Segunda-feira, Janeiro 31, 2011

Que "tipo" de Adventista você é?

ADVENTISTA DO SÉTIMO DÍGITO
Acredita que seu único papel na Igreja é devolver o dízimo e doar ofertas. Isso já garante sua prosperidade e salvação.

ADVENTISTA PENTECOSTAL
Vive comparando a Igreja Adventista com outras denominações, sempre achando que as outras são mais animadas, ungidas, fervorosas e “quentes”. Seu maior sonho é falar "em línguas”.

ADVENTISTA CARDIOLÓGICO
Não faz qualquer esforço para mudar seu estilo de vida, pois botou na cabeça que "Jesus só quer o coração". Não se preocupa com o testemunho no vestuário, maquiagem, divertimentos, amizades, linguagem, etc.

ADVENTISTA 02 DE NOVEMBRO
Morre de medo de alma penada e de macumba.

ADVENTISTA BEATO
Acredita que fazendo alguma “penitência” vai chamar a atenção de Deus para si.

ADVENTISTA ATEU
Não crê que a fé é uma ferramenta poderosa, capaz de realizar coisas impossíveis.

ADVENTISTA DA NOVA ERA
Está sempre atrás de terapias naturais que tragam paz de espírito e cura da alma (iridologia, homeopatia, yoga, etc.)

ADVENTISTA XIITA
Acredita que devemos sempre que preciso usar a força na evangelização, obrigando todos a aceitarem nossas doutrinas, custe o que custar. E todos os que se opuserem, serão tratados como inimigos mortais.

ADVENTISTA SURFISTA
Está sempre navegando nas ondas dos modismos que surgem no meio evangélico (“amado”, “abençoado”, “está repreendido”, “oh glória”, “amém, igreja?”, "determinar a bênção", etc.)

ADVENTISTA FARISEU
Passa todo tempo olhando os defeitos dos outros, e esquece que ele próprio não passa de um “sepulcro caiado”.

ADVENTISTA(S) PONTO CÃO (quem lê entenda)
Tem síndrome de conspiração e não acredita em nada que os pastores ensinem. Acham que os líderes só querem saber de ganhar dinheiro.

ADVENTISTA CIGARRA
Fica todo tempo de braços cruzados, enquanto os outros fazem todo o trabalho, e ainda zomba das “formigas” que estão empenhadas na obra de Deus.

ADVENTISTA "TÔ NEM AI"
Está sempre “lavando as mãos” e dizendo: “Eu não fui escolhido para nenhum cargo, então não tenho nada a ver com isso. Não contem comigo”.

ADVENTISTA EM GREVE
Chega em outubro e diz “não quero cargos. Vou dar um tempo para minha vida espiritual, sem me preocupar com compromissos com alguma função”. Às vezes tem muito talento, mas não os emprega na Obra de Deus. Está “dando um tempo”.

ADVENTISTA NO SÉTIMO DIA
O único momento que dedica para a religião é a manhã do sábado, mesmo assim friamente. Nunca vem na quarta-feira porque está muito "cansado". Na verdade, não quer perder a novela ou o futebol.

ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA
É aquele que realmente vive o estilo de vida ensinado pela Bíblia e Espírito de Profecia. Procura sempre fazer sua parte na obra da Igreja, sem parar para criticar ou culpar os outros. Estuda a Bíblia e a Lição da Escola Sabatina, e está envolvido no trabalho missionário e demais programas da Igreja. É fiel nos dízimos e tem seu pacto de ofertas. Esse sim, pode encher o peito e dizer com orgulho santo: “Sou Adventista do Sétimo Dia”, assim como Jesus também era.

Que TIPO de Adventista é VOCÊ?

Domingo, Janeiro 30, 2011

Aviso aos que Gostam de Polemizar

Tendo em vista a insistência constante por parte de alguns (que, em sua maioria, preferem se esconder por trás do "anonimato"), quero relembrar o que está escrito na área de "comentários" do blog:

Deixe aqui seu comentário. Lembre-se que este não é um FÓRUM de debates, por isso NÃO serão permitidos comentários agressivos, de críticas grosseiras, de ataques pessoais ou polêmicas.

Portanto, os comentários que visem apenas levantar contendas, serão sumariamente RECUSADOS. Se desejar uma resposta para alguma pergunta ou comentário meu, INFORME SEU E-MAIL (Anônimos serão deletados).

Responderei assim que puder...

Não adianta insistir... pois não debato sobre os temas aqui do blog, por uma razão bem simples: DEBATES NÃO LEVAM A NADA... basta ver as dezenas de fóruns e comunidades que existem por ai, onde Adventistas bem intencionados tentam defender sua fé, com argumentos sólidos e fortemente embasados na Bíblia, mas que os "debatedores" nem ao menos lêem, e ficam como "papagaios" repetindo a mesma lenga-lenga de sempre (só no CTRL+C / CTRL+V).

Neste blog eu coloco aquilo que creio como Adventista do 7º Dia. E ponto final!
Os que estiverem realmente desejosos de compreenderem melhor, esclarecer alguma dúvida, fazer questionamentos sinceros, etc., têm amplo espaço e estou sempre disposto a ampliar os temas colocados. Uma prova disto é a grande quantidade de e-mails que recebo, leio e respondo todos os dias.

Porém, como deixo bem claro, desconsidero qualquer comentário grosseiro ou polêmico que não contenha a identificação E o e-mail do respectivo autor. Simplesmente DELETO todos!

Portanto, caros "apologetas de plantão", não adianta escrever seus extensos discursos filosóficos baseados puramente no "achismo", pois não tenho tempo a perder com eles.

Creio na Bíblia, creio no sábado, creio no ministério profético de Ellen White, creio nos mandamentos, creio na Trindade, creio no sono dos mortos, creio na justificação pela fé, creio na graça abundante, creio que o domingo é o falso dia de guarda, creio no santuário celestial, creio que Jesus é meu Advogado e Sumo-sacerdote neste santuário, creio que Ele retornará em breve de forma visível e espetacular, creio que não existirá um inferno de fogo eterno, creio que a igreja não será arrebatada em secreto, creio que a alimentação proibida por Deus continua imunda diante dEle, creio na manutenção da Obra do Senhor através dos dízimos e ofertas, creio que em 1844 surgiu um movimento profético cujo nascimento foi predito ao profeta Daniel... enfim... creio em tudo que a IASD prega.

Se alguns não crêem, paciência!
Só posso orar para que o Senhor lhes abra o entendimento...

"Evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não têm utilidade e são fúteis" (Tito 3:9).

Esse irmão Paulo era mesmo um sábio!

O Sábado no Novo Testamento

Se tem um assunto que o Adventista tem que saber "na ponta da língua" é o SÁBADO DO SÉTIMO DIA. Afinal, a Bíblia diz que nós devemos estar sempre preparados para defender nossa fé, quando ela for confrontada (cf. 1Ped. 3:15).

No Orkut, por exemplo, existem inúmeras comunidades dedicadas a promover debates teológicos entre pessoas de diferentes denominações. E um dos assuntos "preferidos" é exatamente o Sábado, tido como a grande heresia dos "fanáticos" Adventistas...rsrs.

Já percebi que alguns têm uma dificuldade maior em defender a guarda do Sábado, utilizando-se apenas do Novo Testamento, uma vez que um dos argumentos mais usados pelos críticos é de que o Sábado ficou restrito ao Antigo Testamento, e por isso não tem mais valor no "tempo da graça" introduzido pelo NT.

Em face disso, resolvi disponibilizar aqui novamente (pois acredito que alguns já viram o material no Advir) um estudo que preparei sobre a guarda do Sábado em todo o Novo Testamento.

Espero que seja de auxílio em seus estudos bíblicos, e nos futuros "debates" com pessoas que não crêem na santidade do Sábado.

Assim como todo o material que coloco aqui no Blog, podem usar e copiar à vontade.

Para ler o material na íntegra, é só clicar no link abaixo:
O Sábado no Novo Testamento

Sexta-feira, Janeiro 28, 2011

Purificação do Santuário

A Lição da Escola Sabatina, há alguns trimestres, abordou o tema da expiação em conexão com os serviços do Santuário do Deserto, em especial do chamado DIA DA EXPIAÇÃO (cf. Lev. 16).

Já percebi que há muita dúvida sobre o tema. Então vou responder aqui as principais questões que normalmente são levantadas.

Santuário Terrestre

Por que o santuário terrestre ficava contaminado?
Porque os pecados eram transferidos para ele durante todo o ano, através dos sacrifícios de sangue feitos exatamente para esta “expiação” dos pecados do povo.
O ritual de "purificação" pode ser visto em detalhes no cap. 16 do livro de Levítico.

Por que era feito todos os anos este mesmo ritual de purificação?
Certamente Deus quis oferecer um sistema “pedagógico” para que o povo aprendesse sobre o processo do plano da salvação, e como ele se desenvolve. As diversas gerações deveriam aprender como o desenrolar dos acontecimentos que envolvem o pecado afetam tragicamente nossa vida.
Através das cenas sangrentas e vívidas (tanto as diárias quanto as anuais), o povo teve condições de preparar-se para a chegado do verdadeiro Cordeiro que tiraria o pecado do mundo (cf. João 1).

Santuário Celestial

Por que o santuário celestial foi contaminado?
O Santuário Terrestre era um “modelo” daquele que existe no Céu (cf. Heb. 8:1-2).
Uma vez que os 2300 anos de Dan. 8:14 se projetam até uma época bem avançada na era cristã, o santuário de Daniel não pode referir-se ao templo de Jerusalém que foi destruído no ano 70 AD. O santuário do novo pacto é certamente o santuário celestial, “que o Senhor erigiu, e não o homem” (Hb 8:2). Cristo é o Sumo-Sacerdote deste santuário (Hb 8:1).
João previu um tempo quando se dirigiria atenção especial ao “templo de Deus, e ao altar, e aos que adoram nele” (Ap 11:1). Os símbolos que são usados pelo profeta de Patmos são notavelmente parecidos aos que se empregam em Dn 8:11-13.

O Santuário do deserto já não mais existia; O Templo de Salomão estava em ruínas; o Templo de Zorobabel foi dedicado em 515 a.C.; O Santuário seria reconstruído e depois destruído (9:26) – isso ocorreu na destruição de 70 AD.

Portanto, o Santuário de Dn 8:14 só pode ser o celestial.

A contaminação se deu através da ação do chifre pequeno, segundo o profeta Daniel. Este poder blasfemo colocou um sistema de salvação totalmente oposto ao que era tipificado no Santuário.
Daniel diz que uma das ações deste chifre refere-se ao contínuo ministério sacerdotal de Cristo no santuário celestial (Hb 7:25; 1Jo 2:1) e à verdadeira adoração de Cristo na era evangélica.
O poder representado pelo chifre suprimiu o “contínuo”, o que significa a substituição feita pelo papado da união voluntária de todos os crentes em Cristo por uma união obrigatória com uma igreja visível.

Em suma, o Santuário Celestial foi “contaminado” porque o papado promoveu a substituição do sistema de sacrifícios baseado no sangue de Cristo, por um sistema baseado na intercessão dos sacerdotes, dos “santos” e de Maria.

O que foi feito para purificá-lo, ou ele ainda está sendo purificado? E por quem?
É interessante notar que Daniel usa a raiz SDQ em Dan. 8:14. A outra raiz possível (TAHER) tem o sentido de “purificar” (purificação legal) e a ação do chifre pequeno afetaria o santuário celeste: a) lugar lançado por terra; b) o “Tamid” (que Jesus realiza no santuário celestial) é “cortado” do Príncipe; c) o chifre assume o lugar do Príncipe, caráter sacerdotal; d) o chifre introduz formas de serviços em substituição as orientadas por Deus; etc.
Nisdaq (da raiz SDQ) tem o sentido de uma purificação mais ampla (purificação indireta ou ilegal), e ocorre também em contextos judiciais.

Assim, a obra a ser feita no Santuário Celestial não será apenas purificar (TAHER), mas também vindicar (SDQ) - cf. Hb 9:23.

Dan. 8:14 diz que ao final dos 2300 anos (ou seja, após 1844 d.C.) o Santuário será “purificado”. É interessante observar a maneira diferente com que as várias versões da Bíblia traduziram esta expressão:
“seria feita justiça” (Bíblia de Jerusalém)
“seria reconsagrado” (New International Version)
“será levado à sua condição correta” (Tradução Novo Mundo)
“será restabelecido em seus direitos” (Trad. Ecumênica)
“será limpado” (King James Version)

Portanto, vemos que a obra de “purificação” não se refere exatamente à uma obra de aspersão de sangue como era feito no santuário do deserto, mas a uma retomada do verdadeiro sistema de salvação, o qual havia sido derrubado durante atuação do chifre pequeno.

A partir de 1844 Jesus iniciou, portanto, este trabalho de “vindicação”, “justificação”, “purificação” (etc.) do Santuário Celestial, através do restabelecimento da verdadeira doutrina da salvação (cf. Apoc. 14).

Quantas vezes é preciso fazer o sacrifício para purificá-lo?
Segundo o livro de Hebreus, Jesus já ofereceu o suficiente e amplo sacrifício (cf. Heb. 9:23-28). Nenhum sacrifício "complementar" é necessário.

Aos que desejam se aprofundar mais sobre o tema do Santuário, sugiro a leitura detalhada do livro do Pr. Timm, “O Santuário e as Três Mensagens Angélicas”, bem como o estudo da Lição de Escola Sabatina sobre o livro de Daniel, estudada há alguns meses.

Também há um site muito interessante, preparado por alguns estudiosos Adventistas do Rio Grande do Norte. Clique aqui e veja mais.

"Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas" - Apoc. 14:7.

Quarta-feira, Janeiro 26, 2011

E se Pedro vivesse hoje?

Na lição de alguns meses atrás, houve um trecho que me deixou muito intrigado, pois fiquei me perguntando se nós, como Instituição, estamos agindo da mesma maneira hoje, cerca de 2000 anos depois.

O trecho é o seguinte:

"Na semana passada [refere-se à Lição 8], vimos a surpreendente transformação desse apóstolo, que passou da instabilidade para ser uma coluna da igreja. Depois de sua queda desastrosa, como teria sido fácil, tê-lo afastado do serviço do Senhor! Mas, como vimos, não era essa a intenção de Deus para este herói imperfeito" (lição do dia 23-08-08).

A idéia central do parágrafo, que é uma compreensão do autor da Lição, bem como da Comissão Geral que edita o estudo, é que Deus preferiu não colocar Pedro para "escanteio", pois tinha uma grande obra para que ele realizasse.

Há algum tempo eu coloquei aqui uma postagem sobre a
"ilógica" divina. Foi uma reflexão de como Deus age, às vezes, de forma totalmente oposta à que nós agiríamos na mesma situação. Por exemplo:
- O "Manual" mandava que a mulher adúltera fosse apedrejada, mas Jesus preferiu perdoá-la.
- A "Comissão Diretiva" teria determinado o imediato afastamento de Davi da liderançada da "Igreja", mas Deus preferiu mantê-lo no trono.
- Esta mesma "Comissão" com certeza também teria decretado que Manassés não teria condições morais nem éticas para permanecer como rei do seu povo, mas o Senhor achou melhor mantê-lo na liderança.


Parece que com Pedro a "ilógica" divina se repetiu...

Todos conhecemos o relato, que foi exaustivamente estudado durante as 2 últimas lições da Escola Sabatina:
aquele que havia sido um dos mais íntimos seguidores de Jesus, covardemente O negou na hora mais dura de Seu ministério terrestre.

Como a lição mencionou, "depois de sua queda desastrosa, como teria sido fácil, tê-lo afastado do serviço do Senhor!" Essa é a lógica humana: afastar os que se mostram "imperfeitos". Tenho plena certeza que na maioria de nossas Comissões de Igreja atuais, o apóstolo "covarde" teria sido, no mínimo, disciplinado por censura, sem falar nos oficiais mais "zelosos" que achariam melhor eliminá-lo de vez do rol de membros, pois sua conduta era um "opróbrio" à Igreja (já observou como alguns gostam de usar estas expressões rebuscadas para justificarem seu espírito cruel e vingativo?!).

Quantas vezes nós preferimos "enterrar" a vida espiritual de algum irmão ou irmã que cometeram falhas em sua jornada, do que lhes oferecer uma nova oportunidade de restauração e, porque não dizer, de salvação! Nós nos preocupamos muito mais com a "letra" da lei do que com o "espírito" dela. Ou seja, estamos farisaicamente mais propensos a cumprir o que está no Manual da Igreja, do que em levarmos em conta o "Manual de Deus" - a Bíblia.

A Lição da semana passada, que neste trimestre está falando sobre as "Emoções Humanas", tratou do tema do PERDÃO. Achei interessante o debate que se levantou na Unidade da Escola Sabatina, pois todos mostraram que têm "reservas" quanto a se perdoar alguém que teve um passado bem "nas trevas". O que ficou verificado é que "PERDOAMOS" MAS NÃO ESQUECEMOS, e alguns até usarem como argumento o fato de que devemos ser "prudentes", e não dar total crédito àqueles que se dizem arrependidos.

Pedro, se fosse membro de algumas de nossas igrejas da atualidade, jamais seria visto novamente com o mesmo respeito de antes. Quando os Evangelhos começaram a circular na igreja da época (alguns anos depois da ressurreição de Jesus), como você acha que os irmãos da época reagiram ao tomarem conhecimento dos detalhes da negação de Pedro? Será que alguém se levantou propondo uma "disciplina eclesiástica" ao santo apóstolo? Ou passaram a ver Pedro como um líder de segunda classe, por causa de seu passado (como fazemos hoje com nossos líderes que erram)?

Claro que não! E sabe por quê?

"Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum" - Atos 2:44.

"Da multidão dos que creram era um o coração e a alma..." - Atos 4:32.

Que Igreja abençoada! Você consegue imaginar como estas palavras foram colocadas em prática?! Eles não tinham tempo para perderem em reuniões e mais reuniões com o único propósito de dilacerar a carne de seus "irmãos" faltosos, pois havia um mundo que precisava conhecer acerca de Jesus.

Hoje, infelizmente, as coisas estão muito diferentes. Nossas comissões se reúnem, quase que exclusivamente, para tratarem de questões secundárias, enquanto que bilhões de pessoas ainda não conheceram acerca de Jesus, pelo menos não do Jesus dos Adventistas do 7º Dia - o verdadeiro Jesus!

Quando nossos "Pedros" caem, nós preferimos colocá-los para escanteio, e assim deixamos de contar com pessoas de dons maravilhosos, mas que por questões "burocráticas" são impedidas de atuarem plenamente na salvação de almas, e assim poderem se redimir de seus erros.
Certa vez ouvi de um importante líder aqui de minha região a seguinte frase: "
A Igreja é o único exército que abandona seus soldados feridos pelo meio do caminho". O curioso foi que este líder agiu da mesmíssima maneira em diversas ocasiões.

Realmente, como disse a lição, é muito fácil afastar os "Pedros" do serviço do Senhor... e fazemos isso constantemente em nossas igrejas. Mas louvado seja Deus porque Ele não os afasta de Seus planos!

Enquanto continuamos tratando nossos "Pedros" da maneira como os fariseus tratariam, fazemos com que o poder que era visto na Igreja Primitiva não seja visto intensamente entre nós.

O maior Impacto de Esperança que podemos dar ao mundo é quando eles virem na Igreja uma comunidade de verdadeiros "irmãos", que cuidam de seus feridos com o mesmo amor com que o Seu Mestre cuidou do passado.

Neste mundo mal, egoísta, cruel e vingativo em que vivemos, o mínimo que os não-crentes esperam é que os "irmãos vivam em união".

"Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros" - João 13:35.

Domingo, Janeiro 23, 2011

Homossexualismo no horário nobre

A bandeira em defesa (ou, no mínimo, em publicidade) do homossexualismo será levantada bem alto na nova novela da Globo: INSENSATO CORAÇÃO.

Isto é o que divulgou uma recente matéria da revista ISTO É (clique aqui), na qual afirma que haverá um recorde de personagens gays e lésbicas na novela.

É interessante notar que isto se dá no mesmo momento em que os cinemas de todo o país (e agora também em DVD) tiveram suas salas lotadas, com recorde de bilheterias, para os filmes que divulgam o ESPIRITISMO.

Infelizmente muitos professos cristãos têm se deixado influenciar, dentro de seus próprios lares (!), através destas novelas, filmes, seriados, etc., que só servem para promover ensinos anti-bíblicos e, por que não dizer (?), diabólicos.

Todos sabem que o homossexualismo (clique no link) é um desvirtuamento do ideal divino para o sexo e o casamento. Muito se tenta "argumentar" em defesa desta doença psicossocial, mas não passa de blá-blá-blá, pois o homossexualimo nunca foi, e nunca será, "genético", "natural", "aceitável", "normal", etc.

É isso o que diz a Palavra de Deus (cf. Rom 1:22-32), e ponto final!

Sei que o apelo das novelas é muito forte, e tem gente que troca ela até pelo culto e o PG, o que é um absurdo! Mas, como cristãos que somos, não podemos compactuar com esta imoralidade que se vê nestas histórias fictícias, que só têm servido para pregar o adultério, a luxúria, a corrupção, espiritismo e... agora mais ainda... o homossexualismo.

"Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento" - Filip. 4:8.

Sexta-feira, Janeiro 21, 2011

Como Jovens Ricos se Divertem

"Foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o SENHOR, nem tampouco as obras que fizera a Israel" (Juízes 2:10).

Esta passagem bíblica apresenta um relato muito triste da História de Israel, o qual se deu com a primeira geração pós-Josué, ou seja, com os filhos e netos daqueles que peregrinaram pelo deserto durante os 40 anos após o Egito.

É mesmo uma pena que tão pouco tempo depois de terem testemunhado vividamente a presença do Senhor entre eles, aquele povo tão abençoado tenha enveredado pelos caminhos obscuros da apostasia e ingratidão para com seu Deus.

Segundo o autor de Juízes (o qual a tradição talmúdica diz que foi Samuel), a geração seguinte à de Josué "não conhecia a Deus", nem "as obras que [Ele] fizera a Israel". De quem foi a culpa por estes rapazes e moças desconhecerem totalmente o seu passado glorioso ao lado do Todo-Poderoso do Universo? Quem deveria tê-los orientado sobre estas coisas?

Infelizmente, a mesma história se repete em nossos dias: quando os pais, professores, líderes sociais, políticos e religiosos falham em educarem as crianças e jovens, o resultado só poder ser o mesmo que aconteceu com Israel há milhares de anos atrás. O próprio apóstolo Paulo já havia sinalizado que em nossos dias, especialmente, o nível de apostasia espiritual e depravação da juventude alcançaria níveis alarmantes (relembre aqui).

Apesar de não ser "justificável", podemos entender quando um jovem de periferia, sem estudo, sem dinheiro, sem moradia digna, crescendo em meio à bandidagem e miséria, toma atitudes que demonstram seu total afastamento dos ideais bíblicos de amor ao próximo e respeito pela vida humana.

Mas, e quando atitudes absurdas de egoísmo e rebeldia são evidenciados na vida de pessoas que, aparentemente, tiveram todas as boas oportunidades na vida? Como entender quando um jovem da classe alta, que sempre teve do "bom e do melhor" resolve revelar a podridão espiritual que está dentro de si?

A resposta é a mesma que pode ser dada para o caso daquela geração pós-deserto: negligência dos seus educadores.

Vejamos dois exemplos...

Caso 1 - Jovens Concluintes de Medicina no Paraná (clique)

Todos os cidadãos de bem do Brasil ficaram chocados com as cenas asquerosas de egoísmo explícito, e profundo desprezo pelo sofrimento humano, demonstrados por alguns "filhinhos de papai" que estavam concluindo o curso de Medicina em uma universidade PÚBLICA (além de tudo, isso...) no Paraná. Que punição real receberam? Nenhuma!

Segundo relato de testemunhas, os jovens "doutores" invadiram o pronto-socorro do hospital universitário, após saírem da comemoração em um barzinho, e tumultuaram os corredores com gritos histéricos e fogos de artifício. Alguns chegaram a desdenhar dos pobres pacientes que lá estavam: "Terminei meu curso, agora não preciso mais sujar minhas mãos cuidando de doentes como vocês!".

- Estes serão os médicos que, no futuro, tratarão com desprezo os pacientes do SUS, como vemos cotidianamente nos corredores dos Centro de Saúde e Hospitais públicos das grandes cidades?!
- Estes serão os "doutores" que, no futuro, cruzarão os braços em greve, deixando pessoas pobres agonizando nos corredores, enquanto que atendem de bom grado aqueles que têm Plano de Saúde nos hospitais das elites?!
- Estes serão os médicos que, no futuro, nem olharão para o pobre moribundo durante a consulta no SUS, sem darem à mínima para o fato de que o infeliz talvez tenha dormido na fila para poder ser atendido pelo "doutor"?!

Certamente, na vida desses jovens "doutores" faltou alguém que os ensinasse o valor de uma vida humana, não do ponto de vista comercial da tabela da Associação Médica Brasileira ou das Cooperativas Profissionais, mas o valor que Deus nos dá, individualmente.

Faltou na vida desses diletos "doutores" alguém que lhes mostrasse o quanto somos iguais, apesar de termos saldos bancários diferentes.

É claro que existem médicos que honram o jaleco que usam, e fazem da Medicina um verdadeiro ministério. Graças a Deus por isso... nem tudo ainda está perdido! Mas exemplos como esses do Paraná nos mostram o quanto o ser humano é vil e egoísta, e o quanto nós carecemos da graça de Deus em nossa vida, para olharmos para nosso próximo e vermos nele a imagem de Deus.

Caso 2 - Jovens Universitários em Cruzeiro Marítimo (clique)

Este é outro episódio que repercutiu na Imprensa brasileira, mas especialmente porque, neste caso, uma das jovens envolvidas morreu com suspeita de consumo de drogas misturado ao álcool.

Alguns universitários resolveram comemorar viajando em um Cruzeiro pelo litoral do Brasil, e tudo regado a muita bebida e luxúria, segundo relatos de testemunhas.

Novamente vemos o reflexo de uma juventude desorientada, anarquista, egoísta, sem qualquer apreço pelos sentimentos dos que estão ao seu redor. Jovens que são "ensinados" a buscarem o prazer pessoal, custe o que custar. Jovens que passaram grande parte do seu tempo vendo as vitrines dos Shoppings e sentados confortavelmente nas "praças de alimentação, engordando os lucros das franquias americanas vendedoras de Hamburgueres.

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A cada dia que passa somos mais e mais "pesados" pelas balanças injustas da sociedade egoísta a qual fazemos parte. Há algum tempo eu até coloquei uma postagem sobre os RÓTULOS que normalmente colocamos uns nos outros.

É uma pena, mas a cada dia vemos que as novas gerações vão surgindo imersas em suas bolhas de egoísmo e "desamor" pelo próximo, em especial pelos próximos mais humildes.

Assim como aconteceu com as gerações depois do deserto, nossas crianças e jovens estão crescendo sem conhecerem as obras que Deus realizou no passado e, principalmente, as que Ele AINDA deseja e pode realizar na vida de todos nós.

Só nos resta clamar:

"...Vem, Senhor Jesus!" (Apoc. 22:20).

Quarta-feira, Janeiro 19, 2011

Uma visitante ilustre todo mês...


Aqueles que se dedicam à apologética, que é a parte da Teologia que trata da "defesa da fé" (no Brasil, um brilhante trabalho é realizado pelo Pr. Leandro Quadros, do site NA MIRA DA VERDADE), frequentemente se deparam com as mesmas dúvidas e questionamentos, os quais já foram amplamente respondidos no passado.

Isso ocorre porque, normalmente, não temos o hábito da leitura ou pesquisa teológica. Ou seja, somos facilmente influenciado por alguma "nova doutrina" ou "nova luz" (ou "vento de doutrina"), exatamente porque poucos de nós procura se "vacinar" contra as heresias que surgem aos montes nestes últimos dias da História da Terra.

Uma maneira fácil de constatar é na Escola Sabatina. Poucas famílias têm lição para todos os seus membros (crianças, adolescentes, jovens e adultos).

Quando se parte para a leitura sistemática dos Testemunhos (livros escritos por Ellen White sob inspiração do Espírito Santo, conforme crêem os Adventistas), então, ai é que a coisa é feia! Poucos os estudam com dedicação e profundidade!

Eu sempre digo que a Igreja Adventista possui um verdadeiro ARSENAL em material doutrinário e teológico, para nos ajudarem a firmamo-nos na fé e na esperança em Cristo. Um bom exemplo disso é a REVISTA ADVENTISTA.

Quão bom seria se todo lar Adventista recebesse mensalmente a visita desta ilustre visitante! Faça o possível para assinar esta importante ferramenta de comunicação, e você verá como sua família será grandemente abençoada e ficará ainda mais protegida das armadilhas do Mal.

Para facilitar ainda mais nosso acesso à vasta gama de materiais que a REVISTA ADVENTISTA produziu ao longos dos seus 100 ANOS DE HISTÓRIA, agora está disponível um poderoso site, que disponibiliza a pesquisa do acervo desta querida Revista.

Da próxima vez que você tiver alguma dúvida sobre a doutrina Adventista, já tem um lugar a mais para procurar... faça bom proveito!

Clique aqui e conheça o site da REVISTA ADVENTISTA.

"antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós" (1Pedro 3:15).

Desprezo pelos Mestres

"E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro" (Efés. 4:11-14).

Este é um dos textos do Novo Testamento que mostram a maneira como Deus Se utiliza dos dons de cada um de nós para promover a unidade na Igreja, a conhecida "unidade na diversidade". Esta lista de Efésios traz, em especial, os dons de liderança.

Dentre os dons apresentados, há o de "mestres", que no grego é a tradução da palavra DIDASKALOS, ou seja, "aquele que ensina as coisas referentes a Deus e também as obrigações dos homens" (cf. BibleWorks).

Assim como os "pastores", os "evangelistas", etc., os nossos "mestres" têm um importantíssimo papel na árdua tarefa de conduzir a Igreja rumo ao Céu, e promover o seu "aperfeiçoamento".

Entretanto...

Tenho visto através de alguns sites mantidos por dissidentes da Igreja Adventista um crescente e desdenhoso desprezo pelos homens e mulheres que escolheram dedicar suas vidas à obra de ensinar a Igreja do Senhor. Me refiro a comentários jocosos e sarcásticos sobre os nossos prezados Teólogos Doutores, tanto brasileiros quanto estrangeiros.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia pode sentir-se honrada e, por que não dizer, orgulhosa por ter entre seus membros pessoas do quilate dos doutores Amin Rodor, Alberto Timm, Rodrigo Silva, Reinaldo Siqueira, José Carlos Ramos, Natanel Moraes, Luiz Nunes, Elias Brasil, Milton Torres, Wellington Silva, João Antônio Alves, Joaquim Azevedo, Ozeas Moura, Samuele Bacchicchi, Angel Manuel Rodriguez, Hans LaRondelle, Willian Shea, Jacques Doukan, entre tantos e tantos outros homens de Deus que conquistaram seus doutorados por amor a esta Obra, sem falar em inúmeros outros Mestres e Bacharéis que também tanto colaboram com o "aperfeiçoamento dos santos" e a "edificação do corpo de Cristo" (o Michelson e o Leandro, por exemplo).

Os dissidentes, especialmente os que não crêem na doutrina bíblica da Trindade ou na dos Dízimos e Ofertas, gostam de usar expressões irônicas sobre dos Doutorados conquistados por aqueles nobres mestres Adventistas, como se um Doutorado em Divindade, por exemplo, fosse algo a se conseguir em uma semana de estudos. Somente os que já iniciaram a empreitada acadêmica de buscar um Mestrado ou Doutorado, seja em que área for, é que sabem o quanto é sofrido para conseguir segurar neste "canudo".

O curioso é que este tipo de menosprezo pelos que atingem o topo na vida acadêmica em nossos Seminários Teológicos, não é visto em outras áreas da vida... Por exemplo:

- Quando alguém está precisando fazer uma cirurgia delicada no coração, e tem recursos suficientes para fazê-la, vai em busca dos melhores nesta área: Dr. Adib Jatene, por exemplo.
- Se a necessidade (?) é por uma cirurgia plástica, todos os que têm "din-din" suficiente, já correm para o consultório do Dr. Ivo Pitanguy.
- Quando se fala em arquitetura, que nome vem logo à mente? Oscar Niemeyer, é claro.
- Se a referência é o estudo da Física Teórica, o Dr. Stephen Hawking é logo citado.

Ora... e por que só no caso dos nossos Doutores em Teologia é que existe este desprezo, esse sarcasmo, essa ironia atrevida, verificados nos materiais divulgados pelos dissidentes Adventistas?

Me parece que a explicação está naquela velha parábola da raposa e das uvas... lembra?

"Uma raposa que vinha pela estrada encontrou uma parreira com uvas madurinhas. Passou horas pulando tentando pegá-las, mas sem sucesso algum... Saiu murmurando, dizendo que não as queria mesmo, porque estavam verdes. Quando já estava indo, um pouco mais à frente, escutou um barulho como se alguma coisa tivesse caído no chão... voltou correndo pensando ser as uvas, mas quando chegou lá, para sua decepção, era apenas uma folha que havia caído da parreira. A raposa decepcionada virou as costas e foi-se embora".

Moral da história: É fácil desprezar aquilo que não tivemos capacidade para obter.

Pois é, será que a história da raposa e das uvas está se repetindo na vida dos antitrinitarianos e críticos dissidentes modernos?

"... [Jesus concedeu uns de nós para mestres], para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro" (cf. Efés. 4:11-14).

Segunda-feira, Janeiro 17, 2011

A religião pura

Estes dias eu estava vendo uma reportagem sobre a tragédia no Rio de Janeiro, e uma coisa me chamou a atenção: pessoas que estavam se dedicando a cuidarem dos desabrigados das enchentes e deslizamentos de terra, mas em especial dos ÓRFÃOS da tragédia.

Passou o relato de uma casal que mantinha uma instituição especialmente voltada para abrigar estas crianças que perderam os pais e não teriam quem cuidasse delas quando saíssem do hospital. Me veio à mente o verso bíblico do livro de Tiago:

"A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo" (1:27).

A palavra que foi traduzida por "visitar" na versão Almeida Atualizada (a mais comum entre os Adventistas) é EPISKEPTOMAI, um termo grego que tem um significado bem mais abrangente do que simplesmente fazer uma "visita de cortesia", como a que um Ancião ou Pastor faz para algum membro da congregação. Ou seja, o termo original escrito por Tiago (irmão mais velho de Jesus), exprime uma visita especial, fruto do profundo desejo de ajudar alguém que está em necessidade, no caso, as viúvas e órfãos. Não é apenas visitar por visitar, mas procurar o necessitado para lhe estender a mão, oferecer ajuda, emprestar o ombro, acolhê-lo no lar, dar-lhe o alimento necessário, etc.

Assistindo a matéria sobre as pessoas que estavam abrindo seus lares para acolher os desabrigados, e os que estavam dispostos até mesmo a adotarem estas crianças que perderam TUDO, inclusive seus pais, fiquei pensando: ESTE É O VERDADEIRO ESPÍRITO DO CRISTIANISMO PREGADO POR JESUS.

Muitas vezes pensamos que ser religioso, ter fé, é simplesmente frequentar uma igreja, fazer uma "profissão" em algum credo doutrinário, ajudar financeiramente... e pronto! Mas ser cristão vai muito além disso! Muito além!

Fiquei pensando como seria a nossa sociedade se TODAS as famílias cristãs resolvessem adotar uma dessas crianças que ficam anos e anos nos orfanatos. As que são recém-nascidas, têm olhinhos azuis, clabelos e pele clara, facilmente encontram um novo lar. Mas a maioria passa a infância e adolescência sem conhecerem o que significa ser chamado de "filho", "filha"... ou chamar alguém de "pai", "mãe".

Sei que parece algo utópico, irreal, impossível... pensar que todos os cristãos passariam a tomar parte ativa neste processo social. Mas creio que, em certo sentido, o Cristianismo Primitivo é mesmo utópico para nossos dias. Em geral, nos contentamos em fazer uma doação de sangue no Calvário, uma distribuição de cestas básicas no Natal, e pronto!

Mas e o restante do ano?! Será que as pessoas só necessitam de alimento no final do ano? Ou os hospitais só precisam de sangue no período da Semana Santa? Claro que não!

Situações como estas do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas, Nordeste (no ano passado foi Alagoas que ficou devastado pela chuva) devem nos levar à reflexão sobre nosso papel no mundo, nossa "luz" ou "sal" que tem mudado a vida de pessoas e comunidades.

A fé pura e verdadeira, a que de fato agrada a Deus, tem que ver com ação, participação, solidariedade, amor ao próximo... o resto é religiosidade... e isso todas as demais religiões praticam.

"A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo".

Valeu, irmão Tiago!

Sábado, Janeiro 15, 2011

"Sede" de sangue...

Tenho ficado grandemente triste por uma constatação que eu já havia feito, mas que somente agora "a ficha caiu".

Muitos de nós, cristãos, temos uma grande dificuldade em entender e apoiar-nos uns aos outros. Alguns de nós estamos sempre prontos a levantar o dedo em riste quando algum "irmão" ou "irmã" cai em pecado. Talvez por isso tantos apostatem reclamando da falta de amor e apoio por parte dos "irmãos".

Quantas vezes já presenciei Comissões que se reúnem tão-somente para disciplinar membros, enquanto que o Manual da Igreja dá outra gama de finalidades para tais reuniões.
A conclusão a que cheguei é que ainda não nos desvencilhamos do legalismo que no passado foi tão fortemente arraigado no Movimento Adventista, e que nos deu como herança esta tremenda dificuldade em olhar para as pessoas e ver nelas candidatos ao Reino de Deus, apesar de suas falhas. É claro que nem todas as reuniões de Comissão no qual são tratados assuntos de disciplina eclesiástica podem ser rotuladas como "carnificina". Existem líderes que estão realmente preocupados em resgatar a alma pecadora, ao mesmo tempo em que não querem ver o rebanho todo se perder por falta de uma mão mais firme, quando for necessário.

Porém, percebo que alguns de nós só se sentem satisfeitos quando vemos o pecador no chão, humilhado, destroçado. Enquanto não vemos a pessoa pagando humilhada pelos erros cometidos em momentos de fraqueza (que somente o Senhor pode totalmente compreender e consolar) não ficamos satisfeitos.

É claro que não sou contra a disciplina eclesiástica.
Mas acredito que ela só deve ser aplicada após seguir-se a orientação bíblica (cf. Mateus 18), e em casos muito particulares, nos quais o pecador não tenha demonstrado provas de arrependimento, ou que a vergonha trazida sobre o nome da Igreja, externamente, seja de grande proporção.

Desde o Antigo Testamento, com suas histórias que muitas vezes parecem demonstrar um "Deus" irado e implacável, vemos grandes demonstrações de Sua infinita bondade e misericórdia para com pessoas que erraram, caíram... mas não foram humilhadas pelo Senhor.

- Manassés (2Crôn. 33) - já leu sobre a história deste rei? Se não, faça isto hoje. Mesmo após seus erros, Deus ainda o colocou no trono real.
- Davi (Salmo 51) - Deus o perdoou, apesar de ele ter sofrido amargas conseqüências do seu erro.
- Sansão (Juízes 13-16) - que exemplo da benevolência e paciência divinas!

Mas é mesmo no Novo Testamento que vemos o amor de Deus revelado de forma completa na vida e obra do Senhor Jesus Cristo.

- A mulher adúltera (João 8) - alguns de nós seriam hipócritas o suficiente para terem jogado aquela pedra...
- Pedro (João 21) - mesmo sendo traído por um dos maiores amigos, Jesus entendeu o lado humano do apóstolo e soube dar-lhe uma segunda chance.
- Judas Iscariotes (João 13) - até os pés deste traidor Jesus lavou e cuidou. Seria uma última tentativa de redimi-lo e trazê-lo de volta ao rebanho?!
- Saulo de Tarso (Atos 9) - esta é a minha inspiração diária, pois Deus não abandonou Saulo (e você lembra que as pessoas não acreditaram muito no arrependimento dele) e muito menos a Paulo, mesmo quando ele parecia estar tão distante do Senhor (Rom. 7).

Vejo que alguns gostam de se apoiarem na defesa do "bom nome da Igreja" para atirar seus "irmãos" e "irmãs" às feras. Tais pessoas aparentam muita santidade pessoal e zelo pela obra do Senhor, mas esquecem que para Deus o mais importante são as pessoas.

Interessante que em muitos casos não foi o transgressor que provocou o "escândalo" ou a "vergonha" sobre a Igreja, mas exatamente aqueles que assumem a função de "propagadores de boatos" (para não dizer "fofoqueiros"). E a Bíblia é clara contra tais pessoas:

"O mexeriqueiro descobre o segredo, mas o fiel de espírito o encobre" (Prov. 11:13)
"O que encobre a transgressão adquire amor, mas o que traz o assunto à baila separa os maiores amigos" (Prov. 17:9)
"O mexeriqueiro revela o segredo; portanto, não te metas com quem muito abre os lábios" (Prov. 20:19)

Veja que os textos acima colocam a culpa do "escândalo" também sobre as costas daqueles que divulgam o erro do irmão. Ou seja, o pecado pode ser cometido em secreto, e não trazer publicidade negativa sobre a Igreja. Mas se outro fica sabendo e se "encarrega" de divulgar o erro, com o objetivo egoísta de expor o pecador arrependido, então sobre este "mexeriqueiro" também recai a desaprovação divina.

Nossa tendência natural (e a Psicologia explica isso) é apontar para os outros em uma tentativa de "desviar" a atenção para nossos próprios erros. Ou seja, aquele que considera "leproso" o irmão que caiu em adultério, porque ele mesmo se considera com uma fidelidade conjugal inflexível, pode não perceber que o egoísmo (que segundo o Espírito de Profecia é o "título" de uma infinidade de pecados) é tão presente em sua vida quanto na do outro, porém revela-se de forma mais "aceitável".

Você já viu alguém ser disciplinado por ser egoísta? Ou orgulhoso(a)? Ou vaidoso(a)? Ou por furar uma fila de banco? Ou por não devolver um troco recebido erradamente no supermercado? Ou por deixar de ir ao culto para ficar assistindo à partida do seu time do coração, ou ao último capítulo da novela preferida? Ou por gastar R$ 1.000,00 na compra de um equipamento de som novo para seu carro, mas não querer colaborar com R$ 2,00 para as Dorcas?

A Ética é o ramo da Teologia mais díficil de ser vivida... e entendida.
É muito fácil decorar todos os versos bíblicos que falem sobre o sábado... mas preocupar-se se o irmão que está sentado do nosso lado na Escola Sabatina terá o que almoçar após o culto, não nos interessa.

Da próxima vez que você fizer parte de uma Comissão que analize a disciplina de um "irmão" ou uma "irmã" na fé, antes de levantar sua mão condenatória, procure a pessoa, converse com ela, dê um telefonema de apoio, ore por ela, empreste seu ombro para ela chorar... e somente então ocupe a posição de juiz - é assim que Jesus faz.

Está aberto o debate...

Sexta-feira, Janeiro 14, 2011

Qual a posição correta para a oração?

Há alguns anos, eu presenciei uma situação muito triste em uma determinada congregação. Na época eu era Ancião de uma igreja na cidade de Natal-RN, e fui convidado a participar de uma reunião com um grupo de irmãos que estavam planejando se separarem da Igreja Adventista por não crerem mais em algumas de nossas doutrinas.

Após horas de diálogo e argumentação bíblica, os irmãos dissidentes permaneceram irredutíveis em seus pensamentos e, ao final daquela reunião fatídica, decidiram solicitar o desligamento da Instituição.

Foi um momento muito triste para os líderes locais que ali estavam, pois conhecíamos aqueles diletos irmãos e sabíamos que eles estavam equivocados, sendo influenciados por um líder com pensamentos reformistas, que na verdade só queria mais poder e autoridade eclesiástica.

Graças ao bom Deus, muitos daqueles irmãos que solicitaram o desligamente voltaram atrás (inclusive um de seus líderes, que posteriormente foi estudar no IAENE e hoje é um dos pastores mais queridos e dedicados da Missão Nordeste), e retornaram ao seio da Igreja Adventista, após verem a hipocrisia daquele pseudo-reformador. Pena que ainda hoje isso esteja se repetindo em diversos lugares!

Um dos temas para os quais os dissidentes haviam adquirido "nova luz" (como eles gostavam de dizer) era a posição para a oração. Na visão deles, a única posição válida para se orar é SOBRE OS JOELHOS, ou seja, uma oração feita em pé (principalmente se for no culto) é uma desonra a Deus e ao Espírito Santo.

Eu lembro que há algum tempo (quando eu ainda estava no Seminário), esta questão também provocou grande cisma em algumas congregações em Feira de Santana-BA e região. E como eu recebi alguns e-mail nos últimos dias sobre esta questão, resolvi disponibilizar aqui um estudo sobre o assunto.

Como eu disse na minha última postagem, é IMPRESSIONANTE como as mesmas questões vivem ressurgindo na mente dos que têm espírito crítico, exatamente porque tais pessoas se negam a buscar uma resposta confiável e verdadeira sobre estes assuntos, e preferem apenas se deixarem influenciar pelos conteúdos apresentados em sites dissidentes ou por líderes carismáticos inescrupulosos.

O material abaixo é uma adaptação de um estudo preparado pelo querido Pastor e Professor Demóstenes Neves, do IAENE.

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Algumas pessoas, no desejo de obedecer estritamente o que Deus ordena, têm tomado textos sobre a oração de joelhos, na Bíblia e no Espírito de Profecia, e tentado “provar” que somente de joelhos a oração é aceitável a Deus.

Vamos, aqui, fazer uma abordagem visando dar uma visão geral do assunto, a fim de que a compreensão correta possa ser conseguida por todos, e os pontos de vista pessoais e unilaterais sejam abandonados.

I - O QUE A BÍBLIA DIZ

A Bíblia é quem estabeleceu a nossa doutrina, por isso precisamos saber sua posição sobre o assunto, em primeiro lugar. Ela nos ensina a orar em várias posições:

1. De joelhos - conforme o exemplo de vários personagens bíblicos:
Dn 6:10; 1Co 14:25; Esd. 9:5; Lc 22:41; At 7:60; etc.

2. Em pé - conforme outros exemplos, que na maioria das vezes são esquecidos pelos fanáticos:

a) Simeão orou em pé (cf. Lc 2:27-35).
b) Jesus, ao ressuscitar Lázaro, orou em pé (cf. Jo 11:41-42).
c) Ana orou em pé (cf. 1Sm 1:9,10).
d) O fariseu e o publicano justificado oraram em pé, e Deus não olhou a posição física, mas o estado do coração (cf. Lucas 18:11-14). Aliás, ao Jesus contar esta História, Ele mostrou que era normal, na Sua época, os homens orarem no templo em pé.
e) Salomão fez a benção inicial no templo em pé (cf. 1Rs 8:14; 2Crôn. 6:3).
f) Salomão fez a benção final no templo em pé (cf. 1Rs 8:55-61).
g) Durante a oração, Salomão estava de joelhos (cf. 2Cr 6:13) mas, o povo ficou em pé e só ajoelhou quando caiu o fogo do céu, como sinal de que Deus ouviu a oração (cf. 2Cr 7:1-3). Os sacerdotes e os cantores estavam em pé (cf. 2Cr 7:6).
h) Neemias, que orou a Deus diante do Rei Artaxerxes, estava em pé (cf. Ne 2:4).

Estas orações foram feitas em pé e Deus as ouviu, mesmo quando feitas no templo.

II. O QUE ELLEN G. WHITE DIZ

(Como regra geral)

"Para orar não é necessário que estejais sempre prostrados de joelhos. Cultivai o hábito de falar com o Salvador quando sós, quando estais caminhando, e quando ocupados com os trabalhos diários" - A Ciência do Bom Viver, pág. 510-511.

Portanto:

a) Nem sempre é preciso estar de joelhos para orar
Devemos orar constantemente, com espírito humilde e manso. Não precisamos esperar por uma oportunidade para ajoelhar-nos diante de Deus. Podemos orar e conversar com o Senhor onde quer que estivermos” – Mens. Escolhidas, vol. 3, p. 266.

b) Pode-se orar a sós, sem ajoelhar
Orai em vosso aposento particular; e enquanto seguis vossos afazeres diários, elevai muitas vezes o coração a Deus” - Caminho a Cristo, 99; ver também: CBV, 511.

c) Pode-se orar caminhando pelas ruas em meio ao barulho do povo, ou trabalhando em meio às máquinas
Podemos falar com Jesus ao caminhar, e Ele diz: Acho-Me à tua mão direita (Sal. 16:8). Podemos ter comunhão com Deus em nosso coração; andar na companhia de Cristo. Quando empenhados em nossos trabalhos diários, podemos exalar o desejo de nosso coração, de maneira inaudível aos ouvidos humanos” - Obreiros Evang., 258.

III. O QUE ELLEN G. WHITE FAZIA

a) Orava na igreja de joelhos.
Fiquei surpresa ao ver toda a congregação levantar-se. Solicitei, então, que todos se ajoelhassem, e enviei minha petição ao Céu por esse povo. Fiquei profundamente impressionada com esta experiência” – Mens. Escolhidas, vol. 3, 267.

b) Orava com a igreja sentada.
Dissemos-lhes que o melhor que podiam fazer era sentar-se mesmo onde estavam, e todos buscaríamos juntos o Senhor confessando nossos pecados” – Mens. Escolhidas, vol. 3, 267.

c) Orava com a igreja em pé.
Convidei todos quantos quisessem entregar-se a Deus em concerto sagrado, e servi-Lo de todo o coração, a que se levantassem. A casa estava cheia, e quase todos se ergueram. Estavam presentes pessoas não pertencentes a nossa fé, e algumas se levantaram. Apresentei-as ao Senhor em fervorosa oração, e sabemos que tivemos a manifestação do Espírito de Deus. Sentimos que havia sido realmente obtida uma vitória” – Mens. Escolhidas, vol. 3, 268.

Pergunto: quem agora fará decidido esforço para obter a educação superior? Os que quiserem, manifestem-no pondo-se em pé. [A congregação se levantou.] Eis aqui toda a congregação. Deus vos ajude a cumprir o vosso compromisso. Oremos” – Idem, 269.


IV. UM CASO ESPECIAL

Alguns perguntam:
“Por que, então, Ellen White repreendeu alguém que estava iniciando a oração em pé?”

O texto é o seguinte:

"Tenho recebido cartas perguntando-me sobre a posição que deve ser assumida pela pessoa ao fazer oração ao Soberano do Universo. Onde obtiveram nossos irmãos a idéia de que deviam ficar em pé quando oram a Deus? [...] Prostre-se de joelhos! Esta é sempre a posição apropriada" – Mens. Escolhidas, vol. 2, p. 311.

Considerações:

a) Nem sempre esta é a posição apropriada para a oração, como já vimos pela Bíblia e pelas declarações e exemplos acima.

b) O contexto da citação acima demonstra que Ellen White estava repreendendo alguém que fora educado em Battle Creek (centro da denominação na época), e de lá estava vindo um espírito de desafio à Obra e falta de reverência. Pois por lá haviam influências, como as do Dr. John Harvey Kellogg, que diziam que Deus era uma energia que permeava a natureza (uma espécie de “panteísmo”). Note como Ellen White relaciona a postura da pessoa que orou com Battle Creek com a dos professores do Colégio:
Em Battle Creek. Será possível que com todo o esclarecimento que Deus tem dado a Seu povo sobre a reverência, pastores, diretores e professores de nossas escolas, por preceito e exemplo ensinem os jovens a ficarem em pé na devoção, como faziam os fariseus? Consideraremos isto demonstrativo de sua presunção e importância própria? Devem essas características tornar-se distintas?” – Mens. Escolhidas, vol. 2, p. 313.
Em quem podemos confiar como professores de nossas escolas nos Estados Unidos e nos outros países? Deverão os alunos voltar às suas pátrias depois de anos de estudos, com idéias pervertidas acerca do respeito, da honra e da reverência que deviam ser dados a Deus, e sem se sentirem sob o dever de honrarem os homens de cabelos brancos, os homens de experiência, os escolhidos servos de Deus que têm estado relacionados com a obra de Deus durante quase todos os anos de sua vida? Aconselho a todos os que freqüentam escolas na América do Norte ou em qualquer outro lugar a que não absorvam o espírito de irreverência” – Idem, 314.

Na realidade, aquela pessoa que orou em pé (e foi repreendida por Ellen White) era apenas um representante de uma filosofia que estava existindo na época, em Battle Creek. Por isso a denúncia vigorosa, e conseqüente repreensão pública.

c) O que realmente importa é a humildade interior, pois o exemplo que a irmã White usa nesse mesmo trecho do seu escrito, é o de Lucas 18:9-12. Nele, o fariseu estava em pé com o coração exaltado. Ela nos aconselha a nos prostrar como o publicano que apesar de ficar em pé “fisicamente” estava prostrado “interiormente”, e desceu para casa justificado (cf. Mens. Escolhidas, vol. 2, 313-314; Paráb. de Jesus, 151).

d) O objetivo da advertência era combater a imponência e o espírito irreverente que estava sendo cultivado por pessoas de Battle Creek, e não era intenção dar uma regra geral dogmática sobre o tema, para a Igreja.

e) Por outro lado, Ellen White mesma por várias vezes declarou que podemos orar andando, trabalhando, ou mesmo quando a sós, sem ajoelhar, como vimos em textos acima. Ela mesma orou muitas vezes com toda congregação em pé ou assentada.

CONCLUSÃO:

A Igreja Adventista do Sétimo Dia faz a oração principal de joelhos, sempre que possível. Mas durante o culto, também se admite oração em pé e sentados, em harmonia com a Bíblia e o Espírito de Profecia.

Se a oração é “a respiração da alma” (Mensagens aos Jovens, p. 249), não devemos limitá-la apenas para quando estivermos de joelhos, mesmo quando no templo. Isso seria farisaísmo legalista.

Oremos sem cessar, seja andando, sentados, em pé ou de joelhos, onde quer que estivermos (cf. 1Tess. 5:17).

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Em postagens mais antigas aqui do blog, você também encontrará outros pontos que os dissidentes (em especial do Movimento de Reforma) apresentam para combater a doutrina Adventista, e que já foram devidamente deitados por terra.

Quarta-feira, Janeiro 12, 2011

O Trono do Espírito Santo no Apocalipse

Aqueles que atualmente levantam questionamentos sobre a doutrina bíblica da Trindade sempre fazem uma pergunta, a qual imaginam que provoca embaraço para os defensores da doutrina:

"Se existe mesmo uma Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), então por que o Apocalipse não menciona o trono do Espírito, enquanto que fala claramente sobre o trono do Pai e do Fiho?"

Segundo o Prof. Demóstenes Neves (SALT-IAENE), um dos grandes apologetas Adventistas brasileiros da atualidade, a explicação é simples:

O tema do Apocalipse é Cristo e sua obra redentora. A ênfase é Sua vitória e entronização, e não a obra do Espírito Santo. Outros exemplos podemos ver na própria Bíblia: O tema de Rute, Ester, Cantares e outros não é explicitamente o Messias e nem a divindade de Jeová, portanto não se deve procurar um assunto quando não é esse o tema de um livro. O Apocalipse não trata da entronização do Espírito Santo, daí não se preocupar com o tema.

Declara-se, ainda, do Espírito Santo que Ele habita com e nos crentes para sempre, como vemos em Jo 14:16, 17 e que o nosso corpo é Seu templo individual (1Co 6:19). Isso requer onipresença, para viver em cada crente simultaneamente, sempre, até que Jesus volte. Tal poder nem Gabriel e nem todos os anjos juntos possuem (como alguns insistem em dizer que o Espírito Santo é apenas um anjo especial). Aliás, a Bíblia não informa que os anjos de Deus moram dentro dos homens. Eles, embora residam no céu, “acampam” ao “redor” dos que temem a Deus e os livram (Sl 34:7).

Ainda na análise desta declaração bíblica de que o nosso corpo (individualmente) é “templo” (gr. naós) do Espírito Santo (1Co 6:19) e que “nós” (coletivamente como igreja) somos Seu “templo” (gr. naós), é importante notar que a palavra usada para "templo" em ambos os casos não é a palavra grega "hieron", que se referia a todo o complexo do templo. Embora às vezes usadas como sinônimos, naós (1Co 3:16; 6:19) é a palavra preferida para referir-se ao lugar Santíssimo do templo de Israel, o lugar da presença de Deus. Essa palavra, mesmo entre os pagãos, referia-se ao lugar onde se localizava pessoalmente a divindade. A palavra “habitar” (gr. oikei) significa “residência fixa”, “permanência”. Ou seja, os autores bíblicos (especialmente Paulo, nestes versos) entendiam que o verdadeiro trono do Espírito não está no céu, mas no coração do homem.

Portanto, não apenas devido ao tema específico do Apocalipse, como ao fato do Espírito Santo ter o seu Santuário (o Santíssimo) em nós (para sempre) é que Ele não aparece sendo entronizado no céu. Seu trono é, para sempre, no coração dos crentes. Dentro do contexto do livro de João (que também é o autor do Apocalipse) o Espírito Santo é simbolizado pelo rio da vida o qual, desde esta Terra, já está jorrando na vida dos crentes e continuará por toda a eternidade (João 7:37-39; 3:5; 4:10-14 e I João 5:8-10 e Apoc. 22:1, 2).


"A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós" - 2Cor. 13:13

Domingo, Janeiro 09, 2011

Jovens no Evangelismo

A Missão Calebe é um projeto missionário muito legal para envolver os jovens durante seus períodos de férias escolares.

Clique aqui e conheça o "DIÁRIO DE UM CALEBE", onde um jovem valoroso da cidade de Natal, o Wandeson, descreve o dia-a-dia dos milagres que o Senhor tem realizado através deste trabalho abençoado.

Parabéns, calebes da Missão Nordeste!

Sábado, Janeiro 08, 2011

100% Jesus

Algo muito comum de se observar entre os professos cristãos da atualidade (e ai incluem-se os Adventistas do 7º Dia) é uma separação (que os eruditos chamam de "dicotomia") entre o sagrado e o secular.

Isso é muito fácil de ser verificado através da diferenciação que alguns fazem acerca de hábitos da vida comum... Veja alguns exemplos:

- Há a roupa de usar na Igreja e aquela do dia-a-dia (normalmente se tem certo "pudor" ou "vergonha" em usar no templo as roupas curtas, apertadas e indecentes que são usadas no cotidiano).
- Há a música para se ouvir na adoração, no templo, e aquela que se ouve em casa (e esta última, muitas vezes, está recheada com os ritmos, letras e melodias sensuais e apelativas dos músicos comerciais - alguns até que se rotulam de "gospel").
- Há os filmes que podem ser assistidos em uma reunião com os jovens da Igreja, e aqueles que só devem ser assistidos em casa (e nesta categoria entram os de terror, comédia picante, ficção diabólica... sem falar em outros... para maiores...).

E por ai vai...

Vejo também que algumas pessoas costumam usar a desculpa de que não têm tempo para se envolver nas atividades da Igreja, porque ficam sobrecarregadas com o trabalho, estudo, cuidado do lar, etc.
- Quantas vezes você já não viu alguém dizer que não faz trabalho missionário porque trabalha o dia todo e ainda faz faculdade à noite?
- Quantas vezes já ouvi alguns usarem a desculpa de chegarem tarde na Escola Sabatina, porque passam a semana toda acordando cedo para irem trabalhar, e aproveitam o sábado (afinal não é o dia do "descanso"?!) para dormirem um pouco mais...
- Quantos não vão ao culto da quarta-feira exatamente porque a aula da faculdade não permite (porém também não vão quando não tem aula)?!
- E o culto de domingo? Alguns não vão porque estão muito cansados devido a passarem o dia colocando a casa em ordem... ou porque vai passar uma matéria especial na televisão sobre culinária vegetariana... e isto é importante.... não é?!

Mas onde quero chegar? Você pode estar se perguntando...

O problema que vejo nas situações apresentadas acima é que, hoje, só dedicamos a Deus o tempo que nos "sobra", ou seja, a maioria só separa para a religião o sábado pela manhã (e aqui me refiro especialmente aos Adventistas), pois nos outros dias da semana estamos atarefados demais com os "cuidados desta vida" (cf. Mateus 6:25-28; Filip. 4:6; Marcos 4:19).

Vemos nas Igrejas verdadeiros "anões" espirituais, pois a vida é dedicada quase que totalmente aos estudos, trabalho, objetivos pessoais, lazer, etc.... e para Deus somente o mínimo.

Quando estudamos a vida do povo de Deus no passado, em toda a Bíblia, vemos que eles faziam exatamente O CONTRÁRIO - Deus ficava com a maior parte, e o resto... era o resto.

Hoje, com nosso racionalismo ocidental característico, dizemos que precisamos "tocar a vida", não podemos ficar "de braços cruzados", temos que estudar, trabalhar, etc., para assim podermos "crescer na vida". E isto acaba tirando de nós este relacionamento constante e permanente com o Senhor, o qual desfrutavam nossos irmãos de outrora.

O povo de Israel vivia em função de sua fé. Deus estava acima de tudo. Não havia esse negócio de "roupa da igreja" e "roupa de sair"; ou "na igreja eu não uso isso ou aquilo" mas "na rua eu posso usar"... não! Eles viviam uma fé que demonstrava sua certeza de que o Senhor estava constantemente com eles, em todos os momentos.

Na época do Novo Testamento também vemos isso claramente. A Igreja Primitiva não fazia esta distinção que hoje fazemos com tanto "empenho".

Talvez este seja o motivo de não vermos hoje as mesmas manifestações do Espírito que eram vistas naquele tempo.
Estou certo de que, se Deus estivesse em nossa vida diária tão presente quanto estava na vida dos nossos irmãos do passado, Ele teria oportunidade de operar com o mesmo poder com que operou entre eles...

Pare nestes primeiros dias de 2011 para ler o livro de Atos, e veja como estamos longe do marco inicial deixado pelos apóstolos. Não falo em matéria de doutrina, pois pregamos o que eles pregavam... mas falo em matéria de vivência prática, concreta... real.

Temos muita teoria da verdade... precisamos agora viver esta teoria.

"Os cristãos cujo zelo, fervor e amor crescem constantemente,
não apostatam nunca".
Serviço Cristão, pág. 107.

Eis o segredo da vitória!

Sexta-feira, Janeiro 07, 2011

O que é Santificação?

Fala-se muito em "santificação", "ser santo", "santificar-se".

Mas, qual o significado bíblico de Santificação?

Vejamos o que a Palavra de Deus fala sobre este tema; afinal, os Adventistas crêem no princípio evangélico da
Sola Scriptura, defendido por Lutero, o qual determina que a Bíblia deve ser sua própria e exclusiva intérprete.

1. Alguém ou algo separado por Deus para uso ou serviço

a) Pessoas
Vós Me sereis de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel” – Êxodo 19:6.

Disse o Senhor a Moisés: Consagra-Me todo primogênito; todo aquele que abre a madre de sua mãe entre os filhos de Israel” – Êxodo 13:1, 2.

b) Tempo - sábado
Lembra-te do dia de sábado, para santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” – Êxodo 20:8-11.

c) Dízimos – Bens e Rendas
Também todas as dízimas da terra, tanto do grão do campo, como do fruto das árvores, são do Senhor: santas são ao Senhor... No tocante as dízimas do gado e do rebanho, de tudo o que passa debaixo da vara do pastor, o dízimo será santo ao Senhor” – Levítico 27:30, 32.

d) Animais
Consagra-Me todo primogênito; todo que abre a madre de sua mãe entre os filhos de Israel, assim de homens como de animais” – Êxodo 13:2.

Santificação não é sinônimo de conduta. Ser "santo" não significa ser "inerentemente bom", ou que "não se peca mais".

Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos” – 1Coríntios 7:14.

O esposo (ou a esposa) incrédulo é santificado pelo relacionamento com o cônjuge crente. Neste sentido, a ideia básica de santo é a de “separado”.

Em Romanos 1:7 e Filipenses 1:1, Paulo chama os membros da igreja de “santos”. Eles eram santos porque foram chamados por Deus e estavam em Cristo.

2. Santificação como um fato consumado

Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas... De quanto mais severo castigo julgais vos será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?” – Hebreus 10:10, 29.

Não existe uma santificação parcial. Ela é completa (cf 1Cor. 1:2).

O desenvolvimento do cristão não é para a santificação, mas na santificação. A contração “na” dá ideia de completo, mas também de desenvolvimento.

...nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o Reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus” – 1Cor. 6:10, 11.

Conforme já sabemos, santificação envolve comunhão e conduta. Assim, podemos afirmar que, em termos de relacionamento (comunhão), o crente está completo, mas em termos de conduta está incompleto.

3. Santificação como processo progressivo, em desenvolvimento

Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” - João 17:17.

Crescer na santificação não é ter hoje dez hábitos maus e amanhã apenas nove hábitos maus. O crescimento não é visto em ter menos, em diminuir atos, mas em "santidade".

Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade o temor de Deus” – 2Cor. 7:1.

A tensão entre o real e o ideal na santificação

Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” – Mateus 5:48.

Esse verso tem sido muito mal utizado por aqueles que acreditam, equivocadamente, que o crente precisa ser "perfeito", no mais amplo sentido desta palavra.

O contexto do verso 48 são os versos 43 a 47. A exortação que Jesus nos faz quanto a sermos "santos" (ou "perfeitos") como Deus, está relacionada com o amor que devemos ter para com o próximo, inclusive os inimigos. Deus ama a todos os Seus filhos... todos! (cf
Rom. 4:5; 5:8).

Vejamos o que o Espírito de Profecia diz sobre esta situação:

“Como Deus é santo em Sua esfera, assim deve o homem caído, mediante fé em Cristo, ser santo na sua” – Atos dos Apóstolos, pág. 559.

Para resolver a tensão entre o real e o ideal, Ellen White apresenta a perfeição relativa na esfera pessoal. Como exemplo, podemos mencionar a semente. Ela é perfeita em cada fase do seu desenvolvimento:

Semente – broto – ramos – flores – fruto
REAL IDEAL

Como cristãos, temos um ideal a alcançar, mas este só será atingido quando Cristo voltar. Contudo, não é preciso vivermos em estado de tensão e angústia no presente, pois somos perfeitos em cada passo do nosso viver com Cristo, pois é NELE que Deus procura nossa perfeição.

E como eu posso verificar se estou "crescendo" no processo de santificação?

"Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio..." (Gál. 5:22-23).

O perfeccionismo não existe nesta vida. Por isso, a salvação JAMAIS foi ou será pelas nossas "boas" obras. Somente através de Jesus, e nEle só, é que alcançamos a justificação (passado), a santificação (presente) e a glorificação (futuro).

Aleluia!

Adaptado da apostila de Soterologia (SALT-IAENE)
www.elpisteologia.net

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