segunda-feira, novembro 19, 2012

Temos muito que aprender com nossos irmãos de outras denominações

Aqueles que têm um pouco mais de tempo na Igreja Adventista vão lembrar de um livrinho cujo título era bem sugestivo: "O que eu gosto nos...", escrito pelo estimado Pr. Mark Finley.

Este livro mostrava os pontos positivos de diversas denominações cristãs, na tentativa de esclarecer que todos têm algo bom a oferecer.

Resolvi fazer, então, minha própria lista de pontos positivos que observo em algumas denominações cristãs ou religiões não-cristãs. 

Lembro que não estou levando em conta a "teologia" deles, com os pontos doutrinários que sei que não estão em harmonia com a Bíblia. Meu objetivo é apenas demonstrar que podemos aprender muito, como Igreja, com pessoas sinceras que vivem uma fé diferente da nossa.

Quem sabe não podemos aprender o que eles têm de melhor, e também colocarmos em prática em nossa própria vida... como Adventistas do 7º Dia?! Isso não tem nada com COPIAR as outras igrejas, pois não podemos negar que em alguns pontos os não-Adventistas vivem a "prática" do cristianismo bem melhor que alguns Adventistas.

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O que eu gosto nos...

Católicos Romanos
- Sua certeza de que a Igreja Católica é a mais importante. As festas religiosas promovidas arrastam verdadeiras multidões, que não medem esforços para participarem destes momentos de demonstração de sua fé.

Pentecostais
- Seu fervor e entusiasmo na adoração. Eles participam do culto de uma maneira viva e dinâmica, sem se limitarem apenas a "assistir", mas em realmente se envolverem na adoração, seja através dos cânticos, das exclamações de louvor ("aleluia", "amém", "glória"...), das orações, etc.

Batistas tradicionais
- Sua certeza da salvação em Cristo. Eles não vivem duvidando se estão salvos ou não, pois a mensagem da justificação pela fé é fortemente pregada e aceita pelos membros.

Testemunhas de Jeová
- Seu zelo missionário, em sair de casa em casa (e em duplas) para distribuírem suas mensagens. Cada membro tem seu programa pessoal semanal de envolvimento no evangelismo, sem se incomodarem com o sol ou a chuva, pois têm o desejo de deixarem suas literaturas no maior número possível de lares.

Espíritas
- Seu envolvimento em trabalhos sociais de assistência aos mais necessitados. A maioria dos grandes projetos sociais, que atingem uma enorme parcela desassistida da população, têm os espíritas como seus idealizadores, promotores ou realizadores.

Muçulmanos
- Seu estilo de vida saudável. Uma das grandes acusações que os muçulmanos fazem contra o Ocidente é de que nos países professamente cristãos (EUA, Brasil, boa parte da Europa, etc.) o uso de drogas, promiscuidade, AIDS, violências, etc., têm índices muito maiores que nos países muçulmanos. Na alimentação eles também procuram seguir regras que lhes dão um estilo de vida bem mais saudável que em outros países.

Budistas
- Sua rotina de oração (meditação) e sua busca pela paz. Eles estão constantemente procurando aumentar sua capacidade meditativa, o que lhes confere uma mente reflexiva e pacífica. Dificilmente vemos budistas envolvidos em violência, guerras, pancadarias, insultos verbais, etc.

Adventistas da Reforma
- Seu conhecimento do Espírito de Profecia. Os "Reformistas" procuram estudar a fundo os livros de Ellen White, e por isso estão mais dispostos a viverem os seus ensinamentos, seja no aspecto da Reforma de Saúde, na modéstia no vestuário e uso de maquiagens, etc.

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Lembro novamente que não estou levando em conta os aspectos doutrinários de cada religião ou denominação citada acima. O que observei são pontos do seu estilo de vida como "religiosos".

E nos Adventistas do 7º Dia...
O que eu gosto "neles"?

Evidentemente (rs) são muitas coisas:
- Sua excelente qualidade musical;
- Seu estudo metódico e sistemático da Bíblia;
- A forma de culto que prioriza a reflexão em vez da emoção (porém, de forma "exagerada" em alguns casos);
- Os maravilhosos conselhos práticos do Espírito de Profecia;
- O sistema de divisão dos dízimos, que dá chances para que até as menores igrejas tenham bons pastores;
- O Clube de Desbravadores e o de Aventureiros;
- O sistema educacional;
- O dinamismo dos jovens;
- O programa do Ministério Infantil;
- A beleza da cerimônia do lava-pés;
- A qualidade teológica da Lição da Escola Sabatina;
- O zelo em ser fiel aos 10 Mandamentos de Deus;
- O estudos das profecias bíblicas;
- O sistema de estudos bíblicos nos lares;
- O programa de evangelismo público;
- A qualidade da formação nos nossos Seminários de Teologia;
- O programa dos Pequenos Grupos;
- Etc.
- Etc.
- Etc.

Desde quando conheci esta igreja, há mais de 20 anos, eu tenho alegria (e orgulho) em ter aprendido muito da Bíblia através dela.

Mas sou consciente e "maduro" o bastante para ver que há coisas que podemos melhorar, e nossos "irmãos" de outras igrejas têm muito a nos ensinar para isso...

"julgai todas as coisas, retende o que é bom" - 1Tess. 5:21

8 comentários:

Anônimo disse...

Gilson, sou adventista, e a minha pergunta não tem nada a ver com o assunto de hoje, mas gostaria de tirar uma dúvida: por que existe um obelisco no túmulo de Ellen White? Será que ela sabia o significado de um obelisco? Quem o colocou lá?
Róbinson.

Gilson Medeiros disse...

Olá, Robinson.
Não existe nenhum "obelisco maçon" no túmulo da família White, como pregam alguns dissidentes revoltados na Internet.

Os americanos têm os seus hábitos culturais, assim como temos os nossos, com relação a túmulos.

Aqui no Brasil, por exemplo, é comum os túmulos e lápides ficarem acima do chão, formando uma espécie de "caixão de mármore" no qual o defunto é sepultado. Já os americanos preferem enterrar seus mortos na terra mesmo, e deixar apenas uma pequena "placa" (lápide), como é muito comum de se ver nos filmes.

No caso dos túmulo dos White, o que existe é um monumento sem qualquer conotação maçon ou exotérica, mas simplesmente um desejo da família em homenagear, dessa maneira, seus queridos que dormem no pó.

Os dissidentes são tão ignorantes e incoerentes que levantam até duvidas sobre se Ellen White sabia do obelisco colocado no seu túmulo. É como se alguém chegasse para mim e perguntasse se eu gostei do vestido que minha viúva usou no meu enterro.... rsrsrs

Sinceramente, caro Robinson, existem temas mais importantes para determos nossa mente nestes último dias - o livro de Romanos, por exemplo.

Um abraço.
Gilson.

Falcão disse...

Esse post merecia ser republicado!

fernando souza disse...

Caro Gilson,vim de uma ig.pentecostal e depois de 1 ano e meio de batismo,,estou felicíssimo em ter encontrado as verdades na IASD.Mas,porquê essa diferença em cultos,com nossos irmãos pentecostais?Isso é uma cultura nossa?E olha que nós paraenses somos animados,mas mesmo assim vejo uma grande diferença com outras igrejas da minha terrinha.Até nos cultos de quarta onde deveria "lotar",pois é culto de oração e infelizmente não vejo isso no nossos templos.

Gilson Medeiros disse...

Olá, Falcão.

Realmente, alguns textos aqui do site mereceriam uma profunda reflexão nossa... modéstia à parte (rsrs).

Um abraço.
Gilson.

Gilson Medeiros disse...

Olá, Fernando.

Que bom que você está feliz com sua fé!

Quanto ao estilo de culto, realmente existe diferença. Mas, isso não quer dizer que os cultos tenham que ser monótonos, enfadonhos e sem vida.

Utilize sua experiência passada, e veja com a liderança da sua igreja local o que pode ser feito para dar uma "reavivada" na liturgia, sem ferir os princípios adventistas de adoração.

Um abraço.
Gilson.

Rodrigo disse...

Só faltou você citar os Pequenos Grupos... rsrs

Gilson Medeiros disse...

Bem lembrado, Rodrigo.

Obrigado pela observação.

Um abraço
Gilson.

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