terça-feira, junho 07, 2016

Perdoar não é fácil, mas...

Certa vez eu ouvi alguém dizer que quando guardamos ódio ou rancor por alguém, é como se tomássemos veneno na esperança de que o outro (o alvo do ódio) morresse.

Recebi uma ilustração para este tema, que achei por bem disponibilizar para vocês.

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho.
Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa. Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado.

Antes que seu pai dissesse alguma coisa, o menino fala irritado:
- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo. Desejo tudo de ruim para ele.

Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:
- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.

O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:
- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca, e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você atire todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.

O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa.

O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:
- Filho como está se sentindo agora?
- Estou cansado, mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.

O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:
- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.

O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então, lhe diz ternamente:
- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você. O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.

Cuidado com seus pensamentos; eles se transformam em palavras.
Cuidado com suas palavras; elas se transformam em ações.
Cuidado com suas ações; elas se transformam em hábitos.
Cuidado com seus hábitos; eles moldam o seu caráter.
Cuidado com seu caráter; ele controla a sua vida.

Autor desconhecido


"(...) perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido..."

O negócio é sério!!!!


Um comentário:

A.K.Renovatto disse...

Ótima ilustração, simples, mas objetiva! Conheço pessoas amargas, tristes porque ainda não conseguiram liberar perdão. Considero nobre o perdão...Quanta diferença faria se houvesse mais humildade e perdão...Muitos teriam de volta sua família, teriam de volta a paz e alegria de outrora...Mas por orgulho, muitos veem o perdão como fraqueza, humilhação. O perdão pelo contrário é para os fortes, os que seguem o exemplo de Jesus não só na teoria, mas na prática. Já tive que perdoar e ser perdoado muito nessa vida. E é sério...se eu me negar a liberar perdão a quem quer que seja, o Pai não me perdoará. E entra aquela outra questão, como podemos dizer que amamos a Deus, quando não conseguimos amar nosso próximo, nosso irmão?! Se alguém ama, perdoa. Já vi casamentos desfeitos por um dos cônjuges ou ambos não perdoarem, pais perderem o carinho dos filhos por falta de perdoar. Quem já perdoou sabe que é ótimo a sensação de leveza que experimentamos quando fazemos isso sinceramente. Muito oportuno o texto!

"Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão." (1 Jo 4.20,21)

"Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas." (Mt 6.14,15)

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