Sexta-feira, Dezembro 30, 2011

Tarsis Iraídes - Como Acreditar (Acústico).wmv

Como está sua fé hoje?

Na Bíblia nós encontramos grandes histórias de fé do povo de Deus do passado, que devem nos ajudar a compreender a luta que temos no presente, e esperar a vitória certa do futuro.

Uma destas histórias está registrada em Josué 3:1-17, e convido você a acompanhá-la juntamente comigo. A experiência de Israel na travessia do Jordão nos dá um bom exemplo do que devemos fazer para “atravessar o Jordão de hoje” e herdar a Terra da Promessa.

O povo de Israel havia acabado de sair do deserto, onde peregrinaram por 40 anos. Todos os adultos que saíram do Egito e atravessaram o Mar Vermelho morreram. Apenas Calebe e Josué permaneceram. E Josué agora era o substituto de Moisés para fazer com que o povo tomasse posse de Canaã. Porém, antes de chegar à Terra Prometida, precisariam atravessar o rio Jordão. Esta deveria ser sua primeira conquista. O povo precisava saber que Deus estava com eles.


Como podemos tirar lições para nossa vida espiritual naquilo que ocorreu no passado com Israel?
O que cada um dos elementos deste evento histórico pode contribuir para nossa “travessia” neste mundo de pecado?

I. PREPARANDO-SE PARA A TRAVESSIA (vv. 1-5)

Era necessária uma completa santificação pessoal de cada israelita, antes que eles pudessem receber de Deus a repetição da bênção que ocorreu com seus pais no Mar Vermelho (v. 5).
Nossa jornada espiritual atual também exige um preparo de nossa parte.

1. Oração constante e sincera
2. Leitura sistemática e devocional da Bíblia
3. Realização do culto doméstico diariamente
4. Freqüência à Igreja regularmente
5. Participação ativa no trabalho missionário

Só assim estaremos prontos para “atravessar o Jordão” e estar firmados na Rocha para o grande Dia de Deus.

II. CONDUZINDO A ARCA DA ALIANÇA NA FRENTE DO POVO (vv. 6-13)

A arca representava a presença de Deus entre o povo, pois continha os símbolos do Seu poder e majestade (Hb 9:4): A vara de Arão; a vasilha com o maná; e as tábuas da Lei Moral

O fato de levarem a Arca na frente do grupo deveria trazer vários significados à mente do povo.

1. Deus estaria à frente deles na Nova Terra
2. Os mandamentos seriam o guia orientador na nova etapa de vida, a Norma divina da Nova Terra.
3. Desviando-se do caminho traçado por Deus, fatalmente eles afundariam no pecado. Eles deveriam permanecer sob a proteção da Arca, pois sem ela as águas os submergiriam.

Assim como Israel, nós também precisamos manter a “Arca da Aliança” sempre à nossa frente, pois assim teremos a certeza de que Deus conduz nossos passos e efetua milagres em nossa vida.

III. ATRAVESSANDO O JORDÃO (vv. 14-17)

A Bíblia menciona que as águas estavam em seu máximo nível, o que mostra que Deus escolheu o pior (ou melhor?) momento para a travessia.

Sem a miraculosa intervenção divina, não seria possível a travessia do Jordão naquele período do ano.

O fato de os sacerdotes irem na frente e, ao toque deles, as águas serem contidas, mostra-nos que Deus desejar “entrar” conosco em nossos problemas, ajudando-nos a vencer (Isaías 43:2).

CONCLUSÃO
O povo de Israel seguiu as orientações de Deus e atravessou o Jordão no tempo mais difícil para tal proeza. Além do mais, eles passaram sob a intervenção direta do Pai, que repetiu aos olhos daquela geração nova e, por vezes, cética, o milagre ocorrido 40 anos antes no Mar Vermelho.

Assim como Israel no passado, devemos hoje buscar o preparo espiritual, a santificação necessária para "atravessarmos” este mundo de maldades e pecados, que por tantas vezes consideramos intransponível aos nossos olhos.

Deus deseja operar maravilhas em nossa vida. Mas é preciso que sigamos Suas orientações e busquemos uma íntima comunhão com Sua Pessoa.

O povo de Israel poderia ter escolhido voltar para o deserto, mas resolveram confiar em Deus e receberam a possa da herança prometida.

Assim como eles, nós também podemos escolher que não queremos “morrer no deserto”, mas desejamos nos preparar a cada dia, através da comunhão pessoal e envolvimento na Obra de Deus, para recebermos “a posse da Nova Terra”.

Você deseja fazer este propósito?

Quinta-feira, Dezembro 29, 2011

Por que Estudar a Lição da Esc. Sabatina?

Um sábado desses eu estava em uma Unidade de Escola Sabatina, em determinada igreja aqui de Natal, e apenas 3 pessoas na Classe possuíam e haviam estudado a Lição da Semana, apesar de o grupo ser formado por umas 15 pessoas. É uma pena, pois a lição é preparada por grandes estudiosos. Mas são poucos os que parecem se preocupar com seu crescimento intelectual na doutrina, apesar de conhecê-la bem ser considerado importante fator para a salvação (cf. Efés. 4:14; 1Tim. 4:16; 1Ped. 3:15; 2João 1:9)

A conseqüência disso foi que temas tão interessantes, empolgantes, desafiadores e importantes (como: Trindade, encarnação de Cristo, Santuário, Romanos, Gálatas, epístolas de João, etc.) dão lugar a comentários vazios, pseudo-polêmicos e secundários, feitos exatamente pelos que adoram usar o "teologuês" na hora do estudo da Lição, porque não se dão ao trabalho de estudá-la durante a semana.

Houve um dos que estavam visitando a Classe que aproveitou a ocasião para apresentar seus "conhecimentos" sobre o grego bíblico de João 1:1-3, tomando grande parte do tempo da Lição, e sem contribuir com praticamente nada para a compreensão do tema estudado.

Certa vez eu fiz aqui um comentário sobre a grande importância que eu atribuo ao estudo sistemático da Lição da Escola Sabatina, bem como à leitura mensal da excelente Revista Adventista (veja aqui). Situações como a que presenciei na igreja citada no início só reforçam minha convicção de que a igreja não está mais perecendo por falta de conhecimento, por culpa dos "sacerdotes", como na época de Oséias. A culpa é totalmente nossa, dos membros, que não aproveitamos a alimentação consistente e sadia que nos é oferecida pela Instituição a qual nos associamos.

A Igreja é tão preocupada com o livre-acesso ao material da Lição, que disponibiliza gratuitamente o conteúdo semanal na Internet, para aqueles que preferem não adquirir o material impresso, apesar do irrisório valor cobrado, em comparação com o grande benefício proporcionado pelo estudo da Lição da Escola Sabatina.

Nenhuma outra denominação mundial faz isso pelos seus membros!

Quarta-feira, Dezembro 28, 2011

Deus me ama...

Algumas ilustrações de sermão tendem a ficar marcadas em nossa mente. Nestes quase 18 anos que tenho de Evangelho na Igreja Adventista (Graças a Deus!), uma das estórias que mais me impressionaram foi a da "Forca do Amor".

Se você ainda não conhece, conhecerá a partir de agora...

Um velho fazendeiro muito rico tinha um único filho, que vivia importunando-o a dar algum dinheiro para que o jovem rapaz fosse "aproveitar a vida", viajando e conhecendo novas pessoas (qualquer semelhança bíblica é mera coincidência...rs).

Com sua sabedoria, o velho pai sempre tentava mostrar ao seu filho que a vida não se resume a dinheiro, farra e prazeres. O mais sensato seria que o rapaz continuasse ali, na fazenda, ao lado do seu pai... mas suas palavras não convenciam o jovem e impaciente filho.

Um dia, depois de tanto "importunar" seu velho pai, o jovem ouve as palavras que ele tanto ansiava:
- Está bem! Você venceu - disse o velho pai. - Mas, tem algo que você terá que fazer - acrescentou. Venha comigo até o celeiro.

No fundo do terreno, em um canto isolado da fazenda, havia um velho armazém, já em desuso. Ao chegarem lá, o jovem se deparou com algo que ele não compeendeu a princípio... Ali o pai havia construído uma grande FORCA. Mas o mais estranho ainda estava por vir. O pai olha bem no fundo dos seus olhos, e lhe fez um estranho pedido:

- Querido, você é meu único e amado filho, herdeiro de tudo que tenho e sou. Sei que você ainda é muito jovem para compreender o real sentido da vida, e temo que meus dias não estão longe de se findarem. Quero, então, que você faça agora mesmo uma PROMESSA... Se, após eu morrer, você vier a desperdiçar tudo que tem e ficar na miséria, quero que venha até aqui e enforque-se nesta FORCA que EU MESMO preparei especialmente para você. Prometa do fundo do seu coração!

O rapaz, sem entender direito PORQUE o seu pai lhe havia feito tal pedido, responde:

- Pode deixar, pai, sei que isso não vai acontecer pois vou cuidar muito bem de nossas riquezas. Mas se algum dia eu vier a ficar na miséria, eu venho aqui e faço o que o senhor está me pedindo.

O pai suspira aliviado (porém já se angustiando)... e os dois voltam para casa.
Os dias passam, a vida segue sua viagem ininterrupta, até que o previsível acontece: O PAI MORREU.

O jovem, após passar os dias do luto, agora sozinho no mundo mas dono de uma grande herança, sente-se "livre" para aproveitar a vida... exatamente o que ele por tantas vezes pediu que seu velho pai lhe permitisse fazer.
Muito dinheiro, muitos "amigos" (já percebeu como o $ tem um imã para "amigos"), muitas garotas, muitas festas, muitas viagens... muito, muito, muito... até que...

Um dia, sem se dar conta, o dinheiro havia acabado. Até mesmo a velha fazenda da família já havia sido vendida para converter-se em prazeres e luxo... tudo se foi... só restavam as lembranças. O jovem começa a ver quão sábias eram as previsões do seu querido pai, e quanto ele, rebelde, havia sido tolo em desperdiçar o que a família juntara por tantos anos.

Os dias passam (pois a vida é assim, não pára...), e ele se vê na mais completa miséria, sem dinheiro, sem "amigos" (na verdade eles nunca estiveram ao seu lado), sem garotas... até mesmo sem comida. Vagueando pelas ruas à procura de alguma migalha para se alimentar, ele repentinamente lembra-se de seu velho pai, da antiga fazenda, do armazém... e da PROMESSA.

- Nunca fui obediente ao meu pai enquanto ele esteve vivo. Hoje estou nesta situação... mas agora vou cumprir o que prometi a ele naquele dia.

Chegando em frente à fazenda, ele vê ao longe, em um lugar isolado perto da cerca, o antigo armazém, já coberto pelo mato alto. E dirige-se para lá... passos lentos... angustiosos... remorso? arrependimento? revolta? muitas coisas passavam em sua mente.

Ao chegar ao celeiro, ele abre a porta e se depara com a FORCA. Lá no fundo, empoeirada, coberta de teias de aranha, estava ela... cumpriria sua promessa... seria este o ÚLTIMO ato de sua breve vida. Ele se dirige até a FORCA, pega um pequeno banquinho de madeira que estava perto (providencialmente?)... sobe no banquinho... amarra o terrível laço ao seu pescoço e prepara-se para pular. Antes, ele diz suas últimas palavras naquela miserável vida...

- Pai, nunca fui um bom filho, pois só te dava desgostos e preocupações. O senhor estava certo; eu desperdicei tudo e hoje estou aqui, um "lixo" humano... Mas vou cumprir minha promessa... pelo menos desta vez vou fazer o que o senhor me pediu...

E pulou..
...
...

Por um breve momento, alguns instantes que parecem uma eternidade, ele sente a corda cruel apertar seu pescoço... mas algo acontece.

A FORCA se quebra e ele cai. Na verdade, o mastro central da FORCA era OCO e foi preparado especialmente para romper quando ele se dependurasse. No chão ele se vê coberto por uma "avalanche" de coisas: OURO, JÓIAS, DIAMANTES, RUBIS, ESMERALDAS, E TODA SORTE DE PEDRAS PRECIOSAS... UMA GRANDE FORTUNA, MAIOR QUE A PRIMEIRA!!!! E também um papel, escrito com a caligrafia de seu velho e querido pai... o que estava escrito?

- FILHO, ESTA É SUA SEGUNDA CHANCE... EU TE AMO DEMAIS... APROVEITE BEM DESTA VEZ!

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Sabe, querido amigo e companheiro virtual...

É assim que Deus faz comigo e com você. Quando todos nos abandonam, e pensamos que até Ele mesmo já nos abandonou, eis que Sua mão de graça e libertação nos alcança e nos puxa de volta para Seus braços de amor.

Você está precisando desta segunda chance em sua vida?

Nosso Pai querido está disposto a te dar... Aproveite!

Segunda-feira, Dezembro 26, 2011

SOLDADO FERIDO (O amor é mais forte, e faz viver)

Não deixe o soldado ferido morrer

Estes dias ouvi uma música que me chamou a atenção. Depois de vasculhar na net, descobri que a letra é do "apóstolo" Valdomiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus.

A letra traz uma mensagem muito bonita. Uma parte diz assim:

"Seguindo Sua ordem
Lutaram na frente para o Rei
E o forte inimigo puderam vencer
Mas por este esforço satã intentou
Suas vidas matar
Não deixes um soldado ferido morrer

Verta o bálsamo
E a ferida sarará
Protege-o com o Seu manto de amor
O pão partiremos sim
Descanso lhes dará
E toda angústia sairá
Não deixe os fiéis soldados feridos morrer

Não podes olhar, sem socorrer
O amor é mais forte, e faz viver
Não podes deixar um soldado ferido morrer"

Abandonar um soldado ferido no campo de batalha é mesmo uma das mais terríveis demonstrações de covardia, egoísmo e falta de amor, em especial quando parte dos "generais", ou seja, daqueles que têm o comando maior da tropa.

Certa vez ouvi um pastor presidente de campo dizer em um concílio para pastores: "A Igreja é o único exército na terra que abandona seus feridos no campo de batalha". É curioso que este mesmo líder também abandonou um "soldado ferido" do seu "batalhão". É como diz a música:

"Seguindo Sua ordem
Lutaram na frente para o Rei
E o forte inimigo puderam vencer
Mas por este esforço satã intentou
Suas vidas matar"

É triste ver como esta prática tem sido comum entre aqueles que professam seguir o Deus de Amor demonstrado na Bíblia Sagrada dos cristãos!

No último sábado, eu ouvi mais um destes "soldados feridos" darem seu testemunho. Como o tema da ES da semana passada tinha tudo a ver com este assunto, o irmão revelou a angústia que havia passado em seu coração, quando um pastor (um "oficial do exército") o abandonou para morrer à míngua. E o que mais trazia mágoa era o fato de que este líder saiu do distrito sem nunca ter feito uma visita para tentar trazer o "soldado" de volta ao combate. Aliás, nenhum outro líder havia se dignado a visitar o "soldado ferido". Simplesmente o abandonaram!

É triste... mas é rotineiro.

Há algum tempo eu assumi com Deus um propósito de nunca levantar minha mão para votar a disciplina ou punição de um irmão de igreja, sem antes visitá-lo, pessoalmente, para ouvi-lo e orar com ele. Mesmo que o pecado seja aberto, declarado, todos têm o direito de serem ouvidos e de serem tratados como uma ovelha ferida. Não é para isso que serve a Igreja?!!

Pena que na maioria das vezes só queremos procurar a maior pedra para ser atirada. Tenho certeza que muitos de nós teriam sido hipócritas o suficente para atirarem as pedras na mulher adúltera de João 8. Teríamos sido legalistas a tal ponto de interpretar as palavras de Jesus como sendo uma "autorização divina" para punir a transgressora. Afinal, não temos que chamar o pecado pelo nome??!!

Hipocrisia... só hipocrisia.

Penso que muitos líderes, em especial pastores e administradores, não teriam condição ética e moral para pregarem sobre amor, arrependimento, perdão... pois no dia-a-dia tais pessoas demonstram um profundo desconhecimento do que estes temas significam... NA PRÁTICA.

Nossas congregações estão cheias de "ex-irmãos" que foram abandonados feridos, soldados que um dia dedicaram suas vidas à causa do Evangelho, alguns chegaram até mesmo a serem pastores do rebanho, mas por um erro, por um pecado, foram abandonados, descartados... relegados ao ostracismo hipócrita dos que um dia os chamaram de "irmãos".

Tenho um amigo, ex-colega de seminário e de ministério, que hoje vive assim: magoado. Ele deixou seu conforto e vida tranquila (pois já era aposentado, e tinha um bom saldo bancário), porque queria ser um ministro do Evangelho do Senhor. Preparar esta geração de últimos arautos do Evangelho. Liderar os jovens no caminho da salvação.

Após sair do seminário, meu amigo foi para o Norte do país, uma terra desconhecida para ele e sua família. Lá ele se deparou com líderes que tinham muito de "administradores", mas quase nada de "pastores", e ele acabou por abandonar o sonho de ser pastor.

Hoje, de volta a Pernambuco, meu amigo sente-se triste e ressentido por ter sido tratado de forma tão "ímpia" por aqueles que se rotulam de "ungidos do Senhor". Tenho orado por ele, pois é uma excelente pessoa, e um excelente cristão... mais um "soldado ferido deixado para morrer no campo de batalha". Tenho pedido para que o Senhor "verta o bálsamo" sobre este meu amigo, e cure suas feridas, assim como Ele tem me ajudado a curar as minhas próprias.

Da próxima vez que você se deparar com a oportunidade de levantar sua mão para punir um irmão ferido, um soldado ferido, antes de dizer "sim", vá até este filho de Deus, ore com ele, ouça seu clamor... e verta o bálsado restaurador.

"Bendito seja Deus, que não rejeitou a minha oração, nem desviou de mim a Sua graça" (Salmo 66:20).

Como a Areia do Mar

A expressão "como a areia do mar" aparece cerca de 7 vezes na Bíblia. Em 4 dessas passagens, ela tem uma conotação positiva (cf. Gên. 32:12; 41:49; 2Sam. 17:11; e Osé. 1:10).

Nas outras 3, "como a areia do mar" reflete um pensamento negativo (cf. Isa. 10:22; Rom. 9:27; e Apoc. 20:8). E é sobre este verso de Apocalipse que eu gostaria de refletir hoje com vocês.

"e [Satanás] sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja. O número dessas é como a areia do mar" - Apoc. 20:8.

Ellen White também escreveu sobre esta passagem:

"Ao fim dos mil anos, Cristo volta novamente à Terra. É acompanhado pelo exército dos remidos, e seguido por um cortejo de anjos. Descendo com grande majestade, ordena aos ímpios mortos que ressuscitem para receber a condenação. Surgem estes como um grande exército, inumerável como a areia do mar. Que contraste com aqueles que ressurgiram na primeira ressurreição! Os justos estavam revestidos de imortal juventude e beleza. Os ímpios trazem os traços da doença e da morte" - O Grande Conflito, pág. 662.

Pelos textos inspirados, é impossível negar que um número imenso de pessoas não estão se preparando para estarem no Céu, ou seja, não serão salvas. Até mesmo dentre os que "professam" alguma fé em Deus ou em Jesus, muitos serão contados entre os ímpios, no final das contas (cf. Isa. 10:22; Rom. 9:27).

O mundo está um caos

Diariamente nós vemos nos noticiários o grande aumento dos índices de corrupção, criminalidade, guerras, violência, egoísmos, etc. Este é um forte indício de como o nosso mundo está indo cada vez mais para o caos.

As pessoas estão perdendo aos poucos o amor de umas para com as outras, e isto já havia sido profetizado pelo próprio Cristo (cf. Mat. 24:12).

Eu lembro que há alguns anos (na época da minha adolescência), um grupo musical fez muito sucesso aqui no Brasil entre os jovens, exatamente porque suas músicas traziam expressões de protesto sobre as mazelas sociais. Em uma dessas músicas, recordo-me de um verso que dizia o seguinte:

"heranças feitas de fortunas rotas... campos desertos que não geram pão... onde a ganância anda de rédeas soltas".

A letra exprime uma dura realidade!
Muitos que hoje vivem de forma abastada, financeiramente falando, receberam suas heranças de pais e avós que empregaram métodos desonestos para ficarem ricos. Exemplos:
- Quantos políticos não enriquecem às custas das verbas que são desviadas da saúde e educação dos mais pobres?
- Quantas pessoas já não morreram de câncer de pulmão por conta da ânsia de empresários que só queriam saber de ganhar alguns milhões a mais na venda de cigarros?
- Quantas famílias já não foram destruídas devido à falsa ilusão que os comerciais de cerveja passam para os jovens de nosso país?

"Heranças feitas de fortunas rotas" ... nada mais que isso!

Você acha que é justo um ricaço gastar em um par de tênis, o mesmo valor que um pai de família recebe por 2 meses de trabalho suado? Eu não acho! É bom lembrar que a Bíblia não condena o dinheiro em si (portanto, não é pecado ser rico), mas sim o "amor ao dinheiro", dizendo que ela é a própria raiz de todos os males. Muito forte isso, hein!?

Nem todo o que diz "Senhor, Senhor!"

Milhões de pessoas em todo o mundo estão vivendo uma vida longe de Deus, mesmo que digam o contrário. São pessoas que passam a semana vivendo de forma desonesta e corrupta, mas que no fim-de-semana estão em suas igrejas (quando não são professamente ateus) ou religiões, tentando ganhar algum crédito na "conta-corrente" do Céu.

Muitos desses são políticos que vivem da miséria do povo que deveriam representar e defender. Diariamente ficamos sabendo das falcatruas, conchavos, "acordos", etc., cujo objetivo final sempre é defender o interesse dos mais ricos, em detrimento do sofrimento dos mais humildes.

Apenas mais exemplos:

Alguns profissionais de medicina, por exemplo, não atendem um usuário do sistema público enquanto estão em greve, mas atenderiam o mesmo "usuário" caso ele os procurasse em seus consultórios ou hospitais particulares.

Alguns profissionais do direito, por exemplo, esquecem nas cadeias e prisões, pessoas que lá estão porque roubaram 1 pote de margarina (caso ocorrido recentemente no Brasil), enquanto se empenham ardorosamente para conseguir o Habeas Corpus de empresários e políticos que roubam milhões, certamente porque estes têm como pagar (com o próprio dinheiro roubado) seus "honorários".

Há também alguns motoristas, que adoram colocar em seus carros aqueles adesivos do tipo "Propriedade exclusiva de Jesus", por exemplo, porém não pensam duas vezes em parar na faixa de pedestres, estacionar em fila dupla ou em outro local proibido, dizer um palavrão com o motorista do carro ao lado, ou subornar um policial corrupto quando é parado em uma blitz.

"Como a areia do mar"... lembra?!

A exegese correta do verso nos faz ver que o número dos ímpios será grande, nem tanto pela deliberada apostasia e negação do Deus Verdadeiro, mas sim porque eram pessoas que viviam suas vidas tão imersas no pecado, que nem mais se davam conta disso... e ainda achavam que eram pessoas "de bem". Que ironia!

Neste mundo mal e perverso, onde cada pessoa parece que já nasce com o desejo de prevalecer sobre os demais, custe o que custar, aqueles que fazem parte do povo que Deus escolheu para ser a última igreja da História, não podem deixar que o pecado também os impregne.

Eu e você devemos buscar diariamente a força divina necessária para vencer o Mal, e também ajudarmos outros a vencê-lo.

Como eu nunca gosto de terminar as reflexões de forma negativa, quero ainda lembrar que apesar de o número dos perdidos vir a ser "como a areia do mar", a Bíblia também nos diz, no mesmo livro do Apocalipse, que os salvos serão uma multidão incontável (cf. Apoc. 7:9).

Louvado seja o Senhor, que ainda tem os Seus filhos "ajoelhados" (cf. 1Reis 19:18), e que não estão se dobrando à vida corrupta deste mundo.

Você e eu devemos fazer parte deste grupo!

Domingo, Dezembro 25, 2011

Ser Adventista é requisito para viver muito

Você sabia que ser Adventista do 7º Dia foi citado em um artigo de importante revista SECULAR (isso mesmo, uma revista não-Adventista... oh glória!) como sendo um dos principais fatores que levam à longevidade?

Tenho certeza que muitos que seguem meu blog (mais uma vez, obrigado pela paciência e carinho de vocês) já viram esta notícia. Mas é provável que outros, especialmente os que gostam de falar mal dos Adventistas (coitados...rsrs), ainda não tiveram o privilégio de ler o material.

Transcrevo abaixo o que está no excelente blog SAÚDE E FAMÍLIA, da profa. Débora Borges.

O estilo de vida dos adventistas do sétimo dia tem sido tema de pesquisas, estudos e de admiração nos meios científicos e na mídia, nos últimos tempos. A News Week, respeitada revista internacional, publicou o resumo de uma importante pesquisa cientifica sobre longevidade. A pesquisa foi feita por Lauren Streib e a matéria, de uma página, foi organizada por Robert De Ieso Jr., com o título “Como viver para sempre”. A reportagem, que leva em conta as mulheres, diz o seguinte: “Extraído da ciência, aqui está o que o leva a prolongar seus dias.” O autor relaciona 16 princípios responsáveis pela longevidade. O segundo recomenda: “Seja um adventista do sétimo dia.” Veja o que ciência descobriu e que pode ser fator de vida longa e saudável (principalmente para as mulheres, que vivem em média cinco anos a mais do que os homens):

1. Ser do sexo feminino.
2. Ser adventista.
3. Sua mãe ter menos de 25 anos quando você nasceu
4. Viver em uma área com pouca poluição.
5. Usar escova de dentes e fio dental diariamente.
6. Ser otimista.
7. Estar comprometido com o trabalho.
8. Ter marcadores genéticos de longevidade, capazes de combater os genes da doença de Alzheimer, câncer e outras doenças relacionadas à idade.
9. Viver em democracia.
10. Começar a escolarização formal após os seis anos de idade.
11. Beber pelo menos duas xicaras de chá por dia.
12. Comer 25% a 30% menos calorias de que a dose diária recomendada.
13. Não beber refrigerantes ou comer alimentos processados que contenham fosfatos.
14. Ser um fã de exercícios físicos
15. Comer uma dieta mediterrânea.
16. Ter seus ovários.

Clique aqui, e veja a matéria original na revista NEWSWEEK.

Notícias como estas nos mostram o quanto o preconceito cego e estúpido (desculpem a força da palavra) que alguns alimentam contra os Adventistas são infundados.

Louvado seja o Senhor pela excelente avalanche de conhecimentos que derramou sobre esta amada Igreja, e que fez com que este povo ficasse protegido de tantas doenças e males que assolam os que preferem desobedecer às orientações divinas.

"Crede no Senhor vosso Deus e estareis seguros; crede nos Seus profetas E PROSPERAREIS" (2Crôn 20:20).

Eu creio! E você?

Sexta-feira, Dezembro 23, 2011

A Mais Dura Declaração de Jesus

Neste período do ano em que muito se fala sobre o nascimento de Jesus, é curioso como as pessoas se identificam com o Cristianismo... cada um à sua maneira.

Entretanto, recordo-me que certa vez Jesus fez uma declaração polêmica:
Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade” (Mateus 7:21-23).

Por muito tempo, este foi um texto que me apresentou dificuldade de compreensão, pois Jesus não está Se referindo aqui a pessoas que viviam no pecado (aparentemente) declarado. Não eram viciados, prostitutas, adúlteros, ladrões, assassinos, orgulhosos, avarentos, etc. Não!

As pessoas citadas na passagem eram religiosas, e viviam uma vida de aparente adoração sincera ao Senhor Jesus Cristo. Elas declaram que em suas “igrejas” haviam curas, milagres, exorcismos, ou seja, manifestações aparentes do poder de Deus, e tudo era feito “em nome de Jesus”. Em resumo, eram membros de igrejas professamente “cristãs”. Por que, então, Jesus diz que “nunca” as conheceu? Não parece ser uma declaração muito forte?! Como Jesus pode dizer que não conhece alguém que afirma viver uma vida de adoração ao “nome” dEle? Isto me parecia por demais intrigante... até que atentei para os detalhes da passagem:

1. Somente entrará no Reino de Deus aquele que “faz a vontade” de Deus. Então vemos que não basta “crer”, não basta ser “justificado” apenas por uma “declaração” nominal; é necessário viver uma vida de obediência... mas obedecer a quê? Como se expressa esta “vontade” do Pai?

2. O final da passagem dá a resposta. Jesus manda que tais pessoas se apartem dEle, porque elas, apesar de usarem Seu nome, praticam a “iniqüidade”. Esta palavra é chave para compreendermos a declaração de Jesus. A palavra grega que foi aqui traduzida para nossa língua por “iniqüidade” é ANOMIA, que significa “quebra da lei”, “falta da lei”, “transgressão da lei”. Você encontra a mesma palavra em uma declaração do apóstolo João sobre a definição de pecado:

Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” (grifo meu) – 1João 3:4.

Que clareza!
Veja que Jesus advertiu exatamente Seus discípulos com relação às religiões professamente cristãs, que se utilizam do nome de Cristo, mas que não recebem Seu selo de aprovação.

Muitas pessoas vivem uma vida de aparente progresso em sua fé, com curas, milagres e bênçãos extraordinárias, mas que não é o Senhor quem está operando estas maravilhas, exatamente por que elas NÃO GUARDAM SUA SANTA LEI. Tais pessoas só querem uma vida de “justificação”, mas esquecem da vida de “santificação” que o crente deve apresentar diante de Deus e dos homens (cf. Tiago 2).

Portanto, meu amigo, se em sua igreja existe muita profecia, cura, milagres e citações do nome de Jesus, mas é uma igreja que despreza os Mandamentos do Senhor... cuidado! Pois o Dia está próximo, e ninguém vai querer ouvir as terríveis palavras: APARTAI-VOS DE MIM...

Quinta-feira, Dezembro 22, 2011

Por que os Adventistas são Criacionistas?

Frequentemente somos bombardeados com informações retiradas das teorias evolucionistas, tais como: os milhões de anos dos fósseis, o "nascimento" da Terra, a origem do homem... apenas para citar os mais comuns.

Mas temos uma ferramenta muito útil para podermos fundamentar melhor a fé criacionista. Através da SOCIEDADE CRIACIONISTA BRASILEIRA, liderada por Adventistas do 7º Dia, todos temos acesso aos mais atuais e completos estudos que mostram as falhas da teoria evolucionista, ao mesmo tempo em que fundamentam cientificamente (e não apenas teologicamente) os pressupostos criacionistas.

Especialmente para estudantes, que são diariamente confrontados com estes temas em sala de aula, o site da SCB é uma parada obrigatória.

Se você ainda não conhece a SCB, não sabe o que está perdendo. E não deixe de participar também dos CONGRESSOS CRIACIONISTAS, promovidos nas diversas regiões do Brasil, durante todo o ano.

Clique aqui e entre no site da SCB, e aproveite para adquirir o excelente livro "Em Seis Dias - Por que 50 cientistas decidiram aceitar a Criação?".

Bons estudos!

Terça-feira, Dezembro 20, 2011

Por que Jacó não subiu?

Lembro de uma vez quando eu estava trazendo a Gabrielle (minha filha mais velha) e 2 amigas (Carol e Melissa) para mais um dia de aula na Escola Adventista de Natal-RN. Enquanto eu me concentrava no trânsito, elas vinham cantando a música que uma delas apresentaria na capela da Escola naquela semana.

Em certo momento, Carol fez uma pergunta inesperada:
- Tio Gilson, Jacó poderia ter subido pela escada?

De onde ela tirou esta ideia?! rsrs

Pelo restante do caminho, eu vim meditando sobre esta curiosidade, e o porque de nós sempre procurarmos "responder o irrespondível". Pronto! Mais um tema para escrever aqui no blog... rsrs.

O que vocês acham? Por que os seres humanos (em especial os cristãos) gostam tanto de procurar respostas para dúvidas que Deus, por algum motivo, achou melhor ocultar de nós? Por que será que a Teologia é esta ciência tão "especulativa"? Aliás, toda ciência deve se basear exatamente nesta "sede" pelo saber, pelo conhecimento. Mas me parece que no caso da Teologia, sempre está se buscando encontrar respostas e soluções para problemas (?) que acreditamos serem importantes para firmar nossa fé, nossa esperança.

- Qual a marca de Caim?
- Quem são os 144.000 de Apocalipse?
- Haverá sexo no céu? E as famílias, permanecerão unidas por lá?
- Por que os Dinossauros não entraram na arca?
- Existe algum "lapso" enorme de tempo entre Gên. 1:1 e os outros versos deste capítulo?
- Qual o sexo dos anjos?
- O irmão do filho pródigo entrou ou não entrou na festa?
- Por que Daniel não estava na fornalha, junto com seus 3 companheiros?
- Por que a palavra "Trindade" não aparece na Bíblia?

Por que? Por que? Por que? E a cada dia enchemos a Teologia de novos "porquês".

Isso não é de todo ruim; afinal, Deus quis que o raciocínio, a mente ativa, fosse exatamente o que nos diferenciasse dos outros seres vivos que Ele criou.

Mas, de vez em quando, exageramos... rsrs

Não quero dizer que devamos parar de pensar, parar de perguntar, de procurar entender. É claro que não! Sou um "amante da filosofia", da arte de pensar, de "criticar" a vida.

O que me deixa preocupado é quando vejo pessoas "pendurarem" sua fé nestes "ganchos de dúvida". Ou seja, cada vez mais encontro pessoas que se sustentam nestes "porquês" não respondidos pela Bíblia, para poderem questionar a fé, a Revelação.

Sola Scriptura era o lema da Reforma. Somente a Bíblia era (e deve sempre ser) a regra de fé do cristão autêntico, vivo, pensante. Estudando a Palavra é que podemos compreender de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e, principalmente, para onde iremos. Ela nos revela tudo que precisamos saber sobre Deus, Seu amor, Sua graça, Sua justiça e misericórdia. Tudo!

Se Jacó poderia ou não ter subido, por que Deus permitiu o que hoje condena, ou outros devaneios mentais que os "teologuistas" de plantão gostam de levantar, nada disso é importante para nossa fé. Pode ser importante para uma minoria de intelectuais frios e calculistas, mas para a grande maioria de filhos e filhas de Deus estes pequenos "silêncios divinos" não alteram em nada o fato de que Ele nos ama, nos salvou e nos libertou de um destino de trevas.

Há muito tema importante na Bíblia sobre o qual nos debruçarmos. Por exemplo: você já "mastigou" o livro de Romanos todinho? E o Evangelho de João? Antes de querer respostas para coisas tão sem importância, deveríamos entender o que estes livros especiais revelam. Aliás, foi "Romanos" quem "detonou" a mente de Lutero e o fez entender que estava em um caminho de legalismo, desobediência e apostasia. Você sabia?!

Estudemos o que está revelado... o restante vamos deixar para as aulas de Cristo sob a sombra da Árvore da Vida, por toda a eternidade.

Fechado?!

"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).

Sexta-feira, Dezembro 16, 2011

O Poder da Pregação Bíblica

Há alguns dias falei que a Igreja é um lugar de "refúgio" para as mazelas do dia-a-dia. E alguns pediram que eu fosse mais "didático" sobre como devem ser os sermões pregados em nossos cultos. É certo que um dos momentos mais esperados é aquele da pregação da Palavra de Deus, ou seja, o sermão.

Porém, como eu disse na postagem anterior, alguns têm subestimado a utilização deste momento, fazendo com que as pessoas (adoradores) voltem para casa com a mesma sensação de vazio de alma com que chegaram para adorar.

Vamos relembrar o que escreveu um dos grandes teólogos Adventistas do séc. XX acerca deste assunto:


"Há muitos no mundo e na igreja que inconscientemente anseiam pela mensagem: 'os teus pecados estão perdoados'. Portanto, em cada sermão, o pregador precisa proclamar a justificação" - LaRondelle, O que é salvação?, pág. 78.

O que o saudoso Dr. LaRondelle disse foi que os púlpitos Adventistas devem ser (bem) utilizados na pregação da mensagem de salvação em Cristo. E isto tem sido olvidado por alguns pregadores, na minha opinião. Em muitas ocasiões temos visto sermões recheados de filosofia, pedagogia, psicologia, economia, atualidades... até novelas... mas pouca TEOLOGIA.

Muitos preferem falar apenas do tamanho das saias, do comprimento dos cabelos, de não comer isso ou aquilo, de eventos escatológicos sensacionalistas, do decreto dominical, etc... e não falam ao povo que Jesus está ansioso para carregar nossos fardos. Tenho plena certeza que muitos dos nossos irmãos ainda não tiveram um encontro real com Deus, porque simplesmente DESCONHECEM o que a Bíblia ensina sobre a abundante e incompreensível graça de Jesus. Basta ver a polêmica que tem sido vista em algumas igrejas com a lição da Escola Sabatina deste trimestre.

Sabemos tudo sobre decretos dominicais, datas, sinais, leis, temperança, etc... mas quase NADA sobre a justificação em Cristo.

O que estou querendo dizer?

Alguns escolhem um verso bíblico apenas como ponto de partida para sua peça de oratória, mas fogem totalmente do que a passagem realmente diz, e muitas vezes o simples estudo aprofundado do texto bíblico já seria suficiente para impressionar a mente e o coração dos ouvintes. Já vi pregadores utilizarem 10 versos bíblicos isolados em um único sermão, o que acaba resultando apenas numa "colcha de retalhos" de vários "mini-sermões". Não é à toa que são pouquíssimos os sermões que realmente marcaram nossa experiência cristã. De quantos você se lembra?!

Para tentar ajudar aqueles que desenvolvem o pesado privilégio de servirem como mensageiros de Deus à Sua Igreja amada, eu apresento abaixo alguns simples conselhos que ouvi ao longo dos anos, e que podem melhorar em muito a qualidade da pregação e, especialmente, a qualidade do RESULTADO que esta pregação promove na vida da Igreja.

Tipos de Sermões (adaptado de H. U. Reifler)

Existe, basicamente, 3 tipos de sermões que podem ser utilizados nos nossos cultos:

1. Temático
É aquele em que se escolhe um tema e então se procuram os textos necessários para explicá-lo.
Ex: A volta de Jesus, o amor entre os irmãos, a santificação, a vida conjugal, etc.
* O sermão temático é bom para ser usado em conferências, na apresentação de doutrinas e de algumas biografias.


Vantagens:
· É o de divisão mais fácil, pois de fato é o mais simples. É mais fácil dividir um sermão temático.
· Também é o de lógica mais fácil, sendo o que mais se presta à observação da ordem e da harmonia das partes.
· Conserva melhor a unidade.
· Presta-se melhor à discussão de temas morais, evangélicos e ocasionais.
· Adapta-se melhor à arte da oratória.


Desvantagens:
· Exige muito controle do pregador para evitar divagações ou generalidades vazias.
· Requer um estilo mais apurado e formal
· Exige mais imaginação e vigor intelectual, visto que se presta mais ao uso de símiles, metáforas e analogias.
· Exige mais cultura geral e teológica, já que não se limita à análise de um texto apenas.
· Exige mais conhecimento da lógica e da dialética, pois tende a discussões apologéticas (de defesa da fé e da doutrina).

. Há o perigo constante de desprezar o uso em 1º plano das Escrituras (alguns nem sequer chegam a abrir a Bíblia na pregação temática – o que é um ERRO FATAL).

2. Expositivo (o meu preferido)
É aquele baseado em um único texto bíblico longo (três versos ou mais). Começa com um texto, então se descobre o tema e o seu desenvolvimento.
Ex: Mat. 25:14-30; Mat. 3:7-12
É útil para a explicação continuada e abrangente de um livro da Bíblia; também para a exposição de passagens relacionadas em série: a) parábolas de Jesus; b) Milagres de Jesus; c) Encontros de Jesus; d) Heróis da Bíblia; e) As Sete Igrejas do Apocalipse; etc.

Vantagens:

· Presta-se melhor à exposição de um livro bíblico inteiro ou de uma doutrina sistematizada.
· É de grande valor para o desenvolvimento do poder espiritual e da cultura teológica do pregador e de sua congregação.
· Inclina-se mais à interpretação natural das Escrituras do que à alegórica.
· É o método mais difícil, muito apreciado pelos que se dedicam à leitura e ao estudo diário e constante da Bíblia.

3. Textual
É aquele baseado em um texto bíblico curto (desde uma frase até 2 versos, no máximo). Começa com um texto, então se descobre o tema. Tanto a idéia central como as divisões principais devem brotar deste texto único. As idéias secundárias - subdivisões - podem vir de outros textos.
Ex: Mateus 7:13-14

Vantagens:
· É profundamente bíblico.
· Exige do pregador um conhecimento amplo das Escrituras e da Teologia.
· Obriga o pregador a estudar constantemente a Bíblia.
· É o que mais se presta ao doutrinamento.
· É o que mais se adapta ao pregador de cultura geral mediana, mas com vasto conhecimento das Escrituras e da Teologia.
· É muito apreciado pelo povo.


Conclusão:
Os 3 tipos de sermões são válidos, mas a experiência tem mostrado que a Igreja é melhor "alimentada" das Escrituras quando o pregador utiliza o sermão TEXTUAL ou o EXPOSITIVO.
O Temático deve ser guardado apenas para ocasiões especiais, e muito limitadamente.

Passos para o Preparo de Sermões Bíblicos

1. Orar ao Senhor pedindo sabedoria, e escolher o texto, tendo em vista a NECESSIDADE da Igreja e o DOMÍNIO do pregador sobre o assunto.

2. Ler o texto e o contexto para familiarizar-se com o seu conteúdo. Leia o que o Espírito de Profecia fala sobre a passagem. Pesquise no Comentário Adventista e em Dicionários teológicos.

3. Dissecar o texto em forma de frases, cada qual contendo uma única verdade (exegese básica). Assim você vai mostrar para a Igreja o que o texto REALMENTE ensina.

4. Determinar a ideia central ou assunto.

5. Determinar as diversas ideias complementares ou de apoio à ideia central.

6. Ler todo o material necessário para uma correta compreensão do texto (comentários, dicionários, gramáticas, léxicos, outras versões bíblicas da passagem, etc.). Em alguns casos, é importante o conhecimento sobre a cultura da época na qual o texto foi escrito.

7. Preparar o esboço. Este passo é feito através da organização dos pensamentos do texto, no que chamamos de DESENVOLVIMENTO do sermão (deve ter, no máximo 4 partes).

8. Dar sustentação ou apoio, isto é, complementar o esboço com comentários, citações, ilustrações, exemplos, estatísticas, definições, etc. SEMPRE inclua ilustrações curtas, cotidianas, em seu sermão. Mas cuidado para não ficar só falando o quanto você é bom, sua família é perfeita, etc., etc., pois o povo logo vai perceber que você só está querendo se promover e passar por "santinho".

9. Preparar a conclusão. Não esquecer JAMAIS de fazer um claro e objetivo APELO ao final do sermão. Um sermão serm apelos será ALEIJADO, mesmo que o pregador seja um especialista em eloquência. É através do apelo que o pregador leva a congregação à ação.

10. Preparar a introdução. Inicie o sermão de forma a preparar a mente dos ouvintes para o que será estudado no texto bíblico. Evite os velhos "chavões" de sempre, ou contar "piadas" para quebrar o gelo. Também não caia no TERRÍVEL ERRO de dizer que foi escolhido de última hora, que não se preparou devidamente, etc. Isso mata o sermão antes mesmo de começá-lo.

::::::::::::::::::::

Se o sermão for bem preparado e bem fundamentado nas Escrituras, os irmãos sairão da Igreja com a sensação de que o Espírito Santo de Deus falou aos seus corações.

Nossa Igreja precisa ser melhor alimentada nesta fase final da história do Mundo. E o melhor alimento que podemos dar é através de uma pregação profunda e poderosa sobre a justificação pela fé em Cristo Jesus.

Deixe que a Bíblia mostre para sua Igreja o quanto a graça de Jesus é abundante, e o quanto Ele está desejoso de que todos alcancemos a vitória nEle.

"A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus" - 1Coríntios 2:4-5.

Eis a receita de um poderoso sermão!

Quarta-feira, Dezembro 14, 2011

Amigo para Todas as Horas...

Já diz o ditado, "felizes os que têm amigos". E esta é uma tremenda verdade!

Viver neste mundo, sem amigos, é a pior das existências.

Em junho de 2002, na cidade de Montes Claros-MG, conheci alguns valorosos jovens em uma campanha de colportagem (liderada pelo "fera" Clóvis). Dentre os companheiros de campanha, estava o Reuter (já tem até nome de artista...rsrs), que é de Januária, também em Minas Gerais. Hoje ele é estudante de Administração de Empresas. Será um brilhante profissional!

Certa vez ele me enviou um "scrap" com um texto muito bonito, apesar de simples e curto. É uma reflexão sobre o valor dos verdadeiros amigos.

Quem ainda não o conhece, conherá agora...

Um filho pergunta à mãe:
- Mãe, posso ir ao hospital ver meu amigo? Ele está doente!

- Claro, mas o que ele tem??

O filho, com a cabeça baixa, diz:
- Tumor no cérebro.

A mãe, furiosa, retruca:
- E você quer ir lá para quê? Vê-lo morrer?

O filho sai cabisbaixo... Horas depois ele volta vermelho de tanto chorar, dizendo:
- Ai mãe, foi tão horrível, ele morreu na minha frente!

A mãe, com mais raiva ainda, diz:
- E agora?! Tá feliz?! Valeu a pena ter visto aquela cena?!

Uma última lágrima cai de seus olhos e, acompanhada de um sorriso, ele responde:
- Muito... pois cheguei a tempo de vê-lo sorrir e dizer: EU TINHA CERTEZA QUE VOCÊ VIRIA!

A amizade não se resume só em horas boas, alegria e festa.
Amigo é para todas as horas: boas ou ruins, tristes ou alegres.

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Existem momentos da vida que precisamos, mais que nunca, dos amigos ao nosso lado. Muitas vezes, apenas para sabermos que eles estão lá, velando por nós, sofrendo conosco, prontos a emprestarem seu ombro para nosso choro.

Amigo, amigo mesmo, é aquele que não nos abandona, nem no leito de morte, e lá estará para segurar nossa inerte mão.

Alguns preferem abandonar os "amigos" que passam por problemas, com a justificativa de evitarem "constrangimento" (como a "mãe" do relato acima). Mas só quem já passou por situações extremas, e sentiu a falta de um amigo ao seu lado, é que sabe que esta desculpa não tem razão de ser.

Se, no mundo, a amizade é um dos tesouros mais valorizados (os "barzinhos" na sexta-feira à noite estão ai para mostrarem isso...), quanto mais no ambiente da Igreja, onde as amizades verdadeiras durarão PARA SEMPRE!

Sejamos mais que irmãos... sejamos amigos!

"Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois Meus amigos... Eu não os chamo de 'servos'... mas de 'amigos'..." (João 15:13-15).

Segunda-feira, Dezembro 12, 2011

Por que você vai à Igreja?

Qual a utilidade da Igreja?
Por que devemos frequentar uma?
O que leva às pessoas a buscarem uma igreja?
Por que sair da minha casa para ir em um local onde as pessoas dizem adorar a Deus?

Você já se fez este tipo de pergunta?

É curioso quando observamos que a frequência a uma Igreja, com o tempo, acaba se tornando algo mecânico para muitas pessoas. Já estamos acostumados com aquela "agenda semanal", e sabemos que naquele(s) dia(s) e hora(s) específica(s) temos um "compromisso" marcado. A grande maioria só faz isso uma vez por semana. No caso dos Adventistas, no sábado pela manhã.

Mas... o que nos motiva a continuarmos indo à igreja, semana após semana?
Os mais conservadores dirão que é o Espírito Santo que nos motiva. Concordo... em parte.

A grande maioria das pessoas vive em uma luta frenética pela sobrevivência. Sobrevivência no trabalho; sobrevivência nos estudos; sobrevivência no casamento; sobrevivência na saúde... etc.

Lembro do que o Dr. LaRondelle escreveu em seu livro "O que é salvação":
"Há muitos no mundo e na Igreja que inconscientemente anseiam pela mensagem: ‘Os teus pecados estão perdoados’" (p. 78).

Acredito que esta é a PRINCIPAL razão que nos motiva a nos dirigirmos até a Igreja. É claro que este sentimento é fruto da ação do Espirito Santo em nossa vida! Esse não é o ponto dessa reflexão. O que eu quero chamar a atenção, especialmente de líderes e pregadores, é que cada congregação analise se está "saciando" este anseio da alma dos seus frequentadores (?).

As pessoas que se dirigem até sua igreja local estão saindo de lá, ao final do culto, com a certeza de que reabasteceram sua "bateria" para continuarem na jornada? Estamos oferecendo o mesmo alimento do espírito que Jesus oferecia aos Seus ouvintes? Temos, de fato, saciado esta sede/fome daqueles que procuram nossos cultos a cada semana?

Em alguns lugares, sim!
Em outros, não!

Durante este trimestre temos estudado exaustivamente sobre os embates de Paulo com os legalistas de seu tempo. Parece que temos muitos "descendentes espirituais" destes mesmos legalistas também em nossos dias. São pessoas que acreditam que a melhor pregação, o melhor sermão, é aquele que "chama o pecado pelo nome"; aquele que "chicoteia" o pecador; aquele que faz com que as pessoas chorem "lágrimas de sangue" ao final do sermão. Este tipo de pregador gosta de se colocar em uma posição arrogante, superior, puritana... e só falta dizer: "querem ser salvos, perfeitos e livres do pecado? Sejam como eu!".

Nossos cultos, nossos sermões, nossos hinos e cânticos, devem exaltar a Jesus, e a Ele só! As pessoas vão às igrejas em busca de cura para as feridas da alma, para as dificuldades e lutas do dia-a-dia. E se lá elas só encontram as "pedradas" dos santarrões de plantão, então elas passarão a ver que a igreja é um lugar de dor e sofrimento, e não de libertação.

Será por isso que muitas igrejas não atraem visitantes?
Será por isso que muitas igrejas não possuem jovens em seus cultos?
Será por isso que muitas igrejas têm ouvintes tristes e frequentadores "mornos"?

Talvez...

Quando aprendermos a utilizar as ferramentas que Jesus nos deixou, manuseando-as como Ele fazia... então veremos mais sorrisos nos rostos de pessoas que estão sendo tocadas pelo Espírito libertador de Jesus. O mesmo Espírito que curou e aliviou o sofrimento (físico, mental e espiritual) de tantas pessoas de Seu tempo.

Deixemos de usar o chicote em nossos púlpitos... e passemos a utilizar mais a ÁGUA DA VIDA.

"Todos ficavam maravilhados com o Seu ensino, porque lhes ensinava como Alguém que tem autoridade e não como os mestres da lei" (Marcos 1:22).

Pregar um sermão "legalista" é muit fácil... difícil é saciar a sede do povo.
Isso Jesus fazia muito bem.

Quinta-feira, Dezembro 08, 2011

Cristão Limão ou Cristão Melancia?

O limão e a melancia são duas frutas muito diferentes, porém com algumas características semelhantes.

- Ambas são da Classe das Magnoliopsidas
- Ambas têm, normalmente, a casca esverdeada
- Ambas são ricas em vitaminas B e C
- Ambas são ricas em sais minerais (Ferro, Cálcio e Fósforo)
- Ambas produzem um suco muito refrescante
- Ambas possuem baixo teor calórico (em 100g, o limão possui 25 calorias, e a melancia, 32).

Por outro lado, existem algumas diferenças bastante visíveis entre as duas frutas. A que eu gostaria de destacar é o SABOR.

O limão, por ser rico em ácido cítrico, tem um sabor fortemente azedo. Já a melancia é bastante suculenta (90% da polpa é de água) e de sabor adocicado. Aliás, apenas por curiosidade, sou "especialista" em escolher boas melancias...rsrs

O Cristão "Limão"

Este é aquele cristão que, às vezes, tem excelentes qualidades, assim como o limão. Pode até mesmo ser uma pessoa extremamente inteligente e culta nos assuntos bíblicos, doutrinários, teológicos, etc. Geralmente conhece a Bíblia de capa-a-capa. É aquele que sabe textos bíblicos de cor, e os recita na ponta da língua. Ganha muitos concursos bíblicos, e já decorou o Salmo 119 quase todo (rsrs). É um dos primeiros a chegar na igreja, e se orgulha de seus gostos conservadores.

Mas é azedo... ácido.

É uma pessoa muito crítica, que só consegue ver o defeito, os erros, nas outras pessoas. É aquele que não mede as palavras e, frequentemente, as utiliza para machucar e causar sofrimento. Ele não pensa duas vezes antes de apontar o dedo e acusar, criticar, magoar. Está sempre insatisfeito e falando mal de tudo e de todos (principalmente dos pastores). Na hora do almoço, para o cristão "limão", o prato principal é falar sobre os erros dos seus "irmãos" (a roupa, a música, a pregação, a recepção...tudo). Nada o satisfaz plenamente.

Talvez fosse deste tipo de cristão (o "limão") que Tiago se referia quando escreveu:
"Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã" (1:26).

"Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva!" (3:5).

E o próprio Salomão, centenas de anos antes de Tiago, também já havia falado sobre isso:
"O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias" (Prov. 21:23).

O cristão "limão" tem muitas qualidades, mas tem um péssimo defeito: SEU SABOR... argh!

O Cristão "Melancia"

Este também é muito valioso. Também se dedica a estudar a Bíblia profundamente, e está sempre entre os que mais a conhecem. Sabe defender sua fé, mas utiliza as palavras de forma a construir bons relacionamentos, que facilitam a entrada de Jesus na vida das pessoas. Ele procura entender as dificuldades dos seus irmãos, e se coloca à disposição para ajudar. Está sempre preocupado com os que estão desanimados na fé, e os visita com frequência levando palavras "doces" e edificantes. O "melancia" não vai na casa de um irmão apenas para saber se a TV está ligada na novela, ou se estão assistindo o Globo Repórter... ele vai por que ama as pessoas.

A grande vantagem do cristão "melancia" sobre o cristão "limão" é exatamente O SABOR. As palavras doces, o espírito amigável e reconciliador, o semblante terno e convidativo, são características do cristão "melancia". Nem todos gostam dele, mas isso não é problema, pois ele continuará sendo "doce" do mesmo jeito.

"A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira" (Prov. 15:1).

"A longanimidade persuade o príncipe, e a língua branda esmaga ossos" (Prov. 25:15).

Conclusão

Muitos de nós alternamos os dois tipos de Cristianismo: hora somos "limão", hora somos "melancia". Os dois são muito importantes, e precisam co-existir.

Mas não há dúvidas de que o cristão "melancia", que sabe usar as palavras na hora certa, sem ferir ou machucar desnecessariamente, é aquele que nós mais precisamos nas horas em que a "sede" da alma aperta.

Limão ou Melancia, você decide o que deseja ser!

É certo comemorar o Natal?

Quando chega esta época do ano, é comum surgirem algumas pessoas com dúvidas sobre se devemos ou não comemorar o Natal. Normalmente, estes irmãos têm receio em tomar parte de uma festa que é considerada como de origem pagã e blasfêma por alguns críticos.

Realmente, não há como dizer se Jesus nasceu em 25 de dezembro. E é quase certo que não tenha sido nesta data, em virtude de algumas "pistas" que são dadas no texto bíblico.

Já ouvi pessoas dizerem que não podemos comemorar o Natal porque ele foi criado para fazer reverência a deuses pagãos da Antigüidade, e até mesmo a árvore foi inventada para pendurar as cabeças dos cristãos, como aquelas bolas coloridas representam, segundo eles, apesar de que a Enciclopédia Virtual diz que a tradição de montar a Arvore de Natal, é atribuida a Lutero, o qual desejou mostrar a algumas crianças como estaria o céu na noite do nascimento de Jesus. Para fazer isso, Lutero apanhou uma árvore e a enfeitou com pequenas velas coloridas e maçãs vermelhas (para dar um aroma).

Nos dias atuais...

Eu e você não comemoramos o Natal para adorar qualquer deus pagão; tampouco enfeitamos as árvores para representar nossos irmãos degolados do passado. Para nós, o Natal é o momento de encerrarmos o ano com um espírito mais fraterno e solidário, unindo nossas famílias em laços de amor.

Se as comemorações do Natal verdadeiramente surgiram com objetivos pouco nobres, e os enfeites utilizados tenham algum significado místico ou blasfemo (o que parece ser mais lenda do que fato), isto não importa. O que vale é o espírito com que nós utilizamos esta data HOJE.

O mesmo ocorreu, por exemplo, com alguns hinos do nosso Hinário Adventista. Algumas composições que estão lá, e são cantadas para louvar a Deus centenas de vezes ao ano em nossos cultos, não foram criadas com o propósito de adoração litúrgica. Alguns eram cantados nos bares, ou são arranjos musicais de hinos nacionais, ou foram criados por pessoas que nunca guardaram os Mandamentos de Deus - e nem crentes eram!

Devemos, também, deixar de usar o Hinário por causa disso? É claro que não!

Fato curioso também ocorreu com as GRAVATAS. Há quem diga que elas foram criadas para serem um símbolo "fálico", ou seja, uma representação homossexual do órgão viril masculino. Você já parou para pensar que utilidade prática elas têm? Portanto, é provável que este "mito" tenha algum fundo de verdade...

Devemos, também, deixar de usar gravatas por causa disso? É claro que não!

Tanto com relação ao Hinário, quanto às gravatas... e o Natal... mesmo que sua origem seja duvidosa (e até obscura), o fato é que HOJE nós não os utilizamos como meio de blasfêmia, luxúrias, diversão ou representações homossexuais.

Para finalizar este comentário, quero apresentar algumas declarações inspiradas dos Testemunhos sobre a comemoração do Natal. Veja como Ellen White até incentiva o uso das comemorações e representações natalinas.

Citações do Lar Adventista, págs. 477-483:

"Para os jovens, de idade imatura, e mesmo para os de mais idade, é este [o Natal] um período de alegria geral, de grande regozijo".

"Sendo que o dia 25 de dezembro é observado em comemoração do nascimento de Cristo, e sendo que as crianças têm sido instruídas por preceito e exemplo que este foi indubitavelmente um dia de alegria e regozijo, será difícil passar por alto este período sem lhe dar alguma atenção. Ele pode ser utilizado para um bom propósito".

"Pelo mundo os feriados são passados em frivolidades e extravagância, glutonaria e ostentação. ... Milhares de dólares serão gastos de modo pior do que se fossem lançados fora, no próximo Natal e Ano Novo, em condescendências desnecessárias. Mas temos o privilégio de afastar-nos dos costumes e práticas desta época degenerada; e em vez de gastar meios meramente na satisfação do apetite, ou com ornamentos desnecessários ou artigos de vestuário, podemos tornar as festividades vindouras uma ocasião para honrar e glorificar a Deus".

"Deus muito Se alegraria se no Natal cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas, grandes e pequenas, para essas casas de culto. Têm chegado a nós cartas com a interrogação: Devemos ter árvores de Natal? Não seria isto acompanhar o mundo? Respondemos: Podeis fazê-lo à semelhança do mundo, se tiverdes disposição para isto, ou podeis fazê-lo muito diferente. Não há particular pecado em selecionar um fragrante pinheiro e pô-lo em nossas igrejas, mas o pecado está no motivo que induz à ação e no uso que é feito dos presentes postos na árvore".

Selecionei outras citações. Clique aqui para visualizar.

:::::::::::::::::::::::::::::::::

Veja que o problema não está em comemorar o Natal, ou colocar árvores enfeitadas, etc.
O erro está em usar esta data com o mesmo propósito que alguns não-crentes usam: ostentação, frivolidades, luxo, comilança, gastança, etc.

Se você utilizar o Natal como uma oportunidade de falar de Jesus para seus amigos e parentes, ou ajudando àqueles que tanto necessitam do nosso cuidado e amor... certamente você estará fazendo a coisa certa.

"O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor" - Lucas 2:10-11.

Quarta-feira, Dezembro 07, 2011

Aluno Adventista tem que dar bom testemunho

Meu irmão caçula, Gilton, é aluno de Licenciatura em História em uma Universidade particular de Natal-RN.

Domingo passado ele me disse que este ano enfrentou grandes provas com as aulas da sexta-feira à noite (sábado, segundo crêem os Adventistas), pois havia uma matéria cujas aulas eram todas na sexta à noite. Logo no início do semestre ele procurou o professor, e contou que, como Adventista, não poderia assistir estas aulas, e pediu que o professor o aconselhasse qual o melhor caminho a seguir.

O professor não colocou dificuldades, e disse que ele poderia ficar sem assistir às aulas, e não levaria "falta". Porém, deveria fazer um resumo semanal de cada texto que fosse apresentado à turma na sexta-feira. Acordo fechado, o meu irmão começou a fazer isso. Os outros alunos ficavam fazendo comentários, pois ninguém precisava apresentar os tais resumos.

Agora no final do semestre veio o "teste final". Marcada a prova, na sexta à noite, meu irmão foi procurar o professor, e ele lhe disse que não precisaria fazê-la, pois sua nota seria dada em função dos textos entregues ao longo do semestre.

Os demais alunos fizeram a prova, e somente Gilton teria a nota baseada no trabalho extraordinário.

Quando saíram as notas, veio a confirmação de que o Senhor não desampara aqueles que Lhe são fieis....

Enquanto os colegas tiraram notas entre 7 e 8, Gilton tirou 9,8!

Louvado seja o nosso Deus!

"Fui moço e agora sou velho, mas nunca vi um justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão" (Salmo 37:25)
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