quinta-feira, abril 27, 2017

O imposto que pagamos para o Vaticano

Certa vez eu estava pesquisando sobre impostos, e me deparei com um que eu não conhecia: o LAUDÊMIO.

E me surpreendeu saber que este é um imposto que vem desde a época do Império, e cuja destinação vai para o Governo, a Família Real e... a Igreja Católica.

Depois que fiquei sabendo da existência do laudêmio, pesquisei um pouco mais e descobri que diversos países do mundo também cobram impostos que são destinados à Igreja de Roma. Eis a razão pela qual eles tanto criticam os evangélicos pela questão do dízimo: não precisam do dízimo para manterem sua instituição.

Até quem não é católico ajuda a sustentar a igreja do papa... pasmem!!!

Veja uma matéria de 2012 sobre o tema, do jornalista Fernando Allende:

Laudêmio, uma herança da colonização

Segundo dados recentes, os proprietários de mais de 40 mil imóveis em Santos recolhem todos os anos o laudêmio, taxa de foro e ocupação, que representa algo em torno de 5% do valor de suas propriedades. São casas e edifícios localizados em terrenos de marinha que estão sujeitos ao imposto criado pelo rei D. João VI, em seu primeiro ano no Rio de Janeiro, quando transferiu a corte para o Brasil, temendo que o imperador Napoleão cumprisse a ameaça de invadir Portugal, aliado histórico da Inglaterra, seu maior inimigo. Um imposto que atravessa os séculos e tem como beneficiados a União, a Igreja Católica e os herdeiros da monarquia, cujo endereço oficial é um palácio em Petrópolis, cidade serrana do Rio de Janeiro.

São considerados terrenos de marinha os localizados na orla do país, desde que estejam a menos de 33 metros da maré mais alta, em relação à preamar, isto é, do ponto médio anual das marés. Um imposto que também penaliza os proprietários de imóveis localizados próximos a rios e pântanos, que ergueram suas casas em áreas doadas pelo rei aos que as ocupassem para consolidar a colonização, chamados foreiros. Uma ocupação que nem sempre existiu, caso de bairros da Zona Noroeste, uma das regiões mais carentes de Santos. Muitos possuem a posse de casas erguidas em áreas de foreiros, mas não são donos da propriedade, apesar de muitas – e sem êxito – ações políticas para extinguir a cobrança do laudêmio na região.

Informações que obtive na manhã de hoje junto ao SPU (Serviço do Patrimônio da União), órgão que administra a cobrança desse imposto, a União cobra de 542 mil imóveis, a maioria no litoral do Sudeste e Sul, o que representa 30% dessas propriedades. A Igreja Católica recebe o imposto de 55,9%  de todos os imóveis catalogados erguidos em terrenos de marinha e os herdeiros da monarquia ficam com 9%. Mas quem pensa que a União está disposta a extinguir a cobrança do laudêmio, está muito enganado. Esse imposto não tem cabimento na República e, muito menos em um governo democrático, representa apenas para a União uma arrecadação anual de algo em torno de 8,6 bilhão de reais. Não é pouco. Muito pelo contrário.


Fonte: Coluna "Olhar Regional", do G1

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Segundo o site do Ministério do Planejamento, somente em 2016 foram arrecadados mais de R$ 85.000.000,00 com o laudêmio no Brasil.

Sem qualquer tipo de "esforço" evangelístico, a igreja romana levou mais de R$ 47.000.000,00 desse bolo (segundo o Fernando Allende), arrecadados de católicos e não-católicos.

Não estou criticando os católicos ou sua igreja... mas fica estranho ver uma situação como esta, no qual uma fortuna é destinada todos os anos aos cofres do Vaticano, enquanto ouvimos as acusações vindas de alguns menos esclarecidos sobre a maneira como a igreja evangélica se sustenta: o dízimo e as ofertas.

É claro que existem inúmeras igrejas que estão surgindo da noite para o dia apenas com o objetivo de enriquecer seus líderes, e "vender" bênçãos àqueles que não conhecem as Escrituras em sua profundidade. Mas isso não significa que devamos invalidar a teologia bíblica do dízimo e das ofertas, conforme creem os Adventistas, pois são o meio que Deus criou para que o Evangelho chegasse a todo povo, nação, tribo e língua deste mundo.

Da próxima vez que você ouvir um católico criticando a existência do dízimo, lembre que o Vaticano arrecada rios de dinheiro no mundo todo através de impostos injustos, cobrados até de quem não segue a cartilha do papa.

Maranata!!!!
Ora vem, Senhor Jesus!!!

veja também:
- 54 perguntas sobre dízimo e oferta
- Princípios e diretrizes sobre o dízimo na IASD


2 comentários:

A.K.Renovatto disse...

Excelente artigo!!! É mesmo de pasmar que até quem não é católico auxilia no sustento da Igreja católica! Dízimo sempre foi um assunto polêmico e a verdade é que muitas pessoas, incluindo os católicos, criticam muito os evangélicos pela prática do dízimo! Muitas dessas pessoas não sabem mesmo sobre laudêmio! Eu sei que muitas críticas sobre o dízimo vêm devido aos escândalos que certas igrejas evangélicas "promovem". Mas há igrejas sérias que empregam o dízimo no trabalho evangelísticos e outras áreas da Obra de Deus. Mas pessoas gostam de generalizar, então englobam todas igrejas evangélicas na hora de criticar. Uma coisa que me chama atenção é que as pessoas que mais questionam e criticam o dízimo, são os não-dizimistas! Repare para ver que muitos críticos acham absurdo um cristão (evangélico) entregar o dízimo, acham que é ignorância, que esse dinheiro poderia ser "melhor" aproveitado. Muitas dessas pessoas que criticam dizimistas, não se dão conta que gastam até mais do que um cristão entrega de dízimo, com bebidas, vícios, prostituição, entre outras coisas, muitos vivem endividados devido a essas coisas e ainda conseguem encher a boca para chamar evangélicos de ignorantes por contribuir com dízimo! Aí, pergunto, gastar até o que não tem com festas regadas a bebidas e drogas, com prostituição, jogos etc e viver muitas vezes endividado, além de prejudicando a saúde, é ser "esperto"?! Outros críticos até não levam esse tipo de vida, mas gastam além de medida também com coisas supérfluas com a família... Faz tempo que entendi que o Inimigo cega as pessoas escondendo as verdades e distorcendo fatos, para que possam permanecer no erro. Porque muitas dessas pessoas acham que "aproveitam" bem a vida, mas não conseguem ver a longo prazo o mal que fazem a si mesmos! Para estes, dízimo é um absurdo, e o Inimigo ainda usa alguns líderes (de certas igrejas) para escandalizar a Obra de Deus! Muito bom o artigo, esclarecedor!

Anônimo disse...

Gostei muito. Nunca havia lido sobre esse assunto.

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