Quinta-feira, Março 31, 2011

O que "levamos" deste mundo?

O Brasil ficou emocionado com a luta que o sr. José Alencar travou contra o câncer. Há alguns anos eu também estive em uma batalha dessas (infinitamente menor que a dele), e posso entender um pouco o valor que ele dava a cada novo dia.

Com a morte deste homem que deixou um belo exemplo de honradez e dignidade, tanto na política quanto na vida pessoal, muitos brasileiros choraram... a maioria dos quais sem nunca ter conhecido pessoalmente o sr. José Alencar.

Aqui na cidade onde moro (Natal/RN) há uma unidade da COTEMINAS, um verdadeiro "império têxtil" que o sr. Alencar fundou e viu crescer, após iniciar como um humilde vendedor de tecidos no interior de Minas Gerais, aliás, um Estado de pessoas fascinantes.

De simples balconista a milionário, sem, ao que tudo indica, "pisar" ou "puxar o tapete" de ninguém, inclusive pautando sua vida familiar pelos princípios do Cristianismo.

Ontem, ao passar na frente da fábrica, fiquei refletindo sobre os valores realmente importantes da vida. Imagino que somando-se todas as unidades da Cotene, existam milhares de pessoas trabalhando. Tudo resultado do "sonho" de um único homem temente a Deus!

Ele morreu... e o que levou de todo o dinheiro que conquistou? Nada!

Mais do que simplesmente acumular riquezas, o sr. José Alencar deixou um "rastro" de amizades, companheiro, honradez e decência.

O Brasil não chorou porque morreu um importante político ou um empresário de sucesso. Neste país existem milhares com estes "rótulos" e que não valem uma lágrima!

Os brasileiros choraram porque morreu um homem de bem, espécime tão escasso nos dias em que vivemos, até mesmo entre os professos cristãos!

A família fica triste, de luto, mas pode andar de cabeça erguida por saber que seu patriarca vai deixar saudades, devido ao bonito exemplo de vida que legou aos brasileiros e brasileiras.

Espero, sinceramente, encontrar este guerreiro entre a multidão dos salvos, pois mais do que doutrinas ou legalismos tolos, o Senhor veio buscar e salvar o que se havia (e se sentia) perdido.

Maranata!

"Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham" (Apoc. 14:13).

Terça-feira, Março 29, 2011

Dom de Línguas

Atendendo ao pedido de um amigo, estou colocando hoje um resumo sobre o estudo referente ao DOM DE LÍNGUAS.

Uma análise mais aprofundada sobre a "evidência" do batismo com o Espírito Santo deixa claro que não há UM SINAL específico, único, que simbolize tal batismo.

O grande e verdadeiro SINAL é a vida transformada (cf. Gál. 5:22-23).

Relatos de recebimento do Espírito Santo, sem a menção de que falaram em línguas

Há 9 passagens no livro de Atos que tratam sobre pessoas “cheias” do Espírito Santo, mas nenhuma delas fala do dom de línguas:
4:8 - Pedro perante o Sinédrio
4:31 - Igreja em oração pela libertação de Pedro
6:3 - Escolha dos diáconos
6:5 - Descrição de Estêvão
7:55 - Estêvão perante os líderes judaicos
9:17 - Imposição de mãos sobre Paulo
11:24- Descrição de Barnabé
13.9 - Paulo perante Elimas
13:52- Relato sobre os discípulos

O sinal do batismo no Espírito Santo

No Novo Testamento, a evidência do recebimento do Espírito não reside no fenômeno extático exterior, passível de enganosa imitação, mas na conversão do homem a Jesus Cristo, com seus respectivos frutos (Gálatas 5:22-26).

Quando ocorreu o dom de línguas no NT ele era como um sinal dentre outros. Este dom não veio como conseqüência de uma busca determinada, mas como surpresa (Atos 10:45). O dom não era esperado, exigido nem procurado, como fazem os pentecostais hoje.

Nosso máximo exemplo – Jesus – em nenhum momento do Seu ministério falou em “línguas estranhas” para provar que era cheio do Espírito.

O verdadeiro “sinal” da plenitude do Espírito na vida do crente é:
Atos 2:42-47; 4:32-37 - Desprendimento, amor, comunhão, zelo pela obra do Senhor.
Romanos 5:5-6 - Amor a Deus e a Seus filhos
1João 5:2-3 - Obediência

O DOM DE LÍNGUAS E SUA NATUREZA

ATOS 2
O Espírito Santo foi derramado no Pentecoste, e não antes, porque o ministério do Espírito não havia ainda sido iniciado (João 7:39; Atos 2:33). O ministério do Espírito só iniciou após a glorificação de Jesus como Vencedor sobre a morte.

Pedro estava naquela ocasião em um momento especial para a disseminação do Evangelho. Estavam em Jerusalém milhares de judeus vindos de diversas partes do mundo (v. 5), e aquela seria a ocasião propicia para falar de Jesus para eles. Mas como isso ocorreria, uma vez que eles falavam diferentes idiomas (vv. 6-11)?

Deus, então, dotou o apóstolo da capacidade sobrenatural de pregar o evangelho de uma maneira que todos os diferentes grupos linguísticos compreendessem e pudessem aceitar a mensagem. E foi o que aconteceu.

Pedro pregou e cada pessoa ali presente o ouviu falar em sua própria língua, ou seja, o dom concedido em Atos 2 não foi uma “língua estranha” ou “língua dos anjos”, incompreensível. Mas foi, sim, a capacidade de falar no idioma da pessoa que estava necessitando da mensagem de salvação. E qual foi o resultado? Veja no verso 41.

ATOS 10
Deus já havia concedido a Pedro uma revelação sobre o preconceito religioso que ainda estava presente no coração dos judeus, inclusive dele próprio (Atos 10:9-16, 28).

Após receber a visita de pessoas enviadas por Cornélio, Pedro vai ter com ele, porém leva “alguns irmãos”, para servirem de testemunha da conversão do militar gentio (v. 23).
Ao chegarem lá, Pedro compreende o significado da visão sobre o lençol, pois ele percebeu que a mensagem do evangelho deveria alcançar todas as pessoas, de todas as nações, independentemente de raças (vv. 28 e 34).

Após Pedro pregar sobre Jesus e confirmar a conversão do centurião, o Espírito desce sobre os que ouviam o apóstolo, deixando os discípulos judeus “admirados” (v. 44-45), pois viam Cornélio e outros falando em línguas, “engrandecendo a Deus” (v. 46). Imediatamente eles reconheceram que ali estavam pessoas féis a Deus, e concluíram a festa com o batismo de Cornélio nas águas.

O dom de línguas aqui serviu para quebrar o preconceito que os judeus tinham sobre a aceitação de gentios no Reino de Deus. Tanto é assim, que a Igreja da Judéia ficou querendo mais informações sobre o ocorrido (Atos 11:1-18), e Pedro teve a oportunidade de testemunhar do que ele havia visto com seus próprios olhos.

Como militar romano, Cornélio também poderia usar o dom de falar em outros idiomas para difundir a mensagem do evangelho em suas viagens pelo Império.

ATOS 19
Paulo faz um breve questionamento aos discípulos que encontrou em Éfeso, e percebe que eles receberam um batismo “pobre”, pois não possuíam nenhum conhecimento sobre o Espírito Santo (Atos 19:1-3).

Paulo os orienta, acrescentando o ensino verdadeiro sobre a salvação em Jesus Cristo, e eles recebem o batismo no Espírito Santo, com a manifestação do dom de falar em línguas (v. 6).

Assim como no caso de Cornélio, o dom serviu para ajudar aqueles discípulos a pregarem o Evangelho naquela cidade, conhecida pela importância do seu porto, e pela grande passagem de pessoas de todas as regiões, e de outras nações também.

Foram então batizados em nome de Jesus; e impondo-lhes Paulo as mãos, receberam também o batismo no Espírito Santo que os capacitou a falar as línguas de outras nações, e a profetizarem”. - Atos dos Apóstolos, p. 283.

1 CORÍNTIOS 14
Em Coríntios, a língua não era “estranha”, mas um dom legítimo que precisava ser orientado.

O que é um dom espiritual? - Capacitação natural, dada por Deus aos salvos, para um objetivo útil da Igreja.
O que é um talento? - Capacitação natural, recebida por herança ou adquirida por treinamento, podendo ser usado dentro ou fora da Igreja.

Os dons SEMPRE são concedidos pelo Espírito com um fim “proveitoso” para a Igreja (1Co 12:7; 1Co 14:12, 19). Portanto, o objetivo principal da concessão do dom é EDIFICAR, INSTRUIR e ORIENTAR a Igreja de Deus (Efésios 4:11-13).

No caso do dom de línguas, a condição para que ele seja útil é que possa ser COMPREENDIDO (1Co 14:6-11). Para a evangelização e edificação é necessário que os “sons” sejam compreensíveis. Isso deixa totalmente de fora as "línguas estranhas" que vemos nos movimentos pentecostais e carismáticos da atualidade.

Como é dito que, embora o que fala em línguas não seja entendido por ninguém, mas é dito que o que fala em outra língua se edifica a si mesmo, e que só pode haver edificação se houver entendimento, conclui-se que o que fala em línguas, fala uma língua estrangeira, porque os que falam as “línguas estranhas” atuais dizem sempre que não sabem o que estão falando. Já que o que fala se edifica (1Co 14:1-4), e portanto entende o que fala, então ele certamente fala em um idioma estrangeiro.

O que ocorre em 1Co 14 é o mesmo dom de Atos 2. O que estava havendo de errado era a desordem com que acontecia o dom, e a irreverência que isto causava ao culto. Por isso Paulo orienta a organização do dom (vv. 26-33, 39-40).

Os pentecostais dizem que o dom de línguas é uma “prova” perante a igreja de que determinado irmão foi “batizado” com o Espírito Santo. Neste caso, o dom seria um sinal para os crentes, o que está totalmente em desarmonia com o que Paulo afirma no verso 22.

Paulo também estava interessado em desvincular o culto cristão com o culto à deusa Cibele, que era realizado em Corinto, e que era caracterizado por grandes demonstrações de êxtase e transes.

ESTUDO DO TERMO GREGO USADO PARA “LÍNGUAS”

O estudo de uma palavra no seu original bíblico pode nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas.
A palavra grega utilizada para “línguas” é GLOSSA (de onde vem glossário, glossolalia, etc.). Em inúmeras passagens do Novo Testamento, esta palavra (ou suas variações) SEMPRE está vinculada ao idioma falado pelas pessoas e nações.

Vejamos alguns dos versículos onde esta palavra ocorre:


Lucas 1:64; Atos 10:46; 1Ped. 3:10
; Atos 2:26; Atos 19:6; Apoc. 13:7;
Rom. 14:11; Rom. 3:13; Apoc. 14:6; 16:10; Filip. 2:11; 1Cor. 12:10, 28, 30; 1Jo 3:18; Tiago 3:5-6; 1Cor. 13:1; Marcos 7:33, 35; Atos 2:3-4; 1Cor. 14:5-6; 1Cor. 14:9; 1Cor. 13:8; 1Cor. 14:18, 23, 39; Apoc. 5:9; 1Cor. 14:22; Apoc. 10:11; Apoc. 7:9; 11:9; Apoc. 17:15; Lucas 16:24; Atos 2:4, 11; Marcos 16:17; 1Cor. 14:2, 4, 13-14, 19, 26-27; Tiago 1:26; 3:8.

Observe, especialmente, os que estão em destaque.

Não restam dúvidas, CONFORME O TEXTO BÍBLICO, de que o dom de línguas é uma manifestação sobrenatural para o crente falar em OUTRO IDIOMA ESTRANGEIRO, diferente do seu, para o qual ele não teve qualquer treinamento, com o ÚNICO objetivo de fazer avançar a pregação do evangelho, levando a Igreja de Deus a ser edificada e reconhecida.

Portanto, o dom bíblico não tem NADA parecido com as manifestações emocionais e confusas que são observadas nas Igrejas Pentecostais de nossos dias.


Para quem deseja se aprofundar no assunto, sugiro a leitura do excelente livro do prof. Vanderlei Dorneles, Cristãos em busca do êxtase, publicado pela editora do UNASP.

Dê, também, uma lida nos seguintes materiais:

- Contraste entre o Pentecostalismo e os Pais da Igreja (Revista Kerigma - UNASP)

- O Dom de Línguas em Corinto (Revista Kerigma - UNASP)

Os Adventistas crêem na existência de TODOS os dons espirituais mencionados nas Escrituras, e crêem que o Espírito Santo nos dotará deles, na medida em que sua necessidade seja manifesta.

Sábado, Março 26, 2011

O Crente Pirata

Certo dia eu estava no centro da cidade onde moro, e observei um desses vendedores de CDs e DVDs piratas, que proliferam aos montes nas diversas cidades do Brasil.

Mas o que me chamou a atenção e me levou a refletir melhor sobre este tipo de comércio, foi o fato de que o vendedor era um evangélico, e em seu "carrinho" estavam sendo vendidos apenas CDs de cantores evangélicos, principalmente do meio pentecostal.

Cada CD era vendido a R$ 2,00, com "direito" a uma capinha xerografada e uma sacolinha plástica para levar o produto. Observei que a maioria dos CDs eram coletâneas de diversos cantores consagrados pelo público. Um dos títulos era "Músicas para Homens Evangélicos".

Os CDs eram produzidos no mais autêntico estilo "pirata": uma mídia barata, sem impressão serigráfica, apenas com um "X" escrito a lápis (provavelmente o "logotipo" do vendedor, para identificar em uma possível troca por defeito de gravação).

R$ 2,00... apenas R$ 2,00!

Fui para casa pensando em todas aquelas pessoas que gravaram os discos originais, e que agora estão sendo "lesados" por aquele vendedor (e por uma infinidade de outros). Provavelmente ele é mais um dos muitos desempregados do nosso País, sem muita qualificação profissional, e que vêem nestes comércios informais um meio de ganhar o "pão de cada dia".

Mas... é justo?!

Conheço amigos que gravaram CDs, e sei da dificuldade que é para realizar um projeto desses. E as dificuldades são exatamente no campo financeiro. Qualquer músico que se aventure a ter seu próprio CD, por produção independente, não desembolsa menos que R$ 10.000,00 para ver suas primeiras cópias prontas para serem comercializadas. E olha que neste valor já incluo os gastos para as viagens de divulgação do trabalho, hospedagem, alimentação, etc. Não é fácil... nem barato! Existem muitos por ai que são "filhinhos ou filhinhas de papai", ou que são "apadrinhados" por alguma gravadora ou estúdio, e que não fizeram esforço algum para realizarem o sonho... mas a grande maioria é de pessoas honestas, humildes e dedicadas à Obra de Deus.

Aqueles que fazem da música o seu ministério, muitas vezes passam dias longe da família, divulgando e vendendo seu trabalho; dormem em salinhas de fundo de igrejas; recebem calotes de "irmãos"; se alimentam mal; e o que, na minha opinião, é pior: muitas vezes são humilhados e maltratados por santarrões que questionam o fato de o músico montar sua banquinha para expor seu material na saída do culto... Oh, Senhor, quanta hipocrisia!

E depois de tanta luta... de tanta lágrima... de tanta privação... vem alguém e simplesmente, com uma tacada do "Nero", faz cópias e mais cópias do seu trabalho e sai vendendo por ai a R$ 2,00.

A indústria da pirataria é injusta e desleal para qualquer músico, mas para os músicos cristãos, aqueles que fazem do louvor a Deus um ministério de vida, transmitindo em forma de poesia cantada aquilo que, às vezes, dezenas de sermões não conseguem produzir, para estes a pirataria é mais cruel e desumana.

Um cristão autêntico... aquele que pauta sua vida pelo que é nobre e correto... não deve ficar tratando seus "irmãos" desta maneira. O CD original pode até ser 10 vezes mais caro que o pirata, mas o motivo é simples: foi produzido com suor e dedicação.

Nós não podemos continuar praticando este tipo de coisa, seja comprando (ou copiando para vender) CDs e DVDs ou xerocando livros, pois tal procedimento está totalmente distante do ideal divino para o povo de Deus.

"Trate os outros como gostaria de ser tratado".
"Ame seu irmão como você ama a si mesmos".
"Não roube".
"Dê a César o que é de César".
"Não defralde ninguém".

Decorar doutrinas, aprender ritos gélidos, apontar o dedo de acusação para os que caem, vestir uma capa de "santarrice"... tudo isso é muito fácil, e a maioria de nós consegue viver esta vida sem muito "remorso". Mas o que o mundo precisa urgentemente é de pessoas que "não se comprem e nem se vendam", e que sejam tão fiéis à Palavra de Deus "como a bússola o é ao polo" da Terra.

Da próxima vez que formos comprar algum CD, DVD ou livro devocionais, prefiramos os originais, pois, mesmo pagando um pouco mais, estaremos contribuindo com o ministério de algum irmão ou irmã em Cristo.

"Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis" (Mateus 7:20).

Atualizado a pedidos

Sexta-feira, Março 25, 2011

Começa julgamento de ex-Adventista acusado de esquartejamento


Os que acompanham o blog há algum tempo, devem lembrar do caso de uma menina Adventista na cidade de Natal/RN que foi barbaramente assassinada (relembre aqui).

Ontem iniciou-se o julgamento do acusado do crime... um ex-Adventista que frequentava a mesma congregação da menina.

No meu Twitter você encontra o link para a reportagem do jornal local que cobre o julgamento.



Quinta-feira, Março 24, 2011

O "Espírito" da Samaritana se Repete...

Um dia desses recebi um e-mail de alguém que parece gostar de usar a tática da mulher samaritana - desviar a atenção com o uso de questões teológicas secundárias (o famoso "teologuês").

A pessoa tentava dar um ar "místico" ao termo grego RHEMA, como se a utilização e compreensão desta palavra fosse o supra-sumo da revelação bíblica. Existem até algumas igrejas e institutos que supervalorizam a exegese deste termo, como pode ser verificado em uma pesquisa rápida na Internet.

Ao ler o comentário, fiquei imaginando um outro termo grego que também é muito desconhecido e ignorado por boa parte dos cristãos em geral. A diferença é que esta palavra está intimamente ligada à salvação, sendo, portanto, de importância primária.

Sem querer ser incoerente no uso do "teologuês" (rsrs), vou fazer alguns breves comentários sobre esta palavra grega, uma vez que sua compreensão tem tudo a ver com a mensagem da Igreja Adventista do 7º Dia, a qual prima pela profundidade e veracidade do estudo da Palavra de Deus.

ANOMIA

Este termo é a junção de duas outras palavras:
A = anti, contrário
NOMOS = lei, mandamento

Portanto, ANOMIA significa "contrário à Lei", "rebelde à lei", "inimigo do Mandamento", etc.

Esta palavra, ou suas variantes, ocorre 26 vezes no Novo Testamento:
Rom. 6:19
2Cor. 6:14
1Jo. 3:4
Rom. 4:7
Mat. 7:23
Mat. 13:41
Mat. 24:12
Rom. 6:19
Heb. 1:9
Mat. 23:28
2Tess. 2:3
2Tess. 2:7
Tit. 2:14
Heb. 10:17
1Cor. 9:21
1Tim. 1:9
2Ped. 2:8
1Cor. 9:21
2Tess. 2:8
1Cor. 9:21
Luc. 22:37
Atos 2:23
Rom. 2:12

Observe que, na maioria, o termo foi traduzido por: "iniquidade", "pecado", "transgressão da lei", "sem lei", etc.

De todos os versos, alguns chamam a atenção:

"Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei (ANOMIA)" (1Jo 3:4).

Para João, pecamos quando "transgredimos a Lei".

"Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniquidade (ANOMIA)" (Mat. 7:23).

Para Jesus, aqueles que mais O desgostam são os que quebram a Sua Lei. Nesta passagem (Mat. 7:21-23) o Senhor também chama a atenção para os que invocam Seu nome na cura de doenças, exorcismos, maravilhas, etc., mas que não O obedecem. Ao final Ele declara explicitamente o motivo de não "conhecer" estas pessoas, e apartá-las de Si: elas quebram Sua Lei.

Conclusão

O estudo sincero e despreconceituoso da Bíblia fará com que o estudante veja que a transgressão da Lei de Deus, de TODOS OS MANDAMENTOS (cf. Sal. 119:151), é uma abominação a Deus.
Por isso, tais pessoas deveriam parar de tentar desviar a direção da reprovação divina, com o uso de artifícios filosófico-teológicos (como fez a Samaritana), mas humildemente aceitarem a reprovação e mudarem seu iníquo procedimento.

Com toda certeza isso passa pela aceitação da Lei de Deus como ainda em vigor e, especialmente (uma vez que é o mais rejeitado) da santificação do Dia que o Senhor escolheu - o sétimo.

Podem esbravejar, gritar, filosofar como for... mas a Verdade nunca muda.
No final, assim como a Samaritana, todos terão que reconhecer que só o Senhor é Deus, e que somente andando sob Sua divina guia é que poderemos estar seguros de nossa fé e salvação.

"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apoc. 14:12).

Terça-feira, Março 22, 2011

Não seja como Jonas

"Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho; e Deus Se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez" (Jonas 3:10).

A continuação deste relato nos mostra uma das facetas mais obscuras e egoístas do coração humano:

"Com isso, desgostou-se Jonas extremamente e ficou irado" (4:1).


Como é possível alguém ficar "extremamente desgostoso" e "irado" pelo fato de Deus não ter destruído uma cidade inteira?!

Como pode alguém que havia sido tão maravilhosamente liberto do ventre do grande peixe (não era uma baleia, diga-se de passagem) e, logo em seguida, sentir tanta sede de sangue?!

Como entender o fato de um profeta de Deus, um enviado do Altíssimo, ser uma pessoa com um coração tão vingativo e cruel?!

Pois é... a história conta que Jonas era assim! Ele não se conformou pelo fato de que Deus ouviu o clamor dos ninivitas, e compadeceu-Se deles, derramando-lhes Sua graça e Sua misericórdia.

Fico imaginando Jonas, vagando pelas ruas da cidade, pregando a destruição iminente, e dizendo em seu coração:
- Vocês vão ver, raça de víboras! O meu Deus não vai ter um pingo de pena de nenhum de vocês! Vocês não perdem por esperar! Continuem em suas orgias!

Porém, como eu já tenho dito aqui várias vezes, Deus age de uma forma muito "ilógica" do ponto de vista humano. Talvez seja exatamente por isso que nós ainda não tenhamos sido consumidos em nossa hipocrisia e falsa religiosidade... Ele "também" tem misericórdia de nós!

Existem muitos "Jonas" por ai

É uma pena que a fé em Deus não nos livre de mantermos em nosso coração sentimentos tão maus e diabólicos quanto a vingança, o ódio e a intriga! Infelizmente, a capa da religiosidade tem cobrido nossa verdadeira face, a qual, em muitos momentos, se revela mais negra e vil do que a dos piores "ímpios".

Jonas estava com um coração tão cheio de raiva e preconceito contra o povo de Nínive, que não pode aceitar o fato de que eles, vis e devassos como eram, também estavam na mira da graça de Deus. O profeta, apesar de pregar sobre um Deus que é misericordioso e bondoso, não cria nisso. Jonas representa perfeitamente aqueles de nós que só conseguem ver o lado de "justiça" de Deus, mas nunca conseguem enxergar a Sua face de "misericórdia", "graça" e "amor" reveladas constantemente nas Escrituras.

Conheço "crentes" (inclusive Adventistas) que olham para os outros "de cima para baixo", ou seja, com aquele ar de "sou melhor que você". Tais pessoas não conseguem entender como Deus pode amar uma prostitura, um drogado, um adúltero, um presidiário, um político corrupto que faz turismo com o dinheiro público (rsrs)... da mesma maneira que ama aqueles que professam crer em Seu nome.

A diabólica doutrina do inferno tem contribuído com esta maneira deturpada de alguns verem a graça de Deus pelos pecadores. Algumas pessoas gostam de pensar que aqueles que não aceitarem a doutrina de sua denominação, arderão no fogo eterno, em caldeirões de água fervente, com diabinhos espetando seus corpos e dando fezes para comerem e urina para saciarem a sede... Era assim que o quadro era pintado na Idade Média, e tem encontrado reflexo ainda hoje.

A experiência de Jonas deve nos mostrar que não podemos JAMAIS exultar pela perdição eterna de uma alma sequer. Ele concluiu sua pregação e foi para um lugar bem alto, para assistir "de camarote" o desespero e a agonia do ninivitas. Imagino que ele deve ter olhado fixamente para o Céu, à espera do fogo e do enxofre que aniquilariam seus inimigos.

Mas no coração do Senhor haviam outros planos, pois os ninivitas também mudaram sua maneira de proceder.... arrependeram-se e suplicaram a misericórdia.

Nós somos facilmente apegados à letra da lei. Se o Manual diz que é para disciplinar, então que assim seja! Se diz que é para banir da comunhão os insubordinados, então que se faça dessa maneira!

Se Deus tinha dito que destruiria Nínive, então por que voltar atrás? Onde ficaria a "honra", o "bom nome" do profeta?! Como ficaria "a imagem" da sua religião, da sua igreja?!

Ora... vê como o coração humano é mal e pecaminoso? Queremos misericórdia, graça e perdão para nós, mas não agimos assim quando se trata daqueles que nos ofendem, magoam e traem. Para eles, a letra da lei! A "tábua de condenação"!

Já imaginou a surpresa de alguns "conterrâneos" de Jonas quando encontrarem os ninivitas no Reino de Deus (Lucas 11:32)?!
Já imaginou a surpresa de alguns "crentes" de hoje quando encontrarem seu vizinho ateu participando da Ceia do Cordeiro?!
Já imaginou como vai ser um "choque" para alguns legalistas e fariseus modernos quando se depararem com aquele "irmãozinho" que era indisciplinado, negligente, e que não seguia as mesmas "regras morais" que aqueles determinavam?!

Se tem uma coisa que eu aprendi da história de Jonas é a seguinte:

Não devemos julgar as pessoas e, muito menos, condená-las à perdição, pois o Senhor ama a todos e sempre atenderá o pedido sincero de socorro vindo dos lábios (ou da mente) de um de Seus filhos queridos... mesmo que este "filho" esteja todo enlameado pela sujeira deste mundo.

"...mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor" (Rom. 5:20-21).


Amém!

Domingo, Março 20, 2011

Igrejas que Crescem

Esta foto ao lado é da Igreja do "Evangelho Pleno" (Full Gospel Church), situada na Coréia e liderada pelo Dr. Yongi Cho. Ela é a maior igreja do mundo, com cerca de 1 milhão de membros que se reúnem em "células" (os Pequenos Grupos) e têm um encontro semanal de celebração.

Outro exemplo clássico de "mega-igreja" é a Saddleback Church, fundada pelo Pr. Rick Warren. Ela passou de 2 membros (o Pr. Warren e sua esposa) para mais de 20 mil membros, em poucos anos. Os "segredos" para o sucesso estão no livro "Uma Igreja com Propósitos", do Pr. Warren.

Por que igrejas assim cresceram tanto? O que elas fizeram para atingirem marcas tão assombrosas de números de membros? O que as chamadas "mega-igrejas" realizaram para adquirirem este título?

As 8 Marcas de Qualidade

O fenômeno de crescimento de igrejas é estudado no mundo todo, e um dos teóricos mais influentes nesta área é um alemão chamado Christian Schwartz. Ele fez um pesquisa em 32 países nos 5 continentes, entrevistando líderes de mais de 1000 igrejas, para tentar descobrir os fatores que levaram algumas delas a crescer... e outras a não crescer.

O resultado desta pesquisa está em uma série de livros que o Dr. Schwartz publicou, dentre eles "O Desenvolvimento Natural da Igreja", publicado no Brasil pela Editora Evangélica Esperança, de Curitiba.

Em sua vasta pesquisa, ele descobriu que existem 8 marcas de qualidade que medem o nível de possibilidade de crescimento de uma igreja. Isso quer dizer que a aplicação ou não destes 8 princípios é que determinará se uma congregação tem condições de se desenvolver e tornar-se uma grande igreja.

As orientações são simples... e até óbvias... mas servem muito bem para analisarmos onde nossa congregação local pode estar falhando em conseguir avançar mais na missão de pregar o Evangelho.

Marca 1 - Liderança capacitadora
Aqui entra o papel importantíssimo do líder da Igreja (o pastor distrital e o Ancião local), bem como dos demais líderes/oficiais da Igreja. Cada líder deve estar preparado para se aperfeiçoar em sua liderança eclesiástica e, especialmente, capacitar novos líderes para assumirem as funções que forem surgindo.

Marca 2 - Ministérios orientados pelos dons
Cada um desempenha sua parte na Obra do Senhor exatamente no local que deveria estar, de acordo com os dons que Deus lhe deu. Não existe, nas igrejas que crescem, a preocupação em colocar pessoas em cargos por conveniência político-partidária, ou nepotismo ou amizades. Todos ocupam seus cargos unicamente através dos dons que possuem.

Marca 3 - Espiritualidade contagiante
Os membros destas igrejas são pessoas altamente motivadas em sua adoração a Deus. Eles se sentem felizes em participarem dos cultos e estão sempre animados a trazerem amigos para que também sejam inflamados pelo mesmo sentimento. Esses membros possuem uma forte vida de oração e comunhão com Deus, e sentem verdadeira "paixão" pela sua fé.

Marca 4 - Estruturas funcionais
Nada de programas ou projetos formais e ultrapassados. Se algo não está cumprindo seu objetivo, deve ser descartado e substituído por outra estrutura que funcione. O formalismo e frieza que tanto caracterizam as igrejas que estão morrendo, não é visto nas igrejas que crescem, porque em tais igrejas tudo é feito unicamente com um objetovo: semear a Palavra, e tudo que esteja sendo feito de modo a não alcançar esta "função" é colocado de lado.

Marca 5 - Culto inspirador
Este é o contrário do culto monótono, frio e sem vida que temos visto em muitos lugares. Os adoradores saem do culto com a sensação de que REALMENTE tiveram um encontro com Deus, e que modificará suas vidas dali em diante.

Marca 6 - Grupos familiares
Esse é o que chamamos na IASD de "Pequenos Grupos", e que outras denominações também chamam de "células". As igrejas que crescem são aquelas que mantêm um arrojado programa de encontros semanais entre seus membros, fora do ambiente do templo, mas reuniões estas voltadas a um maior entrosamente entre os grupos menores da igreja e entres estes e o Senhor. É nos PGs, por exemplo, onde os dons são fortalecidos e os projetos evangelísticos mais individuais são colocados em prática.

Marca 7 - Evangelização orientada para as necessidades
Este é um importantíssimo fator de crescimento, segundo as pesquisas do Dr. Schwartz, pois as igrejas que crescem fazem seus cultos, projetos, programas, etc., sempre com o objetivo de alcançarem os chamados "sem-igrejas", ou seja, pessoas que estão necessitando de ouvirem a pregação do Evangelho e aceitarem Jesus em suas vidas. Os sermões são escolhidos com vistas a estes objetivos, e as pessoas que visitam estas igrejas saem com a certeza de que não foram meros "visitantes", mas que tudo que ali foi realizado teve o objetivo de falar-lhes ao coração.

Marca 8 - Relacionamentos marcados pelo amor fraternal
E como pode se medir o nível de relacionamento de amor entre os membros? Através das atitudes para com os que erram, do tempo que é gasto entre os membros fora dos limites do culto, dos encontros informais de confraternização entre eles, da quantidade de refeições que eles fazem juntos mensalmente, etc. Os membros das igrejas que crescem aprendem que não são apenas "irmãos", mas que são, acima de tudo, amigos uns dos outros... para todas as horas.

E agora?

Bem, resumidamente, é isto que se descobriu sobre os "segredos" utilizados pelas igrejas que mais crescem no mundo para terem se tornado o que são. Sugiro que os interessados em verem suas igrejas crescerem, tanto quantitativa quanto qualitativamente, procurem estudar mais sobre o assunto. Um bom ponto de partida são os livros do Dr. Schwartz, que certamente o pastor do seu distrito poderá disponibilizar para os interessados. Também há o excelente blog do Professor e Pastor Marcelo Dias, do UNASP.

Como Adventistas, com todas as peculiaridades normais de nossa denominação, podemos aplicar estes 8 princípios e fazer de cada igreja local um modelo de sucesso no crescimento? É claro que sim! Observe que o crescimento numérico dessas igrejas é uma CONSEQUÊNCIA do nível de comprometimento, amor, consagração e eficiência que seus membros atingiram ao longo do processo. Isso mostra que, quando estamos dispostos a melhorar onde falhamos, os frutos certamente virão!

Algumas sugestões para você verificar como pode aplicar estes conceitos universais em sua igreja local (o pastor do seu distrito certamente tem todo o material que sua igreja necessitará nesta empreitada rumo à Qualidade Total):

1. Reúna a liderança da igreja e promova um curso de capacitação em Princípios Básicos de Liderança. Isso ajudará a iniciar o processo de fortalecimento e reavivamento da equipe.

2. Aplique o "questionário de dons" entre os membros da equipe de líderes, em primeiro lugar, e depois com toda a igreja. Dessa forma, se descobrirão os potenciais "cabeças" nas diversas áreas de atuação da igreja. Cada um fazendo o que gosta e sabe fazer, é a melhor maneira de reavivar uma igreja e torná-la em um exemplo de sucesso.


3. Os membros precisam de um reavivamento da verdeira fé. Nada de legalismo, fanatismos ou arrogância doutrinária! O que importa para ter uma fé contagiante e firme é a certeza de que somos pecadores, mas que Jesus nos cobre com Seu manto de justiça, e nos concede, a cada dia, uma nova oportunidade. O resto é resto! Os cultos devem dizer isso para as pessoas. Infelizmente muito tempo tem sido perdido com uma modelo de culto frio e sem vida, e o resultado todos conhecemos: mornidão espiritual e falta de entusiasmo na fé.


4. Somente aquilo que dá certo deve ser mantido na estrutura de uma igreja que deseja crescer. Liturgias, programas e projetos que não somam em nada devem ser colocados de lado.


5. Faça dos cultos de sua igreja um momento de encontro VERDADEIRO com Deus. Nada de formalismos frios e sem-sentido, sermões enfadonhos e "chicoteantes", músicas de funeral, rostos tristes e ambiente sombrio. O culto é o momento em que nos encontramos com o Deus do Universo, e isso deve ser sentido por aqueles que compartilham esse momento conosco. É uma pena que alguns ainda confundam "reverência" com "letargia". Aqui no blog você pode encontrar muitos conselhos sobre como transformar para melhor os cultos de sábado, domingo e quarta-feira em sua igreja.


6. Os Pequenos Grupos, infelizmente, não são uma realidade em todas igrejas, ainda. Mas há tempo de retomar este importantíssimo programa, e fazer de sua igreja um pedacinho do céu aqui na Terra.


7. Faça de cada culto um encontro evangelístico. Não deixe que o visitante se sinta um "estranho no ninho", pois assim ele dificilmente desejará voltar. Os sermões, especialmente, devem ser voltados para as necessidades reais das pessoas, e não para os casuísmos promocionais ou espírito exibicionista do pregador.


8. Promovam encontros informais entre os membros da igreja. Por exemplo: fazer um rodízio entre os PGs para almoçar a cada sábado na casa de alguém (cada família levando sua comida). Isso traz um tremendo poder de aglutinação e fortalecimento da amizade entre os membros.


É isso ai... se você deseja ver sua igreja crescer com poder e glória em 2011, faça sua parte, e deixe que o Espírito Santo consiga fazer a dEle com o melhor ambiente possível.

"Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos" (Atos 2:46-47).

Sexta-feira, Março 18, 2011

O Personagem Central da Bíblia

Vejam que belo material, que encontrei no site de um grande homem de Deus, o Pr Joelson Ferreira, distrital no Mato Grosso. Tive a satisfação de ter sido seu colego no Seminário de Teologia.

Jesus, em Seu infinito amor, veio a este mundo como Homem para nos salvar. Os 66 livros da Bíblia revelam Seu nascimento, vida, morte, ressurreição e reinado. Por toda a Bíblia Cristo é o personagem principal e motivo de nossa esperança.

Em Gênesis Cristo é a semente da mulher.
Em Êxodo é o Cordeiro pascoal.
Em Levitico é o Sacrifício expiatório.
Em Números é a Rocha ferida.
Em Deuteronômio Ele é o Profeta.
Em Josué é o Capitão dos Exércitos.
Em Juízes é o Libertador.
Em Rute Ele é o Parente ou Remidor celestial.
Nos livros de Reis é o Rei prometido.
Em Neemias é o Restaurador da nação.
Em Ester Ele é o Advogado.
Em Jó é o "meu" Redentor.
Nos Salmos é o meu Tudo em tudo.
Em Eclesiastes é o meu Alvo.
Em Cantares é o que me atisfaz.
Nos livros dos profetas, Ele é o vindouro Príncipe da Paz.
Nos Evangelhos, Ele é o Cristo sentado à direita do Pai e o Filho de Deus que veio tirar o pecado do mundo e salvar o Seu povo.
Nas epistolas Jesus é motivo de fé e esperança.
Em Apocalipse é o Cristo que há de vir para reinar eternamente.

É este Cristo vivo que devemos honrar. Assim como os judeus que iam para Jerusalém a fim de receber o refrigério espiritual nas sinagogas.

Que Jesus seja o primeiro, o melhor e o último na sua vida. Deixe Cristo ser o personagem central de sua vida. Enquanto muitos adoram ídolos humanos, tais como artistas de televisão, atletas e cantores, tome a decisão de exaltar e glorificar a Jesus. Só Ele é eterno, só Ele pode dar salvação, só nEle a vida faz sentido. Em momentos de dificuldade confie nas promessas de Cristo. E nunca se esqueça que Ele em breve voltará. E prepare-se, eu quero te ver no céu!

Deus o abençoe ricamente.

Pr. Joelson Ferreira

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Quarta-feira, Março 16, 2011

O que eu gosto nos...

Aqueles que têm um pouco mais de tempo na Igreja vão lembrar de um livrinho cujo título era bem sugestivo: "O que eu gosto nos...".

Este livro mostrava os pontos positivos de diversas denominações cristãs, na tentativa de esclarecer que todos têm algo bom a oferecer.

Resolvi fazer, então, minha própria lista de pontos positivos que observo em algumas denominações cristãs ou religiões não-cristãs. Lembro que não estou levando em conta a "teologia" deles, com os pontos doutrinários que sei que não estão em harmonia com a Bíblia. Meu objetivo é apenas demonstrar que podemos aprender muito, como Igreja, com pessoas sinceras que vivem uma fé diferente da nossa.

Quem sabe não podemos aprender o que eles têm de melhor, e também colocarmos em prática em nossa própria vida... como Adventistas do 7º Dia?!

Isso não tem nada com COPIAR as outras igrejas, pois não podemos negar que em alguns pontos os não-Adventistas vivem a "prática" do cristianismo bem melhor que alguns Adventistas.

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O que eu gosto nos...

Católicos Romanos
- Sua certeza de que a Igreja Católica é a mais importante. As festas religiosas promovidas arrastam verdadeiras multidões, que não medem esforços para participarem destes momentos de demonstração de sua fé.

Pentecostais
- Seu fervor e entusiasmo na adoração. Eles participam do culto de uma maneira viva e dinâmica, sem se limitarem apenas a "assistir", mas em realmente se envolverem na adoração, seja através dos cânticos, das exclamações de louvor ("aleluia", "amém", "glória"...), das orações, etc.

Batistas tradicionais
- Sua certeza da salvação em Cristo. Eles não vivem duvidando se estão salvos ou não, pois a mensagem da justificação pela fé é fortemente pregada e aceita pelos membros.

Testemunhas de Jeová
- Seu zelo missionário, em sair de casa em casa (e em duplas) para distribuírem suas mensagens. Cada membro tem seu programa pessoal semanal de envolvimento no evangelismo, sem se incomodarem com o sol ou a chuva, pois têm o desejo de deixarem suas literaturas no maior número possível de lares.

Espíritas
- Seu envolvimento em trabalhos sociais de assistência aos mais necessitados. A maioria dos grandes projetos sociais, que atingem uma enorme parcela desassistida da população, têm os espíritas como seus idealizadores, promotores ou realizadores.

Muçulmanos
- Seu estilo de vida saudável. Uma das grandes acusações que os muçulmanos fazem contra o Ocidente é de que nos países professamente cristãos (EUA, Brasil, boa parte da Europa, etc.) o uso de drogas, promiscuidade, AIDS, violências, etc., têm índices muito maiores que nos países muçulmanos. Na alimentação eles também procuram seguir regras que lhes dão um estilo de vida bem mais saudável que em outros países.

Budistas
- Sua rotina de oração (meditação) e sua busca pela paz. Eles estão constantemente procurando aumentar sua capacidade meditativa, o que lhes confere uma mente reflexiva e pacífica. Dificilmente vemos budistas envolvidos em violência, guerras, pancadarias, insultos verbais, etc.

Adventistas da Reforma
- Seu conhecimento do Espírito de Profecia. Os "Reformistas" procuram estudar a fundo os livros de Ellen White, e por isso estão mais dispostos a viverem os seus ensinamentos, seja no aspecto da Reforma de Saúde, na modéstia no vestuário e uso de maquiagens, etc.

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Lembro novamente que não estou levando em conta os aspectos doutrinários de cada religião ou denominação citada acima. O que observei são pontos do seu estilo de vida como "religiosos".

E nos Adventistas do 7º Dia...
O que eu gosto "neles"?

Evidentemente (rs) são muitas coisas:
- Sua excelente qualidade musical;
- Seu estudo metódico e sistemático da Bíblia;
- A forma de culto que prioriza a reflexão em vez da emoção (porém, de forma "exagerada" em alguns casos);
- Os maravilhosos conselhos práticos do Espírito de Profecia;
- O sistema de divisão dos dízimos, que dá chances para que até as menores igrejas tenham bons pastores;
- O Clube de Desbravadores e o de Aventureiros;
- O sistema educacional;
- O dinamismo dos jovens;
- O programa do Ministério Infantil;
- A beleza da cerimônia do lava-pés;
- A qualidade teológica da Lição da Escola Sabatina;
- O zelo em ser fiel aos 10 Mandamentos de Deus;
- O estudos das profecias bíblicas;
- O sistema de estudos bíblicos nos lares;
- O programa de evangelismo público;
- A qualidade da formação nos nossos Seminários de Teologia;
- Etc.
- Etc.
- Etc.

Desde quando conheci esta igreja, há cerca de 18 anos, eu tenho alegria (e orgulho) em fazer parte dela.

Mas sou consciente e "maduro" o bastante para ver que há coisas que podemos melhorar, e nossos "irmãos" de outras igrejas têm muito a nos ensinar para isso...

"julgai todas as coisas, retende o que é bom" - 1Tess. 5:21

Quarta-feira, Março 09, 2011

O que é o Jugo Desigual?

Aqueles que trabalham com aconselhamento para jovens e adolescentes já perceberam que existem algumas temáticas que estão ficando cada vez mais frequentes: estilos de música, depressão, masturbação, bebidas alcoólicas, divertimentos, sexo antes do casamento, entre outros.

Um desses "outros" temas muito discutido e, infelizmente, presente em grande parte de nossas congregações é o JUGO DESIGUAL, ou seja, o namoro, noivado ou casamento de um Adventista com um não-Adventista, apesar dos frequentes apelos e orientações enviadas às igrejas, através dos livros, revistas, lições e demais publicações voltadas ao público jovem. Parece que, em matéria de "coração", não damos muita atenção ao "Assim diz o Senhor".

É comum ouvirmos expressões do tipo:

"Na igreja não há bons rapazes para se namorar".
"As meninas são muito inconstantes".
"Meu(minha) namorado(a) não é Adventista, mas é mais cristão(ã) do que muitos Adventistas que conheço".
"Já procurei mas não encontrei ninguém que me atraia na igreja".
"Ele(a) é super compreensivo, e não me impede de viver a minha fé".
"Eu tenho certeza que ele(a) se converterá futuramente".
"Eu conheço um casal que casou em jugo desigual, mas depois ele(a) se converteu e hoje vivem felizes na igreja".

E por ai vai...

Este tema é muito importante, pois é uma das maiores causas de apostasia entre os jovens Adventistas da atualidade. Portanto, é necessário que ele seja amplamente debatido e os jovens recebam o devido aconselhamento para que tenham relacionamentos saudáveis, duradouros e fundamentados na Palavra de Deus - nossa FONTE de fé e prática. Não basta apenas "disciplinar" (o que, aliás, não me parece correto pelo Manual da Igreja, como já escrevi aqui anteriormente).

Em 2003, quando realizei um trabalho evangelístico na cidade de Maceió-AL, conheci uma jovem senhora que, na época, já fazia 22 anos que estava casada, e me falou que NUNCA havia sido feliz em seu casamento. O motivo? Jugo desigual...

Ela era uma jovem atuante na igreja, nascida em lar Adventista, mas que se deixou influenciar por uma "paixão" da adolescência, que transformou-se em namoro, noivado e... casamento. Seu esposo, desde o início, demonstrou que não era um "bom partido", mas ela me disse que parecia estar "cega" aos sinais que Deus lhe enviava constantemente. O resultado? Uma vida inteira de infelicidade e declínio na fé, e agora com os filhos...

Devido ao fato de o número de mulheres ser bem superior ao de homens em nossas congregações, parece que as jovens estão mais sujeitas a enveredarem pelos caminhos tortuosos e perigosos do jugo desigual. Por isso, os líderes (pastores, anciãos, diretores de jovens, etc.) precisam atentar para uma "lacuna" que existe em alguns lugares, no sentido de que não são promovidos encontros, seminários, eventos, etc., que permitam aos jovens Adventistas conhecerem outros solteiros dentro dos nossos "arraiais". A Internet tem ajudado para encurtar distâncias, mas, como eu disse recentemente a uma jovem que me procurou para aconselhamentos neste sentido, todo homem na Internet é rico, bonito, inteligente, romântico, respeitador, etc... Portanto, queridas jovens, cuidado! rsrs

1. O Jugo Desigual

A Bíblia contém amplos conselhos que orientam a uma boa escolha do parceiro para a vida. Em 2Co 6:14 encontra-se um excelente e clássico exemplo: “não vos prendais ao jugo desigual com os incrédulos”.

Já na época de Abraão, havia preocupação por parte dos pais religiosos sobre este assunto (Gên. 24:3). O Comentário Adventista diz que “a demora em fazer planos para o casamento de Isaque, provavelmente se devia ao desejo de Abraão, em evitar que seu filho tomasse por esposa uma Cananéia”. Semelhantemente, Isaque pediu a Jacó para não tomar “esposa de entre as filhas de Canaã” (Gên. 28:1) pois, “ele não as via com bons olhos” (Gên. 28:8). Posteriormente, após o êxodo, Deus proíbe Seus filhos de contraírem matrimônio com as filhas das outras nações (Deut. 7:3), porque, "não pode haver felicidade nem segurança nas alianças feitas com os que não amam nem servem a Deus. As trágicas experiências de Esaú (Gên. 26:34, 35) e Sansão (Jz 14:1) são testemunho eloqüente em favor da admoestação divina de manter-se separados dos incrédulos” (CBASD).

Avançando ao Novo Testamento, observar-se-á que Paulo também coloca a impossibilidade de ligação entre o santuário de Deus e os ídolos, por isso, um acordo ou uma aliança entre crentes e incrédulos é igualmente inconcebível. Pois, “quando se trata de uma relação tão estreita como o matrimonio, o cristão que verdadeiramente ama ao Senhor, em nenhuma circunstância se unirá com um incrédulo, mesmo que tenha a nobre esperança de ganhá-lo para Cristo, o que em outras circunstancias seria digno de elogio” (CBASD).

É bom lembrar que "jugo desigual" significa uma "diferença" entre o casal, ou seja, também entre dois Adventistas ele pode ocorrer: idades muito diferentes, nível social muito diferente, escolaridade muito diferente, ideais de vida muito diferentes, etc.

2. Vitimas do Jugo Desigual

Ellen White também afirma que “o corpo deve ser o servo da mente, não a mente a serva do corpo” (Patriarcas e Profetas, pág. 562). Esse principio é fundamental na escolha de um(a) namorado(a), pois “houvesse Sansão obedecido às ordens divinas tão fielmente como fizeram seus pais, e seu destino teria sido mais nobre e mais feliz” , no entanto “uma jovem que habitava na cidade filistéia de Timna, conquistou as afeições de Sansão e ele decidiu fazer dela sua esposa. A seus pais tementes a Deus, que se esforçavam por dissuadi-lo de seu propósito, sua única resposta era: ela agrada os meus olhos. os pais finalmente aderiram aos seus desejos, e realizou-se o casamento” (Idem).

Em sua festa nupcial foi levado sansão à associação familiar com os que odiavam a Deus. Quem quer que voluntariamente entre para uma relação tal, sentirá a necessidade de se conformar até certo ponto com os hábitos e costumes de seus companheiros... Quantas vezes se efetuam casamentos entre os que são tementes a Deus e os ímpios, porque a inclinação governa a escolha de marido e mulher!” (Idem, pág. 563).

Se o namoro em jugo desigual evolui para um casamento, como os filhos serão criados? Tomarão café ou cevada? Irão à escola dominical, sabatina ou à catequese? Comerão feijoada (mistura de "feijão" com "porcaiada")? Acreditarão em fantasmas ou no sono da morte? No por-do-sol da sexta estarão no culto da família ou assistindo Malhação? No sábado à tarde estarão na classe bíblica do juvenis ou na "pelada" com o papai? Etc... Etc... Etc...

3. O que diz o Espírito de Profecia?

De acordo com Ellen White, “seja todo passo em direção da aliança matrimonial caracterizado pela modéstia, simplicidade, e sincero propósito de agradar e honrar a Deus. O casamento afeta a vida futura tanto neste mundo como no vindouro. O cristão sincero não fará planos que Deus não possa aprovar” (Ciência do Bom Viver, pág. 359).

É indispensável observar esses pontos, pois “
é da hora de seu enlace matrimonial que muitos homens e mulheres datam seu êxito ou fracasso nessa vida, e suas esperanças de existência futura” (O Lar Adventista, pág. 43). Lembra-se do exemplo da irmão lá de Maceió?!

Procure para lhe ficar ao lado, aquela [jovem] que esteja habilitada a assumir a devida parte dos encargos da vida, cuja influencia o enobreça e refine, fazendo o feliz com seu amor” (Idem, pág. 45-46).

"Trará aquela a quem desposais, felicidade ao vosso lar? É econômica, ou há de quando casada, gastar não somente todos os seus rendimentos, mas todos os vossos, para satisfazer a vaidade, o amor da aparência? São seus princípios corretos nesse sentido?" (Idem, pág. 46).

"Receba a jovem como companheiro vitalício tão-somente ao que possua traços de caráter puros e varonis, que seja diligente, honesto e tenha aspirações, que ame e tema a Deus” (CBV, pág. 359).

Evitai aquele que ama a ociosidade; evitai o que for zombador das coisa sagradas”, [pois] “Deus não dá Sua sanção a uniões que Ele proibiu expressamente” (cf. Lar Adventista, pág. 47 e 61).

4. O Namoro que Deus Aprova

O namoro é um passo importante na escolha, desde que seja seguido corretamente, pois “o modo secreto pelos quais se fazem namoros e casamentos é a causa de grande quantidade de miséria, da qual só Deus conhece a completa extensão” (Fund. Educação Cristã, pág. 103) .

O jovem que anda em companhia de uma jovem e capta a sua amizade sem o conhecimento dos pais dela, não desempenha um nobre papel cristão para com a moça e seus pais... casamentos contratados sob tais influências não estão de acordo com a palavra de Deus” (Mens. Jovens, pág. 57-58).

Os namoros e casamentos imprudentes, profanos não podem deixar de dar em resultado disputas, contendas, condescendência com irrefreadas paixões, na infidelidade de maridos e esposas, na indisposição para refrear os desejos voluntários desordenados, e na indiferença para com as coisas de interesse eterno” (Lar Adventista, pág. 53).

"[No namoro] os filhos de Deus não devem nunca se aventurar a pisar terreno proibido. O casamento entre crentes e incrédulos é proibido por Deus. Mas muitas das vezes o coração não convertido segue seus próprios desejos, e formam-se casamentos não sancionados por Deus. Por causa disso muitos homens e mulheres estão sem esperança e sem Deus no mundo” (Fund. Ed. Cristã, pág. 500).

Adaptado de materiais de autoria desconhecida

Conclusão

Se você já casou em jugo desigual, então "carregue sua cruz" e ore para que o Espírito Santo abrande o coração não-convertido do seu cônjuge.

Se ainda não casou, não endureça os ouvidos à voz do Espírito, e não trilhe caminhos que outros já trilharam e FRACASSARAM. Não se iluda! O(a) namorado(a) compreensivo(a) e tolerante acabará se tornando um(a) marido(esposa) incompreensivo e intolerante, que já não permitirá que você viva sua fé com alegria e liberdade.

"Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? (2Cor. 6:14-15).

Lembre-se que "incrédulos" não são, apenas, aqueles que não crêem em Deus, mas também aqueles que crêem de uma forma deturpada, que acreditam em doutrinas fundamentadas em tradições humanas (por exemplo: santidade do domingo e imortalidade da alma), e que desprezam as advertências que o Senhor concedeu ao Seu povo nestes últimos dias.

Quinta-feira, Março 03, 2011

Fazer Pós-Graduação X Guarda do Sábado

Depois da minha postagem sobre o reconhecimento dos nossos Professores de Teologia, recebi um e-mail de um jovem que afirmava já ter tentado continuar seus estudos acadêmicos em nível de Especialização (para reforçar o curriculum para o mercado de trabalho), mas sempre esbarrava no "obstáculo" do sábado, uma vez que a grande maioria destes cursos são oferecidos nas horas do Dia do Senhor (sexta-feira à noite e sábado durante o dia).

O que fazer, então?

Existe uma Instituição de Ensino Superior no Brasil, devidamente credenciada pelo MEC, que está sendo uma ótima alternativa para aqueles que desejam continuar os estudos depois da Graduação. São cursos em várias áreas (MBAs, Educação, Administração, Informática, Gestão, Psicologia, etc.), e as mensalidades são extremamente acessíveis. Também são oferecidos excelentes cursos de Qualificação Profissional, para aqueles que ainda não têm algum curso Superior.

Para mais informações, CLIQUE AQUI.

No competitivo mercado de trabalho em que estamos hoje, se não buscarmos um aperfeiçoamento constante e um fortalecimento do nosso Currículum, fatalmente seremos colocados de lado na "roda-viva" do Sistema Capitalista.

Até para os que desejam fazer Concurso Público, uma Especialização é uma ótima opção, pois garante alguns "pontinhos a mais" na hora da classificação final.

Está dada a dica!

Terça-feira, Março 01, 2011

A Lei Passou!

Infelizmente, aqueles que professam o Cristianismo em nossos dias, em sua grande maioria, pregam um desprezo à Lei de Deus, que beira a blasfêmia. Deus escreveu, com Seu próprio dedo, em tábuas de pedra, os 10 princípios que deveriam ser seguidos pelo Seu povo em todas as eras, pois tal Lei é o próprio reflexo do caráter do Senhor (cf. Êx 31:18; Jr 31:33; Hb 8:10).

Por toda a Bíblia vemos que Ele sempre transmitiu mensagens de chamado à obediência para com a Lei moral. Através dos escritores bíblicos, muitas foram as mensagens que deveriam servir de motivação para que o povo nunca se afastasse do cumprimento da Lei (cf. Sal. 89:30-32; todo o Sal. 119; Êx 16:14; Pv 7:2; Jr 9:13; 16:11; Os 8:1, 12; etc.).

Hoje em dia, porém, muitos professos seguidores de Jesus alegam que “a Lei passou”, pois vivemos no chamado “tempo da graça”. Ora, isso soa estranho aos ouvidos de quem realmente conhece a Bíblia, pois a Lei e a graça sempre andaram juntas. A graça não existiu somente a partir do ministério terrestre de Jesus (cf. Sal. 6:4; 13:5; 40:10-11; 62:12; 66:20; 69:13; 89:14; Is 60:10; Zc 12:10; etc.); bem como a Lei moral não foi abolida na Cruz (cf. Mt 5:17-19; At 24:14; Rm 2:13; 3:20, 31; 7:7-8, 12; Tg 1:25; todo o cap. 2 de Tiago; 1Jo 3:4; etc.).

Importantes estudiosos não-Adventistas têm afirmado que não devemos rejeitar o Antigo Testamento e seus ensinos, dando valor apenas ao Novo Testamento, especialmente porque eles estão intimamente ligados. Dentre estes teólogos, quero citar D. A. Carson, Douglas J. Moo e Leon Morris, que na sua Introdução ao Novo Testamento (editora Vida Nova, 1997) dizem o seguinte:

... Não há nenhum indício de que os escritores do Novo Testamento queiram rejeitar alguma parte do Antigo Testamento canônico sob a alegação de ser incompatível com sua fé cristã em desenvolvimento. Paulo chega a insistir em que o motivo pelo qual as ‘Escrituras’ foram escritas foi a instrução e o encorajamento dos cristãos (Rm 15:3-6)” (pág. 546).

Vejam, ainda, o que se encontra em uma das "notas teológicas" da Bíblia de Estudo de Genebra, uma das mais respeitadas Bíblias de Referência, e editada por não-Adventistas:

"A lei moral revelada no Decálogo [ou seja, nos Dez Mandamentos] e exposta em outras partes das Escrituras é uma expressão da integridade de Deus, outorgada para ser o código de prática para o povo de Deus, em todas as eras. A lei não se opõe ao amor e à bondade de Deus, porém demonstra o que esse amor e bondade são na prática. O Espírito concede aos cristãos o poder para cumprir a lei, tornando-nos cada vez mais semelhantes a Cristo, o cumpridor arquetípico da lei (Mat. 5:17)" (pág. 1512).

Que impressionantes declarações! Não acham?!

Aqueles que estudam a Bíblia destituídos de preconceitos, verão claramente que há uma Lei que nunca passou, nem passará, pois como poderíamos imaginar um Deus Criador e Mantenedor que não tem uma Lei para dirigir e julgar a vida do Seu povo?! Chega a ser um absurdo pensar assim!

Porém, eu gostaria de convidar você a ponderar comigo sobre um fato que observo entre aqueles que esbravejam com tanto zelo a mensagem de que a “Lei passou”. Se você indagar qualquer pessoa que considera que a Lei de Deus não mais deve ser observada pelos cristãos atuais, você verá, assim como tenho visto inúmeras vezes, que a questão não é a Lei em si, pois há 9 pontos da Lei Moral que os protestantes aceitam sem pestanejar, enquanto que os católicos, apenas 8.

Em qualquer igreja "evangélica" séria, uma pessoa que cometer adultério, assassinato, furto, idolatria, etc., certamente passará por alguma sanção disciplinar, podendo ser até mesmo excluída da comunhão da igreja.

Ora! Se “a Lei” passou, então porque condenar as pessoas que a transgridem? Se vivemos hoje no chamado “tempo da graça”, porque então a quebra dos Mandamentos não é imediatamente perdoada e relevada, uma vez que, como dizem, tal Lei não mais existe como norma para o povo de Deus dos nossos dias? Por que os protestantes condenam os católicos romanos pela adoração de imagens, se os primeiros acreditam que a Lei não vale mais (cf. Êx 20:4-6)? Os católicos romanos, pelo menos aqui, são mais sinceros, pois não ficam dizendo que os 10 Mandamentos passaram; o que aconteceu, dizem os católicos romanos, foi que a igreja deles simplesmente mudou a Lei – basta conferir no Catecismo.

Ou seja, tanto os católicos romanos, quanto os protestantes contrários à Lei, estão no mesmo barco, pois desprezam as claras palavras que o Todo-Poderoso do Universo escreveu com Sua própria caligrafia divina (cf. Êx 31:18) – a única parte da Bíblia que Deus não permitiu ao homem escrever por si mesmo! Pense nisso!

Vemos, então, que aqueles que afirmam que a Lei passou, na verdade, estão agindo de má fé, pois o que eles querem atacar não é a Lei como um todo, pois está evidente que as igrejas protestantes continuam seguindo 9 Mandamentos da Lei moral. O que está realmente na mente destas pessoas é a nulidade do 4º Mandamento, exatamente o que requer a adoração ao Senhor no dia em que Ele determinou – o sábado do sétimo dia (cf. Gên. 2:1-3; Êx 16:1-5; 20:8-11).

É muito claro nas páginas das Escrituras, como vimos até aqui, que a Lei moral dos 10 Mandamentos nunca passou, e permanece até hoje como a norma pela qual o Senhor “medirá” o caráter daqueles que professam o nome de Cristo em suas vidas (cf. Tg 2:10-12; Mt 7:21-23; Jo 14:15; 1Jo 2:4).

Por esta razão, os Adventistas levantam bem alto a bandeira da guarda incondicional dos 10 Mandamentos da Lei moral de Deus, não como meio de salvação (como já expliquei inúmeras vezes aqui no blog), mas como demonstração de amor e gratidão pela graça que Deus derrama abundantemente em nossas vidas, e mais ainda porque Ele mesmo nos concede o poder necessário para guardarmos a Sua santa Lei (cf. Sal. 37:25; 1Pe 1:2; Dt 28:13; Tt 3:3-7; Ef 2:10).

Extraído de "101 Razões Porque Sou Adventista do 7º Dia", de minha autoria.

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade" (Mateus 7:21-23).
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