segunda-feira, janeiro 09, 2017

A mulher cristã no sec. XXI

"Não é bom que o homem esteja só..." foi com essas palavras, segundo Moisés, que Deus iniciou o "processo" de criação da primeira mulher - EVA.

Alguns dias atrás eu li um artigo que me chamou a atenção: 

Segundo ele, houve uma radical mudança na mentalidade social do papel da mulher como esposa e mãe, pois ela passou a deixar seu lar sob os cuidados de outras pessoas e foi em busca da sua "satisfação pessoal" trabalhando fora (veja aqui o artigo "ser mãe não é profissão"). De acordo com o pensamento estudado, nos últimos 40 anos, as mulheres mudaram totalmente sua maneira de ver a realização pessoal sendo "apenas" mães e esposas, e quanto maior a classe social, maior o nível de "necessidade" em se trabalhar fora para sentir-se realizada. Apesar desta tendência, muitas mulheres ainda sofrem o dilema de conciliar maternidade e profissão (veja aqui).

Eu li o artigo e fiquei refletindo sobre que impactos, possivelmente, esse mudança radical de paradigmas sociais pode ter trazido para o nosso Século XXI. 
- Melhorou a vida das famílias? Se sim, em quê?
- Os adolescentes das novas gerações estão sendo melhor "criados"? 
- As crianças estão mais felizes? 
- E os adultos (hoje com seus 40/50 anos) que foram criados sob este novo modelo de família, como estão hoje? Tornaram-se melhores pais e mães?

Sei que este é um tema profundamente polêmico e complexo (já devo ter sido excomungado por algumas dezenas de feministas que leram este post...rsrsrs), pois mexe com a nossa própria estrutural mental e social. Alguém que tenha uma mente formada com os ideais feministas das últimas décadas, certamente dirá que a mulher deve, sim, ocupar seu espaço fora do lar. Outros, mais conservadores em suas opiniões, poderão alegar que a atual sociedade tem dado evidências de que a nova estrutura familiar "faliu". O aumento dos divórcios, a erotização da infância, a crescente rebeldia adolescente, a depressão e o stress que tomam conta dos adultos modernos... seriam indícios de que a inversão de papéis não foi saudável às famílias?

Como eu disse, o assunto é polêmico...

Entretanto, uma vez que os Adventistas do 7º Dia creem (aleluia!) que a "régua" a medir nossa conduta deve ser sempre a orientação divina, eu gostaria de deixar para reflexão dos meus estimados leitores (sejam Adventistas ou não) alguns pensamentos divinamente inspirados.

"Permiti que o egoísmo, a raiva e a voluntariedade sigam sua direção nos primeiros três anos da vida de uma criança, e difícil será levá-la a submeter-se à sã disciplina. Sua disposição tornou-se azeda; ela se deleita em seguir sua própria vontade; desagradável é o domínio paterno. Essas más tendências desenvolvem-se à medida que ela cresce, até que, na varonilidade, o supremo egoísmo e a falta de controle sobre si mesma a coloca sob os resultados dos males que andam desenfreados em nossa terra". (Temperança, 177).

Pergunta para reflexão: Uma criança criada apenas por babás, vizinhas, tias, primas, avós, etc., receberá orientação adequada? Seria este UM DOS motivos de tantos adolescentes, jovens e adultos atualmente desenvolverem as características marcantes do egoísmo e da indisciplina, muitos deles abandonando a fé no início da fase adulta?

"O inimigo trabalhará precisamente por meio dessas crianças, se elas não forem disciplinadas. Alguém as disciplina. Se a mãe ou o pai não o fizerem, o diabo o fará. É exatamente assim. Ele tem o domínio. (...) A palavra 'educação' significa mais que um curso de estudos num colégio. A educação começa com o bebê, nos braços da mãe. Enquanto a mãe está moldando e formando o caráter dos filhos, ela os está educando". (Orientação da Criança, 26).

Pergunta para reflexão: A estressante rotina profissional, que muitas vezes faz com que os pais só vejam seus filhos à noite, quando muito, dá condições para que nossos filhos sejam educados devidamente, se ambos os pais trabalharem fora?

"A mãe deve ser a professora, e o lar a escola em que cada criança receba suas primeiras lições; e estas devem incluir hábitos de operosidade. Mães, deixai que os pequeninos brinquem ao ar livre, ouçam os cânticos dos pássaros e aprendam o amor de Deus, conforme se acha expresso em Suas belas obras. Ensinai-lhes lições simples do livro da natureza e das coisas que as rodeiam; e ao se lhes expandir a mente, podem ser acrescentadas lições de livros e firmemente fixadas na memória. Mas também aprendam, mesmo nos primeiros anos, a ser úteis". (Fundamentos da Educação Cristã, 57).

Pergunta para reflexão: Uma babá, por mais bem paga e simpática que seja, supre esta necessidade? Seria a falta deste cuidado materno UMA DAS causas de tantos adolescentes revoltados com Deus, e até professamente ateus?!

A Bíblia também nos traz inúmeros exemplos de boas mães, algumas das quais são sempre lembradas nos programas especiais do mês de Maio: Ana, Maria, Isabel, Noemi, Raquel. Como elas agiram para serem "exemplos" de maternidade? Cabe uma reflexão profunda e sincera sobre o tema...

Meu objetivo não é polemizar ou impor opiniões. Longe de mim! 
Meu desejo foi dividir com vocês uma preocupação que me surgiu, especialmente porque sei do alto índice de divórcios e de falência familiar que têm ocorrido em muitos lares cristãos (inclusive Adventistas!).

Como pais, mães e filhos que somos, precisamos sair um pouco das filosofias revolucionárias atraentes das telenovelas, ou mesmo da mera teoria religiosa, e partirmos para uma prática fundamentada no que REALMENTE cremos... se é que cremos REALMENTE.


"Casas e riquezas herdam-se dos pais, mas a esposa prudente vem do Senhor" (Prov. 19:14).
veja também:
- Reconquiste seu marido
- Reconquiste sua esposa
- Aprenda a não afastar seu filho da igreja
- Dicas para um casamento feliz
 
PS.: Não é meu propósito aqui servir de consciência ou fonte autorizada para quem quer que seja. Portanto, é totalmente compreensível que você discorde no todo ou em parte do texto aqui apresentado. Como tenho feito desde sempre, meu objetivo é levar os Adventistas à refletirem sobre pontos que, muitas vezes, são olvidados nos púlpitos, mas que fazem parte do dia-a-dia. O tempo dirá (como sempre tem feito) quem está com a razão, e quem precisa mudar seu jeito de pensar... Eu já mudei diversas vezes.


7 comentários:

Wαи∂єѕσи disse...

Eu acredito, prof Gilson, que a mulher deve sim buscar seu espaço e satisfação profissional. Mas que nunca isso deva competir com o "cargo" e/ou "posição" de Mãe. Conheço mulheres valorosas que estudaram sempre, mas que deram uma pausa em suas ambições (no bom sentido da palavras) profissionais especialmente para cuidar dos filhos, e logo depois de criados, voltaram a correr atrás de seus objetivos. Apenas opinião, mas acho que é assim que devia correr o fluxo...

Chacon disse...

Gilson, desculpe discordar. Pelo que entendi você está pondo a culpa da má sociedade que temos hoje nas costas da mulher, quando na verdade a culpa é do inimigo. se vc dissesse que a culpa é da TV, video game, falta de conhecimento de Deus, etc etc, eu concordaria. Conheço mulher que não trabalha e os filhos não têm educação e conheço mulheres que trabalham e os filhos são bem orientados. Ora, se Deus criou para Adão uma ajudadora, o que fazia Adão? Cuidava do Jardim do Édem, não tinham filhos, portanto ela trabalhava.O problema da sociedade é delegar a educação, e não trablhar fora. Os movimentos feministas não são uma coisa tão simples que apenas querem que as mulheres trabalhem, são movimentos militantes de esquerda que trabalham para Satanás e querem aborto, divórcio, mulheres lésbicas etc, a coisa é pior que só trabalhar fora. Acho que é isso. Abraço

Gilson Medeiros disse...

Caro Chacon, parace-me que vc se equivocou.

Eu não "coloco a culpa" em ninguém. Meu objetivo é apenas levar à reflexão.

Os textos inspirados são muito claros sobre o papel da mãe. Se algum está falhando nisso, é com ela e Deus.

O que não podemos é fechar os olhos para uma realidade que é patente, pois a sociedade atual, com todas as suas "liberdades" e o "politicamente correto" deturpou o propósito de Deus para a família.

Isso é fato!

Não vejo nenhuma mulher na Bíblia sendo elogiada por deixar a família de lado para perseguir um ideal profissional. Assim como não vejo, também, nenhum elogio para o home que não assume seu papel de líder no lar.

Em matéria de princípios, meu caro, sou um liberal conservador...rsrsrs

Um abraço.
Gilson.

Maria Gonçalves disse...

Podem-se contar pelos dedos as profissões bem remuneradas que permitem que a mulher se dedique somente à educação dos filhos. No lar onde há fome, o amor não supre tudo e até o amor se desfaz.O marido adoece,o marido morre, o marido trai, que faz a mulher? Continua boa guardiã do lar? Já pensou nesta situação de uma mulher sozinha, desempregada, com filhos a cargo, ficar sem meios de sustento?

Gilson Medeiros disse...

Prezada Maria Gonçalves, acho que estas perguntas deveriam ser respondidas por Deus, pois foi Ele (e não eu) quem criou o modelo de estrutura familiar.

Se nossa sociedade atual não segue mais este modelo... ai é outra estória, não acha?!

Um abraço.
Gilson.

Marta Medeiros disse...

Caro Gilson, Tente analisar provérbios 31 com neutralidade, desprovido do machismo que lhe é característico, e verá que a mãe do rei Lamuel referiu-se a uma mulher que trabalhava fora e em casa;
outro exemplo que sugiro analisar é o de Timóteo, a bíblia não menciona que a mãe dele trabalhava fora, mas mostra a participação da avó na sua educação; eu poderia citar outras mulheres da bíblia que trabalharam fora, mas acho melhor fazer uma postagem no meu humilde blog sobre esse assunto, mas lembro-me que li no livro "O lar adventista" um texto em que a irmã White escreveu que se a mãe tiver que trabalhar fora, que o faça sem remorso.
Filhos se tornam rebeldes por inúmeros fatores; um lar em que os filhos não vêem entre os seus pais demonstrações de amor, carinho e compreensão, também gera filhos rebeldes; um lar onde o pai tira a autoridade da mãe ou vice-versa também traz filhos rebeldes a sociedade. Além disso, o homem não pode se esconder atrás da desculpa de que trabalha o dia todo e que chega em casa cansado, para deixar ao encargo da mãe a responsabilidade total pela educação dos seus filhos.

Gilson Medeiros disse...

Cara Marta Medeiros, obrigado pelo comentário.

Apenas citei alguns textos do Espírito de Profecia, que os Adventistas crêem que sejam fruto de inspiração divina.

Não cabe a mim julgar o comportamento de ninguém... Mas o tempo (futuro) é o grande juiz de todos nós.

Um abraço.
Gilson.

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