quarta-feira, abril 19, 2017

Os Adventistas e os jogos de azar

Sempre que a Megasena acumula, muitos Adventistas se perguntam: "posso jogar?"

Quando me fiz esta pergunta há uns 20 anos, após me tornar Adventista, entendi que o problema do jogo de azar está no fato de que milhões precisam perder seu dinheiro para que alguns (ou mesmo um) ganhe o prêmio... por isso se chama "jogo de azar".

Desde então compreendi que o jogo não deve fazer parte da vida do cristão, mesmo que ele tenha o "nobre" pensamento de usar o dinheiro do prêmio para ajudar na Obra do Senhor... Deus não precisa desse tipo de "ajuda".

Veja o que a Igreja Adventista declara oficialmente sobre o tema:

O jogo, definido como um jogo de azar, pago, causa cada vez maior impacto em todo o mundo. O conceito de ganhar dinheiro à custa dos outros tornou-se uma praga moderna. A sociedade está a pagar o preço cada vez mais elevado dos crimes resultantes do apoio às vítimas e da desintegração da família que degrada a qualidade de vida. 

Os Adventistas do Sétimo Dia têm-se oposto continuamente ao jogo, na medida em que este é incompatível com os princípios cristãos. Não é uma forma apropriada de entretenimento nem um meio legítimo de obtenção de fundos. O jogo viola os princípios cristãos da mordomia. Deus identifica o trabalho como um método apropriado de obter lucro material; não a prática de um jogo de azar na mira de obter um ganho à custa de outros. 

O jogo tem uma enorme repercussão na sociedade. Reflete-se em custos financeiros resultantes do crime cometido para sustentar o hábito de jogar e também do reforço do policiamento e das despesas legais, assim como de crimes relacionados que envolvem drogas e prostituição. O jogo não gera receitas; antes tira daqueles que muitas vezes têm dificuldade em suportar a perda, e dá a um pequeno grupo de ganhadores, sendo quem mais ganha é naturalmente o empresário do jogo. A ideia de que as operações de jogo podem resultar num lucro econômico real é uma ilusão. 

Além disso, o jogo viola o sentimento cristão de responsabilidade pela família, pelos vizinhos, pelos necessitados e pela Igreja.
 

1. O jogo cria falsas expectativas. O sonho de ganhar com o jogo substitui a verdadeira esperança, por um falso sonho de uma estatisticamente improvável oportunidade de ganhar. Os cristãos não devem pôr a sua esperança na riqueza. A esperança cristã num futuro glorioso prometido por Deus é certa e firme, ao contrário do sonho do jogo. O grande ganho para o qual a Bíblia aponta é a piedade com contentamento.
 

2. O jogo gera dependência. Esta característica do jogo é claramente incompatível com um estilo de vida cristão. A Igreja procura ajudar, não acusar, os que sofrem por causa do jogo ou de outras dependências. Os cristãos reconhecem que são responsáveis diante de Deus pelos seus recursos e estilo de vida.
 

3. A organização da Igreja Adventista do Sétimo não aprova rifas ou lotarias como meio de conseguir fundos, e recomenda aos seus membros que não participem em tais atividades, ainda que bem intencionadas. A Igreja tão-pouco aprova qualquer jogo patrocinado pelo Estado. A Igreja Adventista do Sétimo Dia pede a todas as autoridades que previnam a cada vez maior e mais fácil acessibilidade ao jogo com os seus prejudiciais efeitos sobre os indivíduos e a sociedade.
 

A Igreja Adventista do Sétimo Dia rejeita o jogo como acima se define, e não solicitará nem aceitará quaisquer fundos que manifestamente tenham tido origem no jogo.
 

1. I Tess. 4:11; Gén. 3:19; Mat. 19:21; Act. 9:36; II Cor. 9:8, 9
2. I Tim. 6:17; Heb. 11:1; I Tim. 6:6
3. I Cor. 6:19, 20



Fonte: Adventistas.org.pt


Um comentário:

A.K.Renovatto disse...

Mesmo não sendo Adventista do Sétimo Dia, concordo com o posicionamento de não aprovar jogos de azar. Sem dúvida que o melhor meio de obter lucro material é pelo trabalho, porque é algo conseguido pelo esforço próprio. Excelente texto! Deus o abençoe.

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