesus Cristo estará regressando nas nuvens do céu (cf. Lc 21:27; Ap 14:14-16; Tg 5:8).

Esta vinda será pessoal, visível e gloriosa.
Jesus voltará como um Rei, para buscar Seu povo. Portanto, não podemos crer que isso ocorrerá em secreto, com um “rapto” instantâneo, pois a Bíblia apresenta a volta de Jesus como um evento cósmico, que chamará a atenção de todo o Universo.

SERÁ PESSOAL
Jesus retornará em carne e osso, não apenas em espírito fluido ou algo parecido. Ele retornará de forma corpórea, do mesmo modo como ascendeu aos céus após a ressurreição (cf. At 1:6-11). Após a ressurreição, Ele apareceu para os discípulos em corpo físico e material, e é assim que retornará (cf. Jo 20:11-31; 21:1-14).

SERÁ VISÍVEL
É um tremendo equívoco acreditar que Jesus retornará em segredo, ou que apenas uns poucos O verão. A Bíblia é muito clara ao dizer que “todo olho O verá” (Ap 1:7; cf. Mt 24:27-30). Não há aqui qualquer margem para crer em algo secreto, pois todo o mundo verá o Rei do Universo regressando em majestade para resgatar Seu povo (cf. Jo 14:1-3).

SERÁ GLORIOSA
A Bíblia sempre fala da volta de Jesus de uma forma gloriosa, majestosa, sobrenatural e cataclísmica. Muitos serão os eventos naturais que anunciarão que o Rei dos reis está chegando (cf. 2Pe 3:12; 1Ts 4:15-17; Mt 24:30).

Os Adventistas crêem que a volta de Jesus será o maior evento de toda a História do ser humano. Todo o Universo está ansiando por este momento. Aqui na Terra, os filhos de Deus estarão vivendo no período da tribulação e angústia, e estarão confiantemente olhando para o céu, aguardando a “pequena nuvem”, formada pelos anjos, que vai cada vez crescendo mais e revelando o Rei assentado em Seu majestoso Trono de glória.

Nosso nome denominacional já revela que a volta de Jesus (Seu advento) é nossa mais gloriosa esperança e certeza. Como Igreja, nos preparamos a cada dia para recebê-Lo nas nuvens do céu, certos de que, na hora exata, Ele virá.

Ora vem, Senhor Jesus!

Não haverá um “arrebatamento secreto” da Igreja.
Grande parte dos protestantes modernos crê que a igreja será arrebatada antes da volta de Cristo, para ficar livre da “tribulação” do fim dos tempos. Basicamente, eles acreditam nos seguintes pontos:
1. O arrebatamento secreto, que traslada a igreja de Deus da Terra para o Céu;
2. Uma tribulação de sete anos para todos os que forem “deixados para trás”;
3. O surgimento do anticristo, que assume o governo do mundo; e
4. A batalha final entre o anticristo e os judeus, que são libertados no Armagedom.

O Pr. Wohlberg, Adventista, declara que o arrebatamento secreto é o tema principal de uma escola teológica conhecida como Futurismo Dispensacional (ou Dispensacionalismo - Já viram aquela série de filmes/livros "Deixados para Trás"?). Eles acreditam que todas as promessas que o Senhor fez a Israel no Antigo Testamento ainda se cumprirão, porém o serão literalmente apenas depois que a atual “dispensação” da Igreja terminar. Essa “dispensação da Igreja”, que começou no Pentecostes, continua até o arrebatamento, quando Cristo retornará secretamente para levar Sua igreja ao Céu. Assim que isso tiver lugar, Deus poderá então cumprir Suas promessas ao povo judeu.

São muitos os textos bíblicos usados para apoiar a teoria do “arrebatamento secreto”, como Mt 24:40 e 41. Neste tópico, utilizaremos como base o estudo do Pr. Wohlberg sobre 1Ts 4:17, no qual Paulo declara que quando Cristo voltar, todos os crentes vivos serão “arrebatados”.
Os futuristas dispensacionalistas acreditam que a expressão “arrebatados” neste verso significa “desaparecer sem deixar rastros”. Esse acontecimento é interpretado como algo que será obviamente notado, mas não compreendido pela maioria do mundo (inclusive são utilizados adesivos em automóveis tentando “alertar” os motoristas sobre possíveis desaparecimentos no trânsito). Para eles, Jesus supostamente retornará silenciosamente, de maneira invisível, não percebido pelo mundo, para arrebatar Sua Igreja e levá-la da Terra para o Céu. Depois que todos os cristãos houverem desaparecido, o mundo entrará num período cataclísmico de sete anos de tribulação. É assim que eles crêem. Mas, é isso que a Bíblia ensina? Vejamos...

O contexto da passagem (1Tes. 4:17) revela que o retorno de Cristo é tudo, menos secreto! No verso 16, por exemplo, Paulo diz claramente: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus...”. Vemos claramente que esta descrição da volta de Jesus não dá margem a algum evento secreto, porém demonstra algo glorioso, retumbante, de esfera universal. O verso 15 usa a expressão “a vinda do Filho do homem”. A palavra grega para “vinda” é PAROUSIA, que é também usada em Mt 24:27 para descrever o incrível e majestoso retorno de Jesus Cristo como o relâmpago que resplandece pelo céu. Acaso Jesus estava pensando em um relâmpago como algo secreto e invisível? Parece que não...

O Pr. Wohlberg também observa que o contexto de 1Ts 4:17 não ensina que aqueles que não forem “arrebatados” serão conduzidos a um período de sete anos de tribulação. Mas explica que eles sofrerão “repentina destruição” e que “não escaparão” (1Ts 5:3).
Através de uma análise responsável do texto de 1ª Tessalonicenses, ver-se-á nitidamente que a segunda vinda de Jesus não resulta em um arrebatamento secreto, seguido por uma tribulação de sete anos. Não.

É muito clara a idéia que o texto bíblico nos passa de que a segunda vinda de Cristo é um retorno visível, audível e glorioso. Em Sua vinda, os santos são ressuscitados dentre os mortos e, juntamente com os santos vivos, os redimidos de todas as eras encontrarão com o Senhor “nos ares”.

Essa interpretação que os dispensacionalistas fazem dos 7 anos de tribulação baseia-se numa análise equivocada de Dn 9:24-27, onde especulam que a última semana (a 70ª) se cumprirá no futuro, com o aparecimento do anticristo, que firmará uma aliança com os judeus. Ora, vimos em tópicos anteriores que esta profecia das 70 semanas cumpriu-se cabalmente NO PASSADO, selando a profecia maior dos 2300 anos de Dn 8:14. É um crasso erro interpretativo dizer que a última semana deve ser separada das outras 69, por uma espécie de “parêntese”, pois tal afirmação não se encontra no texto bíblico, partindo tão-somente da interpretação fantasiosa de pessoas que não querem render-se à mensagem bíblica como ela é, e procuram sempre acrescentar interpretações conforme suas próprias concepções filosóficas ou teológicas pessoais.

A mensagem da Bíblia é muito clara. O caminho da salvação está AGORA aberto a todos (cf. Hb 3:7, 13, 15; 4:7; 2Co 6:2), inclusive aos judeus. Não podemos cair no erro de acreditar que haverá oportunidade de salvação após a volta de Cristo. Pois, na segunda vinda, tanto os ressuscitados como os santos vivos encontrarão com o Senhor “nos ares”, na mais gloriosa e pública manifestação do triunfo de Deus sobre o pecado e a morte, bem como sobre Satanás e seus agentes malignos.

Depois da Segunda Vinda, não haverá outra oportunidade de salvação.

Para ninguém!

"haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu" (Lucas 21:11).

Os últimos noticiários só trazem UMA NOTÍCIA: Jesus está voltando!

Amém!

Pão e Circo

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Na época do Império Romano, havia uma "ideologia" que representava muito bem a maneira como os imperadores lidavam com os problemas sociais.

"Pão e circo para o povo", era o que Vespasiano dizia.

Em outras palavras:

"Para o povo ficar sob controle, é só a gente oferecer uma 'festa', um 'showzinho', de vez em quando, alternando com alguma distribuição esporádico de alimentos".

E parece que a ideia pegou! Até hoje!

O Brasil, por exemplo, encontra-se empenhado atualmente na realização das Olimpíadas aqui no ano de 2016. A soma prevista para os gastos é estratosférica! Na casa dos BILHÕES.

Hoje, sexta-feira, o Rio de Janeiro está em festa, na expectativa da escolha da sede do evento. Durante todo o dia, a praia de Copacabana estará repleta de atrações para as milhares de pessoas que ali forem para aguardar o anúncio do Comitê Olímpico. Até ponto facultativo foi decretado nas repartições públicas.

Isso é só um dos inúmeros eventos que são realizados frequentemente para desviar a atenção das pessaos dos REAIS problemas e temas sociais. Carnaval, micaretas, feriados religiosos, eventos regionais, rodeios, exposições agropecuárias, etc., etc., etc...

Este é o "circo" de Vespasiano...

O "pão" também está por ai, nas "bolsas" da vida...

Enquanto o povo se diverte e se distrai com tanta "festa", esquece da corrupção, da violência sem controle, dos crimes assombrosos, das lavagens de dinheiro, das brigas entre os partidos políticos, dos baixos salários, da pobreza, da miséria, da falta de educação e saúde de qualidade... e por ai vai.

Enquanto rios (ou oceanos) de dinheiro são gastos para promover esta "imagem utópica" de um País Maravilha, pessoas continuam morrendo nas filas dos hospitais, nos assaltos do trânsito; crianças continuam fora das escolas de qualidade, vivendo na ociosidade e marginalidade; estradas continuam matando mais do que guerras; ricaços "pintam e bordam", enquanto "ladrões de galinha" mofam das prisões fétidas das grandes cidades; inocentes morrem diariamente vítimas das "balas encontradas"...

Eu trouxe hoje este tema para reflexão, para despertar a nossa consciência de que este mundo, que só quer saber de "pão e circo", está com seus dias contados.

Os tsunamis estão ai para mostrar ao mundo que a "Natureza geme", alertando para a presença visível e invisível do pecado entre nós.

Aqueles que, de verdade, aguardam a inauguração do Reino da Glória, trazido por Jesus, não podem se deixar influenciar pela enganação que os governos, desde Vespasiano, se utilizam para nos deixar "sob controle".

Jesus está voltando! Aleluia!
Este mundo vai passar, destruído pela "pedra arremessada sem auxílio de mãos humanas", como descreve o profeta Daniel.

Como diz o sagrado escritor, "este mundo passa, e sua concupiscência", por isso não devemos "amar o mundo, nem as coisas que nele há".

Sediar um evento olímpico mundial é algo muito bonito e empolgante, mas eu preferiria que esta montanha de dinheiro fosse aplicada para amenizar o sofrimentos dos idosos que penam nos corredores dos hospitais públicos, ou em benefício das crianças que vão à escola apenas em busca da merenda, pois nada têm em casa para comerem, e não encontram uma educação que lhes dê uma perspectiva de futuro profissional promissor...

Jesus está voltando! Aleluia!

Só não vê quem não abrir os olhos...

"... Voltarei e vos receberei, para que onde Eu esteja, estejais vós também" (João 14:1-3).

Postado em: 02-Out-2009

Um Cristão Criminoso!?

Autor: Prof. Gilson Medeiros

A revista ÉPOCA da semana passou estampou na capa a chamada para uma entrevista com o Dr. Farah, que matou e esquartejou uma mulher (sua amante), há alguns anos.


O crime bárbaro, típico dos filmes assombrosos de terror "hollywoodiano", chocou o Brasil, e revelou uma situação que, a princípio, não deveria ser vista tão regularmente: cristãos cometendo crimes bárbaros.

O fato de cristãos praticarem crimes não é novidade. A Idade Média, onde a própria Igreja dominante (a romana) fazia verdadeiras atrocidades em nome da religião cristã, ficou marcada como um período extremamente negro da História Mundial. Até hoje, os "porões" das torturas católico-romanas escondem revelações que somente o Dia do Juízo Final trarão à tona.

Porém, a entrevista da ÉPOCA trouxe de volta um "detalhe" que alguns já haviam esquecido: o Dr. Farah era Adventista!

Isso mesmo! Adventista do 7º Dia.

"Praticante" ou não, isso não importa! Segundo ele, sua família era de tradição Adventista e atualmente ele continua a frequentar a Igreja Adventista.

Não quero aqui julgar, condenar, absolver ou justificar o crime ocorrido. Nada disso! Compete à Justiça Brasileira fazer isto na esfera legal.

Quero levar os leitores do blog à uma reflexão: Por que alguém que era frequentador de uma comunidade religiosa que prega o amor, a paz, a beneficência, etc., foi capaz de uma atitude tão irracional, diabólica até?!

Até que ponto há uma diferença entre ser "cristão" e ser "religioso"?

Há alguns anos, no interior da Paraíba, ocorreu um fato semelhante envolvendo também um membro da Igreja Adventista. Desta vez, um líder!

Em "grau" menor, são menos raros os casos de brigas, discórdas, desavenças, intrigas, "ódio", etc., entre pessoas que deveriam se considerar "irmãs" umas das outras. Isto não só entre os Adventistas, mas no Cristianismo como um todo.

Por que isso ocorre?

Por que, para algumas pessoas, o Cristianismo não produz aquela "mudança de vida" que Paulo orientou-nos a praticar (cf. Rom. 6:4)?

Por que pessoas que são, ano após ano, envolvidas em ensinamentos e conceitos profundamente "do Bem", de repente se deixam dominar por práticas "do Mal"?

Sei que uma resposta para isto é dizer que "ninguém é perfeito", que "todos temos duas naturezas convivendo juntas", que "faltou comunhão", que "o ser humano é assim mesmo", etc.

Mas isso me parece muito simplista. Muito pragmático.

Ao relembrar o caso do Dr. Farah, não pude deixar de refletir sobre o conflito que existe na vida de muito cristão: TEORIA x PRÁTICA. Sabemos TUDO que devemos fazer, mas a prática desta "sabedoria", frequentemente, é colocada de lado na vida cotidiana.

O fato de pertencermos à uma comunidade de pessoas religiosas, que têm um elevado padrão moral deixado pelo próprio Jesus, não garante que estejamos, REALMENTE, dentre aqueles que O seguem.

Compreendem?!

Segundo Jesus, é possível viver uma vida inteira de participação em uma igreja, mas estar radicalmente longe dEle. Longe do Seu ideal de vida. Longe de Seus ensinamentos (cf. Mat. 7:21-23).

De fato, uma das grandes acusações que os não-cristãos (em especial os ateus e muçulmanos) fazem contra o Cristianismo é o profundo abismo que existe entre a teoria e a prática da fé. Como teoria, temos um "corpo doutrinário e filosófico" belíssimo, como o líder hindu Gandhi reconheceu certa vez ("Eu seria um cristão, se não fossem os cristãos", dizia ele). Nietzsche, o sarcástico filósofo ateu, dizia que "o único cristão morreu na cruz", fazendo uma ironia sobre o fato de que o Cristianismo autêntico, puro, foi vivenciado somente por Jesus, e ninguém mais depois dEle.

O caso do Dr. Farah me trouxe à reflexão de como nossa profissão de fé deve estar fundamentada na FÉ VERDADEIRA. Não numa fé que se baseia tão-somente na guarda do sábado, na devolução de quantias financeiras, na abstenção desta ou daquela comida, etc., mas uma FÉ VIVA (viva mesmo!), que nos torne pessoas diferentes, melhores, a cada dia (cf. 2Cor. 5:17; Gál. 6:15).

A fé autêntica, aquela que REALMENTE é fruto de um coração "re-nascido" torna o cristão o "sal", a "luz", o "algo mais" de que a sociedade moderna tanto sente falta.

De nada adianta nascer em um "berço cristão" (como alguns gostam de, orgulhosamente, dizer), se toda esta experiência religiosa não evita que eu pratique as mesmas barbaridades de outro que JAMAIS sentou em um banco de igreja para ouvir um sermão de sábado; que nunca parou para ler a Lição da Escola Sabatina; que nunca teve em suas mãos o maravilhoso livro "O Desejado de Todas as Nações"; que não sabe a beleza de participar de uma vigília noite-a-dentro, estudando sobre as profecias da Bíblia... etc.

Talvez tenha sido para pessoas que vivem esta fé "artificial", teórica, sem vida... que Paulo disse que seremos os mais infelizes dos homens se a nossa esperança se limitar apenas a esta vida. Por que os mais infelizes?

Porque passamos a vida enganados, achando que estávamos salvos e preparados para a Nova Terra, mas, de repente, descobriremos que tudo foi em vão, pois o "mundo" nunca saiu de nosso coração.

Graças a Deus por Sua infinita bondade e misericórdia, pois mesmo sabendo que somos tão falhos, débeis, artificiais... e hipócritas em nossa fé, mesmo assim Ele não desiste de nós, e continua a nos alertar para uma mudança de vida. Não uma mudança "de fora para dentro", legalista, mas uma mudança "de dentro para fora", pelo poder regenerador, transformador e purificador do Seu Santo Espírito, que age em nossa vida a cada instante, nos trazendo de volta para a realidade de Sua Palavra...

Quando chegarmos neste patamar de fé verdadeira, prática, autêntica... então poderemos olhar para os outros e dizer: "podem me imitar, porque eu imito a Cristo" (cf. 1Cor. 11:1).

Afinal, podemos saber todos os detalhes das profecias apocalípticas, todas as doutrinas na ponta da língua, todo o Manual da Igreja de trás para frente... mas se nossa fé, nossa "religião", se limitar apenas a isso... misericórdia!!!!!

"... mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor" (Rom. 5:20-21).

Louvado seja Deus!

Postado em: 21-Set-2009

Duas Maneiras de Obedecer

Autor: Prof. Gilson Medeiros

No culto de ontem, descobrimos que há 2 maneiras de obedecer a Deus. Uma do jeito "certo", e outra do "errado".


Mas, como é possível OBEDECER do jeito ERRADO?!

Vejamos...

1º Jeito de Obedecer

É possível, sim, "obedecer desobedecendo" (rsrs). Um exemplo clássico na Bíblica é Caim.

Deus pediu aos dois irmãos que Lhe trouxessem uma oferta. Um deles OBEDECEU OBEDECENDO, mas o outro OBEDECEU DESOBEDECENDO.

Caim estava disposto a obedecer ao mandado de Deus, mas conforme o seu jeito. Ou seja, ele fez o que Deus pediu, mas não levou em conta "a maneira", "as especificações" da ordem divina.

Ao levar uma oferta de frutas, Caim fez o que Deus havia pedido (uma OFERTA), mas não fez do modo como Deus Se agradaria de ser atendido (uma oferta DE SACRIFÍCIO ANIMAL, símbolo do Messias).

O resultado todos conhecemos: Deus Se agradou da obediência COMPLETA de Abel, mas rejeitou a obediência DEFEITUOSA de Caim.

Portanto, fica claro por este exemplo que o homem não poder ser arrogante o suficiente para determinar a maneira como vai obedecer a Deus.

Para Deus, obediência defeituosa é o mesmo que DESOBEDIÊNCIA. E Caim descobriu isso logo cedo!

Outro exemplo bem conhecido, já no Novo Testamento, é o de Ananias e Safira (cf. Atos 5). Eles obedeceram do seu jeito, ao venderem a propriedade e trazendo UMA PARTE para ser administrada pelos apóstolos. Este tipo de "obediência parcial" o Senhor abomina, e as consequências para o casal "espertinho" foi trágica!

2º Jeito de Obedecer

A maneira de agradar ao Senhor através de nossa obediência é fazê-lo da forma como Ele determinar.

Hoje, infelizmente, o Cristianismo vive uma onda de relativismo (como estudamos na Lição de alguns dias atrás), onde cada um acredita (os adeptos do "achismo") que podem dizer como, onde, quanto e quando serão fiéis a Deus. As determinações que o Senhor concedeu, claramente, em Sua Palavra, são colocadas de lado, e apenas o desejo pessoal, a "hermenêutica" individual, o tradicionalismo denominacional é quem definem o "grau" da obediência.

Apenas obedecendo DO JEITO que Deus determina, é que o ser humano pode estar seguro de que age sob a proteção e controle divinos. Foi pensando em pessoas assim, que gostam de se considerarem "livres" para desobedecer, que Judas escreveu em sua epístola a trágica manobra que alguns já faziam desde sua época: transformavam GRAÇA em LIBERTINAGEM. Ou seja, diziam que o perdão e a misericórdia de Deus os livrava da obediência aos mandamentos (cf. Judas 1:4). Ledo engano!

E hoje?!

Ao meditar sobre este tema, um ponto não saia da minha cabeça: o DIA DE GUARDA.

Uns, dissimuladamente, dizem que basta trabalhar seis dias e descansar no sétimo, independente de em que dia da semana isso ocorra;
Outros, hipocritamente, dizem que não precisam guardar dia nenhum porque santificam a Deus TODOS os dias;
Há ainda aqueles que, arrogantemente, dizem com todas as letras: não guardo, porque vivo no "tempo da graça".

Não é à toa que o Senhor já advertiu de que MUITOS, hoje, utilizam Seu nome, mas são totalmente DESCONHECIDOS por Ele (cf. Mat. 7:21-23).

Também, pudera! Preferem OBEDECER DESOBEDECENDO.

"Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos" (Malaq. 3:6).

Postado em: 20-Set-2009

Ausência nesta última semana

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Quero dizer aos meus queridos companheiros e companheiras de "blogagem" (rsrs) que ainda estou com vocês!


Tenho recebido muitos e-mails e comentários de pessoas que dizem estar sentindo falta dos meus textos. Agradeço de coração a todos.

Recebi um convite para empreender um novo desafio profissional, e não pude recusar. Por isso precisei alterar minha rotina pessoal, e não consegui atualizar o blog com a mesma frequência com que tenho feito sempre.

Mas já estou me (re)organizando e tentarei não deixar uma pausa muito grande entre as postagens, pois sinto muita falta deste contato (mesmo que virtual) que mantenho com estas centenas de amigos que o Senhor me permitiu fazer por aqui.

Vocês já fazem parte da minha vida, e desejo, de coração, encontrar com cada um na Nova Terra, pois sei que esta nossa família adquiriu laços ETERNOS.

Não esqueçam de orar por este companheiro de vocês!

Que o Senhor os abençoe e os guarde!

Postado em: 15-Set-2009

O que aprendi com Susan Boyle

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Estes dias estive conversando com alguns amigos sobre a fascinante história de Susan Boyle.


Uma jovem senhora, fora dos padrões estereotipados da beleza moderna, desajeitada, "jeca", com um comportamente infantil e espalhafatoso. Quando Susan entrou para se apresentar em um programa musical inglês de novos talentos, todos a ridicularizaram, vaiaram, constrangeram...

Os próprio jurados, que ali deveriam manter uma postura imparcial (como "juízes" que eram), estavam entre os que desdenharam de Susan Boyle, uma escocesa caipira que se "atreveu" a invadir o mundo das celebridades.

O final desta parte da história vocês já conhecem... todos emudeceram quando ela começou a cantar, tamanha sua qualidade vocal. Susan conquistou o mundo!
Que voz! Que harmonia! Que melodia!

Nenhum dos presentes olhou mais para o "exterior" de Susan, pois todos queriam ouvir aquela doce voz ecoar pelo auditório. Ao final, uns estavam em lágrimas, e TODOS a aplaudiam de pé.

Assim é o mundo em que vivemos... julgamo-nos uns aos outros apenas pelo que vemos "com os olhos", e pouco nos importa aquilo que está no íntimo, bem lá no fundo... talvez um talento maravilhoso escondido, mas não damos chance para ele aflorar.

Na Bíblia também encontramos relatos semelhantes.

Davi, aquele fracote?! Não! O nosso rei tem que ser o mais forte, o mais valente, o mais bonito, o mais alto... Davi? Ah, coitado!

Mas Deus queria Davi!
Aleluia!

Nosso Deus não olha para nós como somos por fora, mas como estamos por dentro. Muitos de nós, que são admirados e até "idolatrados" pelos que nos cercam, fazem Deus chorar, tamanha a podridão do nosso espírito (cf. Mat. 23:27).

Enquanto que outros de nós, tão menosprezados, desdenhados, humilhados, colocados para "escanteio"... são vistos por Deus como jóias preciosas, príncipes e princesas do Seu Reino glorioso.

Com Susan Boyle eu aprendi que é uma tremenda tolice julgar as pessoas apenas com base no que meus olhos vêem. Preciso tomar tempo para entendê-las, admirá-las, amá-las.

Como cristãos, devemos ser pessoas melhores, e deixar estes pré-julgamentos bobos de lado, e enxergar em cada vizinho, parente, amigo, "irmão"... um candidato em potencial a ser nosso companheiro POR TODA A ETERNIDADE.

"Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração" (1Sam. 16:7).

Oh repreensão para o "juiz" Samuel! rsrs

Postado em: 15-Set-2009

Quantos Sermões por Ano?

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Qual a parte mais importante de um culto?


Alguns dira: "os louvores em adoração a Deus"
Outros: "a confraternização entre os irmãos"
Ainda: "os momentos de oração"

Mas a grande maioria acredita que o ponto "alto" de um culto é o SERMÃO, entendido como o momento em que o Senhor fala ao Seu povo, através do Seu(sua) mensageiro(a).

Apesar de que os sermões, como conhecemos hoje, nem sempre fizeram parte da liturgia da Igreja Primitiva (nem da Adventista), é compreensível a importância que todos damos ao momento do culto no qual a Palavra de Deus é exposta para nossa edificação.

Porém... uma vez que damos tanta relevância aos sermões pregados em nossos cultos, deveríamos ser mais atenciosos em "praticar" aquilo que nos é exposto através das páginas das Escrituras.

Vejamos...

Um ano tem 52 semanas. Isso dá um total, aproximado, de 52 sábados, 52 quartas-feiras e 52 domingos. Ou seja, um frequentador assíduo da Igreja ouvirá durante um ano algo em torno de 156 sermões nos cultos.

Se acrescentarmos os cultos de pôr-do-sol, meditações de Pequenos Grupos, cultos familiares, Semanas de Oração, Retiros, Acampamentos, etc... podemos facilmente concluir que, em um ano apenas, cerca de 200 sermões são pregados para nós. Isso mesmo, DUZENTOS SERMÕES! Por ano!

Quando eu refleti sobre isso, há alguns anos, logo me veio à mente uma pergunta: "E os temas? São diferentes a cada ano?" A resposta é clara: Não!

Os temas são sempre os mesmos: santificação, perdão, salvação, graça, proteção divina, fé, doutrinas, volta de Jesus, profecias, trabalho missionário, Mordomia Cristã, família, jugo desigual, Reforma Alimentar, vida de Jesus, comunhão, adoração, consolo em momentos de dor, combate às heresias, etc., etc., etc.

Os assuntos são os mesmos... mudam-se, apenas, as abordagens, nuances, pontos de vista, etc.

Certa vez, ouvi uma ilustração muito interessante sobre isso que estou compartilhando com vocês, através deste "púlpito virtual" que é o blog (rsrs). Dizia assim...

Um idoso e experiente pastor foi transferido para um importante distrito de uma grande cidade. Todos ficaram ansiosos para saber qual a "qualidade" do sermão do novo pastor, pois a eloquência e verbosidade do antigo líder era notória, e todos admiravam profundamente sua "verve".

No primeiro sábado, lá estava ele, pronto para pregar seu primeiro sermão ao novo rebanho. Quando ele começou a falar, todos voltaram a atenção e acompanharam, perplexos, o quanto o novo pastor era eloquente e profundo em sua mensagem bíblica. Até mais que seu antecessor! Muitos chegaram às lágrimas, tamanho o "poder" com que o pastor lhes revelava as belezas contidas no texto bíblico escolhido para aquele momento.

Ao final, a Igreja estava certa de que aquele era o pregador que eles tanto necessitavam para continuarem firmes na fé. À porta, os cumprimentos eram quase todos os mesmos: "Parabéns!", "Obrigado pelo lindo sermão!", "O senhor nesta manhã falou para mim!"... e por ai vai.

Quinze dias depois, novamente era o pastor que pregaria no culto divino. Sua "fama" já havia se espalhado, e a Igreja estava lotada de pessoas querendo ouvir o que ele pregaria desta vez. Naquela manhã de sábado, praticamente todo o distrito veio para ouvir o idoso pastor.

Quando ele começou, alguns se surpreenderam pelo fato de que ele estava pregando O MESMO SERMÃO. Quem já o havia ouvido, pensou: "Não tem problema! Foi tão bom que quero ouvir outra vez, para relembrar os detalhes".

E ele pregou o mesmíssimo sermão... do mesmo modo... com a mesma eloquencia e riqueza de detalhes. Ao final, alguns, ainda, foram às lágrimas.

Na terceira vez que ele estava escalado para pregar, a surpresa também foi geral: Ele pregou O MESMO SERMÃO.

E isso se repetiu pela quarta, quinta e sexta vez... então, a Comissão se reuniu e cobrou dos Anciãos uma posição: eles deveriam visitar o pastor e saber se ele não tinha outros sermões para pregar àquela importante congregação.

E assim o fizeram...

Ao chegarem na residência do experiente ministro do Senhor, os Anciãos expuseram a ele a preocupação dos outros líderes da Igreja, e que as pessoas já estavam questionando a capacidade do pastor de produzir outros bons sermões. Ele só tinha aquele mesmo?! Perguntaram-lhe.

Sua resposta foi OUTRO "sermão":
- No dia em que vocês começarem a praticar aquilo que preguei neste primeiro sermão, então começarei a pregar outros...

Que lição!

Isso nos mostra algo MUITO IMPORTANTE:
1. O sermão não acaba quando o pregador diz "Amém" (ou o famoso jargão: "Que o Senhor nos abençoe...");
2. Para que ele surta algum efeito, é necessário que os ouvintes estejam dispostos a praticarem aquilo que foi pregado;
3. A vida do próprio pregador também deve ser uma realidade daquilo que foi pregado à Igreja. Afinal, "as palavras convencem, mas o exemplo arrasta!".

Já iniciamos o último quadrimestre do ano 2009. Quantos sermões já ficaram para trás, e quantos ainda virão até 31 de dezembro (que normalmente se encerra com outro sermão...rsrs)?!

Por mais bonitos, eloquentes e profundos que possam ser os sermões, eles nada mais serão do que "palavras ao vento", se não encontrarem lugar no coração dos ouvintes (e do pregador).

Da próxima vez que eu e você estivermos sentados, ouvindo a Palavra do Senhor sendo exposta diante de nós, vamos permitir que o Espírito Santos nos mostre a forma "prática" de vivermos a mensagem, e assim fazermos de cada sermão UM TOQUE DIVINO em nós.

"Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma. Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência" (Tiago 1:21-24).

Postado em: 05-Set-2009

Beleza, Fama e Dinheiro

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Nestes últimos dias, mais um crime chocante é amplamente divulgado na Mídia: uma bonita jovem é encontrada morta dentro de uma mala (!), com os dedos decepados. A identificação do corpo só foi possível através de sua prótese de silicone (que ironia macabra!). Seu marido, um milionário bonito e famoso é o principal suspeito. Porém, dias depois ele também é encontrado morto, enforcado, em um quarto de hotel de beira de estrada no Canadá. A princípio, a Polícia acredita em suicídio.


Estes e tantos e tantos outros relatos envolvendo ricos, bonitos e famosos, revelam o quanto os "tesouros" deste mundo são frágeis e facilmente destruídos.

Pessoas que passam a vida em busca de fama, dinheiro, poder, beleza artificial... têm descoberto, amargamente, que nada disso leva realmente à felicidade que todo ser humano busca.

É bom ter dinheiro? Claro que sim!
É bom ser bonito(a)? Sem falsa demagogia, deve ser sim!

Mas a vida já provou inúmeras vezes que estas coisas não podem ser o "alvo" supremo de nossa existência.

Quantos artistas famos e multimilionários não estão sempre às voltas com escândalos envolvendo sexo e drogas?!
Quantas modelos de destaque internacional não vivem depressivas, esqueléticas e doentes, pagando o preço por uma beleza que não é delas?!
Quantos "ídolos" da juventude sem-cabeça do século 21 não têm uma vida particular abarrotada de dramas pessoais, familiares, financeiros, etc.?!

Ao ouvir noticiários macabros como estes, nos vêm à mente as palavras do apóstolo João, as quais estamos tendo o prazer de estudar mais detidamente neste trimestre:

"Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente" (1Jo 2:15-17).

Dinheiro, fama, poder, "boniteza"... tudo isso passa. Aqueles que colocam seu coração nestes "tesouros" (cf. Mat. 6:21), acabam por descobrir quão inútil foram suas vidas.

Como cristãos Adventistas, devemos "ler" nestas notícias tão exploradas pela Mídia sensacionalista, os "passos do nosso Rei que Se aproxima", como bem dizia Ellen White. As Escrituras já advertem há centenas de anos que os últimos dias seriam (são) tempos difíceis, com pessoas buscando os prazeres e alegrias desta vida pecaminosa, e virando as costas para a vida eterna de prosperidade, paz e verdadeira felicidade que o Senhor deseja para Seus queridos filhos.

Mais uma vez confirmo a certeza de que, ao ler um jornal, só encontro uma notícia:
MARANATA! O SENHOR LOGO VEM!

"Amém! Vem, Senhor Jesus!" (Apoc. 22:20).

Postado em: 25-Ago-2009

Amigo para Todas as Horas...

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Já diz o ditado, "felizes os que têm amigos". E esta é uma tremenda verdade!


Viver neste mundo, sem amigos, é a pior das existências.

Em junho de 2002, na cidade de Montes Claros-MG, conheci alguns valorosos jovens em uma campanha de colportagem (liderada pelo "fera" Clóvis). Dentre os companheiros de campanha, estava o Reuter (já tem até nome de artista...rsrs), que é de Januária, também em Minas Gerais. Hoje ele é estudante de Administração de Empresas. Será um brilhante profissional!

Recentemente ele me enviou um "scrap" com um texto muito bonito, apesar de simples e curto. É uma reflexão sobre o valor dos verdadeiros amigos.

Quem ainda não o conhece, conherá agora...

Um filho pergunta à mãe:
- Mãe, posso ir ao hospital ver meu amigo? Ele está doente!

- Claro, mas o que ele tem??

O filho, com a cabeça baixa, diz:
- Tumor no cérebro.

A mãe, furiosa, retruca:
- E você quer ir lá para quê? Vê-lo morrer?

O filho sai cabisbaixo... Horas depois ele volta vermelho de tanto chorar, dizendo:
- Ai mãe, foi tão horrível, ele morreu na minha frente!

A mãe, com mais raiva ainda, diz:
- E agora?! Tá feliz?! Valeu a pena ter visto aquela cena?!

Uma última lágrima cai de seus olhos e, acompanhado de um sorriso, ele responde:
- Muito... pois cheguei a tempo de vê-lo sorrir e dizer: EU TINHA CERTEZA QUE VOCÊ VIRIA!

A amizade não se resume só em horas boas, alegria e festa.
Amigo é para todas as horas, boas ou ruins, tristes ou alegres.

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Existem momentos da vida que precisamos, mais que nunca, dos amigos ao nosso lado. Muitas vezes, apenas para sabermos que eles estão lá, velando por nós, sofrendo conosco, prontos a emprestarem seu ombro para nosso choro.

Amigo, amigo mesmo, é aquele que não nos abandona, nem no leito de morte, e lá estará para segurar nossa inerte mão.

Alguns preferem abandonar os "amigos" que passam por problemas, com a justificativa de evitarem "constrangimento" (como a "mãe" do relato acima). Mas só quem já passou por situações extremas, e sentiu a falta de um amigo ao seu lado, é que sabe que esta desculpa não tem razão de ser.

Se, no mundo, a amizade é um dos tesouros mais valorizados (os "barzinhos" na sexta-feira à noite estão ai para mostrarem isso...), quanto mais no ambiente da Igreja, onde as amizades verdadeiras durarão PARA SEMPRE!

Sejamos mais que irmãos... sejamos amigos!

"Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois Meus amigos... Eu não os chamo de 'servos'... mas de 'amigos'..." (João 15:13-15).

Postado em: 21-Ago-2009

Vida Jovem - Como Enfrentar a Pressão do Grupo?

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Um amigo muito especial, o Diego Amaro (distrital de Desbravadores em São Paulo), me pediu para colocar uma postagem sobre "pressão de grupo".


Como "manda quem pode e obedece quem tem juízo" (rsrs), vou disponibilizar para todos os nossos amigos aqui do blog um excelente material que encontrei sobre o tema. Espero que seja útil aos nossos jovens.

Mostra-me, Senhor, os Teus caminhos, ensina-me as Tuas veredas; guia-me com a Tua verdade e ensina-me, pois Tu és Deus, meu Salvador, e a minha esperança está emTi o tempo todo” (Salmo 25:4-5).
Todos imaginamos de vez em quando se o que estamos fazendo é certo.

Você costuma fazer o que todos fazem, dizer o que outros dizem, pensar o que o grupo pensa, agradar todo mundo? Cuidado! Quando a gente se comporta assim, pode acabar cometendo erros e até crimes, porque a maioria nem sempre está certa.
Um exemplo disso é o famoso “julgamento” de Cristo, relatado em Mateus 27. Você deve ter lido ou ouvido a respeito dele. Um trecho mostra o governador perguntando:
- O que farei com este homem?
- Crucifique-O!
- Por quê? Que foi que Ele fez de ruim?
Como se não ouvisse, o povo continua: - Crucifique! Crucifique! Crucifique!
Quando o governador viu que não estava chegando a resultando algum, e que começava a se formar uma confusão, mandou buscar uma bacia d'água e lavou as mãos diante da multidão, dizendo: - Estou inocente do sangue deste homem bom. A responsabilidade é de vocês.
Pilatos foi covarde, cedeu à pressão de grupo e matou um inocente, o Filho de Deus.
Não é fácil comportar-se de maneira independente e autônoma, pois isso significa, às vezes, ter que enfrentar a maré, ir contra a onda. Imagine-se nas situações a seguir:
Um grupo de jovens exibindo suas novas tatuagens, e você sem nenhuma para mostrar.
Numa festa, todo mundo bebe cerveja e você é o único a beber uma limonada.
A maioria de suas colegas de escola já fez sexo e você continua virgem.
Seus amigos curtem rock e você é o único fã de boa música.

Na hora da "pressão", faça as seguintes perguntas:
Isso é bíblico?
A Palavra de Deus me dá a liberdade para escolher. Devo perguntar sempre: O que estou para fazer tem a aprovação dEle? O que a Palavra de Deus diz a respeito? Quando confuso, você descobrirá o que não fazer sabendo o que fazer (pelo processo da "exclusão").
Isso é útil?
O que estou para fazer me ajudará a crescer? Isso me ajudará a cumprir o propósito de Deus em minha vida? Me torna uma pessoa melhor?
É o que Jesus faria?
Quando um filho pergunta a pais cristãos se pode fazer alguma coisa que ele sabe que extrapola o limite, esses pais deveriam dizer: “Olha, filho... é isso o que Jesus faria? Jesus iria a esse lugar?
Isso é necessário?
Quem realmente está no controle da sua vida? Pergunte a si mesmo se cabe a você dizer sim ou não para essa decisão. Você tem que fazer isso? Se você está no controle, pode dizer sim ou não. O fato de outros estarem fazendo (e pressionando você para fazer também) não torna isso certo.
Isso é sábio?
Tenha certeza de que considerou todas as consequências antes de fazer isso. O pecado sempre paga um pedágio. E mesmo Deus amando você, não há uma exceção para a regra. Ou seja, mesmo com o perdão, as consequências virão!
Isso é proveitoso?
Como o que vou fazer pode afetar meu testemunho? Quero crescer e amadurecer, mas também me preocupo com os outros.
Isso é essencial?
Muitas pessoas separam muito tempo para coisas que têm pouco valor.
Essa é a escolha certa?
Eu sei que é importante ter certeza de que o que estou para fazer é bíblico, útil, necessário e sábio. Mas a maior preocupação que tenho é: mesmo sabendo dessas coisas, ainda escolherei fazê-lo? Muitos sabem o que é certo, mas ainda assim escolhem fazer o que é errado. E pagam alto preço por isso (casamentos com descrentes, gravidez indesejada, vícios, morte...)!
O caminho para fazer as escolhas certas, embora muitas vezes difícil e frequentemente estreito, dará a você um senso de propósito permanente e uma alegria inabalável.
Além disso, é um caminho que realmente leva a algum lugar. E não há língua humana que possa descrever as maravilhas que nos esperam logo atrás do horizonte.
Você não pode esquecer:
É IMPORTANTE TER CERTEZA DE QUE O QUE ESTOU PARA FAZER É BÍBLICO, ÚTIL, NECESSÁRIO E SÁBIO.
Colocando em prática
Você não precisa ser “massa”. Da próxima vez em que se vir pressionado pelo grupo a agir contra sua vontade ou contra a vontade de Deus, sem ser chato, diga “não”. Isso pode não ser fácil, mas compensa. Você estará vivendo sua vida de forma criativa e aprovada por Deus. Saber dizer "não" é uma demonstração de personalidade e auto-confiança.

Ore por jovens de sua Igreja que estão sofrendo a pressão de seus companheiros e, estão cedendo.

Fonte:
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Nossos jovens enfrentam duras provas nesta sociedade mal e injusta na qual vivemos hoje, onde o consumo, o luxo e a busca pelo prazer são incentivados ao máximo.

Mas sempre há uma escolha correta a ser feita, mesmo que de difícil execução. É como todo motorista aprende na auto-escola: "Na dúvida, não ultrapasse!"

"... Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno" (1Jo 2:14).

Postado em: 17-Ago-2009

Como voltar "justificado" para casa?

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Há um relato bíblico, narrado pelo próprio Jesus, que nos faz pensar sobre a maneira de Deus agir na vida do pecador, em especial sobre o nosso "conceito" de salvação e vida santificada.


"Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado" (Lucas 18:8-14).

Jesus utilizou dois personagens bem antagônicos: um FARISEU e um PUBLICANO. O primeiro odiava o segundo, por considerá-lo "impuro" e traidor, pois os publicanos eram judeus que trabalhavam para os romanos, normalmente em funções "públicas" - cobrar impostos, por exemplo - (por isso "publicano").

Mas, novamente, Jesus procura mostrar o quanto a religião meramente exterior e baseada nas obras próprias (legalismo) é inoperante diante de Deus. Enquanto que o fariseu baseava sua "importância" naquilo que fazia de "bom", o publicano se achegava a Deus com a certeza de sua "impotência", e amparado unicamente na misericórdia divina para a sua vida.

Algo mudou de lá para cá?

Creio que não!

A salvação continua, e continuará, baseada unicamente na fé em Cristo e na Sua infinita graça (cf. Rom. 1:16-17). Este é o "poder" (literalmente, a "dinamite") do Evangelho em nossa vida, que destrói as amarras do pecado e nos liberta para uma nova vida de graça e santificação.

Como diz Max Lucado:
"Nada do que você faz pode fazer com que Deus o ame mais...
E nada do que você faz pode fazer com que Deus o ame menos".

Na cena apresentada por Jesus estavam duas pessoas pecadoras:
- Um se considerava altamente fiel e consagrado, cheio de orgulho "santo" por ser uma pessoa socialmente íntegra, e ainda revelava tremenda presunção, pois acreditava ser muito melhor do que outros que não faziam o "bem" que ele fazia.
- O outro era um homem igualmente pecador, porém com um profundo sentimento de humildade diante de Deus, pois sabia do seu alto grau de afastamento do Senhor (certamente ele tinha consciência de seus muitos pecados), e acreditava que somente amparado na misericórdia de Deus é que ele alcançaria algum benefício.

Um dizia: "Obrigado, Senhor, porque sou um homem tão puro e santo, bem diferente destes miseráveis que me rodeiam. Faço tudo certinho e minha religião é um modelo para as outras pessoas. Estou quase no ponto de ser trasladado. Pode deixar que eu continuarei ensinando estes coitados a viverem esta vida abençoada na qual eu vivo".

O outro dizia: "Meu Deus, estou envergonhado em vir na Tua presença santa. Sei que sou pecador e sei que o Senhor tem muitos motivos para não gostar de mim. Mas minha vida é uma miséria longe de Ti, não tenho prazer nela. O Senhor sabe que eu quero mudar e que eu necessito de Tua mão a me ajudar. Por favor, meu Deus, não olhe para este Teu servo miserável, mas me ajude. Não tenho outra alternativa!".

Quanta diferença! Quanta saberia de Jesus em contrastar estas duas vidas!

Orgulho x humildade
Presunção x fé
Egoísmo x amor ao próximo
Santarrice x santificação

Você, hoje, se considera um fariseu ou um publicano?
Você, hoje, baseia sua fé naquilo que você acredita que está fazendo de bom, ou apenas na misericórdia de Deus em sua vida?
Você, hoje, costuma se comparar com seus "irmãos" e acredita ser mais "justo" do que alguns deles, ou se coloca no mesmo "barco" e admite que é tão miserável quanto os demais?
Você, hoje, está no time dos que apontam os dedos acusativos, ou no daqueles que não conseguem levantar os olhos diante da santidade de Deus?

Eu e você não temos motivos para vivermos uma fé legalista. Este texto de Lucas, que hoje é tão acessível para nós, não estava à disposição da Igreja em seus primeiros anos. Eles tiveram que manter sua fé de forma tão viva, unicamente através da experiência pessoal que mantinham uns com os outros e todos com Deus.

Nós, hoje, nos deixamos dominar pela frieza, pela "mornidão" laodiceana, e preferimos nos considerar "ricos e abastados", achando que não temos falta de nada (dou o dízimo, guardo o sábado, levanto de madrugada, não como isso, não bebo aquilo, me visto assim, me visto assado...), e não temos mais a consciência do profundo pecado que está arraigado na nossa natureza, lá no fundo, e que por tantas vezes tem se revelado através dos pequenos (ou grandes) gestos de egoísmo, presunção, vaidade, orgulho, crítica, maledicência, inveja, luxúria, etc.

Qual dos dois voltou "justificado" (ou seja, SALVO) para sua casa? O que aparentava ser santo e justo, ou o que aparentemente era um perdido sem nenhuma esperança de salvação?

Jesus deu a resposta!

Por isso, da próxima vez que formos tentados a olhar os outros através de um "patamar superior", "de cima", agradecendo a Deus por não sermos uma prostituta, um drogado, um alcoólatra, um ladrão... um político corrupto, um ator espírita, um profissional inescrupuloso ou mercenário... etc... lembremos que somos tão (ou mais) indignos do favor divino quanto qualquer um outro ser humano, por isso UNICAMENTE PELA GRAÇA, mediante nossa fé sincera, seremos salvos e poderemos, ao final de um culto na Igreja, voltarmos "justificados" para nossas casas.

Que o Senhor tenha misericórdia de todos nós, e nos ajude a tirar as traves que nos impedem de vermos a Sua graça!

"Ó Deus, sê propício a mim, pecador!"

Postado em: 17-Ago-2009

A Confiança de Ellen White na Liderança da Igreja

Autor: Prof. Gilson Medeiros

De vez em quando ressurgem pessoas declarando que Ellen White deixou de confiar na Igreja Adventista de sua época.


Essas pessoas mal-intencionadas costumam isolar citações pontuais de Ellen White, proferidas em momentos de crise da liderança instituicional (especialmente antes da reforma administrativa do início do séc. XX), e utilizam estes textos isolados para tentarem mostrar que a IASD se apostatou do ideal de Deus e, por isso, Ele a rejeitou.

Estes movimentos dissidentes pseudo-reformatórios sempre existiram, e continuarão a existir até o fim. Aliás, estamos vendo na Lição deste trimestre que os grupos dissidentes apostatados tinham presença marcante já na época do apóstolo João, ou seja, a apenas 40 ou 50 anos depois da ressurreição de Cristo. Portanto, fica evidente que gente para criticar e torcer a Verdade nunca foi novidade para o povo de Deus!

Na minha modesta opinião, o maior argumento que se pode utilizar em favor da confiança que Ellen White mantinha na Igreja Adventista, foi o fato de ela ter deixado em seu Testamento toda sua produção literária sob os cuidados da Organização. Se em 1914 já existiam movimentos dissidentes pseudo-reformatórios, e Ellen White morreu em 1915, seria de se esperar que ela tivesse deixado para os dissidentes o seu legado literário... mas isso não ocorreu!

O motivo? Simples... ela nunca deixou de confiar na direção de Deus para com a Sua Igreja do coração.

Para concluir, deixo algumas citações que ela escreveu sobre a fé que mantinha na vitória final da Igreja Adventista do 7º Dia, apesar de todas as lutas enfrentadas.

A Igreja de Cristo na Terra será imperfeita, mas Deus não destrói Sua igreja por causa de sua imperfeição” - Igreja Remanescente, pág. 42.

Digo novamente: O Senhor não falou por nenhum mensageiro que chame a igreja que observa os mandamentos de Deus, Babilônia. É verdade que há joio com o trigo, mas Cristo disse que enviaria Seus anjos para juntar primeiro o joio e atá-lo em molhos para ser queimado, mas recolher o trigo no celeiro. Sei que o Senhor ama Sua Igreja. Ela não deve ser desorganizada ou esfacelada em átomos independentes. Não há nisto a mínima coerência; não existe a mínima evidência de que tal coisa venha a se dar. Aqueles que derem ouvidos a essa falsa mensagem e procurarem fermentar outros, serão enganados e preparados para receber mais avançados enganos, e virão a nada. Há em alguns dos membros da Igreja orgulho, presunção, obstinada incredulidade, e recusa a ceder em suas idéias, embora se amontoe prova sobre prova, que faz aplicável a mensagem à igreja de Laodicéia. Mas isto não extinguirá a Igreja. Deixai que tanto o joio como o trigo cresçam juntos até à ceifa. Então os anjos é que farão a obra de separação” - Idem, pág. 60-61.

Cobro ânimo e sinto-me abençoada ao reconhecer que o Deus de Israel está guiando o Seu povo, e continuará com eles até o fim” - Test. Seletos, 3:439.

A mensagem que declara a Igreja Adventista babilônia e chama o povo de Deus a sair dela, não vem de nenhum mensageiro celeste, ou nenhum instrumento humano inspirado pelo Espírito de Deus” - Mens. Escolhidas, 2:66.

O Senhor deu a Seu povo apropriadas mensagens de advertência, repreensão, conselho e instrução, mas não é próprio tirar estas mensgaens de sua conexão, e pô-las onde pareçam reforçar mensagens de erro. No folheto publicado pelo irmão S e seus companheiros, ele acusa a Igreja de Deus de ser babilônia, e insiste em que haja uma separação da Igreja. Esta é uma obra que não é honrosa nem justa. Compondo aquele folheto, serviram-se de meu nome e de meus escritos para apoio do que eu desaprovo e denuncio como erro” - Test. para Ministros, pág. 36.

Alguns há que apanham da Palavra de Deus e também dos Testemunhos parágrafos ou sentenças destacados que podem ser interpretados de maneira a se ajustarem às suas idéias, e nelas se detêm, e encastelam-se em suas próprias posições, quando Deus não os está dirigindo. Aí está o vosso perigo. Tomais passagens dos testemunhos que falam do fim do tempo da graça, da sacudidura do povo de Deus, e falais da saída dentre esse povo de um outro povo mais puro, santo, que surgirá. Orá, tudo isso agrada ao inimigo” - Mens. Escolhidas, 1:179.

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Para os que desejarem se aprofundar no tema, sugiro a leitura do excelente livro "A Igreja Remanescente", com citações de Ellen White que mostram de forma completa e inequívoca o que ela achava desses movimentos dissidentes que querem destruir a fé do povo do Advento.

No site do Centro White no Brasil também é possível encontrar a refutação para muita mentira que costuma ser dita por ai, por pessoas que se utilizam erroneamente de citações de Ellen White, ou pior, até inventando declarações que ela nunca escreveu.

Sabemos muito bem quem é o "pai da mentira"!

"para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro" (Efés. 4:14).

Postado em: 14-Ago-2009

Os "Bombeiros" da Graça

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Há alguns dias, um importante líder aqui da região estava pregando sobre o relato da mulher samaritana de João 4, em uma de nossas maiores congregações locais. O objetivo principal do sermão era mostrar o quanto Jesus Se interessa pelos seres humanos, ao ponto de passar por uma cidade apenas para encontrar-Se com uma mulher que necessitava de Sua graça libertadora.


Dentre as frases que o pregador usou, algumas chamavam a atenção pelo poder que continham:

"Para Jesus, o mais importante são as pessoas".
"Para Ele, não importa o que você é, qual seu passado, qual sua derrota de vida. Jesus quer te libertar e dar uma nova vida".
"A Igreja deve ser um verdadeiro exército de 'bombeiros', que não temem em entrar no fogo desta vida para resgatar uma alma necessitada de ajuda".

E algumas outras mais...

Porém, esta analogia que ele fez entre o trabalho da Igreja com o trabalho dos Bombeiros, conhecidos como "anjos humanos", por darem suas vidas para salvar a outros, me chamou a atenção mais profundamente.

Eu fiquei me perguntando:
- Temos, mesmo, tanto interesse pelas pessoas? Por salvá-las das garras do fogo do diabo?
- Como Igreja, os Adventistas são mesmo tão preocupados com aqueles que cometem erros e são derrotados em sua caminhada, assim como aquela samaritana?
- É mesmo uma realidade este amor tão profundo que nos leve a buscar nosso "irmão", custe o que custar de nossa parte?

Como frases de efeito, em um eloquente sermão, as declarações feitas pelo eminente pregador podem ser muito bonitas, mas a pregação não pode JAMAIS estar desvinculada com a prática, a começar pela vida do próprio pregador!

Tenho recebido e-mails, conversado pessoalmente, ouvido declarações, visto exemplos, vivido realidades... de pessoas que estão profundamente desapontadas com a "organização" Adventista, exatemente pelo fato de que nossa pregação não parece muito harmonizada com a realidade da maioria de nossas igrejas e instituições. Temos uma doutrina inabalável, por ser toda ela amparada no "Assim diz o Senhor", mas parece que não a estamos utilizando da maneira como devíamos fazer.

Quantas vezes temos visto pessoas serem massacradas, desprezadas e colocadas para "escanteio" por seus "irmãos", depois de cometerem erros e serem disciplinadas pela Igreja, por exemplo! Como disse um outro líder, somos o único exército da Terra que "abandona seus feridos no campo de batalha". Isso mesmo... abandona!

Não é isso o que fazem os Bombeiros, os "soldados do fogo"! Eles podem até morrer agarrados àqueles a quem precisam salvar, mas não os abandonam NUNCA.

Como disse o pregador mencionado no início deste texto, Jesus passou por Samaria porque era "necessário" (cf. Jo 4:4) que Ele tivesse aquele encontro com a mulher. Ele sabia de sua história de sucessivos adultérios, mas isso não O impediu de aproximar-Se dela, iniciar um diálogo amistoso e oferecer-Lhe a "Água da Vida". Ele, sim, era um verdadeiro "Bombeiro da Graça", pois ia onde fosse necessário (mesmo em Samaria!) para resgatar uma alma sedenta de perdão, compreensão, amor e graça.

Enquanto alguns líderes estiverem mais preocupados em correr atrás das "fichas batismais", do que sentarem com suas ovelhas para "sentirem seu cheiro" e colocar "óleo em suas feridas"...
Enquanto Comissões se reunirem com o único objetivo de determinarem regras e mandamentozinhos, ou dilacerarem a "carne dos irmãos", através de processos disciplinares humilhantes, hipócritas e cruéis...
Enquanto professores se reunirem com suas classes apenas para cumprirem uma obrigação semanal, sem se preocuparem em visitá-las, orar com elas e amá-las durante a semana...
Enquanto preferirmos gastar os recursos financeiros da igreja exclusivamente na promoção de templos luxuosos, sedes administrativas imponentes, eventos pirotécnicos... e não focarmos na missão principal da Igreja de Deus nestes últimos dias...
Enquanto continuarmos desprezando e "esquecendo" nossos ex-irmãos que erraram, e não lhe dermos a verdadeira oportunidade de se restaurarem e voltarem ao rebanho de Deus, através de um ambiente de amor, aceitação e perdão...
Enquanto sentarmos, a cada sábado, com as nossas melhores roupas em bancos confortáveis, mas não nos preocuparmos se aquele que está sentado ao nosso lado terá o que comer ao chegar em casa com sua família...

... não poderemos nos comparar aos valorosos "Heróis do Fogo", pois eles não merecem tal comparação.

Creio, com toda convicção, de que a Igreja precisa repensar sua maneira de tratar com o pecado, odiando-o, mas amando profundamente o pecador. Não há como ser um "exemplo de Cristo" de forma diferente, pois Ele, o Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador, abomina o pecado em qualquer de suas formas e "graus", mas AMA INCONDICIONALMENTE O PECADOR, por quem Ele deu Sua vida preciosa.

Você está disposto(a) a iniciar esta "reforma" de vida, e olhar para as pessoas (todas elas) como seus "vizinhos" no Reino Eterno?

Penso que na Nova Terra não haverão "bairros"...

"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros" (Jo 13:35).

Postado em: 08-Ago-2009

Estudando a Teologia Adventista

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Você já pensou em estudar a fundo a Teologia Adventista, mas não tem interesse em ir para um Seminário, ou ser pastor?


Para aqueles que são líderes voluntários nas igrejas locais, e que desejam um melhor preparo para servirem ainda mais na Obra do Senhor, há uma opção aqui no Brasil: ELPIS - ESCOLA DE TEOLOGIA ON-LINE. ELPÍS significa "esperança" em grego, e esta é a mola que impulsiona a vida do povo de Deus nos últimos dias deste mundo.

Todo o conteúdo é 100% em harmonia com a doutrina Adventista do 7º Dia.

São diversos cursos, tanto de formação em teologia, quanto de capacitação para Anciãos, Diáconos, Obreiros Bíblicos, Pregadores, Líderes Jovens e de Desbravadores.

Apesar de ser um curso voltado para líderes voluntários, a qualidade das apostilas e a profundidade dos conteúdos está bem próxima do que é visto no curso oficial de Bacharelado em Teologia.

Quais os detalhes das profecias que poucos conhecem?
Qual o Panorama de todos os livros da Bíblia?
Como trabalhar com as diversas faixas etárias da Igreja?
Como preparar um sermão poderoso e eficaz?
Como organizar uma série de conferência, um culto jovem, uma classe bíblica?
É verdade que a Bíblia que temos hoje é igual àquela que os apóstolos escreveram?
Como conciliar Ciência e Fé?
Como ser um professor de Escola Sabatina muito mais capacitado?

Estas e muitas outras questões são amplamente debatidas e respondidas em nossos cursos de formação teológica e capacitação de liderança.

E tem mais...

Além de um período curto de duração dos cursos (ideal para quem não tem muito tempo para cursos de anos de duração) e mensalidades mais baratas que um livro comum, os alunos estarão ajudando na concretização de um sonho: a criação e manutenção do INSTITUTO SOCIAL ELPIS, que se dedicará ao atendimento a crianças e adolescentes carentes.

Estudar nossa Teologia sem sair de casa e, ao mesmo tempo, ajudar a formar melhores cidadãos - que ótima "casadinha"!

Mais informações, clique aqui e conheça nossa promoção de aniversário.

TEOLOGIA - A MÃE DE TODAS AS CIÊNCIAS

"Haverá epidemias..."

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Um dos textos mais conhecidos da Bíblia é aquele onde Jesus orienta os discípulos sobre fatos que ocorreriam nos "últimos dias":


"Perguntaram-lhe: Mestre, quando sucederá isto? E que sinal haverá de quando estas coisas estiverem para se cumprir? (...) Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não vos assusteis; pois é necessário que primeiro aconteçam estas coisas, mas o fim não será logo. (...) haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu" (Lucas 21:7-12).

Ultimamente, o mundo tem sido bombardeado com notícias e mais notícias de calamidades em diversas áreas, seja no mundo físico, no político, no social, no financeiro, etc.

As grandes guerras da Humanidade ocorreram nos últimos 90 anos; os avanços científicos e tecnológicos também estão se desenvolvendo a passar "larguíssimos"; a economia mundial, detonada na década de 1920, novamente enfrenta um abalo castastrófico (nada parecido com as "marolinhas" que tentam empurrar goela abaixo dos brasileiros); os desastres aéreos têm sido cada vez mais frequentes e devastadores; com relação ao clima mundial, não é necessário nem comentar - onde era deserto, hoje há devastação pela água, e nos locais que viviam sob a influência das chuvas, hoje sofrem com a seca...

Ou seja, não é necessário ser nenhum phD em Escatologia (se é que existe...rsrs), para ver que o nosso mundo enfrenta um processo cada vez mais crescente de destruição da qualidade de vida para a raça humana. Já falam até de escassez total de água potável daqui há algumas décadas! A Criação está "gemendo" (cf. Rom. 8:22)!

Haverá epidemias

Depois do surgimento devastador de doenças repentinas e letais, como o câncer, a AIDS, o ébola, o rantavírus, a doença da "vaca louca", o(a) cólera, a dengue, etc., passamos a enfrentar dificuldades com novos tipos de gripes, que surgem periodicamente. Foi a gripe do frango e agora é a do porco (que a indústria suinocultora conseguiu que os governos renomeassem de "Gripe A" - afinal, o consumo de bacon, presunto, e outras "bombas" do tipo, já estava sendo afetado...).

Milhares de pessoas estão sendo infectadas por este "novo" tipo de vírus da gripe, que foi descoberto em abril deste ano, nos EUA e México, e hoje tomou conta do mundo todo, inclusive no Brasil. Até hoje, só em nosso país, foram milhares de infectados e, pelo menos, umas 120 mortes já confirmadas (apesar de não podermos confiar plenamente nos informes "oficiais", sempre com o velho e "duvidoso" slogan: "está tudo sob controle").

Todas estas doenças mencionadas acima surgiram, ou passaram a matar seres humanos, apenas há alguns poucos anos. Nossos avós e bisavós não sabiam o que era o câncer, por exemplo, mas esta doença se tornou extremamente atual em nossos dias.

Para nós, povo de origem profética, que está sempre expectante e vigilante com relação aos "sinais" do tempo do fim (ou do "fim dos tempos", como queiram), os noticiários só trazem uma notícia importante: MARANATA... O SENHOR LOGO VEM!

Enquanto o mundo luta por descobrir as causas dos constantes acidentes aéreos... enquanto corre contra o tempo para descobrir vacinas que protejam contra as últimas e mortais doenças... enquanto elabore planos engenhosos para conter o avanço da criminalidade, do uso de drogas, dos assassinatos, etc.... enquanto se empenhe pelos acordos bélicos, que ponham um fim às guerras, e possam clamar "paz, paz"... nós sabemos que tudo se tornará cada vez mais difícil, devastador e mal. E por que sabemos disso?

Porque o homem, arrogante e egoisticamente, preferiu afastar-se do seu Criador, virando as costas para Ele, preferindo dar ouvidos às fábulas filosófico-biológicas do Evolucionismo, ou aos "contos do vigário" daqueles que desprezam o Dia do Senhor da Criação (cf. Gên. 2:1-3).

O homem desistiu de Deus, e passou a viver isolado dEle, mesmo, incoerentemente, tentando mostrar que O adora e ama, porém negando-Lhe o devido respeito, honra e obediência (cf. Mat. 7:21-23).

O resultado não poderia ser outro: CAOS.

Como disse o inspirado escritor bíblico, não há tempo para cochilarmos e "fazermos de conta" que não estamos vendo o que se desenrola diante de nós. É hora de despertarmos do sono, pois nossa Redenção se aproxima (cf. Rom. 13:11).

Nestes tempos de Gripe do Porco, não podemos deixar de lavar as mãos constantemente... mas também não podemos esquecer de "lavar nosso espírito" e permitir que o Espírito Santo de Deus, a maravilhosa Pessoa da Trindade responsável por nos conduzir à salvação, nos "vacine" contra as mazelas deste mundo.

Só falta um "sinal"

Para concluir esta reflexão, eu não poderia deixar de citar aquele que, segundo o próprio Cristo, será o último e definitivo sinal.

"E será pregado este Evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim" (Mat. 24:14).

Você sabe quantas cidades do Brasil ainda desconhecem a mensagem do Evangelho Eterno de Apoc. 14? Você sabe quantos municípios do nosso País nunca ouviram falar que estas calamidades já estavam previstas, e que a única solução é Jesus? Você sabe quantos pequenos povoados nos arredores das grandes metrópoles brasileiras vivem sem o privilégio de conhecerem uma igreja que ensina a obediência aos Mandamentos do Deus Criador de todas as coisas?

Enquanto nos preocuparmos mais com a climatização do nosso templo, com o acolchoamento de veludo dos bancos, com as infindáveis reuniões de Comissão cheias de blá-blá-blá, com a religião abarrotada de teorias e nada de práticas verdadeiras, com a ansiedade em poder trocar de carro pelo último modelo oferecido pela nossa concessionária preferida, com as incontáveis dívida feitas apenas para satisfazer o amor ao luxo e ostentação, com a construção de "catedrais" ou edifícios nababescos para promoção pessoal de algum líder em particupar, com a ânsia pela conquista de "cargos eclesiásticos", com a preocupação em se vestir conforme os ditames dos homossexuais da moda, etc., etc., etc... estaremos dizendo para o Senhor: "não volte ainda, pois estamos gostando muito daqui".

À medida em que perdermos tempo com tanta bobagem sem sentido algum, e não nos preocuparmos com os milhares (milhões) de pessoas que morrem a cada dia sem a luz do conhecimento da salvação em Cristo, talvez dê tempo de surgir a próxima gripe. Quem sabe será a vez da do "cachorro"!

"Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!" (Apoc. 22:20).

Postado em: 05-Ago-2009

Os Dinossauros

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Recebi um e-mail de um amigo, solicitando informações sobre os Dinossauros, especialmente sobre estes "fósseis" que são encontrados com frequência e recebem a idade de MILHÕES DE ANOS.


Aproveito, então, para divulgar o brilhante trabalho de cientistas brasileiros da SOCIEDADE CRIACIONISTA BRASILEIRA (www.scb.org.br), que mantêm um intenso debate sobre estes temas relacionados com nossa fé no relato bíblico da Criação (Gên. 1).

Além de excelentes livros e artigos publicados, inclusive com a edição da REVISTA CRIACIONISTA, eles mantêm no site um espaço com as perguntas mais frequentes sobre o assunto, e que são respondidas de forma simples e clara, para que todos, inclusive crianças, consigam entender.

Vejam o que eles explicam, resumidamente, sobre os Dinossauros:

1. Os dinossauros existiram?
Sim. Cerca de 285 tipos (gêneros) são conhecidos, com tamanhos variando desde o de um peru até 30 metros ou mais de comprimento. Aproximadamente a metade é representada por um único exemplar, enquanto 10 deles correspondem a pelo menos 40 exemplares. A maior diversidade de dinossauros é encontrada na parte superior das rochas do Cretáceo (Maastricianas).

2. Foram encontradas pegadas de seres humanos junto a pegadas de dinossauros?
Não. Houve um anúncio de que tais pegadas foram encontradas juntas, no leito do rio Paluxy no Texas, mas esta afirmação foi abandonada por todos os criacionistas que têm treinamento científico. Aquelas pegadas de dinossauro são genuínas, mas as humanas não são.

3. Os cientistas crêem que as aves evoluíram dos dinossauros?
Sim, a maioria dos cientistas crê nisso. As aves parecem ser mais semelhantes a certos dinossauros do que a qualquer outro grupo de animais. Certos fósseis, tais como o Archaeopteryx, têm algumas características que são típicas de dinossauros e outras que são típicas de aves. Embora não se tenha encontrado nenhum dinossauro que possa ser considerado o real ancestral das aves, os cientistas já encontraram alguns fósseis que apresentam características de réptil e de ave. Alguns cientistas têm apresentado evidências de que as aves não podem ter evoluído a partir de dinossauros. Uns poucos cientistas têm proposto que as aves evoluíram de um grupo de répteis conhecidos como "tecodontes", em vez de dinossauros.
Do ponto de vista criacionista, a presença de penas em um dinossauro não significa que as aves derivaram dos dinossauros. Todas as aves têm penas, porém isto não significa que todas as aves evoluíram a partir de um ancestral comum. Muitos grupos separados de aves e outros organismos com penas podem ter sido criados independentemente.

4. O que os dinossauros comiam?
Aparentemente, a maioria dos dinossauros era herbívora. Alguns podem ter-se alimentado de pequenos animais se estivessem disponíveis. Alguns comiam peixes, enquanto outros provavelmente comiam animais maiores, tais como outros dinossauros.

5. Os dinossauros tinham sangue quente?
Os cientistas não concordam quanto à resposta para esta pergunta. Os dinossauros provavelmente não tinham sangue quente como as aves e os mamíferos. Eles podem ter vivido em climas quentes e úmidos. Conseqüentemente não teriam dificuldade em se manter aquecidos. Os dinossauros maiores teriam conservado o calor mais eficientemente que os menores. O metabolismo deles pode ter sido mais rápido do que o dos répteis atuais.

6. Deus criou os dinossauros ou eles são o resultado do mal?
Deus criou toda a vida, incluindo os ancestrais dos dinossauros. Entretanto, não sabemos quanto os animais podem ter mudado após a Criação. Não podemos identificar nenhum fóssil como sendo uma forma individual criada originalmente. Os únicos fósseis que temos são de animais que viveram mais de mil anos após a Criação. Não sabemos como eram as formas originalmente criadas.

7. Havia algum dinossauro na arca?
Ninguém sabe a resposta a esta pergunta. Não há evidências de que tivessem estado na arca, e não há evidências de que existiram após o dilúvio. Tanto quanto podemos dizer, parece que eles foram destruídos durante o dilúvio. Houve relatos ocasionais de que supostos dinossauros viviam na Escócia, Zaire ou no oceano. Nenhum destes relatos foi confirmado e todos parecem ser falsos.

8. Que problemas não resolvidos sobre os dinossauros são de maior preocupação?
Como podemos explicar o que parece ser ninhos de ovos de dinossauro e filhotes em sedimentos que acreditamos terem sido provavelmente depositados pelo dilúvio? Por que não encontramos fósseis de dinossauros misturados com fósseis de mamíferos que vivem hoje? Como pode ter o homem sobrevivido com tais poderosos animais ao seu lado?

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Visitem o site da SCB, para ver os outros temas (por exemplo: idade da Terra, dilúvio, arca de Noé, chimpanzés e o homem, carbono 14, etc.) e não deixem de participar dos Simpósios e Seminários que eles realizam em todo o Brasil anualmente (clique aqui e veja onde será o próximo). Vale a pena!

"Bereshit barah ELOHIM..." (Gên. 1:1)

Nisto cremos! Amém!
Postado em: 03-Ago-2009

O "Domingo" em 1Cor. 16:2

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Não tem como fugir!

O povo de Deus surgiu após o final da profecia dos 2300 anos (Dan. 8:14), o que ocorreu na década de 1840 d.C., com uma missão importantíssima: reparar as brechas que o diabo havia feito na Lei de Deus (cf. Isa. 58:12-14).

Que "brecha" foi essa? O sábado do sétimo dia, conforme o próprio Isaías deixa evidente em sua profecia!

É por isso que frequentemente somos obrigados a levantar esta bandeira, e mostrar ao mundo o erro de desobedecerem a este importante Mandamento.

Apenas para "prevenir", mais uma vez tenho que reafirmar: NENHUM ADVENTISTA DO 7º DIA GUARDA O SÁBADO PARA SE SALVAR. Fazemos isto porque JÁ ESTAMOS SALVOS EM CRISTO, e demonstramos nosso amor e gratidão sendo obedientes aos Seus Mandamentos (cf. João 14:15), que não são nada penosos aos sinceros de coração (cf. 1Jo 5:3).

Então... venho NOVAMENTE tentar desfazer uma falácia com relação à suposta mudança do dia de guarda, do sétimo para o primeiro dia da semana, mudança esta amparada UNICAMENTE na tradição católico-romana (os evangélicos são obrigados a "engolir" este fato!), do que em um "Assim diz o Senhor".

Recebo muitos e muitos e-mails de pessoas que acreditam que vão me converter e tirar desta "terrível seita", como alguns definem a IASD...rsrs. Alguns usam termos até mais "baixos", mesmo se dizendo cristãos... o que é uma tremenda incoerência. Não percam seu tempo! Alguns agem tão "ingenuamente" (para não dizer de outra maneira), que enviam comentários e e-mails com diferentes nomes, pensando que não percebo que se trata da mesma pessoa... rsrs. Como a Bíblia diz, o diabo está irado (cf. Apoc. 12:17)!

Já falei aqui exaustivamente sobre a guarda do sábado no Novo Testamento, e já ficou claro que este Mandamento era parte ativa na vida de TODOS os santos de Deus do passado, desde o Éden, passando pelos dias de Cristo, e indo até a Eternidade. Aleluia!

1Cor. 16:2

Um dos muitos argumentos equivocados apresentados em defesa da guarda do domingo é o verso 2 de 1Cor. 16:

"No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for".

Aqueles que desejarem um esclarecimento profundo deste texto bíblico, comprovando que ele não defende a mudança do dia de guarda, têm um excelente material à sua disposição. Trata-se de um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) do bacharelado em Teologia do Pr. Rinaldo Franco Garbelini, orientado pelo eminente Dr. Reinaldo Siqueira, do UNASP.

Para ver o trabalho completo, clique aqui.

O TCC também está disponível através do site da Revista Teológica KERYGMA, do UNASP.

É mais uma excelente oportunidade de você aprofundar seus conhecimentos, e melhor fundamentar seus argumentos teológicos sobre a fé Adventista, que se mostra cada vez mais inabalável... Afinal, temos uma ROCHA que sustenta nossa Esperança (cf. Efés. 2:20), e ela não é Ellen White, como vociferam os criticos...rsrs.

"antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós" (1Ped. 3:15).

Postado em: 31-Jul-2009

A Melhor Oração

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Que bela estória para reflexão...

Um homem recebeu, certa vez, a visita de alguns amigos.

- Gostaríamos muito que nos ensinasse aquilo que você aprendeu em todos estes anos - disse um deles.

- Estou velho - respondeu o homem.

- Velho e sábio - disse o outro. - Afinal de contas, sempre te vimos orando durante todo este tempo. O que conversa com Deus? Quais são as coisas importantes que devemos pedir?
O homem sorriu.

- No começo, eu tinha o fervor da juventude, que acredita no impossível. Então, eu me ajoelhava diante de Deus e pedia para que me desse forças para mudar a humanidade. Aos poucos, vi que era uma tarefa além das minhas forças. Então, comecei a pedir a Deus que me ajudasse a mudar o que estava à minha volta.

- Neste caso, podemos garantir que parte de seu desejo foi atendido - disse um dos amigos. Seu exemplo serviu para ajudar muita gente.

- Ajudei muita gente com meu exemplo; mesmo assim, sabia que não era a oração perfeita. Só agora, no final de minha vida, é que entendi o pedido que devia ter feito desde o início.

- E qual é este pedido?

- Que Ele me ajudasse a mudar a mim mesmo.

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Antes de mudar os outros, peçamos ao Senhor que nos ajude a produzir uma mudança verdadeira em nós mesmos. Afinal, ser cristão é viver em NOVIDADE DE VIDA.

"Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Como poderás dizer a teu irmão: Deixa, irmão, que eu tire o argueiro do teu olho, não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão" (Lucas 6:41-42).

Postado em: 31-Jul-2009

O "Chifre Pequeno" de Dan. 8

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Às segundas-feiras estou realizando uma classe de estudos doutrinários na IASD de Parque dos Coqueiros, aqui em Natal-RN. Tem sido uma bênção, especialmente para mim! Ontem começamos a estudar o capítulo 8 de Daniel, que concluirá com a profecia das 2300 "tardes e manhãs".


Observei que um dos pontos mais complexos para os irmãos entenderem é a "identidade" do tal "chifre pequeno" deste capítulo. Graças ao bom Deus, e ao nosso Divino Professor - a Pessoa maravilhosa do Espírito Santo, chegamos ao final do estudo com todos os presentes entendendo os detalhes deste importante personagem das profecias de Daniel.

Aproveito para colocar aqui para vocês o esboço deste tema, pois sei que muitos também devem ter dificuldades para entender e explicar esta parte da profecia. Como Adventistas, somos muito eficientes em detalhar a profecia do verso 14. Mas se não entendermos o contexto no qual este verso está inserido, ficará difícil defendermos a fé diante das heresias que existem por ai com relação ao livro de Daniel.

O CHIFRE PEQUENO

I. Quem é o chifre pequeno de Daniel 8?

O bode se engrandeceu sobremaneira; e, na sua força, quebrou-lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu. De um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa. Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou. Sim, engrandeceu-se até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício diário e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo. O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões; e deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou. Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados? Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” – Dan. 8:8-14.

O bode de que trata a profecia é a Grécia (vv. 21-22). Os 4 chifres notáveis do império grego foram os 4 generais que sucederam Alexandre, o Grande: Ptolomeu, Cassandro, Lisímaco e Selêuco.

Na versão Almeida Revista e Atualizada (uma das mais utilizadas no Brasil), o v. 9 começa com a expressão: “de um dos chifres”. Porém, o texto original traz o seguinte: “de um deles”. Esta tradução é confirmada pela respeitada King James Version, em inglês. Ou seja, a palavra "chifres" foi acrescentada na tradução para a nossa língua, mas não consta no original no qual o texto foi escrito.

É importante analisarmos o detalhe acima, porque o texto em português dá a entender que o chifre pequeno surgiu “dos outros 4 chifres”, ou seja, ele seria proveniente do império grego. Os que defendem esta teoria (os chamados preteristas), como a maioria dos evangélicos e católicos, baseados também neste equívoco de tradução, dizem que este chifre pequeno é representado por ANTÍOCO EPIFÂNIO. Eles apresentam os seguintes argumentos:

a) Antíoco foi um rei selêucida - Como membro desta dinastia de reis, ele surgiu de um dos 4 chifres mencionados em Dn 8:8, pois esta foi a origem do chifre pequeno.
b) A sucessão de Antíoco foi irregular - Este argumento está baseado no v. 24 do cap. 8.
c) Antíoco perseguiu os judeus.
d) Ele contaminou o templo de Jerusalém e interrompeu seus serviços.

Porém, um estudo mais acurado da Bíblia e da História nos mostra que Antíoco não satisfaz os requisitos para o poder representado pelo chifre pequeno de Daniel. A natureza do chifre pequeno rejeita Antíoco como sua identidade:

a) Grandeza comparativa do chifre pequeno - Antíoco jamais atingiu tão grande poder quanto o que é descrito relacionado ao chifre pequeno. O verbo “engrandecer” (GADAL) aparece somente uma vez em relação com à Pérsia e somente uma vez com relação à Grécia. Porém, aparece 3 vezes relacionando-se ao chifre pequeno. Mostra-se, assim, que o chifre teria um poder progressivo e crescente, até o tempo do fim (vv. 17, 19, 26).
b) Atividades do chifre pequeno - conquistas e atividades anti-templo muito maiores que as realizadas por Antíoco.
c) Fatores de tempo para o chifre pequeno - origem, duração, fim. Antíoco reinou por alguns anos (de 175 a.C. até 164/3 a.C.), porém o chifre pequeno tem seu reinado até dias bem posteriores a estes (8:17, 19, 26). Ele era o 8º de uma dinastia de mais de 20 reis selêucidas.
d) Natureza do chifre pequeno - conforme a profecia, este chifre seria “quebrado sem esforço de mãos humanas” (v. 25). Isto mostra a maneira singular com que o chifre seria derrotado. Ou seja, o próprio Deus intervirá para colocar um fim à perseguição de Seu povo, produzida por este poder blasfemo e arrogante. O que não ocorreu com Antíoco, que morreu de causas naturais durante uma campanha pelo Oriente.
e) Origem do chifre pequeno - como mencionado acima, há um problema na tradução do início do verso 9, pois o original hebraico afirma que o chifre pequeno sairia “de um deles”, fazendo referência aos 4 ventos citados no final do verso 8.

A tradução correta do início do v. 9 (ou seja, "de um deles"), sugere que o chifre pequeno sairia de um dos 4 "ventos" (é só ler o final do v. 8), ou seja, de um dos 4 pontos cardeais. Roma veio do lado Oeste, e cumpre todos os demais requisitos para que o chifre pequeno seja identificado com sua fase pagã e papal, principalmente.

II. Algumas Características Importantes (Dn 8:19-26)

1. Ele sobe no meio dos 10 chifres do animal, após derrubar 3 deles – o chifre surgiria do império romano, e abateria 3 dos 10 reinos que formaram este império (foram 3 destes 4 reinos: Visigodos, Vândalos, Hérulos e Ostrogodos) - Dan. 7:20.
2. Ele possuía olhos, como os de homem, bem como uma boca “arrogante” e “insolente” – o poder representado pelo chifre pequeno é um poder temporal, religioso e com pensamentos arrogantes e orgulhosos relativos ao seu alcance de dominação mundial.
3. O chifre pequeno parecia mais “robusto” do que os seus “companheiros” – ele conseguiria em certo momento dominar até mesmo o poder temporal, bem como o religioso.
4. Fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles – seria um perseguidor daqueles que desejassem permanecer fiéis às leis de Deus, e rejeitarem a contrafação que o chifre pequeno apresentaria ao mundo.
5. Proferiria palavras contra Deus – sua pretensão seria tal que até mesmo as prerrogativas divinas este poder tomaria para si.
6. Magoaria os santos de Deus – a perseguição seria feroz e grande.
7. Mudaria os tempos e a lei – o sábado da lei de Deus seria alterado por um outro dia de guarda, em obediência total ao poder do chifre pequeno.
8. Dominaria os santos por 3,5 tempos (ou seja, por 1260 anos - cf. Dn 4:16, 23, 25, 32; 7:25; 11:13; 12:7; Ap 11:2, 3; 12:6, 13; 13:5) - durante este período de tempo, os santos estariam quase que totalmente à mercê das sangrentas perseguições do chifre pequeno (isso ocorreu de 538 d.C. a 1798 d.C.).
9. Seria julgado pelo tribunal divino, e destruído – chegará o momento em que Deus mesmo intervirá definitivamente, e o chifre pequeno, com todos os seus seguidores, será destruído ante a autoridade do Deus Eterno.

Não há como fugir da realidade histórica de que apenas um poder encaixa-se nas características reveladas em Daniel sobre a identidade do chifre pequeno: ROMA, em suas fases pagã e papal. Vejamos porque:

1. Veio após o império grego;
2. Foi um poder forte e dominador;
3. Conseguiu prevalecer sobre o reino temporal e religioso;
4. Dominou quase todo o mundo por 1260 anos de perseguição religiosa;
5. Colocou um sistema de mediação para obscurecer o sistema do Santuário de Israel;
6. Proferiu blasfêmias e arrogâncias, ostentando-se como possuidor das prerrogativas da Divindade;
7. Alterou a Lei de Deus, exatamente no elemento de tempo desta lei – o sábado (Êx 20:8-11).

Um exemplo da arrogância com que o chifre pequeno tenta usurpar as prerrogativas que só pertencem a Deus, foi demonstrado aqui no Brasil, em 01 de maio de 2004, quando o então pontífice católico romano “concedeu” perdão total aos pecados de todos os brasileiros devotos de “Nossa Senhora Aparecida” (a cópia transcrita da reportagem, exibida por um telejornal de grande audiência no País, está em meus arquivos). Quer blasfêmia mais arrogante do que esta?!

Isso ainda é pouco para as pretensões do chifre pequeno de Daniel... muito mais ainda está para vir... é só aguardar.

Mais uma vez, os Adventistas saem ganhando por utilizarem o mesmo método que Jesus utilizava para interpretar as Escrituras, ou seja, o MÉTODO GRAMÁTICO-HISTÓRICO, que permite que a própria Bíblia se revele no estudo da História das nações.

Os preteristas (católicos ou evangélicos), que colocam os cumprimentos de Daniel e do Apocalipse, quase que totalmente no passado; e os futuristas (católicos ou evangélicos), que os colocam no futuro, não resistem a um estudo cuidadoso e profundo das profecias.

Vivemos no limiar dos últimos dias, quando aquela “pedra” de Daniel 2 será jogada dos céus, e um Reino Eterno será instituído, cujo poder e autoridade permanecerão pelos séculos dos séculos.

Amém!

"Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro. Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente" (Dan. 12:1-3).

Postado em: 28-Jul-2009

Um Conhecido "Lema" dos Dominguistas

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Sabem aquelas Bíblias que trazem as "falas" de Jesus na cor vermelha? Estas versões destacam nesta cor tudo aquilo que Jesus disse quando esteve aqui na Terra.


Alguns defensores do domingo, por não encontrarem argumentos bíblicos consistentes para fundamentarem seu equívoco, gostam de dizer o seguinte:

"Por que devemos guardar o sábado se, em nenhum momento, Jesus diz que devemos fazer isso? Não deveria haver um verso dizendo 'lembra-te do dia de sábado para o santificar', do jeito que ocorre no AT?"

Em Teologia, se diz que este é o famoso ARGUMENTO DO SILÊNCIO, ou seja, quando algumas pessoas com mente mais "filosófica" preferem "fechar os olhos" para as claras evidências bíblicas sobre determinado tema (o sábado, por exemplo), e tentam fundamentar suas convicções no que não está escrito, isto é, no "silêncio" da Bíblia.

Usando este mesmo frágil princípio, poderíamos dizer o seguinte:

- "Não precisamos devolver dízimos, pois Jesus nunca repetiu as palavras que se encontram em Levíticos ou Números sobre tal prática". Você conhece algum pastor evangélico (e até padre) que ensine isso? Nem eu! Por que será?!

- "Não há problema algum em adorar imagens de gesso (ou as venerar, como dizem os católicos), uma vez que Jesus nunca disse que era proibido fazer isso, usando as mesmas palavras de Êxo. 20:4-6".

- Que mal há em tomar uma cerveja com os amigos, se Jesus nunca disse que não poderíamos fazer isso?".

- "Se Deus nunca condenou, explicitamente, Salomão por ter tantas esposas, por que eu devo ser fiel somente a uma mulher?".

- "Jesus nunca disse que eu não poderia usar cocaína. Então, qual o problema?".

Percebem o absurdo que pode ser defendido, ao utilizar-se o herético argumento do "silêncio"?!

Em nenhum lugar encontramos a afirmação de que o Novo Testamento deveria ser, OBRIGATORIAMENTE, a repetição IPSIS LITTERIS do Antigo Testamento. As pessoas que defendem tal tolice jamais se dedicaram realmente ao estudo sincero da Palavra de Deus.

No caso do sábado, por exemplo, não havia nenhuma necessidade de Jesus REPETIR o mandamento dado por Ele mesmo em Êxodo 20:8-11, por um motivo óbvio: Jesus vivia o sábado em Sua vida, e todos sabiam disso (por exemplo: Lucas 4:16). Para quê, então, repetir o mandamento?

Os santos apóstolos que O sucederam na missão, também viviam a guarda do sábado de forma normal, regular e espontânea, como o livro de Atos nos demonstra em diversas situações (por exemplo: Atos 16:13; 18:1-4; etc.).

Assim como o dízimo, as leis de saúde, o cuidado com o corpo, a fidelidade matrimonial entre pessoas casadas, etc., o sábado era uma rotina na vida de Jesus e dos Seus seguidores. Qualquer leitor sincero da Bíblia verá isso por si mesmo.

Penso que no dia em que estas pessoas, muitas delas sinceras (outras, nem tanto...), deixarem de lado os "achismos" pessoais, e não se fiarem apenas no que seus líderes religiosos esbravejam no púlpito, então acredito que o Espírito Santo encontrará entrada para convencer essas pessoas de seus pecados, da justiça de Deus, e do juízo para os que não se entregarem a Ele (cf. João 16:8).

Sinceramente, não quero nem pensar como será frustrante para estas pessoas que insistem em viverem na desobediência, confundindo "graça" com "libertinagem" (cf. Judas 4), quando ouvirem dos lábios do próprio Jesus: NUNCA VOS CONHECI, AFASTEM-SE DE MIM! (cf. Mat. 7:21-23). E qual será o motivo? Segundo Ele mesmo: "Vocês vivem na iniquidade!".

Aliás, todos já sabemos sobre que tipo de "iniquidade" Jesus estava falando - 1João 3:4.

"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apoc. 14:12).

Aleluia!

Postado em: 27-Jul-2009

O Princípio "Dia=Ano"

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Hoje, durante o sermão, o pregador fez menção a Apoc. 12:6:


"A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias".

Acontece que ele leu o texto dizendo "1260 anos", o que causou estranheza em algumas pessoas que leram, literalmente, "1260 dias". Para aqueles que estão familiarizados com o estudo das profecias apocalípticas (em especial as de Daniel e Apocalipse) entenderam perfeitamente que o pregador apenas "explicou" o que o texto dizia.

Porém, eu percebi que este tema não é totalmente compreendido pela Igreja, o que é uma pena, pois a própria base da existência da IASD está no entendimento da profecia dos 2300 "dias" de Dan. 8:14.

De um modo geral, os evangélicos e católicos se equivocam na interpretação destas passagens, pois crêem que os "dias" devem ser entendidos literalmente, ou seja, quando Daniel fala que a "purificação" do Santuário ocorreria após 2300 dias, eles situam este período historicamente na época de Antíoco Epifânio, que causou contaminações ao Santuário de Israel, algumas décadas antes de Jesus nascer.

Mas, "curiosamente" (ou seria "incoerentemente"?!), estes mesmos estudiosos evangélicos defendem o princípio dia=ano na interpretação da "última semana" de Dan. 9:24. Em consequência disso, estas pessoas acreditam que haverá um período de 7 anos de dominação do "anticristo", nos momentos finais da História Terrestre. Quem já leu ou assistiu à alguma obra da equivocada série "Deixados para Trás" (Left Behind, nos Estados Unidos) sabem do que estou falando.

Ai vem a pergunta que não quer calar: "Se o princípio dia=ano vale para esta última semana, por que não vale para o restante das profecias de Daniel?"

Vá entender a cabeça dessas pessoas que gostam de escolher as partes que mais lhe convêm nas Escrituras (cf. Êxo. 20:8-11)!!!

O Princípio Dia=Ano

Tomando por exemplo a profecia dos 2300 dias (ou "tardes e manhãs"... dá no mesmo), o contexto sugere que ela se desenvolveria por um período de tempo bem extenso, além do tempo de Daniel, conforme os versos 17 a 26 (o que descarta totalmente o argumento de que Antíoco seria o cumprimento deste período profético). Os 2300 dias, tomados literalmente, representariam pouco mais de 6 anos, o que não daria a extensão descrita pelo ente celestial (“ao tempo do fim”). O contexto mostra que a profecia envolveria os reinos Medo-Persa (v. 20), Grécia (v. 21) e um reino que viria depois destes (vv. 22-25), historicamente tratando-se de Roma.

Portanto, os 2300 dias da profecia de Dan. 8:14 não podem ser entendidos literalmente, mas sim como “dias proféticos”, que tinham o valor de 1 ano para cada 1 dia. Há algum meio de comprovar este princípio “dia-ano” através da Bíblia? Vejamos...

a) Lev. 25:8 – as sete semanas de ano, cada dia por um ano.
b) Núm. 14:34 – os 40 dias, cada dia por um ano.
c) Ezeq. 4:6-7 – os 40 dias de exílio, cada dia por um ano.

Fica evidente, após um estudo acurado e destituído de preconceitos, que todos os esforços para harmonizar o período da profecia de Dan. 8:14 como sendo de 2300 dias, ou 1150 dias (como uma edição da NTLH traduziu erroneamente há alguns anos), com qualquer época histórica que se mencione nos livros de Macabeus e em Josefo, têm sido inúteis.

Parece impossível encontrar os acontecimentos separados por 2300 dias, que corresponderiam com a descrição de Daniel 8. A única forma em que se pode dar consistência a estas “tardes e manhãs” é computá-las mediante a aplicação bíblica do princípio dia-ano.

Aplicando-se tal princípio à profecia de Dan. 8:14, vemos que os 2300 dias representam, na verdade, 2300 anos. Portanto, ao final deste período o Santuário seria vindicado em seu real propósito de ensinar a perfeita, eficaz e completa mediação de Jesus em nosso favor no Santuário Celestial. Ao fim deste período, a mensagem de mediação sumo-sacerdotal de Jesus seria “restaurada”, e o Santuário Celestial seria “vindicado”, ou “justificado”, em relação ao falso sistema de mediação imposto pela igreja católica romana, através da mariolatria e dos “santos”.

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Concluindo, o princípio de que cada 1 dia em profecia é igual a 1 ano, demonstra mais uma vez a coerência hermenêutica e doutrinária dos Adventistas do 7º Dia.

Diferente de outras denominações cristãs, não ficamos escolhendo partes da Bíblia para crermos ou não nelas; ou ficamos aplicando um princípio hermenêutica em um determinado texto e o rejeitamos nos demais.

Deus guia Sua Igreja visível, e conduzirá Sua Igreja "invisível" a um glorioso futuro, quando, juntas, receberão Seu Senhor, Redendor e Mantenedor nas nuvens do Céu (cf. Apoc. 18:1-4).

"O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida. (...) Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!" (Apoc. 22:17-20).

Maratana!
A saudação oficial do povo de Deus no Novo Testamento.
Postado em: 25-Jul-2009

Porque não sou Espírita

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Ultimamente parece que os pregadores da TV estão intensificando sua defesa da grande heresia que o diabo plantou lá no Éden: A IMORTALIDADE DA ALMA (cf. Gên. 3:1-4). Aqueles que ocupam os horários nobres (com custos milionários) cada vez mais têm defendido a existência do "reino dos mortos", através da apologia ao inferno eterno, por exemplo.


O tema do estado dos mortos tem sido amplamente debatido nos canais religiosos, sempre com uma conotação voltada para o espiritualismo, com a defesa da heresia satânica do inferno eterno, da recompensa imediatamente após a morte, do purgatório, etc. Os espíritas também fazem cada vez mais congressos, seminários, retiros, etc., para disseminarem sua doutrina.

No fim das contas, tanto espíritas, quanto católicos, quanto evangélicos, crêem na mesma heresia: que a alma, que para eles é imortal (cf. 1Tim. 6:16), "sai" do corpo por ocasião da morte, e vai para algum lugar no plano espiritual.

Mais do que nunca, é necessário que o povo de Deus, aqueles que fazem parte da Igreja do Deus Vivo, coluna e baluarte da VERDADE de Deus nesta Terra (cf. 1Tim. 3:15), também não se calem, e da mesma forma intensifiquem os esforços para que as pessoas sejam alertadas contra estas heresias satânicas que têm enganado BILHÕES de pessoas em todo o mundo.

Para aqueles que desejam esclarecer o tema, e até mesmo evangelizar com uma literatura pequena, barata e eficaz, sugiro o excelente livro do Dr. Maurício Braga, "Porque não sou mais espírita", publicado pela CPB, onde ele relata como Deus esclareceu suas dúvidas e o tirou deste movimento de conotação espiritualista.

O mês de novembro está chegando, e com ele as pessoas procurarão os cemitérios para "cultuarem os mortos". Por que, então, não fazer provisão para distribuir dezenas destes livretos com nossos amigos, parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc.?

Tenho certeza que muitas pessoas também serão retiradas da cegueira, e se libertarão com o conhecimento da Verdade Divina (cf. João 8:32).

Está feita a sugestão!

"Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo. 8:32).

Postado em: 24-Jul-2009

A Lei do Espírito e os Dois Pactos (2Cor. 13)

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Um estimado leitor do blog me enviou um comentário solicitando mais informações sobre as declarações de Paulo em 2Cor. 13.


Ele mencionou de um diálogo que teve com um pentecostal, o qual argumentava que a Lei do Espírito, mencionada por Paulo, era uma "substituição" à Lei de Pedra, fazendo referência aos 10 Mandamentos.

O senhor também lhe dizia que haviam dois pactos, duas alianças, e nós estamos sob a influência do 2º Pacto. Esta é uma declaração também muito conhecida, pois estas pessoas consideram que o Antigo Testamento, com todas as suas leis, perdeu o valor a partir da existência do Novo Testamento e o sacrifício de Jesus.

O que ocorre é que há uma tendência natural do movimento pentecostal, e de algumas denominações evangélicas mais tradicionais, de rejeitarem aquilo que eles consideram como sendo apropriado apenas ao Judaísmo. Fazendo isso, eles argumentam que todo o Antigo Testamento deixou de ter sentido quando do ministério sacrifical de Jesus. O que eu estranho é o fato de que, no fundo, no final das contas, este argumento só é levado em conta com relação ao 4º Mandamento - o sábado do sétimo dia.

Dificilmente encontraremos um líder pentecostal pregando em sua igreja que alguns elementos predominantemente vinculados ao AT também perderam a validade. Por exemplo:
- O dízimo
- O 2º Mandamento (que assim como o 4º, não se repete no NT, como vociferam os pentecostais)
- O criacionismo
- Os salmos e provérbios
- As histórias de conquistas militares (já perceberam como os pentecostais "adoram" usar detalhes das vidas dos líderes do AT para defenderem a teologia da prosperidade?)
- Os outros 9 Mandamentos de um modo geral

Estas pessoas parecem "esquecer" algo muito simples e inquestionável: as Escrituras que Jesus tanto defendeu não continham o Novo Testamento, pois este não existia em Sua época. Para Jesus, as Escrituras que conduzem o homem a Ele são os escritos do Antigo Testamento, o Novo é, apenas, para confirmar e ampliar o que o Antigo já determinava, profetizava e anunciava (cf. Mat. 21:42; 22:29; 26:56; Marcos 12:24; Luc. 24:27, 45; Jo 5:39, etc.).

Não é demais lembrar que o próprio Jesus já profetizou que muitas pessoas que hoje usam Seu santo nome, não fazem parte do Seu povo, por um motivo bem simples: desprezam Sua Lei (cf. Mat. 7:21-23).

2Coríntios 13

Para ajudar meu amigo leitor a esclarecer as dúvidas sobre esta passagem, vou aproveitar o que está no respectivo Comentário Adventista, disponível na Internet.

"Tábuas de Pedra"
Ou "tabuletas de pedra". Paulo contrasta as duas tábuas de pedra nas quais Deus escreveu os Dez Mandamentos no Sinai com as tabuletas de carne do coração. Não havia nada mau em que a lei de Deus estivesse escrita em pranchas de pedra, mas enquanto só estivesse escrita ali e não fora transferida às tabuletas dos corações dos homens, na prática permanecia só como letra morta. A verdade tem força vivente e ativa só quando é aplicada aos problemas da vida. Paulo antecipa aqui o que vai dizer sobre o novo pacto nos vers. 6-11. Faz-se referência à experiência do novo pacto em passagens das Escrituras como Jer. 31:31-33; Eze. 11:19-20; 36:26-27; Heb. 8:8-10.

Só Deus tem poder para chegar até o coração e escrever ali Sua lei. É mais fácil escrever Sua lei em pranchas de pedra, porque estas não têm vontade para opor-se; mas uma vez que a lei está escrita no coração, deixa de ser letra morta. O papel e a pedra são transitivos; mas não passa o mesmo com a lei escrita no coração e na vida.

Moisés descendeu do Sinai trazendo duas pranchas de pedra, evidência visível de que tinha estado com Deus, e descendeu do monte como porta-voz instituído por Deus. Embora os créditos do Paulo não eram de uma natureza tangível, não eram menos reais, pois a mesma lei divina tinha sido escrita pelo Espírito Santo no coração do apóstolo e nos corações de seus conversos. Paulo não necessitava outros créditos. Sua vida e as daqueles a quem havia levado a Cristo, constituíam uma evidência suficiente de que sua comissão provinha de Deus.

"Novo pacto"
Paulo contrasta o novo pacto com o antigo. A um o identifica com o espírito; ao outro, com a letra. Sob o antigo pacto, a reverência judia pela singela "letra" da lei virtualmente se converteu em idolatria; asfixiou o "espírito". Os judeus preferiram viver sob o domínio da "letra" da lei. Sua obediência à lei, ao ritual e às cerimônias estabelecidas, era formal e externa. A consagração e a obediência de um cristão não devem caracterizar-se por procedimentos rotineiros, minuciosas régias e complicados requisitos, mas sim pela presença e o poder do Espírito de Deus.

"Não da letra"
O contraste entre "letra" e "espírito" nas Escrituras é peculiar do apóstolo Paulo (ver Rom. 2:27-29; 7:6). A primeira é superficial; o segundo chega ao íntimo. Tanto judeus como cristãos correm o perigo de pôr ênfase na "letra", excluindo o "espírito". O AT e o NT constituem uma revelação inspirada pelo Espírito Santo (2 Tim. 3: 15-17). Deus queria que o judaísmo tivesse ambos, a "letra" e o "espírito": o registro da vontade revelada de Deus e certas formas ou ritos prescritos que se traduziram em uma experiência vivente (ver João 4:23-24); o mesmo deve acontecer no cristianismo. Os credos oficiais, a teologia teórica e as formas do culto, não têm poder para salvar aos homens do pecado.

A "letra" da lei era boa pois procedia de Deus e ficou registrada nos escritos de Moisés; mas Deus tinha o propósito de que a "letra", o registro escrito da lei, fora só um meio para alcançar um fim mais elevado: estabelecer o "espírito" da lei nos corações dos judeus. Entretanto, a maioria dos israelitas fracassaram em interpretar a "letra" da lei em termos do "espírito" da lei; quer dizer, não a converteram em uma experiência religiosa de salvação pessoal do pecado por meio da fé na expiação que proporcionaria o Mesías. Só o "espírito" da lei pode "vivificar", se trate de judeus ou de cristãos. A prática do cristianismo facilmente pode degenerar em uma "aparência de piedade " sem "a eficácia dela" (2 Tim. 3: 5). De modo que a "letra" do cristianismo "mata" aos que dependem dela para a salvação.

Nos dias de Paulo o judaísmo tinha perdido a tal ponto o "espírito" da verdadeira religião, que seus ritos religiosos eram somente "letra". Como sistema tinha perdido o poder de repartir vida a seus seguidores (ver Marcos 2:21-22; João 1:17); o cristianismo, por sua parte, ainda era jovem e forte, embora nos séculos seguintes também se degeneraria (cf. Dan. 7). De modo que quando Paulo escreveu, o judaísmo estava identificado com a "letra", e o cristianismo se identificava com o "espírito" até onde estava livre da influência do judaísmo.

Não tem nenhum fundamento o argumento de que Paulo menospreza aqui o AT e o Decálogo, pois ao escrever aos gentios que tinham aceito o Evangelho, repetidas vezes ele afirma a vigência do AT e do Decálogo para os cristãos (ver Rom. 8:1-4; 2 Tim. 3:15-17; Efés. 6:2; cf. Mat. 5:17-19). Cristo e os apóstolos não tinham outras "Escrituras" fora do AT (ver João 5:39). Os nomes de muitos fiéis que se registram em Heb. 11, junto com muitos milhares de crentes do tempo do AT, experimentaram a obra do Espírito Santo em suas vidas assim como milhares a sentiram nos dias do NT.

Cada igreja e cada credo tem sua "letra" e seu "espírito". O Evangelho de Jesus tem sua "letra" e tem seu "espírito"; mas sem o poder vivificante do Espírito Santo, o Evangelho indevidamente se converte, em qualquer igreja, em "letra" morta. Milhares e milhares que se chamam cristãos estão satisfeitos com a "letra", e permanecem completamente desprovidos de vida espiritual. O que Deus exige não é simplesmente um proceder correto, mas sim que o dito proceder seja o produto e a evidência de uma boa relação com Deus e uma ótima condição moral e espiritual. Reduzir a vida e o culto cristãos ao cumprimento de um sistema de regras sem que haja dependência do Deus vivente, é confiar no uso e o ministério da "letra". Os atos externos e as cerimônias da religião, seja judia ou cristã, nada mais são que um meio para alcançar um fim. Mas se os considera como fins em si mesmos, convertem-se imediatamente em um estorvo para a verdadeira experiência religiosa.

O mesmo com a lei de Deus, o Decálogo. O cumprimento externo de seus preceitos, em um esforço para ganhar a salvação mediante eles, é vão. A obediência tem valor diante de Deus só quando se produz como um resultado natural do amor a Deus e ao próximo (ver Mat. 19:16-30). No Sermão do Monte nosso Senhor destacou o princípio de que a obediência à "letra" da lei sem o "espírito" de obediência, não alcança a norma de justiça divina (ver Mat. 5:17-22). Contra o que afirmam certos expositores modernos das Escrituras, o "espírito" da lei não invalida sua "letra". Por exemplo, Jesus ordenou a Seus seguidores, apoiando-se no sexto mandamento, que não se zangassem contra seus irmãos (Mat. 5: 22), mas com isso não autorizou a ninguém para que violasse a letra do mandamento matando a seu próximo. É óbvio que o "espírito" do sexto mandamento não ocupa o lugar de sua "letra", mas sim complementa a letra e a magnifica (ver Isa. 42:21). O mesmo pode dizer-se dos outros nove preceitos do Decálogo, inclusive o quarto (ver Isa. 58:13; Marcos 2:28).

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Conclusão

Vemos, mais uma vez, que não há nenhuma contradição na Bíblia. O mesmo Deus do AT é o Deus do NT, por isso não pode haver "duas leis" mutuamente excludentes. Deus é um Deus de ordem, justiça e eternidade.

Assim como Paulo, os Adventistas também crêem e ensinam que não há salvação na guarda dos mandamentos. A graça é o único, eficaz e pleno meio a se alcançar o perdão dos pecados e a vida eterna. Mas, assim como o apóstolo da graça, não podemos aceitar que a graça seja inimiga da obediência.

Somos salvos unicamente pela fé, mediante a graça de Cristo... mas para vivermos uma vida de santidade e obediência, que se expressa, também, na guarda dos mandamentos, não como "meio" de salvação, mas sim como um "fruto" da salvação que já foi conquistada.

"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dEle, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Efés. 2:8-10).

Postado em: 23-Jul-2009

Felizes os que têm Amigos!

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Minha filha mais velha, a Gabi, trouxe uma tarefa da escola esta semana: procurar poemas que falem de AMIZADE.


Enquanto procurávamos, encontrei alguns muito bonitos, e resolvi compartilhar aqui dois deles com vocês, meus amigos.

Espero que gostem, assim como eu gostei...


Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...