sexta-feira, setembro 15, 2017

Qual o "eu te amo" que seu marido quer ouvir?

Em um dia desses, recebi o e-mail de uma jovem esposa que estava muito preocupada com a maneira fria com que o esposo a estava tratando. Ele era um bom líder de igreja, uma pessoa carinhosa, batalhadora, pai amoroso, mas que, na visão de sua esposa, não estava mais demonstrando o mesmo amor que na época do namoro.

Pedi permissão a ela para usar seu exemplo em uma postagem sobre o assunto, porque percebo que as atitudes que a jovem esposa estava tomando podem, talvez, servir de alerta para outras esposas que têm "bons maridos" mas que também não sentem mais que eles as amem como antes.

Em um dos trechos do e-mail, a jovem relata que gostaria de ouvir todos os dias o seu marido dizer que a ama, que ela é bonita, atraente, etc. As mulheres gostam de ouvir estas coisas, e os homens sabem disso. Ela descrevia no e-mail sua frustração por não sentir-se mais a "princesa" que ele dizia que ela era. 

O que estava errado? 
Qual o problema DELE???? 

Era essa a angústia de seu coração...

Lendo o texto com o olhar de homem, eu pude perceber que aquela esposa estava se colocando apenas na posição de vítima, e jogando sobre o marido toda a carga de culpa da fase difícil pelo qual o relacionamento estava passando. Foi quando eu resolvi desafiá-la a refletir sobre seu próprio comportamento para com o "príncipe" com quem ela firmou uma aliança eterna algum dia. 

Ela também estava demonstrando a mesma paixão de antes? 
Não sou um bom conselheiro, mas sugeri que ela parasse um pouco para analisar a personalidade masculina, e procurar entender como a mente do seu marido poderia estar enfrentando toda esta situação. 

Sugeri alguns livros que tratam deste assunto (já mencionei eles aqui no blog). Tem um texto na revista Diálogo Universitário onde uma especialista em Vida Familiar também trata deste assunto, e pedi que a jovem esposa também o estudasse (veja aqui).

Depois de algumas semanas, a jovem me enviou outro e-mail, agora com um "tom" bem diferente. Ela havia percebido que também deixara de fazer sua parte na manutenção do amor em seu lar. Estava apenas vendo "seu lado" e "exigindo" do marido uma atenção e cuidado que ela mesma não estava mais dedicando a ele.

Por ser um homem muito trabalhador e dedicado, ele passava o dia todo fora (e ela disse que ele não gostava do que fazia, e apenas permanecia lá devido ao bom salário, para assim poder oferecer um pouco mais de conforto a ela e seu filho pequeno). Ele saía logo cedo, e só retornava à noite, às vezes chateado com os problemas no trabalho e no trânsito. E ao chegar em casa, como era recebido? Com frieza, reclamações, cobranças.

Ela diz no e-mail que conseguiu entender que, algumas vezes, ele até adiava o momento de voltar para casa à noite (passava na igreja ou na casa de algum outro líder para acertar algum detalhe da programação do próximo sábado), e ela estava percebendo que isso talvez fosse um modo que ele encontrou de ter um tempo para "respirar", antes de enfrentar os problemas de casa.

Vejam o que ela escreveu:
"Sabe prof. Gilson, eu percebi que já fazia muito tempo que eu não dizia um elogio ao meu marido. Eu ficava só esperando que ele me elogiasse, mas eu nunca falava o quanto eu sou agradecida por ter um marido batalhador, sem vícios, caseiro, inteligente e romântico como ele. Sim, ele é um homem romântico, mas eu acho que eu estava sufocando este lado dele, com minhas exigências e lamentações constantes. Sempre que eu me aproximava (ou quase sempre) era só para entregar contas para ele pagar, reclamar de algo que estava precisando de manutenção, cobrar por ele ter chegado mais tarde que o normal, falar com deboche das coisas que ele discordava em meu comportamento, etc. Eu era uma verdadeira 'mala sem alça' (kkk). Acredito que Deus abriu meus olhos, antes que fosse tarde demais, pois agora eu entendo que posso ajudar meu querido marido a vencer os obstáculos que enfrentamos no nosso dia-a-dia. Estamos vivendo outra lua-de-mel".

Fiquei muito feliz com o resultado deste episódio, pois pude ver que Deus usa os mais diversos meios (como o e-mail) para nos fazer enxergar onde precisamos melhorar em nossa vida.

Como eu disse recentemente a um amigo, um sermão EFICAZ é aquele que produz frutos e que traz mudança à vida do pregador e dos seus ouvintes. 

De que adianta semanas de oração, encontros de casais, livros e mais livros sobre este assunto, se nós insistimos em não colocar em prática o que aprendemos?!

Não gosto de escrever textos tão longos aqui no blog, mas Deus colocou em meu coração o desejo de compartilhar com vocês sobre esse assunto hoje, e espero que esta reflexão lhe seja útil.

Concluindo...

A você, cara irmã, quero sugerir que pratique em seu lar as orientações da Palavra de Deus, mesmo que o "feminismo" moderno grite em outra direção. 

Ajude seu marido, seja-lhe uma verdadeira "auxiliadora idônea", a "mulher virtuosa" que ela "encontrou" em algum momento do passado. Dê a ele o suporte necessário para resistir às lutas diárias que ele enfrenta para poder suster o necessário para você e seus filhos.

A você, caro irmão, também sugiro que estude o comportamento feminino para poder entender a mente de sua esposa (e filhas). Aquilo que para nós, homens, pode parecer "frescura" ou mera "vaidade", para elas é algo extremamente importante. Tenha paciência, e entenda-as!


"Levantam-se seus filhos, e lhe chamam bem-aventurada, como também seu marido, que a louva, dizendo: Muitas mulheres têm procedido virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas" (Prov. 31:28-29).

veja também:


http://prgilsonmedeiros.blogspot.com.br/p/blog-page.html


3 comentários:

Unknown disse...

Parabéns Pastor Gilson Medeiros gosto muito do seu blog estou sempre acompanhando suas postagens as quais tem me ensinado muito Deus o abençoe.

Unknown disse...

Parabéns Pastor Gilson Medeiros gosto muito do seu blog estou sempre acompanhando suas postagens as quais tem me ensinado muito Deus o abençoe.

A.K.Renovatto disse...

Excelente o assunto do texto! Relacionamento requer cuidado, tempo, dedicação, oração. Quando um relacionamento está em crise, a tendência é um dos cônjuges (ou ambos) se colocar na posição de vítima. Geralmente os dois têm sua parcela de culpa, embora usem como "defesa" um discurso de vitimismo, jogando a culpa do período difícil ao qual enfrentam, no outro. Claro que há casos onde há mesmo uma vítima, mas na grande maioria a culpa da situação é dos dois. Ainda bem que a jovem esposa (mencionada no texto) reconheceu também sua parcela de responsabilidade e estão bem. Espero que esse texto possa abrir a mente de outros casais que possam estar enfrentando uma fase difícil no relacionamento conjugal.

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