Domingo, Novembro 29, 2009

Realmente existem ateus?

A Mídia já está comentando o mais novo livro do Dr. Richard Dawkins, um cientista britânico que se auto-proclama de "ateu", e que gosta de ridicularizar a religião. É notável como os grandes meios de comunicação de massa, pelo menos no Brasil, dão muita publicidade aos ditos "ateus", mas quase não falam sobre os também cientistas notórios que mantém de forma saudável a harmonia entre a fé e a ciência. Na verdade, a religião ultimamente só tem sido retratada de forma pejorativa, deturpada e constrangedora nas novelas, telejornais e programas de um modo geral.

Pessoas como o Dr. Dawkins, que é catedrático da prestigiada Universidade Oxford, tendem a considerar a fé no Criacionismo como sendo algo próprio para pessoas com mente "fechada" (aliás, um artigo de algumas meses atrás da Revista Época colocava o comentário do livro do Dr. Dawkins em uma seção intitulada de "Mente Aberta"; ou seja, para a Mídia, o ateísmo é próprio de pessoas intelectualizadas, enquanto que o cristianismo é relegado a indivíduos sem cultura, e, portanto, com uma "mente fechada").

Mas, será que REALMENTE existem ateus? Em quê essas pessoas tão "inteligentes" se apegam nas horas de angústia e conflitos emocionais? Será nos livros, ou nos compêndios científicos da nanotecnologia? Como será que eles explicam a transformação de vida (e aqui falo de transformação verdadeira) que vemos constantemente entre os que professam o Cristianismo? Como eles racionalizam sobre o fato de vermos tantos "milagres" (que são, por definição, eventos que demonstram uma "quebra" nas leis naturais do Universo) ocorrerem entre os cristãos? Em quê os ateus colocam sua esperança na hora que a morte está se aproximando, e eles estão deitados em um leito de hospital, agonizando com uma doença cruel (como Câncer ou AIDS, por exemplo) à espera do último suspiro?

Eu não acredito que existam ateus verdadeiros.
Na hora da dor, muitos destes pseudo-intelectuais irredutíveis sentem que suas teorias filosóficas, antropológicas, sociológicas... ateológicas... não os levou a lugar nenhum. Enquanto que o cristão enfrenta a morte com confiança e certeza do "depois", o ateu enfrenta este mesmo momento com uma implacável dúvida - E AGORA? SERÁ QUE EU ESTAVA CERTO?

Esporadicamente a Mídia dá uma abertura insípida para que um criacionista defenda seu ponto de vista. Você deve lembrar, por exemplo, da entrevista que o Dr. Rodrigo Silva, erudito da área aqui no Brasil (e Adventista... é claro!), deu no programa do Jô Soares há alguns anos.

Felizmente, os argumentos filosóficos de pessoas como o Dr. Dawkins não conseguem nem mesmo arranhar a fé daqueles que realmente entendem o papel de Deus em suas vidas. Apenas os que não se dedicam ao estudo sistemático e relacional da Bíblia e de seus conceitos, é que se deixam embalar por estas teorias meramente humanas. Ou poderíamos chamar de "ventos de doutrina"? (cf. Efés. 4:14).

Recentemente também foi publicado um excelente livro de um cientista e ex-ateu que se converteu ao Cristianismo Criacionista (sim, pois existem cristãos que não crêem mais na Criação. Pasmem!). O mais interessante é que este cientista não é "qualquer um", é simplesmente o "pai" do Projeto Genoma, o Dr. Francis S. Collins, autor de "A Linguagem de Deus". Você pode encontrar uma síntese do livro no site abaixo:

No final, tanto o Evolucionismo ateísta quanto o Criacionismo cristão dependem da fé, pois ambos não podem ser comprovados na totalidade de suas declarações.

É por isto que, no final das contas, eu acho que os ateus têm mais fé do que os cristãos... porque é necessário muita fé para acreditar que o mundo surgiu do nada, e que a complexidade que hoje conhecemos (basta olhar para nossa própria estrutura fisiológica) tenha "evoluído" a partir de organismos unicelulares marinhos.

Como eu não tenho tanta "fé" assim, prefiro ficar com o que a Bíblia declara, e crer que existe um Arquiteto, Criador, Mantenedor e Redentor de todo o Universo.

"Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim Se levantará sobre a Terra..." (Jó 19:25).

Terça-feira, Novembro 24, 2009

Os Adventistas são Evangélicos?

Acredito que praticamente todo Adventista do 7º Dia ja ouviu alguém dizer que a IASD é uma "seita".

Talvez sejamos uma das denominações religiosas mais discriminadas em nosso país, tanto do ponto de vista da guarda do sábado (empregos, concursos, aulas, etc.), quanto com relação a outros pontos de nossa doutrina.

É curioso observar que mesmo dentro do Cristianismo, muitos "cristãos" demonstram um grande preconceito para com nossa amada Igreja. Recebo freqüentemente e-mails de pessoas de outras denominações que insistem em usar argumentos fantasiosos e humanos para "provar" que os Adventistas estão errados em suas doutrinas.

Algumas revistas voltadas ao público evangélico também adoram nos estampar em suas capas, como meio de vender mais exemplares. Uma delas é a ECLÉSIA.

Hoje eu vou colocar aqui a resposta a um artigo preconceituoso e equivocado que esta dita revista publicou em janeiro de 2001. A excelente resposta foi preparada pelo Pr. Moisés Mattos.

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Adventistas: Evangélicos ou Seita?
Uma resposta ao artigo: “Como água e óleo” – Eclesia – Janeiro de 2001

Acabo de reler a revista Eclésia de janeiro de 2001 onde me deparei com a matéria de Carlos Fernandes intitulada: “Como água e óleo” (p. 50 a 58). Através dela se pretende mostrar que doutrinas antagônicas separam evangélicos de adventistas.

Acredito que Fernandes seja um jornalista, pelo menos é o que posso perceber na sua maneira de escrever.

Em linhas gerais o autor parece ser isento, apenas se limitando a colocar as posições adventistas de um lado e a dos evangélicos do outro. Digo "em linhas gerais", pois de vez em quando ele deixa de ser repórter e se comporta como um “militante” evangélico. O que chega em alguns pontos a tirar a credibilidade do material.

Tergiversações à parte o artigo merece alguns esclarecimentos, o que faço a seguir:

1. A matéria contém imprecisões históricas:
É uma pena que os escribas que escrevem sobre o adventismo não bebam em fontes seguras e primárias. Por "primárias" eu entendo como sendo livros e artigos escritos por pessoas isentas de preconceito e que não escreveram baseados em mitos sobre os adventistas e sua história.

Hoje muitos opúsculos, que estão nas prateleiras de muitas livrarias, na verdade são cópias de cópias, e não refletem a verdade. Quase todos seguem o “trilho do bezerro doente”. Um escreveu e os outros se limitaram a copiar sem investigação acurada.

Infelizmente o senhor Fernandes caiu neste canto da sereia que é pesquisar pouco para escrever. Senão vejamos: Ele diz na p. 51 que Willian Miller “criou o Movimento do Advento” em meados do século 19. À primeira vista é isto mesmo. Mas as coisas não são bem assim.

O Movimento do Advento teve seus fundadores em vários continentes, com a participação de várias religiões. Por exemplo: na América do Sul, um sacerdote católico escreveu um livro sobre o segundo advento de Cristo, com o título “La venida del Messias”. Seu nome era Manuel Lacunza, um jesuíta.

José Wolf, um judeu cristão, também pregou a segunda vinda de Cristo na Europa e no Oriente Médio, e foi até perseguido por isso.

Mas, o interessante é que ninguém fala deles. Centram-se só em Miller como a dizer que ele era um desvairado marcador de datas para a volta de Jesus. Entretanto, Miller era um pesquisador sincero das Escrituras. Teve avanços significativos, e redescobriu pontos da Bíblia esquecidos pelos religiosos de sua época.

Aliás, o artigo diz que quando Jesus não voltou em março de 1843, Miller teria “refeito os cálculos” e chegado à conclusão de que a data seria 22 de outubro de 1844. De novo o Sr. Carlos Fernandes leu na fonte errada. Na verdade quem “refez o cálculo” não foi Miller, mas seus colaboradores, entre eles, Samuel Snow. Para Miller o mais importante não era a data mas a volta do Senhor.

Ainda outro erro histórico: Com o desapontamento de 1844 o movimento fragmentou-se em vários grupos.
O grupo dos que desanimaram e abandonaram a fé foi grande; o segundo foi o grupo do “status quo” que continuou a marcar datas para a vinda de Cristo. E o terceiro grupo foi formado por um conjunto de estudiosos da Bíblia que com oração e lágrimas descobriu as verdades bíblicas até então desconsideradas. Este grupo é que em maio de 1863 tornou se a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Os três grupos não se “uniram para formar a Associação Geral das Igrejas Adventista do Sétimo Dia”, como quer o articulista (p. 52).

A Igreja Adventista não surgiu de alguma briga de líderes por causa do poder eclesiástico [fato comum em muitas igrejas neo-pentecostais de nossos dias], mas por um grupo que entendeu que Deus os chamou para pregar uma mensagem bíblica, cristocêntrica e equilibrada.

Ellen White teve participação no desenvolvimento da doutrina, mas não foi ela quem “lançou as bases da fé adventista”, como apregoa a revista Eclésia.

Pessoas piedosas estudaram profundamente as Escrituras e chegaram às conclusões sobre pontos doutrinários. Ellen com suas visões apenas confirmou ou retificou o que já se havia estudado.

2. A matéria contém distorções sobre as doutrinas adventistas.
Em minha experiência de cristão aprendi que nem sempre uma heresia é exatamente uma doutrina errada, mas pode ser uma ênfase errada numa doutrina certa.

Propositalmente ou não, é o que o acontece quando muitos dos chamados “especialistas em apologética” falam ou escrevem sobre doutrinas adventistas.

Por exemplo, o Sr. Roque Carvalho, um dos entrevistados diz o seguinte sobre a maneira como os adventistas vêem a questão da salvação: “Se a salvação, para eles, depende da obediência à lei do Antigo Testamento, então a graça de Deus não faz sentido” (p. 58). Ele então desafia: “É possível ser meio cristão?”. Que argumentação paupérrima e descabida!

Os adventistas não crêem em salvação pelas obras da lei. Vamos colocar as coisas nos devidos lugares.

A Igreja Adventista crê na salvação pela graça por meio da fé em Cristo (Efésios 2:8). Entende também que sendo perdoada e justificada por Cristo (Romanos 5:1) a pessoa agora guarda, pela fé, os mandamentos de Deus. Pois fé sem obras é morta (Tiago 2:17).

A grande dificuldade de alguns evangélicos é entender a verdadeira função da lei moral de Deus na vida do cristão.

Eles ficam confusos quando lêem Paulo escrever quye “ninguém será justificado diante dele por obras da lei...” (Romanos 3:20) e logo a seguir “a lei é santa e o mandamento, santo e justo e bom.” (Romanos 7:12).

Afinal, Paulo era contra ou a favor da lei? Um estudo isento de preconceitos e dentro de princípios hermenêuticos sérios, mostrará que Paulo era contra o mau uso da lei de Deus. Na sua época, pessoas achavam que seriam salvas apenas cumprindo os preceitos, e deixavam Jesus de lado. Para Paulo, a lei mostra o pecado (Romanos 3:20), e como um aio (um ajudador) conduz o pecador a Cristo (Gálatas 3:24) a fim de que este seja justificado pela sua fé.

Desta forma o apóstolo não descartou a lei, mas colocou-a no seu devido lugar: mostrar o pecado.

Todavia, o problema está com os que param por ai e dizem que "Paulo nos desobriga de guardar a lei".
Ledo engano! O mesmo escritor sagrado diz que os “simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (Romanos 2:20).

Estaria ele (Paulo) pregando salvação pela lei? De forma alguma. Ele apenas está dizendo que os que guardam a lei o fazem depois de terem uma experiência de salvação com Jesus Cristo e Sua graça.

Portanto, para os Adventistas do 7º Dia, guardar a lei não é um meio de salvação, mas uma conseqüência da salvação.

Alguns parecem dizer que estar salvo em Cristo é o mesmo que desobedecer a lei. Isto é um absurdo que nem os oponentes gratuítos do adventismo aceitariam.

Teimam em distorcer este assunto. Talvez por medo de seus fiéis compreenderem esta verdade bíblica e eles perderem suas gratificantes funções de “intérpretes da lei.” É curioso observar que os escribas e pastores modernos usam do Velho Testamento só o que lhes interessa. Quando o assunto é dízimo, por exemplo, logo eles correm para Levíticos, Deuteronômio e Malaquias. Mas quando se fala em sábado dizem que ele foi abolido.

Outro exemplo de distorção ficou por conta do Pr. Natanael Rinaldi. Duas coisas ditas por ele merecem uma explicação maior. A primeira é com respeito a Miguel ser igual a Cristo. Na verdade Miguel é um dos nomes de Cristo na Bíblia. Com um razoável conhecimento de hebraico se conclui que o nome Miguel quer dizer: “Quem é igual a Deus?” E a resposta natural seria esta: "Somente Jesus Cristo". Portanto, diferente do que expõe Rinaldi, dizer que Miguel é um nome de Cristo na Bíblia não relativiza a deidade de Cristo, mas a confirma. Para o adventismo, Jesus Cristo é Deus em plenitude de Divindade (Colossenses 2:9).

É provável que alguma autoridade do Centro Apologético Cristão de Pesquisas ainda fique com dúvidas e argumente dizendo que a Bíblia fala de Miguel como um arcanjo e não como Cristo. Pois bem, seria interessante lembrá-lo de que a palavra bíblica para "anjo" também quer dizer “mensageiro”. E Jesus Cristo foi o mensageiro de Deus para a humanidade. Em Cristo está a maior revelação de Deus Pai (Hebreus 1:1 e 2). E ainda mais, devemos recordar que ao identificar Jesus como o “Arcanjo Miguel”, a Bíblia não O torna um mero anjo, como também não O transforma em animal ao identificá-Lo como um “Cordeiro” (João 1:29) ou como um “leão” (Apocalipse 5:5).

Algo mais: Miguel, em Daniel 12:1 e 2, aparece para defender o povo de Deus, e de acordo com o profeta, ocorre uma ressurreição como conseqüência disto. Será que um anjo pode ressuscitar mortos? É fácil observar que este "Miguel" deve ser mais do que um anjo...

Outra afirmação infeliz: “Os adventistas consideram que Cristo adentrou no santuário celeste em 1844...”. Quem disse isto? Onde Rinaldi encontrou tal afirmação nas publicações oficiais da IASD?

A literatura adventista deixa claro que Cristo pode ir (e foi) ao lugar santíssimo do santuário celeste desde Sua ascensão ao céu. O que se destaca é que em 1844 (segundo a profecia de Daniel 8:14) Jesus iniciou a fase do Santíssimo no santuário celestial. Todavia, Ele sempre trabalhou em nosso favor, como intercessor. Os adventistas não limitam a Cristo e Sua obra.

Sobre este ponto seria saudável dizer que embora a obra de salvação foi completa na cruz do calvário, seus efeitos serão sentidos por toda a eternidade. Alguns não entendem porque Jesus hoje está ministrando no Santuário Celestial (Hebreus 8:1 e 2) como sumo Sacerdote se Ele já fez tudo na cruz. Eles não entendem que a salvação é um plano completo. Ela envolve o nascimento sobrenatural, a vida impecável de Cristo, Sua morte na cruz, Sua ressurreição, Sua intercessão e o juízo no santuário celestial, e a Sua segunda vinda para fazer o juízo final.

A mesma Bíblia que diz que quem não crê em Cristo “já está julgado (João 3:18), também diz que Deus “estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça...” (Atos 17:31). Portanto, ao se falar sobre a obra de Cristo na cruz, temos que enfatizar todos os atos do Senhor antes e depois dela. A cruz é o centro, e o centro deve ser um ponto de atração de todos os demais atos do plano de salvação, sem anulá-los.

Deveria parar aqui, mas Rinaldi tem outra afirmação infeliz: “os ensinos de Ellen White deixam claro que o Salvador não é Cristo, e sim, Satanás, já que sobre ele seriam lançados os pecados, à semelhança do bode emissário descrito no livro de Levítico” (p. 52).

O arguto pesquisador certamente está por dedução tentando distorcer a aplicação adventista sobre o bode por Azazel (Levíticos 16:8). Azazel e o bode emissário representam a mesma coisa. No original hebraico está exatamente assim: “E lançará Arão sorte sobre os dois bodes. Uma sorte para Javé e outra sorte para Azazel.”

Comentando este texto, veja o que diz o comentário evangélico (não adventista) The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge: “Partindo do fato de que há um contraste entre expressões ‘para Jeová’ ‘para Azazel’, supõem muitos que Azazel seja um nome oposto a Jeová, um monstro do deserto, um demônio, ou diretamente Satanás... O contraste entre ‘para Jeová’ e ‘para Azazel’ favorece a interpretação de Azazel como substantivo próprio, sugerindo em si mesmo, uma referência a Satanás.”

Desta maneira, o bode emissário (Azazel) é visto como o próprio Satanás. Porém a acusação é de que os adventistas por interpretarem assim Levítico 16 estão dizendo que o diabo é o salvador, e não Cristo. Não sei onde se lê esta afirmação nos livros adventistas!

Para os adventistas, Azazel (Satanás) não participa da expiação. Ele não é o Salvador, pois ele não derramou seu sangue. Isto é concluído a partir de uma leitura bem feita de Levítico 16:9 e 10. O verso 9 fala do bode “para o Senhor” (que simbolizava Cristo) que era o único que tinha o seu sangue derramado. “Sem derramamento de sangue não há remissão” (Hebreus 9:22). O verso 10 fala do bode emissário (Azazel) cujo sangue não era derramado, em resumo ele não era oferecido em sacrifício pelo pecado. Ele apenas simbolicamente carregava os pecados do povo e morria no deserto sem derramar sangue. O bode emissário prefigura Satanás que vai morrer, não para perdoar pecados, mas por causa dos pecados que cometeu e induziu pessoas a cometer (Apocalipse 20:7 e 10).

Portanto, dizer que por esta interpretação de Levítico 16 os adventistas crêem em Satanás como salvador é um absurdo dos mais preconceituosos.

Satanás não é, nem nunca foi nosso salvador. A Igreja Adventista do Sétimo Dia nunca ensinou isto.

Conclusão:

Muita coisa ainda poderia ser dita sobre a polêmica e frágil matéria da revista evangélica. Porém, gostaria de fazer mais duas explicações e depois uma pergunta:

a. Estado do homem na morte:
Na Bíblia, a alma significa a pessoa total. O homem não tem uma alma, ele é uma alma. Gênesis 2:7 diz que da junção de fôlego de vida e do pó da terra é que o homem foi feito “alma vivente”. Não veio uma “alma” e "entrou dentro" dele, mas ele inteiro passou a ser uma alma. Portanto, "alma" significa a pessoa inteira. A morte seria a desintegração da alma. O pó volta à terra e o espírito (ruach no hebraico = fôlego de vida) volta para Deus (Eclesiastes 12:7).

Há várias razões par se crer que a alma é mortal:
“A alma que pecar esta morrerá” (Ezequiel 18:4). Ezequiel não está falando figurativamente (ou espiritualmente apenas). Ele está falando de pessoas e situações reais (leia também Ezequiel 18:1 a 9).
A única vez que a palavra "imortal" aparece na Bíblia, é atribuída a Deus (I Timóteo 1:17). A idéia de uma alma imortal é de origem pagã. Os gregos a transmitiram para os judeus, e esta pregação anti-bíblica chegou até os cristãos.
O inferno como lago de fogo acontecerá no fim (Apocalipse 20:14). A palavra "inferno" quer dizer sepultura ou lugar inferior. O credo dos apóstolos diz que Jesus morreu e desceu aos infernos (sepultura). Só uma perguntinha: Se as pessoas que morrem hoje já vão para o céu ou para o inferno de condenação, por que Deus terá que realizar um juízo final? Afinal de contas já não estão todos julgados? Quando a Bíblia usa a palavra "inferno" no sentido de fogo o faz referindo-se ao lago de fogo no fim.

b. A questão do adventismo como seita.
A questão do adventismo ser ou não uma seita não me preocupa. Explico porque: Nem sempre a palavra "seita" tem uma conotação ruim ou desastrosa. Os “especialistas em apologética” que usam de forma indiscriminada esta palavra para ofender o adventismo certamente estudaram a história do cristianismo [ou pelo menos deveriam ter estudado].

Em seus primórdios, a igreja cristã nada mais era do que uma seita rejeitada do judaísmo. Nem por isso o cristianismo deixou de ser a fé verdadeira (cf. Atos 24).

Se continuarmos a pesquisa veremos que o mesmo ocorreu com a Reforma Protestante do século 16. Lutero, Calvino e outros eram considerados uma “seita do diabo” por aqueles que detinham as “chaves do céu e do inferno”: a igreja oficial romana.

Apesar de os adventistas se considerarem cristãos por crerem nas doutrinas essenciais do cristianismo, eles empunham a bandeira de doutrinas que têm sido esquecidas pelos chamados cristãos evangélicos em nossos dias.

Walter Martin, conhecido autor batista do livro The Kingdon of the Cults, depois de uma exaustiva pesquisa sobre doutrinas adventistas concluiu que, embora a igreja tenha doutrinas distintivas, ela ainda pode ser cristã por proclamar verdades básicas do cristianismo.

Apesar disto, ser chamado de "seita" por uma causa justa não é ruim, mas um testemunho da verdade no tempo do fim.

c. Uma última pergunta:
Durante toda a reportagem se falou de um aparente confronto entre a igreja adventista e os evangélicos. Mas, perdoem-me a pergunta incisiva: De que povo "evangélico" estamos falando? Confesso que tenho dúvidas sobre quem são de fato os verdadeiros evangélicos em nossos dias.

Às vezes acho que são os protestantes históricos, que receberam um legado maravilhoso dos homens de Deus que foram os precursores da fé. Mas, desisto de pensar assim, pois algumas destas igrejas estão mais ligadas a uma filosofia e teorias de teólogos do que na Bíblia. O princípio de “sola scriptura” foi sorrateiramente substituído por teorias e métodos racionalistas de estudo bíblico. O fervor missionário de algumas correntes religiosas tem estado em queda, e em alguns países os templos destas denominações têm sido vendidos por absoluta falta de assistência dos fiéis que perderam a fé e a devoção.

Às vezes chego a pensar que são os queridos e fervorosos irmãos "pentecostais". Mas infelizmente alguns se limitam apenas a uma interpretação unilateral dos dons do Espírito. Onde estão as outras doutrinas bíblicas? A fé muitas vezes é baseada só na emoção em detrimento de um “Assim diz o Senhor”. Em muitas dessas igrejas pentencostais modernas, temas como ressurreição, volta de Jesus, reforma de saúde, etc., nunca são pregados, pois causariam uma grande confusão com os temas anti-bíblicos amplamente ensinados por estas igrejas.

Será que por evangélicos devo entender alguns (não todos) dos políticos que usam o nome de evangélicos para conseguir votos dos de boa fé?

Será que evangélicos são alguns (não todos) dos pregadores do rádio e da televisão que fazem um império monetário na Terra, e vivem fugindo da Receita Federal como o diabo foge da cruz?

Ou evangélicos serão alguns pregadores que gostam de estar de bem com todos fazendo um discurso politicamente correto, e não raro estando envolvidos em escândalos financeiros e sexuais, manchando o nome de Cristo?

Seriam evangélicos, alguns determinados “artistas” que continuam vivendo como sempre viveram (prostituição, luxúrias, drogas, imoralidades, etc.) e se declaram evangélicos nas entrevistas?

Sinceramente, ser evangélico é viver o evangelho de Cristo. Alguns tipos de "evangélicos" não me fascinam.

Simplesmente ter o nome de evangélico pode não significar nada. Parafraseando Paulo, eu diria: “Evangélico ou não evangélico não importa, mas sim ser uma nova criatura” (cf. Gál. 6:15).

Autor: Pr. Moisés Mattos

Adaptação e acréscimos: Prof. Gilson Medeiros
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Excelente material!

Aproveite, e dê uma olhada nestes outros artigos:
Quem é o Arcanjo Miguel?
Quem representa o bode Azazel?


"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" - Apoc. 14:12

Sábado, Novembro 21, 2009

Casamento de "Pastores" Gays

O dia 20 de novembro de 2009 entrou para a História como o dia do primeiro "casamento" entre pastores gays no Brasil (veja a notícia).

Os dois "pombinhos" fazem parte de uma denominação voltada especialmente para a inclusão de membros da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) - a Igreja Cristã Contemporânea. Assim como tantas outras, esta "nova" igreja é classificada como "liberal", por pretender romper com os padrões conservadores e "ultrapassados" das comunidades cristãs tradicionais.

Notícias como esta se tornarão cada vez mais frequentes, à medida que o fim dos tempos for se aproximando. Vivemos em um período no qual tudo que puder ser contestado, "adaptado", "modernizado", etc., o será... afinal, estamos na era da globalização de culturas e da busca pelo que for "politicamente correto", não é mesmo?! Já existem até comunidades de "Adventistas" (não "do Sétimo Dia"!) voltadas para o público gay, inclusive com "pastores" e "pastoras" homossexuais (misericórdia!!).

Já tratei aqui no blog do tema do Homossexualismo à luz das Escrituras (reveja aqui), e por isso não vou repetir os argumentos pelos quais acredito na desaprovação divina sobre uma cerimônia "cristã" de casamento entre dois homens ou duas mulheres.

Aproveitei a notícia divulgada na Mídia apenas para trazer de volta à nossa reflexão a profunda apostasia na qual está mergulhado o mundo atual, inclusive entre os que se consideram "seguidores de Cristo" - cristãos. Nosso mundo caminha para uma total, completa e irrestrita separação dos verdadeiros ideais de fé que Jesus pregou, exaltando sempre os fundamentos firmes e inabaláveis de Sua Palavra. Em nenhum momento vemos Jesus ensinando, ou autorizando que se ensinasse, nada que fosse contrário ao solene "Assim diz o Senhor".

Hoje, cada um diz o que quer, como quer, onde quer... isso em matéria de fé, de doutrina, de teologia. Perdeu-se, com o tempo, as diretrizes claras deixadas por Jesus, e os homens e mulheres da sociedade moderna buscam na religião apenas um "lenitivo" para suas dores e neuroses psíquicas, sem a menor preocupação em estarem, de fato, vivendo em conformidade com o que o Fundador do Cristianismo ensinou.

Não é à toa que o próprio Jesus já advertiu de que a sociedade dos últimos dias seria marcada pela apostasia da verdadeira fé, e por uma busca da falsa religiosidade... que não salva ninguém!

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus" (Mateus 7:21).

"... quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?" (Lucas 18:8).

"Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável, pois todas as nações têm bebido do vinho do furor da sua prostituição. Com ela se prostituíram os reis da terra. Também os mercadores da terra se enriqueceram à custa da sua luxúria. Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos" (Apoc. 18:2-4).

Jesus sempre soube que o homem procuraria viver uma fé falsa e sem legitimidade. E nos advertiu com a devida antecedência!

De tudo isso nós podemos tirar uma conclusão importante: JESUS ESTÁ VOLTANDO!

Quanto mais o mundo (e as falsas igrejas atuais) caminham para a apostasia e para a destruição da verdadeira fé que salva, mais nós devemos nos alegrar, pois é uma prova cabal de que o tempo está chegando ao seu final... e para os verdadeiros crentes, ele será glorioso!

Deus aceita e ama a todos, mas nenhum dos que Ele salvou permanece na mesma vida de pecados.

Afinal...

"Fomos, pois, sepultados com Ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida" (Rom. 6:4).

Postado em: 21-Nov-2009.

Sábado, Novembro 14, 2009

Dinamize os Cultos em Sua Igreja

Você já observou como os cultos de domingo e quarta-feira estão na UTI na maioria das nossas Igrejas?

Em algumas, até o programa do Sábado está com um ar "frio" e "sem vida".




O que podemos fazer para reavivarmos nossas Igrejas?
Como podemos melhorar a audiências aos cultos?
O que fazer para trazer mais visitas?

Considere as seguintes sugestões, designadas para acrescentar vida e vigor ao serviço de adoração. O culto inspirador não apenas é uma marca de qualidade, mas é característica vital numa igreja que cresce.

Eles não estão descritos com grandes detalhes, dando ampla oportunidade para cada congregação de adaptá-los às necessidades locais.

SERMÃO
1. Dramatize uma passagem da Bíblia como parte do sermão.
2. Não conte uma história infantil no início do sermão, mas introduza uma “caixa de surpresas”.Verifique o conteúdo periodicamente para estimular curiosidade e use objetos da caixa como uma ilustração visual do sermão.
3. Tente um “sermão musical”. Escolha os hinos de tal maneira que sirvam aos objetivos da mensagem. Isso funciona bem se o tópico do sermão é o "louvor".
4. Use gráficos e audiovisuais. Permita que a congregação veja mais do que ouve.
5. Promova um curso de reciclagem para os pregadores de sua Igreja.
6. Faça um rodízio entre os pregadores do seu Distrito, para que a Igreja tenha sempre uma pessoa nova repartindo o Pão da Vida.

MÚSICA CONGREGACIONAL
7. Introduza o acompanhamento de algum instrumento musical bem tocado (flauta, violão, teclado). Isso aumentará a qualidade do cântico congregacional.
8. Aprenda um novo hino do hinário para ser ensinado no serviço de cânticos a cada culto.
9. Tenha dois ou mais cantores de apoio com microfones à frente para encorajar a participação de todos.
10. Conclua o sermão com um apelo acompanhado por um hino cantado pela congregação com mãos erguidas, como símbolo de compromisso e unidade.

ORAÇÃO
11. Tenha três pessoas partilhando a oração. Uma responsável pelo louvor, outra pela gratidão e outra pela intercessão, que são as partes de uma oração feita no culto de adoração.
12. Convide (com antecedência) uma criança para oferecer a oração inicial. As palavras podem ser simples, mas o impacto será grande.
13. Tenha pessoas de diferentes grupos da congregação oferecendo a oração cada semana. Aponte pessoas como representantes daquele grupo: pais, jovens, universitários, crianças, casais, idosos, etc.
14. Tenha uma família, ou classe da Escola Sabatina, pequeno grupo, desbravadores, etc., com oportunidade de orar. Cada pessoa do grupo oferecendo uma frase. A participação é o elemento crucial aqui.

ESCRITURAS
15. Tente leitura antifonal (responsiva), com jovens e idosos ou homens e mulheres. Lendo responsivamente segmentos da Bíblia, logo após o Serviço de Cânticos.
16. Ilustre a leitura com slides, filmes ou vídeo. Use fundo musical para a leitura.
17. Tenha um membro em que o texto das Escrituras seja apresentado na forma de vídeo ou áudio (pode ser a coleção de Cid Moreira), ilustrado pelo slide de uma paisagem, caso a Igreja possua projetor de vídeo.

OFERTAS
18. Coloque as famílias como responsáveis pela coleta das ofertas, pelo menos uma vez ao mês. 19. Tenha, de vez em quando, crianças uniformizadas (Desbravadores, Aventureiros, alunos da Escola Adventista, etc.) coletando as ofertas.
20. Na Escola Sabatina do 13º sábado, convide a congregação para trazer suas ofertas vindo à frente e depositando-as numa cesta. Isso providencia movimentação para os jovens adoradores.
21. Traga pessoas para testemunharem sobre a fidelidade na mordomia.

BOAS VINDAS
22. Convide os membros a apresentarem as visitas que eles trouxeram.
23. Estimule o povo a cumprimentar os que estão próximos deles.
24. Faça um cartão especial para ser entregue ao visitante pela primeira vez, com o endereço da Igreja, horário dos cultos, telefone dos Anciãos e do Pastor.

CRIANÇAS
25. Convide-as a virem à frente durante o hino final, fixando os desenhos que fizeram durante o culto, em um mural.
26. Recolha os desenhos à porta e fixe os melhores no quadro de anúncios.
27. Planeje o culto das crianças uma ou duas vezes no semestre. Deixe-as participar o quanto possível.
28. Forme um coral de crianças.
29. Convide as crianças a dramatizarem alguma história bíblica bem conhecida, na frente da congregação.

TESTEMUNHO
30. Entreviste alguém na congregação sobre sua conversão, profissão, etc. Se algo realmente importante aconteceu a alguém, entreviste-a. Deixe a pessoa partilhar sua gratidão e alegria perante Deus e a congregação.
31. Filme uma entrevista com um membro, dando à pessoa a chance de partilhar seu testemunho. Mostre a pessoa em seu dia-a-dia (no seu trabalho, casa e na igreja).
32. Providencie oportunidade para os membros expressarem emoção quando algo acontece que afeta a congregação - tragédias, maravilhosas bênçãos, crise, etc.
33. Peça que duas pessoas comentem o sermão do último sábado, mostrando em que a verdade apresentada tem afetado a sua vida.

OUTRAS IDÉIAS
34. Mude a seqüência dos eventos (sermão antes dos pedidos de oração na quarta-feira, por exemplo). Não caia na FRIA e MONÓTONA rotina.
35. Planeje períodos de meditação durante o culto. O silêncio também tem seu lugar.
36. Traga famílias à plataforma. Podem ser responsáveis pelo hino, boas vindas, leitura de Bíblia, etc.
37. Planeje a ceia para sexta à noite. Use pedaços grandes de pão e grandes cálices de vinho. Candelabros e o assentar-se ao redor de uma grande mesa podem dar um efeito todo especial.
38. Transforme o culto de domingo em um culto realmente evangelístico, com brindes, mensagens musicais alegres e uma mensagem bíblica doutrinária e cristocêntrica.
39. Integre os Desbravadores em todos os eventos da Igreja.
40. Promova freqüentemente um almoço de sábado com toda a Igreja, onde cada um traz um "prato" para partilhar com os demais.

Pela a Deus sabedoria, e Ele te concederá a luz para fazer de tua Igreja o MELHOR LUGAR DO MUNDO.

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