Sexta-feira, Setembro 30, 2011

Quem é Jeová?

Alguns dias atrás, quando eu estava saindo de casa, fui abordado por um jovem (aparentava uns 15 anos de idade), que me entregou um folheto com o chamativo título: "Quem é Jeová?".

O jovem, e seu companheiro (de uns 10 anos de idade) - assim como o folheto - são membros de uma denominação religiosa conhecida como "Testemunhas de Jeová".

Uma das coisas que admiro nos "TJs" é esta disposição em fazerem um trabalho missionário persistente, de casa-em-casa e em duplas (nunca sozinhos). Já li alguns comentários de ex-integrantes desta denominação alegando que este "espírito missionário" dos TJs é fruto de uma intensa "lavagem cerebral" feita por parte dos dirigentes, para que os membros distribuam (vendam) as literaturas preparadas pela "Torre de Vigia" (editora da denominação).

Mas... isso não tira a minha admiração por vê-los tão ativos no esforço de fazerem a sua mensagem peculiar (e sectária, segundo alguns críticos) difundida na sociedade. Tenho amigos TJs, e sei que a grande maioria é de pessoas sinceras em sua fé, e que fazem o trabalho missionário com amor e dedicação.

O folheto que recebi despertou o meu desejo de colocar novamente aqui no blog uma postagem que tratasse do tema da Pessoa de Jesus, que, na visão dos Testemunhas de Jeová, não é Divino da mesma forma como o "Pai".

Quem é Jeová?

O "nome" de Deus aparece pela primeira vez em Gên. 2:4, que diz:

"Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram criados, quando o SENHOR Deus os criou".

A palavra que, em nossa língua, foi traduzida por "SENHOR", aparece no texto original hebraico da seguinte maneira:

HWHY

Em português, seria YHWH (escrito da equerda para a direita). Um fato curioso a se observar é que o hebraico antigo (conforme foi escrito o livro de Gênesis) não possuía vogais, as quais foram colocadas séculos depois por um grupo de escribas chamados de "massoretas".

Mas, como se pronuncia uma palavra sem vogais? Tente pronunciar o "tetragrama" acima e você verá como é difícil. Devido a esta dificuldade, e com o temor de pronunciarem o nome do Senhor em vão e de forma errada, os hebreus não o pronunciavam. Quando eles liam o texto bíblico e se deparavam com o tetragrama (YHWH), eles pronunciavam outro nome de Deus: Adonai (cf. Prov. 30:10). Com o tempo, a pronúncia correta do nome de Deus (YHWH) se perdeu.

Posteriormente, quando os massoretas foram colocar as vogais no texto bíblico, eles colocaram no tetragrama as vogais de ADONAI, fazendo com que a pronúncia ficasse parecida com o que hoje conhecemos em português por JEOVÁ. Mas, a bem da verdade, não podemos "bater o martelo" e dizer que este é o verdadeiro nome de Deus, porque, como mencionei acima, não se sabe como este era pronunciado originalmente.

Portanto, uma denominação que se apega a este nome "aportuguesado" (Jeová) para condenar as demais que não usam este título em sua identificação, não tem uma base muito sólida para sustentar suas declarações dogmáticas.

Jesus é "Jeová"?

Um outro ponto característico da doutrina dos TJs é o fato de que eles não crêem que Jesus é Deus, ou seja, na teologia Jeovista, Jesus é um "deus" menor em relação ao Pai. Para ver isto, basta dar uma lida nos primeiros versos do Evangelho de João, na versão Novo Mundo, editada pela Torre de Vigia.

"No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era [um] deus. Este estava no princípio com o Deus. Todas as coisas vieram à existência por intermédio dele, e à parte dele nem mesmo uma só coisa veio à existência" (João 1:1-3).

Fonte: Site Oficial da Torre de Vigia


É uma interpretação estranha para um grupo que é radicalmente contra a Trindade (aliás, muitos dos argumentos dos antitrinitarianos "adventistas" são extraídos das publicações dos TJs), por alegar que esta é uma crença politeísta (mais um equívoco da parte deles). Dizer que Jesus é "um deus" menor que o Pai, isso sim, é politeísmo explícito... e herético!

A Bíblia é muito clara em dizer que Jesus é tanto Deus quanto o Pai e o Espírito. E o mais "curioso" é que a Bíblia coloca sobre Jesus o cumprimento das profecias e declarações veterotestamentárias sobre o próprio YHWH ("Jeová"). Vejamos...

O fato de Jesus ser mais do que humano é indicado ainda pelos títulos que Lhe foram atribuídos: "Senhor" (Atos 2:36); "Deus" (Jo. 20:28); “Eu Sou” (Jo. 8:58, conf. Êx. 3:14). Agrega-se a isso o fato de haver, na Bíblia, inúmeras referências à Sua preexistência (Jo. 8:58; Col. 1:16; Heb. 1:2; etc.), pressuposta pela própria realidade da encarnação. E, se Jesus não tivesse poder divino, jamais poderia ter dito “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo. 11:25); “Eu tenho autoridade para dar a minha vida, e a autoridade para tornar a tomá-la” (10:18); ou, então, “Quem me vê, vê o Pai” (14:9).

A divindade de Jesus pode ainda ser atestada nos seguintes aspectos:
• Sua autoridade - Mat. 7:28-29; Jo. 5:16-18;
• A adoração que recebeu - Mat. 26:16-20; Jo. 9:35-38;
• Seus requerimentos - Jo. 10:27; 11:25; 14:1;
• Sua unidade com o Pai - Jo. 10:30;
• Seu poder de ler o coração dos homens - Mar. 2:6; Jo. 2:23-25.

Outras Declarações Impressionantes:

Isa. 9:6 (O Messias seria o Deus Forte) - Jesus foi o Messias.
Jo 5:18 (Jesus assumia ser igual a Deus)
Jo 20:28 (Tomé reconhece Jesus como Senhor e Deus)
At 2:36 (Deus fez de Jesus, Senhor Cristo)
At 3:15 (Jesus é o Autor da vida) - E sabemos que Deus é este Autor.
Rm 9:1, 5 (Jesus é o Deus bendito)
Fp 2:5-7 (Jesus tinha a forma de Deus) - o termo usado é MORPHE - uma cópia "exata.
Col. 2:9 (toda a plenitude da Divindade estava com Ele)
Tt 2:13 (grande Deus e Salvador)
2Pe 1:1-2 (Pedro reconhece Jesus como Deus e Salvador)
1Jo 5:20 (Jesus é o verdadeiro Deus)

"Curiosidades"

A Bíblia diz que a "voz que clamava no deserto" viria preparar o caminho de "Jeová" (Is 40:3).
E o caminho de Quem João Batista preparou? (Mt 3:3)
Portanto, JEOVÁ = JESUS

As Escrituras dizem claramente que "Deus" seria vendido por 30 moedas (Zc 11:13).
E na vida de Quem isso se cumpriu? (Mt 26:15; 27:9)
Portanto, DEUS = JESUS

Conclusão

O título do folheto que recebi indagava: "Quem é Jeová?".
Pois bem, a resposta é uma só:
JESUS É JEOVÁ!


"Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida" (1João 5:12).

Aproveite e leia os outros posts que coloquei sobre a Divindade de Jesus (e do Espírito Santo), procurando pelos termos "Cristologia" e "Trindade" na lista de assuntos do blog.

Amigo ou Colega?

Amigos não nascem em árvores, nem aparecem num passe de mágica. Boas amizades crescem ao longo do tempo e são resultado do investimento que fazemos em nossos relacionamentos pessoais.

Existem alguns princípios básicos que podem ajudar-nos a desenvolver boas amizades. Eis alguns deles:

1) SEJA AMIGO!
Quem deseja ter amigos, precisa se fazer um amigo. Não espere que os outros tomem a iniciativa, mas desde o princípio mostre-se amigo das outras pessoas. Para experimentar uma boa amizade é necessário arriscar-se oferecendo a sua amizade ao seu próximo. Ainda que você seja tímido, peça a Deus para dar-lhe esta disposição e lhe direcionar para aqueles que precisam de amigos.

2) IDENTIFIQUE OS SEUS AMIGOS, COLEGAS E CONHECIDOS.
a) CONHECIDOS são aqueles que convivem conosco, estudam na mesma sala, comem na mesma cantina, trabalham na mesma empresa, moram na mesma rua, etc.. A nossa conversa com eles nunca vai além de informações do tipo: "Oi! Quanto foi o jogo ontem?"

b) COLEGAS são aqueles que nos conhecem um pouco mais. O nosso relacionamento com eles é estritamente "profissional". São amigos em potencial. Eles convivem um pouco mais conosco, sabem onde moramos, mas não conhecem os nossos sonhos, dúvidas e aflições. Nenhum dos dois (você e seu colega) sente que gostaria, pelo menos no momento, de investir em um relacionamento mais profundo.

c) AMIGOS estão conosco na escola, no trabalho e na vida. Existe uma certa cumplicidade nos sonhos e nas aspirações. Partilhamos com eles o que nós somos e sentimo-nos aceitos por isso e apesar disso! Eles são os que se preocupam se estamos tristes, e se alegram quando estamos felizes. Telefonam, "teclam", "torpedeam", etc., apenas para matar a saudade. Os amigos são aquelas pessoas que nunca esquecem de lembrar de você.

3) ACEITE QUE É IMPOSSÍVEL SER AMIGO DE TODO MUNDO.
Estudiosos do comportamento humano têm descoberto que não temos tempo nem estrutura emocional para desenvolver, simultaneamente, mais do que 8 relacionamentos significativos em nossas vida. Desenvolver amizades sinceras e profundas exige tempo e exposição gradativa do nosso interior.

4) PORÉM, PROCURE TER MAIS DE UM AMIGO.
A amizade saudável não é possessiva. Você não possui seu amigo e nem ele a você. Ter apenas um amigo é limitar muito a sua percepção de vida. Formar um grupo de amigos que jogam bola juntos, fazem passeios juntos, etc., é muito saudável e pode ser a cura para amizades possessivas.

5) APROFUNDE A NOVA AMIZADE AOS POUCOS.
Ao fazer novos amigos você estará se tornando vulnerável à rejeição. Não abra todo o seu coração logo no começo. Agindo assim você dará oportunidade ao seu novo amigo de estudar e ver se ainda deseja continuar aprofundando o relacionamento. Você estará também conhecendo melhor a pessoa e descobrindo se ela é alguém em quem você pode confiar. Esta atitude permitirá que você possa desistir de investir numa amizade sem sentir que outro já sabe demais de você!

6) EVITE JULGAR PELAS APARÊNCIAS.
Lembre-se que o homem vê o que está diante dos olhos, porém Deus vê o coração das pessoas. Procure ver as pessoas como Deus as vê e você será surpreendido. Não importa "status" social, beleza, popularidade, etc. Quem procura um amigo deve começar valorizando o interior das pessoas.

Autor desconhecido.

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"A amizade é uma ponte pela qual todos temos que passar... várias vezes na vida".
Pense nisso!

Quarta-feira, Setembro 28, 2011

Ele diz que é Jesus!

Há alguns meses, os noticiários estavam, insistentemente, abordando o caso do jovem CADU, que matou o líder de uma comunidade religiosa adepta do "Santo" Daime.

Um ponto em comum que percebi nos depoimentos foi o fato de que o jovem homicida afirmava ser o próprio Jesus Cristo, e que os líderes do movimento recebiam orientações diretamente dos apóstolos Pedro e Paulo.

O que histórias como estas nos mostram?
O quanto o espiritismo tem seus "braços" em diversos movimentos religiosos, nas mais variadas formas e "doutrinas".


Ultimamente parece que até os pregadores da TV estão intensificando sua defesa da grande heresia que o diabo plantou lá no Éden: A IMORTALIDADE DA ALMA (cf. Gên. 3:1-4). Aqueles que ocupam os horários nobres (com custos milionários) cada vez mais têm defendido a existência do "reino dos mortos", através da apologia ao inferno eterno, por exemplo.

O tema do estado dos mortos tem sido amplamente debatido nos canais religiosos, sempre com uma conotação voltada para o espiritualismo, com a defesa da heresia satânica do inferno eterno, da recompensa imediatamente após a morte, do purgatório, etc. Os espíritas também fazem cada vez mais congressos, seminários, retiros, etc., para disseminarem sua doutrina. Uma rápida pesquisa no Youtube, por exemplo, vai mostrar inclusive "sessões de descarrego" sendo realizadas nas mais diversas denominações neo-pentecostais do Brasil. Encontrei um vídeo que tinha até um pastor que gosta de "metralhar o diabo" em suas pregações. Cômico, para não dizer trágico!

No fim das contas, tanto espíritas, quanto católicos, quanto evangélicos, crêem na mesma heresia: que a alma, que para eles é imortal (cf. 1Tim. 6:16), "sai" do corpo por ocasião da morte, e vai para algum lugar no plano espiritual.

Mais do que nunca, é necessário que o povo de Deus, aqueles que fazem parte da Igreja do Deus Vivo, coluna e baluarte da VERDADE do Senhor nesta Terra (cf. 1Tim. 3:15), também não se calem, e da mesma forma intensifiquem os esforços para que as pessoas sejam alertadas contra estas heresias satânicas que têm enganado BILHÕES de pessoas em todo o mundo.

Para aqueles que desejam esclarecer o tema, e até mesmo evangelizar com uma literatura pequena, barata e eficaz, sugiro o excelente livro do Dr. Maurício Braga, "Porque não sou mais espírita", publicado pela CPB, onde ele relata como Deus esclareceu suas dúvidas e o tirou deste movimento de conotação espiritualista.

O mês de novembro está chegando, e com ele as pessoas procurarão os cemitérios para "cultuarem os mortos". Por que, então, não fazer provisão para distribuir dezenas destes livretos (ou alguma outra literatura deste assunto) com nossos amigos, parentes, vizinhos, colegas de trabalho, etc.?

Tenho certeza que muitas pessoas também serão retiradas da cegueira, e se libertarão com o conhecimento da Verdade Divina (cf. João 8:32).

Está feita a sugestão!

"Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo. 8:32).

PS.: Quase toda noite está no ar, em horário nobre, uma "escola de espiritismo", apelidada de NOVELA.

Terça-feira, Setembro 27, 2011

Pastor, sim... Gerente Distrital, não!

Frequentemente alguns me escrevem criticando os pastores e a liderança da Igreja Adventista. Devido à minha postura "denominacional", pensam que eu uso o blog para defender os pastores e demais líderes.

Como eu já disse outras vezes, eu não estou defendendo ninguém, apenas não acho certo alguém subir no púlpito e utilizar-se da confiança que os membros têm nos escritos de Ellen White, por exemplo, para criticarem a liderança da Igreja com citações apócrifas.

Mas, refletindo sobre alguns e-mails e comentários que recebo, eu fiquei pensando no motivo pelo qual a figura do pastor está tão desgastada entre os Adventistas. Tenho certeza que alguns sites de dissidentes contribuem muito para isso, pois eles distorcem fatos e apresentam uma imagem equivocada do ministério pastoral, que não reflete a realidade da nossa Igreja.

Por isso, resolvi, como ovelha que sou, escrever algo para os PASTORES, para que eles possam entender onde estão falhando em sua relação com os membros, e assim terem uma Igreja mais edificada e unida.

O Pastor na Bíblia

A primeira referência que encontramos é logo nos primeiros capítulos de Gênesis, com relação à profissão de Abel (4:2). Também é em Genesis que surge à primeira menção a Deus como sendo o Pastor do Seu povo (49:24).

O Salmo 23 é mundialmente conhecido como o Salmo do Pastor, pois expressa de forma poética a maneira como o Senhor ampara Seus filhos, em semelhança à figura do pastor que cuida do rebanho de ovelhas, oferecendo-lhes amparo, abrigo, proteção, cuidado... e amor.

No Novo Testamento, os Evangelhos também confirmam esta "imagem" na qual as pessoas que não têm um líder que as oriente e proteja são comparadas a ovelhas sem pastor (cf. Mat. 9:36).

Mas é em João 10 que Jesus apresenta a imagem do trabalho pastoral como essencial ao cuidado do rebanho, colocando-Se Ele próprio como o supremo Modelo a ser seguido pelos líderes cristãos.

"Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas... Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas" - João 10:11, 14-15.

Dessa forma, seguindo o exemplo de Jesus, os pastores do rebanho de Deus (a Igreja) devem ser homens que amem as ovelhas, não se incomodem com seu "cheiro", as protejam dos perigos que rondam constantemente o rebanho (os "lobos" devoradores), saibam usar o "bordão" e o "cajado" com sabedoria, e estejam dispostos a darem sua própria vida pela salvação destas ovelhas.

"Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade" - 1Ped. 5:2.

"
Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue" - Atos 20:28.

Vemos, então, que a Bíblia utiliza a figura do "pastor" de uma maneira muito sublime e privilegiada, bem como de grande responsabilidade, por ser o instrumento humano para conduzir o rebanho que o Senhor comprou com um preço tão grandioso - Seu sangue.

O Pastor na IASD

Eu já escrevi anteriormente que o pastor Adventista assume uma "função" mais parecida com a do apóstolo no NT, enquanto que o Ancião é quem assume a "função" de pastor na igreja local.

Porém, devido à cultura na qual estamos inseridos (muito influenciada pelos modelos paroquial católico e protestante congregacionalista), o pastor é visto pela membresia como aquele responsável pelo cuidado primeiro do "seu" rebanho, e quando ele falha neste cuidado os resultados são os que temos visto por ai: críticas, dissidências, ex-membros magoados, processos judiciais, desavenças, etc.

Vejamos algumas citações de Ellen White sobre o trabalho pastoral:

"O ministro de Cristo é como os outros homens. Certo, ele arca sob responsabilidades mais sagradas do que um comerciante comum, mas nem por isso é infalível. Ele é rodeado de fraquezas, e precisa de graça e iluminação divina. Precisa da unção celestial a fim de fazer seu trabalho com exatidão e êxito, dando plena prova de seu ministério. Há os que ignoram o caminho da vida e salvação, e esses encontrarão no pastor piedoso alguém que lhes ensinará o que fazer para ser salvos" - Mente, Caráter e Personalidade, vol. 1, pág. 262.

"Os que saem como pastores, têm uma solene responsabilidade pesando sobre eles, a qual é estranhamente negligenciada. Alguns gostam de pregar, mas não dedicam trabalho pessoal às igrejas" - Cons. sobre Mordomia, pág. 104.

"Os que ocupam a posição de subpastores devem exercer atento cuidado sobre o rebanho do Senhor. Isto não quer dizer vigilância ditatorial, mas que propenda a encorajar, fortalecer e a levantar. Ministrar significa mais que pregar sermões; significa trabalho zeloso e pessoal. A igreja na Terra é composta de homens e mulheres falíveis, que necessitam de esforços laboriosos e pacientes para que sejam disciplinados e educados para trabalhar de forma aceitável nesta vida, e serem na futura coroados de glória e imortalidade. Necessita-se de pastores - pastores fiéis - que não lisonjeiem o povo de Deus, nem o tratem com dureza, mas alimentem-no com o pão da vida - homens que sintam diariamente na vida o poder convertedor do Espírito Santo, e que cultivem amor forte e altruísta por aqueles por quem trabalham" - Atos dos Apóstolos, pág. 526.

"Nossos pastores que têm ido para lugares importantes para realizar reuniões em tendas, têm cometido muitas vezes erro sério ao dedicar todo o tempo para pregar. Deveria haver menos sermões, e mais ensino - ensinar o povo e os jovens a trabalhar com êxito. Os pastores devem tornar-se eficientes em ensinar outros a como estudar a Bíblia, e em exercitar a mente e as maneiras dos que se desejam tornar obreiros na causa de Deus. E devem estar prontos a aconselhar e instruir os novos na fé, que aparentemente possuam capacidade para o trabalho do Mestre" - Obreiros Evangélicos, pág. 76.

Vê-se claramente que há uma relação entre avançar em busca de novas ovelhas, e cuidar das que já estão no rebanho. O equilíbrio entre estes 2 focos de ação é o desafio para o trabalho de todo pastor que deseje mesmo ser uma bênção para o rebanho.

O Pastor que eu Quero Ter

Encontrei um belo poema sobre o trabalho do pastor, que serve para nos mostar como a ovelha "enxerga" seu pastor. Assim, ele pode ver como desempenhar melhor seu trabalho...

A você querida igreja
queremos hoje saudar
e ao pastor, com certeza,
aqui homenagear

Este é o nosso pastor
que nos guia pelo caminho
que nos leva ao Senhor
mesmo entre a flôr e o espinho

Não há quem o possa comparar
a qualquer homem comum
pois Deus não iria separar
para sua obra qualquer um

Este é um homem de Deus
que deseja os céus alcançar
às vezes distante dos queridos seus
para muitas almas ganhar

Trate bem o seu pastor
e queira sempre ajudar
com muito zêlo e amor
para a obra de Deus avançar

Não se turbe o coração
conte sempre com o pastor
pois com fé e oração
ele alivia sua dor.

Ao nosso pastor amigo
queremos hoje dizer
pode contar comigo
em tudo o que for fazer

Não se preocupe em pedir
temos mãos para o labor
nosso lema é sempre ir
ao trabalho do Senhor

Obrigado meu pastor
por sempre conosco estar
louvando ao Nosso Senhor
na alegria ou no pesar

Seja do jeito que for
queremos contigo ficar
pois o trabalho do Senhor
jamais poderá parar

Deus abençoe o Pastor!


Fonte: Site do Jovem Adventista

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Caros pastores, nós, suas "ovelhas", somos pessoas de carne e osso, com sentimentos, sonhos, anseios, frustrações e angústias das mais variadas. Não deixem que as dificuldades do dia-a-dia, a pressão administrativa por resultados (fichas, alvos, cifras, etc.) ofusquem de sua mente o principal objetivo do seu ministério, aquele pelo qual vocês juraram dedicarem a vida quando estavam saindo do Seminário: cuidar do rebanho de Deus nesta Terra.

Em seus sermões, lembrem que nós temos necessidades a serem supridas, esperanças a serem reavivadas, e lutas a serem vencidas. Não deixem de abrir a Palavra de Deus para nos confortar, em lugar de apenas promoverem departamentos, campanhas, projetos, etc.

Nossos lares estarão sempre abertos às suas visitas de ânimo e conforto, especialmente naqueles momentos em que estivermos mais frágeis pelos tropeços da vida. Fazer reuniões e mais reuniões tem alguma importância... mas lembrem que será na casa do povo que os maiores resultados e as vitórias mais expressivas serão alcançadas. É no olho-a-olho, no ombro-a-ombro que vocês, caros pastores, conseguirão o respeito e o carinho de suas ovelhas.

Em sua extensa agenda de compromissos, encontrem sempre algum momento para estarem com suas ovelhas. Por alguns instantes, esqueçam os alvos numéricos, as promoções de cargos, os auxílios financeiros, e dediquem-se a cuidarem das ovelhas mais frágeis e mais carentes, em primeiro lugar, assim como de todas as demais.

Queremos sentir a alegria de podermos dizer: "aquele é o MEU pastor".

Queridos pastores, estaremos orando para que o nosso Bom Pastor, o Excelso Ministerial de todos nós, vele por vocês e suas valorosas famílias.

Cria em mim...

Uma das passagens mais bonitas da Bíblia é o Salmo 51, escrito por Davi.

O pano de fundo para a composição deste Salmo encontra-se em 2Sam. 11 e 12, onde relata-se a queda sofrida por Davi, quando assediou Bate-Seba e conseguiu levar à execução seu desejo de relacionar-se sexualmente com ela.

Porém, os planos que Davi apresentava de manter em oculto seu pecado são desfeitos quando Bate-Seba o informa de que ficara grávida em decorrência da relação adúltera mantida com o rei (2Sm 11:5). Davi, então, resolve chamar Urias, marido de Bate-Seba, para que ele retorne da guerra e vá aproveitar os dias de “folga” com sua família (2Sm 11:6-8).

A história bíblica conta que Urias não foi para casa, "deitar-se" com a esposa, e a intenção de Davi de encobrir o adultério e transferir a gravidez para Urias, acaba frustrada. A solução encontrada pelo rei foi promover o assassinato de Urias, na frente de batalha (2Sm 11:14-22). O pecado de adultério agora acumula-se ao homicídio de um homem inocente.

Após consumado o vil pecado de morte, o profeta Natã é enviado para repreender a Davi e transmitir-lhe a profunda reprovação de Deus sobre a conduta deprimente do rei de Israel (2Sm 12:1-12). Após ver o quão fundo havia avançado em seus intentos pecaminosos, Davi reconhece sua necessidade de arrependimento diante de Deus, e apresenta seu desejo de ser perdoado pelo Senhor (2Sm 12:13).

Surge ai o momento para buscar o perdão divino, suplicando auxílio e intervenção para que o pecado cometido não venha a consumir a vida do arrependido e cheio de remorso rei.

Está, então, preparado o caminho para a composição do Salmo 51.

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Este Salmo começa com uma expressão muito curiosa: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro...".

O que chama a atenção neste verso é que Davi usa o verbo hebraico BARA (lê-se BARÁ - "criar") para iniciar sua petição ao Senhor. Conhecedor que era da língua do seu povo, Davi sabia muito bem por quê utilizar esta palavra, e não alguma outra que tivesse também o sentido de "criar" (ASAH, por exemplo).

BARA aparece pela primeira vez exatamento no versículo nº 1 da Bíblia. Este é o mesmo verbo que Moisés usou para descrever a maneira como o Senhor iniciou a construção do nosso mundo.

"No princípio, criou (BARA) Deus os céus e a Terra..." (Gên. 1:1).

Ao suplicar que o Senhor transformasse seu coração, através do milagre de BARA, Davi estava dizendo que tinha que ser uma transformação vinda "do nada", pois nada no coração do rei era digno o suficiente de ser utilizando como "matéria-prima" para que o Senhor fizesse um novo coração.

Assim como na Criação do mundo, onde Deus fez TUDO partindo do NADA, na transformação do coração corrupto de Davi, este também deveria ser o meio do Senhor operar. O rei teve consciência de que seu coração estava muito "sujo", e somente uma NOVA CRIAÇÃO (completa) poderia lhe dar esperança de salvação.

Sabe que muitas vezes é isto que falta para nós?!

Nós frequentemente pedimos que o Senhor purifique nosso coração, e transforme nossa vida... mas queremos que ele utilize o material que já está lá, e muitas vezes não permitimos que algum traço pecaminoso seja alterado. É o tal "pecado acariciado" de que tanto ouvimos falar...

Talvez você, assim como eu, já tenha enfrentado a angústia de achar que "não tem mais jeito". Sabe aqueles momentos em que pensamos que não vamos mudar nunca, e que parece que o Mal está entranhado em nós? Pois é... foi esta a angústia que Davi sentiu. E a única solução que ele vislumbrou foi uma TRANSFORMAÇÃO MEGA, ULTRA, HIPER RADICAL - COMPLETA.

Não desanime se você achar que não tem mais jeito, e que já tentou e tentou mas não consegue mudar. Esta mudança talvez esteja além de suas forças - e na maioria das vezes está mesmo! Deixando Deus operar uma nova Criação (BARA) em sua vida, você desfrutará da paz e alegria que Davi sentiu, apesar de seus muitos (e muitos) erros.

Permita que o Senhor restitua em você a "alegria da salvação" (v. 12), tão necessária nestes dias de hoje. Não deixe que o formalismo, a monotonia espiritual, a religião restrita apenas ao sábado de manhã, tire de você a certeza da vitória.

"Cria em mim, ó Deus..."

Peça, e Ele fará!
Deixe, e Ele transformará a tua vida!

Segunda-feira, Setembro 26, 2011

Até Onde vai a Vaidade Humana?

Este final de semana eu estava vasculhando meus "alfarrábios" e encontrei uma notícia publicada há algum tempo em um site, e que me chamou bastante atenção na época: "Mulher atropela homem e não o socorre porque tinha horário no cabeleireiro".

Vejam o que diz o texto:

A norte-americana Louise Davidson, de 77 anos, atropelou Matthew Clark, de 25 anos, que vinha em uma moto, mas continuou seu caminho, deixando a vítima ferida na rua, porque não queria perder a hora no cabeleireiro, segundo o jornal "Palm Beach Post".

Louise Davidson, de Boynton Beach (cerca de 100 km de Miami), foi presa por ter deixado a cena do acidente. Clark tinha a preferência de passagem e tentava dobrar uma rua quando o veículo dirigido pela idosa o acertou.

"Não tenho nenhum problema com pessoas idosas, mas elas deveriam ter um pouco mais de cuidado na estrada e serem honestas com si mesmas sobre se deveriam continuar dirigindo", disse Matthew Clark ao "Palm Beach Post". Ele foi socorrido pelos bombeiros com feridas pelo corpo, mas seu estado é bom.

A mulher foi liberada depois de ter pago uma fiança de US$ 3 mil, informou a polícia.

Fonte: Portal G1

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Pois é... até onde vai a vaidade humana? O desejo de sentir-se "belo/a"? Mesmo que esta "beleza" seja apenas exterior, porque o interior...

Aliás, no dia em que descobrirem um "batom" ou "pozinho" que disfarce o egoísmo, a inveja, o ciúme... não vai dar pra quem quer...rsrs

Aproveito a ocasião para relembrar um texto que coloquei aqui há tempo, mas que é uma temática sempre atual, porque a vaidade, demonstrada no uso de pequenas jóias (sabe aqueles anéis e pulseiras disfarçados?!), maquiagem "leve", roupas "de marca", cortes de cabelo extravagantes (aliás, semana passada uma escola Adventista perto de Porto Alegre foi alvo na mídia por ter impedido a entrada de um garoto com cabelo "moicano"... como a juventude atual não tem nada na cabeça, acabam copiando estas bobagens que vêem na TV) e demais "adornos" exteriores, é algo que parece fazer cada vez mais parte da vida da sociedade moderna... inclusive dos professos "cristãos".

O título do post que coloquei na época foi A CULPA É DELA. Clique e relembre.

Quero, ainda, lembrar que vaidade não é um "privilégio" apenas das mulheres, porque há muito homem que faz de tudo para estar "antenado", e até já ganhou um novo "rótulo" dos estudiosos da área: METROSSEXUAL.

É um tema que sempre dá muito "pano pra manga"...rsrs
Façam seus comentários.


"seja, [o adorno] porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus" (1Ped. 3:4).

Quarta-feira, Setembro 21, 2011

Lei Moral X Lei Cerimonial

É impressionante o fato de grande parte dos evangélicos não perceber a existência de mais de uma LEI na Bíblia.

Fazem uma "salada" com os versos bíblicos, colocando tudo no mesmo nível, e utilizando passagens isoladas do contexto na tentativa de "provar" que os 10 Mandamentos não estão mais em vigor.

Como eu já disse de outras vezes, a questão NO FUNDO não é a aversão à Lei de Deus (chamada na Bíblia de ANOMIA), mas sim uma antipatia clara e explícita com relação ao Sábado, pois dificilmente você vai encontrar uma igreja evangélica séria que não condene a prática do adultério (7º mandamento), furto (8º mandamento), homicídio (6º mandamento), idolatria (2º mandamento), etc.

Como eu disse, no fundo, no fundo, a questão é o preconceito contra o Sábado do Sétimo Dia. Como estas pessoas não querem guardar o dia que o Senhor separou, então usam as mais engenhosas desculpas. Veja alguns exemplos que já tive a satisfação de ouvir:
- "Eu guardo todos os dias, por isso não preciso guardar o sábado".
- "O sábado foi para o Antigo Testamento. Hoje vivemos pela graça".
- "O sábado é da lei de Moisés, que não tem mais valor para hoje".
- "O sábado foi abolido quando Jesus morreu na cruz, e o véu se rasgou de alto a baixo".
- "Deus não quer sacrifícios, e guardar o sábado hoje em dia é muito difícil".
- "O sábado é invenção de Adventista que não quer trabalhar".
- "Deus me revelou que o sábado não precisa mais ser guardado".
E a lista prossegue...

Aqueles que gostam de atacar a Lei, o fazem para atacar o Sábado, mesmo que inconscientes disso.

É uma grande falta de conhecimento profundo da Bíblia afirmar que não existe mais de uma lei expressa nas Escrituras. Vemos claramente que existem, por exemplo, a lei civil, a lei de higiene, a lei de cerimônias, a lei moral, etc.

Para ajudar você, querido(a) companheiro(a) de jornada rumo à Glória, disponibilizo abaixo mais um resumo que mostra a existência da LEI MORAL e da LEI CERIMONIAL, para que você tenha mais "munição" para defender a Verdade da Bíblia, quando alguém tentar confrontar sua fé.

O estudo inclui também a seção sobre o tema específico do Sábado semanal e dos sábados cerimonais.

Clique no link:
Lei Moral x Lei Cerimonial

Bom proveito!

Aumento dos divórcios

Ontem eu participei de uma reunião que me deixou preocupado. A pauta não tinha nada que ver com divórcio, mas em dado momento iniciou-se um diálogo (devido à afinidade entre os membros da equipe) e todos os presentes, com exceção de um (eu), já estava no segundo ou terceiro casamento.

O que mais me chamou a atenção foi o nível social destas pessoas: juiz, promotor, procurador, advogados.

Um dos presentes informou que o seu divórcio sugiu apenas 5 meses após o casamento (isso mesmo, 5 meses!). E olha que foram 3 anos de "preparativos" (namoro e noivado). Um comentário interessante foi de um dos presentes que tem a responsabilidade de celebrar casamentos "no civil", o qual disse que ficava extremamente desconfortável em ter que dar as "bênçãos do Estado" para a união do casal, enquanto que seu próprio casamento estava em frangalhos.

Saí daquela sala com a sensação de que o casamento tem se tornado, para muitas pessoas, um verdadeiro suplício. Ou será que a razão de tantos divórcios seria a sensação de "descompromisso" que alguns têm acerca do casamento? Afinal, vemos na mídia todos os dias os casamentos nababescos de algumas celebridades (em castelos medievais europeus, festas que custam milhões de dólares, vestidos de noiva que custam o mesmo que um carro de luxo, etc.), e que pouco tempo depois são noticiados (na mesma mídia) os detalhes da separação do "feliz" casal.

Homens e mulheres não se entendem, e a maioria parece não ter também nenhum interesse em aprender (e corrigir-se) como melhor se adaptar às diferenças do seu cônjuge. Vemos esposas que fazem questão de distratarem seus maridos (pública ou veladamente), e maridos que não dão qualquer valor àquela que um dia ele escolheu para repartir o dia-a-dia.

E não devemos nos iludir, pois mesmo entre os membros de nossas congregações (sejam Adventistas ou não) também existem muitos casais à beira do divórcio. Às vezes convivem sobre o mesmo teto, mas não se amam mais. Sobrevivem das aparências... talvez por causa dos filhos. Isso mostra que a religião, por si só, não protege do divórcio, pois alguém pode ser extremamente "religiosa", mas não ter o menor interesse em fazer do seu cônjuge uma pessoa feliz e realizada.

Eu poderia concluir esta postagem usando um daqueles surrados "jargões" religiosos dos cristãos: "mas se Jesus for o centro do lar, tudo irá bem", ou "coloquemos Jesus em nossa vida e tudo se resolve"... mas não acredito que seja SÓ isso.

Sugiro aos maridos e esposas que se dediquem em aprender mais sobre como funciona a cabeça do seu companheiro ou companheira. Mas não adianta ficar só no CONHECER...tem que PRATICAR.

Leiam algum bom livro sobre o tema, e aprenda como VACINAR seu casamento. As estatísticas estão mostrando que cada vez mais famílias estão caminhando para o abismo da separação conjugal.

Sugestão:
Que Bom se Ele Soubesse, de Gary Smalley (para os maridos)
Ela Precisa Saber, de Gary Smalley (para as esposas)

Espero em Deus que ainda dê tempo para restaurar sua felicidade conjugal.

Terça-feira, Setembro 20, 2011

Manual do ex-visitante

Eu fico impressionado como existem certas coisas que não mudam... infelizmente!

Uma delas é a maneira como algumas de nossas igrejas tratam os visitantes: Com total indiferença! Até parece que não gostamos que as pessoas venham em nossos cultos. A começar pela recepção. Há alguns meses toquei neste tema, mas vejo que ele precisa ser enfatizado ainda MUITAS vezes.

Poucas igrejas que conheço têm um ministério de recepção eficiente e planejado. Na maioria das vezes, nós, os visitantes, passamos despercebidos desde o momento que chegamos até à hora de ir embora. Ninguém cumprimenta... ninguém pergunta quem você é... ninguém parece dar importância pelo fato de você ter ido visitá-los... ninguém sequer percebe sua presença no ambiente.

Em nossas igrejas, o visitante é alguém INVISÍVEL... Pelo menos, esta é a mensagem que eu, como visitante, tenho recebido em alguns lugares.

Recentemente fui visitar uma congregação com minha esposa e filhas, e mais alguns amigos da Igreja de Igapó (Natal-RN), e a coisa se repetiu. Entramos, sentamos, louvamos, ouvimos, oramos, cantamos e saímos... e dificilmente voltaremos.

Dando uma olhada em meus arquivos, encontrei um texto muito interessante. O título era: "o que a visita não gosta". Então resolvi colocar ele aqui para vocês. Não sei quem é o autor, mas acredito que seja alguém que já se sentiu INVISÍVEL em alguma de nossas igrejas.

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O que a visita não gosta?
  1. De ficar isolada.
  2. Da indiferença.
  3. Sermões longos.
  4. Sermões inadequados para visitas.
  5. “Confusão” na hora da Lição.
  6. Falta de reverência.
  7. Não gosta de ser pressionada.
  8. Perguntas inadequadas.
  9. Bajulação excessiva.
  10. Anúncios demasiados.
  11. Aluno “desligado” da lição.
  12. Estar abandonada sem Bíblia, sem Hinário, sem boletim.
  13. Não saber onde ficam os sanitários.
  14. Banheiros inadequados.
  15. Recepcionista carrancuda, não traz um sorriso nos lábios.
  16. Olhar desconfiado (crítico).
  17. Muitos apelos para oferta.
  18. Não gosta de ser entrevistada.
  19. Músicas fora de contexto.
  20. Programa muito extenso.
  21. Sermões mal elaborados, sem fontes, sem preparo, sem objetivo.
  22. Serem esquecidos na saída.
  23. Implicações com seu vestuário.
  24. Críticas a outras igrejas.
  25. Críticas à própria igreja.
  26. Ser forçada em um apelo.
  27. Ouvir expressões desconhecidas: "Espírito de Profecia", "Departamental de Mordomia", "Quando eu era do mundo...", etc.
  28. Sentir que está “perdida” por não pertencer àquela igreja.
  29. Não gosta que esqueçam seu nome
  30. Sentir que se interessam apenas pelo seu batismo (não sou só mais "uma ficha")...

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Se já sabemos do que os visitantes não gostam, então vamos trabalhar para que eles se sintam acolhidos em nossas igrejas, e assim deixem de ser "visitantes" e passem a ser "irmãos".

"Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos" - Atos 2:46-47.

Ai esta a "receita" para fazer de sua igreja, uma FONTE DE BÊNÇÃOS.

Domingo, Setembro 18, 2011

Como Resgatar Ex-Adventistas

Desde quando me tornei Adventista do 7º dia eu tenho visto centenas de pessoas entregarem suas vidas a Deus, e também entrarem para Sua Igreja.

Por outro lado, também conheci outros tantos que, em algum momento da jornada, se desviaram do Caminho e preferiram abandonar (ou apenas "esfriar") da fé.

Como família, o que podemos fazer para ajudar nossos irmãs e irmãs que estão distante do Pai a retornarem para Seus braços de amor? Onde temos falhado como instituição? Onde podemos melhorar para que os que são batizados sintam prazer em permanecer entre nós? O que fazer para trazer de volta aqueles que um dia estavam aqui com a gente?

Encontrei um excelente material sobre este assunto, o qual foi compilado por um dos maiores evangelistas do nosso País - o Pr. Emílio Abdala (IAENE).

Buscando as Ovelhas Perdidas

Tipos de afastados difíceis de resgatar:

1 – Ex-empregados de Instituições Adventistas – Por alguma razão, uma instituição se torna impessoal. Não é prudente encorajar novos membros a se empregarem em instituições. Eles perdem o amor e o toque pessoal da igreja, pois a instituição se relaciona mais na base comercial.

2 – Ex-professores – Um dos mais difíceis tipos. Geralmente são frios e calculistas. Pessoas nessa categoria não se convencem com argumentos doutrinais.

3 – Profissionais da saúde – O treinamento acadêmico, a irregularidade de tempo, a pressão do dever, a associação com o mundo e a prosperidade financeira desgastam a sua conexão com a igreja. Os que sobrevivem a tudo isso se tornam dedicados membros da igreja, mas muitos decidem não mais pertencer à ela. São difíceis de se aproximar porque são sempre ocupados.

4 – Neuróticos espirituais – Alguns se tornam obstinados pela pseudopsicologia, espiritismo, mania por tratamentos naturais, pentecostalismo, sonhos e visões. Não se pode fazer muito por eles. Alguns abandonam suas excentricidades e voltam à normalidade, mas uma vez conectados à igreja, podem criar danos à harmonia dos membros.

5 – Financeiramente prósperos – Alguns caem nos tentáculos da prosperidade e associações comerciais. Tornam-se orgulhosos e de “nada têm falta”. Seu ouro é seu deus. Pouco se pode fazer por eles até que as circunstâncias os levem à necessidade.

6 – Intelectualmente orgulhosos – Alguns são jactanciosos de seu ceticismo, suas dúvidas e sua habilidade de encurralar o pregador em uma discussão. Argumentar é perda de tempo, pois são firmes em suas opiniões.

7 – Facções independentes – Provavelmente sejam ex-obreiros ou líderes da igreja. Saíram pelo orgulho e rebelião e tiveram grande satisfação em lutar contra a igreja.

Tipos facilmente resgatáveis

1 – Ex-pastores – Alguns tiveram uma queda moral e se entregaram temporariamente aos laços do pecado, mas eles ainda amam a verdade em sua totalidade. Mesmo que não consigam retornar ao antigo status, apreciarão aceitação e perdão.

2 – Ex-colportores e professores de escolas adventistas – Os problemas de ambos são os mesmos: as dificuldades financeiras os deixaram amargurados ou os desanimaram a permanecer na igreja. Ainda crêem nas doutrinas, mas necessitam perceber nosso amor e interesse por seu retorno.

3 – Jovens provenientes de lares divididos – Crianças batizadas na idade entre 9 a 12 anos, ao envelhecerem abandonam a igreja, não por terem sido mal doutrinadas, mas pela atuação em seu lar. Eles raramente perdem seu amor pela verdade. Depois de provar as atrações do mundo, eles descobrem a sua nulidade e anseiam pelo conforto e segurança da igreja.

4 – Os casados com infiéis – Casamento com pessoas que não possuem a mesma esperança é um dos maiores fatores que expandem as fileiras dos apostatados. Alguns saem por causa dos laços naturais que esse envolvimento traz: compromisso em matéria de recreação; descuido na observância do sábado; rebaixamento nos padrões de vestuário, etc. Por algum tempo são indiferentes e frios, mas sempre vêm momentos em que caem em si: “Ei, o que está ocorrendo comigo?”. Há também o problema de mães solteiras que necessitam de compreensão e não de condenação.

5 – Mães de crianças recém-nascidas – Esse é um período em que perdemos muitas mulheres da igreja. Durante a gravidez ela se sente desconfortável, e quando o bebê nasce aumentam os cuidados. Na igreja o bebê chora consideravelmente. Se a igreja é pequena, muitos sugerem: “Por que não leva o bebê para fora? Ele está perturbando o culto”. Frustrada, ela diz, “só voltarei quando o Alfredinho tiver idade para ficar na Escola Sabatina”. Logo ela se afasta, não porque não crê na profecia das 2.300 dias, por exemplo, mas por falta de ajuda dos membros. Elas são fáceis de resgatar pois querem seus filhos na igreja.

6 – Pessoas com problemas de trabalho aos sábados – Muitos saíram em tempo de crise relacionada ao trabalho aos sábados. Talvez um pai preocupado com seus débitos se enfraqueça quando ameaçado com a perda do emprego. Eles ainda amam a mensagem e pretendem retornar quando estiverem “equilibrados financeiramente”.

7 – Pessoas que experimentaram queda moral – Às vezes a igreja rotula a parte inocente e a parte culpada em um problema moral. Então a parte culpada sente que há pouca esperança de ser reconciliado com a igreja novamente a despeito da convicção que possam ter.

8 – Vítimas de hábitos – Álcool, tabagismo ou drogas. Eles são fracos. Somente a bondade e amor podem resgatá-los de volta. Deixe-os saber que você confia nele e continuará orando por seu restabelecimento. Fortaleça-os com o pensamento de que Deus é poderoso – 1Cor. 10:13.

9 – Pessoas do tipo “Filho Pródigo” – Crêem nas doutrinas, mas desejaram experimentar o mundo. Faça-os saber do amor que a igreja tem por eles e que quando eles estiverem prontos para voltar serão bem recebidos. Aguarde até que tenham “gasto tudo”. Se são jovens, vocês poderão ganhá-los com um vigoroso programa recreativo e espiritual em sua igreja. Não torne a religião sem atrativos, enfatizando apenas os “nãos”, mas seja criativo em novas formas de envolvê-los.

Sugestões para visitação

Após se apresentar àqueles que receberão sua visita de maneira sincera, calorosa e amigável, você poderá introduzir o assunto com algumas perguntas, como as que se seguem:
1. Que trabalho você faz? Gosta do que faz?
2. Mora aqui há muito tempo?
3. Quantos filhos você tem?
4. Você já foi um dia membro de nossa igreja?
5. Onde?
6. Quanto tempo você freqüentou a igreja?
7. Ainda crê na mensagem pregada pela Igreja Adventista?
8. Já pensou em voltar algum dia para a igreja?
9. Há algo que o impede de retornar?
10. Não é prudente adiar o seu regresso, não é verdade? Com crianças tão lindas como essas, que grande responsabilidade a sua de educa-las nos caminhos de Deus! Quanto mais você esperar, menos serão as chances de ajudá-las a se entregarem a Jesus. Quero convidá-lo para um programa especial (ou reunião evangelística) neste sábado.

O que “fazer” e o que “não fazer” ao trabalhar com ex-adventistas

1. Vá logo ao ponto – Instintivamente ele já sabe a que você veio e se sente desconfortável com os rodeios. Quanto mais cedo você for ao ponto, menor o período de tensão. Você se sente à vontade conversando com um médico com uma seringa na mão?

2. Permita que a amargura venha à tona – Ele está sobrecarregado com rancores e mágoas longamente retidas. Ele culpa a igreja por injustiças reais ou imaginárias, sua mágoa é contra o presidente ou o ex-pastor. Ouça de maneira gentil; ouça com interesse. Diga-lhe, “se eu estivesse em seu lugar e tivesse sido tratado assim, eu me sentiria como você”. Quando ele percebe que você está do mesmo lado, começa a se desarmar.

3. Não defenda ninguém – Não importa quem ou o que o afastado ataque, não defenda ninguém. No momento em que você defende alguém, automaticamente, a mente dele identifica você como seu inimigo. A partir deste ponto você se torna impotente para ajudá-lo.

4. Não traia a confiança do ex-membro – Não dê publicidade ao que ele lhe falou. Melhor não repetir certas coisas, pois se ele descobrir que você vazou confidências, nunca mais confiará em você nem na igreja.

5. Não demore – Há momentos em que precisa ouvir uma longa história de decepção. Mas normalmente 15 ou 20 minutos são suficientes. Se respeitar esta regra, as portas se abrirão para você na próxima vez.

6. Sempre conclua sua visita com uma oração – Não pergunte se ele deseja uma oração. Diga-lhe: “Bem, preciso ir. Mas antes de partir, vamos fechar os olhos para uma oração?
Sugestões de frases a serem usadas na oração:
“Ajude-o a não se demorar muito neste mundo, mas a estar na arca quando o dilúvio chegar”.
“Perdoa-nos pela dor que nós como igreja lhe causamos, e ajude-o a reconhecer que o amamos e aguardamos o seu retorno”.
“Senhor, desejo que suas crianças estejam seguras em seguir os seus passos, e que esses passos estejam na direção da vontade de Deus”.

7. Faça um breve convite para as reuniões evangelísticas ou para a Escola Sabatina – Não tente forçá-la a prometer que irá. A visitação deverá ocorrer de forma casual e amigável.

8. Saia imediatamente após a oração – Não demore. Cada minuto gasto no lar após a oração final desfaz o efeito de sua visita. Isso é vital!

Não faça!

1. Não tente arranjar uma série de estudos bíblicos – Muitos tomam isso como afronta, pois já conhecem as doutrinas. O que necessitam é de amor e reconversão. Reconduzi-los a uma reunião evangelística ou a Escola Sabatina é a melhor maneira de ganhá-los.

2. Não aceite dinheiro do ex-membro – Muitos confirmam a ideia de que o que realmente queremos é o seu apoio financeiro para a igreja. A exceção é o dízimo. Se ele quer devolver o dízimo, entregue-lhe o recibo.

3. Não argumente sobre normas da igreja – Apenas peça que ele ore sobre essas coisas e peça a Deus para tornar o assunto claro. A oração muda corações de tal maneira que os argumentos são impotentes de fazê-lo.

Procedimentos pós-visitação

1. De tempo em tempo telefone para o ex-membro mantendo-o informado sobre os interessantes eventos da igreja. Mas não o incomode com chamadas fora de hora ou extensas.

2. Aproveite a aproximação de eventos importantes como desculpa para visitá-lo para um convite. Ofereça-lhe transporte ou marque um horário para irem juntos.

3. Peça a alguém da mesma idade ou do mesmo grupo social (profissão) para se aproximar do ex-membro.

4. Ajude-o a solucionar problemas que dificultam a sua assistência à igreja:
a. Alguém que cuide dos seus filhos em casa ou no lar
b. Transporte aos que moram distantes
c. Assistência a algum doente sob seu cuidado que o impede de ir à igreja.

5. Ocasionalmente, leve em sua casa um livro, um pão integral, buquê de flores ou uma cesta de frutas.

6. Após se tornar familiar com ele, envie-lhe cartões de aniversário ou de ocasiões especiais.

7. Faça-lhe uma assinatura da revista Revista Adventista.

8. Ex-membros raramente resistem a um apelo de entrega após um período de contínua oração intercessória em seu favor.

O que pode ser feito:

1 – Comece imediatamente um programa de visitação aos desaparecidos ou ex-membros.

2 – Implemente o programa de Pequenos Grupos para promover o companheirismo, estudo da Bíblia e oração.

3 – Organize um forte programa de visitação, com anciãos e diáconos regularmente visitando os membros designados a eles.

4 – Fortaleça o ministério do ensino na Escola Sabatina

5 – Descubra uma liturgia mais rica com muitos cânticos congregacionais, testemunhos e cultura da Bíblia.

6 – Mude o sistema de Transferência de membros. Não deixe a iniciativa de pedir a carta para o membro somente.

7 –Não enfatize ensinos que são mais baseados em cultura do que na Bíblia.


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Colocando em prática estes princípios, teremos a alegria de vermos muitos retornando para a Casa de Deus.

"... Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou" (Lucas 15:20).

Deus Existe - Grupo Órion

Quinta-feira, Setembro 15, 2011

Quem é este Homem, afinal?!

Sonhe MUUUUITO alto!

Na vida estamos sempre almejando novas coisas. Os jovens, por exemplo, já se preparam para as provas dos vestibulares e ENEM.

Daqui a poucas semanas já estaremos em um novo ano. Mais do que uma oportunidade para refletir sobre os 3/4 de 2011 que já se passaram, é um momento de traçar metas para as próximas "conquistas".


Trace metas para realizar algum sonho que você há tanto tempo vem almejando. O que pode ser?

- Iniciar sua própria família?
- Participar de um grande projeto missionário?
- Iniciar um curso superior (ou concluir os estudos que ficaram paralizados)?
- Iniciar seu próprio negócio comercial?
- Fazer de Jesus o nº 1... de verdade!?

Eu lí uma história que me chamou muito a atenção, pois é o relato de vida de alguém que tinha um sonho, e não ouviu os que queriam fazê-lo desistir. Continou, persistiu, insistiu... e o final...

leia você mesmo:

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Um homem investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, inclusive dormindo na própria oficina. Para poder continuar nos negócios, empenha as próprias jóias da esposa. Quando apresentou o resultado final de seu trabalho a uma grande empresa, dizem-lhe que seu produto não atende ao padrão de qualidade exigido.

O homem desiste? Não! Volta à escola por mais dois anos, sendo vítima da maior gozação dos seus colegas e de alguns professores que o chamavam de "visionário". O homem fica chateado? Não! Após dois anos, a empresa que o recusou finalmente fecha contrato com ele. Durante a guerra, sua fábrica é bombardeada duas vezes, sendo que grande parte dela é destruída. O homem se desespera e desiste? Não!

Reconstrói sua fábrica, mas, um terremoto novamente a arrasa. Essa é a gota d'água e o homem desiste? Não!

Imediatamente após a guerra segue-se uma grande escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel nem para comprar comida para a família. Ele entre em pânico e desiste? Não!

Criativo, ele adapta um pequeno motor à sua bicicleta e sai às ruas. Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem também as chamadas "bicicletas motorizadas". A demanda por motores aumenta muito e logo ele fica sem mercadoria. Decide então montar uma fábrica para essa novíssima invenção.

Como não tem capital ($), resolve pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país. Como a idéia é boa, consegue apoio de mais ou menos cinco mil lojas, que lhe adiantam o capital necessário para a indústria.

Encurtando a história: hoje é um dos maiores impérios da indústria automobilística japonesa. É conhecida como HONDA CORPORATION, respeitada no mundo inteiro. Tudo porque o Sr. Soichiro Honda, seu fundador, não se deixou abater pelos terríveis obstáculos que encontrou pela frente.

Infelizmente tem acontecido com muitas pessoas, a mania de viver reclamando. Não faça isso! A persistência tem sido a vitamina do triunfo de muitas pessoas e empresas. Não desista e vá em frente. A pessoa que tem grandes sonhos é mais forte do que aquela que tem todos os fatos.

Quem sonha prova que está vivo! Pense nisso, viva e faça.

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Talvez você não precise iniciar uma empresa do porte da HONDA. Mas se este for seu sonho, realize-o...

O importante mesmo é dar o primeiro passo.

Deus te criou e escolheu para ser um(a) vencedor(a).

Eu creio nisso!

"Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam" - Isaías 40:30-31.

Terça-feira, Setembro 13, 2011

É possível guardar todos os mandamentos?

"Prof. Gilson, é realmente possível guardar todos os mandamentos da Lei de Deus?"

Certa vez eu ouvi alguém dar um "não" como resposta a esta pergunta. Para tal pessoa, vivemos em um mundo muito afastado de Deus e, por isso, torna-se praticamente impossível ser fiel na guarda de todos os preceitos que o Senhor deixou.

Porém, eu sinceramente não creio que o Senhor escreveria Seus preceitos em uma tábua de pedra (cf. Êxo. 31:18), se tais mandamentos estivessem além dos limites da nossa possibilidade real.

Os legisladores humanos é que têm sido muito hábeis em criar leis que não "passam do papel", pois não estão em harmonia com a realidade das pessoas. Mas isso não ocorre com a Lei de Deus, pois é o Senhor mesmo Quem nos dá a força necessária para permanecermos fiéis aos Seus Mandamentos, ou melhor, à Sua LEI DA LIBERDADE, como Ele mesmo ensinou.

Ou seja, é claro que a Lei de Deus pode ser plenamente obedecida em todos os seus pontos! O que ocorre é que nós, seres humanos pecadores, sempre procuraremos uma maneira de nos desviar dela, e fatalmente encontraremos muitas boas "justificativas" para vivermos neste estado "marginal" da Lei do Senhor.

E os que dizem que a Lei passou?

Infelizmente, aqueles que professam o Cristianismo em nossos dias, em sua grande maioria, pregam um desprezo à Lei de Deus, que beira a blasfêmia. Deus escreveu, com Seu próprio dedo, em tábuas de pedra, os 10 princípios que deveriam ser seguidos pelo Seu povo em todas as eras, pois tal Lei é o próprio reflexo do caráter do Senhor (cf. Êx 31:18; Jr 31:33; Hb 8:10). Por toda a Bíblia vemos que Ele sempre transmitiu mensagens de chamado à obediência para com a Lei moral. Através dos escritores bíblicos, muitas foram as mensagens que deveriam servir de motivação para que o povo nunca se afastasse do cumprimento da Lei (cf. Sal. 89:30-32; todo o Sal. 119; Êx 16:14; Pv 7:2; Jr 9:13; 16:11; Os 8:1, 12; etc.).

Hoje em dia, porém, muitos alegam que “a Lei passou”, pois vivemos no chamado “tempo da graça”. Ora, isso soa estranho aos ouvidos de quem realmente conhece a Bíblia, pois a Lei e a graça sempre andaram juntas. A graça não existiu somente a partir do ministério terrestre de Jesus (cf. Sal. 6:4; 13:5; 40:10-11; 62:12; 66:20; 69:13; 89:14; Is 60:10; Zc 12:10; etc.); bem como a Lei moral não foi abolida na Cruz (cf. Mt 5:17-19; At 24:14; Rm 2:13; 3:20, 31; 7:7-8, 12; Tg 1:25; todo o cap. 2 de Tiago; 1Jo 3:4; etc.).

Importantes estudiosos não-adventistas têm afirmado que não devemos rejeitar o Antigo Testamento e seus ensinos, dando valor apenas ao Novo Testamento, especialmente porque eles estão intimamente ligados. Dentre estes teólogos, quero citar D. A. Carson, Douglas J. Moo e Leon Morris, que na sua Introdução ao Novo Testamento dizem o seguinte:

... Não há nenhum indício de que os escritores do Novo Testamento queiram rejeitar alguma parte do Antigo Testamento canônico sob a alegação de ser incompatível com sua fé cristã em desenvolvimento. Paulo chega a insistir em que o motivo pelo qual as ‘Escrituras’ foram escritas foi a instrução e o encorajamento dos cristãos (Rm 15:3-6)” - (p. 546).

Aqueles que estudam a Bíblia destituídos de preconceitos, verão claramente que há uma Lei que nunca passou, nem passará, pois como poderíamos imaginar um Deus Criador e Mantenedor que não tem uma Lei para dirigir e julgar a vida do Seu povo?! Chega a ser um absurdo pensar assim!
Porém, eu gostaria de convidar os companheiros de "blogagem" a ponderar comigo sobre um fato que observo entre aqueles que esbravejam com tanto zelo a mensagem de que a “Lei passou”. Se você indagar qualquer pessoa que considera que a Lei de Deus não mais deve ser observada pelos cristãos atuais, você verá, assim como tenho visto inúmeras vezes, que a questão não é a Lei em si, pois há 9 pontos da Lei Moral que os protestantes aceitam sem pestanejar, enquanto que os católicos, apenas 8. Em qualquer igreja evangélica, uma pessoa que cometer adultério, assassinato, furto, idolatria, etc., certamente passará por alguma sanção disciplinar, podendo ser até mesmo excluída da comunhão da igreja.

Ora!
Se “a Lei” passou, então porque condenar as pessoas que a transgridem? Se vivemos hoje no chamado “tempo da graça”, porque então a quebra dos Mandamentos não é imediatamente perdoada e relevada, uma vez que, como dizem, tal Lei não mais existe como norma para o povo de Deus dos nossos dias? Por que os protestantes condenam os católicos romanos pela adoração de imagens, se os primeiros acreditam que a Lei não vale mais (cf. Êx 20:4-6)? Os católicos romanos, pelo menos aqui, são mais sinceros, pois não ficam dizendo que os 10 Mandamentos passaram; o que aconteceu, dizem os católicos romanos, foi que a igreja deles simplesmente mudou a Lei – basta conferir no Catecismo. Ou seja, tanto os católicos romanos, quanto os protestantes contrários à Lei, estão no mesmo barco, pois desprezam as claras palavras que o Todo-Poderoso do Universo escreveu com Sua própria caligrafia divina (cf. Êx 31:18) – a única lei da Bíblia que Deus não permitiu ao homem escrever por si mesmo! Pense nisso!

Vemos, então, que aqueles que afirmam que a Lei passou, na verdade, estão agindo de má fé, pois o que eles querem atacar não é a Lei como um todo, pois está evidente que as igrejas protestantes continuam seguindo 9 Mandamentos da Lei moral. O que está realmente na mente destas pessoas é a nulidade do 4º Mandamento, exatamente o que requer a adoração ao Senhor no dia em que Ele determinou – o sábado do sétimo dia (cf. Gên. 2:1-3; Êx 16:1-5; 20:8-11).

É muito claro nas páginas das Escrituras, como vimos até aqui, que a Lei moral dos 10 Mandamentos nunca passou, e permanece até hoje como a norma pela qual o Senhor “medirá” o caráter daqueles que professam o nome de Cristo em suas vidas (cf. Tg 2:10-12; Mt 7:21-23; Jo 14:15; 1Jo 2:4).

Por esta razão, os Adventistas levantam bem alto a bandeira da guarda incondicional dos 10 Mandamentos da Lei moral de Deus, não como meio de salvação (como já expliquei exaustivamente aqui no blog), mas como demonstração de amor e gratidão pela graça que Deus derrama abundantemente em nossas vidas, e mais ainda porque Ele mesmo nos concede o poder necessário para guardarmos a Sua santa Lei (cf. Sal. 37:25; 1Pe 1:2; Dt 28:13; Tt 3:3-7; Ef 2:10).

"Grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há tropeço" - Sal. 119:165.

Segunda-feira, Setembro 12, 2011

DEUS e a LÓGICA

Há alguns meses eu vi um sermão que abordava uma questão muito interessante. O pregador era um irmão e amigo, o Wellington Carvalho, na época Ancião da Igreja Central em João Pessoa-PB. Ele afirmava na ocasião que "Deus é ilógico", ou melhor, Deus toma atitudes "ilógicas".

O que o Wellington queria dizer era que o Senhor tem um comportamento bem diferente daquele a que nós, seres humanos pecadores, estamos acostumados a vivenciar em nosso dia-a-dia. Este sermão me fez refletir sobre o assunto, e vi que realmente há muitas passagens na Bíblia que revelam o quanto o nosso Deus age por meios diferentes daqueles pelos quais nós agiríamos em situação semelhante.

Vejamos alguns exemplos...

1. Manassés (2Crôn. 33)
Eu já fiz um comentário mais detalhado sobre a vida deste rei do AT, em alguma postagem anterior. Mas hoje quero me deter na atitude de Deus para com este homem.
O relato bíblico mostra o quanto este rei foi mau e perverso, e fez com que o povo se desviassem para muito longe do Senhor. Em determinado momento de sua vida, Deus permitiu que Manassés fosse levado cativo pelo exército da Assíria, sendo humilhado em uma prisão extremamente degradante.
Nesta situação de dor e angústia, o rei fez uma oração sincera e desesperada, e a Bíblia é enfática em dizer que "Deus Se tornou favorável para com ele", o perdoando e restabelecendo ao trono.
Onde está a "falta de lógica" divina?
A grande maioria de nós, seres vingativos e implacáveis com os que erram, até entenderíamos que Deus poderia ter perdoado o rei (não fazemos o mesmo, mas entendemos o ato divino...). Mas permitir que Manassés retornasse ainda com rei (?!)... Isso é demais para nós! Os que adoram levantar suas mãos nas reuniões de Comissão para disciplinar seus "irmãos" faltosos, teriam insistido para que Manassés fosse disciplinado exemplarmente, para assim aprender uma "lição". Afinal, devemos chamar o pecado pelo nome, e não podemos ficar passando a mão na cabeça dos pecadores, para não acostumá-los mal.
Percebe como Deus foi "ilógico" nesta situação? A "lógica" mandava que Ele perdoasse, mas que não desse outra chance ao rei. Ele poderia até voltar para Jerusalém... mas como rei? Nunca!

2. Davi (2Sam. 11)
O adultério de Davi com Bate-Seba talvez seja uma das histórias mais conhecidas do reinado deste homem. Ele foi capaz de cometer vários pecados simultâneos e progressivos, começando pela cobiça e luxúria, passando pelo adultério consumado, e culminando no assassinato de um homem inocente (sendo Davi o "mentor intelectual" do crime). O Salmo 51 mostra o quanto Davi se arrependeu pelo seu ato repugnante, e também revela como o coração do rei estava angustiado com a necessidade de receber o perdão de Deus. O profeta Natã assegurou a Davi que o Senhor perdoara seu pecado (2Sam. 12:13), e que o rei deveria sofrer as conseqüências pelos seus muitos erros.
Onde está a "falta de lógica" divina?
Mais uma vez, ao compararmos a atitude de Deus com relação a Davi, com as atitudes que nós hoje tomamos para com nossos "irmãos" que falham (às vezes, nem tão "feio" quanto o rei...), podemos observar como o Senhor age por caminhos diferentes dos nossos.
1. De Bate-Seba (a adúltera!) nasceu o filho que seria o sucessor do trono de Davi, e aquele que receberia o privilégio de edificar e consagrar a nova Casa do Senhor, conhecida até hoje como o "Templo de Salomão". Por que Deus aceitou isto das mãos de um homem que foi fruto de um relacionamento tão vil e desprezível?!
2. Se não bastasse o fato de Davi continuar no trono (lembre-se que Saúl o havia perdido para o próprio Davi), Deus ainda lhe concedeu muitas vitórias militares, e sobre Davi é colocado um rótulo que intriga muitos estudiosos bíblicos até hoje: "um homem segundo o coração de Deus" (cf. Atos 13:22). Como um homem com atitudes tão reprováveis pode ser considerado dessa maneira por um Ser que é todo Amor?

3. A Múlher Adúltera (João 8)
Alguns acreditam que esta mulher era Maria Madalena (e é mesmo possível que tenha sido ela), outros, não. Mas o mais importante é que este relato maravilhoso chegou até nós como um grande exemplo da maneira como o Senhor Jesus queria que o povo interpretasse os regulamentos divinos.
A mulher apanhada em "flagrante adultério" estava condenada à execução pública, conforme determinava a lei civil em vigor (cf. Lev. 20:10; Deut. 22:22). Para as pessoas que a haviam trazido à presença de Jesus, ela deveria sair dali direto para o portão da cidade, para ser apedrejada até à morte, sem qualquer "pingo" de misericórdia. Se isto não ocorresse, e Jesus fizesse uma interpretação contrária à Lei (ou seja, não "chamasse o pecado pelo nome"), então 2 sairiam dali condenados.
A resposta de Jesus foi inimaginável ("ilógica"): Podem atirar as pedras, conforme está escrito na Lei, mas somente os que estiverem "sem pecado" é que têm autoridade para fazer isso.
Onde está a "falta de lógica" divina?
Este relato do NT é clássico para nos mostrar claramente como nossa visão cruel e vingativa está frontalmente em contraste com a visão misericordiosa e paciente de Deus. Pela Lei (pela "lógica", pelo "Manual") a mulher deveria ser apedrejada sem dó nem piedade, mas o Senhor Jesus sabia muito bem o que estava "por trás" daquele aparente zelo pela santidade da Lei. Aqueles "irmãos zelosos" ali estavam com a certeza de que não haveria outra saída daquela situação, senão o cumprimento cabal e urgente da lei que fora transgredida. Para eles, só haveria uma resposta de Jesus que pudesse demonstrar que Ele era mesmo um fiel cumpridor da Lei e dos Profetas. Será?!


O que podemos aprender de tudo isso?

Quero reafirmar, para evitar possíveis distorções do que estou escrevendo aqui, que não sou contra a prática da disciplina eclesiástica. Ela é importante e essencial para manter a ordem na Igreja de Deus, e evitar que o rebanho se disperse por caminhos tortuosos.

Porém, o que posso ver na Bíblia é que o Senhor Deus Se preocupa mais com as pessoas do que com os pecados que estas pessoas cometeram. Nos três exemplos acima citados, todos sofreram a punição merecida pelos seus atos, porém de forma um pouco diferente daquela que a "lógica" determinava para a questão.

Além do pecado, e acima dele, o Senhor olha para o pecador como alguém a ser resgatado, e não como um lixo humano que merece ser descartado. Se nós, que muitas vezes queremos ser tão zelosos no cumprimento dos "regulamentos eclesiásticos", nos preocupássemos mais em entender o irmão faltoso, e procurar ajudá-lo a se reerguer e continuar na jornada, tenho certeza que estaríamos cumprindo com toda plenitude o que o nosso maravilhoso Deus de Amor e Misericórdia deseja ver em nossos relacionamentos fraternais.

Para muitos de nós, Deus é só JUSTIÇA e CONDENAÇÃO, e talvez por isso tenhamos tanta dificuldade em vê-Lo como AMOR, MISERICÓRDIA, GRAÇA e PERDÃO LIBERTADOR.

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Da próxima vez que a "lógica" mandar você levantar sua mão de condenação sobre um "irmão" que caiu no erro, antes de fazer isso aja com "ilógica", e abra os braços para acolhê-lo, orar com ele, chorarem juntos, e assim você servirá de instrumento para levantar um alma caída.

Quem sabe algum dia você precise que alguém também seja "ilógico" com você...

"Porque os Meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os Meus caminhos, diz o SENHOR" - Isaías 55:8.
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