terça-feira, outubro 20, 2015

Existe "vacina" contra o divórcio?

Certa vez eu participei de uma reunião que me deixou preocupado. A pauta não tinha nada que ver com divórcio, mas em dado momento iniciou-se um diálogo (devido à afinidade entre os membros da equipe) e quase todos os presentes já estava no segundo ou terceiro casamento.

O que mais me chamou a atenção foi o nível social destas pessoas: juiz, promotor, procurador, advogados.

Uma das presentes informou que o seu divórcio surgiu apenas 5 meses após o casamento (isso mesmo, 5 meses!). E olha que foram 3 anos de "preparativos" (namoro e noivado). Um comentário interessante foi de outro que tem a responsabilidade de celebrar casamentos "no civil", o qual disse que ficava extremamente desconfortável em ter que dar as "bênçãos do Estado" para a união do casal, enquanto que seu próprio casamento estava em frangalhos.

Saí daquela sala com a sensação de que o casamento tem se tornado, para muitas pessoas, um verdadeiro suplício. Ou será que a razão de tantos divórcios seria a sensação de "descompromisso" que alguns têm acerca do casamento hoje em dia? Afinal, vemos na mídia todos os dias os casamentos nababescos de algumas celebridades (em castelos medievais europeus, festas que custam milhões de dólares, vestidos de noiva com preço de carro de luxo, etc.), e que pouco tempo depois são noticiados (na mesma mídia sensacionalista) os detalhes da separação do "feliz" casal.

Homens e mulheres não se entendem, e a maioria parece não ter também nenhum interesse em aprender (e corrigir-se) em como melhor se adaptar às diferenças do seu cônjuge. Vemos esposas que fazem questão de distratarem seus maridos (pública ou veladamente), e maridos que não dão qualquer valor àquela que um dia ele escolheu para repartir o dia-a-dia.

E não devemos nos iludir, pois mesmo entre os membros de nossas congregações (sejam Adventistas ou não) também existem muitos casais à beira do divórcio. Às vezes convivem sobre o mesmo teto, mas não se amam mais. Sobrevivem das aparências... talvez apenas por causa dos filhos. Isso mostra que a religião, por si só, não protege do divórcio, pois alguém pode ser extremamente "religioso", mas não ter o menor interesse em fazer do seu cônjuge uma pessoa feliz e realizada. Na sua igreja local, neste exato momento, podem existir alguns casais nesta situação: "divorciados", apesar de continuarem aparentando uma harmonia que há muito já deixou de existir no "lar" deles.

Eu poderia concluir esta postagem usando um daqueles surrados "jargões" religiosos dos cristãos: "mas se Jesus for o centro do lar, tudo irá bem", ou "coloquemos Jesus em nossa vida e tudo se resolve"... mas não acredito que seja SÓ isso.

Sugiro aos maridos e esposas que se dediquem em aprender mais sobre como funciona a cabeça do seu companheiro ou companheira. Mas não adianta ficar só no CONHECER...tem que PRATICAR.

Leiam algum bom livro sobre o tema, e aprendam como VACINAR seu casamento. As estatísticas estão mostrando que cada vez mais famílias estão caminhando para o abismo da separação conjugal.

Sugestão:
Que Bom se Ele Soubesse, de Gary Smalley (para os maridos)
Ela Precisa Saber, de Gary Smalley (para as esposas)

O Lar Adventista, de Ellen White (para ambos)

Espero em Deus que ainda dê tempo para restaurar a tua felicidade conjugal, caso ela tenha se fragmentado. 


Para alguns, não dá mais!!!

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