segunda-feira, março 12, 2012

Falar de mim é fácil, difícil é ser eu...

Há algun anos, eu soube de um caso que me deixou profundamente pensativo na épooca, em como anda a vida espiritual de algumas de nossas congregações Adventistas. Como este é um assunto bastante atual, resolvi refletir com vocês.

Após um culto de sábado, um líder de uma determinada Igreja Adventista foi à frente, e informou à congregação que eles estavam fazendo um "abaixo-assinado" para solicitar a transferência do pastor distrital. Não cabe a mim, aqui, discorrer sobre os motivos que podem ter levado estes membros a chegarem a este ponto. O que me deixa triste, é saber que tudo foi feito após o culto sabático, para o qual nós devemos ir com o intuito único de buscar paz de espírito e conforto na Palavra de Deus.

Casos como esses, nos quais os pastores são alvos de críticas e retaliações, têm se tornado cada vez mais freqüentes. Vemos na Internet uma infinidade de sites que se alimentam tão-somente das críticas contra a liderança da Igreja, especialmente contra os pastores. Que obra satânica! (cf. Apoc. 12:10).

Como não exerço a função de pastor, apesar de ser um Teólogo leigo (porém com a mesma formação dos demais obreiros assalariados), sinto-me à vontade para fazer esta reflexão com você hoje, porque sei o quanto a crítica destrói a vida espiritual - tando de quem critica, quando de quem é criticado.

Como você imagina que o pastor do relato acima está se sentindo em saber que suas ovelhas o estão rejeitando, por estarem sendo usadas por algum "lobo devorador"? Como você imagina que uma pessoa que resolveu dedicar sua vida para a pregação do Evangelho neste mundo, se sente quando sabe que aquelas pessoas a quem ele está tentando resgatar do pecado o estão criticando e caluniando injustamente? Ou mesmo que os motivos da insatisfação sejam justificáveis, certamente tais pessoas passaram por cima das orientações do Senhor Jesus em Mateus 18.

Podemos ter uma pálida sensação de como Jesus Se sentiu ao ser traído, caluniado, criticado, injustiçado... exatamente pelo povo a quem Ele estava Se dando em sacrifício. Como Jesus deve ter Se sentido quando viu que os mesmos que O viram pregar o amor e a bondade, agora estavam gritando "crucifica-O!", "Nós preferimos Barrabás!", "Nosso rei é César", "Gostamos de ser escravos de Roma!", "Não queremos a liberdade que esse Jesus nos oferece!" (cf. João 19:15)?!

É claro que existem pastores que cometem erros bárbaros. Não quero aqui dizer que eles são homens infalíves, e que devem ser "tolerados" mesmo quando demonstram estarem fazendo algo contrário aos ensinos bíblicos. Claro que não!

O que desejo despertar é a reflexão de que nossos pastores merecem nosso apoio e consideração. Se eles erram, é porque são humanos, e devemos entender isso e ajudá-los em seus momentos falhos, porque TAMBÉM SOMOS HUMANOS. E quem melhor para entender um ser humano do que outro ser humano?! Foi por isso que Jesus "Se fez carne e habitou entre nós...".

Nós reclamamos que os pastores não nos visitam; ou que não têm tempo para estarem mais presentes nas igrejas, ouvindo os irmãos. Já vi, aqui mesmo na Internet, pessoas dizerem que os pastores têm uma vida abastada, cheia de regalias... o que é uma inverdade total. Conheço pastores de outras denominações que têm muito menos formação teológica e moral que os pastores Adventistas, e que são muito melhor tratados por suas congregações do que os nossos, recebendo salários dignos de Ministros do Supremo Tribunal Federal. E sabe o que deve ser melhor para estes pastores? Eles são AMADOS por suas congregãções, porque elas fazem questão de demonstrar isso.

Eu gostaria de fazer algumas perguntas, para você analisar se o seu pastor e a família dele têm se sentido amados pela igreja que você freqüenta:

1. Quantas vezes este ano você já fez uma visita ao pastor? Não para reclamar, fofocar, desabafar, pedir conselhos, etc... Mas para orar com e por ele, para que ele se sinta lembrado e valorizado...

2. Qual a data de aniversário do seu pastor? E o da esposa dele? E o do casamento deles? Você já mandou ao menos um e-mail, ou mesmo um "torpedo" (hoje em dia isso é gratuito) para eles em alguma dessas datas?

3. Os membros de sua igreja sabem o nome da esposa do seu pastor? Ou ela é apenas e tão-somente "a esposa do pastor"?

4. Os filhos do pastor de seu distrito sentem-se amados e considerados pelos membros, ou são constantemente "cobrados" por serem filhos de pastor? Alguns de nós esquecemos que eles são crianças como todas as outras...

A vida de um pastor Adventista do 7º Dia não é fácil! Engana-se quem pensa que o é.
São muitas privações e dissabores, devido à rotina estressante de trabalho e atendimento, e alguns ainda sofrem barbaridades nas mãos de administradores sedentos por "fichas" e "cifrõe$".

Se os pastores tomassem conta de "ovelhas" de verdade seria muito bom... mas eles lidam com gente... e lidar com gente não é o mesmo que lidar com "ovelhas".

Da próxima vez que você ouvir alguém falando mal de algum pastor, ou talvez até chegando ao cúmulo do absurdo de passar um "abaixo-assinado" para que ele seja transferido... lembre-se que por trás do "cargo", da "função", há um ser humano igualzinho a mim e a você... e que precisa sentir-se amado... assim como você e eu também precisamos...

"Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam" - 1Tessal. 5:12-13.

5 comentários:

Carlos Joel Fortes de lima disse...

Gilson! Parabéns pelo seu blog!

Gostaria que divulgasse o meu

blog, entre os demais blogs

mencionados por vc!

Visite também omeu blog!

Um grande abraço!

Tayanne. disse...

Olá, Gilson. Boa tarde! Pra começo de assunto, quero dar-lhe os parabéns pelo maravilhoso conteúdo do blog e, também, me apresentar como a namorada do Madson (o criador do logotipo), rs.

Quero dizer, muito sinceramente, que concordo em cada vírgula contida nessa postagem. E é com imensa tristeza que temos que adimitir que nossos próprios irmãos Adventistas teêm tido uma postura contraditória ao que dizem ser/seguir. Onde está a obediência a frase: "Ama a teu próximo como a ti mesmo"? É mesmo de entristecer essa situação, não? Mas, antes que eu entre em indignação e saia do descanso Sabático, quero dizer que você é alguém que está sendo usado por Deus para levar mensagens a toda pessoa que clica no seu Blog e que conhece você. Madson me falou muito bem de você e esperamos, de todo o coração, que Deus o abençõe cada vez mais!

Tenha um ótimo restinho de Sábado e estaremos orando por você. Um abraço!

"Em Jesus confiar, Sua Lei observar, Oh, que gozo, que bênção, que paz! (..) Crer e observar.." Amém!

Ps.: Desculpe o comentário quilométrico.

Gilson Medeiros disse...

Olá, Tayanne.
Prazer em conhecê-la...rsrs

Fico feliz em ajudar meus irmãos e irmãs Adventistas através deste "púlpito virtual" no qual o meu blog se tornou.

Deus tem sido muito bondoso comigo, e sei que Ele tem utilizado este canal de comunicação para que temas que não são muito abordados nos "púlpitos físicos" possam servir de reflexão para muita gente.

Realmente é uma verdade o que presenciamos, infelizmente, em muitas congregações Adventistas. Pessoas que deveriam ser o "sal" e a "luz" deste mundo egoísta, acabam por acrescentar mais "dissabor" e "escuridão".

Mas o Senhor está no comando, e saberá agir no momento exato. Assim creio!

Continue firme na fé, estudando a Palavra de Deus, e sem dar muita atenção aos que preferem se desviar da mensagem de Cristo. Todos somos falhos, e cometemos erros absurdos, por isso não temos segurança alguma em confiar em outro ser humano, e colocar nele nossa total esperança.

Afinal, o "justo viverá pela fé".
E ponto final!

Um abraço.
Gilson.

Estou Salvo e Você? disse...

Gostaria de colocar somente 2 pontos e pedir a você que por gentileza publique e responda:
(Perdoe-me se não foi isso que quis dizer mas foi o que entendi)

1- Está dizendo que quando soubermos que o pastor está fazendo algo errado para acobertarmos somente pelo fato desse ser pastor? Aqui na igreja também já fizemos esse tipo de solicitação (Nesse caso ele deveria ter sido expulso e desligado imediatamente da igreja mas não, até onde sei, foi só transferido) pois o mesmo ao deixar a igreja após o culto aos sábados, sempre saía com uma mulher, que sabíamos não ser sua esposa, pois a mesma após o culto dava plantão em um hospital e ia da igreja direto para o trabalho, e algum tempo depois, soubemos por sua esposa, que se tratava nada mais, nada menos, de sua amante. Fora o agravante de que ele ia à praia aos domingos bater um "baba" (jogar bola) com uns "amigos" que nem da igreja eram e fora visto diversas vezes em roda de cerveja com esses, e quando questionado a respeito, dizia não estar bebendo. Mas mesmo assim, sendo pastor, não deveria estar nesse "meio social". Após o "baba" ele deveria ir pra casa, não acha?

2- Comparar o pastor com Jesus, Gilson, fazendo comparação de quando esse foi traído, me perdoe, mas respeito muito suas opiniões, até por sua formação em teologia, e por ser pastor não assalariado como você mesmo disse, mas pela primeira vez discordo dela e você foi muito infeliz na sua colocação pois não podemos e nem devemos comparar Jesus com nenhum ser humano ainda que esse seja pastor de nossa tão amada igreja.

Responda por gentileza pois respeito muito suas opiniões e gostaria de ouvi-lo a respeito das minhas colocações.
Atenciosamente,
Allan

Gilson Medeiros disse...

Caro Allan, de fato, você se equivocou em alguns pontos...

1. Em nenhum momento eu disse que se deva "acobertar" o erro de ninguém. Porém, a própria Bíblia dá o caminho que deve ser seguido quando algum "irmão" comete um erro. É só ler Mateus 18.

2. Eu nunca disse que sou um "pastor não assalariado". Você poderia me recordar onde escrevi isso?

3. Na comparação entre Jesus e um pastor "traído", veja que eu usei a expressão "pálida sensação". Ou seja, não igualei em nenhum momento as situações.

Entendo que muitos pastores cometem erros, e se você acompanha meu blog realmente, lembrará que em muitos momentos eu já questionei aqui estes procedimentos equivocados. Entretanto, jamais poderei concordar com a ideia absurda de se fazer um abaixo-assinado, em um culto de sábado pela manhã, com a igreja cheia (ou não) de visitantes, para exigir a saída da liderança de quem quer que seja.

Isso, na minha modesta opinião, é um tremendo erro. E sabemos que um erro JAMAIS justificará outro.

Um abraço.
Gilson.

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