Sábado, Abril 30, 2011

Namoro: O que "Pode" e o que "Não Pode"

Um velho amigo de São Paulo, o Diego Amaro, que trabalha com Desbravadores em seu Distrito, me pediu que colocasse algo que servisse de orientação para os jovens, com relação ao namoro.

Vasculhando em meus "alfarrábios" (rsrs), encontrei um excelente material do Pr. Carlos Camarena, usado na matéria de Lar e Família no Seminário de Teologia. Penso que o material é muito objetivo, por ser uma síntese de vários conselhos e orientações abordadas em diversos livros que tratam deste assunto.

Posteriormente, colocarei outros temas relacionados ao NAMORO, mas sugiro que os namorados e conselheiros de jovens e adolescentes leiam os livros que são indicados como referência para o tópico aqui abordado.

A Intimidade Física no Namoro

1) CONTATOS FÍSICOS SÃO IMPORTANTES PARA O DESENVOLVIMENTO?

Muitos têm fracassado e sucumbido nesse aspecto das relações humanas, aspecto importante e tão raramente discutido.
O relacionamento físico entre as pessoas do sexo oposto poderia ser resumido no seguinte esquema:
  1. Olhares
  2. Mãos Dadas
  3. Abraços
  4. Beijos
  5. Carícias Leves
  6. Carícias Pesadas
  7. Relação Sexual
O mais rudimentar contato físico entre duas pessoas estaria representado no item mais acima do esquema, como "olhares". Este é um contato físico bem inocente. Na outra extremidade encontra-se a "relação sexual", que é algo belíssimo criado por Deus e reservado por Ele apenas para o casamento. Mas, onde traçar a linha divisória durante o namoro e o noivado? É o grande problema. Esse fato é agravado por haver em todos nós uma poderosa força ou impulso interior que quer arrastar a linha divisória o máximo possível para baixo (até o item 7). Mas a região do consentimento é também a região do perigo e do arrependimento. Não quero dizer com isto que a segurança para os jovens cristãos se encontre em manter-se no item 1 e nem que devamos fugir e aí nos refugiarmos todos até o dia do casamento...

Existem, entretanto, alguns critérios que deveriam ser considerados aspectos relevantes e princípios que deveriam ser estabelecidos à medida em que formos cautelosamente passando para os níveis seguintes (2 a 7).

2) CONTATO FÍSICO É COMUNICAÇÃO

Toda pessoa que se envolve em contatos físicos com uma outra, deve levar em consideração este aspecto. A expressão física do amor é uma forma "de dizer", "de comunicar" algo. Não é uma forma legítima de se receber algo, de se obter coisas como sensações excitantes, segurança, etc.

Os elementos mencionados no esquema anterior são todos bons, legítimos e certos no devido tempo e lugar, e com o propósito correto, ou seja, para cumprir o objetivo para o qual existem, a saber, comunicar.

O propósito do contato físico é tão facilmente investido que de repente ambos estão envolvidos em contatos físicos, simplesmente porque "é tão gostoso!" Quando isso ocorre, já não está havendo mais comunicação sadia, e sim "exploração". E a exploração está tão longe da comunicação quanto o egoísmo está longe do amor.

No momento apropriado, quando a vida e o coração de duas pessoas se tocam, pode ser algo maravilhoso e belo estender a mão e tocar a mão do outro. Isso pode comunicar mais do que meras palavras, e ambos percebem muito bem. Eles também podem perceber quando um está sendo usado para provocar sensações excitantes no outro. E quanto maior a sensação envolvida, mais grotesca estará sendo a exploração.

3) OBSERVE A RPB

A mente afeta o corpo, todos sabemos disso. Os desejos e imaginações podem rapidamente preparar o corpo para uma ação sexual mais completa. O inverso também é verdade. Um corpo excitado desperta ainda mais as imaginações e desejos. A mente e o corpo, então, se alimentam mutuamente na busca de uma satisfação completa. Essa relação é chamada de Relação Psico-Biológica. Ou podemos chamá-la como quisermos, desde que a reconheçamos como poderosa.

No item 1 da escala de contatos físicos a Relação Psico-Biológica é lenta e facilmente controlável. Entretanto, à medida que a pessoa se dirige ao nível 7, a influência da RPB aumenta em proporção geométrica. E então chega-se a um ponto na escala - em geral só descoberto tarde demais - quando a RPB simplesmente suplanta todos os controles da razão. Muita gente bem intencionada tem sido traída por essa força. "Não pretendíamos fazer isso" dizem, "mas de repente, sem querer, aconteceu".
Traídos pela Relação Psico-Biológica, vão além dos limites, fazem coisas que não pretendiam e acabam decepcionados, tristes e com uma série de problemas por não terem observado a importância da Relação Psico-Biológica, que deve, na realidade, ser mantida dentro de uma ampla margem de segurança.

Fonte: José Carlos Ebling, Namoro no Escuro, pp. 43-47

4) HÁ UMA DIFERENÇA

Em geral os rapazes se excitam muito mais rapidamente que as garotas.... As moças são excitadas ou motivadas ao contato físico, mais por motivos românticos que por motivos eróticos. Os rapazes são levados ao contato físico mais por motivos ou razões eróticas que românticas...
Quando uma moça se permite certas intimidades físicas com um rapaz está normalmente predispondo-o e dando a impressão, às vezes falsa, de que realmente ele pode "ir em frente", pois ela está disposta a tudo.
Vários estudos têm sido feitos nessa área, procurando determinar as principais diferenças nas reações de rapazes e moças diante dos contatos físicos. Sabe-se através desses estudos que a nudez não excita a moça, embora excite muito o rapaz. Quaisquer atitudes que sugiram nudez, tais como se despir com um maiô por baixo, usar roupas transparentes, deixar um zíper aberto, usar biquínis curtíssimos, calças muito justas ou minissaia, podem ter significado erótico para o rapaz, embora sejam feitas, às vezes, inocentemente pela garota, sem nenhuma consciência de seu significado.
Essas diferenças de comportamento têm efeito muito mais poderoso no relacionamento humano. É necessário compreendê-las e levá-las em consideração ao nos relacionarmos fisicamente com outras pessoas para que haja comunicação real e sadia.

Fonte: Idem, pp. 49-51

5) NÃO AUMENTE O FOGO

O jovem cristão que decidiu manter-se puro e seguir o plano de Deus, reservando as intimidades sexuais apenas para o casamento, não tomou uma decisão fácil, especialmente no mundo em que vivemos e nos dias atuais. Os instintos sexuais são fortes, reais e não desaparecem "sob comando". A sugestão, portanto é esta: não aumente o fogo.
Não complique o problema colocando-se em situações nas quais seja necessário constantemente aplicar freios, controlar-se para não ir a extremos. É emocional e fisicamente prejudicial colocar-se em situações nas quais você precisa constantemente acalmar emoções e instintos. Que situações são essas? O que deveria ser evitado pelos jovens cristãos que não desejam chegar ao extremo da intimidade sexual antes do casamento? Aqui estão algumas delas, todas conhecidas como resultado de pesquisas científicas.

- Conversas sobre assuntos sexuais. Isto é forte elemento de excitação. São as piadas e frases insinuantes, os comentários sobre atividades sexuais e seus detalhes....
- Vários estudos têm revelado que carícias abaixo dos ombros rapidamente levam ao ponto de não-retorno. Parece que as carícias abaixo dos ombros imediatamente predispõem a pessoa a ser controlada pela Relação Psico-Biológica em vez de controlada pela razão.
- Estarem a sós por muito tempo.

O relacionamento sexual pré-matrimonial impossibilita a pessoa de gozar a beleza total dessa ocasião. Ele priva o novo casamento de um dos mais fortes elos de ligação. Sexo antes do casamento sempre enfraquece o casamento. Basta observar o crescente números de divórcios nos primeiros meses após o casamento propriamente dito.
Deus planejou o casamento para ser belo e duradouro. Por isso é coerente com Seu caráter pedir a Seus filhos que se abstenham de qualquer coisa que prejudique esse esplêndido relacionamento.

Fonte: Idem, pp. 51, 52, 61

6) ESTABELEÇA OS LIMITES

O momento de decidir onde ficará o limite é quando a pessoa está a sós, em pleno controle da razão e de forma responsável e objetiva. Faça isto também. Tome uma decisão sólida e prometa, pelo poder de Deus, manter tal decisão e vigiar os limites estabelecidos.

Um importante detalhe é lembrar que os outros merecem o nosso respeito. Devemos sempre respeitar os limites dos outros. Jamais alguém deve forçar os outros ou tentar convencê-los de que seus limites são muito restritos. Respeito mútuo é fundamental numa amizade que deve amadurecer e crescer para que se tornem ambos "uma só carne".

Fonte: Idem, pp. 48,49

7) "EU NÃO DEFRAUDAREI NO MEU NAMORO"

1Tessal. 4:3-8: "Pois esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo, em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus, e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defralde a seu irmão, porque o Senhor, contra todas estas cousas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim, em santificação. Destarte, quem rejeita estas cousas não rejeita ao homem, e, sim, a Deus que também vos dá o Seu Espírito Santo".

A palavra "defraudar" significa "excitar" ou "despertar desejos sexuais na vida de uma outra pessoa", que não podem ser satisfeitos dentro da vontade de Deus, que é o casamento.

O sentimento de culpa por causa de padrões errados no namoro pode ter efeitos negativos no casamento e ser a fonte de muita irritação e briga.

Fonte: Jaime Kemp, Namoro, Noivado, Casamento e Sexo, pp. 22, 30

8) HÁ OUTRAS FORMAS DE COMUNICAÇÃO

A expressão física de afeto, carinho e amor é uma forma de comunicação, mas não é a única. A propósito, esta é uma das formas mais arriscadas de comunicação. Poderosa, sim, mas muito perigosa....
Existem outras formas de comunicação, além do contato físico. Muitos pensam que por estarem namorando têm o direito de estarem fisicamente próximos o tempo todo. Quando a preocupação no namoro está excessivamente voltada para o aspecto dos contatos físicos, normalmente a amizade sofre e não cresce.
A verdadeira amizade, seja no namoro, noivado ou até no casamento, é a que se desenvolve em vários aspectos. No aspecto social, espiritual, emocional, e não apenas físico. Um namoro sadio e realmente maduro se desenvolve nesses aspectos.

Fonte: José Carlos Ebling, Namoro no Escuro, pp. 47,48

Os jovens necessitam encontrar outras formas de cultivar a demonstração de afeto que não seja apenas a expressão física. Imagino neste momento algumas delas: cozinhar, estabelecer vários programas criativos especiais para ambos, como trazer livros da biblioteca e lerem-nos juntos, recortar temas interessantes de revistas e jornais que contribuam para o crescimento conjunto, ler trechos de um livro, numa área de interesse comum.

Fonte: Alberta Mazat, Aquela Sexta-feira no Éden, p. 144


CONCLUSÃO

O apóstolo Paulo certa vez disse em Rom. 14:5: "Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente".
Creio nisso!
Você não deve ter a opinião dos outros, mas a sua própria. Creio que cada jovem cristão deve definir-se quanto a onde colocar o limite nos contatos físicos durante o namoro e noivado. Você é livre para escolher e para decidir!

Mas como essa posição de Paulo não o impediu de dar a sua própria opinião sobre tantos assuntos, quero concluir expressando a minha opinião.

Creio que os jovens cristãos terão amplas razões para serem reservados em suas expressões físicas de afeição, evitando antes do casamento qualquer coisa que possa ser considerada até mesmo como carícias "leves", e admitindo abraços e beijos somente nos estágios finais de um relacionamento e companheirismo maduros, e ainda assim, com reservas.
Creio que ir além é arriscar-se a tristezas, arrependimento, desapontamento, problemas e até mesmo à destruição de uma amizade que de outra forma poderia ser bela, edificante e permanente.

José Carlos Ebling, Namoro no Escuro, p. 61

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Como vimos, o tema é interessante é muito importante na atualidade, onde a TV (novelas, seriados, filmes, programas humorísticos, etc.) colocam na mente da juventude de que o sexo deve ser desfrutado o mais cedo possível, e que os jovens "caretas" são os que não entram nessa onda.

Sexta-feira, Abril 29, 2011

1 Adventista X 850 funcionários do diabo

Base: 1Reis 18
Quero convidar você a refletir comigo sobre um dos acontecimentos mais conhecidos do Antigo Testamento – a batalha no Monte Carmelho.

Elias foi um profeta que surgiu em cena na história bíblica de forma inesperada e repentina. Muito pouco é mencionado a seu respeito (1Reis 17:1). Ele surge em um momento de grande apostasia espiritual, durante o reinado do ímpio Acabe e sua esposa Jezabel.
Sob influência da rainha idólatra, Acabe havia levado o reino à completa apostasia em relação a Jeová. Baal estava agora presente nos templos e nos locais de culto, antes consagrados ao Deus de Israel.
Como conseqüência de sua rebelião, uma forte seca é determinada sobre Israel, através dos lábios do valente profeta Elias. Deus o estava utilizando para reconduzir o povo à adoração verdadeira.

DESAFIANDO OS PROFETAS DE BAAL (1Rs 18:19-25)

Eu sempre fiquei curioso por saber o porquê de Elias ter escolhido o Monte Carmelo. Até que descobri o motivo, pois de acordo com o Dicionário Bíblico Universal, o Carmelo era um bonito monte, que sempre estava recoberto por uma vegetação vistosa e verdejante.
Porém, devido à seca, o Carmelo estava “morto”. A vegetação havia secado, e ele se tornara um símbolo perfeito da desaprovação de Deus pelo procedimento idólatra do povo. Foi neste contexto que Elias propõe uma prova na qual apenas o verdadeiro Deus poderia sair vitorioso. O povo deveria fazer sua escolha ao final do embate: ou Jeová ou Baal (v. 21)
É interessante notar que o Senhor já havia feito milagres semelhantes no passado (Gn 15:17), e Elias sabia que Ele poderia realizá-los novamente. Como Baal era um deus importante e responsável pela chuva, o insulto de Elias com relação à seca havia deixado os seus adoradores muito constrangidos. Agora era a oportunidade para Baal mostrar que merecia a adoração que lhe estava sendo oferecida por Israel.

ADORAÇÃO A BAAL X ADORAÇÃO A JEOVÁ (vv. 26-29)

Os profetas de Baal iniciaram de manhã cedo um ritual de súplicas ao seu deus, que durou toda a manhã, sem nenhum êxito. Ao meio-dia eles iniciam um ritual ainda mais humilhante e ineficaz, passando a manquejar e pular de uma perna só, para que Baal os atendesse.
O povo de Israel, que estava ao pé do Carmelo, teve a oportunidade de ver o quanto é ridículo adorar a um deus falso. Certamente, puderam se lembrar da beleza da adoração no santuário, do sacerdócio levítico e de como Deus Se fazia presente no meio do Seu povo (ah como estava fazendo falta o Shekináh!).
Já percebendo que não estavam conseguindo resultados satisfatórios, os profetas de Baal iniciam um processo de autoflagelação, tão comum entre comunidades idólatras e pagãs (você já deve ter visto algo parecido na televisão). Fico impressionado com a coragem de Elias, pois a Bíblia diz que ele aproveitou a situação ridícula dos profetas de Baal, para zombar de seu estado patético (v. 27).
Porém, após todo um dia de gritarias, danças e rituais sanguinários, nada aconteceu (v. 29). Já era de se esperar...

CONVIDANDO O POVO A UMA RECONSAGRAÇÃO (vv. 30-35)

Elias começa sua “cerimônia”, fazendo um convite ao povo: “venham para perto de mim”.
Durante todo o dia eles puderam ver a diferença entre adorar ao Deus Verdadeiro ou a outro qualquer. Como deveriam estar decepcionados consigo mesmo pela maneira ingrata com que agiram contra o Pai!
O convite de Elias representou o convite de Deus – “cheguem-se a Mim”. Você já ouviu esse convite alguma vez? Já sentiu que por algum momento estava tão distante do Pai, que Ele necessitou “gritar” para que você O ouvisse? Eu já senti... O verso 30 diz que “todo o povo atendeu ao apelo” – eles estavam carentes do aconchego do Pai. Baal só lhes trazia amargura, remorso e desilusão... Agora eles podiam novamente sentir o amor de Deus sendo dirigidos a eles... que cena linda deve ter sido!
Em seguida, Elias restaura o altar (vv. 30-32). Todo o sistema sacrifical que Deus havia instituído estava esquecido. O altar havia sido desprezado por tanto tempo. Mas agora eles deveriam restaurá-lo antes que Deus operasse o milagre.
Para dificultar ainda mais, e mostrar ao povo que Deus não necessita de ajuda humana, 12 “baldes” de água foram jogados sobre o sacrifício. Quão valente e corajoso era Elias! Em um período de extrema seca, ele solicita um “desperdício” tão grande de água. Mas isto também fazia parte da lição que Deus queria lhes ensinar.

DEUS ATENDE A ORAÇÃO HUMILDE E SINCERA DO PROFETA (vv. 36-39)

Ao contrário da ladainha proferida durante todo o dia pelos profetas de Baal, Elias inicia uma oração singela e objetiva, provinda de um coração que sabia que somente o poder e a misericórdia de Deus é que poderiam tirar o povo daquele estado de apostasia.
Elias nos dá um grande exemplo para estes últimos dias. Enquanto muitos pregam um culto a Deus cheio de emoção e sensacionalismo, com gritarias, danças, e tudo que for para exaltar o emocional, Elias mostra que Deus Se agrada mesmo é de uma adoração humilde, racional e sincera. Que lição para os que acham que o culto só é “inspirado” se tiver muita música alta, orações “gritadas”, palmas, coreografias, etc.!
Após umas poucas palavras de oração do profeta, o fogo desce veloz do céu. Todos puderam comprovar que Jeová ainda estava vivo. Puderam ver que o Senhor não abandonara Seu povo, e que Ele estava disposto a restaurá-los à Sua comunhão.
O resultado não poderia ser outro. Deus ouviu a oração do Seu servo e reconduziu o povo à adoração verdadeira (v. 39).

O QUE POSSOAPRENDER DA HISTÓRIA DE ELIAS?
A trajetória de Elias foi de grandes vitórias. No Carmelo ele mostrou que confiava em Deus e estava pronto para provar a Israel que Jeová estava vivo e continuava com Seu povo. Elias saiu vitorioso porque permaneceu firme no que era correto, apesar de aparentemente todos os demais terem se acovardado e apostatado.
Nos dias atuais também nos defrontaremos com ocasiões em que precisaremos permanecer firmes, apesar de parecer que todos os demais abandonaram a Deus. Como jovens, precisaremos aceitar o chamado para sermos o “Elias do Tempo do Fim”, e em todos os lugares (escola, trabalho, amigos, família) representarmos a Deus de forma digna e confiante.
Você lembra de algum momento em que “apenas você” (pelo menos de forma aberta) estava defendendo os princípios de Deus? Talvez até mesmo algum outro jovem da Igreja estivesse por perto, mas preferiu se calar, enquanto você levou todo o peso que os fiéis e sinceros devem suportar...

Aceite o chamado de Deus para ser Seu representante, um “Elias” Moderno, e levantar bem alto a bandeira do Jeová Vivo.

A parte mais difícil Ele já fez por você...

Quinta-feira, Abril 28, 2011

Obelisco maçon no túmulo de Ellen White?!

Tem gente que não sabe mais o que inventar para criticar os Adventistas (inclusive pessoas que um dia já foram membros desta denominação), que pega qualquer bobagem na tentativa de minar a fé desta família de milhões de pessoas em todo o mundo.

Do mesmo jeito que não deixo ninguém falar mal da minha mãe, meu pai, meu irmão e irmãs perto de mim, também não gosto de ouvir ninguém falando asneiras (próprio de "asnos") sobre a fé dos meus irmãos e minhas irmãs em Cristo.

Uma coisa que vez ou outra aparece, como se fosse novidade (!), é dizer que no túmulo de Ellen White existe um símbolo maçon, com a frágil "esperança" de que isso vá arranhar a crença que os Adventistas têm no ministério profético desta humilde e devotada serva do Senhor.

Dizer que o monumento no túmulo da família White é uma apologia à Maçonaria, é o mesmo que dizer que todo homem que usa gravata está defendendo o homossexualismo, pois foi para isso que a gravata foi "inventada" no passado - para representar um símbolo "fálico". Que bobagem! Eu uso gravatas e não tem nada que ver com defender o homossexualismo... ou alguém já me viu em cima de algum trio elétrico na parada gay? (rsrs).

Os americanos têm os seus costumes culturais com relação ao sepultamento dos seus mortos, assim como nós, brasileiros, temos os nossos; os africanos têm os deles; os orientais também, e assim por diante...

Se a família White achou por bem colocar um momento que simbolize a fé no Eterno (pois aponta para cima), ou apenas "ornamentar" a sepultura dos seus queridos, o que temos nós com isso?! Deveríamos, no mínimo, respeitar a memória destas pessoas que descansam no pó da Terra, aguardando o dia da ressurreição. Os brasileiros, por sua vez, preferem colocar fotos dos mortos sobre o túmulo, ou fazer um "caixotão" de mármore, ou uma pequena "igrejinha" para colocar as velas, etc. Vamos respeitar, mesmo que prefiramos outro tipo de "homenagem".

Agora, vir com essa de ficar dizendo que o túmulo dos White foi engenhosamente (e maquiavelicamente) construído para representar os símbolos obscuros de alguma sociedade secreta é, no mínimo, um insulto à inteligência dos Adventistas pensantes (que são maioria, graças a Deus).

Se alguém vier com esta conversa para tentar minar a sua fé, despeça-se educadamente, dê meia-volta e vá tomar um suco de uva (da Superbom, de preferência... rsrs), pois tenho certeza que você, assim como eu, não tem tempo a perder com coisas tão insignificantes.
Desculpem o desabafo...rsrsrs

Resolva seus problemas!

Recebi uma mensagem muito interessante no e-mail, e quero compartilhá-la com vocês.

É possível que alguns já a conheçam... mas, em todo caso, vale a pena...

O Guardião

Certo dia, num mosteiro zen-budista, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto. O grande Mestre convocou, então, todos os discípulos para descobrir quem seria o novo sentinela.

O Mestre, com muita tranquilidade, falou:
- Assumirá o posto o monge que conseguir resolver primeiro o problema que eu vou apresentar.

Então ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo. E disse, apenas:

- Aqui está o problema!

Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro! O que representaria? O que fazer? Qual o enigma? Qual o problema?

Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e ... ZAPT! ... destruiu tudo, com um só golpe.

Tão logo o discípulo retornou ao seu lugar, o Mestre disse:

- Você é o novo Guardião. Não importa que o problema seja algo lindíssimo... se for um problema, precisa ser eliminado.

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Um problema é sempre um problema, mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou.

Por mais lindo que seja ou tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, deve ser suprimido. Muitas pessoas carregam pela vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam espaço ocioso.

Os orientais dizem que para você beber vinho numa taça cheia de chá, é necessário, primeiro, jogar o chá para, então, beber o vinho. Ou seja, às vezes, para aprender o novo, é essencial desaprender o velho.

Se o seu problema for um emprego que o está afastando de Deus, ou um namoro que está te levando para caminhos obscuros, ou talvez um Diploma que será conquistado às custas de sua fé... é muito provável que o melhor a se fazer seja "sacar a espada" e eliminar o problema.

"Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo..." (Filip. 3:8).

Quarta-feira, Abril 27, 2011

A Perseguição contra o Adventismo (reeditado)

Eu (ainda) fico impressionado com o esforço mental que algumas pessoas insistem em fazer com um único objetivo: minar a fé dos Adventistas.

Ô Igreja perseguida! (cf. Apoc. 12:17).

São inúmeros os e-mails e comentários de postagens que recebo diariamente com pessoas tentando me "converter", ou melhor, me "salvar" das heresias da Igreja Adventista...rsrsrs

É a mesma lenga-lenga de sempre contra Ellen White, o sábado, o juízo investigativo, o milênio, a reforma de saúde, a lei cerimonial, a Trindade, etc., etc., etc.

As pessoas não respeitam nossa fé, nos agridem com palavras grosseiras, nos humilham em sites, livros, blogs... e ainda se sentem aborrecidas quando eu defendo aquilo em que creio aqui no blog. É mole?! rsrs

Tive, então, a curiosidade de entender a motivação que leva alguns destes críticos mais ardorosos a se "especializarem" na apologia contra a Igreja Adventista do 7º Dia.

Acho que descobri porque eles agem assim: Faturam alto "batendo" nos Adventistas com esta falácia de que somos uma "seita herética".

Em um desses sites, encontramos a seguinte "oferta" de palestras e seminários:

"O quorum mínimo deve ser de 50 participantes. Será cobrada uma taxa de inscrição ou equivalente por participante de R$20,00 (vinte reais). Enviaremos previamente, um cartaz de divulgação do evento com a programação. A cada palestra será fornecido materiais didáticos (esboço de palestras, folhetos e outros artigos), além de um certificado para os que concluírem o curso com aproveitamento. O cofeebreak e lanches para os inscritos ficam a critério e será de responsabilidade da igreja. Em ambos os modelos, montaremos um stand para a venda de literaturas, e as despesas de transporte, alojamento e alimentação serão de responsabilidade da igreja anfitriã" (fonte). Curiosamente, depois que coloquei esta menção aqui no blog, eles tiraram do ar o "custo" das palestras. Por que será?! rsrsrs

Veja aqui outro exemplo de gente que fatura para falar mal dos Adventistas

Cobrar de R$ 20,00 a R$ 39,00 de cada participante, com um "quorum" mínimo de 50 pessoas, o que dá um total de R$ 1.000,00 por palestra (no mínimo), parece uma boa "motivação", não acham?!
Lembrando que este valor é "líquido", uma vez que as igrejas "anfitriãs" precisam arcar, ainda, com as despesas de transporte, hospedagem e alimentação da "equipe".

Se a motivação fosse meramente missionária, ou seja, se o objetivo primário fosse o de "equipar os membros das mais diversas igrejas evangélicas do Brasil por meio de palestras e evangelismos específicos", por que cobrar por isso? Não seria mais "justo" fazer este trabalho por amor? Uma vez que as igrejas já arcariam com as despesas de transporte, alimentação e hospedagem, por que cobrar pela palestra?

É claro que o "trabalhador é digno do seu salário"... mas fico me perguntando se o marketing por trás deste pseudo interesse apologético (defesa da fé) não está sendo encarado apenas como "mercadejamento da Palavra de Deus" (cf. 2Cor. 2:17).

Há alguns anos (mais precisamente em 2003), houve uma intensa movimentação na cidade de Campina Grande, interior da Paraíba, devido à divulgação de que as doutrinas Adventistas seriam "desmascaradas" durante um evento evangélico que ocorre todos os anos no período do Carnaval. A liderança local da Igreja entrou em ação e nos foi dado (depois de a Justiça ameaçá-los com um multa de R$ 1 milhão) o direito de nos defendermos no debate.

Na ocasião, o opositor era um líder "apologético" no Brasil, que também cobra por suas palestras. A Igreja Adventista foi magistralmente representada pelo Pr. Ângelo Gabriel, então distrital local e um especialista em nossas doutrinas, o qual deu um "banho" de exegese, hermenêutica e profundidade bíblica. O pastor "apologeta", convidado de honra da "festa", se limitava a ridicularizar e humilhar a apresentação do Pr. Ângelo, sem apresentar embasamento convincente e bíblico à sua contra-argumentação (aliás, como vimos recentemente no debate da RIT TV, este é o método que os opositores do Adventismo gostam de utilizar). Ao final, ficou patente que o Pr. Ângelo venceu o debate da argumentação, apesar de os milhares de evangélicos presentes não terem se dado conta disso.

A propósito, este pastor "apologeta", convidado com frequência para palestrar contra os Adventistas, também mantém um "ministério" que oferece palestras e seminários para as igrejas interessadas. Eles cobram R$ 15,00 por participante, com um "quorum" mínimo de 100 pessoas, conforme informações do site (fonte), ou seja, para ter o "privilégio" de ouvi-los, o custo sai por R$ 1.500,00, no mínimo, além das despesas de transporte, hospedagem e alimentação.

Longe de mim acusar ou menosprezar o trabalho que estas pessoas realizam!
O que me deixa triste, como crente Adventista, é o fato de que eles não têm respeito pela fé de tantos milhões de pessoas, sempre se apresentando de forma arrogante, orgulhosa e pedante, como "donos da Verdade", e colocando os Adventistas e outros movimentos religiosos como uma massa de pessoas sem cultura e débeis em seu raciocínio bíblico.

Mas, agora que sei que eles cobram caro para falarem mal dos Adventistas, fico mais "conformado"... afinal, todos precisam ganhar seu "pão". Pena que alguns prefiram fazer isso manipulando as pessoas e os fatos!

"Porém confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas, tendo esperança em Deus, como também estes a têm, de que haverá ressurreição, tanto de justos como de injustos" (Atos 24:14-15).

Só um verdadeiro Adventista do 7º Dia poderia ter dito estas palavras!

Parabéns, irmão Paulo!

Selo de Deus X Marca da Besta

Algumas citações do Espírito de Profecia, que clareiam o assunto da controvérsia entre o sábado e o domingo nos últimos dias.

SAÍDA DO DECRETO DOMINICAL

Retorno ao domingo para acabar as calamidades naturais
E então o grande enganador persuadirá os homens de que os que servem a Deus estão motivando esses males. A classe que provocou o descontentamento do Céu atribuirá todas as suas inquietações àqueles cuja obediência aos mandamentos de Deus é perpétua reprovação aos transgressores. Declarar-se-á que os homens estão ofendendo a Deus pela violação do descanso dominical; que este pecado acarretou calamidades que não cessarão antes que a observância do domingo seja estritamente imposta; e que os que apresentam os requisitos do quarto mandamento, destruindo assim a reverência pelo domingo, são perturbadores do povo, impedindo a sua restauração ao favor divino e à prosperidade temporal. Assim se repetirá com motivos igualmente bem definidos a acusação feita na antiguidade contra o servo de Deus: "E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe Acabe: És tu o perturbador de Israel? Então disse ele: Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor, e seguistes a Baalim." I Reis 18:17 e 18. Ao despertar-se a ira do povo por meio de falsas acusações, agirão para com os embaixadores de Deus de modo muito semelhante àquele que o apóstata Israel seguiu com relação a Elias” – Grande Conflito, pág. 590.

Remédio para o rebaixamento moral
O poder operador de milagres manifesto pelo espiritismo, exercerá sua influência contra os que preferem obedecer a Deus a obedecer aos homens. Comunicações por parte dos espíritos declararão que Deus os enviou para convencer de seu erro os que rejeitam o domingo, afirmando que as leis do país deveriam ser obedecidas como a lei de Deus. Lamentarão a grande impiedade no mundo, apoiando o testemunho dos ensinadores religiosos de que o estado de rebaixamento da moral se deve à profanação do domingo. Grande será a indignação despertada contra todos os que se recusam a aceitar-lhes o testemunho” – Idem, 590-591.

Acusados de originar todo o mal
Os que honram o sábado bíblico serão denunciados como inimigos da lei e da ordem, como que a derribar as restrições morais da sociedade, causando anarquia e corrupção, e atraindo os juízos de Deus sobre a Terra. Declarar-se-á que seus conscienciosos escrúpulos são teimosia, obstinação e desdém à autoridade. Serão acusados de deslealdade para com o governo. Ministros que negam a obrigação da lei divina, apresentarão do púlpito o dever de prestar obediência às autoridades civis, como ordenadas de Deus. Nas assembléias legislativas e tribunais de justiça, os observadores dos mandamentos serão caluniados e condenados. Dar-se-á um falso colorido às suas palavras; a pior interpretação será dada aos seus intuitos” – Idem, 592.

Os legisladores cederão à pressão popular
Os dignitários da Igreja e do Estado unir-se-ão para subornar, persuadir ou forçar todas as classes a honrar o domingo. A falta de autoridade divina será suprida por legislação opressiva. A corrupção política está destruindo o amor à justiça e a consideração para com a verdade; e mesmo na livre América do Norte, governantes e legisladores, a fim de conseguir o favor do público, cederão ao pedido popular de uma lei que imponha a observância do domingo. A liberdade de consciência, obtida a tão elevado preço de sacrifício, não mais será respeitada. No conflito prestes a se desencadear, veremos exemplificadas as palavras do profeta: "O dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo." Apoc. 12:17.” – Idem, pág. 592.

O mundo será iluminado com a pregação do Evangelho
Assim será proclamada a mensagem do terceiro anjo. Ao chegar o tempo para que ela seja dada com o máximo poder, o Senhor operará por meio de humildes instrumentos, dirigindo a mente dos que se consagram ao Seu serviço. Os obreiros serão antes qualificados pela unção de Seu Espírito do que pelo preparo das instituições de ensino. Homens de fé e oração serão constrangidos a sair com zelo santo, declarando as palavras que Deus lhes dá. Os pecados de Babilônia serão revelados. Os terríveis resultados da imposição das observâncias da igreja pela autoridade civil, as incursões do espiritismo, os furtivos mas rápidos progressos do poder papal - tudo será desmascarado. Por meio destes solenes avisos o povo será comovido. Milhares de milhares que nunca ouviram palavras como essas, escutá-las-ão. Com espanto ouvirão o testemunho de que Babilônia é a igreja, caída por causa de seus erros e pecados, por causa de sua rejeição da verdade, enviada do Céu a ela. Ao ir o povo a seus antigos ensinadores, com a ávida pergunta - São estas coisas assim? - os ministros apresentam fábulas, profetizam coisas agradáveis, para acalmar-lhes os temores, e silenciar a consciência despertada. Mas, visto que muitos se recusarão a satisfazer-se com a mera autoridade dos homens, pedindo um claro - "Assim diz o Senhor" - o ministério popular, semelhante aos fariseus da antiguidade, cheio de ira por ser posta em dúvida a sua autoridade, denunciará a mensagem como sendo de Satanás, e agitará as multidões amantes do pecado para ultrajar e perseguir os que a proclamam” – Idem, pág. 606-607.

Estendendo-se a controvérsia a novos campos, e sendo a atenção do povo chamada para a lei de Deus calcada a pés, Satanás entrará em ação. O poder que acompanha a mensagem apenas enfurecerá os que a ela se opõem. O clero empregará esforços quase sobre-humanos para excluir a luz, receoso de que ilumine seus rebanhos. Por todos os meios ao seu alcance esforçar-se-á por evitar todo estudo destes assuntos vitais. A igreja apelará para o braço forte do poder civil, e nesta obra unir-se-ão católicos e protestantes. Ao tornar-se o movimento em prol da imposição do domingo mais audaz e decidido, invocar-se-á a lei contra os observadores dos mandamentos. Serão ameaçados com multas e prisão, e a alguns se oferecerão posições de influência e outras recompensas e vantagens, como engodo para renunciarem a sua fé. Mas sua perseverante resposta será: "Mostrai-nos pela Palavra de Deus o nosso erro" - a mesma que foi apresentada por Lutero sob idênticas circunstâncias. Os que forem citados perante os tribunais, defenderão corajosamente a verdade, e alguns que os ouvirem serão levados a decidir-se a guardar todos os mandamentos de Deus. Assim a luz chegará a milhares que de outra maneira nada saberiam destas verdades” – Idem, 607.

Muitos apostatarão da fé Adventista do 7º Dia
Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário. Unindo-se ao mundo e participando de seu espírito, chegaram a ver as coisas quase sob a mesma luz; e, em vindo a prova, estão prontos a escolher o lado fácil, popular. Homens de talento e maneiras agradáveis, que se haviam já regozijado na verdade, empregam sua capacidade em enganar e transviar as almas. Tornam-se os piores inimigos de seus antigos irmãos. Quando os observadores do sábado forem levados perante os tribunais para responder por sua fé, estes apóstatas serão os mais ativos agentes de Satanás para representá-los falsamente e os acusar e, por meio de falsos boatos e insinuações, incitar os governantes contra eles” – Idem, 608.

Já podemos ouvir os passos de um Rei que Se aproxima!

Terça-feira, Abril 26, 2011

"Ensina a criança..."

"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele" - Prov. 22:6.

É interessante como, muitas vezes, nós lemos e relemos um verso bíblico mas só conseguimos ver nele UM LADO da mesagem. Nossa mente já está tão "bitolada" com relação a alguns temas, que não conseguimos ver o que o autor REALMENTE quis ensinar. Eu poderia citar aqui uma infinidade de versos bíblicos que são mal compreendidos exatamente por este "engessamento" da nossa mente: mulheres caladas na igreja, uso do véu, acender fogo no sábado, a Trindade, a Lei de Deus, dom de línguas, etc.

Nós, cristãos, somos muito tendenciosos neste sentido - só vemos aquilo que queremos ver. Por isso a Bíblia é um livro sumamente especial, e não pode jamais depender de conceitos ou "pré" conceitos humanos.

"Ensina a criança...

É muito comum o uso desse verso pelos pregadores para mostrarem a importância de mantermos nossos filhos na Igreja, desde pequenos, para que eles continuem nos caminhos de Deus quando forem adultos.

Em 99% dos casos, os pregadores dão esta interpretação ao verso de Provérbios: "Se você mantiver seu filho nos caminhos de Deus, tenha certeza que ele será um servo do Senhor para toda a vida".

A Bíblia diz mesmo isso. E eu creio! Mas... ela SÓ diz isso?

Eu quero convidar você a refletir comigo no OUTRO LADO desse verso. Não é nada obscuro ou apócrifo. Está lá, no texto, mas nós não vemos com facilidade.

"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele" - Prov. 22:6.

Não diz ai que apenas as crianças que forem ensinadas NO BOM CAMINHO é que não se desviarão dele. Segundo o sábio, se a criança for ensinada no mau caminho, ela TAMBÉM não se desviará dele.

Recentemente, uma emissora de televisão veiculou uma série de reportagens sobre os abusos sofridos por crianças em nosso país. Milhares de meninos e meninas no Brasil e no mundo estão sendo vítimas das mais bizarras atrocidades, e na grande maioria dos casos estas aberrações são causadas por aqueles que as deveriam cuidar e proteger.

Ensina a criança... e mesmo depois de grande ela NÃO SE DESVIARÁ do que aprendeu.

Dentre os que foram entrevistados, um me chamou a atenção. Era um adolescente que expressou de forma clara a maneira como ele foi "ensinado": "Eu não tenho pena de ninguém nesta vida, pois sei que ninguém terá pena de mim". Sobre este rapaz já pesam dezenas de processos criminais.

São palavras provindas de um coração cheio de mágoas, ressentimentos, frustrações... e ódio - resultado de uma infância de violência, humilhações... falta de amor.

Outro disse que seus pais (?) o obrigavam a pedir dinheiro nos semáforos para eles poderem comprar drogas. O tiraram da escola para isso. E, hoje, o que ele faz? Não se desviou deste caminho... só que agora ele rouba e/ou mata pela droga! Eu ou você podemos ser a próxima vítima do erro que pais assim cometeram com seus filhos... já pensou nisso?!

Como Igreja, nós fazemos algo, mas acho que poderíamos fazer mais... muito mais. Existe o programa QUEBRANDO O SILÊNCIO, mas ele só ocorre 1 vez por ano... e nem todas as igrejas o adotam.

Na minha opinião, uma grande ferramenta que nós temos (e creio que foi o Senhor quem a colocou no coração de nossos líderes do passado) é o trabalho social entre juvenis e adolescentes desenvolvido pelo CLUBE DE DESBRAVADORES.

Se a filosofia de trabalho do Clube, a que originalmente o fez surgir, fosse seguida em todas as nossas congregações, quanto milhões de crianças seriam resgatadas desta vida de crimes e falta de orientação familiar?!

Infelizmente, há 2 problemas que dificultam grandemente o trabalho dos Clubes de Desbravadores em nossas igrejas, hoje:

1. Líderes e diretores que transferem para o Clube a frustração de não terem seguido carreira militar. Há muitos que gostariam de ter sido Sargentos, Capitães, Brigadeiros, Generais... e como não conseguiram (na maioria das vezes por completa ausência de méritos físicos ou escolares), fazem do Clube o seu "mini-exército" particular. São exímios praticantes de ordem unida, por exemplo, mas sempre ficam em último lugar no quesito "consagração". Quando isso ocorre, estes líderes nada mais são do que Chefes de Escoteiro com um outro uniforme. Perde-se a visão salvífica e espiritual que deve ser o objetivo primário de todo Clube de Desbravadores ("Salvar do pecado e guiar no serviço").

2. Outra "pedra de tropeço" para o trabalho dos Clubes em nossas igrejas é a incompreensão com que muitos Anciãos, Diáconos, demais líderes... e até pastores, têm para com este importante ministério. São pouquíssimos os adultos que se interessam em estudar um pouco sobre a Psicologia do desenvolvimento das crianças, e como não as entendem, querem que elas se comportem como adultos em miniatura. Nós mesmos, adultos que somos, não nos comportamos como deveríamos.. como, então, cobrar isso dos pequenos?! Resultado: grande parte das crianças que adoravam recitar os versinhos na escola sabatina, crescem, e perdem o interesse pelas coisas "eclesiásticas"... Ensinaram a elas um Deus muito carrasco e incoerente.

Entendo perfeitamente que muitos líderes de igrejas não gostam do Clube porque, no passado, este já teve um diretor frustrado, como o que mencionei acima. Por isso, grande parte da culpa é mesmo nossa, Líderes de Desbravadores, que não soubemos passar para a Igreja a beleza e sublimidade de ideais que nossos pioneiros idealizaram para este ministério com crianças e adolescentes.

"Ensina a criança no caminho em que deve andar..."

Só podemos ensinar uma das 2 opções universais:
- o caminho BOM
- o caminho MAU

Qual desses dois caminhos a sua congregação está ensinando às crianças da comunidade onde vocês estão inseridos?

Se sua igreja (como templo) deixasse de existir hoje, as crianças do seu bairro sentiriam falta dela?

Fiquei conhecendo através do ADVIR, um lindo trabalho idealizado por um irmão Adventista, o Dr. Milton Afonso. Trata-se do EDUCRIANÇA. Clique aqui e conheça mais esta idéia que Deus implantou no coração de um de Seus filhos queridos.

Muitos estão fazendo alguma coisa... faça sua parte você também, e ajude a mudar a vida de uma criança!

"E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. (...) E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe. Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar" - Mateus 18:3-6.

Segunda-feira, Abril 25, 2011

"Volta pra casa"

Certa ocasião, ao participar de um culto na igreja dos Bancários, em João Pessoa/PB (uma congregação de pessoas "de Deus", verdadeiros amigos e amigas para a Eternidade), uma irmã cantou um hino muito tocante, gravado por Fernanda Brum. Vocês devem conhecer.

Eu prefiro ouvir as canções cantadas por músicos Adventistas. Mas não sou "radical" ao ponto de dizer que não há boa música fora do nosso arraial... porque há.

É impressionante como a música tem o poder de nos transportar, de nos elevar espiritualmente (ou de nos deprimir), e nos levar à reflexão de uma forma tão emocionante.

Como vai você, quanto tempo faz
Que eu não te vejo e você nem me diz "Alô"
Está tudo tão vazio, meu coração tão triste
E você no seu mundo, sofrendo sozinho
Não vem desabafar

Volta pra casa, volta pra igreja
Rasga do peito a vergonha e a dor
Cristo te chama, vem sem reservas
Esqueça o passado, Ele apagou

Mas volta pra casa, te empresto o meu ombro
Rasga do peito a vergonha e a dor
Cristo te chama, mesmo ferido
E o amor que cura te faz vencedor

Fiquei imaginando Jesus me chamando de volta, depois das vezes que já errei para com Ele. É muito confortante saber que a Bíblia revela para nós um Deus de amor, bondade e misericórdia. Pena que muitos só consigam ver o Deus das guerras, da ira, do "fogo devorador" e da condenação.

Mas a Bíblia pinta para nós outro quadro:
da galinha ajuntando seus pintinhos; do pai esperando o filho que preferiu abandonar o lar; do marido perdoando a esposa prostituta; do Rei que Se torna servo para resgatar Seus súditos...


A Bíblia revela para mim e para você um Deus que está nos chamando de volta... de volta pra casa... pra Sua casa.

Não sei com relação a você, mas são muitos que precisam ouvir esta mensagem, esta esperançosa mensagem, de que o Senhor nos espera de braços abertos. Não importa o passado, não importam os erros (Ele já os apagou! Aleluia!)... o que importa para Ele é nos ver felizes ao Seu lado, amparados por Seu amor e por Sua justiça salvadora.

Se você está longe da casa do Pai, esta é a hora de voltar...

E Ele te fará um VENCEDOR!

"Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" - Rom. 5:8.

Ellen White praticou plágio?

Como eu costumo dizer, praticamente TODAS as acusações que são feitas contra os Adventistas e suas crenças já foram amplamente respondidas.

Por falta de interesse, má fé ou preconceito cego, alguns preferem ignorar esta realidade e continuar "batendo nas mesmas teclas" de sempre. A Revista Adventista, a Lição da Escola Sabatina, as publicações doutrinárias oficiais, os sites mantidos pela Organização, etc., estão abarrotados de esclarecimentos sobre os diversos pontos controversos da fé Adventista. Só não vê quem não quer...

Um dos já surrados questionamentos que vez ou outra retorna à baila é o que diz que Ellen White usou textos de outros autores para preparar suas obras, o que caracterizaria a prática de PLÁGIO por parte dela.

Até que ponto isto é verdade?

Vejamos o que pode ser facilmente encontrado no site oficial do Centro White aqui do Brasil (está vendo como praticamente TUDO já foi amplamente respondido?!)...

Ellen White frequentemente fazia uso de fontes literárias para comunicar suas mensagens. Na Introdução de um dos seus livros mais populares ela escreveu:

"Em alguns casos em que algum historiador agrupou os fatos de tal modo a proporcionar, em breve, uma visão compreensiva do assunto, ou resumiu convenientemente os pormenores, suas palavras foram citadas textualmente; nalguns outros casos, porém, não se nomeou o autor, visto como as transcrições não são feitas com o propósito de citar aquele escritor como autoridade, mas porque sua declaração provê uma apresentação do assunto, pronta e positiva. Narrando a experiência e perspectivas dos que levam avante a obra da Reforma em nosso próprio tempo, fez-se uso semelhante de suas obras publicadas" (O Grande Conflito, pp. 13 e 14).

O uso de outros autores por Ellen White não era limitado a material histórico ou geográfico, mas incluía outras áreas de conhecimento. As pesquisas verificaram que ela enriquecia seus escritos com expressões colhidas de suas leituras de maneira mais extensa do que se tinha conhecimento, embora o total que foi documentado até o momento é uma pequena porcentagem (menos de 2 por cento) quando comparado com sua produção literária total.

Em 1980 [ou seja, há mais de 30 anos a Igreja já respondia a estas acusações] o Dr. Fred Veltman , naquela época diretor do Departamento de Religião do Pacific Union College, empreendeu uma análise detalhada do uso de fontes literárias por Ellen White em seu livro O Desejado de Todas as Nações , um estudo que levou oito anos para ser completado. As cópias do relatório completo de 2.561 páginas foram distribuídas às bibliotecas das faculdades e universidades adventistas em todo o mundo. O relatório completo, incluindo seu sumário de 100 páginas, também está disponível on-line no website dos Arquivos da Associação Geral. Procure "Life of Christ Research Project" dentro de "Categories" no link http://archives.gc.adventist.org/ast/archives.

Os críticos acusaram Ellen White de plágio porque ela incluiu tais seleções de outros autores em seus escritos. Mas o mero uso da linguagem de outro não constitui roubo literário, como observou o advogado Vincent L. Ramik , especialista em casos envolvendo patente, marca registrada, e direitos autorais. Depois de pesquisar cerca de 1.000 casos sobre direitos autorais na história da justiça americana, Ramik escreveu um parecer legal de 27 páginas no qual ele concluiu que "Ellen White não foi uma plagiarista, e seus trabalhos não constituíram infração de direitos autorais/pirataria". Ramik salienta vários fatores que os críticos dos escritos de Ellen White deixaram de levar em consideração ao acusá-la de roubo ou fraude literária.
1) As citações escolhidas por ela "permaneceram dentro dos limites legais de 'uso legítimo'".
2) "Ellen White usou os escritos de outros; mas da maneira em que ela os usou, ela os tornou singularmente seus" - adaptando as citações a sua própria estrutura literária.
3) Ellen White insistia com seus leitores que adquirissem alguns dos próprios livros dos quais ela fez uso - demonstrando que ela não tentou ocultar o fato de ter usado fontes literárias, e que ela não teve intenção de defraudar ou suplantar as obras de qualquer outro autor.


Ellen White "não copiou por atacado nem indiscriminadamente. O que ela selecionou ou não selecionou, e como alterou o que selecionou" revela que ela usou fontes literárias para "ampliar ou declarar mais energicamente seus próprios temas transcendentes; ela foi mestra, e não escrava, de suas fontes" (Herbert E. Douglas, Mensageira do Senhor, p. 461).

Fonte: Centro White

Mais informações:
- Artigo da Revista Adventista, Junho 1982
- Artigo de William Fagal, Diretor do White Estate na Andrews University


"... Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis" (2Crôn. 20:20).


Para mim, este é o maior argumento em favor do ministério de Ellen White, pois a partir do momento em que passaram a dar "crença" ao seus escritos, a Igreja prosperou assustadoramente, e os que dão ouvidos às divinas orientações também prosperam!

Sábado, Abril 23, 2011

Cultos de Domingo

Completando a postagem sobre os cultos de quarta-feira, quero agora falar sobre os de domingo.

Eu espero que a realidade em sua igreja seja diferente, mas o que tem se tornado uma rotina na Igreja Adventista é que o único culto no qual o templo fica cheio é o do sábado de manhã. Nos outros dias (em especial, na quarta e no domingo) a freqüência é muito menor do que a do sábado.

Por que isso acontece?

O que podemos fazer para que todos os cultos fiquem cheios de adoradores felizes e comprometidos com o Evangelho? Será que estamos falhando em algum ponto, o qual poderíamos melhorar?

Eu quero hoje abordar em especial o culto de domingo, por ser considerado na IASD como um culto "evangelístico", ou seja, voltado à pregação para não-crentes.

Normalmente, a "liturgia" que observo na maioria das nossas igrejas aos domingos é a seguinte:
1. Serviço de cânticos monótono e feito só para "cumprir tabela" (uns 10 minutos)
2. O culto inicia com a entrada do pregador e o anúncio do primeiro hino (uns 5 minutos)
3. É feita uma oração inicial (uns 2 minutos)
4. Se houver alguém para cantar, então há uma música especial (uns 3 minutos)

Veja que já se foram uns 20 minutos (no máximo!)... e ainda restam mais de 40 minutos para completar o tempo normal do culto.

Esse é um tempo muito longo para um sermão evangelístico, se a pessoa não tiver domínio da arte da pregação ou não estiver preparada para apresentar o sermão (alguns, visivelmente, não se prepararam... e outros ainda dizem isso no púlpito...rsrs).

Resultado: os irmãos vão perdendo o interesse em vir ao culto de domingo (e quando vêm, raramente trazem visitantes) porque o culto não lhes preenche as necessidades. Motivos:
- Músicas sem alegria
- Sermão enfadonho e mal elaborado, que não atende às necessidades das pessoas
- Quase nenhuma participação dos adoradores durante o culto

Isso é uma grande pena, porque eu creio que a Igreja Adventista do 7º Dia é uma das melhores em qualidade musical, tem um acervo de conhecimento bíblico inigualável por qualquer outra denominação, apresenta uma mensagem evangélica sem gritarias ou apelos dramáticos e insistentes (como os verificados em outros lugares)... etc.

Então, o problema está exatamente em que não estamos usando este maravilhoso arsenal "litúrgico" em nossos cultos. Eu gostaria de apresentar algumas sugestões para que o culto em sua Igreja se torne uma bênção para os que comparecerem.

Recepção
- Todo mundo gosta de ser bem recebido, e o mesmo vale para a igreja.
- À porta, deve estar um grupo de 3 ou 4 recepcionistas que abracem esta tarefa como um ministério.
- Pessoas sorridentes, amáveis e simpáticas, e que transmitam um sentimento de que o adorador está chegando a um lugar onde ele será sempre bem tratado e valorizado.
- Os bebedouros e banheiros devem estar visíveis e limpos, para que as pessoas vejam o quanto temos respeito pela Casa de nosso Deus.
- Bíblias, coletâneas ou hinários devem estar disponíveis para os visitantes poderem participar ativamente dos momentos do culto.

Música
- Uns 30 minutos antes do culto começar, o grupo do louvor (algumas igrejas chama de "ministério de louvor/adoração") deve iniciar com cânticos e hinos que criem a atmosfera ideal para o ínício da programação.
- A sugestão é que as músicas escolhidas para este momento sigam uma espécie de "gráfico":
a. Músicas solenes e calmas (ponto baixo do gráfico)
b. Músicas alegres e vibrantes (ponto alto do gráfico)
c. Músicas que mantenham o espírito de alegria e animação (o gráfico permanece no alto)
d. Músicas que criem uma atmosfera de entrega e devoção solene (o gráfico desce)
e. Uma música que prepare o espírito para a recepção da mensagem daquela noite
- Se na sua igreja existem instrumentistas, faça uso deles, pois o Play-back é interessante, mas a música acompanhada de instrumentos ao vivo ganha um brilho sem igual.
- Lembre que existem visitas na Igreja, por isso não se deve pensar que todos já conhecem a letra das músicas. Prepare coletâneas ou transparências para que ninguém fique sem participar por não conhecer o que está sendo cantado.
- A música que produz efeito duradouro no adorador é a congregacional, ou seja, os louvores apresentados por solistas ou grupos não devem tomar mais do que uma pequena parte do momento do louvor. Os adoradores precisam cantar, sentir a música, e participarem ativamente da adoração... não apenas como "ouvintes", mas como "cantores" também.
- As pessoas que estiverem dirigindo os louvores devem ser entusiasmados e motivarem a congregação a cantar com o coração e com o entendimento.

"A música é um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais. [Através dela] as tentações perdem o seu poder, a vida assume novo sentido e propósito, e o ânimo e a alegria se comunicam a outras pessoas" - Ellen White, Educação, pág. 167.

Pregação
- A pregação que produz efeito é aquela que o Espírito de Deus inspirou o pregador a trazer.
- Por isso, temas "sociológicos", "psicológicos" ou "filosóficos" não devem ocupar o lugar da pregação poderosa da Palavra de Deus.
- Muitos pregadores são "eloqüentes", ou seja, "pregam bem", mas sua pregação não tem conteúdo fundado nas Escrituras. São teologicamente vazios! Alguns se limitam a "pescar" textos bíblicos isolados, e fazem uma verdadeira "colcha de retalhos" unicamente para dar "apoio" ao tema que está sendo pregado. Já vi pregadores usarem textos bíblicos que não tinham nada a ver com o que estava sendo pregado. Isto é uma tremenda falta de respeito para com o Espírito de Deus!
- Os sermões devem atingir a necessidade da alma, o desejo anelante de cada adorador ali presente. Pregar sobre os 7/8 reis de Apocalipse 17 pode ser interessante, mas será que vai preencher o vazio de alma que todos nós temos? Tentar descobrir quem são os 144.000 pode trazer a admiração de alguns para com o pregador, mas estará este tema cumprindo o papel de salvar almas do pecado?
- Você que é pregador deve lembrar que o sermão de domingo deve ser feito especialmente para atingir os não-crentes, ou seja, a temática deve ser puramente evangelística: salvação, perdão, justificação, volta de Jesus, milagres de Cristo, etc.
- Pregue de forma simples, sem palavras "decoradas do dicionário". Apresente o sermão de tal forma que tanto o Doutor quanto aquele irmão semi-analfabeto entendam e aproveitem o seu sermão.
- Não é hora de criticar a roupa das irmãs, ou a irreverência das crianças, ou a falta de espírito missionário dos jovens, etc. Pregue sobre Jesus e Seu amor... e vidas serão transformadas!
- Todo sermão deve encerrar com um APELO concreto. Um pregador que encerra seu sermão com chavões ("que o Senhor abençoe você... amém!") e não dá oportunidade para que as pessoas expressem sua entrega a Cristo (levantar de mãos, ficar em pé, ajoelhar para orar, ir à frente, etc.) perdeu grande oportunidade de impressionar os corações com o Espírito Santo de Deus. Um sermão assim não merece mais do que uma nota 3 ou 4 (numa escala de 0 a 10).

"Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado... A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus" (1Cor. 2:2-5).

"Há muitos no mundo e na Igreja que inconscientemente anseiam pela mensagem: ‘Os teus pecados estão perdoados’. Portanto, em cada sermão, o pregador precisa proclamar a justificação" - LaRondelle, O que é salvação?, p. 78.

Depois do culto
- Dizem os estudiosos que se todos vão embora nos 10 primeiros minutos após o culto, é porque a igreja está carente de relacionamentos sociais entre seus membros.
- Na saída é o momento de fazer amizade com os visitantes; convidá-los para a reunião do Pequeno Grupo; para retornarem no próximo sábado; para iniciarem uma série de estudos bíblicos; etc.
- Será interessante ter um pequeno lanche (chás, sucos, biscoitos, bolo, etc.) ao final de algum domingo especial (o primeiro ou último do mês, por exemplo), pois estas ocasiões criam uma atmosfera propícia para estreitar os relacionamentos entre os membros da igreja, e faz com que todos se sintam parte de uma grande família.

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Nossos cultos de domingo têm tudo para serem os mais freqüentados da semana (especialmente por visitantes), pois poucos estarão trabalhando ou estudando no domingo à noite.

Se isto não está ocorrendo, é porque não estão sendo oferecidas condições para que os adoradores sintam-se motivados a irem à igreja.

Aquela história de que "quem não vai é porque não quer ir, ou não está convertido ainda" é uma desculpa típica de pessoas de espírito pobre, que não querem admitir que não estão fazendo o melhor para Deus e para Sua Obra de salvação.

"Deus move uma montanha, quando o homem não tem forças para fazê-lo;
Mas não move uma palha, quando o homem tem forças para fazê-lo".

Pense nisso!

Sexta-feira, Abril 22, 2011

Cultos de Quarta-feira



NOTA DE FALECIMENTO:
"Lamentamos informar que o nosso querido companheiro, o Culto de Quarta-feira, não resistiu, e morreu!".

Não deixe que isso ocorra em sua Igreja local!

Semanalmente nós temos uma grande oportunidade para fortalecermos nossa fé, através das orações, louvores, testemunhos, estudo da Palavra de Deus, etc.

Esta oportunidade chama-se "Culto de Oração", ou o Culto da Quarta-feira, na maioria das congregações Adventistas do 7º Dia.

Praticamente as mesmas reclamações ouvidas contra os Cultos de Domingo são repetidas pelos que não frequentam assiduamente os Cultos de Oração, acrescentando-se alguns pontos mais peculiares:
- Os pregadores menos experientes são escalados para as Quartas-feiras.
- O Culto é mais de "lamúria" e "choradeira" do que de louvor e ações de graça.
- Expressões do tipo ("Hoje estamos em um pequeno número...") valorizam mais os que faltaram do que os que tiveram interesse em vir ao Culto.
- Não há variedade na liturgia, sendo feita sempre da mesma maneira fria e monótona a cada semana.
- etc.

Os Cultos de Quarta-feira podem e devem ser muito participativos e revigorantes. Pela sua localização estratégica (no meio da semana de trabalho e estudos), este Culto tem uma grande chance de ser o "oásis" em meio ao deserto de dificuldades que todos nós enfrentamos no dia-a-dia.

Assim como fiz para o Culto de Domingo, quero apresentar algumas sugestões para uma melhor qualidade dos Cultos de Oração (com relação à música, vale o mesmo que falei para o de Domingo)...

Pregação
- Selecione os melhores pregadores para pregarem também nas Quartas-feiras. Porém, devo relembrar que "pregar bem e com poder" não é o mesmo que "pregar com eloquência", pois alguns são excelentes "oradores", mas são péssimos "pregadores da Palavra", ou seja, não apresentam um sermão que nutra espiritual e psicologicamente a carência da grande maioria dos membros de nossas congregações Adventistas.
- A temática deve girar em torno do crescimento na vida espiritual: fé, milagres, vitória, comunhão com Deus, perseverança na oração, obra do Espírito Santo, etc.
- O sermão deve ser curto (em torno de 20 minutos), para que mais tempo seja dado para os momentos de participação da congregação (pedidos, agradecimentos e testemunhos).
- Os irmãos devem sair do templo com a sensação de que estão com forças renovadas para enfrentarem mais 2 dias de "luta", e chegarem firmes até o próximo Sábado (ponto alto da comunhão semanal).

Testemunhos
- Deus opera grandes maravilhas na vida de todos nós, mas dificilmente ouvimos sobre elas nos nossos Cultos de Oração.
- A cada semana, alguns podem ser pré-selecionados para trazerem um relato de alguma poderosa atuação do Senhor em suas vidas: vitória sobre a guarda do sábado; milagre contra uma doença; etc.
- Alguns também poderão contar como se deu sua conversão. É uma grande maneira de conhecermos um pouco mais da história de vida de nossos irmãos e irmãs em Cristo.
- Uma vez por mês, faça um Culto apenas de testemunhos, procurando até mesmo trazer alguém de fora, que tenha uma grande vitória de vida para compartilhar com a Igreja.

Momentos dos pedidos e agradecimentos
- Este é um ponto crítico do Culto de quarta-feira, pois se não for bem feito (o que normalmente acontece), torna-se um grande "muro de lamentações".
- Divida este período em 2 momentos: O primeiro somente para agradecimentos, e o segundo, para os pedidos. Intercale cada um com orações fervorosas.
- Os momentos de oração devem ser diversificados a cada semana. Algumas sugestões:
a) Em duplas ou trios
b) Em grupos de 4 ou 5
c) Através de grupos de orações específicas (pelos jovens, pelas famílias, pelos estudos bíblicos, pelos líderes, pelos doentes, etc.).
- Uma pessoa pode ficar encarregada de anotar cada pedido feito, e depois colocar em um mural para serem conhecidos por todos aqueles que não puderam vir ao Culto. No sábado de manhã, os pedidos do mural são divididos entre os membros das Unidades, para que todos orem mais uma vez em favor das necessidades ali apresentadas.
- Durante as semanas de oração, o culto de cada noite pode ser feito de forma diferente, para que todos tenham oportunidade de se expressar, e a programação não caia na rotina na metade da semana.
- Se os visitantes desejarem, deixem que eles também apresentem seus pedidos e agradecimentos diante da Igreja. Lembre que em outras denominações, absurdamente, os visitantes não podem nem entrar nos cultos de oração (até a porta fica fechada!).

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Junte-se com a liderança de sua Igreja local, e vejam como cada um pode contribuir para "ressuscitar" o Culto de Quarta-feira.

Deus será tremendamente honrado!

Quarta-feira, Abril 20, 2011

Qual o "Dia do Senhor" de Apoc. 1:10?

Existe um verso bíblico que os advogados do domingo gostam muito de citar:

Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta...” (Apoc. 1:10).

Algumas traduções bíblicas trocam a expressão “dia do Senhor” por “domingo”, fazendo com que muitas pessoas se confundam, acreditando que o primeiro dia da semana já era considerado como “santo” por ocasião da redação do livro do Apocalipse, ou seja, antes do fim do primeiro século da Era Cristã.

Mas isso é um tremendo engano (pois as evidências histórias e arqueológicas já demonstraram que o sábado só foi substituído pelo domingo vários séculos depois, por ocasião da corrupção teológica introduzida por Roma)... engano este, ocasionado por falta de atenção ao texto original grego... ou mesmo por escancarada má fé por parte dos editores de tais traduções e/ou versões das Escrituras para a nossa língua. Prefiro, ainda, acreditar na primeira opção.

Apoc. 1:10

A expressão “dia do Senhor”, conforme aparece no original grego do Apocalipse, se escreve da seguinte forma: KURIAKE HEMERA. É curioso notar que esta expressão aparece apenas uma vez em todo o Novo Testamento, e isso acontece exatamente em Apoc. 1:10.

KURIAKE (vem de KIRIOS ou KURIOS) significa “do Senhor”
HEMERA significa “dia”

A palavra “domingo” não aparece em NENHUM MOMENTO do verso em seu original grego. Ou melhor, EM NENHUM LUGAR DA BÍBLIA esta palavra aparece.
Interessante, não?!
Por que será?!

Então, por que traduzir o verso 10 do cap. 1 de Apocalipse, colocando-se a palavra “domingo” como correspondente de KURIAKE HEMERA?

Com a palavra, os apologetas do domingo...

O “Dia do Senhor” na Bíblia

Como não poderia deixar de ser, aproveito para informar aos meus caros amigos do blog (especialmente aos que não possuem conhecimentos aprofundados das línguas bíblicas), uma curiosidade deveras “curiosa” (rsrs).

A expressão “Dia do Senhor”, conforme lemos em Apoc. 1:10, aparece 27 vezes em toda a Bíblia (utilizando-se a Almeida Revista e Atualizada, minha preferida em nossa língua), distribuídas em 25 versos.

Com exceção de 2 versos apenas, em TODOS os demais a expressão “Dia do Senhor” está relacionada com o “Dia” do ajuste de contas, do juízo final, do julgamento, a volta de Jesus, etc., no qual o nosso Deus executará Sua justiça de forma cabal e definitiva. Confira você mesmo:
Isa. 2:12
Isa. 13:6
Isa. 13:9
Jer. 46:10
Ezeq. 13:5
Ezeq. 30:3
Joel 1:15
Joel 2:1
Joel 2:11
Joel 2:31
Joel 3:14
Am. 5:18
Am. 5:20
Obad. 1:15
Zac. 1:7
Zac. 1:14
Zac. 14:1
Mal. 4:5
Atos 2:20
1Cor. 5:5
1Tess. 5:2
2Tess. 2:2
2Ped. 3:10

As duas “exceções”

Como eu disse, de todas as vezes em que a expressão “Dia do Senhor” aparece na Bíblia em nossa língua, em apenas 2 versos ela não está relacionada com o “Dia” do ajuste de contas futuro, ou seja, com o “Dia do juízo de Deus”.

E quais são essas duas exceções?

Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs...” (Isa. 58:13).

Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta...” (Apoc. 1:10).

Percebeu a “coincidência”?!
De todas as vezes em que o “Dia do Senhor” é mencionado na Bíblia, as únicas ocasiões em que a expressão tem um significado diferente da esmagadora maioria é quando ela aparece relacionada com o Sábado do sétimo dia, chamado de “Dia do Senhor” por ninguém mais ninguém menos do que ELE MESMO.

Portanto...

Ou João estava se referindo, em Apoc. 1:10, ao Dia do juízo de Deus (como alguns defendem, apesar de tal interpretação ser insustentável pela exegese do capítulo), dizendo que recebeu a revelação neste dia... ou ele estava se referindo ao Sábado do sétimo dia, em uma alusão direta à citação do próprio Deus como foi registrada em Isa. 58:13.
Por razões óbvias (rsrs), eu acredito na segunda opção.

Mas, mesmo que eu esteja enganado, de uma coisa posso ter PLENA CERTEZA: João, definitivamente, não estava se referindo ao primeiro dia da semana (domingo) quando escreveu a passagem registrada em Apoc. 1:10.

“... então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do SENHOR o disse” (Isa. 58:14).

Oh, glória!
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