segunda-feira, maio 20, 2013

"Ser de Jesus" dá status!

Sempre que estou no trânsito, procuro observar os adesivos com motivos cristãos que os donos colam em seus "possantes".

Um dia desses, percebi que um pouco mais à frente também seguia outro carro, fazendo zigue-zague no trânsito, algo muito comum aqui em Natal/RN... infelizmente.

Mas o que me causou admiração, e deu motivação para escrever esta postagem, foi que a traseira do carro estava cheia de adesivos "cristãos".

"Jesus mudou meu viver"
"Jesus te ama"
"Deus é fiel"

Continuei dirigindo, e pensando...

Que espaço Jesus ocupa, de fato, na vida dos que se rotulam de "cristãos"? Segundo a Bíblia, os seguidores dEle foram chamados assim pela primeira vez, exatamente porque as pessoas viam que eles eram "diferentes" (cf. Atos 11:26). Eram o Cristo no "aumentativo"!

O que vejo hoje é que muitas pessoas se auto-proclamam de "cristãs", mas usam Jesus apenas como "marketing", como uma espécie de "marca publicitária". Ou seja, parece que ficou "chique" assumir a fé nEle.

Considerar-se um "cristão", mas furar fila de banco, dirigir irresponsavelmente, agir com egoísmo no trabalho ou na família, ter um comportamento durante a semana e outro no dia de ir pra igreja, tratar colegas e amigos com arrogância e falsidade... tudo isso me parece muito hipócrita, e não creio que o Senhor Se alegre com este tipo de "profissão de fé".

Em nossos dias, tem sido muito comum adesivar, publicar no Facebook os carros ou vestir camisetas com "slogans" bonitos e inspiradores, mas me parece que o mundo está mais desejoso (e carente) de ver pessoas que pratiquem e vivam a fé que Jesus ensinou, e isso de forma autêntica.

Quando vejo reportagens sobre o aumento da miséria; sobre a grande quantidade de crianças abandonadas nos orfanatos; sobre a robalheira envolvendo políticos que usam a "máscara" de cristãos... me pergunto: para quê serve, de fato, a religião? Apenas para "acalmar a consciência" em momentos de luto, por exemplo no "Dia de Finados"... ou é algo mais?!

O que Jesus ensinou foi exatamente este "algo mais": uma vida abundante, próspera (mas não como os mercenários da fé televisiva pregam hoje), produtiva, e solidária; e tudo isso com base na graça e na justificação pela fé nEle, e não como "meio" de se conseguir favores divinos, como algumas correntes religiosas pregam.

(...)

Deixei as meninas na escola, e fui para o trabalho, pensando no meu "irmão barbeiro"...

Antes de cruzar a esquina, outra cena de imprudência se desenrolou na minha frente, e o carro era dirigido por alguém que dizia (em um adesivo): JESUS TE AMA E EU TAMBÉM.

A primeira parte eu creio sinceramente.... mas a segunda... fiquei em dúvida.

"mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação" (1Ped. 2:12).

Seja o "algo mais".
O mundo precisa disso!

sexta-feira, maio 17, 2013

É possível guardar todos os mandamentos?

"Prof. Gilson, é realmente possível guardar todos os mandamentos da Lei de Deus?"

Certa vez eu ouvi alguém dar um "não" como resposta a esta pergunta. Para tal pessoa, vivemos em um mundo muito afastado de Deus e, por isso, torna-se praticamente impossível ser fiel na guarda de todos os preceitos que o Senhor deixou.

Porém, eu sinceramente não creio que o Senhor escreveria Seus preceitos em uma tábua de pedra (cf. Êxo. 31:18), se tais mandamentos estivessem além dos limites da nossa possibilidade real.

Os legisladores humanos é que têm sido muito hábeis em criar leis que não "passam do papel", pois não estão em harmonia com a realidade das pessoas. Mas isso não ocorre com a Lei de Deus, pois é o Senhor mesmo Quem nos dá a força necessária para permanecermos fiéis aos Seus Mandamentos, ou melhor, à Sua LEI DA LIBERDADE, como Ele mesmo ensinou.

Ou seja, é claro que a Lei de Deus pode ser plenamente obedecida em todos os seus pontos! O que ocorre é que nós, seres humanos pecadores, sempre procuraremos uma maneira de nos desviar dela, e fatalmente encontraremos muitas boas "justificativas" para vivermos neste estado "marginal" da Lei do Senhor.

E os que dizem que a Lei passou?

Infelizmente, aqueles que professam o Cristianismo em nossos dias, em sua grande maioria, pregam um desprezo à Lei de Deus, que beira a blasfêmia. Deus escreveu, com Seu próprio dedo, em tábuas de pedra, os 10 princípios que deveriam ser seguidos pelo Seu povo em todas as eras, pois tal Lei é o próprio reflexo do caráter do Senhor (cf. Êx 31:18; Jr 31:33; Hb 8:10). Por toda a Bíblia vemos que Ele sempre transmitiu mensagens de chamado à obediência para com a Lei moral. Através dos escritores bíblicos, muitas foram as mensagens que deveriam servir de motivação para que o povo nunca se afastasse do cumprimento da Lei (cf. Sal. 89:30-32; todo o Sal. 119; Êx 16:14; Pv 7:2; Jr 9:13; 16:11; Os 8:1, 12; etc.).

Hoje em dia, porém, muitos alegam que “a Lei passou”, pois vivemos no chamado “tempo da graça”. Ora, isso soa estranho aos ouvidos de quem realmente conhece a Bíblia, pois a Lei e a graça sempre andaram juntas. A graça não existiu somente a partir do ministério terrestre de Jesus (cf. Sal. 6:4; 13:5; 40:10-11; 62:12; 66:20; 69:13; 89:14; Is 60:10; Zc 12:10; etc.); bem como a Lei moral não foi abolida na Cruz (cf. Mt 5:17-19; At 24:14; Rm 2:13; 3:20, 31; 7:7-8, 12; Tg 1:25; todo o cap. 2 de Tiago; 1Jo 3:4; etc.).

Importantes estudiosos não-adventistas têm afirmado que não devemos rejeitar o Antigo Testamento e seus ensinos, dando valor apenas ao Novo Testamento, especialmente porque eles estão intimamente ligados. Dentre estes teólogos, quero citar D. A. Carson, Douglas J. Moo e Leon Morris, que na sua Introdução ao Novo Testamento dizem o seguinte:

... Não há nenhum indício de que os escritores do Novo Testamento queiram rejeitar alguma parte do Antigo Testamento canônico sob a alegação de ser incompatível com sua fé cristã em desenvolvimento. Paulo chega a insistir em que o motivo pelo qual as ‘Escrituras’ foram escritas foi a instrução e o encorajamento dos cristãos (Rm 15:3-6)” - (p. 546).

Aqueles que estudam a Bíblia destituídos de preconceitos, verão claramente que há uma Lei que nunca passou, nem passará, pois como poderíamos imaginar um Deus Criador e Mantenedor que não tem uma Lei para dirigir e julgar a vida do Seu povo?! Chega a ser um absurdo pensar assim!
Porém, eu gostaria de convidar os companheiros de "blogagem" a ponderar comigo sobre um fato que observo entre aqueles que esbravejam com tanto zelo a mensagem de que a “Lei passou”. Se você indagar qualquer pessoa que considera que a Lei de Deus não mais deve ser observada pelos cristãos atuais, você verá, assim como tenho visto inúmeras vezes, que a questão não é a Lei em si, pois há 9 pontos da Lei Moral que os protestantes aceitam sem pestanejar, enquanto que os católicos, apenas 8. Em qualquer igreja evangélica, uma pessoa que cometer adultério, assassinato, furto, idolatria, etc., certamente passará por alguma sanção disciplinar, podendo ser até mesmo excluída da comunhão da igreja.

Ora!
Se “a Lei” passou, então porque condenar as pessoas que a transgridem? Se vivemos hoje no chamado “tempo da graça”, porque então a quebra dos Mandamentos não é imediatamente perdoada e relevada, uma vez que, como dizem, tal Lei não mais existe como norma para o povo de Deus dos nossos dias? Por que os protestantes condenam os católicos romanos pela adoração de imagens, se os primeiros acreditam que a Lei não vale mais (cf. Êx 20:4-6)? Os católicos romanos, pelo menos aqui, são mais sinceros, pois não ficam dizendo que os 10 Mandamentos passaram; o que aconteceu, dizem os católicos romanos, foi que a igreja deles simplesmente mudou a Lei – basta conferir no Catecismo. Ou seja, tanto os católicos romanos, quanto os protestantes contrários à Lei, estão no mesmo barco, pois desprezam as claras palavras que o Todo-Poderoso do Universo escreveu com Sua própria caligrafia divina (cf. Êx 31:18) – a única lei da Bíblia que Deus não permitiu ao homem escrever por si mesmo! Pense nisso!

Vemos, então, que aqueles que afirmam que a Lei passou, na verdade, estão agindo de má fé, pois o que eles querem atacar não é a Lei como um todo, pois está evidente que as igrejas protestantes continuam seguindo 9 Mandamentos da Lei moral. O que está realmente na mente destas pessoas é a nulidade do 4º Mandamento, exatamente o que requer a adoração ao Senhor no dia em que Ele determinou – o sábado do sétimo dia (cf. Gên. 2:1-3; Êx 16:1-5; 20:8-11).

É muito claro nas páginas das Escrituras, como vimos até aqui, que a Lei moral dos 10 Mandamentos nunca passou, e permanece até hoje como a norma pela qual o Senhor “medirá” o caráter daqueles que professam o nome de Cristo em suas vidas (cf. Tg 2:10-12; Mt 7:21-23; Jo 14:15; 1Jo 2:4).

Por esta razão, os Adventistas levantam bem alto a bandeira da guarda incondicional dos 10 Mandamentos da Lei moral de Deus, não como meio de salvação (como já expliquei exaustivamente aqui no blog), mas como demonstração de amor e gratidão pela graça que Deus derrama abundantemente em nossas vidas, e mais ainda porque Ele mesmo nos concede o poder necessário para guardarmos a Sua santa Lei (cf. Sal. 37:25; 1Pe 1:2; Dt 28:13; Tt 3:3-7; Ef 2:10).

"Grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há tropeço" - Sal. 119:165.

A paz do Senhor!!!!! 
A verdadeira!!!!!

quinta-feira, maio 16, 2013

Teologia Adventista à Distância - EAD

Você já pensou em fazer um curso de Teologia 100% Adventista, mas não tem interesse em ser pastor?

Gostaria de se aprofundar nos mesmos assuntos estudados em nossos Seminários, mas não quer se ausentar de sua cidade?

O que acha de fazer um curso livre (ou seja, sem reconhecimento do MEC) estudando as 20 principais disciplinas do Seminário de Teologia da IASD (SALT), no conforto do seu lar?

A ELPIS ESCOLA DE TEOLOGIA está completando 6 anos de existência, e já capacitou dezenas de líderes no Brasil e no Exterior, que estão pregando melhor, ensinando a Bíblia melhor, compreendendo melhor as Escrituras, etc.

PROMOÇÃO RELÂMPAGO ATÉ 17-05-2013.

Clique aqui e sabia mais.

"...antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós" (1Ped. 3:15).

segunda-feira, maio 13, 2013

O Vinho na Bíblia

É comum encontrarmos pessoas defendendo o uso do vinho, alguns o colocando até na categoria de "alimento". Devido a determinadas referências que a Bíblia faz ao vinho, também encontramos cristãos que acreditam não haver mal algum no consumo desta bebida.

Necessário se faz, portanto, um esclarecimento sobre o que a Bíblia chama de "vinho", e qual seria o tipo indicado para o consumo por aqueles que se preparam para serem cidadãos do Céu.

O VINHO NA BÍBLIA
“A vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. Prov. 4:18”

Exemplos da Tolerância de Deus
É um conceito bíblico, expresso de forma clássica no texto acima, que a luz é progressiva, ou seja, a santificação é obra de uma vida e o conhecimento aumenta a cada dia para o povo de Deus.

Muitas verdades, que no passado eram conhecidas apenas parcialmente ou até virtualmente desconhecidas, foram crescendo e se tornando mais compreendidas pelos servos de Deus.
Veja-se por exemplo que, da mesma forma que Deus tolerou o uso de bebidas fermentadas, suportou também a escravatura como um mal contingente, passageiro, mas é evidente na Escritura que o escravismo não era e nem é parte do plano ideal de Deus, que quer que todos os homens sejam irmãos e não busquem ser servidos mas servir. Embora tolerando, Deus deu leis para regulamentar a prática até que o ideal fosse atingido. (Êx. 21:16, 20; Efés. 6:9; Col. 4:1)

Outros exemplos de práticas que Deus tolerou são o divórcio e a poligamia, que, conforme é declarado na Bíblia, não faziam parte do plano ideal divino. Por isso, Ele deu leis que regulamentavam e restringiam essas práticas tão em voga e até legalizadas nos dias bíblicos entre as nações pagãs. O Seu povo teria que aprender, depois de quatro séculos de escravidão e em estado semi-bárbaro, os rudimentos do “evangelho” até atingirem o ideal de Deus. (Ex. 20:7-11; Deut. 21:10-17; Mal. 2:12-16)

O próprio Jesus referiu-Se ao divórcio como tolerado em razão da “dureza dos corações” dos israelitas; porém o Salvador deixou claro que "no princípio" não era assim (Mat. 19:4-8).

Males das Bebidas Fermentadas

Deus também tolerou as bebidas fermentadas. É evidente pelas experiências com viciados que, segundo especialistas na área de recuperação de alcoólatras, a maneira mais segura de evitar o vício é “não tomar o primeiro gole”.

O Senhor jamais sancionaria um hábito que, mesmo em seu moderado uso social é responsável pelas mais dramáticas e terríveis estatísticas no que se refere à degeneração da mente, corpo e espírito dos homens.

Professos seguidores da palavra de Deus jamais admitiriam envolver-se com a guerra, pelos seus horrores e mortandade, e no entanto, apóiam o “uso moderado” de bebidas alcoólicas sem considerar que as mortes por imprudência nas estradas e no trabalho, montam um número anual maior do que o de muitas guerras. Sem falar em deficientes mentais filhos de ex-bebedores "sociais" e agora alcoólatras; lares esfacelados, invalidez, desemprego, aos centenas e milhares além de outros males. E tudo isso causado na maioria dos casos por pessoas que bebiam "socialmente", somente nos “fins de semana” e possivelmente consideravam-se “moderadas”.

Considerado doença pela OMS (Organização Mundial de Saúde), o alcoolismo ainda está em expansão porque muitos, até mesmo religiosos, sancionam doutrinariamente o seu uso. Brincar com um copo desse mal é perigoso. É brincar com veneno!
Portanto, devemos ter em mente que o uso de qualquer marca ou quantidade de bebida alcoólica é um perigo de crime contra si próprio e contra o seu próximo, e ainda ficar aquém do ideal da Escritura neste particular, como veremos.

A Bebida Alcoólica no Antigo Testamento
Outro ponto importante que esclarece a questão do uso de vinho alcoólico e outras bebidas fermentadas naturalmente, bem como a tolerância de Deus quanto a essa prática, diz respeito aos hábitos e recursos alimentares dos tempos bíblicos. É claro que não dispondo das modernas técnicas de engarrafamento de sucos, sem geladeiras, sem conservantes como temos hoje e sem embalagens apropriadas, toda uma produção de sucos e sumos estavam sujeitas ao processo natural de fermentação.

Os odres (recipientes de couro costurado), vasos de barro, madeira ou metal não impediam a ação das bactérias, tendo os antigos que conviver com as condições que dispunham nesta parte. Bebiam, pois, vinho sem fermentar quando ainda novo, recém espremido das uvas, chamado no Antigo Testamento de TIROSH ou "vinho novo" (esta palavra aparece 38 vezes no AT). A bebida consumida tempos depois e já fermentada naturalmente, ou que foi fabricada em processo de fermentação era denominada normalmente de SHEKAR (usada 23 vezes no AT). Para bebidas em geral, fermentadas ou não, era usado o termo YAIM indistintamente, e que aparece 140 vezes no AT.

Portanto, a própria necessidade alimentar de uma bebida nutritiva e a carência de técnicas e recursos de conservação modernos, obrigava-os a terem na fermentação natural da bebida uma necessidade e mal necessário, uma vez que o grau alcoólico nestas bebidas trazia embutido o problema do vício do alcoolismo, embriaguês e suas conseqüências morais, físicas e espirituais.

Por isso o ideal era não usá-las, a exemplo dos recabitas, povo abstêmio que vivia entre os israelitas, e cuja virtude e lealdade foi ressaltada pelo próprio Deus (Jer. 35:2-5).
Por outro lado, a fermentação era um bem, pois tinha para as bebidas a função de provavelmente o único e universal processo de conservação para os sucos sem a deterioração total como é o caso de muitos xaropes vendidos hoje em dia. Era, pois, um mal necessário, mas um mal. Justifica-se, desse modo, o ideal de Deus na declaração do sábio em Provérbios 23:31 a 35: “Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente...” Não se deve nem mesmo desejá-lo, olhando-o (NÃO OLHES!). Porque “no seu fim morderá como a cobra e como o basilisco picará”. E, continua o sábio: “Olharás mulheres estranhas”, e “teu coração falará perversidades”. “Dirás: espancaram-me, bateram-me mas quando acordar beberei outra vez”.

Que desfecho terrível para um simples olhar, seguido certamente pelo primeiro gole! São esses os passos para o vício: olhar, experimentar e a despeito das conseqüências, beber outra vez!

Não estamos sujeitos aos hábitos mantidos pela “dureza de corações” e atraso em que viviam os homens do passado. Não estamos obrigados a sofrer a limitação dos recursos de técnicas de conservação como eles; não precisamos nem devemos correr o perigo de consumir tais bebidas, mesmo porque, atualmente, em sua grande maioria, passam por processos industriais de fermentação e destilaria, o que aumenta artificialmente, e em muito, o teor alcoólico da bebida.

Concluímos até aqui que, se as bebidas naturalmente fermentadas eram, na Antiguidade, a única forma de se estocar sucos, sendo uma necessidade daqueles tempos, apesar de suas conseqüências prejudiciais à saúde, constitui-se, para nós hoje um uso desnecessário, contrário à luz que temos, temerário e perigoso, mais ainda considerando-se a destilação que aumenta o seu grau alcoólico.

Certamente tal costume não concorda com o testemunho cristão e contraria o princípio bíblico, submetido ao qual todos os usos e práticas da igreja devem estar em harmonia, sob pena de contradição (cf. 1Cor. 3:16, 17). Somos o templo de Deus e nada que o contamine, prejudique ou o ponha em risco deve ser usado.

Referências Bíblicas Contrárias às Bebidas Fermentadas
Veremos, agora, mais alguns textos que corroboram a recomendação de não usar bebidas fermentadas:

1. O vinho e a bebida forte fazem errar e desencaminhar até o sacerdote e o profeta. Isa. 28:7, 8.
2. Há uma maldição para os que seguem a bebedice. Isa 5:11, e outra maldição para os que dão bebida ao seu próximo. Hab. 2:15.
3. As bebidas alcoólicas são escarnecedoras e alvoroçadoras. Prov. 20:1.
4. O ideal é nem olhar para o vinho, pois é traiçoeiro, quanto mais usá-lo! Prov. 23:31, 32.
5. O beberrão cai em pobreza. Prov. 23:20, 21.
6. Não vos embriagueis com vinho, mas enchei-vos do Espírito. Ef. 5:18. A bebida alcoólica é incompatível com o Espírito Santo, conforme deixa claro a conjunção adversativa “mas”.
7. O bispo não deve ser dado ao vinho . I Tim 3:3; Tito 1:7. Mas o bom mesmo é não beber vinho devido ao escândalo que pode provocar em outros. Rom 14:21. A bebida está relacionada com as obras da carne. Gál. 5:21.
8. Normalmente, os que hoje são bêbados não começaram com a intenção de sê-lo. Cuidado! Os bêbados não entrarão no reino de Deus. I Cor. 6:10.
9. A bebida era incompatível com o serviço a Deus pois os encarregados de atividades no Santuário não podiam beber. Lev. 10:9.
10. Mesmo no conceito liberal da mãe do rei Lemuel (Prov 31:6) os que ministravam a justiça e os nobres não deviam beber. Prov. 31:4, 5.
11. Em Provérbios 31:6 acha-se a opinião da mãe do rei Lemuel e não uma posição divina sobre o assunto. Os amigos de Jó, embora piedosos, também deram opiniões religiosas equivocadas pelo que foram posteriormente repreendidos por Deus (Jó 42:7-9)
12. Miquéias adverte que um povo mau teria profetas falsos e mentirosos que defenderiam o vinho e a bebida forte. Miq. 2:11.
13. O vinho e o mosto tiram a inteligência. Osé. 4:11.
14. Pessoas dadas ao vinho são desleais, soberbas e não se contém. Hab. 2:5.
15. Aqueles que desejam fazer a vontade de Deus devem abster-se do uso, mesmo moderado, de bebidas alcoólicas, considerando as seguintes razões: a luz que temos, o ideal de Deus e os males e perigos desse hábito. A total abstinência é a posição a ser assumida por aqueles que estão preparando o caminho para a volta do Senhor como fez João Batista. (Luc. 1:15)
16. Entende-se, pois, que Jesus, nas bodas de Caná, transformou a água em vinho novo, sem fermentar (TIROSH no AT), o puro suco de uva, o vinho de melhor qualidade..
17. Em função dos argumentos acima apresentados a passagem de Deut. 14:26 é mais uma cena do hábito tolerado por Deus apesar das conseqüências e por causa das contingências.
18. Em I Tim 3:8 é recomendada a moderação em reconhecimento ao perigo que a bebida oferecia, em vista da resistência que a proibição sumária poderia provocar. Esta opinião do apóstolo foi moldada para restringir um hábito, conforme o texto deixa claro e não para sancioná-lo.
19. Em I Tim 5:23 o vinho é recomendado para uso medicinal, conforme crença do apóstolo, usado pouco com água e não puro como bebida de prazer. Este texto não serve para defender o uso ou o vício da bebida.

Conclusão
Buscar, neste caso, exemplos bíblico para justificar o consumo da bebida equivale a apoiar também o divórcio fácil, poligamia e escravidão que foram, igualmente, alvo da tolerância de
Deus. Coloca-se também a Bíblia, injustamente, como co-responsável pelas tragédias decorrentes da indulgência com as bebidas fermentadas. Os costumes e práticas dos antigos, alvo da tolerância de Deus, não refletem necessariamente a vontade divina.

O verdadeiro cristão jamais defenderá tal hábito.

Autor: Pr. Demóstenes Neves da Silva, SALT-IAENE.

sexta-feira, maio 10, 2013

Uma palavra que não está na Bíblia

Procurei uma palavra na Bíblia e não a encontrei. No AT aparece apenas uma variação dela, uma única vez. E em nenhum outro lugar ela se repete.

Tive a curiosidade de procurá-la depois que ouvi uma frase em um noticiário. Então me perguntei: "Será que esta palavra está na Bíblia? Se não estiver, já imagino o motivo".

A palavra é REINCIDENTE.

Segundo o dicionário, reincidente é um adjetivo que significa: "que incorre novamente na prática de um ato condenável".

Sabem porque eu já imaginava que esta palavra não seria encontrada na Bíblia? Porque Deus não fica reescrevendo os erros que cometemos no passado, para os quais já recebemos o perdão. Segundo Sua Palavra, Ele PERDOA E ESQUECE (cf. Isa. 43:25; Miq. 7:19).

Deus não age como o ser humano age (Aleluia!). Nós perdoamos (se bem que hoje não creio que exista perdão entre os seres humanos), mas não esquecemos. Por isso, quando alguém comete o mesmo erro novamente contra nós, dizemos que ele é REINCIDENTE, e não merece ser perdoado, de novo.

O marido não perdoa a esposa reincidente
A esposa não perdoa o marido reincidente
Sua Associação/Missão não te perdoará se você for reincidente
Seu pastor distrital não te perdoará se você for reincidente
A Comissão da sua igreja não te perdoará se você for reincidente
O gerente do seu banco não te perdoará se você for reincidente
O Judiciário não te perdoará se você for reincidente

Mas, louvado seja o Senhor, pois DEUS NOS PERDOA MESMO QUANDO SOMOS REINCIDENTES!!!!!!!!!!!!!

Abraão era reincidente... mas foi perdoado
Sansão era reincidente... mas foi perdoado
Davi era reincidente... mas foi perdoado
Israel era reincidente... mas foi perdoado (diversas vezes)
Manassés era reincidente... mas foi perdoado
Pedro era reincidente... mas foi perdoado
Paulo era reincidente... mas foi perdoado
Madalena era reincidente... mas foi perdoada

E a lista é imensa, pois nela constam inclusive o meu e o seu nome.

Mesmo que o mundo aponte o dedo acusador para você (e olha que os cristãos gostam mais de fazer isso do que muitos ímpios), não se deixe abater. Levante a cabeça, continue seu caminho de salvação, peça o perdão restaurador de Deus, e fique firme.

Porque os pecados já perdoados estão DEFINITIVAMENTE no passado, e o Senhor FAZ QUESTÃO de não Se lembrar mais deles.

Pois, para o nosso Senhor, não existem reincidentes... apenas filhos queridos regressando para casa.

" As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as Suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a Sua fidelidade" - Lam. 3:22-23.

sexta-feira, maio 03, 2013

Você já se considerou como a 100ª ovelha?

"...o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido" (Mateus 18:11).

"...o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido" (Lucas 19:10).

Uma das parábolas mais conhecidas que Jesus contou foi a que fala das 100 ovelhas, dentre as quais uma se perdeu. A parábola é interpretada de variadas formas. Mas eu gosto de me imaginar como sendo aquela 100ª ovelha, a única que se desgarrou do rebanho, e pela qual o Pastor, o Bom Pastor, fez todo esforço para trazê-la de volta. Jesus é enfático ao dizer que, após ter encontrado a ovelha perdida, o Pastor se alegrou e a conduziu para casa, cheio de júbilo, porque havia resgatado uma de suas mais preciosas "amigas".

Sim, porque para o Bom Pastor a ovelha não é um mero animal, um simples objeto de lucro... não! Ele a vê como um ser vivo, alguém que tem sentimentos, que tem valor para ele, um valor que transcende ao financeiro.... Ele a ama!

A lição da Escola Sabatina de alguns anos atrás nos fez lembrar sobre a EXPIAÇÃO NA CRUZ, revelando para nós um pouco do terrível resultado físico, mental e espiritual que o Sacrifício de Jesus trouxe sobre Ele, ao aproximar-se o momento da Sua entrega.

Em meio às expressões gregas, por vezes "teológicas" demais, é possível ver o quanto o nosso Deus investiu para nos resgatar das garras do pecado. O preço pago foi muito, muito elevado, e o próprio Criador do Universo teve que suportar a angústia, o cálice da ira, as trevas, o temor, o abandono... e a própria morte!

Lembro-me da letra de uma bela canção do nosso irmão Nadson Portugal:
"Quem é este Homem? Por que me ama assim?!"

Frequentemente me "pego" meditando sobre a grandeza do amor de Deus por mim, um miserável pecador. Mesmo sem merecer, mesmo sendo tão falho, mesmo rejeitando tantas vezes este amor... ainda assim o meu Pastor não desistiu de mim! Ele esteve lá, desde o gelado Getsêmani até a terrível Cruz, e em nenhum momento sequer pensou em desistir de mim. Eu era a 100ª ovelha, e precisava ser trazida de volta. No livro "Desejado de Todas as Nações" é-nos revelado que Jesus decidiu salvar o homem (eu, Gilson Medeiros da Silva), "custasse o que custasse de Sua parte". Que amor é esse?!

E as outras 99 ovelhas?

Eu fico imaginando qual terá sido a reação das outras 99 ovelhas, quando o Pastor trouxe a perdida de volta. O texto não diz... mas, como elas simbolizam seres humanos na parábola (ou mundos não caídos), é possível imaginar que nem todas se alegraram com a chegada da "rebelde". Afinal, foi ela mesma a culpada, por não ter permanecido junto do rebanho! Preferiu ir por outro caminho, então que suportasse as conseqüências! Ora, o Pastor deixou todas elas, sozinhas, no frio e perigoso deserto para se desbravar pelos campos em busca de uma única rebelde. Até parece que ela era a preferida dEle... a queridinha! E se um lobo aparecesse enquanto Ele estivesse fora? Quem as protegeria? Elas tinham motivos para receberam a 100ª com desdém, indiferença e ira.

E o pior de tudo é que o Pastor chegou todo arranhado, todo machucado, havia passado a noite sem dormir, à procura daquela rebeldezinha, mas agora estava feliz por tê-la encontrado. Elas nunca O tinham visto tão contente. E isso deixou muitas das outras ovelhas com ciúmes... "Por que ela não ficou lá no deserto?", algumas devem ter "desejado".

E o irmão mais velho?

É curioso como nesta sequência de parábolas sobre algo que se perdeu (cf. Lucas 15), Jesus também acrescentou detalhes na do "Filho Pródigo" que nos mostram o quanto o irmão mais velho dele ficou chateado com sua volta. Afinal, por que o Pai estava tão contente com o retorno daquele filho ingrato e esbanjador? Ele, o mais velho, não era suficiente? Por que ainda gastar o dinheiro que restou com uma festa em homenagem a uma pessoa tão desprezível como aquela?!

Em ambas as histórias são usados seres vivos (ovelhas e pessoas) para representarem uma só lição: a de que Deus nos ama com um amor tal que faz de tudo para nos ter de volta.

E nós?

Eu também fico a imaginar como, muitas vezes, temos agido como as ovelhas ciumentas ou como o irmão mais velho... não sentimos a mesma alegria pelos que Jesus consegue resgatar das garras do inimigo. Verdadeiras lutas são travadas por nosso Senhor para trazer de volta um filho querido, e nós o tratamos com desprezo, críticas e desconfiança.

Quantas e quantas vezes nós já não abandonamos pelo meio do caminho aqueles "irmãos" (?) e "irmãs" (?) que preferiram se desgarrar do rebanho!? Até seus nomes fazemos questão de esquecer... 
Aproveite para lembrar agora mesmo, sim, agora, os nomes de alguns que estiveram do seu lado nos cultos de sábado, e hoje lá não mais estão...

Quantas e quantas reuniões de Comissão não ocorrem com o objetivo único de disciplinar os que se extraviaram!? Trabalho missionário? Crescimento espiritual? Que nada! O importante é "devorar" a carne dos pecadores... chamar o pecado pelo seu nome exato!!!

Quantos e quantos sermões não são pregados a cada semana apenas com o objetivo de atacar, chicotear e humilhar alguém que esteja em erro!? Pregar sobre a graça o o amor de Deus? Pra quê?!

Ao refletir sobre o extremo preço que Jesus pagou por nós, eu cheguei à conclusão de que não temos a mesma alegria que Ele tem ao ver pessoas deixando o mundo do pecado e tentando caminhar para a Luz. Nossa hipocrisia não permite!

Pregamos infinitas vezes sobre perdão e misericórdia, mas praticamos pouquíssimas (raríssimas, até!) vezes isso em nossas vidas...

Falamos da importância do amor e da comunhão entre os irmãos, mas não pensamos duas vezes antes de nos unirmos para fofocar ou desdenhar deles...

Dizemos que a igreja é um "hospital", onde todos estão doentes e precisam de cura, mas nossos atos revelam que nos consideramos mesmo como os Diretores da Instituição, com o "poder" de definir quem fica ou quem deve deixar a enfermaria... e morrer à míngua no "corredor"... É a "Igreja SUS".

E quando algum se perde?! Ai é que nosso "amor de mentirinha" se revela...
Abandonamos o irmão; deixamos que ele colha os frutos do seu próprio mau procedimento... já não o visitamos mais... não mandamos um e-mail... não gastamos os bônus do celular ligando para ele... não... nada!

Uma vez eu ouvi alguém dizer que "a igreja é o único exército que abandona seus feridos no campo de batalha", e o "engraçado" foi que esta mesma pessoa agiu assim quando teve oportunidade de recolher um ferido, colocá-lo em seus ombros, e levá-lo à enfermaria.... nós somos assim! Infelizmente!

Perdemos horas e horas em disputas tolas sobre doutrinas, profecias, chips, marcas, selos, trombetas, bateria, teologuês, etc... mas somos incapazes de dedicar alguns minutos para ajudarmos o Pastor, o Bom Pastor, a trazer de volta aquela 100ª ovelhinha... Preferimos ficar "quentinhos" na companhia das outras 99, e deixar que Ele faça todo o trabalho sozinho.

Para quê tem servido a igreja, então?

Tenho certeza que bem perto de você há uma 100ª ovelha que está desejosa de voltar, às vezes ela apenas não sabe como fazer isso. Ou tem vergonha de fazê-lo...

Por que você não quebra este "paradigma", esta cultura da indiferença, e se une ao nosso Bom Pastor para trazer de volta para o rebanho esta por quem Ele deu o próprio sangue?

"Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros" (João 13:35).

quinta-feira, maio 02, 2013

5 Maneiras de Afastar seu Filho da Igreja

Encontrei um material bem interessante em um site com temas para jovens, e resolvi colocar aqui para que mais gente tenha acesso. Certamente alguns até já conheçam o texto.

É um tremendo alerta para os pais, especialmente aqueles que têm filhos em idade de formação do caráter e da consciência religiosa (5 aos 12 anos). E também é uma resposta à célebre pergunta que muitos se fazem: "por que meu filho abandonou a igreja, se eu fiz o máximo para ele permanecer nela?".

AS 5 MANEIRAS DE AFASTAR SEU FILHO DA IGREJA

1. Diante das menores dificuldades, tais como, indisposição, chuva, frio, cansaço, não vá aos cultos. Com isso seu filho vai crescer com a idéia de que freqüentar as reuniões não é assim tão necessário.
"... e considerem-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia” (Hebreus 10:25-25),

2. Quando estiver à mesa ou nas reuniões da família, faça comentários ou críticas ao ensino do pastor ou demais líderes. Com isso seu filho crescerá não tendo respeito por eles, nem dando créditos aos seus ensinos.
"Ora, rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós, presidem sobre vós no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa das suas obras. Tende paz entre vós" (I Tessalonicenses 5:12-13).

3. Cuide para que seu filho cresça num lar que não seja diferente de qualquer outro. Afinal, que valor há em aplicar princípios da Palavra de Deus a todos os aspectos da vida familiar?
"E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te” (Deut. 6:6-7).

4. Gaste diante da TV todo o tempo que passa em casa, ao invés de separar parte dele para a leitura da Bíblia e oração em família. Basta apenas "rezar" na hora das refeições. Com certeza seu filho aprenderá que orar e estudar a Palavra de Deus não tem nenhum valor pra você.
"E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao Senhor seu Deus, e a guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos, a fim de os cumprir..." (Deut. 17:19).

5. Comente à vontade sobre a vida dos outros membros da igreja. Depois, ao encontrá-los no cultos, apresse-se a cumprimentá-los com um largo sorriso. Com isso seu filho terá a impressão de que a vida cristã é pura hipocrisia; e assim ele desejará seguir o mesmo caminho que você o ensinou.
"... que a ninguém difamem, nem sejam contenciosos, mas, moderados, mostrando toda a mansidão para com todos os homens" (Tito 3:2).

************

Na lista de assuntos do blog (à direita) você encontrará boas orientações bíblicas sobre como evitar que seus filhos abandonem a fé.

"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Provérbios 22:6).

segunda-feira, abril 29, 2013

Por que Deus permite que nos venham as provas?

Veja que "historinha" interessante...

Há muito tempo, num reino distante, havia um Rei que não acreditava na bondade de Deus. Ele tinha, porém, um súdito que sempre lhe lembrava dessa verdade.

Em todas situações, o servo dizia:
- Meu Rei, não desanime, porque tudo que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!

Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente com seu súdito, e uma fera da floresta atacou o Rei. O súdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que sua Majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita. O Rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu servo, perguntou a este:
- E agora, o que você me diz? Deus é bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo.

O servo respondeu:
- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que Deus é bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para seu bem! Tudo que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!!!

O Rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que ele fosse preso na cela mais escura e fétida dos calabouços do palácio.

Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu de ele ser atacado, desta vez por uma tribo de índios que vivia na selva. Estes índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos para seus deuses. Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de júbilo, o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto, e o Rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vitima, observou furioso:
- Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso! Falta-lhe um dedo.

E o Rei foi libertado. Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou seu súdito e pediu que viesse em sua presença. Ao ver o servo,abraçou-o afetuosamente, dizendo-lhe:
- Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas ainda tenho no meu coração uma grande dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você fosse preso da maneira como foi? Logo você, que tanto O defendeu?!

O servo sorriu e disse:
- Meu Rei, se eu estivesse junto contigo naquela segunda caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum. Portanto, lembre-se sempre:

TUDO O QUE DEUS FAZ É PERFEITO. ELE NUNCA ERRA !!!

Autor: Desconhecido

sexta-feira, abril 26, 2013

Deus Aceita Todo "Louvor"?

Um conhecido canal de TV aberta divulgou certa vez uma pesquisa sobre música gospel. Vejam o resultado:

Que ritmo você não aceita de jeito nenhum no louvor a Deus?

Forró: 11.8 %
Rock: 0 %
Funk: 29.4 %
Pagode: 5.9 %
Todos são válidos se o louvor é sincero: 52.9 %
Rap: 0 %

Interessante notar como ninguém votou no ROCK nem no RAP. Isso mostra que as pessoas que participaram da enquete acham totalmente válida a adoração a Deus com um louvor caracterizado por esses 2 estilos musicais, muito difundido especialmente entre os jovens. Mais revelador ainda é o fato de que a grande maioria (quase 53%) dos internautas afirmaram que todos os ritmos são válidos, basta haver "sinceridade" no louvor... Por enquanto parece que o único ritmo que não está agrandando muito a comunidade "gospel" é o funk... Mas não vai demorar muito para surgirem os "funkeiros de Jesus" (se é que já não estão por ai).

Não consigo imaginar os anjos cantando ao redor do Trono de Deus alguma música com um ritmo semelhante aos que vemos nos bailes por ai. Certamente, a música tocada no coro celestial é uma perfeita combinação de harmonia, melodia, ritmo e letra, de tal forma a encher o ambiente com uma atmosfera de santidade, decênca e honra para com o Deus santo que governa o Universo.

Como não quero dar uma de "careta" (rs), vou apenas transcrever alguns pensamentos que o Senhor enviou para nós, através do ministério de Ellen White (extraídos do livro "Música - sua influência na vida do cristão", 2005).

"Não há palavras para descrever adequadamente as profundas bênçãos do louvor genuíno. Quando os seres humanos cantam com o espírito e o entendimento, os músicos celestiais entram na harmonia e se unem ao cântico de ação de graças" (p. 24).

"Todo o culto deve ser efetuado com solenidade e reverência, como que na visível presença do próprio Deus" (p. 26).

"O Senhor revelou-me que haveria de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça... Haverá gritos com tambores, música e dança... E isso será chamado de operação do Espírito Santo. O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos" (p. 34).

"A música só é aceitável a Deus quando o coração é consagrado, enternecido e santificado por sua docilidade" (p. 58).

Estas "pérolas" foram só para dar água na boca... leia o livro todo e você verá como Deus interpreta a importância da música a adoração a Ele.

Por fim, vale lembrar as palavras de Jesus:

"Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus" (Mateus 7:21).

Depois nós falamos mais sobre esta declaração de Jesus... Até lá!

quarta-feira, abril 24, 2013

Você é um pregador? Então, faça o seu melhor!

Há alguns dias falei que a Igreja é um lugar de "refúgio" para as mazelas do dia-a-dia. E alguns pediram que eu fosse mais "didático" sobre como devem ser os sermões pregados em nossos cultos. 

É certo que um dos momentos mais esperados é aquele da pregação da Palavra de Deus, ou seja, o sermãoPorém, como eu disse em outra postagem, alguns têm subestimado a utilização deste momento, fazendo com que as pessoas (os adoradores) voltem para casa com a mesma sensação de vazio de alma com que chegaram para adorar.

Vamos relembrar o que escreveu um dos grandes teólogos Adventistas do séc. XX acerca deste assunto:


"Há muitos no mundo e na igreja que inconscientemente anseiam pela mensagem: 'os teus pecados estão perdoados'. Portanto, em cada sermão, o pregador precisa proclamar a justificação [ou seja, a salvação]" - LaRondelle, O que é salvação?, pág. 78.

O que o saudoso Dr. LaRondelle disse foi que os púlpitos Adventistas devem ser (muito bem) utilizados na pregação da mensagem de salvação em Cristo. E isto tem sido olvidado por alguns pregadores, na minha opinião. Em muitas ocasiões temos visto sermões recheados de filosofia, pedagogia, psicologia, economia, atualidades... até novelas... mas pouca TEOLOGIA... ou nenhuma!!!!

Muitos preferem falar apenas do tamanho das saias, do comprimento dos cabelos, de não comer isso ou aquilo, de eventos escatológicos sensacionalistas, das conspirações para o decreto dominical, etc... e não falam ao povo que Jesus está ansioso para carregar nossos fardos. Tenho plena certeza que muitos dos nossos irmãos ainda não tiveram um encontro real com Deus, porque simplesmente DESCONHECEM o que a Bíblia ensina sobre a abundante e incompreensível graça de Jesus. 

Sabemos tudo sobre eventos escatológicos, datas, sinais, leis, temperança, etc... mas quase NADA sobre a justificação em Cristo.

O que estou querendo dizer?

Observo que alguns pregadores escolhem um verso bíblico apenas como ponto de partida para sua peça de oratória, mas fogem totalmente do que a passagem realmente diz, e muitas vezes o simples estudo aprofundado do texto bíblico escolhido já seria suficiente para impressionar a mente e o coração dos ouvintes. Já vi pregadores utilizarem 10 versos bíblicos isolados em um único sermão, o que acaba resultando apenas numa "colcha de retalhos" de vários "mini-sermões". Não é à toa que são pouquíssimos os sermões que realmente marcaram nossa experiência cristã. Quer ver? De quantos você se lembra?!

Para tentar ajudar aqueles que desenvolvem o pesado privilégio de servirem como mensageiros de Deus à Sua Igreja amada, eu apresento abaixo alguns simples conselhos que ouvi, li e pratiquei ao longo dos anos, e que podem melhorar em muito a qualidade da pregação e, especialmente, a qualidade do RESULTADO que esta pregação promove na vida da Igreja.

Tipos de Sermões (adaptado de H. U. Reifler)

Existe, basicamente, 3 tipos de sermões que podem ser utilizados nos nossos cultos:

1. Temático
É aquele em que se escolhe um tema e então se procuram os textos necessários para explicá-lo.
Ex: A volta de Jesus, o amor entre os irmãos, a santificação, a vida conjugal, etc.
* O sermão temático é bom para ser usado em conferências, na apresentação de doutrinas e de algumas biografias.


Vantagens:
· É o de divisão mais fácil, pois de fato é o mais simples. É mais fácil dividir um sermão temático.
· Também é o de lógica mais fácil, sendo o que mais se presta à observação da ordem e da harmonia das partes.
· Conserva melhor a unidade.
· Presta-se melhor à discussão de temas morais, evangélicos e ocasionais.
· Adapta-se melhor à arte da oratória.


Desvantagens:
· Exige muito controle do pregador para evitar divagações ou generalidades vazias.
· Requer um estilo mais apurado e formal
· Exige mais imaginação e vigor intelectual, visto que se presta mais ao uso de símiles, metáforas e analogias.
· Exige mais cultura geral e teológica, já que não se limita à análise de um texto apenas.
· Exige mais conhecimento da lógica e da dialética, pois tende a discussões apologéticas (de defesa da fé e da doutrina).

. Há o perigo constante de desprezar o uso em 1º plano das Escrituras (alguns nem sequer chegam a abrir a Bíblia na pregação temática – o que é um ERRO FATAL).

2. Expositivo (o meu preferido)
É aquele baseado em um único texto bíblico longo (três versos ou mais). Começa com um texto, então se descobre o tema e o seu desenvolvimento.Ex: Mat. 25:14-30; Mat. 3:7-12É útil para a explicação continuada e abrangente de um livro da Bíblia; também para a exposição de passagens relacionadas em série: a) parábolas de Jesus; b) Milagres de Jesus; c) Encontros de Jesus; d) Heróis da Bíblia; e) As Sete Igrejas do Apocalipse; etc.

Vantagens:

· Presta-se melhor à exposição de um livro bíblico inteiro ou de uma doutrina sistematizada.
· É de grande valor para o desenvolvimento do poder espiritual e da cultura teológica do pregador e de sua congregação.
· Inclina-se mais à interpretação natural das Escrituras do que à alegórica.
· É o método mais difícil, muito apreciado pelos que se dedicam à leitura e ao estudo diário e constante da Bíblia.


3. Textual
É aquele baseado em um texto bíblico curto (desde uma frase até 2 versos, no máximo). Começa com um texto, então se descobre o tema. Tanto a idéia central como as divisões principais devem brotar deste texto único. As idéias secundárias - subdivisões - podem vir de outros textos.
Ex: Mateus 7:13-14

Vantagens:
· É profundamente bíblico.
· Exige do pregador um conhecimento amplo das Escrituras e da Teologia.
· Obriga o pregador a estudar constantemente a Bíblia.
· É o que mais se presta ao doutrinamento.
· É o que mais se adapta ao pregador de cultura geral mediana, mas com vasto conhecimento das Escrituras e da Teologia.
· É muito apreciado pelo povo.


Conclusão:
Os 3 tipos de sermões são válidos, mas a experiência tem mostrado que a Igreja é melhor "alimentada" das Escrituras quando o pregador utiliza o sermão TEXTUAL ou o EXPOSITIVO.
O Temático deve ser guardado apenas para ocasiões especiais, e muito limitadamente.

Passos para o Preparo de Sermões Bíblicos

1. Orar ao Senhor pedindo sabedoria, e escolher o texto, tendo em vista a NECESSIDADE da Igreja e o DOMÍNIO do pregador sobre o assunto.

2. Ler o texto e o contexto para familiarizar-se com o seu conteúdo. Leia o que o Espírito de Profecia fala sobre a passagem. Pesquise no Comentário Adventista e em Dicionários teológicos.

3. Dissecar o texto em forma de frases, cada qual contendo uma única verdade (exegese básica). Assim você vai mostrar para a Igreja o que o texto REALMENTE ensina.

4. Determinar a ideia central ou assunto.

5. Determinar as diversas ideias complementares ou de apoio à ideia central.

6. Ler todo o material necessário para uma correta compreensão do texto (comentários, dicionários, gramáticas, léxicos, outras versões bíblicas da passagem, etc.). Em alguns casos, é importante o conhecimento sobre a cultura da época na qual o texto foi escrito.

7. Preparar o esboço. Este passo é feito através da organização dos pensamentos do texto, no que chamamos de DESENVOLVIMENTO do sermão (deve ter, no máximo 4 partes).

8. Dar sustentação ou apoio, isto é, complementar o esboço com comentários, citações, ilustrações, exemplos, estatísticas, definições, etc. SEMPRE inclua ilustrações curtas, cotidianas, em seu sermão. Mas cuidado para não ficar só falando o quanto você é bom, sua família é perfeita, etc., etc., pois o povo logo vai perceber que você só está querendo se promover e passar por "santinho".

9. Preparar a conclusão. Não esquecer JAMAIS de fazer um claro e objetivo APELO ao final do sermão. Um sermão serm apelos será ALEIJADO, mesmo que o pregador seja um especialista em eloquência. É através do apelo que o pregador leva a congregação à ação.

10. Preparar a introdução. Inicie o sermão de forma a preparar a mente dos ouvintes para o que será estudado no texto bíblico. Evite os velhos "chavões" de sempre, ou contar "piadas" para quebrar o gelo. Também não caia no TERRÍVEL ERRO de dizer que foi escolhido de última hora, que não se preparou devidamente, etc. Isso mata o sermão antes mesmo de começá-lo.

::::::::::::::::::::

Se o sermão for bem preparado e bem fundamentado nas Escrituras, fruto da comunhão pessoal do pregador com a Fonte de todo o poder da Igreja, os irmãos sairão da Igreja com a sensação de que o Espírito Santo de Deus falou aos seus corações.

Nossa Igreja precisa ser melhor alimentada nesta fase final da história do Mundo. E o melhor alimento que podemos dar é através de uma pregação profunda e poderosa sobre a justificação pela fé em Cristo Jesus.

Deixe que a Bíblia mostre para sua Igreja o quanto a graça de Jesus é abundante, e o quanto Ele está desejoso de que todos alcancemos a vitória nEle.

"A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus" - 1Coríntios 2:4-5.

Eis a receita de um poderoso sermão!

segunda-feira, abril 22, 2013

Aluno Adventista tem que dar bom testemunho

Meu irmão caçula, Gilton, era aluno de Licenciatura em História em uma Universidade particular de Natal-RN.

Quando ele estava no 3º ano do curso, ele me disse que havia enfrentou grandes provas com as aulas da sexta-feira à noite (sábado, segundo crêem os Adventistas), pois havia uma matéria cujas aulas eram todas na sexta à noite. Logo no início do semestre ele procurou o professor, e contou que, como Adventista, não poderia assistir estas aulas, e pediu que o professor o aconselhasse qual o melhor caminho a seguir.

O professor não colocou dificuldades, e disse que ele poderia ficar sem assistir às aulas, e não levaria "falta". Porém, deveria fazer um resumo semanal de cada texto que fosse apresentado à turma na sexta-feira. Acordo fechado, o meu irmão começou a fazer isso. Os outros alunos ficavam fazendo comentários "jocosos", pois ninguém precisava apresentar os tais resumos. Só Gilton!

Ao final do semestre veio o "teste final". Marcada a prova, na sexta à noite, meu irmão foi procurar o professor, e ele lhe disse que não precisaria fazê-la, pois sua nota seria dada em função dos textos entregues ao longo do semestre.

Os demais alunos fizeram a prova, e somente Gilton teria a nota baseada no trabalho extraordinário.

Quando saíram as notas, veio a confirmação de que o Senhor não desampara aqueles que Lhe são fieis....

Enquanto os colegas tiraram notas entre 7 e 8, Gilton tirou 9,8! Louvado seja o nosso Deus! Hoje ele está formado, e com a consciência tranquila de ter mantido a fé diante de seus colegas e professores, sendo querido e respeitado por todos eles.

Se você está enfrentando situações parecidas, coloque suas confiança no Senhor, porém FAÇA O SEU MELHOR. Um Adventista deve procurar ser o melhor no que estiver fazendo, seja na escola, no trabalho, na família... pois isso dará um poder inquestionável sobre seu testemunho.

De que adiante chegar para um professor ou patrão e "exigir" o sábado livre, se eu me comporto mal em sala de aula, sou um aluno ou empregado relapso, negligente?! Se meu testemunho for coerente, ele impressionará a mente dos meus professores, patrões e colegas.

Na Eternidade conheceremos os frutos destes esforços que a fidelidade nos exige agora.

"Fui moço e agora sou velho, mas nunca vi um justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão" (Salmo 37:25)

sexta-feira, abril 19, 2013

Por que alguém vai à Igreja? Com a palavra, os pregadores...

Qual a utilidade da Igreja?
Por que devemos (?) frequentar uma?
O que leva às pessoas a buscarem uma igreja?
Por que sair da minha casa para ir em um local onde as pessoas dizem adorar a Deus?

Você já se fez este tipo de pergunta?

É curioso quando observamos que a frequência a uma Igreja, com o tempo, acaba se tornando algo mecânico para muitas pessoas. Já estamos acostumados com aquela "agenda semanal", e sabemos que naquele(s) dia(s) e hora(s) específica(s) temos um "compromisso" marcado. A grande maioria só faz isso uma vez por semana. No caso dos Adventistas, no sábado pela manhã.

Mas... o que nos motiva a continuarmos indo à igreja, semana após semana, ano após ano?
Os mais conservadores dirão que é o Espírito Santo que nos motiva. Concordo... em parte.

A grande maioria das pessoas vive em uma luta frenética pela sobrevivência. Sobrevivência no trabalho; sobrevivência nos estudos; sobrevivência no casamento; sobrevivência na saúde... etc.

Lembro do que o Dr. LaRondelle escreveu em seu livro "O que é salvação":
"Há muitos no mundo e na Igreja que inconscientemente anseiam pela mensagem: ‘Os teus pecados estão perdoados’" (p. 78).

Acredito que esta é a PRINCIPAL razão que nos motiva a nos dirigirmos até a Igreja. É claro que este sentimento é fruto da ação do Espirito Santo em nossa vida! Esse não é o ponto dessa reflexão. O que eu quero chamar a atenção, especialmente de líderes e pregadores, é que cada congregação analise se está "saciando" este anseio da alma dos seus frequentadores (?).

As pessoas que se dirigem até sua igreja local estão saindo de lá, ao final do culto, com a certeza de que reabasteceram sua "bateria" para continuarem na jornada? Estamos oferecendo o mesmo alimento do espírito que Jesus oferecia aos Seus ouvintes? Temos, de fato, saciado esta sede/fome daqueles que procuram nossos cultos a cada semana?

Em alguns lugares, sim!
Em outros, não! Infelizmente...

Há alguns meses estudamos na Lição da Escola Sabatina sobre os embates de Paulo com os legalistas de seu tempo. Parece que temos muitos "descendentes espirituais" destes mesmos legalistas também em nossos dias. São pessoas que acreditam que a melhor pregação, o melhor sermão, é aquele que "chama o pecado pelo nome"; aquele que "chicoteia" o pecador; aquele que faz com que as pessoas chorem "lágrimas de sangue" ao final do sermão. Este tipo de pregador gosta de se colocar em uma posição arrogante, superior, puritana... e só falta dizer: "querem ser salvos, perfeitos e livres do pecado? Sejam como eu!".

Nossos cultos, nossos sermões, nossos hinos e cânticos, devem exaltar a Jesus, e a Ele só! As pessoas vão às igrejas em busca de cura para as feridas da alma, para as dificuldades e lutas do dia-a-dia. E se lá elas só encontram as "pedradas" dos santarrões de plantão, então elas passarão a ver que a igreja é um lugar de dor e sofrimento, e não de libertação. E quantos já não descobriram essa realidade?!

Será por isso que muitas igrejas não atraem visitantes?
Será por isso que muitas igrejas não possuem jovens em seus cultos?
Será por isso que muitas igrejas têm ouvintes tristes e frequentadores "mornos"?

Talvez...

Quando aprendermos a utilizar as ferramentas que Jesus nos deixou, manuseando-as como Ele fazia... então veremos mais sorrisos nos rostos de pessoas que estão sendo tocadas pelo Espírito libertador de Jesus. O mesmo Espírito que curou e aliviou o sofrimento (físico, mental e espiritual) de tantas pessoas de Seu tempo.

Deixemos de usar o chicote em nossos púlpitos... e passemos a utilizar mais a ÁGUA DA VIDA.

"Todos ficavam maravilhados com o Seu ensino, porque lhes ensinava como Alguém que tem autoridade e não como os mestres da lei" (Marcos 1:22).

Pregar um sermão "legalista" é muito fácil... difícil é saciar a sede do povo.
Isso Jesus fazia muito bem.

quarta-feira, abril 17, 2013

"Tio, por que Jacó não subiu?"

Estes dias eu estava lembrando de uma vez quando conduzia a Gabrielle (minha filha mais velha) e 2 amigas (Carol e Melissa) para mais um dia de aula na Escola Adventista de Natal-RN. Enquanto eu me concentrava no trânsito, elas vinham cantando a música que uma delas apresentaria na capela da Escola naquela semana.

Em certo momento, Carol fez uma pergunta inesperada:
- Tio Gilson, Jacó poderia ter subido pela escada?

De onde ela tirou esta ideia?! rsrs

Pelo restante do caminho, eu vim meditando sobre esta curiosidade, e o porquê de nós sempre procurarmos "responder o irrespondível". Pronto! Mais um tema para escrever aqui no blog... rsrs.

O que vocês acham? Por que os seres humanos (em especial os cristãos) gostam tanto de procurar respostas para dúvidas que Deus, por algum motivo, achou melhor ocultar de nós? Por que será que a Teologia é esta ciência tão "especulativa"? Aliás, toda ciência deve se basear exatamente nesta "sede" pelo saber, pelo conhecimento. Mas me parece que no caso da Teologia, sempre está se buscando encontrar respostas e soluções para problemas (?) que acreditamos serem importantes para firmar nossa fé, nossa esperança.

- Qual a marca de Caim?
- Quem são os 144.000 de Apocalipse?
- Haverá sexo no céu? E as famílias, permanecerão unidas por lá?
- Por que os Dinossauros não entraram na arca?
- Existe algum "lapso" enorme de tempo entre Gên. 1:1 e os outros versos deste capítulo?
- Qual o sexo dos anjos?
- O irmão do filho pródigo entrou ou não entrou na festa?
- Por que Daniel não estava na fornalha, junto com seus 3 companheiros?
- Por que a palavra "Trindade" não aparece na Bíblia?
- Jesus era 100% Deus ou 100% Homem? Ou os dois?

Por que? Por que? Por que? E a cada dia enchemos a Teologia de novos "porquês".

Isso não é de todo ruim; afinal, Deus quis que o raciocínio e a mente ativa fossem exatamente o que nos diferenciasse dos outros seres vivos que Ele criou.

Mas, de vez em quando, exageramos... rsrs

Não quero dizer que devamos parar de pensar, parar de perguntar, de procurar entender. É claro que não! Sou um "amante da filosofia", da arte de pensar, de "criticar" a vida.

O que me deixa preocupado é quando vejo pessoas "pendurarem" sua fé nestes "ganchos de dúvida". Ou seja, cada vez mais encontro pessoas que se sustentam nestes "porquês" não respondidos pela Bíblia, para poderem questionar a fé, a Revelação.

Sola Scriptura era o lema da Reforma. Somente a Bíblia era (e deve sempre ser) a regra de fé do cristão autêntico, vivo, pensante. Estudando a Palavra é que podemos compreender de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e, principalmente, para onde iremos. Ela nos revela tudo que precisamos saber sobre Deus, Seu amor, Sua graça, Sua justiça e misericórdia. Tudo!

Se Jacó poderia ou não ter subido? Por que Deus permitiu o que hoje condena? Ou outros devaneios mentais que os "teologuistas" de plantão gostam de levantar, nada disso é importante para nossa fé. Pode ser importante para uma minoria de intelectuais frios e calculistas, mas para a grande maioria de filhos e filhas de Deus estes pequenos "silêncios divinos" não alteram em nada o fato de que Ele nos ama, nos salvou e nos libertou de um destino de trevas.

Há muito tema importante na Bíblia sobre o qual nos debruçarmos. Por exemplo: você já "mastigou" o livro de Romanos todinho? E o Evangelho de João? Antes de querer respostas para coisas tão sem importância (ou de importância secundária), deveríamos entender o que estes livros especiais revelam. Aliás, foi "Romanos" quem "detonou" a mente de Lutero e o fez entender que estava em um caminho de legalismo, desobediência e apostasia. Você sabia?!

Estudemos o que está revelado... o restante vamos deixar para as aulas de Cristo sob a sombra da Árvore da Vida, por toda a eternidade.

Fechado?!

"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).

segunda-feira, abril 15, 2013

A Chuva Serôdia

Atendendo ao pedido de um leitor do blog, estou colocando um esboço resumido (que pode ser usado até como um sermão) sobre a CHUVA SERÔDIA, que nós cremos que será a última manifestação poderosa do Espírito nos últimos dias, a qual impulsionará uma pregação do Evangelho em pleno poder.

A palavra "serôdia" é a tradução do termo hebraico MALQOWSH, que aparece 6 vezes no AT (Prov. 16:15; Jer. 3:3; Osé. 6:3; Joel 2:23; e Amos 7:1 - este último, não com relação explícita à chuva, mas ao seu resultado). Esta chuva, chamada na Bíblia de "serôdia", ocorria entre os meses de março e abril, e servia para amadurecer os campos na Palestina, preparando-os para a colheita.

Historicamente, os Adventista fazem uma analogia entre a chuva serôdia "literal", e a chuva serôdia "espiritual", que, como mencionei acima, cremos que será uma dotação especial do poder do Espírito que servirá para capacitar e mover à Igreja para a última pregação do Evangelho, antes do selamento, das pragas e da volta gloriosa do Senhor Jesus.

I. Haverá um novo “Pentecostes” no tempo final da Igreja (Osé. 6:3)A. No Pentecostes da Igreja Primitiva houve um preparo especial.1. Os discípulos buscaram a preparação necessária para receber o poder do Espírito (cf. At 1:1-8). É uma OBRIGAÇÃO da Igreja Adventista hoje se preparar mais e melhor para o recebimento desta manifestação plena do Espírito Santo. Os cultos frior, monótonos e sem vida, bem como as orações ritualísticas, enfadonhas e mecânicas, precisam dar lugar à uma vida de consagração e evidente busca do poder de Deus.
“Se o cumprimento da promessa não é visto como poderia ser, é porque a promessa não é apreciada como devia ser. Se todos estivessem dispostos, todos seriam cheios do Espírito” – Ellen White, Atos dos Apóstolos, p. 50.

B. Como receber a chuva serôdia?1. Amar ao Senhor de todo coração (cf. Deut. 11:13-14). Somente os que colocam Deus em primeiríssimo lugar (acima dos estudos, família, esportes, dinheiro, etc.) podem se dizer entre este grupo que O ama de TODO o coração.

2. Pedir o derramamento abundante do Espírito (cf. Zac. 10:1). Isso não significa apenas repetir aquelas "rezas" que freqüentemente vemos em alguns cultos, mas buscar o poder de Deus com o objetivo real e sincero de repartí-lo com outros, em especial com os que perecem nas trevas do pecado e da apostasia doutrinária. Não adianta "rezar" pela descida do Espírito Santo, enquanto, por exemplo, nossas comissões de igreja se reunem apenas para disciplinar membros ou discutir quanto será gasto na reforma do ar condicionado; Deus está esperando para ver Sua Igreja se levantar deste estado laodiceano, e ir em busca do pecador, onde ele estiver.

“O Espírito Santo virá a todos os que estão pedindo o pão da vida para dá-lo a seus vizinhos” – Ellen White, Testemunhos para a Igreja, vol. 6, p. 90.
“Ponham de parte os cristãos toda dissensão, e entreguem-se a Deus para a salvação dos perdidos. Com fé peçam a bênção prometida, e ela virá” – Ellen White, Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 211.

3. Esperar com paciência e vigilância (Tiago 5:7-9). Isso quer dizer que não devemos nos desesperar se o Espírito ainda não veio, mas também não podemos nos acomodar achando que Ele só virá quando Deus quiser... porque Deus já quer há muito tempo.

II. A Ação do Espírito Santo no Tempo do FimA. Jesus explicou qual seria a obra do Espírito (João 14:15-18; 16:1-16). Ele traria ao mundo a certeza da existêncai do pecado, e que a única porta de salvação é a fé no sacrifício do Senhor e Salvador Jesus.

B. O Espírito Santo constrói a personalidade cristã em nós (cf. 2Co 3:17-18). O verdadeiro crente batizado no Espírito Santo demonstra em sua vida os atributos deste batismo. Ira, ciúmes, egoísmo, críticas, picuinhas, rivalidades, etc., nada diz faz parte da vida do crente batizado no Espírito Santo de Deus.

“A comunicação do Espírito é a transmissão da vida de Cristo. Reveste o que O recebe com os atributos de Cristo” – Ellen White, O Desejado de Todas as Nações, p. 805.

“Os que se acham sob a influência do Espírito de Deus, não serão fanáticos, mas calmos e firmes, isentos de extravagância em idéias, palavras e ações” – Ellen White, Obreiros Evangélicos, p. 289.

C. Produz os frutos de uma vida regenerada (Gál. 5:22-25). Talvez esta seja uma das evidências de que ainda precisamos buscar com mais dedicação o batismo do Espírito, em especial para a pregação nestes últimos dias. Ainda vemos muita falta de consagração entre nós (egoísmo, intrigas, ciúmes, vinganças, crueldade, etc.), o que mostra que ainda não tomamos consciência da gravidade da situação.


“Quando pusermos nosso coração em união com Cristo, e nossa vida em harmonia com Sua obra, o Espírito que caiu sobre os discípulos no dia de Pentecostes há de ser derramado sobre nós” – Ellen White, Serviço Cristão, p. 252.

III. Haverá uma Contrafação da Chuva Serôdia
A. Babilônia utilizará astúcia para enganar o povo

1. Grandes milagres serão realizados entre as igrejas apóstatas, produzindo um falso reavivamento (cf. Apoc. 13:11-14). É por isso que não podemos depositar nossa fé em milagres ou maravilhas sobrenaturais. A verdadeira fé não depende de milagres para se firmar. E o inimigo sabe disso, por isso ele tem operado tanta "cura" e "maravilhas" nas igrejas apostatadas da verdadeira fé apostólica.

“Por intermédio dos anjos, haverá constante comunicação entre o Céu e a Terra. E Satanás, circundado por anjos maus e alegando ser Deus, realizará milagres de toda espécie, para enganar, se possível, os próprios escolhidos. O povo de Deus não encon-trará sua segurança na realização de milagres; pois Satanás imitaria todo milagre que fosse efetuado. O provado e experimentado povo de Deus encontrará sua segu-rança e poder no sinal referido em Êxodo 31:12-18. Devem basear-se na Palavra viva: ‘Está Escrito’ Este é o único fundamento sobre o qual podem colocar-se com segurança. Os que quebraram seu concerto com Deus estarão naquele dia sem espe-rança e sem Deus no mundo” – Ellen White, Meditações Matinais (1995), p. 262.

2. Muitos prodígios serão realizados “em nome de Jesus” (cf. Mat. 7:21-23). Esta é uma das porções mais tristes da Bíblia, pois mostra a decepção que muitos falsos crentes enfrentarão quando forem confrontados no Tribunal de Cristo, e verificarem que suas igrejas apostatadas não tinham a unção do verdadeiro Espírito Santo.

IV. Como Identificar o Erro?
A. O verdadeiro Espírito é concedido aos que obedecem (cf. At 5:32)
Portanto, não podemos crer que uma comunidade de crentes que escolhem desobedecer a Deus, menosprezando Sua Santa Lei, como temos visto tão freqüentemente, seja agraciada com a dotação do Santo Espírito. A Bíblia é tão dura neste ponto que adverte de que até mesmo as orações destes falsos "crentes" são abominadas por Deus (cf. Prov. 28:9).

B. A Igreja de Deus possui 2 características principais (cf. Apoc. 14:12):1. A fé em Jesus - uma Igreja, para se considerar a representante da Verdade de Deus, não pode pregar uma mensagem que retire de Jesus a personalidade Divino-Humana que a Bíblia dá a Ele, e muito menos diminuir Seu papel como mediador e único intercessor entre Deus e o pecador, uma vez que somente através do sacrifício perfeito e plenamente eficaz da Cruz do Calvário é que se abriu para nós a porta da graça de Deus.

2. A guarda dos 10 mandamentos - o Apocalipse é cristalino ao identificar a Igreja Verdadeira como aquela que guarda os mandamentos de Deus. Passando por esta "peneira", vemos que são poucos os que podem se considerar "santos" nos tempos em que estamos vivendo, pois a grande maioria despreza arrogantemente os mandamentos do Senhor, em especial o 2º e o 4º.

CONCLUSÃO
O maior poder do Universo está à disposição do povo de Deus para estes últimos dias. Um poder ainda maior do que o que revestiu os discípulos no Pentecostes – na chuva temporã.

Devemos nos preparar para recebermos este poder, se quisermos estar entre os que terminarão a obra do Senhor, antes de Sua vinda.

Maranata!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...