Sexta-feira, Maio 28, 2010

Só Acredito Vendo...

Tenho o hábito de acompanhar os noticiários para ver o que está acontecendo no mundo, e que possa encaixar-se nos cumprimentos das profecias.

Como já comentei aqui em outras ocasiões, as notícias que vemos hoje em dia não são nada boas, havendo atualmente um grande número de crimes bárbaros e antes inimagináveis.

Há alguns meses, vi uma reportagem que me chamou a atenção para um fato. Foi uma matéria sobre o aumento do turismo em uma cidade do interior de São Paulo, onde um religioso católico foi canonizado há pouco tempo - o Frei Galvão. Ele ficou famoso através de suas "pílulas milagrosas", que nada mais são do que orações escritas em minúsculos pedacinhos de papel, que são enrolados e distribuídos com os "fiéis".

O "comércio da fé" em países altamente católicos, como o Brasil, rende alguns milhões de dólares anualmente, e movimenta uma rede de artesãos, empresários, agentes de turismo, motoristas, comerciantes, camelôs, etc., que lucram muito com a venda de "artigos religiosos" e com o "turismo religioso".

Então eu fiquei me perguntando: "Por que as pessoas têm uma atração tão grande por este tipo de objetos?". Se não é "adoração de imagens" (como contra-argumentam os que defendem a idolatria), então o que é? O que faz uma pessoa sair de sua cidade e viajar centenas de quilômetros apenas para ver uma estátua da Virgem Maria, ou para beijar os pés de uma estátua do Padre Cícero, ou para colocar no pulso uma fitinha do Senhor do Bonfim, ou para fazer uma caminhada em Santiago de Compostella... etc?

Lembrei de um personagem bíblico que também só acreditou na ressurreição de Jesus após ver COM SEUS PRÓPRIOS OLHOS o fantástico milagre. Ele não conseguia depositar sua confiança apenas nos relatos de outras testemunhas - mesmo que oculares. Enquanto ele mesmo não visse e, além do mais, tocasse nas feridas do Jessus ressurreto, ele não creria. O nome deste discípulo você já sabe: Tomé.

Hoje também existe uma legião de "Tomés" por ai. Estas pessoas têm dificuldade em crer em algo que não possam pegar, ver, cheirar, fotografar, comprar, etc.

Parece que o grande incentivo para esta fé baseada em "relíquias", "imagens" e "lembrancinhas" teve seu início na obscura Idade Média. Alguns historiadores dizem que somente com os pedacinhos da cruz de Cristo, que eram vendidos aos milhares pelos romanistas da época, daria para se construir centenas - até milhares - de cruzes. Durante este período, também, se iniciou o estranho hábito de conservar os corpos dos "santos" para serem expostos à visitação dos peregrinos. Ainda hoje esta prática é muito comum pelo mundo afora (veja exemplo recente).

As igrejas neo-pentecostais também já perceberam que as pessoas gostam de terem sua fé materializada em objetos. Por isso é muito comum vermos este tipo de situação no "marketing" feito por este grupo de novos cristãos. Por exemplo:
- Campanha do descarrego total
- Reunião dos 318
- Corrente do sal ungido
- Campanha do óleo consagrado nas alturas
- As 7 terças-feiras da oração forte
- Fogueira santa de Israel
- Vigília da Luz Branca

Nestas ocasiões, os pastores distribuem todo tipo de material para ajudar os fiéis a visualizarem a fé, e assim poderem "tomar posse da bênção" (no jargão utilizado por eles). São saquinhos com sal, vidrinhos com óleo consagrado, pedrinhas trazidas do Monte Sinai, anéis dourados com o nome de Deus, copos de água sobre a TV ou Rádio... etc... etc... etc.

Vale tudo para criar um "clima" que favoreça a fé... e a doação das oferta$.

Os cultos desses movimentos neo-pentecostais também são caracterizados por forte apelo emocional e de êxtase. Eles constumam dizer que sentem o "fogo" do Espírito percorrer-lhes o corpo, em especial quando há manifestação das "línguas estranhas".

Para estas pessoas, um culto baseado na razão e no Estudo da Bíblia, somente, não tem nenhum valor, pois o culto verdadeiramente "quente" é aquele onde o adorador "sente" a presença de Deus, e manifesta isso através dos gritos, pulos, danças, palmas, choros, etc.

O que diz a Bíblia?

O conceito clássico de fé, conforme as Escrituras, passa bem longe do que vemos hoje nesta "onda" cristã que procura fazer da fé algo palpável e sólido.

"... a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem" - Heb. 11:1.

Com relação às imagens, não é necessário nem mencionar que um dos Mandamentos (Êxodo 20:4-6) da Lei de Deus (escrita com Seu próprio dedo - Êx. 31:18) condena inquestionavelmente qualquer manifestação idolátrica (ou de "veneração", como querem os católicos) no uso de imagens, gravuras, relíquias, esculturas, etc.

A verdadeira fé não precisa ver, sentir, pegar... para ser forte. Ela é fundamentada na absoluta confiança que temos nas promessas de Deus, independente de vermos ou não.

Os contemporâneos de Moisés "viram" muitos milagres, mas nem por isso eles tiveram uma fé inabalável. Também na época de Jesus, muitas maravilhas foram realizadas diante dos olhos dos líderes judaicos, mas isso não foi suficiente para os convencer da Divindade e Messianidade de Jesus de Nazaré.

Portanto, devemos ter muito cuidado com este sentimento natural do ser humano que o leva a crer apenas no que ele pode sentir, ver ou pegar.

"Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram" - João 20:29.

Quinta-feira, Maio 20, 2010

Decreto Dominical

Há alguns meses coloquei um comentário sobre as especulações acerca do decreto dominical.

Como este é um tema interessante (e que chama muito a atenção dos Adventistas), e freqüentemente recebe e-mails com dúvidas sobre o assunto, eu gostaria de sugerir que você desse uma lida no texto, caso já não o tenha feito anteriormente.

Clique no link abaixo:

Saiu o Decreto Dominical!

E nada de especulação!

Segunda-feira, Maio 17, 2010

O Poder do Louvor

No último sábado eu assisti ao DVD "Na Presença de Deus", uma produção de alguns anos atrás, feita com diversos músicos e corais da IASD, e gravado na Igreja do UNASP.

A qualidade musical é excelente, o que mostra o belo trabalho do Pr. Costa Junior como dirigente do evento.

Ali estavam alguns dos músicos Adventistas que eu mais admiro, entre eles: Társis Iraídes, Luiz Cláudio, Eclair, Paulo Menezes, José Barbalho, Sonete, entre outros, além do próprio Willians Costa Jr. Estas pessoas são, na minha opinião, excelentes músicos e pessoas de grande caráter, algo que considero indispensável na vida dos que se dedicam ao ministério do louvor a Deus.

Tirando de lado a questão dos "excessos", seja na questão de maquiagem, seja com a "dramatização teatral" com que alguns ilustres músicos fazem suas "apresentações", o DVD é um momento de profundo enlevo espiritual e um poderoso instrumento evangelístico, pois apresenta um modo de vida alegre, vibrante e integrado à fé cristã.

Um momento que muito me emocionou foi quando dezenas de crianças entraram no templo, e começaram a cantar algumas das músicas infantis mais conhecidas aqui no Brasil. Foi lindo ver adultos e crianças seguindo o exemplo de Jesus, e louvando a Ele com alegria, inocência e amor.

Tenho plena certeza que aqueles que lá estiveram (músicos, membros e visitantes) saíram com a glória do Senhor manifesta em suas próprias vidas. Quão bom seria que em todas as congregações adventistas pudessem acontecer momentos como estes! É claro que não seria possível contar com os mesmos "talentos", mas é importante que a música seja cada vez mais utilizada como meio de integração e amor entre os membros.

Louvado seja o Senhor pelos excelentes cantores e cantoras que Ele utiliza em Sua Igreja!
Louvado seja o Senhor pelo trabalho valoroso destes ministros e ministras do canto!

Não é à toa que a música Adventista sempre foi, é, e continuará sendo o "topo do ranking" em matéria de qualidade, tanto em letra, quanto em harmonia, melodia e ritmo.

Caros músicos, não deixem este padrão cair!

Quarta-feira, Maio 12, 2010

O Câncer que está "matando" os Adventistas...

Você sabe como se desenvolve o câncer?

Uma célula adoece, e começa a se multiplicar de tal forma que acaba adoecendo outras que estão ao seu redor. Se o mal não for contido a tempo, a morte pode ser o trágico fim.

Tenho ficado impressionado com um tipo de "câncer" que está destruindo a vida de muitos Adventistas. Ele começa se desenvolvendo "devagarzinho", sem que se perceba. Algumas células sadias vão sendo contaminadas aos pouquinhos, e quando menos se espera... a morte está decretada! Às vezes de uma congregação inteira!

Estou falando do PIOR tipo de câncer que pode acometer a vida de uma pessoa, em especial a de um Adventista do 7º Dia... Qual é?

A terrível e implacável CRÍTICA

Está proliferando em nosso meio um sentimento de críticas, murmurações e maledicências que só agrada a uma "pessoa"... Esse mesmo que vc pensou.... o diabo.

Ele é quem tem tanto interesse em ver o povo remanescente de Deus virando suas "armas" uns contra os outros, e deixando a pregação do Evangelho em segundo plano (cf. Apoc. 12:10).

Você já percebeu como não se encontra facilmente na Internet nenhum site "batistas.com", ou "assembleanos.com", ou "presbiterianos.com"? "Catolicos.com" nem pensar! Apesar das diferenças que eles, certamente, têm em suas comunidades religiosas, eles não usam a Internet como meio de proliferar acusações, críticas ou difamações de uns para com os outros. Pelo contrário, há muitos sites de outras denominações que fazem dos Adventistas o seu alvo de guerra... e nós, que deveríamos estar mais unidos do que nunca, ficamos perdendo tempo criticando e injuriando uns aos outros.

Mas para que ninguém diga que estou escrevendo baseado apenas em minhas próprias opiniões, vou transcrever algumas citações do Espírito de Profecia (também muito atacado hoje em dia) sobre este tema da crítica...

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"Satanás tem tido grande poder sobre o espírito dos pais, por meio de seus filhos indisciplinados. O pecado da negligência dos pais clama contra muitos pais observadores do sábado. O espírito da tagarelice e maledicência é um dos instrumentos especiais de Satanás, para semear a discórdia e a luta, para separar amigos e solapar a fé de muitos na veracidade de nossas crenças. Os irmãos e as irmãs estão demasiado prontos para falar das faltas e erros que julgam existir em outros, e especialmente nos que têm apresentado sem recuo as mensagens de repreensão e advertência que o Senhor lhes confiou.

Os filhos desses queixosos escutam de ouvidos abertos e recebem o veneno da desafeição. Os pais fecham assim, cegamente, os meios pelos quais poderia ser alcançado o coração dos filhos. Quantas famílias não temperam suas refeições diárias com dúvidas e críticas! Dissecam o caráter de seus amigos, e o servem como delicada sobremesa. Um precioso bocado de maledicência é passado ao redor da mesa, para ser comentado, não só por adultos, mas também por crianças. Nisso Deus é desonrado. Disse Jesus: "Quando o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes." Mat. 25:40. Portanto, Cristo é menosprezado e profanado pelos que difamam Seus servos.

Os nomes dos escolhidos servos de Deus têm sido usados com desrespeito, e em alguns casos com absoluto desdém, por certas pessoas cujo dever é apoiá-los. As crianças não têm deixado de ouvir as observações desrespeitosas dos pais com referência às solenes repreensões e advertências dos servos de Deus. Têm compreendido os escarnecedores gracejos e palavras depreciativas que de tempos a tempos lhes tem chegado aos ouvidos, e a tendência tem sido nivelar, em seu espírito, os interesses sagrados e eternos, com os negócios comuns do mundo. Que obra realizam esses pais, fazendo de seus filhos uns incrédulos, já na infância! Desta maneira é que as crianças são ensinadas a serem irreverentes e a se rebelarem contra as repreensões do pecado, enviadas pelo Céu.

Onde existem semelhantes males, só pode prevalecer o declínio espiritual. Esses mesmos pais e mães, cegados pelo inimigo, admiram-se de que os filhos sejam tão inclinados à incredulidade, e a duvidarem da verdade da Bíblia. Admiram-se de que seja tão difícil alcançá-los por influências morais e religiosas. Tivessem eles visão espiritual, e descobririam desde logo que esse deplorável estado de coisas é resultado de sua própria influência doméstica, produto de seus ciúmes e desconfiança. Assim, muitos incrédulos são feitos nos círculos familiares de professos cristãos.

Muitos há que encontram prazer especial em falar demoradamente nos defeitos, reais ou imaginários, dos que arcam sob pesadas responsabilidades em relação com as instituições da causa de Deus. Passam por alto o bem que tem sido realizado, os benéficos resultados do árduo labor e persistente dedicação à causa, e prendem a atenção em alguns aparentes erros, coisas que, depois de cometidas e ao seguirem-se as conseqüências, imaginam eles que poderiam ter sido executadas de modo melhor, com resultados mais lisonjeiros. No entanto a verdade é que, tivessem eles sido encarregados do trabalho, ou se haveriam recusado a agir em vista das circunstâncias desencorajadoras do caso, ou teriam agido mais indiscretamente do que os que efetuaram a obra, seguindo o caminho aberto pela providência de Deus".

Fonte: Ellen White, Testemunhos Seletos, vol. 1, pp. 490-493.

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Achei especialmente interessante quando ela diz que a razão de muitos jovens, FILHOS DE ADVENTISTAS, não quererem saber mais da fé que seus pais professam, é exatamente porque estes mesmos pais não medem palavras na hora de criticar seus próprios "irmãos em Cristo".

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Muito mais poderia se falar sobre este tema, mas vou ficando por aqui mesmo, pois meu objetivo é apenas despertar você para estudar melhor este assunto, e ver o quanto temos sofrido por não olharmos uns aos outros como verdadeiros IRMÃOS e IRMÃS em Cristo Jesus.

Deixemos de atirar pedras uns nos outros, e vamos dirigir nossos esforços para despovar o máximo possível o reino das trevas.... pois o SENHOR LOGO VEM!

Segunda-feira, Maio 10, 2010

O País do Futebol

É comum se ouvir que no Brasil o futebol é uma "paixão nacional", capaz de arrebanhar multidões para assistirem aos grandes "clássicos". Para alguns, o futebol é visto como uma verdadeira RELIGIÃO - idólatra, diga-se de passagem. Até alguns Adventistas, fanáticos por futebol, sofrem um dilema por ocasião da Copa do Mundo, pois algumas partidas decisivas são realizadas no sábado, e ai fica a questão: "obedecer a Deus... ou à paixão?".

Eu fico pensando: o que leva uma pessoa a agir de forma tão "apaixonada" quando o assunto é o seu time do coração? Tem gente que é capaz até de MATAR para "defender" o amor pelo time (veja); outros passam noites numa fila (dormindo no chão) para garantir um ingresso para a partida (veja)... e a idolatria continua.

Por que o futebol (ou os esportes nacionais, de um modo geral) criam tanta obsessão em algumas pessoas?
Por que alguns seres humanos não querem passar 30 minutos ouvindo um sermão sobre a Bíblia, mas adoram quando um jogo "emocionando" vai para a prorrogação, após 2 horas de disputa?
Por que algumas pessoas não conseguem acordar cedo para ir à Igreja, mas acordam de madrugada quando a Seleção Brasileira está jogando no Japão?
Por que um jogador de futebol (alguns semi-alfabetizados) são muito mais valorizados em nosso país, do que um professor, que passa a vida inteira dedicado a formar as novas gerações? É justo um jogador ganhar (no mínimo) R$ 500.000,00 por mês, enquanto que um professor não ganha isso durante toda uma vida de estudos e dedicação?!
O que um jogador de futebol produz em sua vida para o crescimento do país, além de promover diversão passageira?

Você já observou o que alguns atacantes (até do futebol feminino) dizem quando fazem um gol? Observe o movimento dos lábios deles na próxima ocasião que você assistir uma partida pela TV. Você verá que eles costumam usar "palavrões" pornográficos para comemorarem as conquistas... Toda vez que os "capitães" levantam a taça, as palavras são as mesmas: palavrões, palavrões, palavrões. Que exemplo moral está sendo dado para os jovens?! Especialmente para os que os idolatram... A grande maioria dos jogadores faz questão de ostentar uma vida de luxos e vaidades, com brinquinhos de diamante, carrões importados, ricas mansões, e muita droga...

Eu estou aqui fazendo uma análise crítica ao futebol, mas existem muitos outros setores da nossa sociedade que são extremamente injustos, pois supervalorizam aqueles que nada produzem de concreto para o bem social e o crescimento da qualidade de vida das pessoas. Acho que era exatamente pensando nesta sociedade injusta e mundana em que vivemos hoje, que o Espírito Santo orientou Paulo a escrever o seguinte:

"Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes" - 2Tim. 3:1-5.

Se você gosta de futebol, não deixe que ele se torne um deus em sua vida (Êxo. 20:3).
A copa vem ai... reflita desde já!

Sexta-feira, Maio 07, 2010

Os Protestantes e a Lei Moral

Uma pergunta que alguns normalmente nos fazem é: "Qual a melhor versão da Bíblia em português?".

Eu, particularmente, gosto muito da Almeida Revista e Atualizada. Outra boa opção é a Bíblia de Jerusalém (se não se levar em conta as "heresias" romanas embutidas).

Existem também algumas Bíblias com "estudos" adicionais. Uma das mais conhecidas é a "Thompson", objeto de desejo de muitos que "começam" a estudar teologia. Eu prefiro a Bíblia de Estudo de Genebra (da qual tenho um exemplar). Acredito que ela tenha mais ferramentas, que foram passadas por alto em outras Bíblias de Estudo.

O problema destas Bíblias com comentários (notas que explicam os versos) é que, na grande maioria das vezes - ou sempre, elas são tendenciosas, "puxando a sardinha" para o lado da corrente teológica do editor ou editora da versão. Isto acontece com QUALQUER tradução da Bíblia, infelizmente.

Logo na Introdução, o editor geral em inglês da Genebra (R. C. Sproul) diz o seguinte:
"Os peregrino e puritanos trouxeram a Bíblia de Genebra ao Novo Mundo. Colonos americanos [séc. XVII] foram educados na Bíblia de Genebra. Eles a leram, estudaram e procuraram viver por sua luz. Desde aquela época, uma grande quantidade de traduções para o inglês e de Bíblias de Estudo apareceram. Nenhuma dessas Bíblias de Estudo incorporou um resumo da teologia reformada. A nova Bíblia de Estudo de Genebra contém uma reafirmação moderna da verdade da Reforma em seus comentários e notas teológicas Seu propósito é apresentar a luz da Reforma de uma forma nova".

Como vemos, o editor considera esta Bíblia uma das mais sérias do mundo protestante.

O que me chamou a atenção há alguns meses (enquanto eu acompanhava um sermão de sábado na Igreja) foi uma nota teológica sobre 1João 3:7 (fica na pág. 1512), cujo título é "ANTINOMISMO". O título me chamou a atenção porque eu sei do significado do termo - quer dizer: "contrário à lei". Ai eu pensei: "o que será que eles vão inventar dessa vez, para combater a lei de Deus?".

Mas eu estava enganado!

A nota fez uma defesa tão profunda da importância de se guardar os 10 Mandamentos, que eu pensei até que algum Adventista é que tinha escrito o texto (rsrs).

Só para vocês terem uma idéia (podem ver o texto todo em alguma Bíblia de Genebra disponível em sua igreja)...

"Alguns dispensacionalistas [como alguns pentecostais, por exemplo] têm sustentado a idéia de que os cristãos, desde que vivem sob a dispensação da graça - e não da lei - não têm a necessidade de observar a lei moral em nenhuma etapa da vida. [Porém] Rom. 3:31 e 1Jo 6:9-11 mostram claramente que observar a lei é uma obrigação contínua dos cristãos...".

"A lei moral revelada no Decálogo [os 10 Mandamentos] e exposta em outras partes das Escrituras é uma expressão da integridade de Deus, outorgada para ser o código de prática para o povo de Deus, em todas as eras... O Espírito [Santo] concede aos cristãos o poder para cumprir a lei, tornando-nos cada vez mais semelhantes a Cristo, o cumpridor arquetítipo [modelo] da lei (Mat. 5:17)".

Eu fiquei me perguntando:
"Se eles pensam assim, então POR QUE NÃO GUARDAM O SÁBADO DO SÉTIMO DIA, uma vez que este é um dos mandamentos centrais do Decálogo?!".

Com a palavra, os teólogos protestantes antinomistas...

"Guias cegos"... lembra?

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Mais uma vez eu tenho minha fé REFORÇADA na teologia Adventista do 7º Dia, pois essa amada Igreja segue exatamente aquilo que os mensageiros de Deus sempre ensinaram, mesmo que a mensagem seja tão "impopular" nos dias atuais.

"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" - Apoc. 14:12.

Quarta-feira, Maio 05, 2010

Por que praticamos o Rebatismo?

Algumas denominações questionam os Adventistas pela prática de realizar o que chamamos de “rebatismo”. Alegam eles que esta prática é mais uma “invenção” dos Adventistas, para a qual não existe apoio bíblico.

Será que a Bíblia mostra alguma base para a realização de um “rebatismo”? Ou seria esta uma mera “invenção” herética dos Adventistas do 7º Dia (como os críticos gostam de apregoar)?

Vejamos...

Primeiramente, leia Atos 19:1-7

Nesta passagem está a principal base que os Adventistas encontram para a comprovação de que o rebatismo era praticado pelos apóstolos. Aqui vemos que Paulo chegou a uma determinada cidade, Éfeso, onde encontrou um grupo de cristãos. Ao dirigir-se a eles, o apóstolo descobre que eles ainda não haviam recebido o Espírito Santo, ou não compreendiam do que se tratava este tema.

Paulo achou estranho, e indagou se eles já haviam sido batizados (v. 3). E sua resposta afirma que sim, pois eles haviam sido batizados pelo próprio João Batista. Portanto, fica claro no texto bíblico que estes 12 homens já eram batizados nas águas.

Paulo lhes explica rapidamente a grandeza da obra que Jesus operara, mostrando que João Batista apenas preparou o caminho para a chegada do Messias, e que o batismo que o profeta do deserto realizava não estava completo para a nova experiência cristã (v. 4).

O verso 5 deixa bem claro que Paulo batizou NOVAMENTE aqueles homens, mesmo sabendo que eles já haviam sido batizados por João.

E por que ele fez isso?

Porque aqueles discípulos, apesar de sinceros, não haviam sido batizados com a compreensão total da obra de salvação e de transformação, tanto de Cristo quanto do Espírito Santo. Por isso, Paulo precisou batizá-los outra vez nas águas, pois agora eles já conheciam a verdade “completa”.

É inegável que esta passagem bíblica trate de um rebatismo, e realizado pelo próprio apóstolo Paulo, o que dá um peso bem maior, uma vez que este apóstolo sabia perfeitamente bem que o batismo autêntico é aquele que transforma a pessoa em uma nova criatura, fazendo-a “morrer” para a vida de pecados, e “ressuscitar” para uma nova vida ao lado de Cristo (veja Rom. 6:1-5).

Mas, e a questão de "um só batismo"?

Alguns encontram em Efésios 4:5 uma maneira de questionar a autenticidade do rebatismo, uma vez que Paulo diz ali que há “um batismo” apenas. Mas o contexto da passagem deixa claro que o apóstolo tratava de “um” não no sentido de quantidade, mas sim de autoridade e qualidade. Além do mais, foi ele mesmo que praticou o rebatismo na própria cidade dos efésios, cerca de 8 anos antes (cf. Atos 19:1-7). Ele não poderia se contradizer diante do público que sabia que ele próprio já rebatizara os discípulos de João, o que mostra que Paulo não falava em “quantidade” de batismos (em Efés. 4:5), mas na “autoridade” que o batismo e a fé em Jesus têm sobre a vida do crente.

O Manual da Igreja Adventista do 7º Dia

Uma pessoa que foi batizada por imersão em uma outra denominação cristã, e que toma contato com a mensagem Adventista, aceitando-a e compreendo que a verdade do Senhor lhe foi revelada com mais intensidade, NÃO É OBRIGADA a rebatizar-se para ser aceita como membro da Igreja Adventista do 7º Dia. Veja o que diz o Manual da Igreja (2005), pág. 43:

Tendo como base a aceitação de novas verdades importantes, Ellen White apóia o rebatismo na medida em que o Espírito Santo guia o novo crente a solicitá-lo. Isto está de acordo com o padrão adotado em Atos 19. Indivíduos que passaram anteriormente pelo batismo cristão devem avaliar sua nova experiência religiosa e decidir se o rebatismo é desejável. Não deve haver insistência”.

No livro Evangelismo, pág. 373, Ellen White dá o seguinte conselho sobre este assunto:

[O rebatismo] é um assunto em que cada indivíduo precisa conscienciosamente tomar sua atitude no temor de Deus. Deve ser cuidadosamente apresentado no espírito de benignidade e de amor. Portanto, o dever de insistir não pertence a ninguém senão a Deus; dai-Lhe oportunidade de operar por meio de Seu Espírito Santo na mente, de modo que o indivíduo seja perfeitamente convencido e satisfeito no que respeita a esse passo avançado”.

Veja que não há uma OBRIGAÇÃO de que alguém seja rebatizado, caso já tenha sido batizado por imersão em uma igreja cristã antes, para poder ser aceito como membro da IASD. Caso o novo converso ache que não necessita dessa nova experiência, poderá fazer apenas uma “profissão de fé” diante da Igreja reunida.

Porém, como amigo, eu aconselho a todos nesta situação a considerarem o rebatismo com carinho, pois ele marca a transição entre uma verdade “incompleta” (sem lei, sem sábado, sem sono da morte, sem cuidado com alimentação, sem conhecimento sobre o Santuário celestial, sem estudos das profecias de Daniel e Apocalipse, crendo em um falso dom de línguas, etc.) para uma verdade “completa”, com a compreensão de todos estes importante temas.


Vale a pena!

Segunda-feira, Maio 03, 2010

Por que creio no ministério de Ellen White?

Tenho observado um crescente desinteresse dos Adventistas pelo estudo dos livros do Espírito de Profecia, escritos por Ellen Gould White, apesar de a Igreja, especialmente aqui na Divisão Sul-Americana, promover nos últimos anos algumas facilidades para a aquisição de livros, barateando-os ao máximo. Existem algumas Uniões, como a Nordeste, por exemplo, que também promovem anualmente campanhas de incentivo à leitura do Espírito de Profecia, com livros a menos de R$ 5,00.

Mas mesmo assim parece que os Adventistas da atualidade perderam um pouco o respeito e o interesse pelos estudos dos livros do Espírito de Profecia... o que é uma pena!

Ao longo destes anos como membro da IASD tenho percebido que a firmeza na fé e a solidez da vida espiritual estão intimamente ligados com o estudo das mensagens proféticas que Deus revelou ao Seu povo remanescente destes últimos dias.

Devemos sempre evitar os DOIS EXTREMOS:
1 - Considerar os escritos de Ellen White como funcionando num nível "canônico" idêntico ao das Escrituras, ou mesmo acima delas.
2 - Ou considerá-los como literatura cristã comum.

Que relação os livros de Ellen White têm para com as Escrituras?*

AFIRMAÇÕES:
1. Cremos que as Escrituras são a Palavra de Deus divinamente revelada e que são inspiradas pelo Espírito Santo.
2. Cremos que o cânon das Escrituras é composto apenas dos 66 livros do Velho e Novo Testamentos.
3. Cremos que as Escrituras são o fundamento da fé e a autoridade final em todos os assuntos de doutrina e prática.
4. Cremos que as Escrituras são a Palavra de Deus em linguagem humana.
5. Cremos que as Escrituras ensinam que o Dom de Profecia será manifesto na Igreja Cristã depois dos tempos do Novo Testamento.
6. Cremos que o ministério e escritos de Ellen G. White formam uma manifestação do Dom de Profecia.
7. Cremos que EGW foi inspirada pelo Espírito Santo e que seus escritos, o produto dessa inspiração, são aplicáveis e autoritativos, especialmente para os Adventistas do Sétimo Dia.
8. Cremos que os propósitos dos escritos de EGW incluem a direção na compreensão dos ensinos das Escrituras e a aplicação destes ensinos, com urgência profética, à vida moral e espiritual.
9. Cremos que a aceitação do Dom Profético de EGW é importante para o crescimento espiritual e unidade da IASD.
10. Cremos que o uso que EGW faz de fontes e assistentes literários encontra paralelo em alguns dos escritos da Bíblia.


NEGAÇÕES:
1. Não cremos que a qualidade ou grau de inspiração dos escritos de EGW seja diferente da Bíblia.
2. Não cremos que os escritos de EGW sejam uma adição ao cânon das Escrituras Sagradas.
3. Não cremos que os escritos de EGW funcionem como o fundamento e autoridade suprema da fé cristã, como as Escrituras.
4. Não cremos que os escritos de EGW possam ser usados como base de doutrina.
5. Não cremos que o estudo dos escritos de EGW possa ser usado para substituir o estudo das Escrituras.
6. Não cremos que as Escrituras possam ser compreendidas somente através dos escritos de EGW.
7. Não cremos que os escritos de EGW exauram o significado das Escrituras.
8. Não cremos que os escritos de EGW sejam essenciais para a proclamação das verdades das Escrituras à sociedade em geral.
9. Não cremos que os escritos inspirados de EGW sejam meramente produto de devoção cristã.
10. Não cremos que o uso que EGW fez de fontes e assistentes literários negue a inspiração de seus escritos.


* Conforme VOTO pela Associação Geral, em abril de 1980, com as alterações de 2/1983.

Para aqueles que desejam conhecer mais a fundo o que os Adventistas crêem e ensinam sobre o ministério de Ellen White, eu recomendo a leitura da excelente obra do Dr. Herbert E. Douglass, Mensageira do Senhor, publicado pela CPB. Somente quem já leu este livro na sua íntegra tem autoridade moral para questionar os escritos de Ellen White.

No site do Centro White do Brasil (www.centrowhite.org.br) também podemos encontrar vasto material sobre o assunto.

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Clique aqui e veja o esboço de um estudo básico sobre o Dom Profético de Ellen White.

“Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; Crede nos Seus profetas e PROSPERAREIS...” (2Crôn. 20:20).
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