Sexta-feira, Junho 25, 2010

O papa do Decreto Dominical será Bento XVI?

O papa Bento XVI fez uma declaração há alguns meses que é um "alerta" para aqueles que estudam as profecias, e sabem o que está por vir.

Veja o que foi publicado na imprensa:

Papa reza última missa na Áustria e critica 'domingo ocidental'
Bento XVI ressaltou a importância do domingo como dia de reflexão. A viagem do pontífice ao país europeu durou três dias.


O Papa Bento XVI celebrou, neste domingo (9), sua última missa em território austríaco, em viagem de três dias pelo país europeu. Na cerimônia, que ocorreu na Catedral de São Estevão, em Viena, Bento XVI criticou a atitude ocidental de considerar o domingo como "fim de semana" e não mais como "dia sagrado".

Ele disse que, embora o tempo livre seja necessário, "se não tiver um centro, que é o encontro com Deus, acaba sendo um tempo perdido".

O pontífice começou a homilia lembrando a frase dos primeiros cristãos: "sem o dia do Senhor, não podemos viver". Bento XVI afirmou que as palavras continuam em vigor, já que o homem precisa de um "centro, uma ordem interna e uma relação com Aquele que sustenta nossa vida". Segundo o Papa, sem isso a vida está vazia, pois o domingo não é só um dia de preceito para os cristãos, mas uma necessidade.


Fonte:
Portal G1

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Podemos observar que a tentativa do papa é levar os cristãos do mundo todo a verem o domingo como o "sábado do cristão", ou seja, devem reverenciar o domingo da mesma forma como os judeus do Antigo Testamento reverenciavam o sábado do sétimo dia.

Como argumento, o pontífice romano se utiliza de citações que alega ser dos "primeiros cristãos", bem como de argumentos mais filosóficos que teológicos, tão comuns nos sermões da igreja romana.

Sabemos que o antecessor de Bento XVI já havia divulgado um extenso documento, enviado para todos os sacerdotes católicos romanos do mundo, onde buscava dar uma sustentação teológica e bíblica para a santidade do domingo, e conclamando os líderes católicos a intensificarem a pregação sobre a santidade do primeiro dia da semana. Esta carta do papa João Paulo II recebeu o sugestivo nome de DIES DOMINI, e sua íntegra pode ser lida em português no site do próprio Vaticano (aqui).

Você pode fazer uma busca rápida na internet, especialmente em sites apologéticos (que se consideram "defensores da fé" contra as heresias) e de relacionamento (como o Orkut), e verá que o Decreto Dominical que os Adventistas acreditam estar próximo de ser promulgado no mundo todo, é um dos temas preferidos para ridicularizar nossa Igreja.

Mas declarações como a que Bento XVI deu, aliada à base que a encíclica DIES DOMINI já forneceu, nos mostram claramente que os Adventistas estão certos em seu pensamento sobre um possível Decreto mundial que leve a cristandade a promover uma santificação mais intensa do domingo, mesmo que para isto seja necessário oprimir aqueles que se opuserem - os chamados "sabatistas"... Você já deve ter ouvido alguém nos chamar assim...

Gostaria de convidar você a um maior estudo sobre os temas proféticos que Deus revelou para nós através do maravilhoso ministério de Ellen White.

Lembre-se que somente aqueles que estiverem alertas é que conseguirão distinguir o "sonido certo" das trombetas finais, e estarão preparados para enfrentarem o que o inimigo está preparando contra aqueles que desejarem ficar do lado de Deus... mesmo que para isto precisem ficar contra bilhões de pessoas em todo o mundo.

Se ainda não o fez, comece lendo os capítulos finais do livro O Grande Conflito, e veja antes da Imprensa o que Bento XVI ainda vai declarar nos próximos anos (ou meses? ou semanas? ou dias?).

Quarta-feira, Junho 23, 2010

Perseguição religiosa?

Em recente entrevista aos repórteres que estão cobrindo a Copa na África, o jogador Kaká fez um desabafo interessante. Ele reclamou da maneira como um jornalista professamente ateu (Juca Kfouri) vem agindo com relação às suas manifestações públicas em testemunho da fé em Jesus. Para Kaká, o jornalista ateu age dessa forma pelo fato de ele ser evangélico.

Não é novidade para ninguém que a fé evangélica, de modo geral, é sempre muito mal retratada na Mídia, em especial nas programações da toda-poderosa Rede Globo (a mesma que elegeu o sr. Fernando Collor, mascarando para o Brasil uma pseudo-caça aos marajás de Alagoas... e todos sabemos no que deu!).

Nas suas novelas, seriados, programas humorísticos, etc., os evangélicos sempre são retratados com arquétipos preconceituosos. É o crente fanático, a irmãzinha devassa, o pastor ladrão, a evangélica fofoqueira, e por ai vai. Os personagens espíritas, por exemplo, são normalmente retratados como intelectuais, altruístas, benevolentes, bondosos e preocupados com o bem-estar coletivo. Os católicos, de modo geral, também são representados por personagens respeitados e socialmente aceitos.

Esta perseguição que Kaká afirmou estar sofrendo, muitos de seus "irmãos" e "irmãs" sabem muito bem do que se trata...

Fogo "amigo"

Porém, há um tipo de perseguição (ou preconceito, se você preferir) que existe, infelizmente, entre os próprios evangélicos. Assim como acontece desde os dias de Noé, a minoria sempre sofre o massacre ideológico da maioria.

Lutero, que é tido como heroi por muitos "protestantes", também foi intolerante com alguns grupos que discordavam de certos aspectos de suas doutrinas. O que mostra que ninguém (nem mesmo os que são perseguidos) estão livres de se tornarem perseguidores.

Adventistas do 7º Dia, Testemunhas de Jeová e Mórmons, por exemplo, estão entre algumas das denominações sempre ridicularizadas e perseguidas pelos "apologetas" do meio evangélico. Acredito que todo Adventista, pelo menos uma vez na vida, já ouviu alguém dizer que sua igreja é uma seita. Minha esposa certa vez ouviu um pastor de uma denominação que é maioria entre os pentecostais, dizer que "no céu não há lugar para Adventista". Se eu fosse católico diria que ele estava recebendo informações privilegiadas diretamente do "porteiro do Céu"... rsrs

Até entre as próprias denominações existem rivalidades, cismas e dissidências. Os Reformistas, por exemplo, criticam os Adventistas por serem liberais demais, apostatados e membros de Babilônia; já alguns Adventistas, por sua vez, acusam os Reformistas de fanáticos e legalistas.

É mesmo uma pena que este tipo de coisa exista entre pessoas que professam seguir Aquele que foi o maior arauto da paz, do amor e da comunhão. Como podemos dizer ao mundo não-cristão (muçulmanos, hinduistas, budistas, ateus, etc.) que nossa religião é benéfica, se eles olham para nós e vêem tantas brigas, críticas, desavenças e acusações?!

Não é só Kaká que está se sentindo perseguido por causa de sua fé. São milhões de outros que, assim como ele, também precisam conviver com pessoas intolerantes, egoistas e sem respeito pela liberdade do seu semelhante.

O problema será se Kaká, a partir de agora, também passar a perseguir os ateus... rsrs

"Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros" (João 13:35).

Terça-feira, Junho 22, 2010

"Três dias e três noites no seio da Terra..."

Se tem uma questão que, vez ou outra, volta à tona, é a que trata do período EXATO em que Jesus ficou na sepultura. Devido a esta polêmica, existe até alguns cristãos (inclusive "adventistas") que acreditam que Ele não morreu na sexta-feira (apesar de todas as evidências bíblico-históricias), mas sim na quarta-feira, pois só assim daria exatamente 72 horas sepultado.

Vamos aproveitar para relembrar algo importante sobre este tema, pois certamente você vai se deparar com ele em algum momento de seu ministério missionário.

Três dias e três noites” – Jesus quando cita Jonas (cap. 1:17), em Mateus 12:40, emprega a frase "três dias e três noites". A pergunta quanto ao tempo que Jesus permaneceu na sepultura surgiu de uma incompreensão moderna da chamada "contagem inclusiva", método comum na Antigüidade, segundo o qual se contava tanto o dia (ou ano ou mês) no qual começava um período, quanto o dia em que terminava, não importando quão pequena fosse a fração desse dia (ou ano ou mês) inicial ou final. Eis alguns exemplos bíblicos:

No livro de 2Reis 18:9-10, lemos o seguinte: “No quarto ano do rei Ezequias que era o sétimo ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel, Salmanasar, rei da Assíria, subiu contra Samaria, e a cercou e, ao fim de três anos, tomou-a. No ano sexto de Ezequias, que era o ano nono de Oséias, rei de Israel, Samaria foi tomada”. Observe que Salmanasar subiu contra Samaria no quarto ano de Ezequias, e a tomou no ano sexto. Hoje, nós diríamos que Salmanasar levou dois anos para tomar Samaria (6 - 4 = 2) porém o texto bíblico diz que foi “ao fim de três anos”. Ou seja, pelo método da contagem inclusiva, foram contados o 4º, 5º e 6º anos do reinado de Ezequias.

A Bíblia dá vários períodos de "três dias" que concluíram DURANTE o terceiro dia, e NÃO DEPOIS do terceiro dia, e que portanto não eram períodos de três dias completos de 24 horas. Veja Gên. 42:17-29; conferir 1Reis 12:5, 12 com 2Crôn. 10:5 e 12.

Há exemplos desta "contagem inclusiva", não somente entre os judeus, mas também entre outros povos da Antigüidade. Esse sistema era comum no Egito, Grécia e Roma, e ainda é usado hoje no Extremo Oriente. Em alguns países do Oriente se computa a idade dando à pessoa um ano mais do que se dá no Ocidente. Assim um coreano que diz ter 25 anos tem somente 24 segundo a contagem ocidental. Segundo o cômputo chinês, um menino que nasce na última parte do ano tem dois anos no ano seguinte, pois está vivendo o segundo ano de sua vida, conforme o calendário; e no começo do ano seguinte completará três anos de vida mesmo que só um desses anos seja um ano completo. Os gregos chamavam a Olimpíada, que se realizava de quatro em quatro anos, de pentaeteris (período de cinco anos).

Como o costume de empregar o cômputo inclusivo está bem comprovado por seu uso entre os hebreus, em outras nações antigas no Oriente e até nos tempos modernos, parece pouco razoável entender as palavras de Jesus quanto ao período de três dias segundo o uso de nosso método matemático moderno ocidental. Os ouvintes de Jesus contaram os "três dias", segundo o seu costume, em forma sucessiva: sexta-feira (parasceve pascal), sábado e domingo (primeiro dia da semana).

Os que se apegam a detalhes para questionarem as sólidas doutrinas cristãs gostam de se arrogar o "zelo" de estarem sendo fieis às palavras do próprio Cristo: "ficarei três dias e três noites no seio da Terra", e usam este argumento para dizerem que apenas se Ele morresse na quarta-feira é que tal afirmativa seria verdadeira.

Pelo que vimos acima, este argumento é fragilíssimo, pois não leva em conta uma pergunta muito importante em matéria de interpretação da Bíblia (e que muitos preferem ignorar): para quem estavam sendo dirigidas aquelas palavras? Como eles a entenderiam, levando-se em conta sua cultura na época?

Ou seja, não resta a menor dúvida, para o estudante sério e sincero da Palavra de Deus, que o nosso Senhor morreu mesmo no dia que hoje chamamos de "sexta-feira", permaneceu todo o sábado na sepultura, e ressuscitou nas primeiras horas do dia que hoje chamamos de "domingo". Para Seus ouvintes, este fato não causou o menor problema com relação à citação que Jesus fez de Jonas, pois em ambos os casos, os envolvidos passaram TRÊS DIAS E TRÊS NOITES "sepultados" (um no ventre do peixe, e o Outro na tumba).

Aliás, por que será que dos 3 dias que Jesus passou "descansando" na sepultura, somente o SÁBADO foi utilizado integralmente? Será coincidência? rsrs

"e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Adaptado de: Forum Now (contagem inclusiva dos judeus)

Sexta-feira, Junho 18, 2010

Sorria! Jesus te Ama e te Salva! - parte II

Justificação e Comunhão

a) Justificação e Espírito Santo

A justificação e o Espírito estão intimamente unidos.

Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” – 1Coríntios 6:11.

Porque nós, pelo Espírito, aguardamos a esperança da justiça que provêm da fé” – Gálatas 5:5.

b) Comunhão com Cristo

A palavra comunhão é bastante usada no meio adventista. Ela denota a união espiritual entre Cristo e o crente. Teólogos não adventistas têm mais comumente usado a palavra “misticismo” para comunicar a noção do relacionamento espiritual do crente com a Divindade.

É evidente nos escritos de Paulo que fé justificadora e união com Cristo, no sentido de identificação com o Seu destino estão intimamente relacionados (cf. Gál. 2:16 a 21; 3:26 a 29).

Mas se, procurando ser justificados em Cristo, fomos nós mesmos também achado pecadores, dar-se-á o caso de ser Cristo ministro do pecado? Certo que não” – Gálatas 2:17.

Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” – 2Coríntios 5:21.

Esta frase incomum de Paulo demonstra o íntimo relacionamento entre Cristo e o crente.

Visto que Cristo, representativamente, Se tornou “pecado” por nós, nós podemos nos tornar “justiça nEle”.

Nós somos contados em Sua justiça e aceitos como justiça de Deus, no sentido de Jeremias 23:6; 33:16: “Senhor Justiça Nossa”.

Isto não significa, naturalmente, que "justiça" é entendida como um atributo isolado de Deus. Ainda a justiça é de Deus.

Assim devemos entender de maneira absoluta a frase: “...para que fôssemos feitos justiça de Deus”. Ela indica que os homens redimidos estão destinados à retidão moral do Senhor Deus. Isto não quer dizer que o crente não mais irá cometer atos pecaminosos em sua vida. Ao contrário, o sentido da frase é que os crentes participarão plenamente na santidade de Deus, em Seu amor, bondade, justiça, longanimidade; enfim, em todas as qualidades morais positivas de Deus.

A transformação de crente é realizada pela operação do Espírito Santo:

Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz. Longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas cousas não há lei” – Gálatas 5:22, 23.

A transformação moral e espiritual realizada pelo Espírito Santo torna os crentes participantes da natureza de Cristo em tudo quanto Ele é e possui:

Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo: se com ele sofremos, para que também com ele sejamos glorificados” – Romanos 8:17.

Diante do que vimos até aqui, fica claro que a justificação não consiste de mera declaração forense (Deus apenas nos "declara" justos, e pronto!), mas antes, faz provisão para a tremenda e maravilhosa participação na retidão de Deus.

Ao fazer uma breve recapitulação, temos:

1. Justificação pela fé é perdão e promoção. “O perdão de Deus...” M.D.C. pág. 100. Isto é, justificação é mais do que um decreto forense (legal).

2. A justificação tem a sua frutificação na santificação, e nada será sem esse acompanhamento resultante. Ela tem que ser real e tem que produzir transformação.

3. A justificação, como passo anterior à santificação, é também um passo antecedente à glorificação.

Se pela ofensa de um, e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça, reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo” – Romanos 5:17.

4. A justificação consiste na implantação do princípio vital, através do qual chegamos à vida eterna. Não pode haver vida para quem não participa da santidade do próprio Deus, pois ninguém poderá ver a Deus sem a santificação:

Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” – Hebreus 12:14.

Em Cristo somos santificados.

Não cremos meramente que em Cristo somos "reconhecidos como santos".
Cristo é a nossa santidade, mas também está nos transformando em seres santos.

Aleluia!
Fonte: Apostila de Soterologia, SALT-IANE, 2004.

Segunda-feira, Junho 14, 2010

Sorria! Jesus te Ama e te Salva! - parte I

Como o tema da justificação pela fé é um dos que mais me atrai (inclusive este também será o foco do meu próximo livro, se Deus assim o permitir), e um dos que mais vejo desconhecimento por parte de meus irmãos e irmãs Adventistas, vou reiniciar aqui uma série de postagens alternadas sobre este maravilhoso assunto.

Como o homem pode se tornar justo (ser justificado)?

1. Segundo a avaliação bíblica, todo o ser humano descendente de Adão é pecador, portanto não tem justiça em si mesmo.

Como está escrito: Não há justo, nem sequer um, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” – Rom. 3:10-12.

Nesta passagem de Romanos, Paulo está citando um pensamento do AT (Salmo 14:1-3 e 53:1-3).

Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” – Rom. 3:23.

2. O homem torna-se justo (ou seja, é "justificado") quando pela fé aceita a Jesus Cristo.

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” – João 3:16.

Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção... sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” – Romanos 3:21, 22, 24.

Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fossemos feitos justiça de Deus” – II Coríntios 5:21.

Jesus Cristo – a melhor "definição" de justiça

Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: Senhor Justiça Nossa” – Jeremias 23:5,6.

Esse título “Senhor Justiça Nossa” também é aplicado a Jesus Cristo por Ellen White.

Jeremias também testificou da vinda do Redentor como um príncipe da casa de Davi” – Atos dos Apóstolos, pág. 223.

Justiça de Deus acha-se centralizada em Cristo. Recebemos a justiça recebendo-O a Ele” – O Maior Discurso de Cristo, pág. 18.

Jesus Cristo é nossa justiça pela Sua vida irrepreensível, de perfeita obediência à lei de Deus e pela Sua morte vicária na cruz.

Podemos ver nas Escrituras que a alienação do homem de Deus determinou duas conseqüências fatais: ele está inteiramente sem justiça e está sob uma sentença de morte. Portanto, para o homem ser salvo, Deus precisa fazer duas coisas: Ele deve remover a sentença de morte e Ele deve providenciar justiça perfeita e divino poder que traga o homem de volta a um relacionamento com Deus. O primeiro requisito Deus preencheu pela morte de Cristo; o segundo, pela vida de justiça que Jesus viveu na terra. Este é o evangelho, ‘o poder de Deus para a salvação’ (Rom. 1:16)” – Salvation Unlimited, pág. 26.

O "Processo" da Justificação Pela Fé

A justificação pela fé deve ser compreendida como o ato de Deus, pelo qual Ele remove a sentença de condenação, a qual o homem está exposto como conseqüência de seus pecados, libertando-o de sua culpa e atribuindo-lhe os méritos de Cristo.


Este ato ocorre no momento em que o mérito de Cristo é apropriado pela fé, sendo designado como ato forense ou judicial, visto que Deus pronuncia um juízo sobre o homem, que lhe confere uma posição inteiramente diferente e direitos inteiramente diferentes.

Na justificação, o relacionamento do homem com Deus é restabelecido de tal maneira que agora o homem encontra-se perdoado de todos os seus pecados, não sendo mais culpado perante Deus, mas aparecendo perante Ele como aceito e justo, em quem Deus não encontra mais nada para punir, com quem Ele não tem mais uma atitude de desagrado.

Através deste ato de justificação que emana de Deus, nós recebemos a remissão dos pecados e a imputação da justiça de Cristo.

Para Deus, desde o momento em que a fé é exercida, Ele vê tudo o que Cristo realizou com se tivesse sido feito pelo homem. Na justificação, o homem recebe gratuitamente, pela fé, além do perdão dos pecados, o poder para viver uma vida de justiça em Cristo.

Assim, a justificação concede: perdão, promoção e poder!

"A justificação é um ato da Divindade através de Cristo pelo homem, através do Espírito Santo no homem, para que o homem transformado pela graça possa obedecer aos reclamos divinos [Efés. 2:1-10]" - Luiz Nunes, Crises na Igreja Apostólica e na IASD, pág. 39-40.

"O perdão de Deus não é meramente um ato judicial pelo qual Ele nos livra da condenação. É não somente perdão pelo pecado, mas livramento do pecado. É o transbordamento do amor redentor que transforma o coração" - Ellen White, O Maior Discurso de Cristo, pág. 114.

Que maravilha!

Adaptado da apostila de Soterologia (SALT-IAENE 2004).

Quarta-feira, Junho 09, 2010

Adventista Vence Debate na TV RIT

Há alguns meses coloquei uma postagem sobre um debate ocorrido em um canal de TV, envolvendo o tema da imortalidade da alma. Ao final do texto, vocês podem conferir os comentários dos meus amigos internautas, inclusive com o testemunho pessoal do próprio pastor que defendeu a fé Adventista.

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Representando o pensamento da IASD, estava o pastor e jornalista Leandro Quadros (da TV Novo Tempo), que deu um "show" de conhecimento bíblico. O tema era a "imortalidade da alma". De um lado estava o Leandro, defendendo o estado inconsciente dos mortos, e a imortalidade apenas após a vinda de Jesus.

Do outro lado estava um professor doutor da Universidade Presbiteriana, que defendia que os mortos em Cristo já estão em um "estado intermediário", perto de Deus. O mediador, o Pr. Teixeira (apresentador do programa) também defendia as ideias do prof. presbiteriano (afinal, este é o pensamento corrente entre os cristãos de hoje). Portanto, era 2x1.

O Leandro usou a Bíblia abundantemente, demonstrando um total controle do tema e um profundo conhecimento da Palavra de Deus, sempre citando versos e mais versos em confirmação à crença Adventista.

Já o prof. presbiteriano se apoiava quase que exclusivamente na filosofia, citando pessoas como Agostinho e Calvino, e "esquecendo" de citar a Bíblia. Ele usava expressões genéricas do tipo: "em diversas passagens", "em inúmeros textos", etc., mas não abria a Bíblia para apresentar nela a base de sua argumentação.

Todos os textos que são interpretados equivocadamente pelos que crêem no estado consciente dos mortos (no "seio de Abraão", como o programa defendia), foram paulatina e claramente explicados pelo irmão Leandro, esclarecendo que a Bíblia NUNCA defende que os mortos já estão no céu ou no inferno... ou em alguma espécie de "limbo" intermediário.

Textos como a parábola do rico e Lázaro, a conversa de Jesus com o ladrão na cruz, as "almas" debaixo do altar em Apocalipse, os ressuscitados por ocasião da morte de Jesus, a declaração de Paulo sobre "partir e estar com Cristo", entre outros, foram sabiamente explicados segundo o contexto bíblico.

Ao final de sua apresentação, o Leandro colocou a "última pá de cal" sobre a frágil argumentação dos outros 2 participantes, quando apresentou o livro do Dr. Oscar Cullman, um dos mais renomados estudiosos do Novo Testamento, o qual apresenta que a doutrina da imortalidade da alma NÃO se harmoniza com o ensinamento do Novo Testamento, sendo mais uma "herança" da filosofia grega de Platão. Detalhe: o Dr. Cullman NUNCA foi Adventista do 7º Dia, aliás, ele morreu na fé da igreja Luterana.

Ficou evidente o constrangimento do egrégio prof. doutor e do apresentador do programa, que não tiveram como esboçar nenhuma reação face ao depoimento de alguém tão respeitado e que não fazia parte da Igreja Adventista. Ou seja, jogou por terra o lenga-lenga de que os Adventistas "inventam" suas "heresias"...rsrs

É uma pena que debates como estes não surtam grandes resultados, pois vemos que as pessoas não estão muito interessadas em abandonarem suas convicções equivocadas e aceitarem a Verdade Bíblica, como as "considerações finais" do prof. presbiteriano demonstraram.

Entretanto, esperamos em Deus que a convicção de fé e a sólida fundamentação bíblica que o irmão Leandro apresentou, tenham servido para alguns espectadores sinceros verem que suas doutrinas podem não se sustentarem somente pela Bíblia, e passem a estudar melhor a Palavra de Deus, sem se limitarem, muitas vezes, a apenas repetirem o que outros já lhe disseram no passado.

"antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós" (1Ped. 3:15).

Não é à toa que os Adventistas são o "povo da Bíblia"... Aleluia!

Terça-feira, Junho 08, 2010

Possessão Demoníaca

Tanto a Bíblia quanto o Espírito de Profecia são muito claros em dizer que os poderes satânicos serão cada vez mais vistos em nosso mundo, à medida que se aproxima o retorno de Jesus.

Uma experiência extremamente desagradável, mas que já deve ter sido vivenciada por muitos de nós, é o enfrentamento direto e literal do Inimigo, em um contato com alguém que esteja "possesso", ou seja, possuído por um espírito maligno.

Nestas situações, é importante entender o que está acontecendo, para podermos ajudar a pessoa a se libertar das garras do Mal.

O Pr. Emilson Reis, emérito professor do UNASP, preparou um excelente artigo sobre este assunto, e acredito que seja de grande importância para todos nós, que queremos ser usados como instrumentos do Senhor para a libertação e salvação de cativos pecadores.

Você pode visualizar o artigo no link abaixo:

"Então, regressaram os setenta, possuídos de alegria, dizendo: Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo Teu nome!" - Lucas 10:17.

Domingo, Junho 06, 2010

Mudaram o Calendário

Eu fico impressionado como algumas pessoas procuram arranjar todo tipo de desculpas para não seguirem a Palavra de Deus!

Um dia desses recebi um e-mail de alguém que disse que não guardava o sábado porque o calendário foi mudado, portanto, segundo ele, não temos como saber qual é o dia sétimo original, então devemos "guardar" todos os dias.

Já coloquei aqui muitos artigos e comentários sobre o sábado na Bíblia, e em um deles eu abordo o assunto somente no Novo Testamento. Por isso não vou apresentar novamente as inúmeras passagens que são claras em identificar o sábado do Senhor como sendo o sétimo dia da semana.

A Bíblia ensina desde o Gênesis até o Apocalipse que Deus tem uma Lei Eterna, e nela o Sábado aparece em lugar de destaque, como o próprio "selo" de obediência ao Senhor (Ezeq. 20:12 e 20).

O povo judeu sempre foi muito zeloso no cumprimento deste mandamento, o que vemos claramente quando dos relatos referentes ao ministério de Jesus. Quase 4000 anos haviam se passado, e o sábado do sétimo dia nunca foi perdido no tempo (cf. Lucas 4:16). É uma prova cabal de que os judeus sabiam muito bem determinar os dias, mesmo sem disporem dos modernos aparatos astronômicos que a Ciência usa hoje.

Quando a reforma do calendário foi realizada, diferente do que pensa o leitor que entrou em contato comigo, não houve NENHUMA mudança no clico semanal. Segundo a própria Enciclopédia Católica, "deve ser ressaltado que no período cristão, a ordem dos dias da semana nunca foi interrompida. Dessa maneira, quando Gregório XIII reformou o calendário, em 1582, 4 de outubro, quinta-feira, foi seguido por uma sexta-feira 15 de outubro. Portanto, na Inglaterra, em 1752, 2 de setembro, uma quarta-feira, foi seguida por uma quinta-feira, 14 de setembro".

Para informação mais detalhada sobre a alteração do calendário, clique aqui.

A alteração foi apenas na "numeração" dos dias, e não na ordem semanal. Ou seja, depois de uma quinta-feira sempre vem uma sexta-feira, independente de que tenha sido feita uma alteração de 10 dias na numeração.

É muito "infantil" achar que os judeus de todo o mundo, espalhados como estavam, perderam a contagem dos dias da semana e não sabem mais qual dia é o sábado do sétimo dia. Basta ir a Jerusalém que podemos ver qual dia é o sábado. É o mesmo que guardamos aqui no Brasil e em todos os demais países, observando apenas os respectivos fusos horários, é óbvio.

Aliás, é uma pena que tanta gente prefira fechar os olhos para as evidências bíblicas sobre a guarda do santo sábado, e prefiram acalentar a consciência com argumentos frágeis e sem respaldo nem na Palavra de Deus nem na História.

"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apoc. 14:12).

Quinta-feira, Junho 03, 2010

As Leis da Bíblia

Basta uma olhada rápida na Bíblia para percebermos que os seus escritores tratam de mais de um tipo de Lei, pois em alguns momentos ela é considerada abolida por Cristo (cf. Efés. 2:15), mas em outros ela é chamada de “lei da liberdade” (cf. Tiago 2:12).

Há alguma contradição no texto bíblico? Os autores estão ensinando doutrinas opostas? Ou será que eles estão tratando de leis diferentes?!

Tomemos o exemplo de Paulo:
Em Efés. 2:5 o apóstolo diz que Jesus “aboliu na sua carne a lei dos mandamentos na forma de ordenanças”. Porém, no mesmo livro, em 6:1-3, Paulo aconselha os filhos a seguirem um Mandamento da Lei moral, que trata da honra devida ao pai e à mãe (cf. Êx 20:12).


Como é possível!? A lei foi ou não abolida com o sacrifício de Cristo? Paulo está se contradizendo? Ou será que ele está tratando de duas leis diferentes...?

Parece-me que esta última é a única alternativa lógica para solucionarmos tão “aparente” discrepância bíblica.

É claro que, como estudioso das Escrituras, o grande apóstolo da graça tinha conhecimento de que existiam leis diferentes que conduziam a vida do povo de Deus, na época representado pela nação de Israel. Haviam as leis civis, que tratavam de assuntos ligados ao dia-a-dia comercial, político, econômico, familiar, pecuniário, etc (cf. Lev. 25:35-38; Deut. 15:12-18; etc.); haviam as leis de higiene, destinadas a manter um ambiente livre de contaminações (cf. Deut. 23:9-14); tinham também as leis destinadas à distinção entre animais limpos e imundos (cf. Lev. 11); também aquelas referentes aos sacrifícios expiatórios do santuário, com todo o seu ritual e símbolos que apontavam ao Messias - estas últimas eram as chamadas “leis cerimoniais” (que podem ser vistas, por exemplo, em quase todo o livro de Levítico); assim como também havia a Lei Moral, baseada nos 10 Mandamentos entregues a Moisés no Sinai (cf. Êx 20).
De todas essas leis, a que Jesus “cravou na cruz” foi a que tratava dos aspectos simbólicos que deveriam retratar o Messias vindouro, o “Cordeiro” que resgataria o povo de Deus da escravidão do pecado (cf. Isa. 53). Todo esse cerimonialismo (ofertas de animais, derramamento de sangue inocente, purificações rituais do santuário, etc.), tudo se cumpriu no sacrifício perfeito e eficaz que o Senhor Jesus Cristo realizou por nós no Calvário. Era dessa lei transitória que Paulo estava tratando em Efés. 2:15, uma lei baseada em “ordenanças”.

Porém, a Lei moral, firmada em tábuas de pedra, escrita pelo dedo do Criador e Redentor do mundo (Êx. 31:18), nunca passou. Ela reflete dois princípios básicos, sobre os quais deve estar firmada a vida do servo de Deus:

1. Amar a Deus sobre todas as coisas (cf. Deut. 6:5; Mat. 22:37-38). Isto está perfeitamente traçado nos primeiros 4 Mandamentos, pois através do cumprimento deste grupo de preceitos demonstramos, realmente, se amamos a Deus acima de tudo – trabalho, família, riquezas, prazeres, amigos, etc. Muitos, por exemplo, não querem guardar o santo sábado para não perderem um emprego ou algum recurso financeiro que é conquistado no 7º dia (feiras, comércio, etc.). Esses não estão amando a Deus sobre todas as coisas, pois estão demonstrando uma fé vacilante (cf. Sal. 37:25), ou "arrogante", o que é pior!

2. Amar ao próximo como a nós mesmos (cf. Lev. 19:18; Mat. 22:39; Tiago 2:8). Neste princípio divino baseiam-se os outros 6 Mandamentos da Lei moral. Guardando tais Mandamentos, estaremos demonstrando amor, respeito e consideração pelo nosso próximo, a começar pela própria família, especialmente os pais.

Jesus, da forma sábia como Lhe era peculiar, mostrou que destes dois grandes princípios dependem não só a Lei, mas toda a Bíblia (cf. Mat. 22:40).

Os Adventistas crêem neste maravilhoso ensino de Jesus, de que o amor é o cumprimento da Lei de Deus – primeiro para com Ele, e depois para com Suas criaturas. Muitos hoje dizem que amam a Deus, mas suas vidas demonstram que este é um amor frágil e conveniente, pois está baseado em um falso sentimento de “liberdade” para desobedecer a Sua Lei.

Amar também envolve obedecer, pois a Bíblia chega a ser “dura” ao chamar de “mentiroso” aquele que afirma amar e conhecer a Deus, mas que não está disposto a obedecê-Lo na guarda dos Mandamentos, custe o que custar (cf. 1Jo 2:4; Jo 14:15). Os que pensam assim (que a graça os liberta da obediência aos Mandamentos), encaixam-se perfeitamente na descrição bíblica sobre os apóstatas do primeiro século, que estavam transformando a graça de Deus em “libertinagem” (cf. Judas 4). Veja que coisa horrível!

Espero que você, caro leitor, reflita com carinho e paciência neste tema tão importante, pois envolve aspectos eternos. Você acredita que uma pessoa que não obedece a Deus pode REALMENTE considerar-se um “servo” dEle?

Extraído do livro "101 Razões Porque Sou Adventista do 7º Dia", de Gilson Medeiros (2005).
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