segunda-feira, maio 02, 2016

Baladeiros de Cristo

Se tem uma área que sempre gera polêmica no meio cristão é o da música, principalmente em um país multicultural (ou seria sem "cultura"?!) como o Brasil.

É interessante como a música tem a capacidade de unir os jovens através da "fé", inclusive em eventos "ecumênicos". Lembro de ter lido há muitos anos a matéria abaixo...

“CRISTODANCE REÚNE EVANGÉLICOS E CATÓLICOS EM RAVE EM SP
 

Na ocasião, me chamou a atenção a declaração de um entrevistado: "Dá para se divertir e louvar a Deus. Essa daqui então, junto com os evangélicos, é a verdadeira festa dos cristãos" - grifos meus.


Oi??!!

O que mais me impressiona em notícias como esta, é o fato de que há uma busca entre os jovens modernos por algum tipo de "espiritualidade". Os jovens não estão mais tão céticos ou desinteressados em religião, como alguns líderes religiosos costumam pregar.

O que está equivocado nesta procura por um "encontro com Deus" é a FORMA como ela está se desenvolvendo. Ou seja, há uma busca, porém está sendo feita por um "caminho" errado.

Infelizmente, o caminho mais fácil e atraente sempre foi o preferido por aqueles que desejam um relacionamento com o Senhor, mas sem muitas "exigências" ou mudanças de comportamento. O próprio Jesus já havia falado sobre isso em vários momento (por exemplo, Mateus 7:13-14). E nesta busca por uma religião mais fácil e contextualizada, a música tem sido o fator principal de "conversão".

Como vimos na matéria citada acima, não há qualquer diferença entre a "balada" cristã e aquela dos jovens "do mundo". Tudo é feito com os mesmos moldes e propósitos - 100% felicidade. A diferença está na letra das músicas, como se apenas citar o nome de Jesus em um ambiente, fosse a garantia de que "o Espírito Santo reina neste lugar" (cf. Mateus 7:21-23).

Até mesmo os Adventistas do 7º Dia, que têm (ainda) um padrão de música admirado por muitos grupos cristãos, correm o risco de perder o foco mais importante na adoração através da música. Vejo muitos cantores desta amada Igreja que se preocupam unicamente com o "dom" da voz. Ou seja, alguns parecem pensar que apenas por terem uma voz bonita e por cantarem músicas que falam de Deus, então sua "salvação está garantida".

Você já observou como alguns cantores e cantores (sejam solistas ou em grupo) só entram no templo na hora de se "apresentarem"? E nos outros momentos, onde não são o alvo das atenções, eles ficam do lado de fora conversando, ou fazem isto nos últimos bancos... No último sábado mesmo pude ver isto novamente. Enquanto a maioria da igreja estava envolvida na lição da Escola Sabatina, o pianista estava no teclado (?!), o sonoplasta tentando "afinar" os microfones (?!), o solista do dia conversando do corredor (?!)... Triste cenário.

A música parece ter um poder especial, que leva as pessoas para mais próximo de Deus...

Só precisamos estar certos se este "enlevo" está sendo real ou imaginário, e se o Senhor está mesmo sendo LOUVADO, do jeito que ELE gostaria.

"Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim" - Mateus 15:8


Veja também:
- O poder do louvor
- O que acontece com alguns cantores?


5 comentários:

Cacau disse...

Olá, prof... Li a sua matéria e resolvi vir comentar. Respeito sua opinião e preferências particulares, porém, sua afirmação de que não há qualquer diferença entre uma "balada" mundana com uma "balada" cristã. Eu no passado já frequentei inúmeras baladas e até raves (mundanas). Vi de perto o que acontece dentro de algumas dessas "festas mundanas" (drogas, orgias sexuais, bebidas alcóolicas ). Nunca usei drogas pesadas, já usei maconha (hoje não mais, deixei de lado) e bebia, mas alguns de meus amigos e namorado da época (faz anos isso e hoje não tenho contato com eles: amigos e ex-namorado) usavam drogas nessas "festas"... O que quero dizer com isso é que há diferença entre uma "balada cristã" e uma "balada mundana".

As pessoas têm todo direito de não curtirem rock, não curtirem funk, não gostarem de uma batida eletrônica,afinal, preferências particulares não se discute, mas dizer que essas baladas cristãs são iguais, já acho meio exagerado. Nas baladas cristãs o intuito é reunir jovens cristãos (católicos e evangélicos) para ouvir uma música, fazer amizades e talvez arrumar um namorado (a) rsrs.

Essas baladas, vale lembrar que não são "cultos", por isso, não se deve esperar a "reverência" de um culto dentro de uma igreja. Pessoal, é uma festa cristã! Terá música com letras cristãs sim, mas não é culto (não se deve confundir as coisas). É a mesma coisa de um cristão resolver na sua casa fazer uma festa para amigos e botar uma música cristã num ritmo mais agitado e ficarem conversando, curtindo juntos (não é culto). E vale lembrar que nessas baladas cristãs há restrições (não entra drogas, bebidas alcóolicas, não pode haver "pegação", têm regras). Numa rave mundana rola de tudo. Agora, dentro de uma igreja, os músicos deveriam se "comportar" (nessa parte, compartilho de sua opinião).
Só isso para não escrever um "livro". Um abraço, prof. Gilson.

Cacau disse...

Correção: no início não terminei a frase: quis dizer "...sua afirmação de que não há qualquer diferença entre uma "balada" mundana com uma "balada" cristã, discordo." Pronto, completei a frase rsrs. Escrevo tanto que as vezes fica incompleto. Abraço.

Gilson Medeiros disse...

Prezada Cacau, obrigado pelos comentários.

Realmente, este assunto é polêmico, como mencionei no início.
Por isso mesmo ele deve ser analisado à luz da Teologia Bíblica da Adoração, e não conforme achismos ou concepções pessoais.

Deve mesmo existir muitas diferenças entre uma balada mundana e uma cristã, mas jamais poderei aceitar (com base no que conheço do assunto) que Deus aceite este tipo de "adoração".

Um abraço
Gilson.

Cacau disse...

Valeu pelo retorno. Não estava falando de meus "achismos", mas falando sobre as diferenças entre baladas cristãs e mundanas. Me manti apenas nessa questão, não falava de adoração, mas das caracteristicas e diferenças das festas. Abraço.

A.K.Renovatto disse...

Excelente artigo! A música é sem dúvida um assunto polêmico no meio cristão. Há variedade de músicas cristãs (muitas de qualidade, outras medianas, outras extremamente ruins). E nem toda música cristã é "louvor", diga-se de passagem! Há músicas de autoajuda (aquelas que tentam "levantar" o cristão depressivo e na "prova"), há músicas cristãs de entretenimento (sim, há, não vejo uma música cristã no ritmo de funk, rock pesado, por exemplo, como outra coisa). Um dia achei uma música nesse estilo meio funk e comecei a ouvir para ver a letra, meu filho de um ano e meio começou a remexer pra valer hehehe, ele até se abaixava no estilo que os funkeiros fazem (observando isso, eu pensei o seguinte: difícil alguém ouvir uma música dessa e estar "ligado" no céu, vai é querer requebrar "até o chão"). Essas músicas são de "entretenimento cristão". Música de adoração e louvor é àquela onde Deus é exaltado, onde se glorifica ao Senhor, bendizendo Seu Nome. Tem músicas lindas que falam da Bíblia, com mensagem cristã, que servem para evangelizar pessoas, mas não são de louvor. As pessoas confundem isso, muitos acham que toda música evangélica é louvor e não é. Vejo que muitos jovens querem se aproximar de Jesus, e a música sem dúvida atrai os jovens, isso não é de todo ruim. Mas não sou a favor de baladas cristãs de jeito nenhum. Uma coisa é promover reuniões para jovens nas igrejas, acampamentos, retiros, com louvor, boa música (isso sou a favor), já baladas já não acho adequado para cristãos. Outro ponto que chamou minha atenção foi quando mencionou os músicos da igreja que estavam conversando na hora do estudo da lição, outro tentando afinar os microfones na hora do estudo etc. Infelizmente, isso acontece em todas as denominações cristãs. Não vou generalizar, pois cometeria um erro, mas uma parcela de músicos só ficam dentro das igrejas enquanto estão cantando, tocando. Na hora do sermão é comum ver alguns músicos saindo, ou indo para os últimos bancos para poderem conversar... Isso acontece e já ouvi reclamações de pastores de várias denominações sobre esse assunto. Um pastor presbiteriano, numa entrevista que assisti na TV, disse que de tanto ver os músicos de sua igreja saindo na hora do sermão, ele fez uma reunião e disse que iria tirar da "escala de músicos" os que se atrasassem no início do culto e os que sempre saíam na hora dos sermões, ficando do lado de fora. Pode parecer radical, mas aprovei ao ouvir isso, certas vezes é preciso de "pulso firme" por parte da liderança para ter ordem na igreja. Essa é uma reclamação de pastores em geral. Ótimo o texto! Pr Medeiros, gostaria se não fosse muito inconveniente, que me respondesse se o Pr lê os comentários "extras" que faço e peço para excluir? Esses comentários faço com o intuito de que possa orar sabendo melhor da situação. Se puder responder, agradeço.

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