Terça-feira, Maio 31, 2011

Quem São os Verdadeiros "Ateus"?

Há alguns meses lí 2 livros sobre o ateísmo:

1. "O Delírio de Dawkins - uma resposta ao fundamentalismo ateísta de Richard Dawkins", de Alister McGrath e Joanna McGrath (editora Mundo Cristão, 2007).

2. "Um Ateu Garante: Deus Existe - as provas incontestáveis de um filósofo que não acreditava em nada", de Antony Flew (editora Ediouro, 2008).

Este segundo é o que mais gostei, pois o Dr. Flew (cujo pai era pastor na Inglaterra) faz uma abordagem extremamente sólida sobre o que o levou a mudar de opinião, depois de várias décadas sem acreditar na existência de Deus.

Algumas declarações que mais me chamaram a atenção:

"[Na pré-adolescência] nunca li nada de literatura religiosa com o mesmo entusiasmo com que lia livros sobre política, história, ciências ou quase todos os outros assuntos. Ir à capela ou à igreja, recitar orações e praticar outros atos religiosos eram, para mim, quase apenas deveres cansativos. Nunca senti o mais leve desejo de me comunicar com Deus" - pág. 30.

"Uma das razões para minha conversão ao ateísmo foi o problema do mal. (...) Tais experiências [relacionadas ao anti-semitismo e nazismo] desenharam o cenário de minha juventude, e, para mim, assim como para muitos outros, apresentaram um desafio inevitável a respeito da existência de um todo-poderoso Deus de amor" - pág. 32-33.

"À época em que chegei [ao último ano do Ensino Médio] eu discutia com colegas mais adiantados, argumentando que a idéia de um Deus onipotente, e ao mesmo tempo perfeitamente bom, era incompatível com o mal e as imperfeições do mundo" - pág. 34.

Observe que as declarações que o Dr. Flew faz sobre sua progressiva aproximação do ateísmo demonstram a experiência de alguém que, a princípio, acreditava em Deus, mas que foi levado à descrença por culpa do próprio sistema religioso ao qual ele estava envolvido. Uma religião fria e formal, sem uma experiência pessoal e verdadeira com a Pessoa da Salvação - Jesus - foi determinante para transformar este filho de pastor em um dos mais eloqüentes defensores do ateísmo nas últimas décadas.

Com isso aprendemos o quanto é importante que a nossa forma de adoração a Deus, e a nossa "fé prática" (como vivemos a religião no dia-a-dia), sejam uma expressão verdadeira dos princípios do Cristianismo que professamos seguir: amor a Deus sobre todas as coisas, e ao nosso próximo, como a nós mesmos.

Em seu livro, o Dr. Flew ainda cita uma pesquisa realizada pelo Barna Group (um dos mais importantes institutos de estatísticas sobre o Cristianismo no mundo), a qual aponta que "aquilo que acreditamos quando temos 13 anos de idade, será no que acreditaremos ao morrer" (pág. 31).

Aproveito para fazer algumas perguntas:
"Em quê crêem os juvenis e adolescentes de sua igreja?"
"Eles têm uma experiência viva e pessoal com o Senhor Jesus Cristo?"
"Ou sua 'religião' não tem passado de mero formalismo?"

Talvez seja esta a razão de vermos tantos adolescentes abandonando a Igreja, mesmo aqueles que "nasceram" no Evangelho.

A "Conversão" do Ateu

Após tanto tempo de sua vida negando a existência de Deus, e defendendo as bases filosóficas do ateísmo, este "filho pródigo" retorna ao lar, e vive hoje a experiência de seus dias na "Casa do Pai".

Veja como ele encerra seu livro:
"Volto a dizer que minha jornada para a descoberta do Divino tem sido, até aqui, uma peregrinação da razão. Segui o argumento até onde ele me levou, e ele me levou a aceitar a existência de um Ser auto-existente, imutável, imaterial, onipotente e onisciente" (pág. 144).

Quem são, afinal, os verdadeiros ateus?

Lendo histórias como a de Antony Flew, e muitos outros que se auto-denominam de "ateus", eu só reforço a minha crença de que não existe um ser humano que seja 100% ateu, pois em algum momento de suas vidas (mesmo que no último suspiro), todos se voltam para este Ser que Criou todas as coisas, inclusive a nós mesmos, e colocou na alma humana este "vazio" que somente Ele consegue preencher.

Para mim, os VERDADEIROS "ateus" encontram-se entre os que professam alguma fé cristã, mas não vivem à altura dessa fé.

Isso mesmo...

Eu considero muito mais "ateu", um Adventista que trata seu "irmão" com arrogância e desprezo; ou que oprime algum subordinado (quando investido em algum cargo de liderança eclesiástica); ou ainda aquele "crente" que não pensa duas vezes antes de passar a perna em um colega de trabalho, se o resultado disso for ganhar alguma promoção.

Eu considero muito mais "ateu", aquele membro de Igreja que sai do templo no sábado pela manhã e já vai para casa criticando o que considerou errado na Escola Sabatina ou no Culto, e destas mesmas críticas faz o "prato principal" do almoço de sábado com sua família.

Eu penso que é muito mais "ateu", o líder de Igreja que posa de consagrado e zeloso diante da congregação, mas em casa é um terror para a esposa e/ou filhos.

Ateu, na minha opinião, é o pastor presidente de Campo que persegue um obreiro (especialmente um "colega" de ministério), pelo fato deste não concordar com suas determinações político-administrativas.

Eu considero muito mais "ateu", o pastor que olha para as ovelhas apenas com o objetivo de que elas dêem lã e multipliquem o rebanho, mas que não se preocupam em visitá-las para saber como elas estão enfrentando a jornada rumo ao Céu.

Eu penso que "ateu" mesmo é aquele jovem que passa horas e horas na Internet vendo pornografias, mas se irrita em passar alguns minutos a mais no templo quando o pregador se prolonga no sermão.

Eu considero que "ateu" de verdade é o "crente" que se diz temperante e defensor da reforma de saúde, mas que não se ressente em deixar que a inveja, a avareza, o orgulho ou o egoísmo corroam seu coração.

Em alguns desse casos, eu me arriscaria a dizer que até mesmo o pecado imperdoável está sendo praticado, uma vez que tais pessoas, em sua hipocrisia, não permitem mais que o Espírito Santo lhes promova o arrependimento.
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Se nós vivemos uma vida tão contraditória em relação à nossa fé, é porque, NA VERDADE, não cremos que Deus exista, e que Ele olhe para nós, e nos observe a todo instante.

ATEU, mesmo, é aquele que diz que é CRENTE, mas vive como se não crêsse.

"Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta. (...) Mostra-me esta tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé" - Tiago 2:17-18.

Por onde andam os dissidentes?

Uma das declarações mais sábias da Bíblia, na minha opinião, foi dita por uma pessoa da qual não se fala muito a respeito:

"Israelitas, atentai bem no que ides fazer a estes homens. Porque, antes destes dias, se levantou Teudas, insinuando ser ele alguma coisa, ao qual se agregaram cerca de quatrocentos homens; mas ele foi morto, e todos quantos lhe prestavam obediência se dispersaram e deram em nada. Depois desse, levantou-se Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e levou muitos consigo; também este pereceu, e todos quantos lhe obedeciam foram dispersos. Agora, vos digo: dai de mão a estes homens, deixai-os; porque, se este conselho ou esta obra vem de homens, perecerá; mas, se é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus. E concordaram com ele" (Atos 5:35-39).

Gamaliel foi um dos homens mais especiais de seus dias. Sábio, equilibrado, coerente e, acima de tudo, um ótimo professor para os jovens judeus. Paulo foi um de seus melhores discípulos (cf. Atos 22:3).

Sempre que me deparo com alguém influenciado pelos movimentos pseudo-reformatórios ou dissidentes entre os Adventistas, as palavras de Gamaliel me vêm à mente. O que o rabino estava querendo dizer é que o TEMPO é a melhor das testemunhas para dizer se o "fruto" do nosso trabalho foi ou não inspirado por Deus. Somente com o passar dos anos é que sabemos se algum movimento com pretensões de ser uma "nova luz", com uma interpretação "nova" para alguma doutrina ou princípio de fé, é que foi de fato proveniente de um coração sincero e zeloso, ou não era apenas fruto de um coração amargurado, rancoroso, mal-intencionado.

Um dia desses eu estava conversando exatamente com um desses "meninos" facilmente agitados pelos "ventos" (cf. Efés. 4:14) que sopram por ai, e me deparei com a mesma situação a qual tenho sido testemunha durante os últimos 16 anos da minha vida: pessoas que se "encantam" por uma pregação carismática de algum líder "inspirado" (hoje a Internet tem sido o melhor púlpito para estas pessoas), e que se julga acima de tudo e de todos em matéria de interpretação doutrinária, deixando-se levar pelas críticas à Organização Adventista, e acaba abandonando suas fileiras para ingressar em algum "movimento mais santo", mais "puro", nascido com a pretensão de ser a 8ª Igreja de Apocalipse.

Ao conversar com aquele jovem, perguntei a ele por onde andavam outros antigos companheiros, que com o mesmo sentimento de amargura também haviam abandonado o Adventismo para acompanharem a pregação de um destes "iluminados" de plantão. Verificamos que inúmeros hoje estão "no mundo", longe da fé evangélica, longe de Deus, com suas vidas totalmente atrapalhadas. Lembramos de antigos "líderes" destes movimentos dissidentes que, depois que se despiram da capa de santidade que procuravam vestir, afundaram no lamaçal da apostasia. Casamentos desfeitos (inclusive com acusação de traição), filhos desviados, famílias inteiras que saíram do Caminho de Jesus e hoje vivem sem fé e sem esperança neste mundo fadado à destruição. Que fruto, hein?!

Por onde andam os dissidentes?!

Muitos, se abrissem seus ouvidos à voz do Espírito Santo (algo impossível, uma vez que alguns já nem crêem mais nEle), ouviriam o mesmo que Elias, o bravo e destemido profeta, teve que ouvir do Senhor: "Que fazes aqui?".

Antes de escrever a postagem de hoje, resolvi fazer uma pesquisa na internet para encontrar fotos de pessoas que saíram da IASD para engrossarem o coro dos dissidentes. Encontrei, por exemplo, relatos de pessoas que participaram do primeiro congresso dos "leigos", ocorrido em 2001, e fiquei me perguntando: por onde andam estas pessoas? Estão vivendo na fé que salva? Estão ainda com a mesma esperança de salvação pela graça em Cristo Jesus? E seus filhos, suas esposas, seus maridos... onde estão agora?

Espero, do fundo do coração, que estes ainda estejam firmes no Evangelho, apesar de preferirem o caminho da crítica e da dissidência. Pois, na esmagadora maioria dos casos, o resultado tem sido apostasia, frustração, sensação de ter sido enganado, remorso, vergonha.

Quantas daquelas pessoas que abandonaram Jesus quando pensavam que Ele não estava ensinando a "verdade" que elas acreditavam ser a correta, retornaram para Ele? (cf. João 6:66).

Quantos destes "dissidentes" Jesus viu de volta, antes de fechar Seus olhos na Cruz do Calvário?

Espero que muitos!
Todos!

"E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou" (Lucas 15:20).

Segunda-feira, Maio 30, 2011

Idolatria dos líderes nas igrejas neo-pentecostais

Um dia desses eu estava conversando com alguns amigos, e surgiu um comentário bem interessante sobre o comportamento de alguns líderes pentecostais aqui do Brasil.

Existem 3 grandes denominações que se enquadram no segmentos chamado de "neo-pentecostalismo", o qual engloba estas igrejas surgidas após a década de 1970 e que dão demasiado valor à prosperidade material (Teologia da Prosperidade) e à expulsão de espíritos malígnos, considerados os causadores de todas as mazelas da humanidade.

É curioso observar que estas 3 igrejas têm os nomes quase que idênticos, utilizando-se apenas de sinônimos:

Igreja Universal do Reino de Deus
Igreja Internacional da Graça de Deus
Igreja Mundial do Poder de Deus

UNIVERSAL = INTERNACIONAL = MUNDIAL
REINO = GRAÇA = PODER

Talvez seja porque as 2 últimas são frutos de dissidências entre líderes da primeira...

Mas o comentário que surgiu no diálogo que mencionei acima foi referente à maneira como os pastores e "bispos" procuram "imitar" os trejeitos, modo de falar, de pregar, etc., dos líderes maiores de tais denominações, chegando até a criar alguns "modismos" no vestuário.

Em uma das igrejas, o dirigente máximo tem o hábito de falar de forma "esganiçada", "rouca", com um sotaque bastante "carregado" no "carioquês". Os seus "pastores auxilares" e "bispos" fazem o mesmo. É impressionante! Até os que nasceram e moram no Nordeste procuram imitiar o sotaque e a maneira de falar do seu "chefe"...rsrs

Outro detalhe lembrado sobre este "bispo" é o fato de que ele prega com as mãos arqueadas e os dedos rígidos e estendidos (como se estivesse segurando uma bola de Handball). Não dá outra: os pastores fazem o mesmo... é só observar na TV.

Em outra denominação, o líder (que prefere não se intitular como "pastor" ou "bispo") tem uma maneira de falar bastante própria, com uma dicção bem peculiar. O seu substituto imediato age da mesma forma, imitando também a entonação e o estilo de oratória do líder maior.

Outro fato curioso com a maneira de imitar seus líderes, é o que acontece na mais nova das 3 denominações acima mencionadas. O "apóstolo" (que se auto-proclamou assim) é idolatrado pelo povo, que "esfrega" (literalmente) lenços, carteiras de trabalho, gravatas, etc., neste ministro, para que a bênção dele "grude" no objeto utilizado.

Fico imaginando este tipo de cena, e comparo com a maneira humilde, simples e discreta com que Jesus e Seus apóstolos (verdadeiros) pregavam ao povo. E olha que era tudo DE GRAÇA, pois Jesus não exigia pagamento algum para que a pessoa recebesse a bênção.

De tudo isso, resta uma constatação:
O povo é muito idolátrico (resquício do romanismo?) e fácil de ser enganado por qualquer "vento de doutrina" que lhe prometa riquezas, mansões, empresas... e com o mínimo de abstinência e renúncia pessoal.

Graça x Libertinagem

Vejam que texto fabuloso:

"Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo" (Judas 4).

Comentando a expressão "transformam em libertinagem a graça do nosso Deus", a Bíblia de Estudo de Genebra (de orientação Presbiteriana), diz o seguinte:

"Os oponentes de Judas eram culpados de antinomismo - a convicção de que os cristãos não têm obrigação alguma de seguir a lei moral como regra de vida. Tal ensino foi um problema permanente na Igreja Primitiva (Rm 3:8; 6:15; 1Co 6:12-15; Gl 5:13), especialmente onde a ênfase de Paulo sobre a justificação pela graça mediante a fé era mal entendida e pervertida" (pág. 1521).

Segundo o comentarista, havia uma classe de pessoas, NA IGREJA, que defendiam que a Lei de Deus havia passado, e que os novos crentes não mais deveriam se submeter às suas reivindicações. Qual foi a resposta de Judas para isso?

Estas pessoas transformaram a GRAÇA em LIBERTINAGEM (tradução do termo grego ASELGEIA).

É curioso observarmos que este fato tão atual já fazia parte das "disputas teológicas" ainda na época dos primeiros cristãos. Assim como hoje, no primeiro século também existiam os pseudo-crentes que tentavam justificar um modo de vida desobediente à Lei de Deus, com o argumento furado de que a graça cobria qualquer violação dos Mandamentos.

Como líder da Igreja, Judas se deparou com os mesmos problemas que os que desejam ser fiéis a Deus na guarda da Lei Moral (os 10 Mandamentos - cf. Êxo. 20:3-17) se defrontam hoje, quase 2000 anos depois. Nada mudou!

Como Adventistas do 7º Dia, frequentemente somos bombardeados com a mesma heresia da época dos apóstolos, a qual a teologia chama de ANTINOMIA, ou seja, a declaração absurda de que a Lei passou, e que agora, por vivermos no tempo da graça, não precisamos mais nos submeter à obediência a qualquer mandamento. A mesma indignação que Judas sentiu nós também sentimos!

Esta "graça barata" ou "libertinagem", nas palavras do escritor inspirado, não tem nada que ver com o ensino da Graça que Paulo demonstrou tão magistralmente. Assim como naquela época, muitos hoje também confundem os escritos de Paulo e ensinam coisas que o apóstolo jamais intentou ensinar (cf. 2Ped. 3:14-16).

É mesmo uma pena que tanta gente, até sincera, se deixe levar por heresias como estas, que ensinam que a Lei passou! Mas, no fundo, nós sabemos quem está por trás de tudo: o inimigo de Deus. Desde o princípio de tudo que ele tenta subverter a verdade com mentiras mascaradas. Por exemplo:

Deus disse: "se comer morre";
O diabo disse: "não morrerás"... e o povo continua crendo na mentira até hoje (inferno eterno, reencarnação, alma penada, purgatório, etc.).

Deus disse: "Lembra-te do sábado";
O diabo disse: "Guardarás domingos"... e o povo continua crendo na mentira até hoje (em muitos lugares, o sábado é o dia da faxina nas igrejas... que absurdo!).

Deus disse: "Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos";
O diabo disse: "A lei passou"... e o povo continua crendo na mentira até hoje.

Portanto, caros amigos, esta heresia ensinada nos púlpitos de muitas igrejas que professam ser cristãs, não é nova... não começou no Movimento Pentecostal do séc. XIX, nem no neo-Pentecostal do séc. XX, e nem mesmo na Reforma Protestante do séc. XVI. Esta heresia que ensina que a Lei passou é tão antiga quanto a própria Igreja, pois o diabo sempre procurou obscurecer o entendimento e desviar a atenção dos menos avisados e dos que preferem viver na "libertinagem" de uma "graça barata".

Sigamos firmes na fé, pois temos a certeza de que o Senhor guia Seu povo no meio das trevas, e o conduz para Sua maravilhosa luz (cf. Apoc. 14:12; 12:17; João 8:32).

O diabo está irado, mas a Lei de Deus é eterna e nos acompanhará para sempre!

"Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade" (1Jo 2:4).

Que declaração forte, não acha!?

Domingo, Maio 29, 2011

Arautos do Rei: Eu Te Erguerei.

Declaração para Estudantes Adventistas

Depois da postagem que coloquei sobre o Projeto de Lei que está sendo aprovado na Câmara dos Deputados, e que beneficiará os estudantes Adventistas, alguns me solicitaram um modelo de declaração para ser levado à direção das escolas.

Todos os pastores já possuem este tipo de documento, mas, a título de contribuição, vou deixar aqui um modelo que eu considero muito apropriado, pois algumas declarações antigas, que são apresentadas por alguns estudantes, citam resoluções ainda da época da Ditadura Militar, que não têm valor legal e nem estão mais em vigor.

local, xx de xxxx de 2011.

Ilma. Profª. FULANA DE TAL
MD. Diretora do Curso de História - Universidade Potiguar
Nesta


Vimos através da presente correspondência informar a V.Sª que o aluno JOSEPH BATES, matriculado no 1° Ano do Curso de História desta egrégia instituição de ensino, é membro regular da Igreja Adventista do 7º Dia, tendo como princípio de fé a abstenção de realizar atividades que não sejam de cunho estritamente religioso no período compreendido entre o pôr-do-sol da sexta-feira e o pôr-do-sol do sábado, conforme a orientação bíblica (encontrada em Êxodo 20:8-11; Ezequiel 20:12 e 20; Lucas 4:16, Atos 16:11-15; e 18:1-4; Apocalipse 12:17 e 14:12; e diversas outras passagens do Livro Sagrado para nós, cristãos). Em virtude disso, solicitamos a V.Sª que se digne dispensar o aluno supracitado de atividades escolares no período sabático, podendo todavia determiná-las em horários alternativos.

Estamos certos de que é do conhecimento de V.Sª de que o nosso País reconhece amplamente a liberdade de crença religiosa, conforme amparo em nossa Constituição Federal, art. 5º, incisos VI, VII, VIII, LXIX; art. 23, inciso V; art. 206, inciso I; art. 208, inciso V; combinados com as Leis nº 1533/51 e nº 4348/64. A Lei Federal nº 9455/97 (que prevê inclusive pena para aqueles que usarem de coerção à liberdade de expressão religiosa contra algum cidadão brasileiro), bem como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, no seu 18º artigo; e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (ambas integrantes da Legislação Brasileira, consoante Decreto nº 678/92, e CF, art. 5º, § 2º), no seu artigo 12º, também garantem ampla liberdade de expressão e fé religiosa a todo cidadão brasileiro. Há, ainda, a recente aprovação pela CCJ da Câmara dos Deputados do Projeto de Lei 2.171/03, que regulamentará o direito dos alunos Adventistas. Alguns Estados da Federação, a exemplos recentes do Amazonas, São Paulo e Rio Grande do Sul, também já criaram instrumentos legais de proteção àqueles que separam o dia de sábado para adoração a Deus.


Diante do exposto, estamos certos de que V.Sª, como integrante do sistema educacional brasileiro e, portanto, com especial interesse na defesa do que é correto e legal, deixando assim um valoroso exemplo pedagógico de tolerância e respeito às minorias pacíficas e honradas, como é o caso dos Adventistas, deferirá satisfatoriamente nosso pedido, não permitindo que o aluno seja injustamente prejudicado em seu rendimento e desempenho acadêmico, em face de sua fé religiosa, o que seria um atentado aos seus direitos como pessoa e cidadão.


Sem mais, colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários para a presente solicitação.


Cordialmente,


_________________
Tiago White
Bacharel em Teologia
Pastor Distrital

Sexta-feira, Maio 27, 2011

Fernando Iglesias Jesus Chamar

Chip MONDEX

Frequentemente recebo e-mails que falam de um tema que tem sido amplamente divulgado pela Internet - o CHIP MONDEX.

Trata-se, segundo os relatos, de um sistema novo de controle humano, o qual se constitui em um CHIP a ser implantado sob a pele das pessoas, e que substituirá os atuais documentos, além de poder rastrear a localização de qualquer ser humano na face da terra.

Porém, o que tem causado mais "apreensão" por parte de alguns evangélicos (e Adventistas, em especial), é o fato de o tal CHIP só poder ser implantado em 2 locais do corpo humano: na testa ou na mão direita (entendeu o porquê da apreensão?). A alegação é de que as pesquisas científicas comprovaram que apenas nestes 2 pontos do corpo é que a implantação do artefato seria eficaz.

Certa vez, um irmão me escreveu muito curioso para saber se este chip não seria a "marca da besta", uma vez que "cumpre" direitinho as características descritas em Apocalipse. Será?!

Eu já tenho conhecimento deste material "publicitário" há uns 8 anos. Desde aquela época eles já diziam que o tal chip seria uma realidade mundial em pouco tempo (1 a 2 anos)... e até hoje nada!

Sabe qual o motivo?

Porque tudo isso me parece ser uma grande fantasia.

Parece não passar de uma montagem que alguns fizeram utilizando-se de versos bíblicos isolados para tentarem apresentar uma "novidade"... algo que pudesse ser original e chamar a atenção. Infelizmente muitos caem nessa conversa mole, e até de púlpito eu já soube de pessoas pregando estas tolices.

A Bíblia é muito clara em dizer que a marca da besta não será algo "físico", "material", mas sim o resultado de uma aceitação consciente da observância do dia que Roma colocou no lugar do Dia do Senhor.

Eu acredito que esta história toda de MONDEX partiu de alguma seita fanática americana (ou talvez até brasileira), que existem aos montes por lá (e por aqui também), com o objetivo de alarmar as pessoas. Mas vê-se que o conhecimento profético deles é muito limitado, em comparação com a grande luz que nós, Adventistas do 7º Dia, recebemos sobre o tema.

Veja algumas inconsistências que eu facilmente detecto nesta história de chip sub-cutâneo:

1. Uma tecnologia tão eficiente e moderna (com baterias de lítio, rastreamento por satélite, chips milimétricos, etc.) não é nada barato. Se cada um custasse cerca de 1 dólar APENAS, seriam necessários quase 7 BILHÕES DE DÓLARES para colocar um chip desse em cada habitante do mundo (pois a profecia diz que a marca da besta seria algo de proporções globais). É claro que este valor não é nada alto para as grandes potências, mas o que dizer das cidades humildes dos recônditos deste planeta? Os moradores do sertão nordestino, das tribos amazônicas, os canibais da África, etc., teriam todos acesso a tanto dinheiro? Pense, sem preconceitos, e reflita por si mesmo...

2. Um implante populacional desta magnitude, mesmo que houvesse tanto dinheiro para isso, demoraria muito para atingir estas populações que hoje vivem em situações econômicas e sociais de total isolamento de qualquer desenvolvimento tecnológico (países da África, Oceania, Ásia, etc.). Pode ser algo muito "realista" para um morador do desenvolvido sistema americano, ou de grandes metrópoles como São Paulo, Curitiba, Rio, etc... mas certamente não passa de ficção e utopia para alguém que vive nos distantes rincões africanos (ou do nosso sertão nordestino), sem o mínimo nem mesmo para se alimentar diariamente.

3. Por que na mão direita? O que, fisiologicamente, a mão direito tem que a esquerda não tem? Isso mais me parece uma tentativa desesperada de forçar o texto bíblico. Gostaria que algum especialista em Medicina me respondesse isso...

4. Se é tão simples para implantar, por que eles dizem que é tão perigoso para retirar? A mesma "intervenção cirúrgica" de colocação não seria semelhante à de retirada? Mais uma vez, gostaria da opinião de algum "Doutor", e não dos escatólogos de plantão...

Entre outros pontos...

É óbvio, pois está na Bíblia, que a marca da besta será um sistema de dominação mundial, que afetará especialmente o modo de vida econômico (compra e venda) das pessoas. Certamente haverá algum tipo de "controle" sobre as pessoas, e eu tenho algumas opiniões particulares sobre isso. O que me causa espanto é ver que pessoas até professamente conhecedoras das profecias se contaminem com alarmismos como este do tal chip MONDEX.

Eu acredito, sinceramente, que não devemos dar ouvidos a este tipo de notícias alarmistas, que mais parecem fruto de uma mente fanática (ou mal intencionada), desejosa de desviar a atenção do que realmente é declarado nas profecias apocalípticas: que teremos que escolher entre adorar a Deus no dia que Ele escolheu (o sábado), ou adorar ao diabo no dia que este escolheu (o domingo - cf. Dan. 7:25).

"Quando a observância do domingo for reforçada pela lei, e o mundo for iluminado a respeito desta obrigação do verdadeiro sábado, então todo o que transgredir o comando de Deus, de obedecer a um preceito que não tem autoridade superior a não ser a de Roma, honrarão então ao papado mais do que a Deus. ... Irão com isso aceitar o sinal de obediência a Roma — “a marca da besta” - Ellen White, GC, pp. 433-451; Ev, pp. 233, 234.

"Receber a marca da besta na fronte é, entendemos, dar o consentimento consciente e julgamento a esta autoridade (a primeira besta), na adoção de tal instituição que constitui a marca; recebê-la na mão é admitir obediência por um ato externo. A marca é o sinal, não da besta de dois chifres, nem da imagem da besta, mas da besta papal. ... A marca da besta é entendida como sendo uma confrontação do sábado que foi instituído em oposição de Jeová, que já mostramos no cap. 7:1-3, como sendo o selo do Deus vivo" - Uriah Smith, Thoughts on Revelation (Reflexões Sobre o Apocalipse, 1865, 1867), p. 224.

Aproveite e clique aqui para saber o que o Apocalipse fala REALMENTE sobre a marca da besta.

O que passar disso é anátema!

Deus criou o Mal!

Recebi um e-mail de um irmão de João Pessoa (também chamado "João"), com uma interessante mensagem. Resolvi, então, disponibilizar para vocês, porque o que é bom é para ser divulgado.

Questão Científica
(autor desconhecido)

Um professor desafiou seus alunos com esta pergunta:
"Deus fez tudo que existe?"

Um estudante respondeu corajosamente:
"Sim, fez!"

"Deus fez tudo, mesmo?" - continou o professor.

"Sim, professor" - respondeu o jovem.

O professor replicou:
"Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal".

O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a Fé era um mito.

Outro estudante levantou sua mão e disse:
"Posso lhe fazer uma pergunta, professor?"

"Sem dúvida" - respondeu-lhe o professor.

O jovem ficou de pé e perguntou:
"Professor, o frio existe?"

"Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?" - respondeu o mestre.

O rapaz completou:
"Na verdade, professor, o frio não existe. Segundo a Física, o que consideramos frio é, na realidade, a ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, quando todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor".

"E a escuridão, existe?" - continuou o estudante.

O professor respondeu:
"Mas é claro que sim".

O estudante mais um vez retrucou:
"Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas várias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca. Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço? Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente".

Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor:
"Diga, professor, o mal existe?"

Ele respondeu:
"Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal".

Então o estudante respondeu:
"O mal não existe, professor, ou ao menos não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações e mentes. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz".


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Diante de uma estória como essa, só me vem à mente um verso bíblico:

"antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós" - 1Ped. 3:15

A Racionalidade da Bíblia

Há alguns meses estudamos na Lição da Escola Sabatina sobre a revelação de Deus. Para ampliar a compreensão deste tema, em especial com relação à Palavra escrita de Deus (pois muitos enviam comentários com este tipo de dúvida), quero disponibilizar aqui um excelente material do Dr. Wilmar Gonzalez.

É Possível Surgir algo do Nada?
Na Natureza, “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.
Newton mandou um mecânico hábil e engenhoso fazer-lhe uma reprodução exata do sistema solar, em miniatura. No centro havia uma bola dourada representando o Sol. Em redor dessa haviam outras bolas fixas nas pontas de braços de vários comprimentos, representando Mercúrio, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Posto em movimento por uma manivela, essas bolas giravam em redor do “Sol” em harmonia perfeita.

Certo dia, quando Newton se achava assentado na sua sala de trabalho, entrou seu amigo céptico. Grande cientista que era, reconheceu num relance o propósito da máquina colocada sobre uma mesa. Pondo o mecanismo em movimento, ficou deveras admirado, percebendo as bolas movendo e girando cada uma na sua própria órbita e na sua relativa velocidade. Afastando-se um pouco para a admirar, exclamou: “Mas, que maravilha. Quem a fez?

Newton, sem levantar os olhos do livro que lia, respondeu: “Ninguém”. O céptico, virando-se para Newton, retrucou: “Você não entendeu. Perguntei quem a fez?”.
Levantando os olhos, Newton assegurou-o solenemente que ninguém a fizera, que o conjunto da matéria, tão admirado, assumira por acaso a forma em que estava.

O céptico, estupefato e visivelmente irritado, respondeu: “Tu achas que eu sou um doido? Por certo alguém a fez, alguém dotado de alto poder intelectual, e quero conhecê-lo”.

Newton, pondo o livro a um lado, levantando-se e colocando a mão sobre o ombro de seu amigo, disse: “Essa máquina é uma fraca imitação de um sistema infinitamente superior, cujas leis tu conheces, e não consigo convencer-te de que esse brinquedo não tem inventor nem fabricante. Ora, dize-me pela qual sorte de raciocínio chegas a uma conclusão tão discordante?”.
Não é necessário acrescentar que o céptico ficou convicto da verdade e tornou-se crente firme no Deus que criou os céus e a terra.

Autenticidade da Bíblia
1. SUA UNIDADE
Quarenta escritores, oriundos das mais variadas camadas sociais e culturais, vivendo desde cerca de 1.500 anos a.C. a aproximadamente 100 d.C.; escrevendo ao longo de quase 1.600 anos, não se contradizem. Pelo contrário, seus escritos se complementam.

2. SUAS PREDIÇÕES
As predições bíblicas, especialmente as que são determinadas por anos (Ex.: 1260, 490, 2300) cumpriram-se ou estão se cumprindo com precisão matemática, e a História Universal confirma.

3. SUA HARMONIA COM A CIÊNCIA
Muitas vezes a Ciência humana precisou corrigir seus conceitos, enquanto a Bíblia nunca precisou voltar uma letra sequer.
Algumas vezes houve discordância entre a Bíblia e a Ciência, no entanto a Ciência precisou se retratar, mas a Bíblia nunca.
• Ex. Na Idade Média acreditavam que a Terra estava apoiada sobre quatro elefantes e estes sobre uma tartaruga; também criam que a Terra era quadrada. Porém, cerca de 1.500 anos a.C. o autor do livro de Jó já afirmava que a Terra não se apoiava em nada e que era redonda - Jó 26:7; 37:12.

A Ciência humana que mais se harmoniza com a Bíblia é a Arqueologia. As escavações e descobertas arqueológicas têm comprovado a veracidade dos escritos sagrados no que diz respeito a cidades antigas, guerras, reis, etc.

4. SEU PODER TRANSFORMADOR
É ilimitado o número de vidas irregulares e depravadas; viciados e criminosos em geral, que tiveram as suas vidas transformadas para o bem.

5. OUTROS PONTOS A CONSIDERAR
Sua concisão, veracidade, atualidade, aceitação por parte de sábios, filósofos, cientistas, etc., e sua perpetuidade; apesar de ser o livro mais combatido, a Bíblia continua sendo o livro mais vendido no mundo.
Considere-se ainda o ciclo semanal de 7 dias. Sua origem e propósito são explicados unicamente no relato da criação em Gênesis 1 e 2.
Esta divisão de tempo é aparentemente irrazoável.
• Por exemplo: O dia, de 24 horas, marca o espaço de tempo gasto pelo planeta Terra para dar uma volta completa em torno de si mesmo (Movimento de rotação); o ano (365 dias e quase 6 horas) representa o tempo gasto pela Terra para dar uma volta completa em sua órbita ao redor do Sol (Movimento de translação).

Mas, e a semana de 7 dias? Não é invenção humana. Sua origem é DIVINA. Refere-se ao tempo gasto por Deus para criar nosso planeta com toda a vida que nele existe, mais o 7º dia, o Sábado, para ser usado pelo homem como dia de “Re - criação” - descanso físico, relembrar o Criador e Adoração (cf. Gên. 2:1-3; Êxo. 20:8-11).

Inclusive, “se o sábado houvesse sido universalmente guardado, não haveria ateus”, segundo a escritora Ellen White, pois a cada sétimo dia, a Criação estaria sendo lembrada e comemorada.

Observa-se, pois, que a divisão de tempo em semanas de 7 dias, além de ter sua origem em Deus, atravessou os séculos e milênios, sendo ainda observada não apenas por criacionistas mas também por ateus e evolucionistas.

Superioridade da Bíblia como Fonte de Conhecimento
Sobre todas as áreas do saber humano, a Bíblia se pronuncia:
1) Astronomia - Jó 26:7; 38:31-35; Isa 40:22; Sal 19:1-3; Jer. 33:22
2) História - Egípcios, Assírios, Babilônios, Medos, Romanos, etc.
3) Geografia - Lugares mencionados, todos confirmados pela Arqueologia.
4) Matemática - Precisão das profecias.
5) Estatística - Vários censos e recenseamentos são mencionados.
6) Literatura - Jó
7) Política (Ciência de bem governar) - Moisés, José, Reis em Geral.
8) Psicologia - Prov. 23:7; 17:22 e outras passagens.
9) Sociologia - Mateus 7:12.
10) Direito (Leis) - Código Mosaico.
11) Filosofia - Provérbios, Ensinos de Cristo.
12) Filologia - Estudo de vocábulos e seus significados.
13) Medicina - Leis de Higiene e Saúde - Levítico 11:15.
Remédios: II Reis 20:7.
14) Fisiologia - Lev. 17:11
15) Botânica - Árvores, flores, etc.
16) Zoologia: Prov. 30:19-31.
17) Ética - Luc. 14:8-10
18) Romance - Rute, Ester.
19) Estratégia Militar - Josué, Juizes, Samuel, Reis, etc.
20) Biografias - José, Daniel, Ester, Davi, Jesus, Paulo, Pedro, Maria, Ana, etc.
21) Religião - É o aspecto mais salientado em toda a Bíblia.

Não há do que duvidar: a Bíblia é mesmo a Palavra de Deus, e precisa ser nossa constante fonte de estudo, pesquisa e meditação.

Quinta-feira, Maio 26, 2011

Paulo e o Sábado (Rom. 14:5-7; Colos. 2:16-17; Gál. 4:9-11)

Dizem que os Adventistas vivem falando sobre o sábado. Mas isso não é verdade!

Uma pequena parcela das postagens aqui do meu blog, por exemplo, falam sobre o 4º mandamento. Quando toco no assunto, é porque ainda existem dúvidas sobre ele, mesmo entre alguns Adventistas, apesar da farta quantidade de livros, artigos, monografias e até teses doutorais tratando desta temática. Isso mostra, talvez, que não estamos dando a devida importância às publicações que nossa Igreja prepara para nossa edificação e aperfeiçoamento da fé.

A propósito, você já fez sua assinatura da Lição da Escola Sabatina, ou adquiriu a Lição avulsa para este novo trimestre? E quanto à Revista Adventista? Elas têm sido uma bênção na vida dos que desejam se aprofundar nos assuntos da nossa fé.

Através do ADVIR, recebi a seguinte pergunta:

"Caro irmão Gilson, como explicar Romanos 14 versos 5 ao 7? Colossenses 2 versos 16 ao 17? Gálatas 4 versos 9 ao 11? Isso não derruba a crença de que o sábado é o selo de Deus? Não prova que para Paulo não era importante que se guardasse um dia específico?... Eu quero apenas a verdade".

Como eu já disse anteriormente, não podemos isolar versos da Bíblia, desconsiderando totalmente o contexto no qual eles foram escritos, e simplesmente criarmos uma interpretação própria para a passagem. Quando estudamos os livros de Paulo, como um todo, e dedicamos profundo interesse no que ele realmente escreveu, então vemos que não há contradições, e MUITO MENOS apologia à desconsideração para com a Lei de Deus ou o santo Sábado do 7º Dia. Aqui no blog é possível encontrar algumas boas matérias sobre como o Novo Testamento trata do assunto da Lei de Deus.

Para responder às perguntas feitas pelo internauta, vou utilizar-me das considerações do Comentário Adventista. O texto é longo, pois requer, como eu já disse, um estudo do contexto, para que apenas a VERDADE seja esclarecida.

Rom. 14:5-7

As afirmações de Paulo em Rom. 14 foram interpretadas de diversas maneiras e usadas da seguinte forma: 1) para menosprezar o regime vegetariano; 2) para abolir a distinção entre carnes limpas e imundas, e 3) para eliminar toda distinção entre dias, abolindo o sábado. Que Paulo não se ocupa de nenhuma destas três coisas, resulta evidente quando se estuda o capítulo, entendendo certos problemas religiosos então vigentes, que perturbavam a alguns cristãos do primeiro século.

Paulo menciona vários problemas que eram motivo de controvérsia entre os irmãos: (1) alguns se referem à alimentação (vers. 2), e (2) os outros têm que ver com a observância de determinados dias (vers. 5-6). Em 1Cor. 8 também se trata do problema da alimentação e os conceitos do irmão forte e o irmão débil. A Primeira Epístola aos Coríntios foi escrita menos de um ano antes que a de Romanos. Portanto, é razoável concluir que em 1Cor. 8 e Rom. 14, Paulo está tratando, em essência, do mesmo tema. Em Coríntios, o problema é se se deve ou não comer mantimentos sacrificados aos ídolos. De acordo com uma antiga prática, os sacerdotes pagãos comercializavam amplamente com os animais sacrificados aos ídolos. Paulo disse aos crentes coríntios, tanto os de origem judia como pagã, que como um ídolo "nada é", então não era mau em si mesmo comer carnes dedicadas aos ídolos, uma vez que eram "limpas" (cf. Lev. 11). Entretanto, ele segue explicando que, devido a seu passado, sua educação e diferença de discernimento espiritual, nem todos têm esse "conhecimento", e portanto não poderiam comer com limpa consciência tais mantimentos (ver com. 1Cor. 8). Por isso, Paulo insistia aos que não tinham escrúpulos quanto a essas comidas a que não participassem delas para não pôr uma pedra de tropeço no caminho de um irmão (Rom. 14:13). Sua admoestação está, pois, em harmonia com a decisão do Concílio de Jerusalém, e proporciona pelo menos uma razão pela qual esse concílio se definiu assim quanto a este tema (cf. Atos 15). Possivelmente para não escandalizarem-se nisto, alguns cristãos se abstinham por completo de comer carne, por isso seu alimento se reduzia a "legumes", quer dizer, mantimentos de origem vegetal (cf. Rom. 14:2). É semelhante a alguns extremistas da atualidade, que chegam a "decepar o pênis" para não caírem em tentações sexuais.

Paulo não está falando de mantimentos daninhos para o organismo. Não está sugerindo que o cristão de fé estável pode comer algo sem ter em conta os efeitos sobre sua saúde. Ele já mostrou (cap. 12:1) que o verdadeiro crente procurará que seu corpo se conserve santo para que seja aceitável diante de Deus como um sacrifício vivo. O homem de fé firme considerará que é um ato de culto espiritual o cultivar a boa saúde (Rom. 12:1; 1Cor. 10:31). Outro feito esclarece o problema que Paulo está tratando...
A princípio, e não muito nitidamente, muitos cristãos de origem judia compreenderam que a lei cerimoniosa havia achado seu cumprimento em Cristo e que, portanto, já não estava em vigência. Aos primeiros cristãos não foi proibido automaticamente que assistissem às festividades anuais judaicas, nem se insistiu a que abandonassem imediatamente todos os ritos cerimoniosos. A lei cerimoniosa obrigava aos judeus a observar sete dias de repouso anuais (cf. Lev. 23). Paulo assistiu inclusive a algumas dessas festas depois de sua conversão (Atos 18:21, etc.). Embora ensinava que "a circuncisão nada é" (1Cor. 7:19), circuncidou a Timóteo (Atos 16:3) e cumpriu com um voto de acordo com as estipulações do antigo código (Atos 21:20-27). Devido às circunstâncias, parecia que o melhor era permitir que vários elementos da lei cerimoniosa desaparecessem pouco a pouco, à medida que a razão e a consciência se fossem esclarecendo. Por isso se fez inevitável que entre os cristãos de origem judia se levantassem perguntas quanto a se era correto observar certos "dias", ou seja certos “dias de festa” judeus que correspondiam com suas festividades anuais.

Em vista destes fatos, resulta evidente que Paulo, em Rom. 14, (1º) não está menosprezando uma alimentação de "legumes" (comidas de origem vegetal), nem (2º) anulando a distinção secular bíblica entre carnes limpas e imundas, nem (3º) abolindo o sábado semanal da lei moral (cf. Rom 3:31).

Quem pretenda afirmar que assim foi, deve estar lendo na exposição de Paulo algo que ele não ensinou (cf. 2Ped 3:15-16).

Que Paulo não ensina e nem sequer insinua a abolição do sábado semanal, tem sido reconhecido por muitos comentadores conservadores. Por exemplo, Jamieson, Fausset e Brown (não-Adventistas) ao comentarem esta passagem (cap. 14:5-6) ensinam o seguinte:

"Infelizmente Alford deduz pela leitura desta passagem que não se poderia ter usado esta linguagem se a lei do sábado tivesse estado em vigência em qualquer forma sob o Evangelho. Não há dúvida de que o sábado não podia estar então em vigência se tivesse sido uma das festas judias; mas não deve dar-se por certo que o sábado fora um dia festivo simplesmente, porque se guardava sob o sistema mosaico. E como sem dúvida alguma o sábado é mais antigo que o judaísmo, e que sob o judaísmo foi incluído entre as coisas sagradas do Decálogo, o qual foi pronunciado verbalmente em meio dos terrores do Sinai, como nenhuma outro ensino do judaísmo; e em vista de que o mesmo Legislador declarou pessoalmente, na terra: 'O FILHO DO HOMEM É SENHOR ATÉ DO SÁBADO' (Mar. 2:28), é extremamente difícil demonstrar que o apóstolo tinha o propósito de que esse dia [o sábado] fora classificado por seus leitores entre os dias festivos judaicos que já tinham caducado, e que só um 'débil' poderia imaginar-se que estava em vigência, um 'débil' que só devia ser tolerado devido ao amor dos que tinham mais luz".

Em Rom. 14:1 a 15:14 Paulo insiste aos cristãos mais firmes a que considerem com simpatia os problemas de seus irmãos mais frágeis. Como o fez nos cap. 12 e 13, ele mostra que a origem da unidade e da paz na igreja é o genuíno amor cristão. Este mesmo amor e respeito mútuo assegurarão uma contínua harmonia entre o conjunto de crentes apesar das diferenças de opiniões e dos escrúpulos em assuntos de religião.

Colos. 2:16-17

É evidente que neste capítulo Paulo dirige suas advertências contra falsos professores que tentaram extraviar os colossenses. Não há registro algum dos ensinos de quem perturbava a paz da igreja nesta época. As referências a "tradições" (2:8), a "filosofias" (2:8), aos "rudimentos do mundo" (2:8), a "plenitude" (2:9), a "os principados e às potestades" (2:15), a "comida" e "bebida" (2:16), junto com conceitos, tais como, a observância de dias especiais (2:16), a adoração de anjos (2:18) e o ascetismo (2:21), sugerem doutrinas que bem poderiam calçar dentro do judaísmo, do gnosticismo e de alguma seita pagã. O que claramente se pode deduzir do conteúdo da epístola é que os ensinos aos quais Paulo opunha-se aumentavam a importância do ritualismo, lhe tirando assim de Cristo o lugar principal que Lhe correspondia.

O tema de Colossenses é a autêntica liberdade do cristão, que não necessita cumprir com cerimônias e rituais a fim de obter a salvação nem a aceitação ante Cristo, pois o Senhor Jesus triunfou e pagou a “nota pomissória” (ou "escrito de dívida").

O “escrito de dívida” (2:14)
Ou melhor, "o documento com seus requerimentos". Esta palavra grega (JEIRÓGRAFON) se emprega nos papiros para designar ao documento assinado, pelo qual uma pessoa se compromete a pagar ou a fazer algo. Este certificado de dívida (ou nota promissória) é o instrumento legal que estabelece obrigação ou culpa; nele se detalham todas as exigências, as multas, as demandas, às quais está obrigado o que o assina. No judaísmo rabínico, representava-se a relação entre o homem e Deus como uma relação entre o devedor e o credor. Quando o homem pecava, constituía-se em devedor; quando se arrependia e Deus perdoava-o, a dívida era apagada. Até hoje nas orações de ano novo os judeus rogam: "Por causa de Tua grande misericórdia, cancela todos os documentos que nos são contrários". Em uma obra apócrifa do primeiro século, se denomina JEIRÓGRAFON ao livro onde o anjo registra as faltas do fiel. Assim a ideia judia e a palavra grega parecem unir-se para expressar um conceito cristão: com a morte de Jesus na cruz foi cancelada a dívida do homem. O que Cristo cravou na cruz mediante Sua morte foi o pagamento - o registro da dívida, a condenação do homem.

A fim de reconciliar a interpretação tradicional adventista com o sentido da palavra JEIRÓGRAFON, alguns explicaram que quando o pecado entrou neste mundo, Deus instituiu um sistema cerimonioso de sacrifícios para ensinar aos seres humanos qual era o preço da transgressão. Cada vez que se degolava um cordeiro, os que participavam da cerimônia recordavam sua dívida para com Deus, pensando na morte, não só do animal, mas também do Redentor ao qual aquele representava. Neste sentido, o sistema cerimonioso era uma "nota promissória", uma evidência da dívida dos habitantes da terra, um indício da magnitude de sua condenação. Quando na cruz a dívida foi apagada, o sistema cerimonioso, que por milênios tinha sido evidência da culpa dos seres humanos, ficou invalidado para sempre.

Os que assinalam que a lei foi cravada na cruz fariam bem em notar que em toda a Epístola aos Colossenses não se fala nada de lei. Por outra parte, é difícil aceitar que Paulo, que sustentava a santidade da lei (Rom. 7:12) e sua imutabilidade (Rom. 3:31), aqui a fizesse invalidar. Para evitar esta anomalia, os estudiosos dos escritos de Paulo afirmam que o que se cravou foi a lei cerimoniosa, a que regia os sacrifícios e incluía a circuncisão.

Em comida ou em bebida (2:16).
As palavras gregas PÓSIS e BRÓSIS empregadas aqui não se referem tanto ao que se come e se bebe como à forma de comer e beber. Parecem estar envoltos aqui regulamentos quanto a como e quando comer ou deixar de comer. Há um estreito paralelismo entre esta frase e os preceitos do vers. 21: "Não manuseie, nem prove, nem mesmo toque". Os judeus em geral jejuavam duas vezes a cada semana (Luc. 18:12); a seita judia dos essênios era ainda mais dada ao jejum. A Didaquê, um escrito cristão de começos do século II, insiste aos cristãos a jejuarem na quarta-feira e na sexta-feira, em contraste aos judeus, que jejuavam na segunda-feira e na quinta-feira (Didaquê 8:1). Possivelmente o problema da "diferencia entre dia e dia" de Rom. 14:5 tivesse que ver com problemas de jejum. O assunto de comer ou não comer parece ter tido certa relevância nesses tempos. Evidentemente os falsos professores estavam impondo restrições alimentares, acrescentadas sem dúvida às da lei mosaica, que só fazia distinção entre mantimentos limpos e imundos (Lev.11) e não dizia nada quanto a bebidas - fato este que os opositores da Reforma de Saúde "fecham os olhos" para não verem... Por que será?!

Dias de festa, lua nova ou dias de repouso (2:16).
Dentro do marco dos ensinos dos falsos professores de Colossos – que evidentemente ensinavam o ritualismo e o ascetismo como meio de obter a salvação – é natural que figurassem os dias de culto. A série de festas que aqui se apresenta aparece, embora não sempre na mesma ordem nem com as mesmas palavras, ao menos sete vezes no AT (1Crôn. 23:31; 2Crôn. 2:4; 8:13; 31:3; Nee. 10:33; Eze. 45:17; Osé. 2:11). Em todos os casos, parece referir-se a uma mesma série de dias de culto: as festas anuais (Páscoa, Pentecostes, Dia da Expiação), o novilúnio (primeiro dia do mês) e o sábado semanal.

Surge a pergunta: se os sábados de Coloss. 2:16 não são sábados cerimoniais, ou seja, se trata de sábados semanais, significa isto que Paulo elimina aqui a observância do sábado semanal?

Não! A vigência do quarto mandamento nem entra em questão. Fala-se só de uma falsa observância do sábado. Os falsos professores estavam impondo regras e requisitos inventados por eles, que foram além do que o mesmo judaísmo exigia (2:20-23). Pela Epístola aos Gálatas, sabemos que a heresia que se propagava na Galácia induzia a guardar "os dias, os meses, os tempos e os anos" (cap. 4:10).
Ao que parece, Paulo, tanto em Gálatas como em Colossenses, não fala de guardar ou não guardar as festas, sendo que ele mesmo se propunha assistir à celebração do Pentecostes em Jerusalém (Atos 20:16). Tampouco poderia entender-se que ele tinha repudiado a observância do sábado, pois não há menção de coisa tal e ele mesmo o guardou diversas vezes (cf. Atos 16:13; 18:1-4; etc.). Portanto, o apóstolo está falando da imposição de regulamentos humanos quanto à celebração do culto a Deus no dia de sábado, os novilúnios e as festas anuais.

Assim como no assunto da comida e da bebida, Paulo ataca a quem pretende melhorar o que Deus ensinou. E, sobretudo, se opõe a quem ensinavam que os colossenses deviam colocar sua fé nessas práticas e não em Cristo, O qual tinha apagado a dívida (Coloss. 2:14), tinha triunfado sobre as potestades (2:15) e tinha feito a paz mediante Seu sangue (1:20).

Sombra do que tem que vir (2:17).
A palavra grega SKIÁ, "sombra", usa-se só três vezes no NT para sugerir a idéia de representação: aqui e em Heb. 8:5 e 10:1. Uma sombra não é substância, não é realidade. O corpo projeta uma sombra; sem corpo não haveria sombra. Aqui parece riscar-se a distinção entre o que é em parte e o que é em plenitude; entre o que é menos e o que é mais; entre sombra e realidade. É indiscutível que as festas e cerimônias eram uma antecipação, uma representação, uma "sombra" do sacrifício de Cristo. Aqui, entretanto, se fala de uma "sombra" em contraposição com a "realidade" de rituais em lugar de Cristo. Quanto a isto diz William Barclay (um teólogo não-Adventista): "Uma religião que se funda em comer e beber certas classes de mantimentos e abster-se de outros, uma religião que se apóia na observância do sábado e em outros requerimentos, é só uma sombra da verdadeira religião. A verdadeira religião é comunhão com Cristo".

Paulo deixa em claro em Coloss. 2 que a salvação não se obtém por uma observância rigorosa de certos dias, nem pela obediência a regulamentos quanto à forma de comer e beber, nem por adorar a anjos, nem por participar de práticas "conforme os mandamentos e doutrinas de homens" (vers. 22). Ellen White também lamenta por existirem aqueles que "confiam em que suas boas obras lhes permitirão alcançar a salvação, esperando em vão ganhar o céu por suas obras meritórias, em vez de confiar, como devesse fazê-lo todo pecador, nos méritos de um Salvador crucificado, ressuscitado e exaltado" (1T, pág. 556).


Gál. 4:9-11

Paulo deseja fervorosamente penetrar o nebuloso pensamento dos gálatas, pois estavam enfeitiçados, e se dirige a eles diretamente interrompendo em certo sentido a corrente lógica de seu argumento. O tempo presente do verbo (“estais voltando”) indica que ainda continuava o processo de voltar-se para os "rudimentos", que ainda não o tinham completado. O verbo grego EPISTRÉFO, "voltar-se", usualmente traduz-se como "converter-se" ou "ser convertido" (ver Mat 4:12; João 12:40; Atos 3:19).

Eles tinham sido liberados da escravidão aos imperfeitos e rudimentares conceitos e práticas do paganismo; mas agora se apressavam a retornar a uma forma de escravidão que dificilmente era melhor que aquela da qual tinham sido liberados pelo Evangelho. Cada um desses sistemas (tanto o paganismo quanto o judaísmo cerimonioso) era uma tentativa inútil de alcançar a justificação pelas obras. Os gálatas tinham abandonado os ritos e as cerimônias do paganismo só para adotar em seu lugar as do judaísmo? Em realidade, o judaísmo tinha se degenerado, convertendo-se em um sistema de requisitos externos.

Além disso, ao acrescentar tantas tradições à “lei", os judeus tinham escurecido seu propósito original, convertendo-a em uma carga para os que procuravam cumprir com seus requisitos como meio de ganhar a salvação. Os gálatas estavam renunciando a todos os benefícios do Evangelho, mas sem receber nada em troca. Sua conversão ao judaísmo era voluntária. Pareciam desejar a mudança de sua inapreciável liberdade (pela GRAÇA DE CRISTO), pelas penúrias da escravidão (do ritualismo judaico).

Quando fala em “dias, meses tempos e anos”, Paulo provavelmente se refere aos sete dias de "feriado nacional" e às novas luas do sistema cerimonioso (Lev. 23; Núm. 10:10; 28:11-15). Também poderia estar falando dos dias de jejum (cf. Luc. 18:12). Não há apoio nas Escrituras para supor, como alguns o fazem, que os dias que Paulo menciona aqui se referem ao sábado semanal. A Bíblia nunca fala do sábado ou sétimo dia da semana com esta linguagem. Além disso, o sábado foi instituído na Criação (cf. Gên. 2:1-3; Exo. 20:8-11), antes da entrada do pecado, e 2500 anos antes do começo do sistema cerimonioso no Sinai. Se a observância do sábado semanal submete à escravidão a um ser humano, então o mesmo Criador submeteu-Se a essa escravidão quando observou o primeiro sábado que houve no mundo.

Esta conclusão é, pois, absurda!

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Portanto, mais uma vez confirmamos a perfeita harmonia que existe entre a doutrina Adventista do 7º Dia e as Escrituras Sagradas. Paulo, nem qualquer outro escritor bíblico, jamais ensinou que o Sábado do 7º Dia foi abolido pela morte de Jesus.

O exemplo de vida do apóstolo é límpido em demonstrar o quanto eles viam a santidade e validade do 4º Mandamento. Infelizmente, muitos que hoje se dizem cristãos, preferem fechar os olhos para verdades que lhes trazem prejuízo, seja material, seja financeiro, seja familiar... ou por puro preconceito (cf. Mat. 7:21-23).


"Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado" (Mat. 24:20).

"Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler" (Lucas 4:16).

"No sábado, saímos da cidade para junto do rio, onde nos pareceu haver um lugar de oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que para ali tinham concorrido" (Atos 16:13).

Não importa o que dizem os "bispos", as "bispas", os "apóstolos", as "apóstolas", os "pastores", as "pastoras", os "missionários", as "missionárias"... etc... de hoje.

Prefiro ficar com as palavras de Jesus, bem como por Seu próprio exemplo e pelos de Seus apóstolos VERDADEIROS.

"e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles" (2Ped. 3:15-16).

Sábias palavras de Pedro!

Até parece que ele vislumbrou os ataques e deturpações que a Verdade Bíblica da PERFEITA HARMONIA entre a Lei e a Graça enfrentaria nos últimos dias...

Terça-feira, Maio 24, 2011

Como Reconquistar sua Esposa

Como eu disse em uma postagem anterior para as esposas, é claro que nem tudo se aplica a todos. Mas quando estudamos as características do Desenvolvimento e da Personalidade Humana, especialmente no que se refere às diferenças entre homem e mulher, podemos ver que o ser humano possui uma espécie de "programação" comportamental, que nos leva a sermos parecidos, apesar de extremamente diferentes (que paradoxo, hein?!). Não fosse assim, não existiriam tantos livros sobre o relacionamento conjugal, dando conselhos aos casais para uma boa harmonia no lar (a propósito, já leu "Homens são de Marte e Mulheres são de Vênus"? - mais uma boa opção para sua biblioteca).

Mas... vamos agora redimir o ego feminino (rsrs) e apresentar a segunda parte deste artigo: o que o HOMEM deve fazer para promover a felicidade de sua esposa?

Com a palavra: a Bíblia

No NT, a palavra "maridos" (ANER em grego) aparece 5 vezes. Dentre estas, eu destaco o seguinte (pois são conselhos a eles):

"Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela..." - Efés. 5:25.

"Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama" - Efés. 5:28.

"Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura" - Colos. 3:19.

"Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações" - 1Ped. 3:7.

Estes versos parecem contradizer a crença comum de que as mulheres eram muito desprezadas na sociedade judaica. Apesar de esta afirmação ser verdadeira, parece que a teologia cristã do NT veio trazer um novo enfoque para o relacionamento conjugal, em especial para a maneira como o marido cristão deve tratar sua esposa.

Observe que nos versos acima onde aparece a palavra "maridos", existe um sentimento que sempre está presente: AMOR, que deve motivar o respeito, a consideração, o tratamento digno.

Este AMOR é a expressão mais pura desse sentimento, conforme entendia o povo da época, pois a palavra que os escritores bíblicos utilizaram foi a que deriva do amor ÁGAPE, ou seja, o amor verdadeiro, duradouro e sublime - o mesmo amor que o próprio Deus sente por nós (cf. João 3:16).

Portanto, vemos claramente que a Bíblia não diz que o homem deve OPRIMIR sua esposa, mas AMÁ-LA, do jeito que Deus ama Sua Igreja... com TODO AMOR DO UNIVERSO.

Somente um marido que AMA sua esposa com esta expressão máxima, tem autoridade "moral" para exigir dela que lhe seja submissa. O grande problema na maioria dos casamentos é que o marido não quer (ou não sabe) amar de todo coração.

Como eu disse no texto para as esposas, alguns casais vivem em um círculo VICIOSO no seu casamento: ele não ama porque ela não é submissa; e por sua vez, ela não é submissa porque ele não demonstra que a ama de verdade. Resultado: conflitos e mais conflitos.

Marido, comece a demonstrar amor por sua esposa, e você se surpreenderá com a mulher maravilhosa que ela poderá se tornar. Se você um dia disse "sim" para ela, foi porque viu nesta mulher alguém com quem você gostaria de dividir o resto de sua vida.

Faça sua parte, e você verá que esposa adorável e encantadora estará te esperando ao final de cada dia estafante de trabalho!

Algumas dicas úteis

1. Jamais compare sua esposa com outra mulher (especialmente na presença dela), como se a outra fosse mais atraente, bonita, inteligente, organizada, etc.. Todos nós somos diferentes, e pode ter certeza que sempre existirá uma mulher mais bonita que sua esposa... assim como sempre existirá um homem mais bonito e jovem do que você. Sua esposa é SUA esposa, e por isso ela merece ser tratada como tal, como se fosse a única mulher do mundo, a mais desejada, a mais admirada. Diga a ela que você a ama do jeito que ela é.

2. Não trate sua esposa com menosprezo ou humilhação na frente de outros. Exatamente pelo que eu falei antes, ela precisa e merece ser tratada com todo carinho e atenção. Ela está na sua vida à frente de qualquer outra pessoa... até mesmo dos seus filhos.

3. Quando chegar do trabalho, cansado, tome um banho, jante, dê uma relaxada, mas não esqueça de tirar um tempo para sua esposa. Ela passou o dia também envolvida com muito trabalho (dentro e/ou fora do lar), mas está ansiosa para conversar com você. Sabe aqueles dias do namoro, quando vocês conversavam sobre as coisas mais banais? Pois é, depois do casamento continuem conversando sobre trivialidades. Você verá o quanto ela vai gostar de ir dormir depois de vocês passarem um tempo juntos, compartilhando um com o outro o que se passou durante mais aquele dia.

4. Aprenda a fazer elogios a ela. Eu e você sabemos que não é fácil para nós observarmos todos os detalhes, mas faça um "esforçozinho"... rsrs. Quando ela mudar o cabelo, usar uma roupa nova, fizer uma comida mais sofisticada, ou realizar qualquer coisa que seja fora do padrão, faça um elogio sincero. Saiba que ela fez tudo só para agradar você, e está esperando que você reconheça isso. Não seja (mais) aquele marido que só se dirige a ela para reclamar e resmungar.

5. Procure meios de surpreender sua esposa com pequenas manifestações de carinho e atenção. Certa vez eu soube de um amigo meu (casado há vários anos) que fez o seguinte para demonstrar que sua esposa era especial: ele escreveu um monte de bilhetinhos com frases carinhosas, abriu cuidadosamente os pacotes de mantimentos da família (macarrão, feijão, açucar, arroz, etc.), e colocou os recadinhos dentro, fechando-os em seguida, ficando imperceptíveis as alterações na embalagem. Resultado: toda vez que ela abria um pacote de feijão, por exemplo, para fazer o almoço, lá estava um recadinho do marido dizendo o quanto ela era importante para ele. Você imagina o bem que isso fez a ela!? Portanto, de vez em quando, compre alguma "lembrancinha" para sua esposa, mesmo que seja de R$ 1,99 (rsrs), pois ela vai ficar feliz por ter sido lembrada por você.

6. Jamais, nunca, de forma alguma, esqueça a data de anivsersário dela ou a do casamento de vocês. Este é um erro FATAL que muitos maridos cometem. Se possível, leve-a para jantar fora ou passear, só vocês dois. Caso o orçamento esteja apertado demais, escreva um cartão de próprio punho, e deixe pendurado no espelho que ela usa quando escova os dentes ou vai pentear os cabelos. Lembre-se: o segredo é deixá-la convicta de que ela é a pessoa mais importante na sua vida, e será nos seus pequenos gestos que ela vai adquirir esta convicção.

7. Cuidado com as piadas sobre sua sogra. Mesmo que você não goste dela, não fique dizendo isso com freqüência para sua esposa, nem para seus amigos... porque ela vai ficar sabendo...rsrs Trate sua sogra da mesma maneira que você desejaria que sua esposa tratasse a sogra dela.

8. As mulheres têm uma auto-estima muito vinculada à sua aparência pessoal. Por isso, nem sempre o fato de sua mulher ser vaidosa significa que ela seja "mundana". Às vezes, ela quer apenas estar bonita para você, para amenizar um pouco o fato de não ser uma "Gisele", por exemplo. Por isso, apóie quando ela estiver querendo ir no salão, para fazer uma escova no cabelo, por exempo. Algumas se sentem mais "mulheres" quando saem da cabeleireira. Nós não entendemos porquê, mas é real...rsrs

9. Se sua esposa trabalha fora para ajudar no orçamento doméstico, seja justo com ela e divida as tarefas de casa. Trocar a fralda do bebê, varrer o chão, lavar o banheiro, lavar e enxugar a louça, estender as roupas no varal, cozinhar, etc., nada disso vai diminuir sua masculinidade. Pelo contrário, sua esposa sentirá orgulho do maridão que tem. Grande parte das esposas de hoje trabalham dentro e fora de casa, e não é justo que apenas elas fiquem com toda responsabilidade das tarefas domésticas. Seja um marido nota 1000 nesta área também!

10. Aprenda a satisfazer sua esposa no campo sexual. Conversem, troquem "informações", brinquem juntos como na lua-de-mel (lembra?), experimentem novas "brincadeiras", saia da rotina, surpreenda-a, deixe que ela atinja aquele "momento" primeiro, trate-a como uma rainha. Praticamente todos os autores que escrevem sobre este tema do relacionamento conjugal dizem que uma esposa bem "alimentada" sexualmente, será uma mulher fiel, carinhosa e submissa ao seu marido (olha ai a dica...rsrs). Mais uma vez eu lembro que o relacionamento sexual entre marido e mulher não tem nada de pecaminoso nem sujo, a não ser que vocês esqueçam o respeito e a santidade que deve existir no leito do casal. Seja o melhor "homem" que sua esposa deseja ter, e você receberá tudo em dobro, pois ela também saberá ser a "mulher" mais maravilhosa do mundo para você.

Não esqueça:
Faça sua parte!

Sugestão de leitura:
"Que bom se ele soubesse", de Gary Smalley (Editora Mundo Cristão)

Segunda-feira, Maio 23, 2011

Por que o Mundo Não Acabou em 21-05-2011?

A Internet na semana passada divulgou bastante a notícia de que o mundo se acabaria no sábado, segundo os "cálculos" do pastor de uma seita americana (clique aqui).


Segundo alguns sites, houve até um empresário que doou US$ 140 mil para divulgar o DIA DO JUÍZO FINAL, conforme eles criam.


Mas já estamos no dia 23 e, ao que tudo indica, o mundo não "acabou"...


Lembro de outra data APOCALÍPTICA que foi divulgada há alguns anos. Apesar de esta data relembrar um evento que marcou a História recente da Humanidade (Torres Gêmeas em Nova York), o dia de 11/09/2008 é que chamou a atenção de muitas pessoas pelo mundo afora.

Em 10 de setembro entrou em ação uma gigantesca experiência científica que objetivava repetir a explosão inicial que deu origem ao Universo (sic), ou seja, o conhecido BIG-BANG. Foram gastos cerca de 3 BILHÕES DE EUROS (quase
R$ 7,5 BILHÕES) - e os governos ainda dizem que se preocupam com a fome no mundo!!!!!!

O objetivo da experiência foi fazer com que algumas partículas atômicas se chocassem, liberando uma energia que poderia ser idêntica à que deu origem ao Universo. Dessa forma, os cientistas envolvidos no projeto (entre eles, muitos brasileiros) teriam respostas às perguntas que sempre surgem na mente do ser humano: De onde viemos? Por que estamos aqui? Qual será o futuro de nossa raça?

Você e eu já temos estas respostas... e não precisamos gastar tanto dinheiro para obtê-las... rsrs

O Fim do Mundo (dos pagãos)

Além dos debates científicos, um fato curioso ocorreu com relação à esta experiência do LHC, pois alguns acreditaram que o choque das partículas pode dar origem a um BURACO NEGRO, que engoliria a Terra e o nosso Sistema Solar, dando um fim ao Homem.

Em alguns países mais "supersticiosos" algumas pessoas chegaram até a cometer suicídio por temerem o trágido desfecho que a experiência poderia nos trazer (veja
aqui). Na Índia, por exemplo, muitas pessoas correram para os templos, a fim de rezarem, enquanto outras se reuniram para receberem o "fim do mundo".

O Fim do Mundo (dos crentes)

Todo Adventista que estuda a Bíblia e dá estudos bíblicos sabe "de cor" o que as Escrituras dizem sobre o fim do mundo. Mas como este blog tem um perfil de visitantes bem variado, inclusive com muitos não-adventistas, vou transcrever novamente um esboço do que a Bíblia fala sobre a volta de Jesus, e o conseqüente "fim do mundo" (extraído do meu livro "101 Razões Porque sou Adventista do 7º Dia").

1. Jesus retornará em breve a este mundo, conforme Ele mesmo prometeu.

Uma das mais aguardadas promessas de Jesus foi a que se refere ao Seu retorno a este mundo, colocando um ponto final ao pecado (cf. Jo 14:1-3). Jesus não diz o dia nem a hora do Seu aparecimento, e é um erro tentar marcar datas referentes a tais eventos (cf. Mt 24:36; Mc 13:32); porém, nos são apresentados “sinais” que indicariam a brevidade da volta do Senhor. Tais sinais são claramente definidos na Palavra de Deus:

a) acontecimentos no mundo físico (cf. Mt 24:6-8, 29-31; Lc 21:7-28);

b) eventos no mundo religioso (cf. Mt 24:3-5);

c) avanço da pregação do evangelho (cf. Mt 24:14);

d) completo desprezo pela lei de Deus (cf. Mt 24:12; 1Jo 3:4). A palavra aqui traduzida por “iniqüidade” é ANOMIA, a mesma usada para “transgressão da Lei”, em 1Jo 3:4;

e) conflitos sociais e familiares (cf. 2Tm 3:1-5); etc.

Através desse “quebra-cabeças” podemos verificar que praticamente todos os sinais já se cumpriram, ou estão se cumprindo rapidamente. Por isso, podemos ter a certeza de que muito em breve o nosso Senhor Jesus Cristo estará regressando nas nuvens do céu (cf. Lc 21:27; Ap 14:14-16; Tg 5:8).


2. Esta vinda será pessoal, visível e gloriosa.

Jesus voltará como um Rei, para buscar Seu povo. Portanto, não podemos crer que isso ocorrerá em secreto, com um “rapto” instantâneo, pois a Bíblia apresenta a volta de Jesus como um evento cósmico, que chamará a atenção de todo o Universo (Para ver uma refutação da heresia do "arrebatamento secreto", clique aqui).


SERÁ PESSOAL

Jesus retornará em carne e osso, não apenas em espírito fluido ou algo parecido. Ele retornará de forma corpórea, do mesmo modo como ascendeu aos céus após a ressurreição (cf. At 1:6-11). Após a ressurreição, Ele apareceu para os discípulos em corpo físico e material, e é assim que retornará (cf. Jo 20:11-31; 21:1-14).


SERÁ VISÍVEL

É um tremendo equívoco acreditar que Jesus retornará em segredo, ou que apenas uns poucos O verão. A Bíblia é muito clara ao dizer que “todo olho O verá” (Ap 1:7; cf. Mt 24:27-30). Não há aqui qualquer margem para crer em algo secreto, pois todo o mundo verá o Rei do Universo regressando em majestade para resgatar Seu povo (cf. Jo 14:1-3).


SERÁ GLORIOSA

A Bíblia sempre fala da volta de Jesus de uma forma gloriosa, majestosa, sobrenatural e cataclísmica. Muitos serão os eventos naturais que anunciarão que o Rei dos reis está chegando (cf. 2Pe 3:12; 1Ts 4:15-17; Mt 24:30).

Os Adventistas crêem que a volta de Jesus será o maior evento de toda a História do ser humano. Todo o Universo está ansiando por este momento. Aqui na Terra, os filhos de Deus estarão vivendo no período da tribulação e angústia, e estarão confiantemente olhando para o céu, aguardando a “pequena nuvem”, formada pelos anjos, que vai cada vez crescendo mais e revelando o Rei assentado em Seu majestoso Trono de glória.

Nosso nome denominacional já revela que a volta de Jesus (Seu advento) é nossa mais gloriosa esperança e certeza. Como Igreja, nos preparamos a cada dia para recebê-Lo nas nuvens do céu, certos de que, na hora exata, Ele virá. Ora vem, Senhor Jesus!

Portanto, não precisamos temer as experiências bilionárias que cientistas ateus realizam para "descobrirem" como o Universo se formou. Basta abrir nossa Bíblia nas primeiras páginas, e temos a resposta: "No princípio criou Deus..."

Enquanto eles torram seus bilhões de euros em experiências nucleares, continuemos estudando as profecias que apontam para o fim do mundo, e assim saberemos quando ele REALMENTE estiver chegando.

E não será num buraco negro... mas numa NUVEM DE LUZ ANGELICAL, com nosso REI assentado em Seu esplendoroso TRONO.

Maranata!

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