quinta-feira, outubro 30, 2014

Paulo e o Sábado (Rom. 14:5-7; Colos. 2:16-17; Gál. 4:9-11)

Dizem que os Adventistas vivem falando sobre o sábado. Mas isso não é verdade!
Uma pequena parcela das postagens aqui do meu blog, por exemplo, falam sobre o 4º mandamento. Quando toco no assunto, é porque ainda existem dúvidas sobre ele, mesmo entre alguns Adventistas, apesar da farta quantidade de livros, artigos, monografias e até teses doutorais tratando desta temática. Isso mostra, talvez, que não estamos dando a devida importância às publicações que nossa Igreja prepara para nossa edificação e aperfeiçoamento da fé.

A propósito, você já fez sua assinatura da Lição da Escola Sabatina, ou adquiriu a Lição avulsa para este novo trimestre? E quanto à Revista Adventista? Elas têm sido uma bênção na vida dos que desejam se aprofundar nos assuntos da nossa fé.

Certa vez, através do ADVIR, recebi a seguinte pergunta:

"Caro irmão Gilson, como explicar Romanos 14 versos 5 ao 7? Colossenses 2 versos 16 ao 17? Gálatas 4 versos 9 ao 11? Isso não derruba a crença de que o sábado é o selo de Deus? Não prova que para Paulo não era importante que se guardasse um dia específico?... Eu quero apenas a verdade".

Como eu já disse anteriormente, não podemos isolar versos da Bíblia, desconsiderando totalmente o contexto no qual eles foram escritos, e simplesmente criarmos uma interpretação própria para a passagem. Quando estudamos os livros de Paulo, como um todo, e dedicamos profundo interesse no que ele realmente escreveu, então vemos que não há contradições, e MUITO MENOS apologia à desconsideração para com a Lei de Deus ou o santo Sábado do 7º Dia. Aqui no blog é possível encontrar algumas boas matérias sobre como o Novo Testamento trata do assunto da Lei de Deus.

Para responder às perguntas feitas pelo internauta, vou utilizar-me das considerações do Comentário Adventista. O texto é longo, pois requer, como eu já disse, um estudo do contexto, para que apenas a VERDADE seja esclarecida.

Rom. 14:5-7

As afirmações de Paulo em Rom. 14 foram interpretadas de diversas maneiras e usadas da seguinte forma: 1) para menosprezar o regime vegetariano; 2) para abolir a distinção entre carnes limpas e imundas, e 3) para eliminar toda distinção entre dias, abolindo o sábado. Que Paulo não se ocupa de nenhuma destas três coisas, resulta evidente quando se estuda o capítulo, entendendo certos problemas religiosos então vigentes, que perturbavam a alguns cristãos do primeiro século.

Paulo menciona vários problemas que eram motivo de controvérsia entre os irmãos: (1) alguns se referem à alimentação (vers. 2), e (2) os outros têm que ver com a observância de determinados dias (vers. 5-6). Em 1Cor. 8 também se trata do problema da alimentação e os conceitos do irmão forte e o irmão débil. A Primeira Epístola aos Coríntios foi escrita menos de um ano antes que a de Romanos. Portanto, é razoável concluir que em 1Cor. 8 e Rom. 14, Paulo está tratando, em essência, do mesmo tema. Em Coríntios, o problema é se se deve ou não comer mantimentos sacrificados aos ídolos. De acordo com uma antiga prática, os sacerdotes pagãos comercializavam amplamente com os animais sacrificados aos ídolos. Paulo disse aos crentes coríntios, tanto os de origem judia como pagã, que como um ídolo "nada é", então não era mau em si mesmo comer carnes dedicadas aos ídolos, uma vez que eram "limpas" (cf. Lev. 11). Entretanto, ele segue explicando que, devido a seu passado, sua educação e diferença de discernimento espiritual, nem todos têm esse "conhecimento", e portanto não poderiam comer com limpa consciência tais mantimentos (ver com. 1Cor. 8). Por isso, Paulo insistia aos que não tinham escrúpulos quanto a essas comidas a que não participassem delas para não pôr uma pedra de tropeço no caminho de um irmão (Rom. 14:13). Sua admoestação está, pois, em harmonia com a decisão do Concílio de Jerusalém, e proporciona pelo menos uma razão pela qual esse concílio se definiu assim quanto a este tema (cf. Atos 15). Possivelmente para não escandalizarem-se nisto, alguns cristãos se abstinham por completo de comer carne, por isso seu alimento se reduzia a "legumes", quer dizer, mantimentos de origem vegetal (cf. Rom. 14:2). É semelhante a alguns extremistas da atualidade, que chegam a "decepar o pênis" para não caírem em tentações sexuais.

Paulo não está falando de mantimentos daninhos para o organismo. Não está sugerindo que o cristão de fé estável pode comer algo sem ter em conta os efeitos sobre sua saúde. Ele já mostrou (cap. 12:1) que o verdadeiro crente procurará que seu corpo se conserve santo para que seja aceitável diante de Deus como um sacrifício vivo. O homem de fé firme considerará que é um ato de culto espiritual o cultivar a boa saúde (Rom. 12:1; 1Cor. 10:31). Outro feito esclarece o problema que Paulo está tratando...
A princípio, e não muito nitidamente, muitos cristãos de origem judia compreenderam que a lei cerimoniosa havia achado seu cumprimento em Cristo e que, portanto, já não estava em vigência. Aos primeiros cristãos não foi proibido automaticamente que assistissem às festividades anuais judaicas, nem se insistiu a que abandonassem imediatamente todos os ritos cerimoniosos. A lei cerimoniosa obrigava aos judeus a observar sete dias de repouso anuais (cf. Lev. 23). Paulo assistiu inclusive a algumas dessas festas depois de sua conversão (Atos 18:21, etc.). Embora ensinava que "a circuncisão nada é" (1Cor. 7:19), circuncidou a Timóteo (Atos 16:3) e cumpriu com um voto de acordo com as estipulações do antigo código (Atos 21:20-27). Devido às circunstâncias, parecia que o melhor era permitir que vários elementos da lei cerimoniosa desaparecessem pouco a pouco, à medida que a razão e a consciência se fossem esclarecendo. Por isso se fez inevitável que entre os cristãos de origem judia se levantassem perguntas quanto a se era correto observar certos "dias", ou seja certos “dias de festa” judeus que correspondiam com suas festividades anuais.

Em vista destes fatos, resulta evidente que Paulo, em Rom. 14, (1º) não está menosprezando uma alimentação de "legumes" (comidas de origem vegetal), nem (2º) anulando a distinção secular bíblica entre carnes limpas e imundas, nem (3º) abolindo o sábado semanal da lei moral (cf. Rom 3:31).

Quem pretenda afirmar que assim foi, deve estar lendo na exposição de Paulo algo que ele não ensinou (cf. 2Ped 3:15-16).

Que Paulo não ensina e nem sequer insinua a abolição do sábado semanal, tem sido reconhecido por muitos comentadores conservadores. Por exemplo, Jamieson, Fausset e Brown (não-Adventistas) ao comentarem esta passagem (cap. 14:5-6) ensinam o seguinte:

"Infelizmente Alford deduz pela leitura desta passagem que não se poderia ter usado esta linguagem se a lei do sábado tivesse estado em vigência em qualquer forma sob o Evangelho. Não há dúvida de que o sábado não podia estar então em vigência se tivesse sido uma das festas judias; mas não deve dar-se por certo que o sábado fora um dia festivo simplesmente, porque se guardava sob o sistema mosaico. E como sem dúvida alguma o sábado é mais antigo que o judaísmo, e que sob o judaísmo foi incluído entre as coisas sagradas do Decálogo, o qual foi pronunciado verbalmente em meio dos terrores do Sinai, como nenhuma outro ensino do judaísmo; e em vista de que o mesmo Legislador declarou pessoalmente, na terra: 'O FILHO DO HOMEM É SENHOR ATÉ DO SÁBADO' (Mar. 2:28), é extremamente difícil demonstrar que o apóstolo tinha o propósito de que esse dia [o sábado] fora classificado por seus leitores entre os dias festivos judaicos que já tinham caducado, e que só um 'débil' poderia imaginar-se que estava em vigência, um 'débil' que só devia ser tolerado devido ao amor dos que tinham mais luz".

Em Rom. 14:1 a 15:14 Paulo insiste aos cristãos mais firmes a que considerem com simpatia os problemas de seus irmãos mais frágeis. Como o fez nos cap. 12 e 13, ele mostra que a origem da unidade e da paz na igreja é o genuíno amor cristão. Este mesmo amor e respeito mútuo assegurarão uma contínua harmonia entre o conjunto de crentes apesar das diferenças de opiniões e dos escrúpulos em assuntos de religião.

Colos. 2:16-17

É evidente que neste capítulo Paulo dirige suas advertências contra falsos professores que tentaram extraviar os colossenses. Não há registro algum dos ensinos de quem perturbava a paz da igreja nesta época. As referências a "tradições" (2:8), a "filosofias" (2:8), aos "rudimentos do mundo" (2:8), a "plenitude" (2:9), a "os principados e às potestades" (2:15), a "comida" e "bebida" (2:16), junto com conceitos, tais como, a observância de dias especiais (2:16), a adoração de anjos (2:18) e o ascetismo (2:21), sugerem doutrinas que bem poderiam calçar dentro do judaísmo, do gnosticismo e de alguma seita pagã. O que claramente se pode deduzir do conteúdo da epístola é que os ensinos aos quais Paulo opunha-se aumentavam a importância do ritualismo, lhe tirando assim de Cristo o lugar principal que Lhe correspondia.

O tema de Colossenses é a autêntica liberdade do cristão, que não necessita cumprir com cerimônias e rituais a fim de obter a salvação nem a aceitação ante Cristo, pois o Senhor Jesus triunfou e pagou a “nota pomissória” (ou "escrito de dívida").

O “escrito de dívida” (2:14)
Ou melhor, "o documento com seus requerimentos". Esta palavra grega (JEIRÓGRAFON) se emprega nos papiros para designar ao documento assinado, pelo qual uma pessoa se compromete a pagar ou a fazer algo. Este certificado de dívida (ou nota promissória) é o instrumento legal que estabelece obrigação ou culpa; nele se detalham todas as exigências, as multas, as demandas, às quais está obrigado o que o assina. No judaísmo rabínico, representava-se a relação entre o homem e Deus como uma relação entre o devedor e o credor. Quando o homem pecava, constituía-se em devedor; quando se arrependia e Deus perdoava-o, a dívida era apagada. Até hoje nas orações de ano novo os judeus rogam: "Por causa de Tua grande misericórdia, cancela todos os documentos que nos são contrários". Em uma obra apócrifa do primeiro século, se denomina JEIRÓGRAFON ao livro onde o anjo registra as faltas do fiel. Assim a ideia judia e a palavra grega parecem unir-se para expressar um conceito cristão: com a morte de Jesus na cruz foi cancelada a dívida do homem. O que Cristo cravou na cruz mediante Sua morte foi o pagamento - o registro da dívida, a condenação do homem.

A fim de reconciliar a interpretação tradicional adventista com o sentido da palavra JEIRÓGRAFON, alguns explicaram que quando o pecado entrou neste mundo, Deus instituiu um sistema cerimonioso de sacrifícios para ensinar aos seres humanos qual era o preço da transgressão. Cada vez que se degolava um cordeiro, os que participavam da cerimônia recordavam sua dívida para com Deus, pensando na morte, não só do animal, mas também do Redentor ao qual aquele representava. Neste sentido, o sistema cerimonioso era uma "nota promissória", uma evidência da dívida dos habitantes da terra, um indício da magnitude de sua condenação. Quando na cruz a dívida foi apagada, o sistema cerimonioso, que por milênios tinha sido evidência da culpa dos seres humanos, ficou invalidado para sempre.

Os que assinalam que a lei foi cravada na cruz fariam bem em notar que em toda a Epístola aos Colossenses não se fala nada de lei. Por outra parte, é difícil aceitar que Paulo, que sustentava a santidade da lei (Rom. 7:12) e sua imutabilidade (Rom. 3:31), aqui a fizesse invalidar. Para evitar esta anomalia, os estudiosos dos escritos de Paulo afirmam que o que se cravou foi a lei cerimoniosa, a que regia os sacrifícios e incluía a circuncisão.

Em comida ou em bebida (2:16).
As palavras gregas PÓSIS e BRÓSIS empregadas aqui não se referem tanto ao que se come e se bebe como à forma de comer e beber. Parecem estar envoltos aqui regulamentos quanto a como e quando comer ou deixar de comer. Há um estreito paralelismo entre esta frase e os preceitos do vers. 21: "Não manuseie, nem prove, nem mesmo toque". Os judeus em geral jejuavam duas vezes a cada semana (Luc. 18:12); a seita judia dos essênios era ainda mais dada ao jejum. A Didaquê, um escrito cristão de começos do século II, insiste aos cristãos a jejuarem na quarta-feira e na sexta-feira, em contraste aos judeus, que jejuavam na segunda-feira e na quinta-feira (Didaquê 8:1). Possivelmente o problema da "diferencia entre dia e dia" de Rom. 14:5 tivesse que ver com problemas de jejum. O assunto de comer ou não comer parece ter tido certa relevância nesses tempos. Evidentemente os falsos professores estavam impondo restrições alimentares, acrescentadas sem dúvida às da lei mosaica, que só fazia distinção entre mantimentos limpos e imundos (Lev.11) e não dizia nada quanto a bebidas - fato este que os opositores da Reforma de Saúde "fecham os olhos" para não verem... Por que será?!

Dias de festa, lua nova ou dias de repouso (2:16).
Dentro do marco dos ensinos dos falsos professores de Colossos – que evidentemente ensinavam o ritualismo e o ascetismo como meio de obter a salvação – é natural que figurassem os dias de culto. A série de festas que aqui se apresenta aparece, embora não sempre na mesma ordem nem com as mesmas palavras, ao menos sete vezes no AT (1Crôn. 23:31; 2Crôn. 2:4; 8:13; 31:3; Nee. 10:33; Eze. 45:17; Osé. 2:11). Em todos os casos, parece referir-se a uma mesma série de dias de culto: as festas anuais (Páscoa, Pentecostes, Dia da Expiação), o novilúnio (primeiro dia do mês) e o sábado semanal.

Surge a pergunta: se os sábados de Coloss. 2:16 não são sábados cerimoniais, ou seja, se trata de sábados semanais, significa isto que Paulo elimina aqui a observância do sábado semanal?

Não! A vigência do quarto mandamento nem entra em questão. Fala-se só de uma falsa observância do sábado. Os falsos professores estavam impondo regras e requisitos inventados por eles, que foram além do que o mesmo judaísmo exigia (2:20-23). Pela Epístola aos Gálatas, sabemos que a heresia que se propagava na Galácia induzia a guardar "os dias, os meses, os tempos e os anos" (cap. 4:10).
Ao que parece, Paulo, tanto em Gálatas como em Colossenses, não fala de guardar ou não guardar as festas, sendo que ele mesmo se propunha assistir à celebração do Pentecostes em Jerusalém (Atos 20:16). Tampouco poderia entender-se que ele tinha repudiado a observância do sábado, pois não há menção de coisa tal e ele mesmo o guardou diversas vezes (cf. Atos 16:13; 18:1-4; etc.). Portanto, o apóstolo está falando da imposição de regulamentos humanos quanto à celebração do culto a Deus no dia de sábado, os novilúnios e as festas anuais.

Assim como no assunto da comida e da bebida, Paulo ataca a quem pretende melhorar o que Deus ensinou. E, sobretudo, se opõe a quem ensinavam que os colossenses deviam colocar sua fé nessas práticas e não em Cristo, O qual tinha apagado a dívida (Coloss. 2:14), tinha triunfado sobre as potestades (2:15) e tinha feito a paz mediante Seu sangue (1:20).

Sombra do que tem que vir (2:17).
A palavra grega SKIÁ, "sombra", usa-se só três vezes no NT para sugerir a idéia de representação: aqui e em Heb. 8:5 e 10:1. Uma sombra não é substância, não é realidade. O corpo projeta uma sombra; sem corpo não haveria sombra. Aqui parece riscar-se a distinção entre o que é em parte e o que é em plenitude; entre o que é menos e o que é mais; entre sombra e realidade. É indiscutível que as festas e cerimônias eram uma antecipação, uma representação, uma "sombra" do sacrifício de Cristo. Aqui, entretanto, se fala de uma "sombra" em contraposição com a "realidade" de rituais em lugar de Cristo. Quanto a isto diz William Barclay (um teólogo não-Adventista): "Uma religião que se funda em comer e beber certas classes de mantimentos e abster-se de outros, uma religião que se apóia na observância do sábado e em outros requerimentos, é só uma sombra da verdadeira religião. A verdadeira religião é comunhão com Cristo".

Paulo deixa em claro em Coloss. 2 que a salvação não se obtém por uma observância rigorosa de certos dias, nem pela obediência a regulamentos quanto à forma de comer e beber, nem por adorar a anjos, nem por participar de práticas "conforme os mandamentos e doutrinas de homens" (vers. 22). Ellen White também lamenta por existirem aqueles que "confiam em que suas boas obras lhes permitirão alcançar a salvação, esperando em vão ganhar o céu por suas obras meritórias, em vez de confiar, como devesse fazê-lo todo pecador, nos méritos de um Salvador crucificado, ressuscitado e exaltado" (1T, pág. 556).


Gál. 4:9-11

Paulo deseja fervorosamente penetrar o nebuloso pensamento dos gálatas, pois estavam enfeitiçados, e se dirige a eles diretamente interrompendo em certo sentido a corrente lógica de seu argumento. O tempo presente do verbo (“estais voltando”) indica que ainda continuava o processo de voltar-se para os "rudimentos", que ainda não o tinham completado. O verbo grego EPISTRÉFO, "voltar-se", usualmente traduz-se como "converter-se" ou "ser convertido" (ver Mat 4:12; João 12:40; Atos 3:19).

Eles tinham sido liberados da escravidão aos imperfeitos e rudimentares conceitos e práticas do paganismo; mas agora se apressavam a retornar a uma forma de escravidão que dificilmente era melhor que aquela da qual tinham sido liberados pelo Evangelho. Cada um desses sistemas (tanto o paganismo quanto o judaísmo cerimonioso) era uma tentativa inútil de alcançar a justificação pelas obras. Os gálatas tinham abandonado os ritos e as cerimônias do paganismo só para adotar em seu lugar as do judaísmo? Em realidade, o judaísmo tinha se degenerado, convertendo-se em um sistema de requisitos externos.

Além disso, ao acrescentar tantas tradições à “lei", os judeus tinham escurecido seu propósito original, convertendo-a em uma carga para os que procuravam cumprir com seus requisitos como meio de ganhar a salvação. Os gálatas estavam renunciando a todos os benefícios do Evangelho, mas sem receber nada em troca. Sua conversão ao judaísmo era voluntária. Pareciam desejar a mudança de sua inapreciável liberdade (pela GRAÇA DE CRISTO), pelas penúrias da escravidão (do ritualismo judaico).

Quando fala em “dias, meses tempos e anos”, Paulo provavelmente se refere aos sete dias de "feriado nacional" e às novas luas do sistema cerimonioso (Lev. 23; Núm. 10:10; 28:11-15). Também poderia estar falando dos dias de jejum (cf. Luc. 18:12). Não há apoio nas Escrituras para supor, como alguns o fazem, que os dias que Paulo menciona aqui se referem ao sábado semanal. A Bíblia nunca fala do sábado ou sétimo dia da semana com esta linguagem. Além disso, o sábado foi instituído na Criação (cf. Gên. 2:1-3; Exo. 20:8-11), antes da entrada do pecado, e 2500 anos antes do começo do sistema cerimonioso no Sinai. Se a observância do sábado semanal submete à escravidão a um ser humano, então o mesmo Criador submeteu-Se a essa escravidão quando observou o primeiro sábado que houve no mundo.

Esta conclusão é, pois, absurda!

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Portanto, mais uma vez confirmamos a perfeita harmonia que existe entre a doutrina Adventista do 7º Dia e as Escrituras Sagradas. Paulo, nem qualquer outro escritor bíblico, jamais ensinou que o Sábado do 7º Dia foi abolido pela morte de Jesus.

O exemplo de vida do apóstolo é límpido em demonstrar o quanto eles viam a santidade e validade do 4º Mandamento. Infelizmente, muitos que hoje se dizem cristãos, preferem fechar os olhos para verdades que lhes trazem prejuízo, seja material, seja financeiro, seja familiar... ou por puro preconceito (cf. Mat. 7:21-23).



"Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado" (Mat. 24:20).

"Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler" (Lucas 4:16).

"No sábado, saímos da cidade para junto do rio, onde nos pareceu haver um lugar de oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que para ali tinham concorrido" (Atos 16:13).


Não importa o que dizem os "bispos", as "bispas", os "apóstolos", as "apóstolas", os "pastores", as "pastoras", os "missionários", as "missionárias"... etc... de hoje.

Prefiro ficar com as palavras de Jesus, bem como por Seu próprio exemplo e pelos de Seus apóstolos VERDADEIROS.

"e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles" (2Ped. 3:15-16).

Sábias palavras de Pedro!

Até parece que ele vislumbrou os ataques e deturpações que a Verdade Bíblica da PERFEITA HARMONIA entre a Lei e a Graça enfrentaria nos últimos dias...

10 comentários:

Alberto disse...

Gilson,

Na pergunta consta uma parte que
parece que você esqueceu de responder!

O Sábado é ou não é o selo de Deus?

Cordialmente,

Alberto

Prof. Gilson Medeiros disse...

Caro Alberto, não é que eu tenha "esquecido" de responder, pois como as passagens citadas não tinham nenhuma relação com o "selo" de Deus, então acreditei que se tratava de mais uma "salada" teológica que os opositores do sábado gostam de fazer.

Mas já que vc insiste, vou deixar que o próprio Deus responda esta questão:

"Também lhes dei os Meus sábados, para servirem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o SENHOR que os santifica" (Ezeq. 20:12).

"santificai os Meus sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu sou o SENHOR, vosso Deus" (Ezeq. 20:20).

E antes que alguém use a surrada desculpa de que Deus Se referia apenas ao judeus, quero lembrar QUANDO o sábado foi "inventado":

"havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera" (Gên. 2:2-3).

No mais, é só dar uma lida nos materiais que já coloquei aqui referentes ao SANTO DIA DO SENHOR - O SÁBADO DO 7º DIA.

anderson disse...

Caro Gilson,

Como aceitar que o sábado é o selo de Deus,quando a bíblia não fala isso.O exemplo que vc deu se refere aos judeus,afinal para quem eram aquelas palavras?
O selo de Deus que eu conheça é o Espírito Santo não acha?

Efésios 4:30 E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.

O que confere com as palavras seguintes: "o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós." Jo 14:17.

Ou seja,o Espírito Santo é o Selo e não o sábado...

Quanto ao que vc disse: "E antes que alguém use a surrada desculpa de que Deus Se referia apenas ao judeus, quero lembrar QUANDO o sábado foi "inventado":

"havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera" (Gên. 2:2-3).

isso é verdade,aliás está na Bíblia que é a Palavra de Deus.Mas isso não comprova que Adão e Eva,ou qualquer outro personagem bíblico tenha guardado o sábado antes do Sinai;a não ser que vc prove ao contrário.

Mas considere o seguinte ponto:

Se Adão tivesse guardado o sábado qual teria sido a primeira vez que ele tenha feito isso?

Veja que ele foi criado no dia 6° dia (Gn 1:26; 1:31).Se ele tivesse guardado o sábado, que no caso seria o dia seguinte,ele estaria indo contra as palavras de Deus:
"Seis dias trabalharás,e farás toda a tua obra,Mas o sérimo dia é o sábado do Senhor teu Deus: não farás neenhuma obra,..."
(Ex 20:9-10).

Adão na tinha trabalhado seis dias ainda,como poderia ele descançar no dia seguinte? o próprio Deus só descansou após os seis dias de trabalho.

Creio que isso nos mostra que Adão não guardou o sábado...

Meu intento não é arrumar contenda ou querer fazer "baderna",e sim,tirar minhas dúvidas.

Que Deus lhe abençoe e espero que vc poste meu comentário.Porque senão eu irei ficar com má impressão,aliás,a maioria dos artigos escritos são de membros da IASD.Por que não postar um de alguém que não seja membro?

Paz...

Prof. Gilson Medeiros disse...

Caro Anderson, respeito seu ponto de vista, mas não posso concordar com ele, pois está totalmente fundamentado no "achismo", ou seja, vc tenta usar raciocínios "lógicos" para suplantar algo que, para mim, é muito claro nas Escrituras.

Você pediu que eu te mostrasse a guarda do sábado antes do Sinai (Êxo. 20)?
Por favor, pegue sua Bíblia e leia o capítulo 16 de Êxodo. Se, para você, isso não é uma prova clara de que o povo já guardava o sábado antes do estabelecimento "formal" dos 10 Mandamentos, então... só a misericórdia! A não ser que vc agora venha me dizer que o 16 vem antes do 20....

Mas, na minha modesta opinião, o argumento mais DEVASTADOR sobre a importância do sábado na Nova Aliança é o exemplo do apóstolo Paulo, relatado em Atos 16, o qual buscou um lugar de oração à beira do rio, no sábado, pois não encontrou sinagogas dentro da cidade. Agora eu te pergunto: Paulo conheceu Jesus pessoalmente? Quantos anos se passou entre a ressurreição e a conversão de Saulo? Por que, então, ele continuava santificando este dia, se o argumento mais batido hoje é o de que a ressurreição aboliu a guarda do 7º dia?????????
A resposta é uma só: o sábado continuou sendo o Dia do Senhor na Nova Aliança, como os inúmeros textos que já coloquei aqui sobre o assunto comprovam cabalmente.

Quanto a colocar postagens de não-Adventistas, não farei isso por um motivo simples: este blog é de um Adventista, para Adventistas, ou opositores dos Adventistas que queiram aprender mais sobre nossa fé. Se nos dêssem "direito de resposta" em outros sites pseudo-apologéticos dos nossos críticos, ai, talvez, eu também abrisse um espaço aqui...

Maranata!

Anônimo disse...

Primeiro vamos ver o que Pedro diz:
"e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles." 2 Pedro 3:15 e 16. E usarei as mesmas palavras de Jesus: "quem lê entenda" Mateus 24:15.
Bom, quando eu ainda era perseguidor da igreja adventista (eu era ateu) eu usava de várias coisas pra ficar argumentando, eu sabia usar bem as palvras, até que um dia resolvi ler a bíblia pra poder atacar com a própria Palavra contra eles. Nisso que fui lendo e pegando versículos isolados para atacar, vi que era burrice pegar textos fora de contextos, pois dessa forma qualquer livro entraria em contradição. E eu não poderia passar por ridículo de ficar deturpando as palavras, mas acreditava que iria achar algo que fosse contra. E achei! Encontrei a Verdade que mudou minha vida, e até hoje não encontrei as famosas passagens que dizem abolir o sábado, se acharem me avisem, pois já li a bíblia toda e até hoje não achei, e olha que quando comecei a ler a bíblia eu era um ateu. Mas a diferença é que sei ler e interpretar um texto. Precisa mais do que isso? Sim, precisa! É preciso lembrar do que o próprio Deus disse: "Ai daquele que contende com o seu Criador! E não passa de um caco de barro entre outros cacos. Acaso, dirá o barro ao que lhe dá forma: Que fazes? Ou: A tua obra não tem alça.Ai daquele que diz ao pai: Por que geras? E à mulher: Por que dás à luz?" Isaías 45:9 e 10.
Pessoal, é só saber ler, como pode o sábado ser um mandamento dado num momento somente para os judeus? Se assim fosse o mandamento não começaria com "lembra-te"? Como dar uma ordem nova com a palavra "lembra-te"? Como você pode lembrar de algo que você não conhece? Quem sabe ler entende isso com muita facilidade.
Se não estão preparados para ouvir as próprias palavras do Deus vivo, para o que estão preparados?

Que possamos pensar (e ter humildade é claro!).

"O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável." Provérbios 28:9

ESPIRITO DE PROFECIA disse...

Irmão: voce se contradiz quando diz que a biblia nao se deve interpretar literalmente. mais no caso do sabado o irmao esta interpretando literalmente como que Jesus ainda nao veio.
O meu selo de propriedade de Deus é o Espírito Santo. Amém

Prof. Gilson Medeiros disse...

Caro "ESPIRITO DE PROFECIA" (sic), não encontrei no texto esta informação de que a Bíblia não se deve interpretar literalmente. Desculpe, mas acredito que vc se equivocou.

E mais ainda em dizer que o sábado não deve ser levado em conta antes da volta de Jesus. De onde vc tirou este absurdo?!

Anônimo disse...

Caro Anderson
Faça o que o próprio Senhor Gilson te disse. Vá para a Escritura e fique com ela!
Você já identificou que o selo de Deus é o Espírito Santo. Pronto e acabado! O Senhor Gilson citou textos do AT onde nehum deles mostram que o sábado é selo de Deus. Escolha com quem vc vai ficar e ponto final!

Gilson Medeiros disse...

É aquela velha história: para quem quer ser fiel, um pingo é letra.

O selo de Deus no AT:
Se quiser, leia Ezequiel 20 (o capítulo todo).

Um abraço.
Gilson.

Francisco A. de Azevedo disse...

Senhores,

Bom dia!

Quanto a Colossenses 2:16 e 17, devemos ler mais, ou seja de Clossenses 2:14 a 17, veja:


Colossenses
Revista e atualizada
2.14 tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, O QUAL NOS ERA PREJUDICIAL, REMOVE-O INTEIRAMENTE, ENCRAVANDO-O NA CRUZ; 2.15 e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz. 2.16 NNGÚEM, POIS, VOS JULGUE por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou SÁBADOS, 2.17 porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.


Veja o vídeo explicativo

http://www.youtube.com/watch?v=HOrqL8s4CJ0&feature=related

Aqui foram removidos realmente, regras sobre comidas, bebidas e sábados semanais.

Saudações Cristãs!

Alberto.

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