segunda-feira, junho 29, 2015

Ser Doutor em Teologia Adventista não é para qualquer um

"E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro" (Efés. 4:11-14).

Este é um dos textos do Novo Testamento que mostram a maneira como Deus Se utiliza dos dons de cada um de nós para promover a unidade na Igreja, a conhecida "unidade na diversidade". Esta lista de Efésios traz, em especial, os dons de liderança.

Dentre os dons apresentados, há o de "mestres", que no grego é a tradução da palavra DIDASKALOS, ou seja, "aquele que ensina as coisas referentes a Deus e também as obrigações dos homens" (cf. BibleWorks).

Assim como os "pastores", os "evangelistas", etc., os nossos "mestres" têm um importantíssimo papel na árdua tarefa de conduzir a Igreja rumo ao Céu, e promover o seu "aperfeiçoamento".

Entretanto...

Tenho visto através de alguns sites mantidos por dissidentes da Igreja Adventista um crescente e desdenhoso desprezo pelos homens e mulheres que escolheram dedicar suas vidas à obra de ensinar a Igreja do Senhor. Me refiro a comentários jocosos e sarcásticos sobre os nossos prezados Teólogos, tanto brasileiros quanto estrangeiros.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia pode sentir-se honrada e, por que não dizer, orgulhosa por ter entre seus membros pessoas do quilate dos doutores/mestres Amin Rodor, Alberto Timm, Rodrigo Silva, Reinaldo Siqueira, José Carlos Ramos, Natanel Moraes, Luiz Nunes, Elias Brasil, Milton Torres, Wellington Silva, João Antônio Alves, Joaquim Azevedo, Ozeas Moura, Samuele Bacchicchi, Angel Manuel Rodriguez, Hans LaRondelle, Willian Shea, Jacques Doukan, entre tantos e tantos outros homens de Deus que conquistaram seus doutorados por amor a esta Obra, sem falar em inúmeros outros Mestres e Bacharéis que também tanto colaboram com o "aperfeiçoamento dos santos" e a "edificação do corpo de Cristo" (os prezados Michelson e Leandro Quadros, por exemplo).

Os dissidentes, especialmente os que não creem na doutrina bíblica da Trindade ou na dos Dízimos e Ofertas, gostam de usar expressões irônicas sobre dos Doutorados conquistados por aqueles nobres mestres Adventistas, como se um Doutorado em Divindade, por exemplo, fosse algo a se conseguir em uma semana de estudos. Somente os que já iniciaram a empreitada acadêmica de buscar um Mestrado ou Doutorado, seja em que área for, é que sabem o quanto é sofrido para conseguir segurar neste "canudo".

O curioso é que este tipo de menosprezo pelos que atingem o topo na vida acadêmica em nossos Seminários Teológicos, não é visto em outras áreas da vida... Por exemplo:

- Quando alguém está precisando fazer uma cirurgia delicada no coração, e tem recursos suficientes para fazê-la, vai em busca dos melhores nesta área: o saudoso Dr. Adib Jatene, por exemplo.
- Se a necessidade (?) é por uma cirurgia plástica, todos os que têm "din-din" suficiente, já correm para o consultório do Dr. Ivo Pitanguy.
- Quando se fala em arquitetura, que nome vinha logo à mente? Oscar Niemeyer, é claro.
- Se a referência é o estudo da Física Teórica, o Dr. Stephen Hawking é mundialmente citado.

Ora... e por que só no caso dos nossos Doutores em Teologia é que existe este desprezo, esse sarcasmo, essa ironia atrevida, verificados nos materiais divulgados pelos dissidentes Adventistas?

Me parece que a explicação está naquela velha parábola da raposa e das uvas... lembra?

"Uma raposa que vinha pela estrada encontrou uma parreira com uvas madurinhas. Passou horas pulando tentando pegá-las, mas sem sucesso algum... Saiu murmurando, dizendo que não as queria mesmo, porque estavam verdes. Quando já estava indo, um pouco mais à frente, escutou um barulho como se alguma coisa tivesse caído no chão... voltou correndo pensando ser as uvas, mas quando chegou lá, para sua decepção, era apenas uma folha que havia caído da parreira. A raposa decepcionada virou as costas e foi-se embora".

Moral da história: É cômodo desprezar aquilo que não tivemos capacidade para obter.

Pois é, será que a história da raposa e das uvas está se repetindo na vida dos antitrinitarianos e críticos dissidentes modernos?

"... [Jesus concedeu uns de nós para mestres], para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro" (cf. Efés. 4:11-14).

3 comentários:

Anônimo disse...

O Cristianismo puro e verdadeiro não!

Agora algumas denominações ou seitas sim!

Jorge Tourão disse...

Gostaria de saber,por que o senhor não citou o nome do pastor Samuel Ramos??

Gilson Medeiros disse...

Caro Jorge, como menciono, citei apenas alguns "dentre tantos outros".

Um abraço
Gilson.

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