Segunda-feira, Agosto 29, 2011

Tudo por Jesus... nada sem Jesus.

Você já deve ter visto em alguns carros o seguinte adesivo:
"Tudo por Jesus, nada sem Maria".

Sabemos que trata-se de uma tentativa dos católicos romanos de valorizarem a figura de Maria, mãe de Jesus. Não quero aqui entrar no debate teológico sobre a Mariolatria (adoração a Maria), mas despertar a compreensão de que Jesus é o único centro de nossa salvação. Como coloquei no título da postagem: TUDO POR JESUS, NADA SEM JESUS.

Vou transcrever um texto extraído dos apontamentos das memoráveis aulas sobre Soterologia (doutrina da salvação) ministradas pelo Dr. Luiz Nunes, no Seminário do IAENE. Também há referência ao livro do Dr. La Rondelle, O que é salvação?.

CONSTANTE NECESSIDADE DA CRUZ
Sempre que a sociedade é "pacífica", alguns cristãos começam a perder de vista o fundamento de suas bênçãos e se perguntam: Por que a humanidade precisa de um sacrifício expiatório? Por que é necessário que nossos pecados sejam perdoados através do sangue de Cristo? Que diferença faz a cruz? Por que Deus não pode nos perdoar mediante Sua completa misericórdia, unicamente pela Sua graça, sem sacrifício de morte?

A pessoa moderna fala preferivelmente de crimes, fracassos da moral, e de sentimentos de inferioridade, do que de pecado e de culpa. Fracassos tais como “complexo de inferioridade” são usados como substitutos moralistas para a realidade do pecado. Secretamente, homens e mulheres encontram-se enfermos devido ao seu pecado indigno ou seus fracassos morais e, portanto, não se sentem satisfeitos; mas por não saberem resolver esta situação, reprimem-se impedindo desta forma qualquer esforço moral para começar novamente.

Repousa aí a raiz patológica do secularismo moderno. O fracasso moral não é trivial ou irreal, mas um mal sólido; não dando ouvidos às suas consciências, homens e mulheres têm traído seus ideais, contaminando seu caráter e perdido a batalha.

A técnica da psicanálise não pode ajudar aqui, porque o estímulo de atos perversos não pode ser alimentado. Não pode haver solução enquanto se permanece no nível unicamente moral. Um moralista tal nunca pode se perdoar a si mesmo. Não há salvação para o fracasso moral até que compreendamos que toda nossa vida deve ser transformada mediante seu direcionamento para Deus. O psiquiatra pode aliviar temporariamente uma alma enferma do pecado, procurando falar-lhe para eliminar o sentimento de culpa; mas nunca poderá eliminar a culpa. Somente Cristo pode apagar nossos pecados.

Enquanto o moralista é conduzido pela sua própria justiça, para sua própria desesperança, o crente em Cristo reconhece seu fracasso como o pecado contra Deus, como a transgressão de Sua santa vontade, como a rebelião contra o Seu amor. Isto o leva a uma total condenação própria. Mas, mediante a fé no Cordeiro que Deus proveu, ele pode confessar todas as suas faltas e aceitar o perdão que Jesus oferece. Cristo oferece o perdão do passado e uma oportunidade de vitória presente e futura.

O crente em Cristo fica tão plenamente direcionado para Deus a ponto de preocupar-se mais com Deus do que consigo mesmo. Ao aceitar o perdão de Deus, ele também aprende a perdoar e respeitar-se a si mesmo. O Credo antigo dos apóstolos conclui com este testemunho de fé: “Creio... no perdão dos pecados”.
Os cristãos não vivem sob as sombras da cruz, mas em meio à sua luz salvadora


Da próxima vez que você for levado a sentir pena de si mesmo, ou achar que é uma pessoa "boa o suficiente" para merecer as bênçãos divinas, lembre-se que TODOS, SEM EXCEÇÃO, somos pecadores, carecidos da constante graça de Deus em nossas vidas.

Entregue a Cristo todos os seus temores e frustrações, bem como seu pseudo-moralismo ou arrogância farisáica, para que Ele molde seu caráter à semelhança do próprio caráter de Deus.

Quando eu e você compreendermos plenamente a grandeza do perdão, da justiça e da salvação que o Senhor nos outorgou através de Jesus Cristo, certamente nossa experiência religiosa será cheia de vida e alegria.

Talvez por isso muitos encarem a religião como um fardo pesado e angustiante... É exatamente porque não entenderam AINDA o significado daquele evento que ocorreu há quase 2000 anos... mas que começou a ser formulado desde a Eternidade.

"Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, -- pela graça sois salvos, e, juntamente com Ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da Sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus" - Efésios 2:4-7.

Sexta-feira, Agosto 26, 2011

Não tenha medo do "fracasso"...

Nós vivemos em uma sociedade na qual os rotulados como "fracassados" são sempre vistos com indiferença.

Você deve conhecer alguém que se sente angustiado pelo complexo de inferioridade. São aquelas pessoas que pensam que só os outros é que são felizes, e somente os outros é que alcançarão alguma coisa na vida.

Alguns atingem este complexo com tamanha profundidade, que acabam por optar pelo suicídio... afinal, como pensam, eles jamais serão "alguém na vida".

Gostaria que você refletisse sobre o texto seguinte, e observe que sempre é tempo de "levantar, sacudir a poeira, e dar a volta por cima". Principalmente se você confia que há um Deus no céu que opera milagres!

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Se você está desanimado(a) ....

Conheça um homem que


Faliu aos 31 anos
Perdeu as eleições para Deputado Estadual aos 32
Faliu novamente aos 34
Perdeu novamente para a Assembléia Estadual aos 35
Perdeu para o Congresso aos 36
Perdeu para a campanha presidencial aos 38
Perdeu eleições para Deputado Federal aos 43
Perdeu novamente para Deputado Estadual aos 46
Perdeu novamente para Deputado Federal aos 48
Perdeu as eleições do Senado aos 55 anos
Perdeu a campanha de Vice-Presidente aos 56
E novamente perdeu para Senador aos 58

Mas...

Aos 60 anos elegeu-se Presidente dos Estados Unidos da América.
Seu Nome: Abraham Lincoln, amado até hoje!

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Você e eu nascemos para sermos vencedores.
Não importa quanto tempo demore para chegarmos "ao pódio"...

Mas certamente chegaremos lá!

"Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio dAquele que nos amou" (Rom. 8:37).

Quinta-feira, Agosto 25, 2011

Aprenda a perdoar...

Certa vez eu ouvi alguém dizer que quando guardamos ódio ou rancor por alguém, é como se tomássemos veneno na esperança de que o outro (o alvo do ódio) morresse.

Recebi uma ilustração para este tema, que achei por bem disponibilizar para vocês.

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho.
Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa. Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado.

Antes que seu pai dissesse alguma coisa, o menino fala irritado:
- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo. Desejo tudo de ruim para ele.

Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:
- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.

O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:
- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca, e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você atire todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.

O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa.

O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:
- Filho como está se sentindo agora?
- Estou cansado, mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.

O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:
- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.

O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então, lhe diz ternamente:
- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você. O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.

Cuidado com seus pensamentos; eles se transformam em palavras.
Cuidado com suas palavras; elas se transformam em ações.
Cuidado com suas ações; elas se transformam em hábitos.
Cuidado com seus hábitos; eles moldam o seu caráter.

Cuidado com seu caráter; ele controla a sua vida.

Autor desconhecido
(pelo menos por mim).

Terça-feira, Agosto 23, 2011

O Significado da Santa Ceia

É muito comum ouvirmos dúvidas sobre a cerimônia da Santa-Ceia, até mesmo porque os Adventistas a praticam de uma maneira bem especial e peculiar.

A Santa Ceia é uma das cerimônias mais belas do cristianismo, e é neste momento singular onde cada crente em Cristo reafirma nEle sua certeza da vitória.

Nós, Adventistas, não cremos no que os católicos romanos chamam de "transubstanciação", crença dogmática na qual o pão e o vinho da eucaristia se transformam LITERALMENTE no corpo e no sangue de Cristo, respectivamente. No Nordeste do Brasil existem até algumas "lendas" que envolvem os "santos regionais" de que ocorreram ocasiões de pessoas que encheram a boca de sangue ao comungarem da "hóstia consagrada". Tudo crendice!

Cremos, sim, na "consubstanciação", que ensina que o pão (sem fermento) e o vinho (suco puro da uva, não fermentado) se transformam em SÍMBOLOS do corpo e do sangue de Jesus Cristo. Esta crença é muito mais harmonizada com o que as Escrituras ensinam sobre o assunto.

Por ocasião da Santa Ceia, nós temos o privilégio de participar dos "emblemas" sagrados que nos trazem à lembrança o sacrifício expiatório e plenamente eficaz que Jesus realizou na Cruz do Calvário em nosso lugar, pagando o preço pelos nossos vis pecados.

Portanto, a Santa Ceia seria um "mini batismo", no qual reconsagramos nossa vida a Deus, e recebemos dEle o poder para vivermos uma vida de santidade e harmonia com Sua Palavra. É interessante observar que a Santa Ceia é um momento tão especial, que O próprio Jesus Se faz presente:

"É nessas ocasiões [de Santa Ceia], indicadas por Ele mesmo, que Cristo Se encontra com Seu povo, e os revigora por Sua presença. Corações e mãos indignos podem mesmo dirigir a ordenança; todavia Cristo ali Se encontra para ministrar a Seus filhos. Todos quantos ali chegam com a fé baseada nEle, serão grandemente abençoados" (Desejado de Todas as Nações, pág. 656).

Veja que o texto inspirado traz importantes revelações:
1. A Santa Ceia é um momento especial, no qual Jesus Se encontra com Seu povo. Não é aquele encontro "rotineiro" dos cultos, mas um encontro especial, diferente - mais glorioso.
2. Mesmo que aqueles que estiverem dirigindo a cerimônia (pastores ou anciãos) não estejam "santificados", e tenham algum pecado oculto acariciado, mesmo assim Deus abençoa a ocasião, pois Cristo está presente para ministrar PESSOALMENTE.
3. Todos os que vão à Santa Ceia, e participam com o coração agradecido e esperançoso, recebem a bênção de Jesus em suas vidas. Todos!!!!

Tenho percebido que alguns têm dúvidas com relação à Santa Ceia, e quero aproveitar aqui para novamente esclarecer algumas delas.

1. Somente membros batizados podem participar da cerimônia?
Nós praticamos a comunhão "aberta", ou seja, todos que entregaram a vida a Cristo podem participar (ver Manual da Igreja, pág. 83). Isso não quer dizer que sejam somente membros batizados da IASD. Veja o que diz Ellen White:
"Podem entrar pessoas que não são, no íntimo, servos da verdade e da santidade, mas que desejem tomar parte no serviço. Não devem ser proibidas. Acham-se ali testemunhas que estavam presentes quando Jesus lavou os pés dos discípulos e de Judas. Olhos mais que humanos contemplam a cena. Por Seu Santo Espírito, Cristo ali está para pôr o selo à Sua ordenança. Está ali para convencer e abrandar o coração. Nem um olhar, nem um pensamento de arrependimento escapa a Sua observação. Pelo coração contrito, quebrantado, espera Ele. Tudo está preparado para a recepção daquela alma. Aquele que lavou os pés de Judas, anseia lavar todo coração da mancha do pecado" (DTN, pág. 656).
Mesmo pessoas que não sejam Adventistas, mas que compreendem a importância da ocasião, e entendem e aceitam o significado da morte e ressurreição de Jesus, podem (e devem) participar.
As crianças menores participam observando o exemplo dos adultos.

2. Por que alguns Adventistas preferem não participar da Ceia, alegando estarem "indignos" ou "em pecado"?
Infelizmente, sempre aparecem irmãos e irmãs com afirmações deste tipo, nos momentos de Santa Ceia. Quantas vezes eu já não ouvi alguém dizer: "Eu não vou participar, pois não estou digno"! Quero dizer-lhes que isto é o resultado de uma mente que ainda não entendeu a justificação pela fé, e muito menos o que significa a Ceia do Senhor para o cristão da Nova Aliança. Quero apresentar mais um texto do Espírito de Profecia:
"(...) Aquele que lavou os pés de Judas, anseia lavar todo coração da mancha do pecado. Ninguém deve se excluir da comunhão por estar presente, talvez, alguém que seja indigno. Todo discípulo é chamado a participar publicamente, e dar assim testemunho de que aceita a Cristo como seu Salvador pessoal. (...) Todos quantos ali chegam com a fé baseada nEle, serão grandemente abençoados. Todos quantos negligenciam esses períodos de divino privilégio, sofrerão prejuízo" (DTN, pág. 656).

Percebe o que o texto está dizendo? Jesus lavou até os pés do próprio Judas, e depois entregou em suas traidoras mãos os emblemas do Seu corpo e do Seu sangue.
Ora, se Jesus, o onisciente Deus, não proibiu nem mesmo àquele que O haveria de trair, de participar da Santa Ceia, por que eu ou você devemos achar que não somos dignos de participar?! É claro que somos! Não importam as circunstâncias pecaminosas do momento! Jesus está ali para nos dar Seu perdão e Seu poder transformador. Crês isto?!

3. Quem não participa da comunhão pode tomar parte na cerimônia?
Esta é uma pergunta interessante. Freqüentemente vejo pessoas que participam da cerimônia da Ceia cantando, por exemplo, mas que não participam da comunhão, ou seja, não tomam parte no pão e no vinho. Considero isso uma falta de coerência, pois a pessoa não se acha digna (a não ser que o motivo seja outro) de participar do pão e do vinho, mas está apta a cantar durante a programação? Isso é incoerência teológica pura! Se não participou do pão e do vinho também não deveria cantar ou tomar parte de outra forma, ficando apenas na audiência da programação (o que é uma grande perda para sua vida espiritual, segundo o que já vimos nos textos supracitados).
Provavelmente, o problema está exatamente naquilo que falei anteriormente, pois alguns não entendem ainda o que significa ser "justificado pela fé em Cristo", e sua condição de pecador "salvo no Senhor".

4. Que "tipo" de suco de uva e de pão devem ser usados?
Em certa ocasião, no meu período de colportagem estudantil, me deparei com uma situação inusitada. Eu estava dando uma palestra em uma igreja evangélica pentecostal na cidade de Natal/RN, e após o encerramento do culto o presbítero começou a "puxar" conversa, e em dado momento ele afirmou que havia realizado recentemente uma Ceia em uma cidade do interior, e por falta de opção precisou usar pão francês e "Fanta Uva" como símbolos da cerimônia.
Fatos como estes descaracterizam totalmente o significado da Ceia, pois o pão não pode conter qualquer presença de fermento ou aditivos químicos, e o vinho também deve ser o mais puro suco de uva, sem qualquer adição de conservantes, água, açúcar, ou coisa parecida. Afinal, não são eles os "símbolos" do corpo e do sangue imaculado do Senhor Jesus Cristo?!

5. O que acontece com o pão e o suco que sobram após a cerimônia?
A parte que não foi "consagrada", ou seja, que não recebeu a bênção proferida pelo ministrante da Ceia (Pastor ou Ancião) pode ser aproveitada sem problemas (o vinho que ficou na garrafa, por exemplo).
Mas o pão e o vinho que sobraram na Mesa, após a distribuição aos participantes, devem ser eliminados (enterra-se o pão e derrama-se o vinho na terra), pois não podem servir de "lanche" ou "comida".
Era exatamente esta a acusação que Paulo fazia contra os Coríntios, onde alguns estavam indo para as Ceias apenas para se alimentarem de suco de uva e pão - era a bebedice e glutonaria que ele tanto condenou (cf. 1Cor. 11:21-22).

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Caros amigos, não deixem que o sentimento de derrota pelo pecado tire de vocês a alegria de participarem de uma Santa Ceia. Tenho plena certeza que não há um motivo sequer que possa impedir de um pecador arrependido, e desejoso de receber o toque divino, tomar parte da comunhão.

Se você estiver se sentindo indigno de participar, então você deve ser o primeiro a participar, pois é lá que Jesus vai restaurar sua vida, e te conceder o almejado perdão.

"Mas o momento da comunhão não deve ser um período de tristeza. Não é esse o seu desígnio. Ao reunirem-se os discípulos do Senhor em torno de Sua mesa, não devem lembrar e lamentar suas deficiências. Não se devem demorar em sua passada vida religiosa, seja ela de molde a elevar ou a deprimir. Não tragam à memória as diferenças existentes entre si e seus irmãos. A cerimônia preparatória [o lava-pés] abrangeu tudo isso. O exame próprio, a confissão do pecado, a reconciliação dos desentendimentos, tudo já foi feito. Agora, chegam para se encontrar com Cristo. Não devem permanecer à sombra da cruz, mas à sua luz salvadora. Abram a alma aos brilhantes raios do Sol da Justiça. Corações limpos pelo preciosíssimo sangue de Cristo, na plena consciência de Sua presença, se bem que invisível, devem-Lhe ouvir as palavras: 'Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou: não vo-la dou como o mundo a dá' - João 14:27" (DTN, pág. 659).

Louvado seja o nosso maravilhoso Deus, que na Ceia nos dá uma 2ª chance de vitória!

Sexta-feira, Agosto 19, 2011

Os Adventistas e Daniel 8:14

Parece que quanto mais o tempo passa, mais as pessoas se deixam levar pelos preconceitos, e não se abrem os olhos para a beleza da Revelação Divina.

Especialmente com relação às profecias de Daniel e Apocalipse, a cegueira no mundo cristão, de um modo geral, é alarmante! Fazem uma "salada hermenêutica", tentando provar teorias que a exegese sincera da Bíblia jamais confirmou.

Dentre os temas mais utilizados pelos opositores da mensagem Adventista está a profecia de Dan. 8:14, cuja interpretação é bastante peculiar da nossa denominação... graças a Deus!

Duas perguntas me foram feitas sobre o tema. Apesar de já ter postado muita coisa sobre o assunto (é só verificar na lista de assuntos ao final desta coluna à direita do blog), vou aqui responder, suscintamente, estas indagações.

1. Como provar que a IASD surgiu por profecia, se não há na Bíblia essa profecia que dê privilégio a sua organização?

Em primeiro lugar, a Biblia não tem realmente nenhuma profecia referente ao surgimento, explícito, da "organização" Adventista do 7º Dia. Isso é verdade!

Entretanto, é notória a confirmação de que a profecia de Dan. 8:14 se cumpriu em 1844 d.C., data que deu origem ao "embrião" missionário que culminou com a formalização da Igreja Adventista do 7º Dia, cerca de 20 anos mais tarde.

Vamos relembrar um pouco sobre o contexo da profecia a que me referi acima:

Daniel não entendeu o significado completo da visão que recebera, e isso trouxe um sentimento de enfraquecimento físico e mental sobre ele (cf. 8:27). O capítulo 9 inicia com uma oração do profeta para que o Senhor o ilumine sobre o significado do importante período de dominação do “chifre pequeno” (poder papal) sobre o povo de Deus. E o Senhor o orienta sobre isso.

O anjo Gabriel, o mesmo que anunciou a visão inicialmente (cf. 8:16), é agora enviado para explicar mais detalhadamente o desenvolvimento da visão dos 2300 anos para Daniel. Como um “selo” sobre a profecia, encontramos um período especial de tempo de 70 semanas (ou 490 anos) que seriam “determinadas” (ou “cortadas”, do heb. CHATHAK) sobre o povo de Israel. Estas 70 semanas marcariam o início dos 2300 anos, selando a visão e a profecia (9:24).

a) “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” (v. 25).
Houve 3 decretos principais de restauração sobre Jerusalém, que na época de Daniel estava em ruínas, devido às invasões babilônicas de 605 a.C., 597 a.C. e 586 a.C.:

1º decreto: de Ciro, em 537/538 a.C., que concede permissão para reconstruir o templo em Jerusalém (Esdras 1:1-3);

2º decreto: de Dario I Histaspes, em 519/520 a.C., que dá autorização para que se continue a reconstrução, porém com garantias financeiras (Esdras 6);

3º decreto: de Artaxerxes I Longímano, em 457 a.C., que liberta completamente o povo judeu da servidão à Pérsia, dando-lhes autoridade para reconstruir o Estado israelita (Esdras 7:1-13). Artaxerxes ainda promulgou um decreto extra, em 444 a.C. (cf. Neemias 1 e 2), apenas complementando o de 457 a.C.

Qual o decreto que deve ser utilizado para o início da profecia de Dn 8:14?
Apenas o 3º decreto, o de 457 a.C., concedeu a Jerusalém o seu renascimento legal, pois autorizou a indicação de magistrados e juízes e, em particular, restabeleceu as leis judaicas como base do governo local, restaurando Jerusalém como capital do reino. Também somente a partir desta data (457 a.C.) chegamos perfeitamente às datas mencionadas na profecia: batismo de Jesus, Sua morte expiatória, início da pregação aos gentios, etc.

O cálculo é simples:
2300 - 490 = 1.810
As "70 Semanas" se encerraram em 34 d.C., com a morte de Estêvão, o último "profeta" nos moldes do AT e o primeiro "mártir" cristão.

Portanto...

34 + 1.810 = 1.844 d.C. (data final da profecia)

A partir desta data, surgiu o "povo" que levantaria bem alto a proclamação das 3 mensagens angélicas de Apoc. 14, povo este que já havia sido mencionado no capítulo 10 do mesmo livro, profetizando a todo o mundo.

Mais detalhes sobre a profecia podem ser facilmente encontrados nos livros denominacionais, tendo sido, inclusive, objeto de estudo durante 3 meses de uma lição da Escola Sabatina recentemente "mastigada".

2. Como aceitar a interpretação adventista de Daniel 8:14, como dias proféticos, quando o profeta faz referência ao sacrificio continuo - noto aqui uma dificuldade para os adventistas para explicar sacrificio continuo.

Mais uma vez confirmo minha "teoria" de que os nossos opositores não se dão ao trabalho de estudarem a exegese bíblica a fundo e, muito menos, o que a Igreja Adventista rotineiramente escreve sobre o assunto. Em tempos de Internet, parece que muitos já se acostumaram ao surrado "CTRL+C CTRL+V", mas não páram para analisarem que muitas dessas informações divulgadas em sites pseudo-apologéticos são fragilíssimas em sua sustentação escriturística.

Vejamos...

Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados? Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado” – Dn 8:13-14.

O Termo TAMID
O v. 11 declara que o chifre pequeno tiraria o “sacrifício diário” (Almeida Revista e Atualizada), ou o “contínuo sacrifício” (Almeida Revista e Corrigida). Porém, a palavra hebraica que aparece neste verso e nos seguintes, referindo-se a este “sacrifício” contínuo é TAMID. No original, não aparece a palavra “sacrifício”, como foi colocada em nossa tradução para o português.

Esta palavra (TAMID) aparece sempre no contexto do trabalho contínuo realizado no santuário de Israel (um símbolo da contínua mediação de Jesus como Sumo-Sacerdote do santuário celestial). Alguns versos nos quais aparece esta mesma palavra no hebraico são: Nm 4:7, 16: 28:10, 15, 23, 24, 31; 29:6, 11, 16; 29:19, 22, 25, 28, 31, 34, 38. Observe que TAMID sempre aparece no contexto dos serviços de intercessão e expiação contínua do santuário.

Um dos trabalhos do chifre pequeno seria adulterar o TAMID do santuário (v. 11). Ou seja, o chifre estaria disposto a criar um novo sistema de mediação, para ser colocado no lugar da mediação e intercessão que apenas Jesus pode realizar em nosso favor. Aos poucos, a igreja de Roma foi ofuscando a única e eficaz mediação de Jesus em nosso benefício no santuário celestial (1Tm 2:5; Hb 8:6), e em seu lugar colocou um novo sistema de mediação, no qual Maria e os “santos” ocupam o lugar que unicamente Jesus tem autoridade para fazê-lo.

Como vemos, o TAMID foi retirado, conforme profetizado em Daniel, e substituído por um outro sistema, segundo a “autoridade” arrogada por Roma. A verdade foi, paulatinamente, deitada por terra... pena que muitos ditos "evangélicos" não querem se dar conta disso!

“Até quando?”
No v. 13 é apresentada a preocupação com relação ao fim deste período de dominação e usurpação que seria característico do chifre pequeno. A ênfase é no “até quando”, ou seja, por quanto tempo duraria esta visão do contínuo e da rebelião? Surge, então, a misteriosa declaração: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado” (v. 14).

O termo “purificado” é uma tradução da palavra hebraica TSADAQ. Ela, e suas variantes, têm outros significados que podem nos ajudar a entender melhor a visão. Vejamos como a palavra foi traduzida em outras versões bíblicas.
Seria feita justiça” – Bíblia de Jerusalém
Seria reconsagrado” – Nova Versão Internacional
Será levado a uma condição correta” – Trad. Novo Mundo
Será restabelecido em seus direitos” – Trad. Ecumênica
Será limpo” – King James Version

Vê-se que não há uma palavra única, em português, apropriada para a tradução de TSADAQ.
Interessante notar ainda, que Daniel não utiliza o termo TAHER, que também significa “limpar”, “purificar” (Gn 7:2, 8; Lv 12:4, 5, 6; 15:28; Dt 14:11; etc.). TAHER tem um sentido de purificação legal, mas a ação do chifre pequeno afeta o santuário celeste, como vemos claramente nos estudos de Daniel, Hebreus e Apocalipse.

TSADAQ, por outro lado, tem o sentido de uma purificação mais ampla, e ocorre também em contextos judiciais. Assim, a obra não seria apenas “purificar” (TAHER), mas “vindicar” (TSADAQ) – Hb 9:23.

Ao final do período da visão, o Santuário e seu sistema de mediação contínua (TAMID) seria “justificado”, ou seja, após o período de supremacia do poder do chifre pequeno (Roma), o Santuário voltaria a ser conhecido e valorizado pelo povo de Deus, que havia recebido o ensinamento de um sistema de mediação adulterado (dogmas do papado), que tirou o papel único de Jesus como Mediador da raça humana. O TAMID do ministério sacerdotal de Cristo no Santuário celestial (cf. Hb 7:25; 1Jo 2:1) é a verdadeira adoração de Cristo na era evangélica.

Suprimir o TAMID significa a substituição feita pelo poder papal da união voluntária de todos os crentes em Cristo, por uma união obrigatória com uma igreja visível – a católica romana.
Para a pergunta inicial do v. 13 (até quando duraria a visão?) é apresentada uma resposta no v. 14: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs”.

“Tardes e manhãs”
A expressão “tarde e manhã” é a tradução das palavras EREB BOQER, que aparecem no contexto da Criação em Gênesis, como representando um dia literal de 24 horas (Gn 1:5, 8, 13, 19, 23, 31). Isso mostra que a expressão “tarde e a manhã” de Dn 8:14 deve ser entendida como um dia, conforme aparece exemplificada em Gênesis. Não há como desmembrar a expressão para que dê 1150 dias, como sugerem alguns teólogos modernos.

Sabemos, então, que as 2300 tardes e manhãs representam 2300 dias inteiros, porém há mais um detalhe a se observar: o contexto da profecia sugere que ela se desenvolveria por um período de tempo bem extenso, além do tempo de Daniel, conforme os versos 17 a 26. Os 2300 dias literalmente representariam pouco mais de 6 anos, o que não daria a extensão descrita pelo ente celestial (“ao tempo do fim”). O contexto mostra que a profecia envolveria os reinos Medo-Persa (v. 20), Grécia (v. 21) e um reino que viria depois destes (vv. 22-25), historicamente tratando-se de Roma.

Portanto, os 2300 dias da profecia de Dn 8:14 não podem ser entendidos literalmente, mas sim como “dias proféticos”, que tinham o valor de 1 ano para cada 1 dia.

Há algum meio de comprovar este princípio “dia-ano” através da Bíblia? Vejamos...
a) Lv 25:8 – as sete semanas de ano, cada dia por um ano.
b) Nm 14:34 – os 40 dias, cada dia por um ano.
c) Ez 4:6-7 – os 40 dias de exílio, cada dia por um ano.

Fica evidente, após um estudo acurado e destituído de preconceitos, que todos os esforços para harmonizar o período da profecia de Dn 8:14 como sendo de 2300 dias, ou 1150 dias, com qualquer época histórica que se mencione nos livros de Macabeus e em Josefo, têm sido inúteis.

Parece impossível encontrar os acontecimentos separados por 2300 dias, que corresponderiam com a descrição de Daniel 8. A única forma em que se pode dar consistência a estas “tardes e manhãs” é computá-las mediante a aplicação bíblica do princípio dia-ano.

Aplicando-se tal princípio à profecia de Dn 8:14, vemos que os 2300 dias representam, na verdade, 2300 anos. Portanto, ao final deste período o Santuário seria vindicado em seu real propósito de ensinar a perfeita, eficaz e completa mediação de Jesus em nosso favor no Santuário celestial. Ao fim deste período, a mensagem de mediação sumo-sacerdotal de Jesus seria “restaurada”, e o santuário celestial seria “vindicado”, ou “justificado”, em relação ao falso sistema de mediação imposto pela igreja católica romana, através da mariolatria e dos “santos”.

Portanto, caro sr. Orlandinus, a Igreja Adventista do 7º Dia tem uma base sólida, bíblica e inquebrantável sobre sua origem profética... só não vê quem não quer.

"Aqui está a paciência dos santos; os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apoc. 14:12)

Quarta-feira, Agosto 17, 2011

Adventista no Programa de Anna Hickmann

A comunidade Adventista no Brasil não comenta outra coisa a não ser o caso da publicitária Wasthi Lauers, que pediu dispensa de participar em um programa de TV, no qual precisaria ficar "confinada" com outras condidatas a Repórter.

Diversos outros sites de notícias também publicaram a matéria, dando um destaque para o testemunho de fé da jovem (clique aqui). É claro que alguns outros, com uma "ideologia" mais preconceituosa, não perderam a oportunidade de criticarem o comportamento "fanático" ou "judaizante" dos Adventistas.

Fico triste porque mesmo entre os seus "irmãos" de fé, ela também encontrou quem a criticasse. Em uma visão muito "fria", de quem está de fora apenas "assistindo" os fatos (e muitas vezes não teria a mesma coragem que ela teve em se revelar e, talvez, perder uma oportunidade de crescer na profissão), poderíamos dizer que ela foi imprudente em entrar em um programa do qual já sabia que não podeia manter sua fidelidade a Deus.

Mas, não foi isso também que aconteceu com outra personagem da Bíblia, no contexto da história de outra Vasti?!

Quem somos nós para julgarmos alguém que nem conhecemos? Quantos podem, com plena certeza, dizer que não foi desígnio do Senhor em ter colocado esta Adventista do Sétimo Dia para dar seu testemunho EM REDE NACIONAL DE TELEVISÃO, diante de uma das mais respeitadas e admiradas apresentadoras deste País?! Eu não tenho esta certeza...

Nos últimos anos tenho aprendido a olhar para meus irmãos com o olhar de Jesus... não com o olhar dos fariseus e "doutores" da lei. Estes, sim, estavam sempre prontos a verem motivos de crítica em tudo... ATÉ NOS MILAGRES QUE CRISTO OPERAVA!

Parabéns, Wasthi Lauers! Estou certo que Deus abrirá muitas e muitas outras portas para sua carreira profissional... mas se não as abrir, você pode dormir tranquila por saber que faz parte da minoria que "jura com dano próprio mas não se retrata" (Salmo 15:4).

Uma genuína candidata ao Reino de Deus!

Terça-feira, Agosto 16, 2011

Onde estão os clips?

Dia e noite, pesquisadores investigam os mistérios de nossa existência: a possibilidade de vida em outros planetas, doenças incuráveis, a origem do Sistema Solar, a base genética da vida. Estas são as Grandes Questões. Mas, ao mesmo tempo, alguns pesquisam pequenas questões. Por exemplo: para onde vão os clips de papel?

O Lloyd's Bank of London, por exemplo, acompanhou o destino de quase 100.000 clips de papel, e observou que somente 2.000 foram usados para segurar papéis. O banco disse que 14.163 foram dobrados e torcidos durante conversações telefônicas; 19.143 foram usados como fichas em jogo de cartas; 7.200 como alfinete de roupas; 5.434 tornaram-se palitos de dentes ou cotonetes; 5.308 foram transformados em limpadores de unhas; 3.916 limparam cachimbos e muitas outras coisas; e 40.000 vergonhosamente caíram no chão e foram varridos para o lixo. É interessante ver que algo tão bem inventado e tão útil, possa ser tão mal usado e freqüentemente, pelo menos aparentemente, desperdiçado!

O que você está fazendo com sua vida?

Muitas pessoas estão palitando os dentes ou coçando as orelhas, quando Deus definitivamente nos fez para trazermos glória e honra ao Seu nome pela vida que vivemos.

Que tipo de clips é você?

Está sendo usado corretamente para o que foi criado, ou será que já foi para o "lixo"? Pode ser que você, como os clips, nunca tenha realmente sido usado para seu propósito principal.

Deus tem um plano para a sua vida!

Coloque-se nas mãos dEle, e pergunte como você pode ser útil em Sua obra. A grande diferença entre você e os clips é que está em suas mãos a escolha para transformar-se, pois Deus está aguardando sua autorização para derramar o poder para ser uma nova pessoa.

"Entrega o teu caminho ao Senhor,
confia nEle, e o mais Ele fará" - Salmo 37:5

Extraído de : "Como seguir a Jesus" - Bill Jones.

Segunda-feira, Agosto 15, 2011

Arrebatamento Secreto?

Há alguns meses eu abordei aqui o tema do ARREBATAMENTO SECRETO, mostrando a relação entre ele e a maneira como os Estados Unidos defendem Israel (clique aqui).

É interessante notar que logo depois este tema também foi comentado em um dos maiores portais de notícias seculares do Brasil, o G1. O título foi "Crença no Arrebatamento é Colagem de Textos Bíblicos, dizem Especialistas".

Em determinado momento do artigo, há a seguinte declaração:

"Em essência, a crença no Arrebatamento é uma colagem de trechos do Novo e do Antigo Testamento, cada um deles com perspectivas diferentes sobre o futuro da humanidade e o retorno glorioso de Jesus Cristo à Terra. É uma tentativa de criar um mapa dos eventos futuros com base, por exemplo, no Apocalipse, no capítulo 13 do Evangelho de Marcos e na Primeira Carta de Paulo aos Tessalonicenses".

A última frase é de um professor de teologia da Universidade Metodista de São Paulo, o prof. Augusto Nogueira.

Em outro momento, o autor do artigo diz o seguinte:

"Ambos os pressupostos provavelmente estão errados. "É importante a gente reconhecer que há vários tipos diferentes de expectativa apocalíptica entre os autores do Novo Testamento", diz [Augusto] Nogueira, que é autor do livro "O que é Apocalipse" (Editora Brasiliense). "O único a realmente falar numa espécie de arrebatamento é Paulo, na Primeira Carta aos Tessalonicenses", afirma. Nas cartas realmente escritas pelo apóstolo Paulo (várias das que estão no Novo Testamento parecem não ser de autoria dele), o líder cristão não fala da Tribulação ou da batalha em Megiddo, mas parece ver o retorno de Cristo de forma simultânea com a ressurreição dos mortos e o arrebatamento dos fiéis ainda vivos".

Com exceção de interpretações referentes ao número da Besta, sua personificação, e alguns outros detalhes escatológicos, bem que poderia ter sido um artigo preparado por um Adventista. Isso mostra que nossa teologia não é baseada em sectarismos (por isso nos chamam de "seita"), ou "devaneios de Ellen White", como alguns sites costumam dizer.

Nossa fé é algo sólido, defendida até por pessoas que costumam nos criticar. Não precisamos ter medo de defendê-la, pois sua sustentação é amparada na Bíblia Sagrada. O que precisamos é nos manter alertas, e sempre vigilantes, como nos aconselhou o Senhor Jesus.

Estude sua Lição da Escola Sabatina, frequente aos cultos regularmente (não só os do sábado), participe de um Pequeno Grupo, dê Estudos Bíblicos... em resumo... seja um crente atuante, e você verá que nada nem ninguém conseguirá abalar a sua fé.

Em breve veremos também debates sobre o Sábado, e neste momento, provavelmente, nós é que estaremos na "berlinda".

A luta que está à nossa frente é grande... MAS A VITÓRIA É CERTA!

"julgai todas as coisas, retende o que é bom" (1Tessal. 5:21).

Domingo, Agosto 14, 2011

Filho Adotivo

Não abandone seu pai na velhice

Valorizar nossos "Mestres"

Segundo a Bíblia, Deus concedeu diversos dons de liderança à Sua Igreja, com o objetivo de que ela se mantivesse no rumo certo e sempre progredindo.

"E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro" (Efés. 4:11-14).

Nas palavras do santo apóstolo Paulo, a liderança da Igreja tem a sagrada missão de promover o "aperfeiçoamento dos santos", a "edificação do corpo de Cristo", levando todos à "unidade da fé". Para Paulo, isso era muito importante para que os cristãos não fossem como "meninos", que poderiam ser induzidos por qualquer "vento de doutrina" equivocada. Afinal, sempre haveriam muitos que usariam de "artimanha" e "astúcia" para induzirem a Igreja ao erro.

Portanto, uma leitura do texto bíblico deixa muito claro que nem todos os líderes da Igreja deveriam ser pastores, ou profetas, ou apóstolos, ou evangelistas. Ou seja, nem todos precisariam se dedicar, exclusivamente, ao cuidado direto do rebanho ou ao trabalho missionário em si. Dentre os líderes, o Espírito Santo (a Pessoa da Trindade que promove esta capacitação da Igreja) escolheria alguns para se dedicarem ao estudo profundo dos temas bíblicos, para poder ensinar à Igreja e assim protegê-la dos artifícios demoníacos da apostasia.

Por que estou trazendo novamente este tema hoje?

Recentemente lí um comentário de uma determinada pessoa, dissidente da IASD, o qual criticava e menosprezava os títulos acadêmicos de alguns homens de Deus que dedicam suas vidas a ensinarem o rebanho do Senhor. E esta pessoa não está sozinha... é comum lermos comentários sarcásticos e grosseiros vindos de críticos da Igreja, que não valorizam o conhecimento doutrinário, bíblico, acadêmico e devocional de nossos mestres.

Sabe o que eu penso que, no fundo, é o motivo de tanta revolta e crítica?
Estas pessoas não tiveram capacidade intelectual suficiente para conquistarem um Mestrado ou Doutorado em Teologia (o que é tão difícil e desgastante quanto em qualquer outra área das Ciências Humanas), e por isso atiram pedras naqueles que almejaram esta vitória.

É como aquela história da raposa e das uvas, como já mencionei aqui outra vez. Quando não conseguimos atingir uma meta que gostaríamos de alcançar, em vez de valorizarmos os que conseguiram, alguns de nós prefere menosprezá-los. É uma reação de defesa de nossa psiquê, para não parecermos tão "derrotados". E isso não ocorre só entre dissidentes Adventistas, pois há muito membro de outras denominações que se acham os "tais", e ficam espezinhando arrogantemente sobre os que se dedicam ao estudo sério e dedicado da Teologia. Tem muita igreja neo-pentecostal rica da atualidade, onde os seus líderes mal sabem o significado da palavra "exegese".

Vejo nos comentários maldosos dos críticos, homens do quilate do Dr. Timm, do Dr. José Carlos Ramos, do Dr. Rodrigo Silva, do Dr. Ozeas Moura, do Dr. Elias Brasil, do Dr. Natanael Moraes, do Dr. Luiz Nunes, e tantos e tantos outros, serem sarcasticamente criticados e menosprezados. Foi graças a pessoas que Deus usou como mestres do rebanho, por exemplo, que hoje nós temos uma Bíblia em língua portuguesa 100% em harmonia com os melhores textos das línguas bíblicas originais: hebraico, aramaico e grego.

Em vez de perderem tempo com palavras duras e irônicas, que muitas vezes magoam e desanimam, estes críticos deveriam se unir aos nossos diletos doutores e mestres para que a Igreja se mantivesse sempre no caminho certo em matéria de doutrina e fé.

Mas... espere ai!

É exatamente por isso que eles odeiam tantos nossos mestres: é porque estes homens de Deus não abonam suas doutrinas "astuciosas" que têm levados muitos "meninos" ao erro.

Só pode ser por isso!

"... e digas: Como aborreci o ensino! E desprezou o meu coração a disciplina! E não escutei a voz dos que me ensinavam, nem a meus mestres inclinei os ouvidos!" (Prov. 5:12-13).

Louvado seja o Senhor por ter concedido o dom do ensino a tantos homens e mulheres de valor, como os que temos em nossa Igreja!

Sexta-feira, Agosto 12, 2011

É verdade que a IASD marcou datas para a volta de Jesus?

"Já me disseram que tanto Ellen White como muitos outros pioneiros Adventistas marcaram várias datas para o retorno de Jesus. Isso é verdade?"

Eu AINDA fico impressionado com a maneira como os opositores dos Adventistas agem.

A maioria esmagadora dessas pessoas nunca se dignou a ler algum livro da História Denominacional dos Adventistas, e limitam-se, apenas, a repetir a ladainha que ouvem em seus cursos doutrinários fajutos e pregações equivocadas. São os "crentes papagaios..."

Dentre as inúmeras dessas "ladainhas", uma comumente utilizada é a de que "os Adventistas marcaram datas para a volta de Jesus", tentando assim desacreditar a forte base doutrinária desta Igreja.

Como eu disse, tais pessoas repetem estes frágeis argumentos pelo simples fato de não conhecerem o que REALMENTE aconteceu no surgimento da IASD... ou então agem de má fé, repetindo falácias que sabem que são inverídicas! Prefiro crer na primeira opção...

Todos sabem, e os livros denominacionais estão ai para confirmar, que a Igreja Adventista só surgiu na década de 1860, ou seja, quase 20 anos depois do desapontamento de 22 de outubro de 1844. Na verdade, quem marcou esta data foi um BATISTA, o senhor Guilherme (ou William, em inglês) Miller. Ele, sim, foi quem fez os cálculos e descobriu que algo muito importante ocorreria em 22-10-1844. Seu erro foi acreditar que o evento seria a VOLTA DE JESUS.

Como sabemos hoje, Miller errou no evento, mas não nos cálculos da data. Ou seja, a data estava correta... o que estava errado era o pensamento de que este seria o dia do retorno de Jesus, conforme a crença evangélica daquela época.

Depois deste fatídico dia (22-10-1844), o Movimento Millerita (também chamado de Movimento Adventista por alguns, porém não deve-se confundir com a Igreja Adventista do 7º Dia), se fragmentou em diversos ramos.

Algumas pessoas continuaram refazendo os cálculos de Miller, e repetiram o erro de datar o retorno de Jesus. Mas NUNCA a Igreja Adventista do 7º Dia, como Instituição organizada, cometeu tal erro.

A Igreja Adventista, e seus hoje quase 20 milhões de membros, não pode ser continuamente acusada e ridicularizada (insisto, pelos que preferem não conhecer sua História), devido ao erro de algumas pessoas que, posteriormente, formariam a primeira geração de membros da denominação. Da mesma forma, hoje não podemos condenar uma denominação inteira porque alguns membros, equivocadamente, gostam de pensar, por exemplo, que um tal
CHIP MONDEX será a marca da besta.

Na sua excelente obra doutoral ("Crises na Igreja Apostólica e na Igreja Adventista do 7º Dia"), o Pr. Luiz Nunes traz o seguinte esclarecimento:

"A tendência literalista exagerada do historicismo de alguns estudiosos adventistas os levou ocasionalmente a marcar novas datas para o Segundo Advento, ameaçando assim a credibilidade do adventismo. Após a decepção de 22 de outubro de 1844, a Segunda Vinda de Cristo foi aguardada por alguns para abril de 1845, quando terminaria o ano judaico de 1844... Tendo falhado esta previsão, surgiram alguns artigos propondo novas datas" (pág. 104).

Entre estes "calculistas" estavam: O. R. L. Crosier, Hiram Edson, Joseph Bates, e outros.

Porém, antes de outubro de 1845, como lembra o Pr. Nunes, Ellen White recebeu uma visão advertindo que a tentativa de marcar novas datas seria sempre motivo de desapontamento (como o é até hoje! Basta relembrar o fiasco recente de uma igreja americana em 21/05/2011). Veja o que ela declarou posteriormente:

"Tenho sido repetidamente advertida com referência a marcar tempo. Nunca mais haverá para o povo de Deus uma mensagem baseada no tempo" - Mens. Escolhidas, vol. 1, pág. 188.

Como vemos, muitos anos ANTES de nascer a Igreja Adventista do 7º Dia, Ellen White já fora orientada sobre o erro de marcar datas para a volta de Cristo, ou para qualquer outro aspecto temporal da profecia apocalítica, posterior a 22 de outubro de 1844.

Portanto, cai por terra mais esta falácia: de que Ellen White e os "pioneiros" da Igreja Adventista do 7º Dia cometeram sucessivos erros na datação do retorno de Cristo.

Pena que ainda vamos ouvir esta ladainha mentirosa MUUUUUUUIIIITAS vezes...

Quinta-feira, Agosto 11, 2011

Por que o justo sofre e o ímpio prospera?

Nós, cristãos, por vezes somos tomados pelo pensamento de que Deus não cuida verdadeiramente do Seu povo. "Se Deus realmente está conosco", pensamos, "por que então, os cristãos precisam sofrer tanto?" Por que Deus não impede que as mazelas que acometem aos que não O amam caiam também sobre os que procuram viver do lado dEle?

Esta foi a grande dúvida que inspirou Asafe a escrever o Salmo 73 (leia-o agora mesmo, se possível).

Como sacerdote encarregado de cuidar dos cantores (1Cr 25), Asafe tinha uma grande sensibilidade para expressar em palavras o que se passa no íntimo da alma humana. No Salmo 73 ele coloca para fora tudo que o atormentava com relação à prosperidade dos maus, e à aparente apatia de Deus para com os sofrimentos do Seu povo.

Após comparar as facilidades e aparentes vantagens que os ímpios têm sobre os justos (vv. 1-16), Asafe pára e se dá conta de que estava olhando as coisas sob uma ótica errada. Deus não abençoa os ímpios e desampara o justo.

A recompensa final de ambos é que deve ser o foco da atenção. Se para o ímpio a vida terrena parece ser tão feliz, ao final, quando Deus colocar um fim ao pecados e suas conseqüências, o justo é que sairá vitorioso.

Quando Asafe parou para pensar em Deus e Sua misericórdia (v. 17) viu o quanto estava errado, e o quanto é mais vantajoso, desde agora, permanecer ao lado do Pai (vv. 18-28).

A história de Asafe se repetiu na minha vida particular...

No final de novembro de 2002, fui tomado de surpresa ao saber que dentro de mim estaria desenvolvendo-se uma tumoração que já estava com cerca de 6cm.

Tudo começou quando eu tive uma forte crise de anemia que me fez parar no consultório de um Hematologista no interior da Bahia. A princípio a suspeita recaiu sobre algum sangramento interno proveniente de uma possível úlcera estomacal. Começaram os exames, a tensão foi aumentando e, após passar por uma transfusão de sangue para repor a taxa de hemoglobina do meu sangue, que estava na casa de 5,5 (quando o mínimo normal é 11,5), foi detectado que eu estava mesmo era com uma tumoração a nível de intestino delgado.

Aos 28 anos de idade, casado, pai de 1 filha de 4 anos, estudante do 3º ano de Teologia do SALT-IAENE, isso caiu como uma bomba. E começou a surgir a pergunta: “Senhor, por que eu?”.

A solução mais indicada para o caso seria a intervenção cirúrgica, pois só ela poderia propiciar condições de coleta de material para biópsia, extração do tumor, e continuação do tratamento com prováveis seções de quimioterapia, caso fosse necessário.

A cirurgia foi marcada para 27 de fevereiro de 2003, por coincidência, véspera de Carnaval.

À medida que se aproximava o dia, aumentava a tensão e preocupação. O que viria depois? Como seria a recuperação? Eu voltaria a ter uma vida normal? Daria para continuar o curso de Teologia e chegar à formatura? Tudo era dúvida.

Na noite que antecedeu à cirurgia, eu estava deitado na cama do hospital, preocupado, calado, e podia ouvir barulho das músicas que agitavam o carnaval de Feira de Santana.

Como Asafe, eu pensava:
- Senhor, por que eu? Eu não fumo, não bebo, não tenho uma vida imoral ou promíscua. Há 9 anos entreguei minha vida em Tuas mãos, e hoje estou me preparando para o Teu ministério.... e o Senhor permite que esta doença, terrível, se abata sobre mim.... por quê? Tanta gente aí fora estragando suas vidas na prostituição e intemperança, e eu aqui, neste leito de hospital, prestes a passar por uma intervenção que poderá limitar a minha vida para sempre.... se não ocorrer o pior.

- Senhor, por quê?

Mas Deus tinha um plano... Ele sempre o tem. Por algum motivo que só saberei plenamente na eternidade, Deus sabia que eu precisava passar por esta agonia de alma. Isso estava servindo para moldar meu caráter e me ajudar, penso, a ser um cristão mais empático com os sofrimentos do meu próximo.

Graças a Deus, assim como Asafe, eu mudei meu pensamento. Coloquei-me nas mas do Todo-Poderoso para que Ele operasse em mim a obra que fosse necessária de se operar.

Aqui estou. A cirurgia passou, a doença foi extirpada, e na Sua infinita bondade Deus me permitiu continuar nesta jornada em Sua obra. E olha que hoje já tenho uma terceira motivação para meus dias de "tempestade" - minha filha caçula (a Iris), hoje com 6 anos e meio.

Não há o que temer quando estamos com Deus ao nosso lado. Por algum momento podemos até vacilar, mas Sua mão de amor e graça estará estendida para nos amparar na hora em que necessitarmos.

Hoje estou certo de que “ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam. Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre” (Sl 73:26).

Na hora da dor e sofrimento, não perca tempo nos "porquês"...

Mude o "por quê" pelo "para quê"... e deixe que o Senhor te mostre o caminho.

Um abraço.
Gilson.

Terça-feira, Agosto 09, 2011

Quando começou a graça?

Há alguns meses, um famoso pregador pentecostal da atualidade, que mantém um programa diário em horário nobre na TV, disse que a graça só começou a existir depois de Jesus. Segundo ele, antes de Jesus não havia graça no mundo. Para confirmar sua declaração, o aclamado missionário citou o seguinte verso do Evangelho de João:

"Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo" (1:17).

Mas... há algum fundo de verdade nisso?

Primeiramente, precisamos definir o que é a graça divina.

Uma passagem bíblica chave para entendermos o que significa a graça é a seguinte:

"pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus" (Rom. 3:23-24).

Vemos que, para Paulo, a graça era a resposta de Deus ao problema do pecado, ou seja, para o pecador arrependido, o Senhor concede um "perdão" especial, uma "absolvição" legal da condenação do pecado. Para o filho de Deus que foi revestido pela "graça" não há mais penalidade dos pecados passados, pois o Senhor Jesus pagou o preço por todos eles ao derramar Seu sangue, inocente, no Calvário. Paulo ainda acrescenta que esta "graça" divina para o pecador é concedida gratuitamente, ou seja, NADA do que o homem faça ou deixe de fazer pode "comprar" este dom precioso de Deus em seu benefício.

No site Bibliaonline, mantido por Adventistas, encontramos também a seguinte definição para a graça:

"No N.T. é aquele favor que o homem não merece, mas que Deus livremente lhe concede - algumas vezes é posta em contraste com a lei (Rm 6.14) - e também exprime a corrente de misericórdia divina, pela qual o homem é chamado, é salvo, é justificado, e habilitado para viver bem e achar isso suficiente para ele (Gál. 1.15 - Efés. 2.8 - Rom. 3.24 - 1Cor. 15.10 - 2Cor. 12.9)".

Esclarecido, então, o que seja a graça, vejamos se há referências a ela no AT.

A Graça no Antigo Testamento

A passagem bíblica considerada por muitos como o primeiro "pacto" de salvação entre Deus e o homem é Gên. 3:15, quando o Senhor promete que, no futuro, o inimigo seria derrotado por um "descendente" da mulher. Isso nos mostra que desde o Éden já foi incutida no homem pecador a esperança de salvação para as consequências terríveis que o pecado traria sobre todos.

Poderíamos também citar diversos exemplos de pessoas que foram "agraciadas" (rsrs) com o perdão divino, começando pelo próprio casal edênico e passando por personagens muito conhecidos, como por exemplo Abraão, Jacó, Moisés, Raabe, Sansão, etc.

Mas, e a expressão "graça"? Encontramos ela no AT, com o mesmo sentido com que é tratada no NT? Na minha opinião, alguns dos mais significativos estão nos Salmos:

"Volta-Te, SENHOR, e livra a minha alma; salva-me por Tua graça" (6:4).

"No tocante a mim, confio na Tua graça; regozije-se o meu coração na Tua salvação" (13:5).

"Não ocultei no coração a Tua justiça; proclamei a Tua fidelidade e a Tua salvação; não escondi da grande congregação a Tua graça e a Tua verdade. Não retenhas de mim, SENHOR, as Tuas misericórdias; guardem-me sempre a Tua graça e a Tua verdade" (40:10-11). É curioso como, aqui, o salmista usa o mesmo vocabulário usado por João no texto citado pelo pregador da TV...

"e a Ti, Senhor, pertence a graça, pois a cada um retribuis segundo as suas obras" (62:12).

"Porque a Tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios Te louvam" (63:3).

"Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a Sua graça" (66:20). Este é o meu verso favorito de toda a Bíblia.

"Quanto a mim, porém, SENHOR, faço a Ti, em tempo favorável, a minha oração. Responde-me, ó Deus, pela riqueza da Tua graça; pela Tua fidelidade em socorrer" (69:13).

"Responde-me, SENHOR, pois compassiva é a Tua graça; volta-Te para mim segundo a riqueza das Tuas misericórdias" (69:16).

"Porque o SENHOR Deus é sol e escudo; o SENHOR dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente" (84:11).

"Justiça e direito são o fundamento do teu Trono; graça e verdade Te precedem" (89:14).

"Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades; quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia" (103:3-4).

E tantos outros...

Pelo visto, alguém que não concordaria com o prezado pregador que mencionei acima era Davi. Afinal, ele foi um dos muitos personagens do AT que sabiam por experiência própria que a graça do Senhor já se manifestava naqueles dias.

Portanto, neste início de semana, é importante saber que a GRAÇA não se iniciou com o ministério terrestre de Jesus, pois a graça, a misericórdia, o perdão... SEMPRE EXISTIRAM, desde quando o pecado passou a ser uma realidade na vida dos filhos de Deus.

O que Jesus veio fazer foi dar uma revelação mais ampla, mais abrangente sobre este precioso dom divino. Conforme o Comentário Adventista de João 1:17, "João não tem o propósito de insinuar que era mau o sistema revelado por meio de Moisés, em comparação com o que agora era revelado por meio de Cristo, a não ser que, embora era bom o sistema de Moisés, o de Cristo é melhor (ver Heb. 7:22; 8:6; 9:23; 10:34). (...) Ao afirmar que a 'verdade' vem por meio de Cristo, João O identifica como a realidade que era assinalada por todos os símbolos e cerimônias do AT, que não eram mais que uma sombra dos bens vindouros. Em Cristo o símbolo acha seu cumprimento na realidade (Colos. 2:16-17). Em nenhum sentido João indicou que o sistema do AT era falso ou errôneo".

Louvado seja Deus, porque não nos deixa nas trevas em nenhum tema importante para nossa salvação!

"Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça" (Salmo 66:20).

Oh glória!

Só Deus pode restaurar esse amor

Segunda-feira, Agosto 08, 2011

Vida Jovem - Como Enfrentar a Pressão do Grupo?

Um amigo muito especial, o Diego Amaro, certa vez me pediu para colocar uma postagem sobre "pressão de grupo".

Como "manda quem pode e obedece quem tem juízo" (rsrs), vou disponibilizar para todos os nossos amigos aqui do blog um excelente material que encontrei sobre o tema. Espero que seja útil aos nossos jovens.

Mostra-me, Senhor, os Teus caminhos, ensina-me as Tuas veredas; guia-me com a Tua verdade e ensina-me, pois Tu és Deus, meu Salvador, e a minha esperança está emTi o tempo todo” (Salmo 25:4-5).
Todos imaginamos de vez em quando se o que estamos fazendo é certo.

Você costuma fazer o que todos fazem, dizer o que outros dizem, pensar o que o grupo pensa, agradar todo mundo? Cuidado! Quando a gente se comporta assim, pode acabar cometendo erros e até crimes, porque a maioria nem sempre está certa.
Um exemplo disso é o famoso “julgamento” de Cristo, relatado em Mateus 27. Você deve ter lido ou ouvido a respeito dele. Um trecho mostra o governador perguntando:
- O que farei com este homem?
- Crucifique-O!
- Por quê? Que foi que Ele fez de ruim?
Como se não ouvisse, o povo continua: - Crucifique! Crucifique! Crucifique!
Quando o governador viu que não estava chegando a resultando algum, e que começava a se formar uma confusão, mandou buscar uma bacia d'água e lavou as mãos diante da multidão, dizendo: - Estou inocente do sangue deste homem bom. A responsabilidade é de vocês.
Pilatos foi covarde, cedeu à pressão de grupo e matou um inocente, o Filho de Deus.
Não é fácil comportar-se de maneira independente e autônoma, pois isso significa, às vezes, ter que enfrentar a maré, ir contra a onda. Imagine-se nas situações a seguir:
Um grupo de jovens exibindo suas novas tatuagens, e você sem nenhuma para mostrar.
Numa festa, todo mundo bebe cerveja e você é o único a beber uma limonada.
A maioria de suas colegas de escola já fez sexo e você continua virgem.
Seus amigos curtem rock e você é o único fã de boa música.

Na hora da "pressão", faça as seguintes perguntas:
Isso é bíblico?
A Palavra de Deus me dá a liberdade para escolher. Devo perguntar sempre: O que estou para fazer tem a aprovação dEle? O que a Palavra de Deus diz a respeito? Quando confuso, você descobrirá o que não fazer sabendo o que fazer (pelo processo da "exclusão").
Isso é útil?
O que estou para fazer me ajudará a crescer? Isso me ajudará a cumprir o propósito de Deus em minha vida? Me torna uma pessoa melhor?
É o que Jesus faria?
Quando um filho pergunta a pais cristãos se pode fazer alguma coisa que ele sabe que extrapola o limite, esses pais deveriam dizer: “Olha, filho... é isso o que Jesus faria? Jesus iria a esse lugar?
Isso é necessário?
Quem realmente está no controle da sua vida? Pergunte a si mesmo se cabe a você dizer sim ou não para essa decisão. Você tem que fazer isso? Se você está no controle, pode dizer sim ou não. O fato de outros estarem fazendo (e pressionando você para fazer também) não torna isso certo.
Isso é sábio?
Tenha certeza de que considerou todas as consequências antes de fazer isso. O pecado sempre paga um pedágio. E mesmo Deus amando você, não há uma exceção para a regra. Ou seja, mesmo com o perdão, as consequências virão!
Isso é proveitoso?
Como o que vou fazer pode afetar meu testemunho? Quero crescer e amadurecer, mas também me preocupo com os outros.
Isso é essencial?
Muitas pessoas separam muito tempo para coisas que têm pouco valor.
Essa é a escolha certa?
Eu sei que é importante ter certeza de que o que estou para fazer é bíblico, útil, necessário e sábio. Mas a maior preocupação que tenho é: mesmo sabendo dessas coisas, ainda escolherei fazê-lo? Muitos sabem o que é certo, mas ainda assim escolhem fazer o que é errado. E pagam alto preço por isso (casamentos com descrentes, gravidez indesejada, vícios, morte...)!
O caminho para fazer as escolhas certas, embora muitas vezes difícil e frequentemente estreito, dará a você um senso de propósito permanente e uma alegria inabalável.
Além disso, é um caminho que realmente leva a algum lugar. E não há língua humana que possa descrever as maravilhas que nos esperam logo atrás do horizonte.

Você não pode esquecer:

É IMPORTANTE TER CERTEZA DE QUE O QUE ESTOU PARA FAZER É BÍBLICO, ÚTIL, NECESSÁRIO E SÁBIO.

Colocando em prática
Você não precisa ser “massa”, "da hora". Da próxima vez em que se vir pressionado pelo grupo a agir contra sua vontade ou contra a vontade de Deus, sem ser chato, diga “não”. Isso pode não ser fácil, mas compensa. Você estará vivendo sua vida de forma criativa e aprovada por Deus. Saber dizer "não" é uma demonstração de personalidade e auto-confiança.

Ore por jovens de sua Igreja que estão sofrendo a pressão de seus companheiros e, estão cedendo.

Fonte:
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Nossos jovens enfrentam duras provas nesta sociedade mal e injusta na qual vivemos hoje, onde o consumo, o luxo e a busca pelo prazer são incentivados ao máximo.

Mas sempre há uma escolha correta a ser feita, mesmo que de difícil execução. É como todo motorista aprende na auto-escola: "Na dúvida, não ultrapasse!"

"... Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno" (1Jo 2:14).
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