Quinta-feira, Dezembro 30, 2010

Já fui longe demais?

Freqüentemente o Brasil tem ficado chocado pela crescente onda de violência e atrocidade que parecem estar tomando conta dos noticiários.

São crianças sendo arrastadas até à morte pelas ruas; recém-nascidos encontrados em sacos de lixo; jovens ricos que matam os pais para ficarem com a fortuna da família; bandidos que colocam fogo em ônibus com crianças dentro; bebês com menos de 2 anos de idade que são violentados e estrangulados até morrer; e a lista continua quase sem fim.

Diante de tanta maldade no coração de alguns seres “humanos”, ainda podemos crer que Deus perdoa qualquer e todo pecado? Ou será que existe um “limite” do qual não se pode ultrapassar? Existe algum pecado para o qual não recebemos o perdão de Deus?

Certa vez Jesus falou as seguintes palavras, registradas no evangelho de Mateus 12:32: “Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir”. De acordo com Jesus, então, há um pecado para o qual não recebemos o perdão – o pecado contra o Espírito Santo.

Para entendermos claramente o que significa isso, temos que compreender o que é “pecado”. Na definição bíblica, o pecado é a “quebra da Lei de Deus” (1João 3:4). Portanto, sempre que alguém pratica algo que seja contrário aos preceitos morais que o Senhor definiu em Seus mandamentos (conforme Êxodo 20:3-17), então estará praticando um “pecado”.

Haverá perdão do pecado se o pecador der alguns "passos necessários":
1. Arrependimento pelo erro cometido (Atos 3:19)
2. Confissão a Deus, expondo o coração arrependido (Prov. 28:13)
3. Abandono da prática pecaminosa (Atos 3:19)

Se o pecador seguir estes passos, certamente Deus lhe perdoará o pecado, pois a Bíblia diz que temos um “Advogado” que intercede em favor de nós junto a Deus (1João 2:1). Este nosso Defensor é o próprio Jesus Cristo.

Mas... para darmos o primeiro passo para recebermos o perdão (que é o arrependimento), temos que dar oportunidade para o trabalho de Alguém muito especial – a Terceira Pessoa da Trindade. É o Espírito Santo quem nos convence que somos pecadores e carecemos do perdão de Deus (João 16:8). É Ele quem nos conduz ao arrependimento, fazendo com que sintamos o desejo de buscar mais a Deus para recebermos ajuda e força, e nos concedendo o poder para continuarmos vivendo longe do pecado (Tito 3:5). O Espírito Santo é a Pessoa da Divindade que tem a função de agir no coração do ser humano, para que este sinta o desejo de ir até onde Deus está. Na verdade, conforme a Bíblia, o Espírito Santo faz “morada” na vida daqueles que entregam o coração a Deus (1Cor. 6:19-20). Talvez seja exatamente por isso que o ataque à Pessoa maravilhosa do Espírito Santo seja a principal arma que o diabo tem usado para desviar pessoas sinceras dos caminhos do Senhor.

Podemos ver, então, que o único pecado que Deus não pode perdoar é exatamente o pecado contra o Espírito Santo. Ou seja, aquele que comete tal pecado já foi tão fundo na rebelião contra Deus, que não sente mais desejo ou necessidade do perdão. O Espírito Santo não consegue mais tocar em seu coração, pois este acabou ficando insensível ao Seu chamado. Alguém que, insistentemente, rejeita o convite de Deus para renovar sua vida, e que não tem qualquer desejo de reconhecer seu pecado e pedir perdão a Deus, está cometendo o pecado “imperdoável”.

Este pecado não é “imperdoável” porque Deus não queira perdoar. É exatamente o contrário. Deus quer, mas não “pode”, pois o pecador não pede o perdão, por não achar que esteja em rebelião contra Deus, ou por não querer reconhecer sua condição de pecador.

Como saber, então, se eu já cometi tal pecado?

Bem, se você ainda sente o desejo de se reconciliar com Deus; ainda tem vontade de orar, confessar seus pecados; se ainda sente que Deus está acima de você, e que Ele merece ser respeitado e obedecido; se não fechou os ouvidos para as advertências do Senhor, conforme a Bíblia as revela, mesmo em assuntos que você acredite que não precisa mudar; então... você ainda não cometeu o pecado imperdoável, pois o Espírito Santo ainda tem conseguido acesso ao seu coração.

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” – Apoc. 3:20.

Nunca feche a porta do seu coração à batida do Senhor Jesus Cristo. Talvez Ele esteja batendo hoje mesmo... deixe-O entrar.

Você só tem a ganhar.

Terça-feira, Dezembro 28, 2010

Bíblia Católica (Apócrifos)

Certa vez, a Marta (minha esposa) foi indagada por uma colega de trabalho (Católica) com a seguinte questão:

"Se vocês [evangélicos] querem ser tão certinhos, por que então retiraram vários livros da Bíblia?".

Esta pergunta expressa um pensamento comum entre os Católicos - o de que a Bíblia utilizada pelos Protestantes foi adulterada, pois alguns livros do AT que constam na Bíblia Católica não constam na Protestante. E como a Igreja Católica é mais antiga, então "certamente" foram os Protestantes que fizeram a adulteração. É assim que pensam!

Realmente, se você comparar o AT na Bíblia de Jerusalém (Católica) com o mesmo conteúdo em uma versao "Protestante" (Revista e Atualizada, por exemplo), verá facilmente que a quantidade de livros é diferente, assim como a ordem dos Salmos e alguns acréscimos em outros livros (Daniel, por exemplo).

Mas... quem fez a alteração?
1. Foram os Protestantes que os RETIRARAM... ou
2. Foram os Católicos que os ACRESCENTARAM

A Teologia chama os livros que estão no foco desta controvérsia de "apócrifos".

Veja o que dizem dois renomados estudiosos deste assunto*:

Em suma, estes livros são aceitos pelos Católicos Romanos como canônicos, mas são rejeitados pelos Protestantes e judeus. No grego clássico, apocrypha significava “oculto” ou “difícil de entender”. Posteriormente, a palavra tomou o sentido de “esotérico” (algo que só os “iniciados” podem entender, não os “de fora”).

Nos tempos de Ireneu e Jerônimo (séc. III e IV d.C.), o termo apocrypha passou a ser aplicado aos livros não-canônicos do AT. Desde a Reforma Protestante, essa palavra tem sido usada para denotar os escritos judaicos não-canônicos originários do período intertestamentário (entre os dois Testamentos).

Seja qual for o valor devocional ou eclesiástico que os apócrifos tiveram, eles não são canônicos pelos seguintes fatos:
1. A comunidade judaica jamais os aceitou como canônicos.
2. Não foram aceitos por Jesus, nem pelos autores do NT (não existem palavras de Jesus, por exemplo, citando os livros apócrifos).
3. A maior parte dos primeiros grandes Pais da Igreja rejeitou sua canonicidade.
4. Nenhum concílio da Igreja os considerou canônicos, senão no final do séc. IV d.C.
5. Jerônimo, o grande especialista bíblico e tradutor da Vulgata (tradução para o latim), rejeitou fortemente os livros apócrifos.
6. Muitos estudiosos católicos romanos, ainda ao longo da Reforma, rejeitaram os livros apócrifos.
7. Nenhuma igreja ortodoxa grega, anglicana ou protestante, até a presente data, reconheceu os apócrifos como inspirados e canônicos, no sentido integral dessas palavras.

Além do mais, segundo os critérios elevados da canonicidade, aos apócrifos ainda falta o seguinte:
- Os apócrifos não reivindicam serem proféticos.
- Não detêm a autoridade de Deus.
- Contêm erros históricos (cf. Tobias 1:3-5; 14:11) e graves heresias teológicas, como a oração pelos mortos (cf. 2Macabeus 12:45-46; 4).
- Embora seu conteúdo tenha algum valor para edificação nos momentos devocionais, na maior parte se trata de texto repetitivo, ou seja, são textos que já se encontram nos livros canônicos.
- Há evidente ausência de profecia, o que não ocorre nos livros canônicos.
- Nada acrescentam ao nosso conhecimento das verdades messiânicas.
- O povo de Deus, a quem os apócrifos teriam sido originalmente apresentados, recusou-os terminantemente.


Lista dos Livros Apócrifos, segundo a Versão Revista Padrão:
Sabedoria de Salomão
Eclesiástico (Siraque)
Tobias
Judite
1Esdras
1Macabeus
2Macabeus
Baruque
Epístola de Jeremias
2Esdras
Adições a Ester (Ester 10:4-16:24)
Oração de Azarias (Daniel 3:24-90)
Susana (Daniel 13)
Bel e o Dragão (Daniel 14)

Oração de Manassés

* Fonte: Norman Geisler e William Nix, Introdução Bíblica - como a Bíblia chegou até nós (São Paulo: Vida), 2006. Págs. 90-98.

Outra dúvida apresentada freqüentemente é com relação à numeração dos Salmos, pois há diferença nas duas Bíblias (Católica e Protestante).

Segundo o Comentário Adventista, o que ocorre é que a numeração dos Salmos é diferente no texto original hebraico e no texto da LXX (Lê-se "Septuaginta", que é a tradução do AT para o grego) e na Vulgata (que é a tradução para o latim). A numeração do texto hebraico massorético é a mesma que aparece na nossa Almeida Revista e Atualizada.

Já a numeração da LXX e da Vulgata é utilizada na Bíblia de Jerusalém (católica) e na maioria das demais Bíblias católicas. A diferença se deve a que na LXX e na Vulgata os Salmos 9 e 10, como também os 114 e 115, se fundem. Por outra parte, os Salmos 116 e 147 se dividem em dois salmos cada um.
Até o Salmo 9, e a partir do Salmo 147, a contagem é idêntica. A LXX ainda acrescenta um Salmo 151.

Portanto, a diferença de numeração se deve apenas ao fato de a Bíblia Protestante usar como base o texto original hebraico (mais fiel), e a Bíblia Católica utilizar os textos traduzidos da Septuaginta e da Vulgata.

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Portanto, como vimos, não foram os Protestantes que RETIRARAM livros da Bíblia.

Na verdade, foram os Católicos que ACRESCENTARAM tais livros não inspirados.


"Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus" (Mateus 22:29).

Postado em: 21-Out-2009

É Possível Viver Sem Pecar?

Muitos Adventistas ainda mantêm o pensamento de que podemos alcançar uma "perfeição" moral tal que nos torne incapazes de cometer pecado.

Uma das passagens mais citadas é:

"Qualquer que permanece nEle não peca; qualquer que peca não O viu nem O conheceu" (1Jo 3:6) - Almeida Revista e Corrigida.

Com base nesta declaração, estas pessoas dizem que, se ficarmos realmente ligados a Deus, não praticaremos nenhum pecado.

O que acontece é que este verso não foi traduzido seguindo um "detalhe" da gramática grega. A versão Almeida Revista e Atualizada (ARA) corrigiu esta aparente "falha". Veja:

"Todo aquele que permanece nEle não vive pecando; todo aquele que vive pecando não O viu, nem O conheceu".

A expressão em negrito (destaque) está escrito no tempo verbal grego que dá um sentido de "presente contínuo". Ou seja, a pessoa que permanece em Deus vive CONTINUAMENTE afastando-se do pecado. Não é um ato passado, pontual (que no grego é chamado de "aoristo"), mas durante toda a vida. Por isso o texto da ARA está mais coerente com o que João escreveu em sua epístola.

Portanto, NÃO é possível viver sem pecar.

Esta teoria equivocada do "PERFECCIONISMO" não é nova entre os Adventistas, e já provocou acalorados debates no passado. Graças a Deus, que o Espírito Santo, a Pessoa da Trindade que nos conduz em direção à Verdade, sempre guiou a Igreja para longe destes fanatismos e interpretações pessoais das Escrituras.

O que disse Ellen White sobre o assunto?
OBS.: os destaques fui eu que acrescentei.

“Cristo é nosso exemplo: o perfeito e santo exemplo que nos tem sido dado para seguir. Nunca podemos nos igualar a Ele, mas podemos imitá-Lo e nos parecermos de acordo com nossas possibilidades” – Review and Herald, 05/02/1895.

“O ensino dado com relação ao que é denominado ‘carne santa’ é um erro. Todos podem obter agora corações puros, mas não é correto pretender nesta vida possuir carne santa. O apóstolo Paulo declara: ‘Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum.’ Rom. 7:18. Aos que têm procurado tão ativamente obter pela fé a chamada carne santa, quero dizer: Não a podeis obter. Nem uma pessoa dentre vós tem agora carne santa. Ser humano algum na Terra tem carne santa. É uma impossibilidade.” – Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 32.

“Se aqueles que falam tão francamente de perfeição na carne, pudessem ver as coisas sob seu verdadeiro aspecto, recolher-se-iam com horror de suas idéias presunçosas. Mostrando o engano de suas suposições quanto à carne santa, o Senhor está buscando impedir que homens e mulheres dêem às Suas palavras uma interpretação que leve à corrupção do corpo, da alma e do espírito. Seja esse aspecto de doutrina levado um pouco mais longe, e conduzirá à pretensão de que seus defensores não podem pecar; de que uma vez que tenham carne santa, suas ações são todas santas. Que porta de tentação se abriria assim!” – Idem.

“Quando os seres humanos receberem carne santa, não permanecerão na Terra, mas serão levados ao Céu. Se bem que o pecado seja perdoado nesta vida, seus resultados não são agora inteiramente removidos. É por ocasião de Sua vinda que Cristo deve transformar ‘nosso corpo abatido, para ser conforme o Seu corpo glorioso’” – Eventos Finais, pág. 269.

“O fanatismo, uma vez iniciado e deixado às soltas, é tão difícil de extinguir como o incêndio que tomou conta de um prédio. Os que entraram nesse fanatismo [carne santa] e o mantiveram, fariam muitíssimo melhor em estar empenhados em obra secular; pois devido a sua atitude incoerente estão desonrando ao Senhor e pondo em perigo o Seu povo. Muitos movimentos dessa espécie surgirão neste tempo, quando a obra do Senhor deve manter-se elevada, pura, sem superstições e fábulas. Precisamos estar em guarda, manter íntima ligação com Cristo, para não sermos enganados pelos ardis de Satanás.” – Mente, Caráter e Personalidade, vol. 1, pág. 43

Para um material mais completo, veja: PERFECCIONISMO ENTRE OS ADVENTISTAS.

Os que desejarem conhecer melhor este movimento perfeccionista que se infiltrou no meio Adventista há décadas, poderão estudar um bom livro de História Denominacional. Sugiro o excelente material do Dr. Luiz Nunes (publicado pelo UNASP), o qual mostra claramente a relação entre as Crises na Igreja Apostólica e na Igreja Adventistas do 7º Dia.

Outras postagens onde já tratei deste tema:
Crises no Movimento Adventista
O que é Santificação?

Veja também: EU COSTUMAVA SER PERFEITO, do Dr. Knight.

Quero, ainda, aproveitar para alertar os diretores e diretoras de Escola Sabatina sobre a escolha das pessoas que dirigem as Unidades de Ação a cada sábado. Verdadeiras heresias e blasfêmias têm sido disseminadas, exatamente porque pessoas sem nenhuma condição teológica de serem professores estão sendo colocadas em tais funções.

A Igreja de Deus precisa ser protegida contra estas pessoas que se consideram acima dos demais em matéria teológica, e acreditam que são os "donos da Verdade". Se elas mantêm um espírito de orgulho intelectual, críticas, discórdas e dissidências, NÃO PODEM ser colocadas para ensinarem os membros.


"Como o carvão é para a brasa, e a lenha, para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas" (Prov. 26:21).

Segunda-feira, Dezembro 27, 2010

"Estamos recebendo currículum de pastores"

Recebi um texto muito legal, sobre uma hipotética seleção de candidatos ao ministério.

É mais um daqueles textos que os amigos enviam para nossos e-mails, e que nos fazem refletir sobre nosso comportamento, nossas atitudes, nossos conceitos...

A vida cristã, como bem disse um dos principais autores bíblicos, é uma vida "renovada", uma "nova vida". Os velhos "pré" conceitos deveriam ficar de lado, e darem lugar a novos horizontes, novas maneiras de ver o mundo... e principalmente... as pessoas.

Veja a lista de candidatos abaixo, e reflita se eles seriam aceitos, através de seus currículos, para uma possível vaga de pastor em sua igreja... Leia o texto como se a "análise curricular" estivesse acontecendo em alguma reunião de Comissão..

O que se segue é um relatório confidencial sobre vários candidatos sendo considerados para o pastorado.

Adão: Bom homem, mas com problemas com a esposa. Também houve uma informação de que ele e a esposa se comprazem em caminhar nus pela mata.

Noé: Pastorado anterior de 120 anos, sem obter sequer um converso. É muito dedicado a projetos de edificação extravagantes.

Abraão: Embora tenhamos informações sobre prática de troca de esposas, os fatos parecem indicar que nunca dormiu com a esposa de outro homem, mas ele ofereceu compartilhar sua própria esposa com outro homem.

José: Um grande pensador, mas um tanto convencido que acredita em sonhos, pondo-se a interpretá-los. Temos registro de passagem pela prisão.

Moisés: Homem modesto e manso, mas um pobre comunicador, chegando às vezes a gaguejar. Houve ocasiões em que perdeu a paciência e agiu de modo rude. Há quem diga que deixou uma igreja anterior sob acusação de assassinato.

Davi: O líder mais promissor de todos, até que descobrimos um caso que teve com a esposa de um dos seus obreiros.

Solomão: Grande pregador, mas nossa casa pastoral não teria espaço para aquelas tantas esposas [e sogras] dele.

Elias: Dado à depressão. Entra em pânico sob pressão.

Oséias: Um pastor terno e amorável, mas nosso pessoal não terá como lidar com a ocupação da esposa.

Débora: Forte líder e parece ser ungida, mas é mulher.

Jeremias: Emocionalmente instável, alarmista, negativista, sempre lamentando coisas. Relata-se que fez uma longa viagem para sepultar roupas íntimas às margens de um rio.

Isaías: Reivindica ter visto anjos na igreja. Tem problemas com a linguagem.

Jonas: Recusou o chamado de Deus ao ministério até ser forçado a obedecer, sendo engolido por um grande peixe. Ele nos disse que o peixe mais tarde o vomitou numa praia perto daqui. Deixamos em suspenso.

Amós: Muito atrasado e sem polimento. Com alguma instrução no seminário poderia oferecer alguma promessa, mas se encrenca com pessoas ricas. Poderia adequar-se melhor a congregações mais humildes.

Melquisedeque: Grandes credenciais no atual local de trabalho, mas de onde procede esse sujeito? Não há informação em seu "Currículo" a respeito de ocupações anteriores. Todos os espaços a respeito de seus pais foram deixados em branco e ele se recusa a fornecer a data de nascimento.

João: Diz que é batista, mas definitivamente não se veste como alguém que o seja. Dormia por meses ao ar livre, e emprega um regime alimentar esquisito, além de provocar líderes denominacionais.

Pedro: Muito proletário. Tem um mau temperamento, e soube-se que chegou até a xingar. Teve uma discussão "face-a-face" com Paulo, outro candidato a pastor. É agressivo, mas tem um grande coração.

Paulo: Líder poderoso, do tipo Alto Executivo, e pregador fascinante. Contudo, tem pouco tato, é implacável com jovens ministros, muito severo e soube-se que prega a noite toda. Também tem problemas nos olhos, o que lhe afeta a visão até para escrever.

Tiago e João: Pacote vantajoso de pregador e associado que a princípio parecia bom, mas descobriu-se que tinham um problema de ego com respeito a colegas de trabalho e posições. Ameaçaram uma cidade inteira após um insulto. Também sabe-se que tentaram desanimar obreiros que não se dispunham a acompanhá-los.

Timóteo: Muito jovem!

Matusalém: Muito velho! Aliás, BEM velho mesmo!

Jesus: Tem tido ocasiões de popularidade, mas uma vez Sua igreja alcançou 5.000 e Ele conseguiu ofender essa gente toda. Daí a igreja diminuiu para doze pessoas. Raramente permanece num só lugar por muito tempo. E, logicamente, há o problema de ser solteiro.

Judas Iscariotes: Suas referências são sólidas. Um grande planejador.
Conservador. Tem boas ligações. Sabe como lidar com finanças. Estamos convidando-o para pregar neste sábado. Vemos possibilidades aqui.

CUIDADO COM OS JULGAMENTOS!

QUEM QUER VER SÓ O NEGATIVO SEMPRE VAI ENCONTRAR!


Autor: desconhecido

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Interessante, não?!

"Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração" - 1Sam. 16:7.

Sexta-feira, Dezembro 24, 2010

O Sacrifício - Felipe Valente

Como Reavivar uma Igreja?

Por que os cultos em algumas igrejas Adventistas são tão "frios" e "desanimados"?

Por que alguns sermões não alcançam os corações dos adoradores?

Por que existe tanta frieza na vida espiritual de alguns Adventistas do 7º Dia?

Por que a Igreja Adventista não utiliza o modelo de culto de outras denominações, cujas reuniões estão sempre repletas de pessoas?

Estas são algumas das perguntas que frequentemente são feitas aos líderes Adventistas. Recentemente recebi um e-mail de um assíduo leitor deste blog, o qual me fez diversas indagações sobre nossa maneira de adoração, em especial sobre o estilo dos cultos, que, às vezes, não produzem a sensação de que houve realmente um encontro com Deus.

Eu creio no seguinte: NÃO PRECISAMOS COPIAR NINGUÉM!

Não é porque uma igreja A ou B tem seus cultos com pessoas do lado de fora, que nós devamos fazer "tudo" que eles fazem, para termos os mesmos resultados. Sabemos que há muito Cristianismo adulterado por ai, com mensagens que levam as pessoas a buscarem bens e prazeres materiais, curas, milagres, exorcismos, etc., mas sem uma mensagem centrada na Bíblia, no "Assim diz o Senhor".

Muitas denominações se enchem de pessoas porque apresentam uma mensagem que não "cobra" nenhuma mudança de vida. Ou seja, apenas pregam que Jesus salva, liberta e cura, mas não dizem que este mesmo Jesus espera renovar a vida da pessoa e colocá-la no Caminho da Verdade e da Salvação Eternas (cf. Mat. 7:21-23; Rom. 6:4; 2Cor. 5:17; João 14:15; 15:14; etc.).

Por isso, não penso que a solução seja "copiar" o que existe em outras denominações. Infelizmente, parece que esta tem sido uma tendência em alguns lugares, os quais estão preferindo utilizar-se de músicas, sermões, liturgias, e até "jargões" estranhos à cultura Adventista, com o objetivo de atrair mais adoradores. A intenção pode ser boa, mas devemos cuidar para que os princípios de nossa fé não estejam sendo rebaixados!

Como Reavivar?

É uma realidade, infelizmente, que algumas congregações Adventistas tenham uma "vida" muito "sem sal", ou seja, são comunidades de crentes que não contagiam pela alegria, vibração e entusiasmo que os não-crentes esperam ver quando visitam nossas igrejas pela primeira vez (cf. Atos 2:46-47).

O que podemos fazer para mudar esta situação? Em primeiro lugar, acredito sinceramente que a temática dos sermões pregados nestas congregações "frias" e "sem vida" tem uma imensa parcela de culpa na situação espiritual da Igreja. Até que ponto as necessidades dos adoradores estão sendo supridas com os sermões? Como eles estão encontrando eco no coração das pessoas? Os dramas e temores da vida moderna estão sendo esclarecidos e solucionados através dos sermões, ou as pessoas "entram vazias" e "saem cheias"... de novas angústias? Os jovens estão encontrando respostas para as lutas que enfrentam na sociedade secularizada em que vivem?

Não era assim que Jesus pregava. É só ler os Evangelhos para comprovar isso.
Suas mensagens, Seus momentos de "entrevista individual" com alguma pessoa, Seus milagres, etc., revelam que a preocupação de Deus é por nossa cura espiritual, por nos libertar dos jugos desta vida.

"Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve" (Mat. 11:28-30).

O "fardo" de Jesus é leve... pois é Ele que carrega por nós!
Os sermões que ensinam uma mensagem de exagerado sacrifício, de religião fanática, de cristianismo triste e sem vida, não provêm do Alto... com absoluta certeza!

Se sua igreja precisa ser reavivada, comecem a pregar mensagens de esperança, de salvação em Cristo, de libertação. O Novo Testamento está repleto de temas para este tipo de pregação.

Não adianta querer reavivar uma igreja pregando sobre vestuário, alimentos saudáveis, dinheiro, profecias alarmistas, murmurações contra a liderança, etc. Estes podem até ser temas interessantes, mas não devem ser o único "repertório" de uma congregação que deseja ser VIVA.

O grande pastor e teólogo Adventista, Dr. Hans K. LaRondelle, em seu brilhante livro "O que é Salvação?", diz o seguinte:

"Há muitos no mundo e na Igreja que inconscientemente anseiam pela mensagem: ‘Os teus pecados estão perdoados’. Portanto, em cada sermão, o pregador precisa proclamar a justificação" (p. 78).

Justificação, salvação, exaltação da Cruz, libertação do pecado, Jesus, Jesus, Jesus... ai está o segredo do sermão eficaz! É isso o que o povo precisa ouvir, quando os dramas da vida sufocam o coração: TEUS PECADOS ESTÃO PERDOADOS! VÁ EM PAZ!

Uma igreja que só ouve sobre o tamanho do cabelo ou o vestuário das mulheres, sobre a "irreverência" durante o sábado, sobre os benefícios da alimentação vegetariana, sobre os perigos do uso de bateria durante o culto, etc., não pode ser uma igreja viva.

Como eu disse, estes temas têm o seu devido lugar de importância, mas não é no PRIMEIRO LUGAR.

Caros pregadores, preguem mais sobre o livro de Romanos, sobre os milagres de Jesus, sobre a alegria da salvação em Cristo... e suas igrejas iniciarão um reavivamento que jamais foi visto!

Algumas Dicas Práticas:
Fonte: Manual do Pr. Ronaldi Neves Batista (UEB).

1. Uma Igreja se reaviva num período de 4 a 6 meses.
2. Eu mesmo, como líder, tenho que estar vibrando por Cristo – preciso estar reavivado.
3. Reúna os oficiais e defina responsabilidades. As reuniões deverão ocorrer mensalmente.
4. Dirija cada reunião com entusiasmo e animação.
5. Saia da rotina nos cultos de quarta e domingo.
Domingo – reuniões de cunho evangelístico, com "corinhos", slides, filmes, brindes, um lanche ao final, etc.
Quarta – bons pregadores, experiências missionárias, testemunhos de curas e milagres, muita música alegre e inspiradora.
6. Tenha uma reunião semanal dos professores da Escola Sabatina.
7. Forme novos professores.
8. Tenha um serviço de cânticos animado. Nada daquele serviço monótono, sem vida e feito de improviso, apenas para “cumprir tabela”.
9. Realize cursos de Evangelismo Voluntário.
10. Reúna os instrutores bíblicos para motivá-los e treiná-los.
11. Separe pelo menos 20% do orçamento da Igreja para investir no trabalho missionário.
12. Faça reuniões de oração com os líderes, para orar pelos estudantes e interessados.
13. Tenha uma boa equipe de recepção em TODOS os cultos. Esqueça aqueles recepcionistas antipáticos, frios e que correm para o banco assim que o culto começa.
14. Programa de visitação constante pelos Anciãos e Diáconos.
15. Tenha classes bíblicas permanentes: jovens, adultos, juvenis.
16. A cada trimestre, faça uma reunião administrativa e de avaliação do planejamento.
17. NÃO DESANIME NA PRIMEIRA DIFICULDADE.

Temos um imenso ARSENAL à nossa disposição para fazer com que nossa igreja seja VIVA e ANIMADA. Não há porque copiar ninguém, pois tudo o necessário já faz parte de nossa fé e cultura... só precisamos utilizar.

Quanto antes vocês começarem, maiores serão as alegrias de verem os "ex" retornando, os jovens se animando na missão, as crianças alegres, os adultos empolgados com a fé... e as visitas marcando presença em cada culto e reunião.

"Pois não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê..." (Rom. 1:16).

O EVANGELHO É UM PODER... UMA VERDADEIRA "DINAMITE"!

Terça-feira, Dezembro 21, 2010

A Pintura do Filho

Um homem muito rico e seu filho tinham grande paixão pela arte. Tinham de tudo em sua coleção, desde Picasso até Rafael. Muito unidos, se sentavam juntos para admirar as grandes obras de arte.

Por uma desgraça do destino, seu filho foi para guerra. Foi muito valente, entretanto morreu na batalha, quando resgatava outro soldado. O pai recebeu a notícia e sofreu profundamente a morte de seu único filho.

Um mês mais tarde, justo antes do Natal, alguém bateu à porta... Um jovem com uma grande tela em suas mãos disse àquele entristecido pai: "Senhor você não me conhece, mas eu sou o soldado por quem seu filho deu a vida, ele salvou muitas outras vidas nesse dia, e estava me levando a um lugar seguro quando uma bala lhe atravessou o peito, morrendo assim, instantaneamente. Ele falava muito do senhor e de seu amor pela arte".

E o rapaz estendeu os braços para entregar a tela: "Eu sei que não é muito, e eu também não sou um grande artista, mas sei também que seu filho gostaria que você recebesse isto".

O pai abriu a tela. Era um retrato de seu filho, pintado pelo jovem soldado. Ele olhou com profunda admiração a maneira em que o soldado havia capturado a personalidade de seu filho na pintura. O pai estava tão atraído pela expressão dos olhos de seu filho, que seus próprios olhos se encheram de lágrimas. Ele agradeceu ao jovem soldado, e ofereceu pagar-lhe pela pintura.

"Não, senhor, eu nunca poderia pagar-lhe o que seu filho fez por mim, essa pintura é um humilde presente".

O pai colocou a tela à frente de suas grandes obras de arte, cada vez que alguém visitava sua casa, ele mostrava o retrato do seu filho, antes de mostrar sua famosa galeria.

Aquele homem morreu alguns meses mais tarde, e se anunciou um leilão de todas as suas obras. Compareceu muita gente importante e influente, com grandes expectativas de comprar verdadeiras e valiosíssimas obras de arte. Em exposição estava também o retrato do filho.

O leiloeiro bateu seu martelo para dar início ao leilão: Começaremos o leilão com o retrato "O FILHO". Quanto oferecem por este quadro?

Um grande silêncio...

Então um grito do fundo da sala: Queremos ver as pinturas famosas!!! Esqueça-se desta!!!!

O leiloeiro insistiu: Alguém oferece algo por essa pintura?? $100? $200?

Mais uma vez outra voz surgiu: "Não viemos por esta pintura!" Viemos por Van Gogh, Picasso, Rafael.. Vamos às ofertas de verdade...

Mesmo assim o leiloeiro continuou: O FILHO!!! O FILHO!!! Quem leva O FILHO?

Finalmente, uma voz : Eu dou $10 pela pintura.

Era o velho jardineiro da casa. Sendo um homem muito pobre, esse era o único dinheiro que podia oferecer.

Temos $10! quem dá $20? - gritou o leiloeiro.

As pessoas já estavam irritadas, não queriam a pintura do filho, mas as que realmente eram valiosas, para completarem suas coleções. Então o leiloeiro bateu o martelo: Dou-lhe uma... dou-lhe duas... vendida por $10!!!

Agora vamos começar com a coleção! - gritou um dos interessados.

O leiloeiro soltou seu martelo e disse: Sinto muito damas e cavalheiros, mas o leilão chegou ao seu final.

Mas, e as pinturas? - disse um dos interessados.

Eu sinto muito! - disse o leiloeiro - Quando me chamaram para fazer o leilão, havia um segredo estipulado no Testamento do dono da coleção, e não seria permitido revelar esse segredo até esse exato momento... Somente a pintura O FILHO seria leiloada, e aquele que a comprasse herdaria absolutamente todas as posses deste homem, inclusive as famosas pinturas. O homem que comprou O FILHO fica com tudo!

Desejo a todos um FELIZ NATAL com o presente que o PAI nos deu: SEU FILHO!

Autor: Gilclér Regina

Domingo, Dezembro 19, 2010

Ele Amou o Presente Século...

A apostasia é um mal presente em todas as igrejas da atualidade. Infelizmente, os anos vão passando, e vemos dezenas de pessoas entrarem e saírem das fileiras de Cristo. Realmente, podemos identificar vários motivos que levam pessoas a abandonarem a Igreja e a Deus, mas o mais comum é o “amor” às coisas do mundo - especialmente entre nossos queridos jovens.

Você já ouviu falar em um jovem Adventista chamado Demas? Quem foi ele? O que podemos aprender de sua vida? Veja se você se identifica em algum aspecto com este jovem promissor, mas que teve um trágico fim.

No princípio de sua vida cristã, Demas era ativo na obra do Senhor. Ele era considerado um grande cooperador do apóstolo Paulo, mais ou menos no ano 60 d.C. (cf. Fim. 24). Certamente era alguém como muitos dos nossos jovens de hoje: ativo na Igreja, empenhado nas atividades missionárias, talvez até um Líder dos Desbravadores e do Clube de Jovens, ou até mesmo um "Calebe"...

Ainda por volta de 60 d.C., na carta aos colossenses, Demas é citado como companheiro de Paulo e de Lucas (cf. 4:14). A palavra grega utilizada por Paulo para identificar Demas como um cooperador, era o termo SUNERGOS, que identifica um companheiro de trabalho, de lutas e de sofrimentos.

Demas realmente se empenhava na participação ativa da evangelização, estando mesmo disposto a sofrer pelo Evangelho da salvação em Cristo Jesus, que ele estava ajudando a levar ao mundo de sua época. Mas algo aconteceu...

Tragicamente, lá pelo ano 67 d.C., no final do ministério de Paulo, Demas é contado entre os que abandonaram a fé (cf. 2Tim. 4:10). Paulo menciona em sua carta que o jovem companheiro o havia deixado para trás, e retornado para Tessalônica. O motivo que Paulo apresenta é muito apropriado para nossa reflexão - Demas “amou o presente século”.

O termo que Paulo utiliza em referência ao sentimento de Demas pelo mundo é AGAPAO, o mesmo usado no Novo Testamento para referir-se ao amor forte que deve unir-nos a Deus.

O “presente século” se refere ao tempo atual, à modernidade, às coisas que este mundo oferece para aqueles que contentam-se somente com o que podem aproveitar nesta vida (sexo fácil, drogas, vaidades, riquezas, poder, luxo, diversão livre, etc.). O grande problema de Demas foi perder de vista a herança prometida. Mas esta decisão de trocar as coisas espirituais e eternas, pelas materiais e passageiras, não ocorre da noite para o dia. Não!

A mudança é lenta e progressiva. Começa com a frieza nas atividades da Igreja:

- Oração
(você tem perdido o desejo de orar? Ou talvez suas orações estejam se tornando mecânicas, frias, sem vida?);
- Estudo da Bíblia (o único momento que você tem segurado a Bíblia em suas mãos, para dela retirar algum ensinamento, tem sido apenas na hora do sermão, no sábado pela manhã? Ou talvez você nem mesmo esteja mais levando a Bíblia para a Igreja?);
- Freqüência à Igreja e suas atividades (os cultos têm se tornado desinteressantes para você? Tem sido muito mais “legal” ficar em casa assistindo TV, ou sair para passear com os “amigos”?).

Quando um jovem inicia o caminho de volta para "Tessalônica", como Demas fez, ele começa a pensar que a Igreja já não desperta mais o seu interesse como antes. Começamos a ver todos como “hipócritas”, achamos que Deus não é tão real quanto a Igreja prega, pensamos que há mais alegria e vantagens em viver longe do “jugo” que a religião nos impõe.

Por fim... vem o abandono da fé, a apostasia total, pois... estamos agora novamente amando o presente século. Retornamos àquela antiga vida de pecados e busca pelo que o mundo pode oferecer hoje, sem importar-se com o amanhã.

Mas, é possível para o jovem Demas (ou Gilson, Marcos, Helena, Maria, José, João, Eduardo, Gabriel, Glória...) se prevenir contra esta volta ao “amor” do mundo?

Felizmente sim, é possível! O próprio Paulo dá a receita:

Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras. No ensino, mostra integridade, reverência, linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado, não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito” (Tito 2:6-8).

Que maravilhoso conselho, tanto para o jovem Tito, quanto para Demas, para mim e para você!

Devemos buscar cada vez mais uma vida de cristianismo prático, sem teorias vazias. Não podemos vacilar quanto ao estudo progressivo e aprofundado da Palavra de Deus e do Espírito de Profecia. Também é essencial nossa participação ativa em todas as atividades oferecidas pela Igreja (já se inscreveu para algum Pequeno Grupo em 2009?), pois só assim poderemos aumentar a fé e o conhecimento na teologia divina.

Outra ferramenta infalível é nunca descuidar por muito tempo da comunhão sincera e prazerosa com o Autor de nossa fé. Dedique diariamente um tempo especial, só dividido entre você e Jesus.

Você verá como sua vida espiritual vai adquirir novo brilho... e o amor ao mundo jamais conseguirá ofuscar o sentimento verdadeiro que você sentirá pelo nosso maravilhoso Amigo - Jesus.

Muitos estão caindo no mesmo erro de Demas. Mas você e eu não precisamos estar entre eles. Deus coloca meios para nos prevenirmos da armadilha da apostasia.

Talvez, através desta simples reflexão, você tenha percebido que está quase no mesmo caminho de Demas, um caminho sem volta, que o está levando para longe de Deus.

Pare agora, e deixe que Deus o ajude a retornar para perto dEle, e apagar de seu coração este “amor” que falsamente o mundo tenta apresentar a você.

Estou torcendo por sua vitória...

Domingo, Dezembro 12, 2010

Disciplina na Igreja

Tendo em vista que recebo muitos e-mails de pessoas que têm dúvidas sobre questões administrativas, em especial relativas à Disciplina Eclesiástica, aproveito para colocar aqui algumas diretrizes que possam ajudar a clarear este tema.

À igreja foi conferido o poder de agir em lugar de Cristo. É o instrumento de Deus para a conservação da ordem e disciplina do Seu povo. A ela delegou o Senhor poderes para dirimir todas as questões concernentes à sua prosperidade, pureza e ordem” - Manual da Igreja Adventista do 7º Dia.

Algumas Perguntas Enviadas por Internautas

1. Alguém pode ser disciplinado por deixar de devolver o dízimo?
Não. Segundo o Manual da Igreja, ninguém deve ser punido por não conseguir contribuir financeiramente com a Igreja. Entretanto, caso a pessoa tenha renda regular mas decida não devolver o dízimo, ela pode ser impedida de ocupar cargos de liderança, pois não amadureceu o suficiente em sua compreensão espiritual para ser um “exemplo do rebanho”.

2. Uma jovem que use calças compridas pode ser disciplinada por este motivo?
Não há nada no Manual da Igreja que defenda uma disciplina para estes casos. Aqui, como sempre, cabe o bom senso da liderança local para não constituir “provas de discipulado” que a Bíblia não predeterminou.

3. Namorar um não-Adventista é motivo para disciplina?
Novamente não há previsão para esta situação no Manual da Igreja. Assim como no caso dos dízimos, esta pessoa pode ser impedida de ocupar cargos de liderança, uma vez que não está querendo atender a uma clara orientação bíblica e do Espírito de Profecia sobre esta situação. Mas isso não se constitui, a princípio, motivo para disciplina eclesiástica.

4. Se um casal de namorados comete fornicação (relação sexual entre solteiros), eles devem solicitar a disciplina ao pastor ou ancião?
A compreensão que temos acerca do pecado é que ele é uma ofensa direta a Deus, e não à Igreja. Um jovem casal que tenha cometido fornicação, e se arrependido, estando desejoso de buscar a reconciliação sincera com Deus, não necessita (nem deve!) tornar público o seu pecado. Se ninguém mais, além do casal, sabe da situação, eles devem fazer um pacto mútuo de não voltarem mais a cometer tal ato inadequado, e se resguardarem para o casamento, onde terão ampla liberdade para realizarem o sexo natural, sob as bênçãos de Deus. Em uma cerimônia de santa-ceia, este casal recebe o perdão e a reconciliação divina, e não necessita se amargurar mais, pois Deus já lhes concedeu uma nova oportunidade (cf. 1Jo 2:1). Entretanto, se o pecado vier a tornar-se público, então não restará outra alternativa a não ser a disciplina de ambos, uma vez que, agora, a imagem da comunidade dos crentes está envolvida.

5. E um casal que foi disciplinado por ter cometido fornicação, mas cumpriram devidamente sua disciplina e estão se preparando para o casamento, podem realizar a cerimônia na Igreja?
Infelizmente, nenhum pastor Adventista tem autorização para realizar um casamento nesta situação. Se o pastor sabe (e o fato de o casal ter sido disciplinado mostra que o pecado tornou-se público) que estes jovens já praticaram o sexo antes do casamento, então ele não tem autoridade para dar a bênção pastoral sobre o enlace matrimonial. Nem mesmo um “culto de ações de graças” pode ser realizado por um pastor ordenado! O máximo que o pastor pode fazer é uma singela e breve visita ao casal, já no novo lar, para orar com eles e desejar-lhes seus votos de felicidade duradoura. Nada mais!

6. Se um Líder de Desbravadores for disciplinado pela Igreja, ele perde a “investidura” que recebeu no Clube?
O Clube de Desbravadores é um departamento oficial da Igreja Adventista do 7º Dia, a ela subordinado e vinculado. Já vimos que alguém que ocupe um cargo de liderança, e passa por uma disciplina eclesiástica, perde automaticamente seu “status” de líder da Igreja. O mesmo acontece com um Líder de Desbravadores. Caso ele seja disciplinado pela Igreja, também perderá seu “status” de Líder Investido e deve, humildemente, devolver o Lenço de Liderança para a Coordenação de seu Campo. Alguns lugares determinam que, após passada a disciplina, e este Líder for devidamente reintegrado à vida da Igreja, ele ainda deverá cumprir um período de “observação” para poder receber de volta o seu Lenço de Liderança, juntamente com as prerrogativas e responsabilidades que este símbolo confere.

7. Depois de quanto tempo alguém pode ser rebatizado, caso tenha sido disciplinado por remoção?
Uma vez que o período máximo da disciplina por censura é de 12 meses, e a remoção é o ponto extremo de um processo disciplinar na Igreja Adventista, entende-se que apenas após um período mínimo de 1 ano (a contar da data da remoção) é que alguém pode solicitar o seu rebatismo, retornando à posição de membro regular da Igreja. Lembrando que, durante este período, é necessário que o solicitante dê provas de que realmente se arrependeu dos seus erros passados e está buscando uma nova experiência espiritual de fidelidade a Deus. Por exemplo, é importante que, mesmo tendo sido removida, esta pessoa continue freqüentando normalmente os cultos e vivendo em conformidade com a fé Adventista: guarda dos mandamentos, princípios alimentares, estilo de vida, divertimentos, relacionamentos amorosos, etc.

8. Quando uma pessoa que foi removida por adultério poderá retornar à condição de membro regular?
Esta é uma das situações mais difíceis que a liderança enfrenta no dia-a-dia da Igreja. Aliás, todas as situações que envolvem quebra do mandamento da fidelidade sexual, seja fornicação, seja adultério, etc., trazem sérias e dolorosas conseqüências para os que praticam tais pecados.
A Bíblia é clara em dizer que só há um motivo válido para que o voto matrimonial entre duas pessoas vivas possa ser “dissolvido”: relações sexuais ilícitas (cf. Mateus 19). Portanto, apenas no caso de infidelidade por parte do marido ou da esposa, é que o outro/a está livre para casar-se novamente.
Exemplo prático:
Se um membro da Igreja abandona sua esposa (não por ela tê-lo traído), e se “casa” com outra mulher, ele será disciplinado por remoção, ou seja, será desligado da condição de membro da Igreja Adventista. E assim deverá permanecer (sem poder rebatizar-se), enquanto sua ex-esposa permanecer fiel ao voto matrimonial, ou seja, enquanto ela não se envolver com outro homem. A única maneira de ele ser aceito novamente como membro, e ser rebatizado, é se ele abandonar a “nova” esposa e decidir viver como “eunuco”, isto é, em estado celibatário, caso sua ex-esposa não o aceite de volta.
Resumindo: Se este homem não quiser abandonar a atual companheira, e sua ex-esposa (a legítima!) continuar sem se envolver com outro homem, este ex-membro não poderá ser rebatizado. O mesmo se aplica a sua nova companheira.

9. Quantas vezes um membro removido da Igreja pode ser rebatizado?
Não há um número definido de “rebatismos” válidos, nem na Bíblia nem no Espírito de Profecia. O que deve prevalecer é o bom senso (sempre!), para não fazer desta cerimônia tão importante um simples “banho”, dado sem critérios e de forma inapropriada.
Se uma pessoa ainda não amadureceu espiritualmente para compreender seu real papel como membro da Igreja de Deus, e está continuamente passando pelo processo “disciplina-rebatismo”, o melhor a fazer é dar tempo para que tal pessoa participe da vida normal da Igreja, antes de rebatizá-la mais uma vez.
A experiência tem mostrado que um 2º rebatismo já é o limite da prudência.

Sexta-feira, Dezembro 10, 2010

Amar Como Jesus Amou...

Existem muitas músicas que transmitem uma bela mensagem, e uma delas é esta do Pe. Zezinho (esvazie-se de qualquer preconceito):

AMAR COMO JESUS AMOU

Um dia uma criança me parou
Olhou-me nos meus olhos a sorrir
Caneta e papel na sua mão
Tarefa escolar para cumprir
E perguntou no meio de um sorriso:
O que é preciso para ser feliz?

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu

Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que eu dormiria muito mais feliz

Ouvindo o que eu falei ela me olhou
E disse que era lindo o que eu falei
Pediu que eu repetisse, por favor
Mas não dissesse tudo de uma vez
E perguntou de novo num sorriso:
O que é preciso para ser feliz?

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu

Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que eu dormiria muito mais feliz

Depois que eu terminei de repetir
Seus olhos não saíram do papel
Toquei no seu rostinho e a sorrir
Pedi que ao transmitir fosse fiel
E ela deu-me um beijo demorado
E ao meu lado foi dizendo assim:

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu

Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que eu dormiria muito mais feliz

E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que eu dormiria ...

:::::::::

Se desejar ouvir a música, clique aqui

"Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros" - João 13:35.

Quarta-feira, Dezembro 08, 2010

Beréia ou Tessalônica

Os Bereianos

A primeira menção bíblica que encontramos sobre Beréia está no cap. 17 de Atos. O verso mais conhecido da passagem é o seguinte:

"Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim" (v. 11).

Os crentes "bereianos" passaram a ser conhecidos como modelos de discípulos que buscam conhecer a fundo as Escrituras, sempre se baseando nelas para firmarem sua fé. Parece que, para Paulo, o "grau de nobreza" que porventura exista entre os crentes, não se dá no nivel do status social, das posses financeiras, dos títulos acadêmicos, do "sobrenome", etc. Até onde podemos extrair do texto, o apóstolo considerava que os cristãos "mais nobres" são os que mais se aplicam ao estudo detalhado e aprofundado das Escrituras.

Até que ponto você é um "crente bereiano", no sentido paulino desta expressão?
Não confundir com os dissidentes que utilizam este título na atualidade... um não está, necessariamente, ligado ao outro.

Os Tessalonicenses

Para os crentes de Tessalônica, Paulo precisou escrever 2 epístolas. E você sabe qual o motivo?

Parece que a primeira carta do apóstolo provocou um certo alvoroço entre alguns discípulos, que interpretaram as palavras de Paulo equivocadamente.

Na sua primeira epístola, Paulo faz declarações referentes ao retorno de Cristo, que deram a impressão (equivocada) na mente de alguns, de que Jesus estava às portas, ou seja, em breve eles veriam o retorno do Salvador esperado (cf. 1Tess. 4:15-17).

Alguns mais "radicais" começaram a pregar que até o trabalho deveria ser deixado de lado, pois tudo que fosse ligado com este mundo logo seria destruído. Por que perder tempo com tarefas corriqueiras, e que não tinham ligação com a religião?!

Quando Paulo ficou sabendo desta confusão teológica, escreveu a sua segunda epístola, com declarações bem mais enfáticas sobre a sua escatologia. Se você observar as duas cartas, verá facilmente que, na segunda, Paulo está com a nítida intenção de desfazer os mal-entendidos. Um detalhe curioso é o conselho que Paulo dá para os que estavam ensinando que não precisavam mais trabalhar, pois Jesus estava às portas:

"Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma" (3:10).

Paulo sabia muito bem o que se passava por trás das intenções "consagradas" dos irmãos de seus dias... Pois é, nem todos os que vestem uma capa de santidade, são, realmente, santos...

Nos dias atuais

Fazendo uma aplicação para nossos dias, podemos tirar as seguintes conclusões:

1. Bereianos
- Não confiam em toda "nova luz" que aparece, pois sabem que muitos falsos profetas estão, infelizmente, infiltrados entre os cristãos.
- Comparam, NA BÍBLIA, toda e qualquer doutrina, sermão, revelação, etc., para conferir se a Norma do Cristianismo está sendo respeitada: as Escrituras.
- Dedicam tempo para estudarem a Bíblia a fundo, para não serem enganados por falsos mestres.

2. Tessalonicenses
- São os primeiros a divulgarem as notícias alarmistas e fantasiosas sobre religião.
- Acreditam em tudo que lêem na Internet (especialmente naqueles sites pseudo-apologéticos), sem compararem com o que a Bíblia revela sobre o assunto.
- Quando surge uma "nova interpretação" sobre determinado tema, os tessalonicenses modernos fazem questão de se aliarem aos "novos arautos" e proclamarem a mensagem alarmista.
- Especialmente no que se refere à escatologia (estudo dos eventos finais), este grupo "viaja na maionese"... pois colocam suas interpretações pessoais sobre o texto bíblico, arrumando-o de molde a se ajustar à sua concepção particular.
-A Bíblia é sempre deixada em segundo plano, e apenas o que é "novo" e "atual" é que lhes chama a atenção.
- Gostam de escarnecer dos que fazem planos para o futuro, pois se sentem mais "santos" ao viverem sua vidinha medíocre, longe dos estudos ("Para quê fazer vestibular?"), do casamento ("E se nós tivermos filhos, como será durante a perseguição?"), do trabalho produtivo ("Para quê fazer um concurso, se eu posso ir vivendo com o Mínimo? Jesus está voltando!"), etc.

É impressionante como a História sempre tende a se repetir, especialmente na vida do professo povo de Deus.

Bereiano ou Tessalonicense... você decide!

"antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós" (1Ped. 3:15)

Segunda-feira, Dezembro 06, 2010

Por que algumas pessoas se suicidam?

Há alguns meses, fiquei sabendo que uma jovem mãe, membro de uma de nossas igrejas no interior da Paraíba, cometeu suicídio. Como esta moça havia dado à luz recentemente (cerca de 4 meses), as suspeitas dos médicos foram de que ela tenha sofrido de DEPRESSÃO PÓS-PARTO.

Um outro caso de suicídio que repercutiu grandemente na época em João Pessoa foi o de um conhecido político paraibano, ex-Deputado e então prefeito de uma cidade do interior do Estado. Os amigos diziam que ele era uma pessoa alegre, altruísta, bondosa e que nunca deu sinais de que estava pensando em tirar a própria vida. Em sua "carta de despedida", ele disse que não suportava mais viver, pois tinha feito o bem para tanta gente mas tinha esquecido de si mesmo e da família. Este foi o motivo que ele apresentou para explicar seu ATO EXTREMO.

Mas, por que pessoas assim se suicidam? Por que membros da Igreja, que assistem aos cultos a cada semana e são aparentemente felizes e participativos, chegam a cometer um ato tão desesperado? O que nós podemos aprender sobre o suicídio, que nos ajude a detectar quando alguém (talvez até nós mesmos) esteja pensando em tirar a própria vida?

O Suicídio e a Bíblia
Por Angel Manuel Rodriguez

O suicídio é normalmente definido como o ato de tirar a própria vida. As cicatrizes emocionais deixadas na família e amigos são profundas e produzem não apenas sentimentos de solidão, mas particularmente senso de culpa e desnorteamento. No provimento de uma resposta, terei de limitar meus comentários a algumas sucintas observações.

Temos primeiro de distinguir entre suicídio e martírio, que é a disposição de dar a própria vida por convicções fundamentais consideradas inegociáveis, e atos heróicos de auto-sacrifício que resultam na preservação de outras vidas (por exemplo, um soldado lançando-se sobre uma granada para salvar outros). Conquanto o suicídio seja essencialmente uma negação do valor da vida presente e a solução extrema para uma existência tida como insuportável, os demais casos são expressões de respeito e amor à vida.

Vou relacionar os casos ou tentativas de suicídio registrados na Bíblia, extrair algumas conclusões e então fazer comentários gerais.

1. Casos de suicídio na Bíblia: Abimeleque, ferido mortalmente por uma pedra de moinho lançada contra ele por uma mulher, pediu ao seu escudeiro que o matasse para evitar a vergonha (Juízes 9:54). Saul, depois de haver sido gravemente ferido em batalha, tirou a própria vida (I Samuel 31:4). Vendo o que o rei fizera, seu escudeiro “jogou-se também sobre sua espada e morreu com ele” (verso 5, NVI). Essas mortes foram motivadas pelo temor daquilo que o inimigo lhes poderia fazer. Aitofel, um dos conselheiros de Absalão, enforcou-se depois de saber que o rei rejeitara seu conselho (II Samuel 17:23). Zinri tornou-se rei depois de um golpe de Estado, mas ao perceber que o povo não o apoiava, foi “à cidadela do palácio real e incendiou o palácio em torno de si e morreu” (I Reis 16:18, NVI). Judas ficou tão desorientado emocionalmente depois de haver traído Jesus, que acabou se enforcando (Mateus 27:5). Sansão tirou a própria vida e a de muitos proeminentes inimigos ao fazer com que um edifício todo ruísse (Juízes 16:29-30). Depois do terremoto, o carcereiro de Filipos pensou que os prisioneiros haviam fugido e tentou se matar por temor, mas Paulo convenceu-o a não fazê-lo (Atos 16:26-28).

2. Conclusões sobre os incidentes bíblicos: Nos incidentes mencionados acima, notamos muitas coisas. Primeiro, a maioria dos suicídios aconteceu no contexto de guerra, no qual tirar a própria vida foi o resultado de temor ou vergonha.

Segundo, os outros casos são mais pessoais e, além do medo, refletem uma auto-imagem demasiadamente pobre ou baixa auto-estima. Todas as mortes tiveram lugar quando o indivíduo estava num estado mental altamente emocional.

Terceiro, o suicídio é mencionado sem que haja qualquer juízo quanto à moralidade da ação. Isso não significa que ele seja moralmente correto; apenas indica que o escritor bíblico está simplesmente descrevendo o que aconteceu.

O impacto moral do suicídio deve ser avaliado segundo a compreensão bíblica da vida humana: Deus criou a vida, e nós não a possuímos para usá-la e descartá-la como bem entendermos. O sexto mandamento também tem alguma coisa a dizer sobre o assunto. Um cristão, portanto, não deveria considerar o suicídio como solução moralmente válida para o infortúnio de viver num mundo onde existe dor física e moral.

3. Comentários e sugestões: Como devemos reagir diante do suicídio de alguém a quem amamos?
- Primeiro, a psicologia e a psiquiatria têm revelado que o suicídio geralmente é o resultado de um profundo transtorno emocional ou desequilíbrio bioquímico associado a um profundo estado de depressão e medo. Não deveríamos julgar as pessoas que optaram pelo suicídio sob tais circunstâncias.

- Segundo, a perfeita justiça de Deus leva em consideração o impacto que nossa mente perturbada tenha eventualmente sobre nós; Ele nos compreende melhor que do que qualquer ser. Devemos colocar o futuro de nossos queridos em Suas mãos de amor.
- Terceiro, com a ajuda de Deus, podemos encarar a culpa de uma maneira construtiva, tendo em mente que muitas vezes aqueles que cometeram suicídio necessitavam de ajuda profissional que nós mesmos fomos incapazes de proporcionar.
- Finalmente, se você alguma vez for tentado a cometer suicídio, saiba que há profissionais disponíveis, medicamentos que podem ajudá-lo a superar a depressão, amigos que o amam e fariam todo o possível para ampará-lo, e um Deus que está disposto a trabalhar por você e, por meio de outros, dar-lhe forças quando caminhar pelo vale da sombra da morte. Nunca perca a esperança!

Para saber mais sobre o Suicídio, suas causas, prevenção e efeitos, clique aqui.

Sábado, Dezembro 04, 2010

"Tal Filho, Tal Pai"?

Podemos atribuir aos pais a má conduta dos seus filhos? Ou melhor...

Os pais são responsáveis por todas as atitudes egoístas, mimadas e rebeldes dos seus filhos pequenos (menores de 10 anos de idade)?

Acho que esta pergunta tem alguma ligação com aquele conhecido verso:

"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele" (Prov. 22:6).

Algum tempo atrás, eu comentei sobre adolescentes infratores que atribuíam sua má conduta ao "ambiente" no qual viveram até então (relembre aqui). Na ocasião, eu refleti como este verso de Provérbios têm dois lados:
1. Se ensinar a criança o caminho BOM, ela não se desviará dele
2. Se ensinar a criança o caminho MAL, ela também não se desviará dele

Certa noite, há alguns meses, eu deixei minha esposa na faculdade e fui dar um passeio com nossas 2 filhas. Brincamos um pouco na pracinha de um bairro vizinho ao nosso, e em seguida fomos até um Shopping que fica em frente à praça, pois as meninas queriam ir ao banheiro.

Na saída do Shopping, já estava quase na hora de ir pegar minha esposa, e eu presenciei uma cena que motivou esta postagem...

Uma menina (aparentemente com uns 10 anos de idade), que estava acompanhada por 4 adultos (provavelmente seus pais estavam entre eles... mas isso não importa). Antes de entrarem no carro, a menina jogou no chão um copo que trazia com alguma bebida. Ela, simplesmente, veio pelo corredor, amassou o copo e jogou no chão (sobre um gramado que modela o tal corredor), e continuou em direção ao estacionamento.

Eu estava a poucos metros (enquanto as minhas meninas olhavam bonecas em uma vitrine) e fiquei impressionado com a maneira fria com que a garota agiu, desprezando as mais elementares regrinhas de "etiqueta" de uma boa convivência em sociedade. Mas o que mais me chamou a atenção foi o fato de que NENHUM dos adultos que a acompanhavam fez qualquer repreensão ou tomou qualquer atitude diante do gesto anti-social da menina.

Enquanto eles se distanciavam, eu fiquei a me indagar que tipo de educação aquela menina estava recebendo. Não apenas no sentido de ser orientada a "jogar o lixo no lixo", mas em todos os outros aspectos éticos de sua vida.

- Será por causa de negliências paternas tão comuns como estas, que estamos vendo um aumento alarmante do egoísmo nos relacionamentos sociais?
- Será que o fato de os pais não orientarem seus filhos sobre o respeito e a consideração pelos semelhantes é o motivo de que tantos motoristas negligentes e imprudentes estejam abarrotando as avenidas das nossas cidades?
- Será que foi por falta de pequenos ajustes e orientações seguras sobre moral e decência na infância, que vemos tantos políticos agindo descaradamente contra a "coisa pública", visando purante sua satisfação e enriquecimento pessoais?

Será!?
(aliás, detesto usar esta palavra nos sermões, porque a considero muito agressiva e demagógica...rsrs).

A atitude daquela menina, e o silêncio hipócrita dos que a acompanhavam, me fazem ver que nossa sociedade está, de fato, muito enferma... e o mal principal é o EGOÍSMO.

Talvez por isso Jesus tenha combatido tão fortemente o egoísmo de Seus dias, enraizado profundamente no coração dos que O seguiam, especialmente.

É possível, também, que por isso a Igreja Primitiva tenha dado vigorosos passos para sufocar este sentimento tão vil e degradante do ser "humano" - pensar só em si e desprezar o sentimento do outro (cf. Atos 2:42-47; 4:32-35).

Aquela menina foi para sua casa, continuar sua história de egoísmos inconscientes... e eu fui para a minha, certo de que, como pai, tenho uma grande responsabilidade diante de mim:

DIMINUIR O NÚMERO DOS EGOÍSTAS, ENTREGANDO À PRÓXIMA GERAÇÃO DUAS CRISTÃS ALTRUÍSTAS.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós, pais e mães!

rsrs

Quinta-feira, Dezembro 02, 2010

Cuidado com os julgamentos apressados!

Há alguns dias, vasculhando uma pasta que tenho no meu computador com diversas ilustrações para sermões e palestras, encontrei a que coloco abaixo. Certamente você já deve tê-la ouvido, mas nunca é demais relembrar os conceitos que nos tornam mais sábios.

O JULGAMENTO

Havia numa aldeia um velho muito pobre, mas até reis o invejavam, pois ele tinha um lindo cavalo branco... Homens ricos e poderosos ofereciam quantias fabulosas pelo cavalo, mas o homem dizia:

- Este cavalo é como uma pessoa para mim. E como se pode vender uma pessoa, um amigo?


O homem era pobre, mas jamais vendeu o cavalo. Numa manhã, descobriu que o cavalo não estava na cocheira. A aldeia inteira se reuniu, e disseram:


- Seu velho estúpido! Sabíamos que um dia o cavalo seria roubado. Teria sido melhor vendê-lo. Que desgraça!


O velho disse:

- Não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não está na cocheira. Este é o fato, o resto é julgamento. Se é uma desgraça ou benção, não sei, porque este é apenas um julgamento. Quem pode saber o que vai se seguir?

As pessoas riram do velho. Elas sempre souberam que ele era um pouco louco.
Mas, quinze dias depois, de repente, numa noite, o cavalo voltou. Ele não havia sido roubado, mas havia fugido para a floresta. E mais, trouxe uma dúzia de cavalos selvagens consigo. Novamente, as pessoas se reuniram e disseram:

- Velho, você estava certo. Não se trata de uma desgraça, na verdade provou ser uma bênção.


O velho disse:

- Vocês estão se adiantando mais uma vez. Apenas digam que o cavalo está de volta... quem sabe se é uma bênção ou não? Este é apenas um fragmento. Você lê uma única palavra de uma sentença - como pode julgar todo o livro?

Desta vez, as pessoas não podiam dizer muito, mas interiormente sabiam que ele estava errado.

Doze lindos cavalos tinham vindo...

O velho tinha um único filho, que começou a treinar os cavalos selvagens. Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um deles e fraturou as pernas.
As pessoas se reuniram e, mais uma vez, julgaram. Elas disseram:

- Você tinha razão novamente. Foi uma desgraça. Seu único filho perdeu o uso das pernas, e na velhice ele é seu único amparo. Agora você está mais pobre do que nunca.


O velho disse:

- Vocês estão obcecados por julgamentos. Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe se isso é uma desgraça ou bênção. A vida vem em fragmentos, mais que isso nunca é dado.

Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra, e todos os jovens da aldeia foram forçados a se alistar. Somente o filho do velho foi deixado para trás, pois recuperava-se das fraturas.
A cidade inteira estava chorando, lamentando-se porque aquela era uma luta perdida e sabiam que a maior parte dos jovens jamais voltaria.

Elas vieram até o velho homem e disseram:


- Você tinha mesmo razão, velho - aquilo se revelou uma bênção. Seu filho pode estar aleijado, mas ainda esta com você. Nossos filhos foram-se para sempre.


E o velho disse:

- Vocês continuam julgando. Ninguém sabe o porquê de todas as coisas! Digam apenas que seus filhos foram forçados a entrar para o Exército e que meu filho não foi. Mas somente Deus sabe se isso é uma bênção ou uma desgraça. Não julguem, porque dessa maneira jamais saberão a verdade completa. Vocês ficarão obcecados com fragmentos, e pularão para as conclusões a partir de coisas pequenas. Quando você julga sem conhecer todos os fatos, deixa de crescer. Este tipo de julgamento significa um estado mental estagnado. Na verdade, a jornada nunca chega ao fim. Um caminho termina e outro começa: uma porta se fecha, outra se abre. Você atinge um pico, sempre existirá um pico mais alto. Aqueles que não julgam estão satisfeitos simplesmente em viver o momento presente, e de crescer nele... somente estes são capazes de caminhar com Deus.

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Se a história é verídica ou não, eu não sei, e não importa muito...
Ela nos leva a pensar que não podemos fazer julgamentos baseados apenas em fatos pontuais, naquilo que nossos olhos conseguem ver em determinado instante... pois podemos estar diante de algo que, mais na frente, se mostrará totalmente diferente do nosso julgamento.

Fazer pré-julgamentos é algo muito comum ao ser humano. Começou já no Éden, quando Eva julgou que Deus estava mesmo sendo injusto com eles... mas somente aqueles que conseguiam ver "além do Éden" é que sabiam o que estava por trás de tudo.

Da mesma forma fazemos hoje, quando, por exemplo, julgamos um irmão ou uma irmã na Igreja. Somos muitas vezes hábeis em apontar o dedo e condenar, sumária e implacavelmente... mas poucos de nós se lembra de buscar "o outro lado"... o "algo mais" da história.

Eu fico maravilhado com a maneira que Jesus julgava as pessoas. Você lembra?!
Ele absolvia quem os homens queriam condenar (exemplos: a mulher adúltera, Zaqueu, os soldados cruéis...), e às vezes condenava alguns que o povo considerava dignos de honra (exemplo: os fariseus e escribas - Mat. 23:25).

Sabe por que isso acontecia? Porque "Deus vê o coração" das pessoas (cf. 1Sam. 16:7). Somente Ele tem este poder. Que bom!

- Ele sabe porque aquele jovem de sua igreja local caiu em tentação e pecou...
- Sabe porque aquela moça tão recatada, agora está se vestindo e se comportando de modo diferente...
- Ele entende porque você já não tem mais prazer em ir à Igreja, em orar, ler a Bíblia...
- Somente Ele sabe porque você se esconde toda vez que tem uma Santa Ceia na sua Igreja...
- Jesus conhece todas as vezes que seus lábios sorriem, mas seu coração está em lágrimas...
- O Senhor sabe cada detalhe, cada luta, cada angústia do seu coração...
- Ele também conhece todos os momentos de trevas de nossa vida... acompanhou cada pecado oculto... cada desvio da fé... cada momento de apostasia...

Ele sabe.... mas mesmo assim não nos abandona! Não nos condena! Não nos abomina!

Gostamos de dizer: "Deus odeia o pecado, mas ama o pecador", mas não sentimos nem praticamos isso em nossa vida, pois sempre estamos prontos a odiar o pecador... afastá-lo do "arraial dos santos"... relegá-lo ao "vale dos leprosos".

E por que fazemos isso? Porque amamos julgar as pessoas... adoramos apontar o dedo e sentenciar ao inferno aqueles que agem diferente de nós. Não era isso o que os fariseus faziam? Fizeram até com o próprio Jesus!

Da próxima vez que nos sentirmos tentados a julgar e condenar alguém, vamos nos lembrar de que não sabemos toda a história daquela pessoa, mas apenas um "fragmento".

Antes de condenar, tente PERDOAR.

Afinal...

"O perdão é uma ponte pela qual todos um dia teremos que passar".
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