terça-feira, junho 10, 2014

Valorizar nossos "Mestres"

Segundo a Bíblia, Deus concedeu diversos dons de liderança à Sua Igreja, com o objetivo de que ela se mantivesse no rumo certo e sempre progredindo.

"E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro" (Efés. 4:11-14).

Nas palavras do santo apóstolo Paulo, a liderança da Igreja tem a sagrada missão de promover o "aperfeiçoamento dos santos", a "edificação do corpo de Cristo", levando todos à "unidade da fé". Para Paulo, isso era muito importante para que os cristãos não fossem como "meninos", que poderiam ser induzidos por qualquer "vento de doutrina" equivocada. Afinal, sempre haveriam muitos que usariam de "artimanha" e "astúcia" para induzirem a Igreja ao erro.

Portanto, uma leitura do texto bíblico deixa muito claro que nem todos os líderes da Igreja deveriam ser pastores, ou profetas, ou apóstolos, ou evangelistas. Ou seja, nem todos precisariam se dedicar, exclusivamente, ao cuidado direto do rebanho ou ao trabalho missionário em si. Dentre os líderes, o Espírito Santo (a Pessoa da Trindade que promove esta capacitação da Igreja) escolheria alguns para se dedicarem ao estudo profundo dos temas bíblicos, para poder ensinar à Igreja e assim protegê-la dos artifícios demoníacos da apostasia.

Por que estou trazendo novamente este tema hoje?

Recentemente lí um comentário de uma determinada pessoa, dissidente da IASD, o qual criticava e menosprezava os títulos acadêmicos de alguns homens de Deus que dedicam suas vidas a ensinarem o rebanho do Senhor. E esta pessoa não está sozinha... é comum lermos comentários sarcásticos e grosseiros vindos de críticos da Igreja, que não valorizam o conhecimento doutrinário, bíblico, acadêmico e devocional de nossos mestres.

Sabe o que eu penso que, no fundo, é o motivo de tanta revolta e crítica?

Estas pessoas não tiveram capacidade intelectual suficiente para conquistarem um Mestrado ou Doutorado em Teologia (o que é tão difícil e desgastante quanto em qualquer outra área das Ciências Humanas), e por isso atiram pedras naqueles que almejaram esta vitória.

É como aquela história da raposa e das uvas, como já mencionei aqui outra vez. Quando não conseguimos atingir uma meta que gostaríamos de alcançar, em vez de valorizarmos os que conseguiram, alguns de nós prefere menosprezá-los. É uma reação de defesa de nossa psiquê, para não parecermos tão "derrotados". E isso não ocorre só entre dissidentes Adventistas, pois há muito membro de outras denominações que se acham os "tais", e ficam espezinhando arrogantemente sobre os que se dedicam ao estudo sério e dedicado da Teologia. Tem muita igreja neo-pentecostal rica da atualidade, onde os seus líderes mal sabem o significado da palavra "exegese".

Vejo nos comentários maldosos dos críticos, homens do quilate do Dr. Timm, do Dr. José Carlos Ramos, do Dr. Rodrigo Silva, do Dr. Ozeas Moura, do Dr. Elias Brasil, do Dr. Natanael Moraes, do Dr. Luiz Nunes, e tantos e tantos outros, serem sarcasticamente criticados e menosprezados. Foi graças a pessoas que Deus usou como mestres do rebanho, por exemplo, que hoje nós temos uma Bíblia em língua portuguesa 100% em harmonia com os melhores textos das línguas bíblicas originais: hebraico, aramaico e grego.

Em vez de perderem tempo com palavras duras e irônicas, que muitas vezes magoam e desanimam, estes críticos deveriam se unir aos nossos diletos doutores e mestres para que a Igreja se mantivesse sempre no caminho certo em matéria de doutrina e fé.

Mas... espere ai!

É exatamente por isso que eles odeiam tantos nossos mestres: é porque estes homens de Deus não abonam suas doutrinas "astuciosas" que têm levados muitos "meninos" ao erro.

Só pode ser por isso!

"... e digas: Como aborreci o ensino! E desprezou o meu coração a disciplina! E não escutei a voz dos que me ensinavam, nem a meus mestres inclinei os ouvidos!" (Prov. 5:12-13).

Louvado seja o Senhor por ter concedido o dom do ensino a tantos homens e mulheres de valor, como os que estão na IASD!

3 comentários:

Allan Candido Felix disse...

Menino, vc se preocupa muito com a crítica dos críticos.

Por outro lado, tb se preocupa muito em defender pessoas por suas titulações acadêmicas. Eis que, se o Espírito é quem dá os dons a quem quer, as titulações não contam muito. Pelo menos, os doutores de hoje se baseiam e escritos de possas "iletradas", em grande parte, que foram inspiradas pelo Espírito (a saber os discipulos/apostolos). Bom, tiveram um período de menos de quatro anos aprendendo do Mestre, isso pode ser comparado à um curso de formação de tecnólogos; e suas vidas de dedicação ao Senhor, uma jornada acadêmica; e seus martirios, os diplomas. Ah.. e o período em que eles viveram foi simbolizado com um "cavalo branco", o qual cremo representar pureza doutrinária. Não preciso nem falar da situação da profetiza Ellen G W.

Mas pode voltar e falar na escola de profetas, né. rs

Sei q tudo o q vier a nossa mão deve ser feito com todas as nossas forças, e se uma jornada academica for essa tal "todas as forças" q assim seja feito, mas lembremos sempre q é o Espírito q opera tudo em todos.

Vale lembrar q nem todos os que busca essa carreira acadêmica em teologia, recebem o dom do Espírito para serem pastores e/ou mestres. E lembro uma postagem anterior, em que foi reportado sobre debate com tema imortalidade da alma, em que um "doutor teológico" foi desconstruído por um leigo.

Não precisamos de argumentos de autoridade acadêmicos. Nem mesmo da arqueologia bem trabalhada do irmão Rodrigo Silva pra provar que Deus existe. "À lei a ao testemunho" eis um bom argumento de autoridade.

Antes q me esqueça...muito boa sua postagem sobre incones na igreja (imagens de Jesus) um bom ponto de vista, pode ser levado em consideração.

Por fim um pensamento secular:
"não vemos as pessoas como elas são, mas como nós somos".

E pense que alguns críticos, apenas tem uma visão diferente, e q acreditam que é a verdade, e as vezes tem lógica pra isso, como a própria questão das imagens, pois o texto em si (tradução) dá a entender o contrário do que vc escreveu.

Prof. Gilson Medeiros disse...

Caro Allan, obrigado por seu comentário (apesar de um pouco confuso e cheio de "achismos").

Um abraço.

Anônimo disse...

Achismo talvez seja considerar o q escrevo como achismo. rs

Menino, talvez "achismo" deve ser o contrário da arrogancia acadêmica de não usar primeira (eu) pessoa pra falar de convicções pessoais, usando a terceira pessoas (nós) como se fosse tb pensamento de outros.

Talves reler ajude a fica mais claro.

Mas posso tentar ser um pouco mais didático por meio de pensamentos chave:

1- nem todos que seguem carreira acadêmica, mesmo em teologia, possuem os dons do Espírito para serem mestres e/ou pastores.

1- nem todo que não têm titulação acadêmica, não possuem os dons do Espírito para serem mestres e/ou pastores.

1- EGW, tadinha, não possuia titulações, e nem por isso o que escreveu não causa estupefação mesmo em cientistas seculares

1- e dos apostostolos...


Acho que ficou mais claro, pelo menos tentei. Posso tentar desenhar, sou bom em desenho as vezes.

Sobre o pensemento "vemos as pessoas não como elas são, mas como nós somos", escrevi pq vc escreve de forma ofensiva aos que te ofendem (os críticos sem nome). E as vezes eles podem ter apenas um ponto de vista diferente do seu. Sobre a postagem sobre o segundo mandamento,o não é ilogico q se pense q não se deve usar imagem nem produzi-las, inda q sejam de Jesus. Vc traz um bom ponto de vista a respeito, q pode ser levado em consideração. E as pessoas que não tem o mesmo pensamento, ou que zelam pelo não uso de imagens, se estão erradas, devem ser orientadas e não atacadas. Este é só um exemplo.
Um outro pode ser sobre a questão de preservação doutrinária, posto que em um "recomentário" você usou 0 argumento esdrúxulo, e de uma fraqueza escriturística tamanha, de Rick Warren, que está no início do livro "Uma vida com propósito" sobre os "40 dias", pra justificar a "jornada das 40 madrugadas". Na pág. 9 ele diz: Sempre que Deus quis preparar alguém para seus prop���������sitos, ele utilizou 40 dias:
1.A vida de Noé foi transformada por 40 dias de chuva.
2.A vida de Moisés foi transformada por 40 dias no Monte Sinai.
3.Os espias foram transformados após 40 dias na Terra Prometida.
4.Davi foi transformado pelo desafio de Golias, proferido por 40 dias.
5.Elias foi transformado quando Deus o sustentou durante 40 dias com uma única refeição.
6.Toda a cidade de Nínive foi transformada quando Deus concedeu 40 dias para que o povo mudasse.
7.Jesus foi fortalecido por 40 dias no deserto.
8.Os discípulos foram transformados por 40 dias ao lado de Jesus, após sua ressurreição.

Os espias foram mesmo transformados, tanto que nem entrarem na terra prometida, exceto dois. Poderia derrubar os outros itens, mas não é necessário. Interessante que mesmo tendo tantos doutores e mestres e professores, aquilo seja "engolido sem farinha". É uma apresentação errônia das escritura.

Não tenho receio de não apresentar argumentos de autoridade, sou responsável pelo q falo e pelo q escrevo e não é mister (inda que seja bom) que outros tenham o mesmo pensamento se está de acordo com o assim diz o Senhor.
Paulo não tinha receio de dar sua opnião particular e falar e escrever em primeira pessoa, como em 1Coríntios 7:25. "O reino de Deus não é de palavras mas de poder."

Bom, recebo as agradecimentos pelo comentário, mas não se acostume com isso, tá na hora você de amadurecer por si só no conhecimento do Senhor. Está num bom caminho.

Allan Candido Felix
IASD Central de Itatiaia ARJ UEB DSA

Cursos Básico, Médio e Avançado

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