segunda-feira, maio 15, 2017

Pedro era mesmo um "papa"?

A alegação que os católicos romanos fazem de que o apóstolo Pedro foi o principal líder dos apóstolos - o primeiro papa - tem fundamento nas Escrituras?

Há um pensamento geral entre os católicos de que Pedro foi o apóstolo que recebeu de Jesus a tarefa primordial de liderar os seus companheiros e fundar a Igreja.

Este texto foi elaborado exatamente no período das festividades conhecidas por “juninas”, dentre as quais há um dia dedicado a Pedro. Lembro que em algum ano passado, em entrevista a uma emissora de televisão da Paraíba, uma senhora católica afirmou sua fé e respeito por “São” Pedro, citando exatamente a passagem na qual ela acredita que Jesus comissionou o apóstolo a fundar a Igreja Católica. Outra entrevistada concluiu a referência ao texto bíblico, dizendo que Pedro é a “pedra” sobre a qual Jesus edificou Sua Igreja.


As senhoras supracitadas estavam fazendo referência à passagem do capítulo 16 do evangelho de Mateus, no verso 18, que diz: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mas era mesmo isso que Jesus queria dizer? Podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, que Jesus colocou em Pedro a liderança total sobre os demais apóstolos? A “pedra” a que Jesus Se referiu pode, realmente, ser entendida como sendo Pedro?


O presente estudo faz uma análise não exaustiva da passagem em questão, complementando com a pesquisa de outras referências bíblicas no Novo Testamento (ou NT), tentando chegar a uma conclusão para as questões inicialmente propostas sobre o papel real de Pedro na liderança da Igreja Cristã do tempo dos apóstolos.


Evangelho de Mateus: Escrito em Aramaico ou em Grego?


Um dos pilares do ensinamento católico sobre o papel de Pedro na fundação da Igreja está no fato de Roma utilizar-se da língua aramaica para a passagem de Mt 16:18, na qual as palavras “Pedro” e “pedra” são grafadas da mesma maneira: “kepha”. Dessa forma, a Igreja Católica fundamenta-se dizendo que Jesus fez de Pedro a “pedra” sobre a qual o Senhor edificou a Igreja.


Há algumas referências ao texto hebraico de Mateus, ocorridas entre os chamados “Pais da Igreja”, que parece abonar o argumento católico. Dentre tais referências, uma relevante é aquela atribuída a Papias, considerado um dos discípulos diretos do apóstolo João. Eusébio de Cesaréia, historiador cristão dos primeiros séculos, falecido por volta do ano 340 d.C., cita o seguinte:

“Referente a Mateus, [Papias] diz o seguinte: ‘Mateus ordenou as sentenças em língua hebraica, mas cada um as traduzia como melhor podia’”. Baseado em referências patrísticas como esta é que a Igreja Católica fundamenta um dos seus principais argumentos acerca da interpretação de Mt 16:18 como Pedro sendo a pedra de edificação da Igreja, uma vez que, como citado anteriormente, no texto hebraico (aramaico) não há distinção entre “Pedro” (kepha) e “pedra” (kepha).


Porém os estudiosos não são unânimes em acreditar que Mateus escreveu realmente seu evangelho em aramaico (hebraico). Dentre os argumentos utilizados, podemos citar os seguintes:


1. As várias citações que Mateus faz do Antigo Testamento não refletem uma única forma textual, ou seja, não são a própria versão de Mateus em aramaico tirada da Bíblia normalmente aceita pela Igreja Primitiva, que era a Septuaginta (LXX).


2. O texto grego de Mateus não soa como uma tradução, pois apresenta muitas expressões que demonstram um profundo conhecimento do pensamento judaico, que os estudiosos chamam de “semitismos”.


O que tem sido aceito dentre importantes teólogos da atualidade é que Papias estava, na verdade, declarando que o “estilo” ou a “forma” literária utilizada por Mateus é que eram hebraicos, mas não a “escrita” em si. O Dr. David Alan Black, por exemplo, cita a pesquisa de J. Kürzinger na qual a expressão utilizada por Papias (traduzida por: “em língua hebraica”), foi hebraidi dialektō, que pode significar tanto “em língua hebraica” quanto “em estilo hebraico”, dependendo do contexto. Segundo a pesquisa acima mencionada,
no contexto em questão, [Papias] estava explicando alguns problemas quanto ao estilo e/ou conteúdo de Marcos, pois esse relato não possuía nem o estilo judaico de Mateus nem o estilo literário normal de uma biografia grega como o relato de Lucas.

Esse erro de interpretação da citação de Papias, cometido inclusive por Orígenes, acabou sendo perpetuado por escritores posteriores, levando ao pensamento atual entre alguns teólogos de que o evangelho de Mateus foi escrito em hebraico, o que parece estar mesmo descartado.


Breve Exegese do Texto Grego de Mt 16:18


Adotando-se a evidência de que Mateus escreveu seu evangelho em grego, assim como os demais escritores do NT, podemos realizar uma exegese não exaustiva das palavras gregas utilizadas por Mateus para “Pedro” (petros) e “pedra” (petra), para verificarmos que Jesus não colocou sobre Pedro a fundação da Igreja.


O texto em português foi traduzido assim: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”


A respeitada tradução espanhola, Reina Valera, verte o texto da seguinte forma: “Mas yo también te digo que tú eres Pedro [PETROS, no grego]; y sobre esta roca [PETRA, no grego] edificaré mi iglesia, y las puertas del Hades no prevalecerán contra ella.


A palavra grega “petros”, ocorrer 100 vezes no Novo Testamento, como original para o nome de Pedro (cf. 1Pe 1:1; 2Pe 1:1). Já “petra” ocorre apenas 4 vezes, sendo duas delas relacionadas diretamente a Jesus como sendo a Pedra (cf. 1Co 10:4; 1Pe 2:7-8).

Há um pensamento comum, porém não irrefutável, de que “petros” é uma referência a um “pedregulho”, uma pedra de menor importância; enquanto que “petra” é uma “rocha”, uma pedra de maior durabilidade.


Partindo deste ponto de vista, na verdade Jesus quis dizer que Pedro era uma pedra menor, enquanto Ele, Cristo, é a verdadeira pedra (ou rocha) sobre a qual a Igreja seria edificada.


Pedro Era Mesmo o “Chefe” dos Apóstolos?


Além do estudo das palavras gregas empregadas por Jesus, algumas evidências internas nos revelam que, caso Jesus tenha realmente colocado sobre Pedro a primazia entre os demais apóstolos e líderes da Igreja, esta não foi a interpretação que eles mesmos deram às palavras de Cristo. Vejamos algumas dessas evidências encontradas dentro do próprio texto bíblico:


1. Os discípulos permaneceram com insinuações de quem seria considerado como o “maior” entre eles (cf. Mc 9:33-35). Isso certamente não aconteceria, caso Jesus tivesse colocado sobre Pedro a supremacia pastoral.


2. Vemos em Mt 20:20-28 (claramente posterior à conversa do capítulo 16) que a mãe de Tiago e João fez um curioso pedido a Jesus: para que seus filhos fossem o n° 1 e o n° 2 no governo do reino de Cristo. Demonstrando claro descontentamento com tal pensamento, Jesus novamente expressa Seu desejo de que não haja este tipo de sentimento, onde um se considere superior aos demais. O conceito católico de “primo entre pares” parece encontrar aqui uma clara reprovação de Cristo.


3. No Concílio de Jerusalém (At 15:1-29), por exemplo, também não há evidências de que Pedro tenha presidido tal reunião de líderes da Igreja, o que seria lógico, caso fosse ele realmente o líder maior, como advogam os católicos. Vemos que Pedro teve um papel importante (v. 7), assim como também tiveram Barnabé e Paulo (v. 12), e Tiago (v. 13), que parece ter dado a palavra final sobre o debate teológico em questão. O próprio Pedro já havia mencionado o nome de Tiago com certo destaque no governo da Igreja (cf. At 12:17).


4. Paulo declara que não só Pedro, mas também Tiago e João, eram considerados “colunas” da Igreja (cf. Gl 2:9), o que mostra que a responsabilidade de liderança era dividida igualmente. E mesmo nessa citação, Paulo não menciona Pedro em primeiro lugar, o que poderia ter ocorrido caso houvesse alguma ordem de autoridade entre essas “colunas”.


5. Na mesma epístola aos Gálatas, Paulo cita um curioso evento no qual ele repreendeu Pedro na presença de todos os demais discípulos (cf. Gl 2:11-16). Como poderia o apóstolo Paulo, que nem mesmo fora um dos 12, ousar repreender teologicamente o “papa” da Igreja? Essa é mais uma fortíssima evidência de que Pedro não era considerado o maioral dos apóstolos, muito menos possuía a infalibilidade (ex-catedra), arrogada pelo bispo de Roma da atualidade. Paulo também condena aqueles que queriam colocar Pedro, ou qualquer outro, em posição de destaque (cf. 1Co 1:10-12).


6. O próprio Pedro se considerava um presbítero companheiro e igual aos demais (cf. 1Pe 5:1), o que mostra que ele não possuía tal pensamento de considerar-se melhor ou superior aos outros líderes. Aliás, há uma referência bíblica que demonstra claramente que não havia apenas um bispo em cada cidade, como quer a teologia católica, mas algumas delas poderiam ter vários, conforme, talvez, o tamanho de sua população convertida, como era o caso de Filipos (cf. Fp 1:1).


7. Interessante notar, ainda, que Pedro não é mencionado na carta de Paulo aos romanos, escrita por volta do ano 58 d.C. Isto pode ser uma forte evidência de que Pedro era, na verdade, um pregador itinerante (cf. 1Pe 1:1), e não o “bispo de Roma” como querem os católicos. Inclusive, Eusébio (citado acima) menciona que o primeiro “bispo” de Roma foi Lino (cf. 2Tm 4:21), logo após o martírio de Paulo e Pedro, considerados pelo historiador como os fundadores do evangelho em Roma.


Uma Igreja Monárquica


Vemos que há um grande esforço na teologia católica em colocar sobre Pedro o fundamento humano da Igreja Cristã, sendo que, a partir dele, tal autoridade foi sendo transmitida ao longo dos séculos, de bispo para bispo, mantendo-se uma estrutura hierárquica forte, onde no topo da “pirâmide” de poder está o papa, líder supremo da cristandade, para os católicos.


Esta estrutura hierárquica robusta e consistente, que tem se mantido ao longo de quase 2 milênios, parece não ter surgido realmente na declaração de Cristo a Pedro, como pregam os católicos, mas em uma ambição meramente humana, nascida na mente de um imperador romano, pretensamente convertido à fé cristã. O professor católico Luis Aznar, faz um interessante comentário em uma edição do livro História Eclesiástica, de Eusébio:


Culminava então (313 AD) a carreira política do imperador Constantino para a monarquia universal e absoluta. A audaz empresa exigia uma mudança substancial na concepção forjada por Augusto e retocada por Adriano e Deocleciano... Constantino compreendeu que necessitava do apoio das tenazes comunidades cristãs para edificar o novo império. Assim, desde que foi proclamado imperador pelo exército, em 306, tomou sob sua proteção os cristãos e ingressou entre os que podiam escutar a leitura dos evangelhos nos templos. Porém seu pensamento era político e não religioso. Queria organizar as comunidades episcopais autônomas em uma igreja universal.


Vê-se que o objetivo por trás da instituição da hierarquia da Igreja Católica, encabeçada pelo papa, era mais uma estratégia política de dominação (que realmente deu certo!), do que o cumprimento de uma orientação divina.


Resumo e Conclusão


Não há evidências conclusivas sobre a composição em aramaico do evangelho de Mateus. A hipótese da escrita nesta língua é defendida por alguns teólogos católicos, por facilitar o argumento de que Jesus colocou sobre Pedro a autoridade de fundamentar a Sua Igreja, conforme o texto de Mt 16:18.


Porém, há fortes evidências de que o texto foi mesmo escrito em grego, no qual o “jogo” das palavras petros e petra pode indicar que Jesus colocou sobre Si mesmo, a pedra angular (cf. At 4:11; 1Pe 2:7), a autoridade única de fundamento da Igreja Cristã.


Há também, dentro do próprio texto do Novo Testamento, fortes indicações de que Pedro não exerceu a função de líder maior da Igreja, como pôde ser visto no Concílio de Jerusalém, no debate com Paulo acerca dos ritos judaicos para os gentios conversos, da não-citação de Pedro na epístolas aos romanos, entre outros pontos que foram aqui analisados.


Podemos concluir, então, que Pedro era um importante apóstolo de Cristo, com papel de destaque em diversos acontecimentos ocorridos nas primeiras décadas da Igreja. Entretanto, ele não assumiu o papel de um “papa”, nos moldes que a Igreja Católica defende, nos quais Pedro teria iniciado uma “linhagem” papal, que foi transmitida ao longo dos séculos a cada “bispo de Roma”, chegando até o atual papa Bento XVI. Pedro assumiu um papel relevante, sim, mas sem exercer supremacia sobre os demais apóstolos, bispos ou presbíteros da Igreja Primitiva.



A verdadeira Pedra sobre a qual Cristo edificaria Sua Igreja foi,
sem sombra de dúvidas, Ele mesmo (cf. At 4:11).

Para pegar uma cópia do artigo original, com as fontes bibliográficas, clique aqui.

7 comentários:

Anônimo disse...

Por gentileza meu amigo responda a minha dúvida e por favor não apague sem me dar resposta pois já percebi as poucas vezes que tive nesse blog que você só publica o que lhe convém ou elogios a sua pessoa.
Faz aproximadamente uns 6 meses que estou frequentando a igreja adventista e estudando a bíblia por lá a convite de um amigo. Mas sábado passado aconteceu um fato que me deixou no mínimo curioso. Não disseram exatamente com essas palavras que vou colocar mas foi a forma que entendi : Eu tenho que crer em Ellen White por que mesmo???? Estava até gostando dos estudos bíblicos pois estou indo para igreja somente com esse intuito de estudar a bíblia e adorar a Deus somente. Não se sinta ofendido com a questão colocada pois percebi algumas vez aqui nesse blog que você não aceita opiniões contrárias as suas ou da igreja mas isso é uma coisa no mínimo para ser questionada. Me disseram que seria bom eu ter em casa os livros dela que a medida que eu pudesse eu os fosse comprando. Respondi a quem me passou tal informação que não os compraria pois eu estou na igreja somente para estudar a bíblia e que se ela não for suficiente para aprendermos sobre Deus eu não pretendo nem me batizar e nem continuar fazendo parte da mesma. Achei tamanho absurdo esse de dizer que tenho que crer nessa mulher. Como diz você "eu respeito sua opinião mas não posso concordar com ela" pois eu só vou e tenho que crer em Deus independente dela ter sido profetiza ou não.
Por favor não apague sem responder que quanto mais na igreja tentam justificar isso inclusive com passagens bíblicas menos eles conseguem deixar claro. Eu pretendo continuar sim os estudos mas estou na igreja somente para estudar a bíblia. Livros humanos para mim não interessam. Respeito que vocês creiam nela mas não concordo e nem vou crer. Devemos crer somente em Deus amigo.
Obrigado,
Jobson Magalhães

Gilson Medeiros disse...

Prezado Jobson, como responsável pelo blog, eu não coloco todos os comentários que são postados pelos visitantes, por dois motivos: uns são muito agressivos, inclusive com palavrões; e outros são colocados apenas para divulgar heresia ou algum site herético. Reservo-me o direito de moderar os comentários, e só postar os que estiverem dentro dos critérios que foram definidos, os quais são descritos logo acima.

Com relação à sua dúvida sobre Ellen White, os Adventistas do 7º Dia NÃO crêem nos escritos de "Ellen White", mas sim no ESPÍRITO DE PROFECIA, o qual, cremos, se revelou através de Ellen White. Portanto, não cremos ou seguimos o que que ELA escreveu, mas sim aquilo que Deus a orientou a escrever.

Se deseja, de fato, conhecer melhor a crença Adventista no Espírito de Profecia, dê uma lida em todo o material que já coloquei aqui sobre o assunto. O link está nesta coluna à direita do blog.

Se restar alguma dúvida ainda, terei imensa alegria em ajudá-lo a esclarecer.

Um abraço.
Gilson.

Anônimo disse...

Diga que terá imensa alegria que eu um dia me torne um adventista do 7° dia. Mas deixei os estudos nessa igreja. Se ela se auto denominou profetiza qualquer um pode ser também. Ellen White foi uma das fundadoras dessa igreja, ou vai dizer que não sabe disso??? Estava até gostando dos estudos bíblicos mas quando tocaram no assunto que tinha que ter livros dessa mulher para complementar os estudos e que eu tinha que crer nela eu pulei fora. Eu na minha humilde opinião acho que só devemos crer em Deus e na bíblia e em mais nada e em mais ninguém. Ela pode até ter sido profetiza como todos acreditam mas eu não posso crer em escritos deixados por mortos se não eu procurava o espiritismo. Não me diga que por ela ter se auto denominado profetiza que ela está agora ao lado de Deus. Só falta mesmo você afirmar isso.
Gilson,
Temos um cérebro na cabeça para pensar e para questionar as coisas e não para aceitar tudo o que nos impõe como verdade absoluta. Não acredito nessa mulher e nem que um determinado dia da semana determine a salvação de ninguém pois senão Jesus teria morrido em uma cruz em vão para nos salvar.
Já sei que somente os adventistas serão salvos que é a igreja verdadeira etc. Mas eu pretendo sim continuar estudadando a bíblia e ter uma religião. Mas eu pretendo estudar somente e bíblia e crer somente em Deus, fui bem claro?! Escritos humanos para mim não interessam e nenhuma passagem bíblica confirma que essa mulher foi realmente profetiza (Pelo menos não de forma clara)
Continue crendo nela que eu pretendo crer somente em Deus.
Obrigada,
Jobson

Gilson Medeiros disse...

É verdade, Jobson: Cada um crê no quer... e a maioria, no que lhes convém.

Um abraço.
Gilson.

Anônimo disse...

Pois é e tem pessoas que crêem em ellen white. Deixa eu crer em Deus amigo. Eu quero crer somente Nele e na bíblia. Sei que você respeita minha opinião embora discorde dela como você mesmo diz...
Obrigado pelo espaço e por ter publicado

Jaqueline disse...

Olá, Jobson, os escritos de Ellen White não complementam a Bíblia, pois ela já é completa. A nossa regra de fé é a Palavra de Deus. Assista ao vídeo sobre esse fato: http://www.youtube.com/watch?v=2prr0COSO80

Que a graça e a paz de Jesus esteja com você.

A.K.Renovatto disse...

Interessante o texto. Eu concordo com a linha de raciocínio do artigo por ser mais coerente. Deus o abençoe.

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