Segunda-feira, Fevereiro 06, 2012

Documento revelador do catolicismo

Pesquisando na Internet, encontrei um documento bastante "interessante"...

Documento aponta Igreja Católica como a única 'plena'

Texto da Congregação para a Doutrina da Fé deve ser golpe contra ecumenismo. Obra reforça posição do Papa de que protestantes não são 'igreja' de verdade.
(confira a matéria aqui)

Pelo visto, o Papa Bento XVI não se intimidou pela polêmica causada por um dos documentos que publicou quando era cardeal. O Vaticano deve divulgar nesta terça (10) um novo texto no qual as conclusões do então cardeal Ratzinger sobre as demais igrejas cristãs são reforçadas: elas seriam, por assim dizer, organizações "incompletas" do ponto de vista da fé, enquanto a Igreja Católica seria a única a reunir todos os requisitos da comunidade fundada originalmente por Cristo e seus apóstolos.

Trata-se de um documento curto -- três parágrafos introdutórios, mais cinco perguntas e respostas -- com título prolixo: "Respostas a quesitos relativos a alguns aspectos da doutrina sobre a Igreja". Conforme adiantou um portal católico de notícias, o italiano "Korazym.org" (www.korazym.org), bem como uma reportagem no diário italiano "Il Giornale", o texto retoma o polêmico documento "Dominus Iesus", de responsabilidade de Ratzinger, divulgado no ano 2000.

Assim como o "Dominus Iesus", o novo texto também é obra da Congregação para a Doutrina da Fé, a antiga casa do atual Papa no Vaticano e o órgão responsável pela pureza teológica do catolicismo. As perguntas e respostas são assinadas pelo atual prefeito da congregação, o cardeal americano William Levada, e por seu secretário, monsenhor Angelo Amato, e chegam com a aprovação oficial de Bento XVI.

Foi no "Dominus Iesus" que Ratzinger se notabilizou por defender a posição de que os cristãos não-pertencentes à Igreja Católica estavam em situação "deficiente" ou "defeituosa" na sua busca por salvação quando comparados com seus companheiros católicos. Para muitos teólogos, a afirmação pareceu um retrocesso quando comparada às posições da Igreja no Concílio Vaticano II, o encontro que definiu os rumos do catolicismo no século 20 e iniciou uma abertura a mudanças.

No documento "Lumen Gentium", promulgado pelo concílio em 1964, firmou-se a posição de que "a verdadeira Igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica". O termo "subsiste" passou a ser interpretado como um reconhecimento tácito de que outras comunidades cristãs também tinham parte na herança da "Igreja de Cristo", embora o catolicismo fosse, por assim dizer, a principal remanescente dessa herança original.

Jogo de palavras
O novo documento, no entanto, deve declarar que seu propósito é apresentar "o significado autêntico de algumas expressões eclesiológicas [referentes à identidade da Igreja] usadas pelo Magistério [o ensinamento oficial católico] que são abertas a mal-entendidos no debate teológico". Segundo o novo texto, a Igreja Católica deve ser considerada a única a possuir "todos os elementos da Igreja instituída por Jesus".

É a presença de alguns desses elementos que, ainda segundo o texto, permite que os cristãos ortodoxos sejam considerados também membros de "igrejas": eles teriam mantido a sucessão ininterrupta de bispos desde o tempo dos apóstolos (muitos dos quais supostos fundadores das igrejas do Oriente) e os mesmos sacramentos do catolicismo, como a eucaristia e a ordenação dos sacerdotes.

Como as igrejas surgidas depois da Reforma Protestante teriam quebrado essa "sucessão apostólica" e deixado de lado os sacramentos tradicionais, elas não poderiam ser consideradas igrejas verdadeiras, mas simples "comunidades cristãs".

O que tudo isso significa, na prática? Em primeiro lugar, que a guerra de Bento XVI contra o relativismo continua firme. A divulgação do documento revela uma estratégia coerente do Papa para fazer da Igreja a portadora de uma referência religiosa e moral única, como guardiã da herança cristã. De acordo com esse ponto de vista, não se pode igualar todas as religiões cristãs e colocá-las no mesmo saco, sob pena de tirar dos fiéis (em especial os católicos, claro) uma noção clara e sem ambiguidades de qual é o caminho correto a seguir.

Em segundo lugar, reafirma-se a idéia de que o catolicismo é o único meio pelo qual se pode alcançar a salvação espiritual com a ajuda da fé em Jesus Cristo. Teologicamente, porém, isso não significa que os outros cristãos, ou mesmo os seguidores de religiões não-cristãs, estão automaticamente excluídos dessa salvação, mesmo que não se convertam ao catolicismo. Difícil de entender?

A explicação vem da idéia de "deficiência" ou "defeito" expressa pelo documento "Dominus Iesus". A doutrina defendida por Bento XVI considera que os não-católicos teriam mais dificuldade (uma "deficiência" mais branda no caso dos cristãos, mais pesada no dos não-cristãos) para a busca do bem e da verdade que leva à salvação do homem. No entanto, se eles seguirem o caminho correto apesar disso, eles seriam, na prática, "adotados" por Cristo e pela Igreja. Resta saber se esse detalhe teológico será suficiente para evitar as reações entristecidas das igrejas protestantes, como as que se seguiram à publicação de "Dominus Iesus" no ano 2000.

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Vale relembrar o que Deus revelou ao Seu povo através do Espírito de Profecia...

"Os protestantes dos Estados Unidos, serão os primeiros a estender as mãos através da voragem para apanhar a mão do espiritismo; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano; e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência" - O Grande Conflito, pág. 588.

"Se o papado ou seus princípios forem de novo conduzidos ao poder pela lei, os fogos da perseguição de novo se acenderão contra os que não quiserem sacrificar a consciência e a verdade em deferência a erros populares. Este mal está prestes a realizar-se" - Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 319.

"A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados. Os que rejeitam a luz da verdade procurarão ainda o auxílio deste poder que a si mesmo se intitula infalível, a fim de exaltarem uma instituição que com ele se originou. Quão prontamente virá esse poder em auxílio dos protestantes nesta obra, não é difícil imaginar. Quem compreende melhor do que os dirigentes papais como tratar com os que são desobedientes à igreja?" - O Grande Conflito, pág. 580.

Queridos irmãos e irmãs Adventistas do 7º Dia, hoje é o tempo de nos prepararmos, pois a luta que está a nossa frente não será fácil!

Deixemos que o Espírito Santo tome posse por completo de nossa vida, para que consigamos resistir às provações inimagináveis que estão por vir.

Não vamos recuar! Vamos empunhar bem alto a bandeira ensanguentada do Príncipe Emanuel, e dizer ao mundo que o Senhor logo vem!


"... Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus" (Amós 4:12).

MARANATA!!!!!!!!

Sexta-feira, Fevereiro 03, 2012

Cuidado com os Achismos...

Infelizmente, tem sido cada vez mais comum encontrarmos pessoas defendendo dogmas e interpretações equivocadas da Bíblia, com base unicamente em sua própria "elucidação" do texto Sagrado (cf. 2Ped. 1:20).

No meio Adventista, especialmente devido ao constante e importantíssimo incentivo que se dá para que todos estudem a Bíblia com dedicação, e procurem conhecer a fundo os temas que envolvem nossa fé, parece que esta tendência do "achismo" é ainda mais forte que em outras denominações, menos interessadas em um estudo mais acurado das Escrituras.

Lembro-me que há alguns anos surgiu aqui no Brasil um desses "achólogos", dizendo que havia "descoberto", através dos seus cálculos escatológicos, o dia da saída do decreto dominical, bem como a data exata do fechamento da porta da graça (clique aqui). Segundo ele, nós estamos vivendo no período em que a "porta" está fechada! E agora?!

Creio que nem sempre este tipo de "descoberta" parte de uma intenção espúria (ganhar dinheiro fácil vendendo livros tendenciosos, por exemplo). Talvez alguns sejam sinceros em sua maneira de estudar a Bíblia, e acabam fazendo suas próprias interpretações, sem levarem em conta todo o contexto no qual as passagens estão inseridas.

Vejamos alguns destes "achismos" bem comuns...

1. "A igreja de hoje segue o modelo do templo de Israel. Portanto, o local onde fica o púlpito deve ser considerado como o Santíssimo, simbolicamente".

Esta afirmação não tem nenhum respaldo bíblico, nem no Espírito de Profecia. Apesar de sabermos do grande zelo que devemos ter para com o local de onde a Palavra de Deus é pregada nos cultos, não podemos ensinar algo que a própria Palavra não confirma.

Já soube de anciãos e diáconos bastante "zelosos", que chegam ao cúmulo do absurdo de perguntarem se alguma irmã que irá subir à plataforma está no seu período menstrual, pois, para estes de mente frágil, elas estariam impuras durante este período. Parece grotesco, mas acontece!

Depois que Jesus entregou-Se na Cruz, o simbolismo que havia no Santuário perdeu seu sentido (cf. Mat. 27:51). As igrejas atuais estão mais para "sinagogas" do que para o Templo, pois elas servem para ensinar a Palavra de Deus e fazer adoração a Ele, sem, contudo, envolver qualquer tipo de "sacrifício expiatório", nos moldes que eram feitos no Antigo Testamento.

Portanto, dizer que o local da mesa da Escola Sabatina é o Lugar Santo, e que o púlpito representa o Santíssimo, pode até parecer bonito e interessante para ilustrar um sermão sobre reverência... mas não tem base bíblica.

2. "Os remanescentes mencionados em Apoc. 12:17 não representam a IASD como um todo, mas apenas os 'fiéis' que existem dentro dela e que são, por isso, perseguidos".

Ouvi esta declaração, pela primeira vez, dos lábios de um irmão que estava enveredando pelo caminho da dissidência e do separatismo. Como sempre, para esconder seus reais motivos (administrativos e puramente pessoais, na esmagadora maioria das vezes), estas pessoas procuram se amparar em alguma interpretação particular e equivocada do texto bíblico. Esta é uma maneira, talvez até inconsciente, de afirmarem que estão deixando a Igreja Adventista porque não crêem mais em sua doutrina. O irmão que mencionei dizia que o dragão está "irado" contra a Igreja Adventista, mas só está "fazendo guerra" contra os fiéis que estão dentro dela (em cujo grupo ele se enquadrava, é claro!).

Os que "incorporam" este espírito de dissidência e revolta, como os antitrinitarianos dos dias atuais, procuram sempre algum "gancho" em que firmem suas "novas concepções teológico-doutrinárias". Porém, no fundo, todos sabemos que tudo não passa de mágoa, ressentimento, ódio, etc., por algum pastor ou administrador. Estas pessoas não percebem que, fazendo desta forma, começam uma "corrente herética" que vai cada vez se alargando mais. Começam questionando a interpretação conservadora do verso bíblico (como Apoc. 12:17, por exemplo), depois já iniciam um questionamento do Espírito de Profecia (pois este sempre é usado por Deus para confirmar Sua Palavra), em seguida já não acreditam mais na devolução dos dízimos e ofertas, e por ai vai...

Quando menos se dão conta, estão fora da Igreja, longe de Deus e, consequentemente, da salvação. E o pior, ainda levam suas esposas, filhos e "irmãos" com eles! Conheço congregações inteiras que já sofreram por isso (clique)! É tudo que o inimigo quer...

3. "Assim como os incircuncisos não podiam participar da Páscoa israelita no AT (cf. Êxo. 12:43-48), também os não-batizados devem ser orientados a não participarem da Santa Ceia de nossos dias".

Eu já havia ouvido algo assim antes, e certa vez recebi um e-mail de um dedicado e sincero irmão que cria da mesma forma.

Qual o problema com esta interpretação? Exatamente o que eu venho dizendo deste o início desta postagem: se a Bíblia não faz uma relação entre fatos e símbolos, nós não temos autoridade para fazê-lo por nós mesmos.

Dizer que o "incircunciso" do passado é o mesmo que o "não-batizado" do presente, é ir além do que a Palavra de Deus ensina. Aliás, ela é bem clara em dizer que na Nova Aliança não existe esta separação entre "judeu" e "gentio", ou seja, na nova dispensação, Deus vê a todos com as "lentes" da Sua infinita e abarcante graça (cf. Rom. 10:12). Aleluia!

Com relação a este tema, ainda temos o "agravante" de que o Espírito de Profecia orienta claramente que, na cerimônia, "podem entrar pessoas que não são, no íntimo, servos da verdade e da santidade, mas que desejem tomar parte no serviço [da Ceia]. Não devem ser proibidas" (Desejado de Todas as Nações, pág. 656).

4. "Ellen White diz que igrejas adventistas inteiras se perderão juntamente com seus pastores".

Esta é mais uma daquelas declarações que ouvimos com muita frequência, até do púlpito (pasmem!), mas que não possuem nenhuma base de verdade, ou seja, em nenhum livro de Ellen White encontramos esta afirmação tão "fatídica".

No site do Centro White no Brasil podemos encontrar outras declarações falsamente atribuídas a Ellen White (clique aqui).

5. "Jesus voltará através da Constelação do Órion".

Quem é Desbravador já deve ter ouvido muito esta declaração, atribuída aos escritos de Ellen White. Em quase toda aula sobre "estrelas", alguém sempre aparece com esta "pérola".

Porém, se nos determos APENAS ao que está escrito, não podemos afirmar que Jesus voltará pela 2ª vez através deste "espaço" celeste. Segundo o livro Primeiros Escritos, na pág. 41, o que podemos ter certeza é que "a cidade santa descerá" pelo espaço aberto em Órion.

De acordo com o que cremos sobre a volta de Jesus, a cidade santa (a Nova Jerusalém de Apoc.) só descerá APÓS o milênio (cf. Apoc. 21:1-5). O que passar disso, é mero "achismo" ou especulação, sem respaldo sólido na Palavra. Interessante para motivar os Desbravadores a estudarem sobre estrelas, e olharem para o Órion com admiração... mas sem um claro "Assim diz o Senhor".

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Existem dezenas de outras afirmações que, ao meu ver, estão mais amparadas no "eu acho" do que no "está escrito". O que quero levar à reflexão aqui é o fato de que só devemos fazer afirmações categóricas, em especial nos estudos bíblicos, sermões, seminários, etc., se tivermos PLENA CERTEZA do que estamos afirmando, ou seja, se temos como mostrar a origem, a fonte, o versículo, a página, na Bíblia e/ou no Espírito de Profecia.

"Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim" (Atos 17:11).

Sejamos como nossos primeiros irmãos!

Quinta-feira, Fevereiro 02, 2012

Perguntas e Respostas sobre o Sábado

É impressionante como ainda existem tantos absurdos sobre a doutrina do sábado no meio não-Adventista. São muitas as pessoas que se deixam cegar por informações equivocadas, achando que tais ensinos lhes dão argumentação para não guardarem o sétimo dia da semana como o Sábado do Senhor.

Freqüentemente algumas dessas pessoas, que graças a Deus são leitoras do blog (pois assim estão tendo um contato real com o que a IASD ensina), enviam para mim as suas contestações sobre nossa doutrina, se valendo destes argumentos frágeis e escrituristicamente falhos.

Vou, então, aproveitar para colocar uma postagem em forma de "perguntas e respostas", tentando contemplar os principais (não todos, porque são inúmeros) erros que os críticos dos Adventistas cometem, ao justificarem sua não-aceitação da validade do 4º Mandamento nos dias de hoje.

1. Se houve mudança no calendário, como saber se o sábado que se guarda hoje foi o mesmo instituído por Deus no princípio?
Este é o tipo do argumento que se usa sem confirmar as informações primeiro. Alguns apenas se limitam a repetir o que ouvem de outros, mas não se dão ao trabalho de conferir se tal informação é correta.

Houve, sim, uma mudança no calendário gregoriano, mas ela não afetou o ciclo semanal. Ou seja, os dias da semana não tiveram sua ordem alterada por ocasição do arranjo temporal do calendário.
"Em 1582, o Papa Gregório XIII, aconselhado pelos astrônomos, decretou pela bula Inter gravíssimas que quinta-feira, 4 de Outubro de 1582, seria imediatamente seguido de sexta-feira 15 de Outubro para compensar a diferença acumulada ao longo de séculos entre o calendário juliano e as efemérides astronômicas (veja mais detalhes)".

Portanto, vê-se claramente que não há base histórica para dizer que os dias da semana foram alterados. Ademais, os judeus, a quem foram dadas as tábuas da Lei, jamais se "atrapalharam" na observância do sábado, o que mostra que tal dia JAMAIS foi perdido no tempo.

2. Como guardar o sábado em um mundo cheio de fusos horários? Se é sábado no Brasil, não é no Japão. Portanto, o Mandamento fica sem sentido.
Outro argumento (pasmem!) muito usado, mas que é de uma fragilidade infantil.

Onde a Bíblia diz que TODOS deveriam guardar o sábado ao mesmo tempo? Isso só ocorrerá na eternidade, na Nova Terra (cf. Isa. 66:22-23).
O importante, segundo o Mandamento, é guardar o sábado onde quer que estejamos. E ponto final!

3. Quando Jesus disse que o sábado foi feito "por causa do homem", Ele não estava dizendo que é mais importante a nossa manutenção do que a santidade deste dia? Por exemplo: se eu estiver em perigo de perder meu emprego se guardar o sábado, então posso deixar o mandamento de lado.
O sábado foi mesmo criado "por causa do homem", pois tudo neste mundo (natureza, animais, igreja, família, sexo, salvação, sábado, perdão, etc.) foi criador pelo Senhor para benefício da Sua mais importante criatura – o homem. Tudo foi feito “por causa”, ou seja, em benefício do homem. Dizer que nesta declaração Jesus está afirmando que não precisamos obedecer ao mandamento do sábado é, no mínimo, um desprezo às mais elementares regras de interpretação.

Se Jesus tivesse realmente ensinado que o sábado era para se deixar de lado em benefício do ser humano, por que as mulheres que O seguiam preferiram guardar o mandamento em vez de preparar o corpo do Senhor na sepultura? (cf. Luc. 23:54-56). Se o homem é mais importante que o sábado (a ponto de ter o direito de escolher guardá-lo ou não), quanto mais o Senhor Jesus, o "dono" do Sábado! (clique aqui e veja um estudo completo sobre o sábado no NT).
Quando se tenta fundamentar uma desobediência o resultado é sempre o mesmo: heresia. E tem uns "Centros Apologéticos" por ai que se especializaram em criar estas heresias mirabolantes...

4. A aliança do sábado foi feita desde o Éden, ou só após Israel ser libertado do Egito?
O sábado foi instituído por Deus no início da Criação, fechando o clico semanal de sete dias, que Deus instituiu para ser o padrão para toda a humanidade. Certamente era propósito do Senhor de que o sábado fosse uma bênção para todos, não só para judeus, pois eles ainda nem existiam no Éden (cf. Gên. 2:1-3).
O livro de Isaías, em seu capítulo 56, versos de 1 a 8, deixa claro que o desejo do Senhor era que o sábado se tornasse uma bênção para TODOS os povos, não só para Israel.

5. Devo adorar a Deus no sábado ou "em espírito e em verdade"?
Esta é uma pergunta que a Bíblia responde muito bem. Vejamos um verso bíblico que mostra o que Deus pensa sobre esta “adoração” que rejeita a Sua autoridade como Senhor sobre a humanidade: “o que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável” (Prov. 28:9).
Para os que conhecem alguém que está “desviando os ouvidos” de ouvir a santidade da Lei de Deus, advirta-o em nome de Jesus! Deus é tão correto com Sua Palavra (por isso podemos confiar nEle) que nem mesmo a oração daqueles que insistem em rejeitar Sua Lei, que é a norma pela qual todos seremos julgados (Tiago 2:12), Ele atende... Viu como é sério?!
Então, estou certo de que Deus deseja ser adorado NO SÁBADO do sétimo dia, em espírito e em verdade, bem como nos outros 6 dias, porque uma coisa não pode excluir outra.
Se Deus disse que é para adorar no sábado, e já mostrei inúmeras passagens que provam isso, então É PARA ADORAR EM DIA DE SÁBADO SIM....

6. Existe base bíblica para que o sábado seja guardado por todos os povos, e não somente pelos judeus da Antiga Aliança?
Esta pergunta já foi amplamente respondida aqui no blog. Porém, apenas para confirmar, temos o relato de Gên. 2:1-3, o de Isaías 56 (que considero muito forte), a vida dos apóstolos de Cristo (especialmente no livro de Atos) e as passagens de Apocalipse 12:17 e 14:12, que mostram CLARAMENTE que o povo de Deus que estará vitorioso nos últimos dias é aquele que GUARDA OS MANDAMENTOS DE DEUS, e o único lugar em que encontramos estes mandamentos é em Êxo. 20:3-17 - e bem no centro está o sábado.
Mais "base" do que isso....

7. Paulo disse que "o fim da lei é Cristo". Isso não significa que não precisamos mais guardar o sábado na Nova Aliança?
Alguns parece que querem defender que a expressão “o fim da lei é Cristo” (Rom. 10:4) significa que não temos mais dever de obedecer aos 10 Mandamentos. Que absurdo! Por um motivo principal:
Não esqueçamos que a Lei dos 10 Mandamentos também inclui adultério, furto, assassinato, adoração de imagens, cobiça, desobediência aos pais, politeísmo, etc. E estes pecados deixaram de existir após o sacrifício de Cristo? É óbvio que não...
Por que, então, colocar apenas o sábado no contexto de Rom. 10:4? Não quero crer que seja por má-fé... (Tiago 2:10-12).

Alguns caem no cúmulo de dizer que apenas o Mandamento do sábado foi abolido da Lei porque ele não é citado textualmente no NT. Se isso fosse um argumento sério, deveríamos dar a mão à palmatória, e não condenar os católicos por adorarem imagens, pois o 2° Mandamento também não é repetido “textualmente” no NT, e nem por isso os ditos "evangélicos" deixam de condenar os católicos por adorarem suas imagens (há até os que invadem igrejas para destruir os "santos", chutam as imagens em programas de TV, etc.).

8. Por que os Adventistas ficam querendo se salvar pela Lei? Vocês não crêem na graça libertadora de Jesus?
Os Adventistas não crêem na salvação pelas obras. Somos salvos ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE pelos méritos de Cristo na cruz do calvário (há muitas postagens aqui no blog que esclarecem isso).
Porém, todos, SEM EXCESSÃO, seremos julgados por Deus, e a norma para este julgamento será Sua Santa e Imutável Lei, revelada nos 10 Mandamentos (cf. Ecles. 12:13-14).

Não é à toa que o último livro da Bíblia confirma que a guarda dos Mandamentos é uma das claras características do povo visível de Deus para estes último dias, e é por isso que o inimigo persegue tanto este povo, e os “culpa” de serem uma seita exatamente por não abrirem mão de expressarem sua alegria na obediência ao Senhor, como expressão de amor e gratidão pela certeza da salvação que temos, em Cristo Jesus (cf. Apoc. 12:17; 14:12).

9. Em que os Adventistas se baseiam para dizerem que existe uma divisão de "leis" na Bíblia? A lei não é uma só?
Basta uma olhada rápida na Bíblia para percebermos que os seus escritores tratam de mais de um tipo de Lei, pois em alguns momentos ela é considerada abolida por Cristo (cf. Efés. 2:15), mas em outros ela é chamada de “lei da liberdade” (cf. Tiago 2:12). Há alguma contradição no texto bíblico? Os autores estão ensinando doutrinas opostas? Ou será que eles estão tratando de leis diferentes?! Tomemos o exemplo de Paulo:

Em Efés. 2:5 o apóstolo diz que Jesus “aboliu na sua carne a lei dos mandamentos na forma de ordenanças”. Porém, no mesmo livro, em 6:1-3, Paulo aconselha os filhos a seguirem um Mandamento da Lei moral, que trata da honra devida ao pai e à mãe (cf. Êxo. 20:12). Como é possível!? A lei foi ou não abolida com o sacrifício de Cristo? Paulo está se contradizendo? Ou será que ele está tratando de duas leis diferentes...?
Parece-me que esta última é a única alternativa lógica para solucionarmos tão “aparente” discrepância bíblica.
Clique aqui e veja um estudo mais detalhado sobre a distinção entre leis na Bíblia.

Estas foram algumas das perguntas mais comuns.

Terça-feira, Janeiro 31, 2012

O que você faria com R$ 43.000,00 ?

Se você tivesse hoje R$ 43.000,00 para gastar como quisesse, de que forma gastaria este dinheiro?

- Quitando seu carro ou sua casa?
- Fazendo uma faculdade?
- Gastando tudo em roupas no shopping?
- Doando para a construção de uma nova igreja?
- Comprando brinquedos para doar às crianças pobres?
- Adquirindo cestas básicas para fazer um grande programa de assistência social pelas Dorcas/ADRA?
- Etc.

Para nós, trabalhadores, que vivemos muitas vezes com um orçamento apertado para administrar, normalmente pensamos logo em algo que venha trazer um benefício futuro para nossa família. Aqueles que são pais, talvez se lembrem de abrir uma poupança para garantir um estudo de melhor qualidade para os filhos.

Mas nem todo mundo pensa dessa forma.

R$ 43.000,00 é o valor que alguns "Novaiorquinos" pagam por um simples doce. Isso mesmo, uma simples sobremesa! Confira aqui o absurdo.

Alguns podem até pensar:
- Eles fazem isso porque o dinheiro está sobrando, e não vai lhes fazer falta.

Mesmo assim, eu acho que um gesto como esse demonstra um profundo espírito egoísta. Inclusive eu já falei sobre este tema em postagens anteriores. Dê uma olhada:

Se você assistou àquele filme "A Lista de Schindler", deve lembrar que o rico alemão ficou angustiado porque não tinha mais dinheiro para "salvar" outros judeus da morte. O filme apresenta uma expressão judaica muito bonita: "Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro".

Alguém que resolve gastar R$ 43.000,00 (ou US$ 25,000.00) em um simples doce, não sabe o que significa amar ao próximo como a si mesmo. Enquanto milhões de seres vivos (criados à imagem e semelhança de Deus) passam fome pelo mundo afora (inclusive no Brasil, você sabia?!), alguns ricaços egoístas ficam inventando meios abomináveis de gastarem suas fortunas (lembra daquele milionário que gastou R$ 400.000,00 em apenas uma noite de farra? (relembre).

É justo?!
Não, não é. Este mundo é um mundo injusto (cf. Salmo 73).

Eu só espero que atitudes egoístas e de tamanha desconsideração pelos famintos do mundo (como esta de gastar tanto dinheiro em um torrão de açúcar de luxo) não sejam vistas entre aqueles que dizem estar se preparando para a eternidade.

E olha que os americanos se orgulham de serem uma nação governada pelo espírito cristão!

"Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz?" - Isaías 55:2

Segunda-feira, Janeiro 30, 2012

Jogos e Loterias

Certa noite eu estava chegando em casa, e fui ver se já estava passando o telejornal. Ao mudar os canais, passei por um que estava apresentando um programa onde as pessoas poderiam ganhar até R$ 1.000.000,00 através da escolha de pastas que continham diversos valores.

Me chamou a atenção o fato de que a pessoa que estava participando se dizia "evangélica", e disse que estava com "muita fé" de que ganharia o prêmio máximo. Como o apresentador sempre fazia menção a esta "fé" da participante, eu resolvi esperar para ver o que aconteceria.

Ao longo do programa ela abriu várias pastas que continham valores variados. Ela acreditava que a pasta que estava em seu poder era realmente a que continha R$ 1.000.000,00. O noivo estava presente, assim como alguns familiares dela.

Em alguns momentos, o "banqueiro" oferecia algumas ofertas para fazer a jovem desistir de abrir a sua pasta. Esta oferta chegou até o valor aproximado de R$ 250.000,00. Ela rejeitou, apesar dos apelos do auditório e da família (inclusive do noivo) para que ela aceitasse a oferta, afinal "mais vale um pássaro na mão do que dois voando"...rsrs

Ao final do jogo veio a decepção geral. Ela havia escolhido uma pasta com apenas R$ 50,00, e foi com este prêmio que ela voltou para sua casa... com a fé em frangalhos!

A jovem noiva trocou a certeza de ter R$ 250.000,00 na mão, pela esperança (ou seria usura?!) de tentar ganhar 4 vezes mais.

E dai?!

Você pode estar se perguntando: "o que isso tem que ver com os temas que o Gilson coloca aqui no blog?".

A atitutude daquela "irmã" me fez refletir sobre o quanto o dinheiro pode ser atrativo aos nossos olhos, fazendo-nos ir em busca dele de forma "fácil". Talvez seja por isso que tanta gente faz sua "fezinha" semanal nas loterias, sem falar nas "pirâmides" de Marketing Multinível que proliferam por ai, inclusive nos círculos Adventistas...

"Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores" - 1Tim. 6:10.

A Bíblia é muito clara em dizer que é com o "suor do nosso rosto" que devemos conquistar o sustento diário. Esta ilusão de um enriquecimento fácil que as loterias e jogos de azar despertam no coração do ser humano (em especial do brasileiro, devido à toda esta conjuntura econômica e política em que vivemos), acabam seduzinho muitos corações, inclusive de alguns que se consideram seguidores de Jesus.

Aquela moça que citei acima, em sua fé (creio que sincera) acreditava que Deus a estava dirigindo para conquistar o tão sonhado MILHÃO DE REAIS, mas o resultado demonstrou que não... Deus não interfere neste tipo de situação.

Certa vez alguém me perguntou se nós poderíamos jogar na Mega Sena quando ela estivesse acumulada (em certos momentos o prêmio passou de R$ 50 milhões - cerca de US$ 30 milhões), pois, caso ganhasse, o dízimo seria muito "gordo" e poderia ajudar muito na obra de Deus.

Não foi assim que o Senhor determinou o sustento de Sua obra na Terra. Deus tem outros meios de nos abençoar materialmente, sem que necessitemos recorrer a jogos de azar e loterias.

"O povo de Deus é chamado para uma obra que requer dinheiro e consagração" (Ellen White, Conselhos sobre Mordomia, pág. 35).

Eis o plano divino! Com a nossa consagração, certamente o dinheiro tão necessário para o avanço da pregação do Evangelho Eterno chegará à Casa do Tesouro.

Lembro-me que logo quando eu me tornei Adventista, um amigo me disse porque ele não cria que devêssemos jogar em loterias, mesmo com com uma "boa intenção" (aplicar na pregação do Evangelho, por exemplo).

"Não devemos jogar porque, além de todos os princípios bíblicos claramente contrários a esta prática, o dinheiro que nós ganharemos será aquele mesmo que muitos outros perderam".

Ou seja, para você ganhar R$ 50.000.000,00 na Mega Sena será necessário que milhões de outras pessoas tenham perdido suas apostas.

Desde aquela época, este argumento já foi suficiente para me deixar convicto sobre o tema.

Sexta-feira, Janeiro 27, 2012

Jesus Aboliu as Leis de Saúde do AT?

Desde a Criação, Deus demonstra o interesse de que o homem tenha uma alimentação saudável e eficaz, visando suprir as necessidades calóricas diárias. Vemos que o alimento destinado ao homem era o mais natural possível, constituído apenas de produtos de origem vegetal – sementes, frutas, castanhas (cf. Gên. 1:29; 2:8-9). Era propósito de Deus que o ser humano tivesse uma alimentação natural, por ser de melhor qualidade – como a Ciência já comprova amplamente em nossos dias; basta ver a grande incidência de doenças entre as comunidades consumidores de grande quantidade de produtos de origem animal.

Após o dilúvio, devido à escassez de alimentos vegetais, o Senhor permitiu que o homem comesse carne, que deveria durar apenas um período curto de tempo, mas que se transformou no principal alimento da humanidade.

Para evitar uma maior contaminação por doenças, o Senhor determinou algumas diferenças entre os animais limpos e imundos, evitando que Seu povo padecesse de toda a sorte de enfermidades que afligiam as outras nações. Esta diferenciação entre os animais pode ser vista em detalhes em Levítico 11 (porém, muito antes de Moisés, já se conhecia esta diferença, evidenciado no relato da arca de Noé e, até mesmo, no sacrifício oferecido no Éden após o pecado).

O resumo desta "lei" é o seguinte:
1. Não deve ser ingerida carne de animais terrestres que não sejam ruminantes e que não tenham a unha fendida e o casco dividido em dois (v. 3). Aqui se enquadram o porco, o cavalo, o cachorro, o gato, etc.
2. Não deve ser ingerida a carne de animais aquáticos que não tenham
barbatanas nem escamas (v. 9). Por exemplo: camarão, lagosta, caranguejo (e demais crustáceos), bagre, tubarão, baleia, etc.

Esta não era uma lei “cerimonial”, mas sim
alimentar. Por isso, sua validade independe do sacrifício de Cristo. Afinal, não podemos crer que Jesus derramou Seu precioso sangue na cruz para que o porco se tornasse um animal limpo... Pena que alguns crêm nesse absurdo!

Aqueles em nossos dias que não conseguem se libertar dos “vícios” alimentares, tentam acalentar a consciência com textos bíblicos isolados de seus respectivos contextos. Vejamos alguns destes textos que tais pessoas gostam de citar:

a) “não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem” – Mat. 15:11.
O que Jesus estava condenando era a hipocrisia dos fariseus em buscar, nos detalhes das tradições (por eles inventadas), os motivos para O acusarem de alguma coisa (cf. vv. 1-2).
Não estava em jogo o assunto de alimentos imundos, mas o ato de lavar ou não as mãos todas as vezes que fossem comer, e isto era realizado com um verdadeiro ritual pelos fariseus mais “tradicionais”.

b) “
Comei de tudo o que se vende no mercado, sem nada perguntardes por motivo de consciência... Se algum dentre os incrédulos vos convidar, e quiserdes ir, comei de tudo o que for posto diante de vós, sem nada perguntardes por motivo de consciência” – 1Co 10:25-27.
Paulo não está tratando aqui de animais limpos ou imundos, pois os imundos ele sabia que não deveria comer (Atos 22:3; Filip. 3:4-6). O que o apóstolo dos gentios está orientando aos discípulos é com relação aos animais sacrificados aos ídolos (v. 28).
Quando se ofereciam sacrifícios nos templos dos ídolos, com freqüência se vendiam partes desses animais no mercado, e como essa carne não se separava das outras carnes que ali também se vendiam, um cristão podia comprar, sem sabê-lo, carne que se ofereceu a ídolos. O conselho do apóstolo é:
esta carne (oferecida a ídolos falsos) poderia ser comprada sem inconvenientes pelos cristãos, a não ser que a carne não fosse de acordo com os ensinos bíblicos de distinção de animais.

c) “
que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade, pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado” – 1Tm 4:3-5.
Aqui se refere às influências e tendências ascéticas que se difundiam na igreja. Os partidários disso consideravam por razões cerimoniosas e rituais que era espiritualmente desejável a proibição completa de certos alimentos. A admoestação possivelmente inclua a proibição de certos mantimentos em determinados dias religiosos.
Não se deve achar que Paulo está abolindo com estas palavras a distinção que se faz no AT entre comidas “limpas” e “imundas” (ver Lev. 11). Deve notar-se, acima de tudo, que Paulo especificamente limita suas observações àquelas coisas criadas por Deus para serem usadas como “mantimentos” (cf. v. 3). Deus explicou na criação o que devia usar o homem como alimento. Esta prescrição não incluía carne de nenhuma classe, nem mesmo todo tipo de vegetais (cf. Gên. 1:29, 31). Todas as coisas foram criadas para um diferente propósito, e eram “boas” para o fim dado pelo Senhor, isto é, eram perfeitamente adaptadas para cumprir o plano de Deus para elas. Depois do dilúvio, Deus permitiu o consumo de carnes “limpas”, mas proibiu de forma específica o comer carnes “imundas”. Em nenhuma parte da Bíblia se diz que Deus tirou esta proibição, pelo contrário, ela afima que Ele NÃO MUDOU (cf Malaq. 3:6; Tiago 1:17)

Clique
aqui e veja um profundo estudo sobre as declarações de Paulo em 1Tim 4.

Um dos textos mais mal compreendidos é
Atos 10.


Alguns querem insistir de que nesta passagem há uma “revelação” do Senhor sobre a liberação para se comer qualquer tipo de carne. Analisemos o texto...

Atos 10
vv. 9-16 – o apóstolo Pedro recebe uma visão celestial, na qual lhe é apresentado um objeto semelhante a um lençol, repleto de toda forma animal. Como estava em um momento de fome (v. 10), Pedro é orientado a matar e comer (v. 13). Tal ordem causa espanto ao apóstolo, pois ele sabia das proibições bíblicas acerca dos alimentos imundos (v. 14). Na visão, Pedro recebe a advertência de que “o que Deus purificou” ele não deveria considerar imundo (v. 15). Isso se repetiu por três vezes (v. 16).

Qual o significado desta visão?

A maioria esmagadora dos cristãos crê que se trata de uma clara desconsideração divina para a questão dos alimentos imundos. Baseados nesta passagem, muitos acreditam que podem comer porco (como o da feijoada da foto acima, que ilustra esta postagem), crustáceos, etc., sem estarem infligindo qualquer ordem do Senhor. Mas será esta a interpretação correta? O texto está REALMENTE falando de alimento? Vejamos...

Logo em seguida à visão, Pedro recebe a visita dos mensageiros enviados pelo gentio Cornélio (vv.17-22). Pedro fica relutante em ir com eles, pois ele não estava muito acostumado a tratar com gentios, sendo um dos que mais acreditavam na validade do tradicionalismo judaico para os novos convertidos (cf. Gál. 2:11-21). Pedro leva alguns discípulos consigo, e vai ao encontro de Cornélio. Lá o apóstolo percebe o sentido REAL da visão que Deus lhe havia dado:

v. 28 – “a quem se dirigiu, dizendo: Vós bem sabeis que é proibido a um judeu ajuntar-se ou mesmo aproximar-se a alguém de outra raça; mas Deus me demonstrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo”.

Pedro entendeu claramente que a visão do lençol de animais nada tinha que ver com alimentação. O propósito de Deus era preparar a mente do apóstolo para a realidade da
conversão de gentios ao Evangelho.


Nos vv. 34-35 Pedro define a beleza do princípio que o Senhor o ensinou através da visão: “Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável”.

Vemos que a Bíblia não está tratando do tema da alimentação em Atos 10, mas da distinção preconceituosa de seres humanos, que também eram separados em “justos” e “imundos”, do mesmo modo que os animais.

Usar Atos 10, ou qualquer outro texto distorcido, para defender o hábito antinatural e doentio de comer todo tipo de carne, em rebeldia aos claros ensinos bíblicos, é uma profunda desconsideração para o trabalho do Espírito Santo, outorgado para levar o homem a convencer-se de sua condição rebelde e pecadora, e voltar-se para a direção de Deus (cf. João 16:8).

A questão da alimentação não é uma “tábua de salvação”, ou seja, não é a abstenção de alimentos imundos que nos torna mais justos diante de Deus. Porém, uma vez que nosso corpo é o “templo” ou “santuário” do Espírito Santo, é necessário tomar todo o cuidado para não contaminar tal templo, e esta preocupação se dá através de reconhecer, aceitar e viver as orientações que o Senhor zelosamente revelou em Sua Palavra acerca desse tema (cf. 1Cor. 6:19-20).

Os Adventistas têm sido abençoados grandemente por viverem uma vida em conformidade com a Palavra de Deus (e a Imprensa está constantemente mostrando isso ultimamente), mesmo em questões impopulares e ridicularizadas, como o é o assunto da alimentação em nossos dias, principalmente no meio “evangélico”. Pena que até mesmo pessoas envolvidas com a “Nova Era” e outras correntes filosóficas orientais (sem ligação com a revelação bíblica), preocupam-se mais com sua saúde física do que os professos cristãos de nossos dias, que dizem ser “batizados” com o Espírito Santo mas que não querem se colocar sob Sua orientação e guia.

Que pena!

"Grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há tropeço"
Salmo 119:165

Texto extraído do livro "101 Razões Porque sou Adventista do 7º Dia".

*** Aproveite e veja algumas matérias da Imprensa, que confirmam que nossa mensagem de saúde é coerente e cientificamente comprovada:

Quinta-feira, Janeiro 26, 2012

O que é Santificação?

Contemplemos a mulher pecadora, sozinha e em pé perante Jesus, esperando a sentença fatal; com que surpresa ela não deve ter recebido as palavras de Jesus a ela dirigidas: “Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?” (João 8:10)! Sua resposta foi: “Ninguém, Senhor”. Imediatamente Jesus diz: “Nem Eu tão pouco te condeno; vai, e não peques mais” (João 8:11).

Quando Jesus disse: “Nem Eu tão pouco te condeno; vai...”, estava ao mesmo tempo perdoando a mulher e libertando-a para continuar sua vida. Isto é justificação: é o ato simultâneo de perdoar e promover o pecador arrependido do estado de condenação ao de salvo pela graça de Jesus. Assim, na justificação, a pessoa recebe o poder habilitador para viver uma vida santificada.

Onde estava o poder habilitador de viver uma vida santificada para a mulher? Estava na PALAVRA de Jesus: “Vai

Após ter sido perdoada e "promovida", a mulher não deveria mais viver pecando, como antes; por isso Jesus disse: “...e não peques mais”. Este “não peques mais” indicava a nova condição em que ela deveria viver. Esta nova condição de vida é biblicamente denominada de santificação.

Em 1João 3:9, temos: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado”. Para bem esclarecer, o apóstolo explica o que é pecado: “o pecado é a transgressão da lei” (1João 3:4). Portanto, a ordem de Cristo para a mulher perdoada de “não peques mais”, significava: “não vivas mais transgredindo a lei de Deus”. Diante do acima exposto, podemos concluir acertadamente que a vida santificada é igual à vida de obediência voluntária às leis de Deus.

Mas, se em nossa explicação de santificação ficássemos apenas neste aspecto de obediência voluntária às leis divinas, estaríamos comunicando uma noção parcial e incompleta da santificação bíblica. A ênfase isolada da obediência às leis de Deus na santificação pode gerar um erro teológico: perfeccionismo moral. Neste erro, muito comum entre Adventistas equivocados (infelizmente), a pessoa faz de sua obediência e dos seus méritos o fundamento de sua salvação. Na verdade, este também foi o erro em que incorreram os judeus que rejeitaram a Cristo.

Para que ninguém cometesse o engano da salvação por obras da lei, o apóstolo Paulo, inspirado por Deus, escreveu suas epístolas esclarecedoras. Também o apóstolo João ensinou no que consiste a verdadeira santificação: “Todo aquele que permanece nele não vive pecando” (1João 3:6). Assim podemos entender que santificação é: viver em Cristo, viver em Cristo, andar com Cristo. Sim, santificação é desfrutar de uma comunhão pessoal com Cristo, dia a dia.

O conceito de que santificação consiste fundamentalmente de uma vida de íntima comunhão com Deus e como conseqüência desta comunhão, numa vida de obediência voluntária às leis divinas, também está presente no relato que o apóstolo João faz do encontro de Jesus com a mulher pecadora.

De novo lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida” – João 8:12.

Era de madrugada, isto é, ainda escuro, quando Jesus ensinava no templo e a mulher Lhe foi trazida para que Ele lhe desse a sentença. Fora nas trevas da noite que a mulher cometera o seu pecado, aliás, é nas trevas que preferencialmente os homens cometem seus pecados. “Trevas”, biblicamente, representam a condição pecaminosa do homem totalmente separado de Deus.

Depois de haver perdoado a mulher e de lhe dizer: “Vai, e não peques mais”, foi então que Jesus declarou: “Eu sou a luz do mundo, quem Me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida”.

Em O Desejado de Todas as Nações, pág. 447 (ed. popular), Ellen G. White nos oferece um vislumbre daquele ambiente encantador:

“Era de manhã, o Sol acabava de erguer-se sobre o monte das Oliveiras, e seus raios incidiam com ofuscante claridade no mármore dos palácios, fazendo rebrilhar o ouro das paredes do templo, quando Jesus, apontado-o, disse: ‘Eu sou a luz do mundo’.”.

Em primeiro lugar, Jesus era a luz para aquela mulher que Lhe fora trazida para que Ele desse a sentença. Ele também era a luz para aqueles homens impiedosos que Lhe prepararam a desbaratada armadilha. Ele é a luz para todos.

Ao declarar ser “a luz do mundo”, Jesus estava a nos ensinar que só Ele é a verdadeira fonte de vida e poder para viver! Assim como a vida na Terra depende da vitalizante energia proveniente do sol, da mesma maneira nós precisamos de Cristo como Fonte de vida.

Portanto, na santificação o poder que capacita o crente a ser um vitorioso na vida espiritual é Cristo Jesus.

Mas, além de dizer: “Eu sou a luz do mundo”, Jesus também disse: “quem Me segue não andará nas trevas”. Somente aquele que segue a Jesus como “a luz do mundo”, é que pode ser um vitorioso na vida espiritual.

Tendo o incidente de Jesus com a mulher pecadora como cenário, podemos afirmar que justificação é Jesus dizendo: “Nem eu tão pouco te condeno, vai...” Nestas palavras nós encontramos os três aspectos simultâneos de justificação: PERDÃO, PROMOÇÃO e a concessão de PODER para viver vitoriosamente a vida espiritual.

Santificação é Jesus dizendo: “Eu sou a luz do mundo, quem Me segue não andará nas trevas”. Nestas palavras nós encontramos o primeiro aspecto da santificação: COMUNHÃO com Cristo. O segundo aspecto encontramos na expressão: “e não peques mais”. Depois de ter sido justificada por Cristo, a pessoa passa a andar com Cristo. A conseqüência direta de andar em comunhão com Cristo é a OBEDIÊNCIA VOLUNTÁRIA aos mandamentos de Deus.

A santificação é uma obra progressiva. Ela parte do companheirismo e da adoração de um Deus pessoal. Quanto mais unida a pessoa estiver com Cristo e com Este crucificado, maior será a recepção de sua própria indignidade e pecaminosidade inerente. Os progressos da santificação serão caracterizados por um profundo arrependimento e falta de confiança em si mesmo, em cada vitória sobre o pecado. A pessoa que contempla a Cristo diariamente não irá sentir-se gradualmente mais santa, mas cada vez sentirá mais e mais a sua incapacidade, bem como a grandeza de Deus.


Adaptado da apostila de SOTEROLOGIA, SALT-IAENE 2004.

"Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna" (Rom. 6:22)

Quarta-feira, Janeiro 25, 2012

Você está correndo a "segunda milha"?

Sei que você já deve ter lido a ilustração do "abacaxi", mas como algumas coisas precisamos estar sempre relembrando, pois são essenciais ao nosso bem-estar, resolvi postar a estória a seguir... Ela é especial para você que trabalha e tem dificuldades com a guarda do sábado, ou para você que se sente injustiçado e perseguido, seja no trabalho, na escola, na Igreja, etc. Às vezes ficamos tanto tempo olhando para o chão, que esquecemos de olhar para as nuvens... Pense nisso!

Álvaro trabalhava em uma determinada empresa. Era um funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas obrigações e por isso mesmo já estava com seus quase 20 anos de casa.

Um belo dia, ele vai ao dono da empresa para fazer uma reclamação:

- Dr. Augusto, tenho trabalhado durante os últimos 20 anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado. O Juca, que está conosco há somente três anos, está ganhando bem mais do que eu, e já foi até promovido.

O patrão, fingindo não ouvi-lo, disse:

- Foi bom você vir aqui. Tenho um problema para resolver e acho que você poderá me ajudar. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço de hoje. Aqui na esquina tem uma barraca. Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi.

Álvaro, sem entender direito, saiu da sala resmungando pela falta de atenção do patrão, e foi cumprir a missão. Em cinco minutos já estava de volta.

- E aí Álvaro? - perguntou o patrão.
- Verifiquei como o senhor mandou. O moço tem abacaxi.

- E quanto custa?
- Isso eu não perguntei.

- Eles têm quantidade suficiente para atender a todos os funcionários? - quis saber o patrão.
- Também não perguntei isso, não - respondeu o Álvaro.

- E há alguma outra fruta que posso substituir pelo abacaxi? - perguntou ainda o patrão.
- Não sei não.

- Muito bem, Álvaro. Sente-se ali naquela cadeira e me aguarde um pouco.

O patrão pegou o telefone e mandou chamar o Juca. Deu a ele a mesma orientação que dera ao Álvaro. Em oito minutos, o Juca voltou.

- E então? - indagou o patrão.
- Eles têm abacaxi, sim. E já vi que têm em quantidade suficiente para todo nosso pessoal, e
se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi estão vendendo a R$ 1,50 cada; a banana e o mamão a R$ 1,00 o quilo;o melão fica R$ 1,20 a unidade; e a laranja está R$ 15,00 o cento, já descascada. Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles me concederam um desconto de 15%. Já deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo - explicou o Juca.

Agradecendo pelas informações, o patrão o dispensou. Voltou-se para o Álvaro, que permaneceu sentado ao seu lado, e perguntou-lhe:

- Álvaro, o que foi mesmo que você veio me dizer?
- Nada sério não, patrão. Esqueça. Com sua licença...

E Álvaro deixou a sala...


LEMBRE-SE:

"Você tem 100% de chances de fracassar em todas as tentativas que não fizer".

Como um fiel representante de Cristo, seja sempre O MELHOR que você puder ser: na escola, no trabalho, na Igreja, em casa, na rua... em todo e qualquer lugar.

Segunda-feira, Janeiro 23, 2012

Guarda do Sábado e os Serviços "Essenciais"

Há alguns dias recebi um e-mail de uma irmã nossa que, por sua vez, havia recebido uma mensagem eletrônica com o "desabafo" de um militar Adventista que estava questionando o porquê de não se "liberar" para que profissionais de áreas consideradas essenciais (polícia, bombeiros, saúde, transporte, serviço de distribuição de água, etc.) pudessem trabalhar aos sábados, uma vez que a Bíblia diz, segundo o irmão militar, que devemos "fazer o bem" neste dia.

Eu pesquisei na Internet, e vi que a mensagem original foi colocada em um desses sites de membros revoltosos e críticos, em janeiro de 2002, ou seja, há mais de 10 anos. Parece que ultimamente o tema voltou à tona através de fóruns em um site para Diretores de Clubes de Jovens Adventistas na Internet.

A pedido desta minha irmã e amiga, eu escrevi para ela minha opinião sobre o tema, e resolvi aproveitar o momento para colocar também aqui no Blog, uma vez que são muitos os amigos que o acessam semanalmente, e esta temática (guarda do sábado por alguns profissionais) pode ser proveitosa para muitos outros.

O irmão militar acima citado, "exigia" um posicionamento oficial da Igreja sobre o tema, uma vez que, segundo ele, a liderança da Igreja estava sendo injusta para com os Adventistas que trabalham nestas profissões, não os "liberando" dos plantões aos sábados. O principal argumento do irmão é o fato de que a sociedade não pode prescindir destes serviços essenciais e, portanto, os Adventistas que trabalham neles não estão transgredindo o 4º mandamento, pois atuam em conformidade com o que Jesus falou sobre o "fazer o bem" aos sábados, segundo o irmão.

Como eu já mencionei em uma postagem anterior, 90% das dúvidas que tanto martelam na mente de muitos Adventistas já foram respondidas devida e cabalmente pela Igreja. O problema é que são poucos os que procuram se manter informados.

Sobre esta questão, existe um capítulo inteiro no livro "Declarações da Igreja", publicado há vários anos pela CPB (adquira-o clicando aqui). Muitos outros temas polêmicos são também abordados neste livro: aborto, pesquisas embrionárias, homossexualismo, etc. Vou transcrever abaixo um trecho do livro sobre o tema da guarda do sábado em algumas profissões. Depois eu faço os meus comentários.

Observância do Sábado
Extraído de “Declarações da Igreja” (Tatui, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005), pág. 207-209.

Trabalho Secular Relacionado com o Sábado
1. Declaração de princípio. A visão bíblica do sábado inclui uma dimensão divina e humana (Mat. 12:7). A partir da perspectiva divina, o sábado convida o crente a renovar seu compromisso com Deus, cessando o trabalho diário para adorar a Deus mais plena e livremente (Êxo. 20:8-11; 31:15-16; Isa. 58:13-14). Na perspectiva humana, o sábado convoca o crente a comemorar o amor criador e redentor de Deus, revelando misericórdia e solicitude para com o próximo (Deut. 5:12-15; Mat. 12:12; Luc. 13:12; João 5:17). O sábado, assim, abrange a cessação do trabalho secular com o propósito de amar a Deus e realizar atos de amor e bondade para com os semelhantes.

2. Trabalho essencial e de emergência. A fim de exaltar a santidade do sábado, os adventistas devem fazer escolhas sábias na questão do emprego, guiados por uma consciência iluminada pelo Espírito Santo. A experiência tem demonstrado que há riscos na escolha de vocações que não permitam a adoração do Criador no sábado, livre de envolvimento com o trabalho secular. Isso significa que evitarão empregos que, embora essenciais para o funcionamento de uma sociedade tecnologicamente avançada, possam oferecer problemas quanto à observância do sábado.
As Escrituras e o Espírito de Profecia são explícitos quanto aos nossos deveres como cristãos para com os semelhantes, mesmo no dia de sábado. No contexto moderno, muitos empregados em ocupações relacionadas com a salvação de vidas e propriedades [por exemplo: médicos, enfermeiros, bombeiros, policiais, socorristas, etc.] são chamados a tratar de emergências. Arranjar trabalho regular de fim de semana que requeira o uso das horas do sábado num emprego lucrativo de atendimento de emergência, ou aceitar trabalho nos fins de semana em ocupações de emergência para aumentar a renda familiar, não se harmoniza com os princípios de observância do sábado apresentados por Cristo. Atender a situações de emergência que envolvam risco de vida e segurança é diferente de ganhar o sustento por envolver-se rotineiramente nessas ocupações durante o sábado, já que freqüentemente são acompanhadas por atividades comerciais, seculares ou rotineiras (ver os comentários de Cristo sobre o resgate de bois ou ovelhas caídas em valetas, e sobre a ajuda de pessoa em necessidade em Mateus 12:11 e Lucas 13:16). Ausentar-se da Casa de Deus nos sábados, negando-se à comunhão com os outros membros, pode exercer um efeito desanimador sobre a vida espiritual.
Muitos empregadores das chamadas áreas de serviços essenciais estão dispostos a fazer concessões aos guardadores do sábado. Quando essas não forem feitas, os membros devem rever cuidadosamente os princípios bíblicos sobre a guarda do sábado e, sob essa luz, examinar o tipo de atividades, ambiente, exigências de trabalho e motivos pessoais, antes de envolver-se no trabalho aos sábados. Devem perguntar ao Senhor como o fez Paulo na estrada de Damasco: “Senhor, que queres que eu faça?”. Quando prevalece essa atitude de fé, somos persuadidos de que o Senhor levará o crente a discernir Sua vontade e dará a força e a sabedoria para segui-la.

3. Decisões morais relativas à observância do sábado. Os privilégios sabáticos são algumas vezes negados ou restringidos por organizações militares, educacionais e políticas, entre outras. Para evitar e/ou reduzir essas situações lamentáveis, devem-se considerar as seguintes sugestões:
a) Um administrador competente da Igreja, de preferência o diretor do Departamento de Deveres Cívicos e Liberdade Religiosa, deve ser designado para manter-se informado sobre as circunstâncias que poderiam minar a liberdade de culto aos sábados. Quando necessário, no caso da possibilidade de alguma legislação ou medida prejudicial aos adventistas, esse líder procurará interceder junto às autoridades responsáveis. Isso pode evitar a promulgação de leis que restrinjam ou neguem os privilégios sabáticos.
b) Os membros adventistas devem ser encorajados a defender pela fé o princípio da guarda do sábado independentemente das circunstâncias, descansando na certeza de que Deus honrará a lealdade a Ele.
c) Os membros da igreja devem oferecer ajuda espiritual, moral e, se necessário, material para outros que estejam passando por problemas por causa do sábado. Esse apoio servirá para fortalecer a dedicação ao Senhor não só da pessoa que está enfrentando os problemas relativos ao sábado, mas da Igreja como um todo.

O trecho acima é parte de um documento que foi votado pela Comissão Executiva da Associação Geral, em 9 de julho de 1990, durante a assembléia da Associação Geral realizada em Indianápolis, Indiana (EUA). Veja que há mais de 20 anos a Igreja já se pronunciou sobre o tema!!!

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Vemos que as orientações são muito claras, e aqueles que as seguirem terão grande oportunidade de crescimento em sua fé. Oberve que desde 1990 a Igreja se pronunciou a respeito desta questão, o que mostra que não há nenhum "descaso" ou "negligência" para com os profissionais destas áreas, como tem sido amplado alardeado nos sites dos dissidentes equivocados, que mencionei acima.

Sabemos que o sábado será a "pedra de toque" da mensagem de Deus para estes últimos dias, exatamente porque este é o ÚNICO mandamento que aponta para Deus como Criador, Redentor e Mantenedor de todo o Universo, constituindo-se o sábado no próprio Selo de Deus, de acordo com o livro do Apocalipse.

"Tão verdadeiramente como foi colocado um sinal sobre as portas das habitações dos hebreus, para proteger o povo contra a ruína geral, será colocado um sinal em cada um dos que pertencem ao povo de Deus. O Senhor declara: "Também lhes dei os Meus sábados, para servirem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica." Ezeq. 20:12." - Eventos Finais, pág. 220-221.

"Os que vencem o mundo, a carne e o diabo, serão os agraciados que receberão o selo do Deus vivo" - Idem, pág. 221.

"Vi que a presente prova do sábado não poderia vir até que a mediação de Jesus no lugar santo terminasse e Ele passasse para dentro do segundo véu; portanto os cristão que dormiram antes que a porta fosse aberta no santíssimo, quando terminou o clamor da meia-noite no sétimo mês, em 1844, e que não haviam guardado o verdadeiro sábado, agora repousam em esperança, pois não tiveram a luz e o teste sobre o sábado que nós agora temos, uma vez que a porta foi aberta. Eu vi que Satanás estava tentando alguns do povo de Deus neste ponto. Sendo que grande número de bons cristãos adormeceram nos triunfos da fé e não guardaram o verdadeiro sábado, eles estavam em dúvida quanto a ser isto um teste para nós agora. ...Satanás está agora usando cada artifício neste tempo de selamento a fim de desviar a mente do povo de Deus da verdade presente e levá-los a vacilar" - Idem, pág. 222.

"O sábado será a pedra de toque da lealdade; pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, traçar-se-á a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não O servem.Ao passo que a observância do sábado espúrio em conformidade com a lei do Estado, contrária ao quarto mandamento, será uma declaração de fidelidade ao poder que se acha em oposição a Deus, é a guarda do verdadeiro sábado, em obediência à lei divina, uma prova de lealdade para com o Criador. Ao passo que uma classe, aceitando o sinal de submissão aos poderes terrestres, recebe o sinal da besta, a outra, preferindo o sinal da obediência à autoridade divina, recebe o selo de Deus" - Idem, pág. 225.

A cada dia que passa nossa lealdade a Deus será provada com mais intensidade. Alguns, conscientes de sua fé, terão que escolher entre suas profissões, suas famílias, seus bens, etc., ou a fidelidade a Deus. É uma escolha difícil, mas terá que ser feita. Clique aqui e relembre o exemplo daquele irmão (também militar) que preferiu ser preso a obedecer uma ordem de transgredir o sábado do Senhor.

Não podemos "acalentar" a consciência com o pensamento de que os serviços "essenciais" são tão "essenciais" que liberam os que nele trabalham da guarda do sábado, conforme o ensina a Bíblia. Infelizmente, o próprio povo que hoje já pratica esta fidelidade a Deus no 4º mandamento está, paulatinamente, sendo influenciado por estes movimentos de "flexibilização" na guarda do Dia do Senhor. Em Israel (a nação de Moisés), por exemplo, existem bares que abrem normalmente na sexta-feira à noite (isso foi inclusive tema de uma matéria veiculada recentemente na imprensa brasileira), com o objetivo de atender aos turistas. Algumas congregações Adventistas em um determinado país do mundo, começaram a fazer dois cultos no sábado: um de manhã para os membros que trabalham à tarde, e outro à tarde para os membros que trabalham de manhã. Para você ver que lá os serviços "essenciais" estão também tomando o lugar da obediência a Deus.

Parece algo insensível e radical dizer a um militar, por exemplo, que o melhor seria ele largar a farda e trabalhar em outra atividade, do que deixar de se beneficiar da guarda do sábado, tanto do ponto de vista físico, quanto espiritual. Mas, por exemplo...

O que dizer a um muçulmano que se converte ao Adventismo, mas tem 5 esposas?
O que dizer a um pecuarista que se converte ao Adventismo, mas vive da venda de porcos?
O que dizer a uma prostituta que se converte ao Adventismo, mas não tem outra "profissão"?
O que dizer a um pai de santo que se converte ao Adventismo, mas quer continuar "recebendo espíritos"?

Algumas decisões que temos que tomar, para vivermos a fé que abraçamos, podem ser radicais, mas deverão ser tomadas... mais cedo ou mais tarde.

Como eu costumo dizer, O SÁBADO É UMA QUESTÃO DE FÉ, e por isso somente quando amadurecemos na fé é que saberemos o quanto é importante a fidelidade a Deus.

É óbvio que não se trata aqui de guardar o sábado PARA me salvar... mas PORQUE sei que já estou salvo... e justificado.


"Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão" - Salmo 37:25

PS: Fico me perguntando por onde será que anda o irmão militar que, há mais de 10 anos, estava tão propenso a trocar a guarda do santo sábado pela manutenção dos serviços "essenciais" no qual ele trabalhava...
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